Abril 2017 - Ainda sou do tempo

terça-feira, 25 de abril de 2017

... de usar este tipo de Fatos de Treino nos anos 80

terça-feira, abril 25, 2017 0
... de usar este tipo de Fatos de Treino nos anos 80

Uma imagem que se calhar muitos gostariam de apagar da memória, mas foram muitos os que usaram fatos de treino deste género nos anos 80 e começo da década de 90. Todos com muita cor à mistura, fugindo dos tradicionais de uma cor só, e num tecido diferente também do que estávamos habituados.

Todas as marcas seguiram este estilo, havia coisas assim da Puma, Adidas ou da Diadora, mas aqueles que todos devem ter vestido, pertencia a uma marca Espanhola pelo que percebi. Isto porque, como acontecia no meu caso, muitos destes fatos de treino eram comprados nas feiras do nosso país.

E então, quem vestiu disto?






quinta-feira, 20 de abril de 2017

... das Cobras articuladas

quinta-feira, abril 20, 2017 0
... das Cobras articuladas

Mais uma memória rápida de algo que todos se devem recordar, as Cobras articuladas com as quais brincávamos nos anos 80. Esta foto da Ana Trindade, retrata uma bastante comum (tive uma igual), de algo que usávamos para assustar as meninas (ou as familiares do sexo feminino) ou apenas para brincarmos com ela. Quem teve?










... do Eurico A. Cebolo

quinta-feira, abril 20, 2017 0
... do Eurico A. Cebolo


Piano Mágico, Orgão Mágico, A Prostituta Virgem, Casei com a minha irmã e Flauta Mágica, são alguns dos livros de Eurico A. Cebolo, um dos nomes incontornáveis da literatura de ensino musical, que também produzia romances, romances esses tinham quase sempre uma temática mais adulta.

Eurico Augusto Cebolo nasceu a 28 de Outubro de 1938, na região de Trás-os-Montes, tendo feito os seus estudos no colégio João de Deus no Porto, onde demonstrou desde cedo ter um talento para a escrita, e chegava a desenhar histórias de banda desenhada, que vendia depois aos amigos.

Na adolescência, foi com a família para Moçambique, onde começou a ganhar gosto pela música e envolveu-se nesse meio, tornando-se compositor e músico de qualidade, vencendo vários prémios em diversos certames internacionais.

Mas em 1975, durante umas férias no nosso país, sofre um acidente de viação, quando um camião choca violentamente contra o carro onde ia. O seu primo, o condutor do carro, tem morte imediata, enquanto que Eurico sofria complicações na sua mão direita, perdendo 50% do controle da mesma e tendo que abandonar assim a sua carreira de músico.



Dedicou-se então à escrita de livros para o ensino musical, dedicando-se a algum instrumento musical, ou somente à música em si. Quase todos tinham a palavra "mágica" no título, e com umas capas sempre meio estranhas, onde o instrumento era acompanhado por crianças, animais ou pessoas em diversas poses.

Piano Mágico, Flauta Mágica, Acordeão Mágico, Tocar Concertina, ou Tocar guitarra baixo, eram apenas alguns dos livros com essa temática educativa, e eram também traduzidos para inglês e francês.

Mas Eurico dedicou-se também a uns romances, quase sempre focados em temáticas como o incesto, ou com uma forte componente sexual. A Filha do Padre, A Prostituta Virgem, Incesto sem Pecado ou Falo Perdido são alguns desses títulos, que lhe granjearam alguns fãs e uma espécie de seguimento de culto.


Em 1999,  foi a música com letra e música de sua autoria que venceu as Marchas de Lisboa, feito que repetiu no ano seguinte. Hoje em dia tem uma loja de música na Rua da Boavista no Porto, onde atende os clientes e continua a ensinar tudo o que sabe sobre música.









quarta-feira, 19 de abril de 2017

... do Fui de visita à minha tia em Marrocos

quarta-feira, abril 19, 2017 0
... do Fui de visita à minha tia em Marrocos


Um daqueles programas que apesar de ter uma vida curta, ficou na memória de todos os que o viram. O Fui de visita à minha tia em Marrocos, foi um musical com 6 episódios, que tinha como música de genérico uma canção que era também, ou tornou-se por causa disso, um clássico infantil.

O programa era um original de António Manuel Sequeira, que escrevia os textos e canções para o programa, para além de também o apresentar. Foram 6 episódios, que mostravam as aventuras de um grupo de formigas e os seus amigos, numa viagem até Marrocos, e que se focava em coisas como, o trabalho em equipa, a defesa do ambiente, e o valor da amizade.



Cada episódio tinha cerca de 10 minutos, o essencial para nos prender ao ecrã sem nos cansar muito e no elenco existiam nomes como Carmen Marques, Carlos Paulo, Marques D'Arede, Lídia Franco ou José Pedro Gomes, por isso como podem calcular, era fácil de ficarmos presos a isto, com tantos bons actores a apresentar textos com alguma qualidade.

Foi transmitido pela RTP pela primeira vez em 1985, no espaço Tempo dos Mais Novos, ao Domingo de manhã, sendo repetido depois em programas como o Brinca Brincando e outros do género ao longo da década de 80, e começo dos anos 90.

A música, uma adaptação de Tó Sequeira de um clássico inglês, continuou a ter bastante sucesso, e pode-se encontrar em diversas colectâneas de música infantil. Alguém lembra-se do programa?



Letra da música:

Fui de visita à minha tia a Marrocos (Hip Hop)
Fui de visita à minha tia a Marrocos (Hip Hop)
Fui de visita à minha tia, fui de visita à minha tia, fui de visita à minha tia a Marrocos (Hip Hop)

Singing aya iupi iupi ai
Singing aya iupi iupi ai, ai ai ai ai
Singing aia iupi iupi aia, iupi iupi aia, iupi iupi ai
Hip Hop

Para lá viajei de camelo (Ondulá)
Para lá viajei de camelo (Ondulá)
Para lá viajei , para lá viajei , para lá viajei de camelo (Ondulá)

Singing aya iupi iupi ai
Singing aya iupi iupi ai, ai ai ai ai
Singing aia iupi iupi aia, iupi iupi aia, iupi iupi ai
Hip Hop, Ondulá

P’lo caminho eu comi um bom porquinho (Ronc ronc)
P’lo caminho eu comi um bom porquinho (Ronc ronc)
P’lo caminho eu comi, p’lo caminho eu comi, p’lo caminho eu comi um bom porquinho (Ronc ronc)

Singing aya iupi iupi ai
Singing aya iupi iupi ai, ai ai ai ai
Singing aia iupi iupi aia, iupi iupi aia, iupi iupi ai

Hip Hop, Ondulá, Ronc ronc

Para acompanhar bebi um bom vinho (Glug glug)
Para acompanhar bebi um bom vinho (Glug glug)
Para acompanhar bebi, para acompanhar bebi, para acompanhar bebi um bom vinho (Glug glug)
Singing aya iupi iupi ai
Singing aya iupi iupi ai, ai ai ai ai
Singing aia iupi iupi aia, iupi iupi aia, iupi iupi ai
Hip Hop, Ondulá, Ronc ronc, Glug glug

De regresso viajei de comboio (uh-uhh)
De regresso viajei de comboio (uh-uhh)
De regresso viajei, de regresso viajei, de regresso viajei de comboio (uh-uhh)

Singing aya iupi iupi ai
Singing aya iupi iupi ai, ai ai ai ai
Singing aia iupi iupi aia, iupi iupi aia, iupi iupi ai
Hip Hop, Ondulá, Ronc ronc, Glug glug, uh-uhh

Da janela disse adeus à minha tia
Até breve! (Bis)
Da janela disse adeus à minha tia
Até breve !

Singing aya iupi iupi ai
Singing aya iupi iupi ai, ai ai ai ai
Singing aia iupi iupi aia, iupi iupi aia, iupi iupi ai
Hip Hop, Ondulá, Ronc ronc, Glug glug, uh-uhh Até breve !






Algumas imagens e info retiradas do site Brinca Brincando





... das Caricas da Schweppes com futebolistas

quarta-feira, abril 19, 2017 0
... das Caricas da Schweppes com futebolistas

Mais uma memória rápida, de uma colecção que entusiasmou muito rapaz nas décadas de 70 e 80, a de imagens de futebolistas nas caricas da Schweppes. A Carica estava muito na moda nessa altura, já aqui falei das brincadeiras que se fazia com elas, com corridas e isso, e várias marcas de refrigerantes aproveitaram isso para promover algumas colecções interessantes. Quem fez disto?




Foto retirada do blog Queridos anos 80











segunda-feira, 17 de abril de 2017

... dos Puzzles de Cubos da Majora

segunda-feira, abril 17, 2017 0
... dos Puzzles de Cubos da Majora

Deixar aqui algumas imagens de uma memória muito querida da minha infância, os puzzles de cubos da Majora. Tive vários do género, uns de madeira e mais tarde uns de plástico, eram sempre imagens fofas infantis, afinal esse era o público alvo, e os mesmos tentavam ser fáceis o suficiente para qualquer criança os poder montar.

Muitas vezes era algo relacionado com a Disney, todos eles vinham com umas ilustrações e depois os cubos para podermos formar as imagens desses postais. Na caixa vinha sempre uma imagem que estaria depois nos cubos também, lembro-me que podiam vir muitos ou poucos, dependia da caixa.

Quem mais teve disto?




Imagem retirada do blog Respigador









quinta-feira, 13 de abril de 2017

... do programa Olha que Dois!!

quinta-feira, abril 13, 2017 0
... do programa Olha que Dois!!

Um programa de entrevistas, com uma forte componente de entretenimento, apresentado por uma dupla de apresentadores que tinham uma química invejável. Teresa Guilherme e Manuel Luís Goucha eram pessoas bem conhecidas dos portugueses, existia até o boato de que eram um casal, e tiveram aqui a oportunidade de terem um programa em conjunto, capitalizando a sua química e popularidade.

Olha que Dois!! passou na RTP entre Setembro de 1992 e Junho de 1993, tendo sido transmitido aos Domingos à tarde e onde os dois apresentadores entrevistavam uma figura conhecida da nossa sociedade. A particularidade do programa, residia nas várias rubricas por lá apresentadas, desde uma crónica de mal dizer de João Braga (que foi depois convidado), a mostra de talentos e músicas ocasionais.

Manuel Luís Goucha e Teresa Guilherme viviam na altura com o boato de que eram na verdade um casal amoroso, e brincavam com isso a apresentar este programa, que teve algum sucesso devido à química que os dois sempre tiveram. No programa apareciam outros convidados, pessoas conhecidas que tinham alguma ligação com o entrevistado, dando assim a conhecer pequenos pormenores da sua vida pessoal.

Maria Cavaco Silva, Herman José, Artur Agostinho, Eusébio, António Sala foram apenas alguns dos nomes que por lá passaram, numa conversa informal e divertida. Lembram-se?








Imagens retiradas do Quinto Canal e da Enciclopédia de cromos

... do Luís Pereira de Sousa

quinta-feira, abril 13, 2017 0
... do Luís Pereira de Sousa

Foi uma das caras da RTP nas décadas de 80 e 90, e um dos bigodes mais famosos do país, para além de ser um dos maiores nomes da história da rádio. Eu gostava bastante de Luís Pereira de Sousa, parecia aquele tio castiço e muitas vezes tinha atitudes nos seus programas, que mostrava que não era muito de seguir as regras.

Luís Pereira de Sousa nasceu no Porto, a 1 de Janeiro de 1941, mudando-se ainda criança para Carcavelos, onde fixaram residência e onde começou a mostrar o seu interesse pelo mundo do jornalismo. Ainda não tinha 20 anos e já fazia, produzia e apresentava, um programa de rádio (no Clube Radiofónico de Portugal), que era patrocinado pela mítica Farmácia Cordeiro e dava a conhecer factos, informações e pormenores do concelho de Cascais.

Dono de uma bela voz radiofónica, foi normal vingar nesse mundo, onde começou a dar nas vistas como repórter desportivo no Rádio Clube Português, fazendo também trabalhos para outras estações como a Rádio Renascença. O RCP apostou forte na qualidade da sua voz, dando-lhe trabalhos de locuções para magazines de arte e cultura, com especial destaque para o cinema.

Mas não se deve julgar o seu trabalho na rádio, somente pela sua voz, o seu contributo como repórter é deveras importante e chegou a ser colaborador no estrangeiro para diferentes emissoras, chegando também a colaborar com rádios de Angola, Moçambique e outros países, realizando trabalhos que chegariam à Europoa, África e América do Sul.

Foi para uma estação da África do Sul que fez a reportagem em directo do 25 de Abril de 1974, e foi um dos únicos dois jornalistas que acompanharam Salgueiro Maia na entrada para o Quartel do Carmo. No período pós revolução, foi locutor em programas que analisavam a realidade política, nem sempre de uma forma bem vista por todos, mas que mostravam também a forte personalidade do jornalista.


Esses programas eram apresentados pela Emissora Nacional, então RDP, no Actualidades fazia uma comparação entre o discurso político e a realidade nacional, enquanto que no Domingo Fantástico, onde dava uso à sua imaginação e apresentava as coisas de forma fantasiosa.

Foi nesse programa que teve um revés na sua carreira, quando entrou em conflito com a direcção de programas depois de uma entrevista ao escritor Luís Pacheco, que fez algumas referências humorísticas ao então presidente da República Ramalho Eanes, sendo-lhe então instituído um processo por abuso de liberdade de imprensa. Foi absolvido num processo rocambolesco, onde se apresentou sem advogado, dizendo que não tinha nada do que se defender. Foi absolvido e até elogiado pelo Juiz, considerando a peça exemplar em matéria de imaginação e criatividade.

Mas o ministério público e os directores da rádio levaram o caso a instâncias superiores, pela defesa desorganizada do réu, conseguindo com que fosse condenado a 6 meses de cadeia, passíveis de serem pagos em multa, o que fez. Curiosamente o próprio presidente Ramalho Eanes, fez-lhe chegar a mensagem de que não se tinha sentido ofendido pela peça em questão, e que até lhe tinha achado piada.

No final dos anos 70 começou então a colaborar com a RTP, apresentando o Telejornal e um programa de debate político, o Frente a Frente. Começou a apresentar, ou a colaborar, com diversos programas e pouco tempo depois era já considerado o jornalista português mais popular. Foi natural portanto a transição para programas ligeiros, de entretenimento,

Na década de 90 foi assim que muitos o conheceram, a apresentar programas de verão como os Festa na Feira, Onda de Verão ou Jogos de Verão, e ainda programas no estilo talk show, como Nunca é tarde, Clube da manhã, ou o Estúdio 4. Uma característica desse programa, e outros mais leves como o Coleccionando e o Um Certo Sorriso, era o destaque dado ao simples telespectador, que Pereira de Sousa tratava com todo o carinho e atenção, ajudando assim à sua popularidade.

Continuou também a colaborar na rádio, lembro-me de apresentar um programa da manhã na Rádio Comercial AM, que a minha avó gostava bastante de ouvir. No virar de século, voltou a dedicar-se mais à reportagem e à locução de documentários e programas do género para canais de cabo, dando uso a uma das melhores vozes do nosso país.

Longe da televisão, mas não dos nossos corações, escreveu um livro e teve um grande susto depois de um acidente que o levou de urgência ao hospital. É uma das maiores figuras do nosso mundo audiovisual, e uma das mais importantes também.








Imagens retiradas do Restos de Colecção e Enciclopédia de Cromos
Informação retirada de Wikipedia





quarta-feira, 12 de abril de 2017

... do filme Os Dez Mandamentos

quarta-feira, abril 12, 2017 0
... do filme Os Dez Mandamentos

Na semana da Páscoa, nada melhor para um post do que um dos maiores épicos de todos os tempos, e um filme que costuma sempre passar nesta altura. Os Dez Mandamentos de Cecil B. DeMille, é um clássico de cinema, um dos mais bem sucedidos de todos os tempos e ainda hoje é um dos melhores filmes do género.

The Ten Commandments (Os Dez Mandamentos em Portugal e no Brasil), foi um épico bíblico de 1956, realizado pelo lendário Cecil B. DeMille e com Charlton Heston no papel principal. A trama centra-se na história de Moisés, numa adaptação livre do que vem na bíblia e mostra-nos então a vida dele e como foi o seu encontro com Deus e como liderou o seu povo, então escravo do Faraó, até a liberdade.

Com mais de Três horas, tornou-se mesmo assim um sucesso de bilheteira, e foi nomeado para sete Óscares, tendo vencido o de melhores efeitos visuais. Vi isto pela primeira vez numa Lotação Esgotada, e lembro-me que fiquei fascinado com algumas cenas, como a do confronto ´com o feiticeiro do Faraó (e os cajados a virarem cobras), e claro está da divisão do mar, para passar mais o seu povo.

Por cá costuma dar na altura da Páscoa ou do Natal, mas nos Estados Unidos a ABC transmite o mesmo todos os anos, no Domingo de Páscoa. Mais alguém é fã do filme?




















... do Venâncio

quarta-feira, abril 12, 2017 0
... do Venâncio
Foto de Armazém Leonino

Era uma das figuras do Sporting quando comecei a seguir o futebol mais a sério, e tenho-o na memória como um dos grandes "capitães". Venâncio era o típico central de marcação, duro e muito forte no jogo aéreo, tendo jogado de leão ao peito por quase uma década.

Pedro Miguel Regateiro Venâncio nasceu a 25 de Novembro de 1963, em Setúbal, começando a dar nas vistas na formação dos Sadinos e sendo assim contratado pelo Sporting em 1981, para a sua equipa de júniores. Na época seguinte estreou-se na equipa principal, e em 1984 John Toshack aposta em definitivo no jogador, dando oportunidade para formar uma dupla com outro jovem central, Morato.

Apesar de não vencer nenhum grande título, vai sendo aposta regular dos muitos treinadores que vão passando pelo banco dos leões, num dos períodos mais conturbados da história do clube. Sendo uma das figuras principais do Sporting, normal ser escolhido como capitão a dada altura, confirmando assim a sua presença na história dos verdes e brancos.

Foi chamado para a selecção nacional, onde foi marcando presença até que um problema que tinha nos joelhos o impediu ser mais regular dentro de campo. Concentrou as suas atenções no Sporting, onde formou ainda dupla com o central brasileiro Luisinho, saindo somente na temporada de 1992/93, passando a braçadeira de capitão para Jorge Cadete e sendo substituído na defesa pelo Holandês Stan Valckx.

Jogou ainda mais duas temporadas, pelo Boavista, conquistando uma Supertaça e abraçando depois a carreira de treinador, onde foi adjunto por diversas vezes no Sporting (estando na equipa técnica de Inácio, na conquista do título), e foi o treinador dos Iniciados do clube, saindo na temporada de 2016/17, tendo conquistado um campeonato nesta categoria.

Quem se lembra deste jogador?












terça-feira, 11 de abril de 2017

... do Óleo de Fígado de Bacalhau

terça-feira, abril 11, 2017 0
... do Óleo de Fígado de Bacalhau


Não me recordo sinceramente de ter tomado disto, e por todos os relatos que já ouvi, estaria por certo nas minhas lembranças, já que todos que o tomaram, ainda hoje se lembram do seu horrível sabor. O Óleo de Fígado de Bacalhau, foi o terror de muita criança entre as décadas de 60 e 80, altura em que começou a deixar de ser usado com tanta frequência.

Existia na forma de xarope e de cápsulas, há quem diga que existiam variantes com sabor a banana (que atenuava o outro sabor), e que recebiam por norma uma colher de açúcar de seguida, para adoçar a boca. O sentido de em Portugal existir um consumo, quase obrigatório, do Óleo de fígado de bacalhau não fazia muito sentido, já que pesquisando sobre o assunto, constato que o seu uso deve-se sobretudo a quem tenha falta de Vitamina D, ou seja, pouca exposição ao sol.

Não se pode dizer que Portugal tenha por isso uma grande necessidade de tomar isto, mas o certo é que muitos tomaram e recordam-se com pavor desses tempos. As justificações eram as de sempre, "vai-te fazer bem", "ajuda-te a crescer", etc. Quem tomou disto?


















quinta-feira, 6 de abril de 2017

... do Bento

quinta-feira, abril 06, 2017 0
... do Bento

Uma das maiores figuras do futebol português, Manuel Galrinho Bento foi um guarda redes excepcional, que defendeu com qualidade as redes do SL Benfica e da selecção nacional. Em 2015 foi considerado por um painel da UEFA, o melhor guarda redes português de todos os tempos, uma prova incontestável da sua qualidade.

Manuel Galrinho Bento nasceu a 25 de Junho de 1948 na Golegã, e começou a dar nas vistas nos clubes da terra, antes de ingressar no Barreirense em 1966. Bento era uma pessoa humilde, todos sabem que era um aprendiz de pedreiro, antes de começar a vingar no mundo de futebol, e mesmo quando começou a dar nas vistas, manteve uma vida pacata, acabando por ser o "pai" de um grupo que começou a dar nas vistas no Benfica, o grupo do Barreiro.

Com o Barreirense foi à Europa, fruto do 4º lugar alcançado em 1968, e ficou na memória de todos uma exibição memorável em Alvalade, que fez com que o título acabasse assim por rumar para os lados da Luz. Foi por isso natural que em 1972 assinasse pelo Benfica, e fosse assim uma alternativa viável ao titular de então, José Henrique.

Durante 4 anos foram alternando na titularidade, e foi somente em 1976 que agarrou em definitivo a baliza dos encarnados, sendo a sua figura principal durante a década de 80. Um especialista em defender penaltis, ajudou com isso na conquista de um campeonato nacional, defendendo uma grande penalidade do bibota Fernando Gomes, e os que defendeu na eliminatória europeia que opôs os encarnados ao Torpedo de Moscovo, sendo que nesse jogo foi ele próprio que marcou o último penalty, selando a vitória do Benfica.


Dono de uns reflexos extraordinários, era conhecido pela sua elasticidade, sendo chamado de homem borracha por alguns, tal as exibições que fazia. Era um excelente guarda redes, tanto dentro dos postes como fora deles, fazendo daquelas defesas impossíveis, onde muito dos adeptos já estavam quase a gritar golo.

No Benfica ajudava a partilhar a famosa mística, chefiando o famoso grupo do Barreiro, ao qual dava boleia na sua carrinha de venda do peixe até aos treinos no estádio, onde encantavam depois multidões. Na selecção foi o titular entre 1976 e 1986, conhecido lá fora pelo seu sangue frio e coragem ao sair dos postes, e foi um dos principais responsáveis pela boa campanha no Euro 1984 e na campanha para o Mundial de 86 no México. Nesse mundial disputou apenas um jogo, partindo uma perna num treino e só voltando a jogar quase um ano depois, perdendo assim a titularidade no Benfica, onde ficou como suplente até 1991/92.

Foi treinador de guarda redes nos encarnados, chegando a embarcar na aventura de treinador principal em clubes como o Leça, mas voltando ao seu clube do coração, para treinar e incutir a mística nas camadas jovens. Faleceu vitima de enfarte, no dia 1 de Março de 2007, deixando saudades pelo ser humano que era, e pelo grande desportista que foi.

No Benfica fez 611 jogos, onde sofreu 447 golos, chegando a estar 1290 minutos sem sofrer um único golo. Venceu 16 títulos, 8 campeonatos, 6 taças de Portugal e 2 supertaças, enquanto que pela selecção chegou às meias finais do Europeu de 1984. Um dos melhores na sua posição, tanto a nível nacional como internacional.





















quarta-feira, 5 de abril de 2017

... do Jogo do Prego (ou Espeta)

quarta-feira, abril 05, 2017 0
... do Jogo do Prego (ou Espeta)

Hoje relembrar uma daquelas brincadeiras de outros tempos, um jogo que só seria possível naquela altura, e que implicava crianças andarem com pregos na mão.

O jogo do Prego, ou do Espeta, era jogado pelo Inverno, altura em que a terra estava mais propícia a deixar que um prego ficasse espetado, depois de atirado ao ar. Por norma era jogado por um grupo de rapazes (não digo que por vezes não houvesse raparigas lá pelo meio), mas era um daqueles jogos que bastava duas pessoas para a coisa se poder jogar, apenas não era tão divertido.

Só era preciso um prego para cada um dos jogadores, e depois eram desenhados semi-círculos no chão, também designados por castelos, um por cada um dos participantes. O objectivo era contornar todos, e regressar ao seu, espetando o prego no chão sucessivas vezes, bastava atirar o mesmo e esperar que ficasse pregado em pé.

Outra situação que me recordo, era de uma variante do jogo da malha, onde quem acertasse com o prego no prego adversário, eliminava este da partida. Quem mais jogava isto?