Janeiro 2017 - Ainda sou do tempo

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

... das Bolachas Tuchas

terça-feira, janeiro 31, 2017 0
... das Bolachas Tuchas

Deixar aqui uma imagem só para nos lembrarmos das Bolachas Tuchas, que fazem parte da memória de todos que viveram a sua juventude nos anos 80. Umas bolachas waffer com cobertura de chocolate, que chegaram a ter novas versões pela Triunfo há uns anos. Quem era fã?


Imagem de Eniclopedia dos cromos










domingo, 29 de janeiro de 2017

... das Chaves para abrir Latas de conserva

domingo, janeiro 29, 2017 0
... das Chaves para abrir Latas de conserva

Hoje deixar aqui apenas a imagem de algo que muitos se devem lembrar, as chaves para abrir as latas de conserva. Antes de apanharmos aquelas latas de abertura fácil, comuns hoje em dia, tínhamos que usar uma pequena chave que fazia com que a tampa se enrolasse ao seu redor, e assim podermos retirar o conteúdo. Diga-se que não era algo muito fácil de fazer, e via muitos a desesperarem com isto.











sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

... dos Cartoons Amar é...

sexta-feira, janeiro 27, 2017 0
... dos Cartoons Amar é...


Estes pequenos cartoons fazem parte da memória de todos nós, e apesar de existirem desde a década de 60, foi mais uma daquelas coisas que atingiu outras proporções nos anos 70/80. Amar é chegou a ter vários livros, e até uma caderneta, publicados pela Editora Abril, que ajudaram a popularizar estes dois meninos no Brasil e em Portugal.

O nome original do cartoon é Love is..,, sendo que ficou como Amar é.. no Brasil e em Portugal, que penso que não chegou a ter edição nenhuma nacional, mas sim as importadas do nosso país irmão. A cartoonista Kim Casali deixava pequenas notas de amor ao seu marido, que decidiu depois compilar e publicar no final dos anos 60. Primeiramente em pequenos panfletos, e mais tarde na forma de tira de jornal.

O cartoon tem sempre só uma imagem, de um casal completamente nu, numa qualquer situação amorosa que será retratada numa frase no canto inferior direito, completando o "Amar é,.." da parte superior direita dessa mesma imagem. O homem tem o cabelo preto, e a mulher o cabelo louro, e é isso (em conjunto com algumas expressões faciais) que ajuda a distinguir os dois, já que apesar de estarem nus, não existem orgãos genitais, e todo o desenho apresenta sempre tudo de uma forma simples, ingénua e amorosa.


Começou a ser publicada em diversos jornais, mas o sucesso veio em 1972, quando decidiram aproveitar a boleia do filme Love Story, e aproveitando uma das frases do filme, publicam um cartoon que faz com que isto se torne uma febre mundial. No auge da popularidade, com todo o tipo de merchandising envolvido, o casal chegava a ganhar mais de 5 milhões de Libras por ano.

Pouco tempo depois, o marido de Kim descobre que tem cancro, e a autora decide parar com a produção do desenho, autorizando o cartoonista britânico Bill Asprey a tomar conta do cartoon, e assim é desde 1975. Nos anos 80 a editora Abril lançou alguns livros ilustrados, que compilavam vários cartoons, e até uma caderneta, fazendo com que estes desenhos ficassem conhecidos e populares para toda uma nova geração.























































































quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

... do Timon e Pumba

quarta-feira, janeiro 25, 2017 0
... do Timon e Pumba

Timon e Pumba fazem parte daquele grupo de personagens que aparecem como secundários num filme, mas acabam por fazer tanto ou mais sucesso que os protagonistas. Apareceram no Rei Leão com um alívio cómico, e chegaram a ter direito a uma série animada no canal Disney.

Criados e animados por Michael Surrey em 1994, ano de estreia do Rei Leão, Timon (com voz de Nathan Lan) era uma Suricata, com a mania que sabe tudo e com uma atitude perante a vida de "deixa andar", enquanto que Pumba (com voz de Ernie Sabella) era um Javali, ingénuo mas com grande coração, e que não se importava de correr perigos, desde que fosse para ajudar os seus amigos.

O grande momento destes dois, foi quando cantaram a música Hakuna Matata no Rei Leão, algo que acabou por virar quase um hino e um modo de vida para muitas pessoas. Era uma dupla na tradição de tantas outras, como Pinky and the Brain, ou Ren e Stimpy, e o sucesso provou que essa fórmula funciona, e não foi de estranhar que fossem as personagens a vender mais merchandising e a provocarem mais paixões junto dos mais novos.

Tiveram uma série de animação, e apareciam várias vezes em outros programas da Disney, tendo direito a um filme que explicava como se conheceram e a importância que tiveram no primeiro filme do Rei Leão. Quem mais era fã?









... do filme Streets of Fire - Estrada de Fogo

quarta-feira, janeiro 25, 2017 0
... do filme Streets of Fire - Estrada de Fogo

Voltamos a mais um Memórias dos Outros, com o escritor Paulo Neto a trazer-nos a sua recordação sobre a Fábula de Rock&Roll do cinema dos anos 80, o filme Streets of Fire, conhecido por cá também como Estrada de Fogo.

Nos anos 80, houve certos filmes que precisaram de conhecer o fracasso na altura e deixar o tempo passar para se tornarem uma paradigmática cápsula do tempo dos anos 80 e assim serem. elevado a filme de culto. É o caso deste filme que precisou de outro tempo e de outro lugar para ser apreciado.


Falo de "Estrada de Fogo" ("Streets of Fire", no original), também de 1984, realizado por Walter Hill ("48 Horas", "Os Selvagens da Noite"), que transpôs a sua habitual temática da lei das ruas para esta invulgar mescla de filme de acção com musical, definido como uma fábula rock & roll. O mítico Jim Steinman, famoso pelos suas épicas composições musicais interpretadas por Meat Loaf e Bonnie Tyler, contribuiu prolificamente para a parte musical do projecto, nomeadamente com a canção que viria a eternizar o filme.


Logo ao início as legendas que dizem "Another place, another time" avisam que estamos perante um universo paralelo onde o passado (anos 50) e o presente de então (anos 80) se misturam. Um concerto  da estrela rock Ellen Aim (Diane Lane) e da sua banda Ellen Aim & The Attackers na sua cidade natal é interrompido pelo gang The Bombers e o seu líder Raven Shaddock (Willem DeFoe) que rapta selvaticamente Ellen em pleno palco. A única esperança para salvar Ellen está numa sua antiga paixão Tom Cody (Michael Paré), que se tornou um duro e rude soldado de fortuna. Contactado pela sua irmã Reva (Deborah van Walkenburg), Tom Cody aceita a missão, acompanhado de McCoy (Amy Madigan), uma aguerrida ex-soldado e Billy Fish (Rick Moranis), o agente de Ellen. Antipatizando com Cody e apenas tolerando-o por não ter outra saída, Billy lembra-lhe constantemente que é ele quem paga a missão e quem namora actualmente com Ellen.



Cody e McCoy conseguem introduzir-se no antro dos Bombers e salvar Ellen. Raven descobre-os já em fuga e segue em seu encalço. Durante a alucinante fuga, Cody, Ellen, Billy e McCoy acabam por arrastar com eles também uma fã de Ellen (Elizabeth Daily) e The Sorels, um grupo de doo-wop que viaja num autocarro. Quando chegam à cidade, Ellen desilude-se quando Billy afirma que Cody só concordou em salvá-la por dinheiro. Mas quando este aceita apenas a parte prometida a McCoy, Ellen e Cody retomam brevemente o romance. Só que o iminente confronto com Raven vai mudar de novo o destino de ambos...

Promovido como um dos blockbusters no Verão de 1984, "Estrada de Fogo" acabou por ser um fracasso de bilheteira e foi achincalhado na crítica. E de facto, contém várias pontas soltas que impedem de ser o grande filme que poderia ser. O principal problema estará porventura no protagonista, pois Michael Paré revela ter o carisma de uma ostra, demasiado caricatural nas cenas de acção e pouco convincente na parte romântica. Diane Lane é bela e sensual, mas nota-se que ainda estava um bocadinho verde para este seu primeiro grande papel. Willem DeFoe, apesar da sua habitual competência, também não consegue escapar à caricatura. Salvam-se sobretudo Amy Madigan, segura e convicente no seu papel de maria-rapaz (inicialmente escrito como uma personagem masculina) e Rick Moranis, que interpreta aqui uma variante interessante do sua eterna personagem de nerd que faz em todos os seus filmes, a do nerd fanfarrão e cheio de garganta, mas pouco traquejo. De assinalar também um cameo de Marine Jahan, que fez as partes de dança da protagonista de "Flashdance", como a stripper do antro dos Bombers. Também não percebo a personagem da groupie (Elizabeth Daily), a quem o grupo aceita que ela os acompanhe para que ela não denuncie Ellen e para eles não perderem tempo. Tirando esse primeiro momento, ela passa o resto do filme como um emplastro irrelevante.

Além da partitura musical de Ry Cooder, a banda sonora contava, além do já referido Jim Steinman, com composições de Stevie Nicks e Tom Petty, bem como canções de The Blasters, The Fixx, Marilyn Martin e Dan Hartman, que cantou "I Can Dream About You", o tema mais bem-sucedido do filme na altura (n.º 6 do top americano).
Porém seria eventualmente "Nowhere Fast", a canção que abre o filme, que daria a "Estrada de Fogo" o seu lugar na memória colectiva, especialmente em Portugal. Lembro-me que vi a primeira parte do filme quando passou na RTP no início dos anos 90 na mítica "Lotação Esgotada" de quarta-feira e de ter ficado impressionado com a canção. E eu não fui o único pois foi a partir daí que "Nowhere Fast" passou a ser amplamente tocada nas discotecas e na rádio, e a ser usada em programas de televisão (lembro-me de a ouvir por exemplo, no "Ai, Os Homens" durante uma prova de artes marciais de um concorrente).



"Nowhere fast" é interpretada pelos Fire Inc., que não eram mais que os habituais músicos de Jim Steinman, e a voz de quem Lane fazia playback no filme é a de Laurie Sargent. Um épico trepidante que tornou-se essencial em várias noites retro das discotecas em Portugal e não só. Também recomendo a audição do outro tema dos Fire Inc., o não menos épico "Tonight Is What It Means To Be Young"  que fecha o filme e que chegou a ser utilizado como uma das taglines.


A popularidade da banda sonora acabou por renovar o interesse em "Estrada de Fogo" e elevá-lo ao estatuto de culto. O passar dos anos acabou por ser gentil para o filme, que agora vê-se bem por não ser levado tanto a sério como na altura.  Vê-se como uma fantasia surreal  ao estilo videoclip, ou não houvesse uma parte em que parece que o filme pára para dar lugar a um videoclip de Diane Lane a fazer playback de uma das canções do filme. Ou então, como afirmou Nuno Markl, como uma banda desenhada com gente de carne e osso. Seja como for, quando descobri o DVD em promoção na FNAC, decidi comprá-lo e apesar de todas as falhas e incipiências, vê-se com agrado e com um toque de nostalgia eighties

"Estrada de Fogo" esteve inicialmente pensado para ser o primeiro tomo de uma trilogia de Tom Cody, mas o insucesso comercial inviabilizou a continuação do projecto. Porém, em 2008, houve uma sequela não oficial e que passou completamente despercebida fora do circuito independente, "Road to Hell" com Michael Paré e Deborah van Valkenburg a retomarem os seus papéis.








Mais um texto de Paulo Neto, ao qual agradeço pelo tempo dispensado.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

... dos Soldados de Plástico Monocromáticos

segunda-feira, janeiro 23, 2017 0
... dos Soldados de Plástico Monocromáticos

Eu ficava horas a brincar com os meus soldadinhos de plástico, é uma das memórias mais queridas da minha infância. Como era um brinquedo relativamente barato, era algo a que tinha acesso facilmente, a minha mãe comprava-me uns saquinhos na praça de Cascais, e eu ficava depois no meu quintal a construir batalhas memoráveis.

Estes soldados de plástico eram monocromáticos, ou seja, só de uma cor, normalmente em diversos tons de verde, mas também havia em castanho e alguns creme. Existiam umas quantas posições, e o preferido de quase todos, era um pequeno, ajoelhado e com uma bazuca no ombro. Existiam os com espingardas em riste, os com ela em repouso, havia um deitado com a arma pronta a atirar, e outro deitado mas numa posição de como se estivesse a arrastar pelo chão.

Havia também os com metralhadora, e depois havia uns em várias poses, dando para fazer um belo campo de batalha. Se tivéssemos sorte, apanhávamos sacos que vinham com extras como jipes, umas trincheiras, alguns edifícios militares, e umas bandeiras com uns montinhos onde as colocar. Existiam tropas de diversos países, com destaque para os Estados Unidos e o Japão, mas lembro-me de ter de países como Inglaterra. China ou França. Quem mais brincava com isto?
















sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

... do Jornal A Capital

sexta-feira, janeiro 20, 2017 0
... do Jornal A Capital

O jornal A Capital foi um vespertino, que virou matutino no final da década de 80, conhecido pelos seus artigos de opinião e as suas reportagens, sendo considerado uma publicação de qualidade nas bancas do nosso país.

Foi de uma cisão no Diário de Lisboa que nasceu este projecto, indo para as bancas pela primeira vez a 21 de Fevereiro de 1968 e mantendo-se em publicação até 30 de Julho de 2005. No final dos anos 60, era um jornal vespertino sem qualquer ligação ao regime, sendo gerido como uma cooperativa de jornalistas, liderado por Norberto Lopes como director e Mário Neves como o seu adjunto.

Na década de 70 era reconhecido como um jornal de qualidade, chegando a atingir os 40 mil exemplares, focando-se na actualidade e com reportagens de grande nível a chamarem a atenção das pessoas. Sobreviveu à revolução de Abril, tendo tido como directores nomes como David Mourão-Ferreira ou Francisco Sousa Tavares.

Quando chegaram as privatizações, foi adquirido por Francisco Pinto Balsemão, que entregou a direcção a Helena Sanches Osório. O jornal foi perdendo fôlego, passou para matutino e tem como novos donos o grupo Prensa Ibérica, que o foi publicando até 2005, altura em que extinguiu a sua distribuição.

Lembro-me bem de ler algumas edições nos anos 90, do símbolo deles e do formato um pouco diferente de outros jornais que já conhecia. Alguém aí costumava ler?
























quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

... do Marco Van Basten

quinta-feira, janeiro 19, 2017 0
... do Marco Van Basten

Foi um dos melhores avançados de todos os tempos, um jogador com uma técnica acima da média e que mesmo acabando a sua carreira muito cedo, continua até hoje a ser considerado um dos melhores de sempre.

Marcel "Marco" Van Basten nasceu a 31 de Outubro de 1964 na Holanda, dando nas vistas nos clubes da sua terra natal, assinando pelo Ajax pouco antes do seu 18º aniversário. Estreou-se pelo clube na época de 1981/82, marcando um golo logo no jogo de estreia frente ao NAC, dando indicações que iria competir com o titular da equipe na época seguinte. E realmente assim foi, sendo basicamente um suplente, Van Basten marcou nove golos em vinte jogos, e quando o então titular saiu para Itália, naturalmente assumiu a posição de principal avançado do Ajax.

De 1983/84 a 1986/87 foi sempre o melhor marcador da equipa e do campeonato, marcando 118 golos em 112 jogos, uma média impressionante, mesmo para a altura. Na temporada de 85/86 marcou 37 golos em 20 jogos, vencendo a bota de ouro europeia. Chegou a marcar 6 golos num só jogo com a camisola do clube Holandês, e em 1986 ficou famoso pelo seu golo de bicicleta frente ao FC Den Bosch.


Foi por isso natural o interesse de outros colossos europeus, com o Milão de Berlusconi a ser o escolhido em 1987, e no ano seguinte juntam-se a ele os seus compatriotas Gullit e Rijkaard, formando um trio maravilha que encantou o mundo do futebol, e que levou o Milão a conquistar em 1988 o seu primeiro título, depois de muitos anos de seca.

Mas foi nesse ano que o Holandês teve a sua primeira lesão grave, jogando apenas por 11 vezes, mas contribuindo mesmo assim para a conquista desse campeonato. Na temporada de 88/89, ele venceu a Bola de Ouro como o melhor jogador europeu, marcando 19 golos na Serie A e 2 golos na final da Taça dos Campeões Europeus frente ao Steaua. Na época seguinte foi o melhor marcador do Calcio, e ajudou o seu clube a vencer de novo a Taça dos Campeões, desta vez frente ao Benfica.

No começo da década de 90, viu a Sampdoria a vencer o campeonato, enquanto que no seu clube enfrentava algumas dificuldades, devido aos conflitos com o treinador da altura, Arrigo Sacchi. Devido a isso mesmo, Berlusconi decide contratar Fabio Capello, que na sua época de estreia consegue vencer o título e ainda fazer com que Van Basten voltasse a ser o melhor marcador do campeonato com 25 golos.


Em 1992 voltou a dar nas vistas com um golo de pontapé de bicicleta, num jogo contra o Gotemburgo para a Liga dos Campeões, num jogo em que se torna o primeiro jogador a marcar 4 golos numa partida da competição. Em Dezembro é eleito pela FIFA o melhor jogador do mundo, Na temporada de 1993/94, Basten continuou a espalhar a sua magia e conseguiu ser o terceiro jogador (depois de Platini e Cruyff) a vencer por três vezes o prémio de melhor jogador da Europa.

Infelizmente foi nessa altura que se voltou a ressentir da sua lesão, fazendo com que fizesse várias operações, das quais nunca recuperou totalmente e dois anos depois decidiu se retirar do futebol. Todos concordaram que foi uma enorme perda para o desporto e para todos, já que estava no auge da sua carreira e ainda tinha alguns anos pela frente.

Pela selecção Holandesa, foi uma das principais figuras na conquista do Europeu de 1988, sendo considerado o melhor jogador do torneio, enquanto que em 92, foi um dos melhores jogadores do Europeu mas não conseguiu ir além das Meias Finais, onde viu Schmeichel defender a grande penalidade que tentou converter.

Foi considerado por profissionais do meio, e por jornalistas e público em geral, um dos melhores avançados de sempre. Com uma técnica excepcional que lhe permitia marcar vários golos de forma acrobática, com muitos vóleis e pontapés de bicicleta, para além de ser um exímio finalizador dentro da grande e pequena área.

Depois da sua retirada, enveredou pela carreira de treinador, ficando à frente de Ajax ou da selecção do seu país, por diversas ocasiões. Em Agosto de 2016, decidiu assumir um papel na estutura da FIFA, dando nas vistas recentemente com sugestões para melhorar o futebol num todo. Quem era fã?










quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

... do Caco Antibes

quarta-feira, janeiro 18, 2017 0
... do Caco Antibes

Já fiz um post do Sai de Baixo, mas hoje irei falar da minha personagem favorita nesse programa, o grande Caco Antibes. Interpretado pelo fantástico Miguel Falabella, era conhecido pelo seu "domínio" da língua inglesa, pelo seu horror a pobre e por tentar ser rico a qualquer custo.

Carlos Augusto Vasconcellos Antibes, vulgo Caco Antibes, foi um dos protagonistas do programa humorístico Sai de Baixo, um ex membro da alta sociedade de São Paulo, que se vê na penúria depois de ser alvo de uma auditoria federal. Caco vê-se assim obrigado a deixar a mansão onde vivia mais a sua mulher e a sua sogra, para ir viver para o apartamento do irmão da sua sogra.

O actor Miguel Falabella (do qual eu já era fã) faz um dos seus melhores papéis de sempre, sabendo encarnar uma pessoa que tinha tudo para ser detestável, mas que acabava por cair na boa graça das pessoas. Na tradição de outras personagens do género, como Archie Bunker, Caco alternava entre o obnóxio e o divertido, sempre numa linha ténue, nunca fincando o pé por completo em nenhum dos lados, mas com o evoluir do programa, era claro a predilecção pelo lado divertido.



Eu era fã das discussões dele com Cassandra ou com Edileuza, em ambos os casos, gostava ainda mais quando fazia referências a coisas pessoais , especialmente com Aracy Balabanian. Quem não se ria com o termo "cabeção"? Ou quando ele fazia menção a quantas pessoas tinham que tratar do cabelo dela nos bastidores, ou ainda a falar da idade dela e dos programas onde esta já tinha entrado.

Ele, como bom burguês decadente que era, odiava a criadagem, e com Claudia Gimenez a química era inegável, com ela a responder à letra às suas provocações. Há uma campanha eleitoral, onde o debate entre os dois faz-me chorar a rir. Com Ribamar, vivido por Tom Cavalcante, a coisa era diferente mas também dava belos momentos humorísticos.

A sua relação amorosa teve grandes momentos nas primeiras temporadas, com as referências constantes ao canguru perneta e a ele vociferar bem alto um "Cala a boca, Magda!", sempre que ela cometia um daqueles erros inacreditáveis. Com o dono do apartamento, as melhores cenas vinham dele a querer aproveitar-se da ingenuidade deste, ou de quando Luis Gustavo não conseguia conter o riso quando Caco começava a falar em inglês, ou atrapalhava-se com o texto.


O inglês de Caco, que dizia ser fluente na língua, era sofrível e dava momentos fantásticos no programa, especialmente porque os outros membros do elenco caíam quase sempre na risada quando este começava a falar. Há um episódio onde ele dá uma aula a todos, e impossível não rir à gargalhada com tudo aquilo.

Mas o que catapultou a personagem para a fama, e até para os memes na internet muitos anos mais tarde, era o seu horror a pobre. A coisa funcionava de forma orgânica, ou pegava-se numa parte do texto e ele depois aproveitava para falar de como o pobre vivia essa situação, ou então ele entrava logo a falar de algo que tinha visto, e era quase sempre algo levado ao extremo e que provocava risada geral tanto no público ao vivo como no que estava por casa.

Aliás o carisma e o à vontade dele a meter-se com o público presente no teatro, e a mandar indirectas para os que estavam por casa, tornava tudo aquilo ainda mais divertido. Quem mais era fã da personagem?






                          


                      


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

... dos Irmãos Metralha

segunda-feira, janeiro 16, 2017 0
... dos Irmãos Metralha

Os Irmãos Metralha eram os meus vilões preferidos da Disney, um grupo de malfeitores fracassados que nos proporcionou momentos muito divertidos, nas suas inúmeras tentativas de assaltar a Caixa Forte do Tio Patinhas.

Os Irmãos Metralha (Beagle Boys), um trio de irmãos que tinha números em vez de nomes (176-761, 176-671, 176-176), foram uma criação do mestre Carl Barks, e apareceram pela primeira vez com esse nome em 1951, na revista #134 “Walt Disney Comics and Stories” Na versão original apareceram com camisolas vermelhas, mas no Brasil apareciam com uns uniformes laranja, mas uma coisa era comum nas suas aparições, tentavam constantemente assaltar a caixa forte do Patinhas, algo que acabava com eles sempre atrás das grades.

Numa história da década de 80, o velho avarento desiste de lutar contra eles, e entrega a sua fortuna e a sua caixa forte a estes vilões, indo viver para a casa do Donald. Estes depois de se divertirem com uns mergulhos na caixa forte, rapidamente ficam fartos do presente, quando o têm que defender todos os dias dos ataques de outros criminosos, ou então de terem que estar sempre ao telefone a resolver os negócios relacionados com a fortuna. Esta história do autor Giogio Cavazzano, acaba com os irmãos a entregar de novo a caixa forte ao Tio Patinhas, e a prometerem não o atacar durante um tempo. Eu gostava muito dos planos que envolviam negócios legítimos dos Irmãos, como o de estarem a construírem um edifício perto da Caixa Forte e aproveitarem para cavar um túnel até ela.


A dada altura as histórias Disney no Brasil começaram a ser feitas por Brasileiros, e os Irmãos Metralha foram dos que mais beneficiaram com isso, já que ganharam algum destaque graças a 2 integrantes que se tornaram famosos, o Vovô Metralha e o Azarado (1313), em especial nas histórias que o Vovô contava sobre os seus antepassados e de como o Azarado os impedia sempre de terem sucesso.

Existiu de tudo um pouco nessas aventuras, eles na era medieval, como gangsters (há uma história fenomenal no estilo do filme Padrinho), envolvidos em elementos relacionados com a mitologia Grega ou Romana, ou recriações de lendas conhecidas por todos. Tudo narrado pelo Vovô, e com o 1313 a ser sempre o alvo de uma bengalada no final. Essas histórias vinham quase sempre do brilhante Ivan Saidenberg, um dos melhores autores brasileiros e que deixou a sua marca também nestas personagens.

Outra coisa foi a aparições de mais Metralhas com alguma particularidade, havia o intelectual, o brincalhão, e por aí fora. Na televisão, apareceram bastantes vezes na série Ducktales, com as suas camisolas vermelhas e com algumas mudanças em relação à bd (como uma matriarca em vez de um patriarca).


Apesar de ser uma constante os ataques à caixa forte, também havia muita história em que faziam outros roubos, ou sofriam por não terem sucesso neles. Aliás eles por vezes faziam-me pensar nos vilões de Duarte e Companhia, que padeciam do mesmo mal. Quem mais era fã destes vilões?












sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

... das K7's de Jogos para o Spectrum

sexta-feira, janeiro 13, 2017 0
... das K7's de Jogos para o Spectrum


Nos anos 80 era muito fácil conseguir jogos para o Spectrum, bastava ter uma K7 e conseguir via algum amigo que soubesse gravar os jogos, ou ir às muitas lojas que vendiam-nas já com jogos gravados.

As pessoas que reclamam de pirataria hoje em dia, nem sei como reagiriam a ir a lojas respeitáveis que faziam cópias dos jogos na hora. Só tínhamos que escolher da lista, pedir ao senhor da loja e darmos uma volta enquanto ele copiava para a k7 que iríamos comprar. As listas na loja tinham muitas vezes a particularidade de serem impressas num Spectrum, e as capas eram cópias (coloridas ou não) o que dava um ar ainda mais pirata à coisa.

As capas delas eram sempre bem sugestivas, mesmo em ponto pequeno despertavam logo a nossa vontade em conseguir o jogo e de chegar a casa e jogá-lo. Quem mais se lembra?




quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

... da Farinha Predilecta

quinta-feira, janeiro 12, 2017 0
... da Farinha Predilecta

Já aqui falei da Maizena e da Farinha Amparo, hoje é a vez da Farinha Predilecta. Mais uma da família das papas espessas, que fez as delícias de muita criança portuguesa nas décadas de 60, 70 e mesmo 80. Quem não se lembra do slogan da Predilecta? "É para a avó e para a neta e também pró atleta", ficou na lembrança de muitos de nós e contribuiu para que esta ficasse para sempre nas nossas recordações.

Foto retirada do blog dias que voam











quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

... de Dar Toques com o Telemóvel

quarta-feira, janeiro 11, 2017 0
... de Dar Toques com o Telemóvel

Hoje deixo apenas a recordação de algo que muitos fizeram, o dar um toque com o telemóvel apenas porque sim, para a outra pessoa saber que estávamos a pensar nela.

Era algo comum nos casais de namorados, ou apenas em duas pessoas que até podiam ter algum interesse, mas puramente platónico. Desengane-se quem pensar que eram só as meninas que gostavam disto, muito rapaz ficava contente de receber um toque, mesmo que fosse só de uma amiga. Isto foi tudo muito comum no virar do Século, e o pior foi quando a coisa começou a ficar mecânica, ou seja, quando se dava toques a uma lista grande, fazendo aquilo quase por obrigação e não pelo prazer.

Ou então quando se respondia eternamente aos toques um do outro, um dava, o outro respondia, o primeiro dava de novo e assim sucessivamente. :) mas eram outros tempos e até recordo com alguma saudade o sentimento que me assolava quando recebia um toque de alguém por quem nutrisse algum sentimento.