2017 - Ainda sou do tempo

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

... da serie Alentejo sem Lei

terça-feira, dezembro 26, 2017 0
... da serie Alentejo sem Lei

Uma mini série da RTP, que misturava ficção com realidade, mostrando-nos um Alentejo ao estilo do velho Faroeste Norte Americano.

João Canijo teve a ideia para esta mini série depois de ter lido livros de Brito Camacho, conseguindo com que a RTP ficasse interessada e encomendasse então 3 episódios, que seriam transmitidos em horário nobre, entre 05 e 19 de Janeiro de 1991. O argumento ficou a cargo de Canijo, que também realizou a série, e Paulo Tunhas, com um elenco que contava com nomes como Rita Blanco, António Feio, Rogério Samora, Nuno Melo, Miguel Guilherme e Vítor Norte entre outros.

Na série tivemos direito a ver Herman José num papel diferente do habitual, como um vilão maquiavélico, saindo do registo a que estávamos habituados a vê-lo. Isabel de Castro fazia a narração, e começámos então a seguir a história do Alentejo em 1850, em especial um grupo de justiceiros, conhecido como o Bando do Zarolho.

Uma terra sem lei, que vivia as consequências da guerra civil entre liberais e absolutistas, e tornou-se uma zona de duelos e guerrilhas entre diversas facções, apresentadas numa mistura de acção, drama e algum humor.








quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

... de usar este tipo de camisolas

quarta-feira, dezembro 20, 2017 0
... de usar este tipo de camisolas

Quem não se lembra de por altura do Natal, ter que usar uma camisola deste género? Vinham sempre com uns padrões muito coloridos, e quase todas tinham a particularidade de "picarem" muito o corpo, o que nos fazia ficar desconfortável e com comichão.






Algumas imagens foram conseguidas com a ajuda de David Martins, do blog Enciclopédiadecromos, obrigado David.






quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

... do Vítor Baía

quarta-feira, dezembro 13, 2017 0
... do Vítor Baía

Um dos maiores nomes no nosso futebol, Vítor Baía foi um dos guarda redes em destaque na década de 90, onde alinhou pelo Porto e pelo Barcelona. Tornou-se um dos jogadores com mais troféus conquistados em todo o mundo, e faz parte do restrito grupo de jogadores a vencer a Champions, a Taça das Taças e a Taça Uefa.

Vítor Manuel Martins Baía nasceu a 15 de Outubro de 1969, em São Pedro da Afurada, Vila nova de Gaia, no Porto. Começou a jogar no Académico de Leça, despertando o interesse do FC Porto, que o contrato com apenas 13 anos. Foi Quinito o primeiro a apostar nele, em 1989, lançando-o a titular quando tinha 19 anos, um posto que ocupou durante quase dez anos. Passado um ano estreia-se pela selecção principal, tornando-se um nome incontornável na equipa das quinas.

Ao longo dos anos, com uma defesa com nomes como João Pinto, Aloísio, Jorge Costa e Fernando Couto entre tantos outros, Baía foi dando prova da sua qualidade e segurança, cimentando a sua posição na baliza.

Pelo Porto venceu cinco campeonatos e duas Taças de Portugal, sofrendo 116 golos em sete temporadas (uma média de 16,5 golos por época) e teve 1191 minutos sem sofrer um único golo, entre Setembro de 1991 e Janeiro de 1992. Era natural que fosse considerado um excelente guarda redes, mesmo a nível internacional, e depois do Euro 96 assinou contrato com o Barcelona.


Fez uma boa primeira temporada, vencendo mais uns títulos para a sua já recheada carreira, alinhando numa equipa com nomes como Guardiola, Ronaldo, Bakero, Blanc e Luís Figo entre outras estrelas. Em Dezembro é eleito por todos os treinadores da liga espanhola como o melhor guarda redes do planeta, uma prova de que as suas qualidades futebolísticas eram bem apreciadas por todos, e que tinha sido uma boa aposta de Bobby Robson para a equipa de camp nou.

Na temporada seguinte tem problemas com uma lesão, e Van Gaal deixa de apostar nele como titular, sendo preterido em favor de Hesp. Decide regressar ao Porto na viragem do Século, onde voltou a vencer mais uns quantos títulos, tendo sido o titular nas finais da Taça Uefa e da Liga dos Campeões, sendo que em 2004 a UEFA decidiu-o condecorar como o melhor da Europa. Quando a organização decidiu criar uma cápsula do tempo, em comemoração do seu jubileu, foram colocados um par de luvas do guarda redes português.

Pela selecção, depois de ter perdido a titularidade para Ricardo, Baía apareceu como titular no mundial da Coreia e Japão, numa decisão surpreendente, já que foi Ricardo que fez a campanha da equipa das quinas rumo ao mundial de 2002 (em conjunto com Quim). Foi também de uma forma surpreendente que se viu afastado do comando das redes da selecção Nacional, quando Scolari pegou na mesma, isto apesar de ainda se exibir a bom nível pelo FC Porto.

Na equipa portista, viu mais uma vez um treinador holandês a duvidar das suas capacidades, com Co Adriaanse a afastá-lo da baliza no final de 2005, perdendo a titularidade para Helton. Decidiu retirar-se do futebol aos 37 anos, mantendo-se ligado sempre de alguma forma ao FC Porto.






segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

... dos Carros telecomandados da Nikko

segunda-feira, dezembro 11, 2017 0
... dos Carros telecomandados da Nikko

Os carros telecomandados eram uma das prendas mais apetecíveis nos anos 80, e os da Nikko (distribuídos pela Concentra), eram os mais desejados. Cheguei a ter um, daqueles todo o terreno, que tratei de levar logo para o terreno baldio do bairro, e testar as suas rodas em todo o pequeno monte de terra que encontrava. O pior era que aquilo demorava muito a carregar. e durava pouco depois, mas o suficiente para nos divertirmos muito.



















sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

... das Bonecas de Papel

sexta-feira, dezembro 08, 2017 0
... das Bonecas de Papel

Deixo aqui umas imagens de algo que fez companhia a muitas meninas. as Bonecas de Papel. Pode parecer um pouco incomum para os miúdos de agora, mas muitos divertiram-se com algo tão simples como uma boneca de papel.  Vinham acompanhadas com várias "roupas" que faziam com que a boneca ficasse sempre diferente, e tornasse mais divertido brincar com ela.












quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

... dos Sétima Legião

quinta-feira, dezembro 07, 2017 0
... dos Sétima Legião

Foi uma das bandas que marcou o panorama musical nacional na década de 80, tanto pela mistura de estilos que apresentava nas suas músicas, como pela qualidade de algumas das suas letras. Os Sétima Legião marcaram uma época, e por isso mesmo ocupam um lugar de destaque na história da música portuguesa.

Foi em 1982, que Rodrigo Leão (baixo e teclas), Nuno Cruz (bateria) e Pedro Oliveira (voz e guitarra) começaram a ensaiar na Avenida de Roma, concorrendo à grande noite do Rock pouco tempo depois, conseguindo alcançar o segundo lugar. Escolheram o nome de Sétima Legião (o nome da legião Romana que veio à Lusitânia), e apresentavam-se misturando o respeito pelas raízes nacionais com o gosto que tinham pelo rock inglês, chegando até a apresentar algumas influências celtas nas suas músicas.

Paulo Marinho (gaita de foles) e Susana Lopes (violoncelo) juntaram-se pouco tempo depois, e a banda acaba por assinar contrato com a Fundação Atlântica (de Pedro Ayres Magalhães, Miguel Esteves Cardoso e Ricardo Camacho), lançando o single "Glória" em 1983, uma canção com letra de Miguel Esteves Cardoso, que apesar de ter tido elogios por parte dos críticos, passou um pouco despercebida ao grande público.

Em 1984 sai o primeiro disco, "A um Deus desconhecido", que se torna um dos mais importantes para a história da música nacional. A banda sofre as primeiras mudanças, com a saída de Susana e a entrada de Ricardo Camacho, que fica encarregue dos teclados. Isto porque Rodrigo Leão começava então o projecto dos Madredeus, e nem sempre tinha o tempo necessário para o grupo.


É em 1987 que a banda começa a ter maior sucesso, muito por culpa do single Sete Mares, um dos temas principais do álbum Mar D'Outubro, que chegou a atingir o galardão disco de prata. O grupo começa então a aparecer mais na rádio e na televisão, percorrendo também o país com os seus concertos.

Um novo disco, "De um tempo ausente", sai em 1989, com colaborações de artistas como Flak, Luís Represas, Pedro Ayres Magalhães ou Teresa Salgueiro, o álbum torna-se um sucesso de vendas, com os singles "Porto Santo" e "Por quem não esqueci" a serem tocadas regularmente nas rádios e a tornarem-se marcos da música nacional.

Os Sétima Legião começavam a ser um nome habitual para os fãs de música portuguesa, e a aparecerem em grandes eventos como Portugal ao Vivo ou Filhos da Madrugada. para além de terem concertos que acabaram por se tornar míticos, como uma actuação que tiveram no Pavilhão Carlos Lopes.

A banda vai perdendo algum fôlego nos anos 90, com os discos de 1992 e 1992 ("o Fogo" e "o auto da fé") a não terem grande sucesso nem muita aceitação por parte do público. A meio da década Rodrigo Leão acaba mesmo por sair, sendo substituído por Lúcio Vieira, e decide arriscar no álbum seguinte, "Sexto sentido", entrando por um estilo mais electrónico que acabou por afastar os fãs do grupo, apesar de ter recebido boas críticas.

No Século XXI acabam por editar só colectâneas de best of, reunindo-se em 2012 para uma série de concertos, mostrando que ainda são um nome importante na música em Portugal. Quem era fã?











quarta-feira, 29 de novembro de 2017

... da Dra. Quinn

quarta-feira, novembro 29, 2017 0
... da Dra. Quinn

A série Dra. Quinn foi uma das últimas séries de sucesso, baseada no velho Oeste, mostrando a vida atribulada de uma das primeiras mulheres a terminar o curso de medicina. Teve 6 temporadas e 2 telefilmes, e fez de Jane Seymour uma das actrizes mais populares dos anos 90.

Criada por Beth Sullivan, a história passava-se em 1867, mostrando a citadina Michaela Quinn (Jane Seymour) com o seu curso de medicina a mudar-se de Boston, para o Colorado, onde se estabelece como uma das primeiras médicas do velho oeste.

A série mostra como tenta conquistar os habitantes da localidade, que não aceitam de bom grado um médico do sexo feminino, contando com a ajuda de Byron Sully (Joe Lando). Como seria previsível, ela vai conquistando tudo e todos, acabando por se tornar uma das personalidades mais importantes da cidade.

O programa chamava a atenção pelo cuidado e atenção no vestuário utilizado, recebendo vários prémios, e tentava sempre tratar bem os seus fãs, convidando-os várias vezes para irem assistir às gravações. A série teve 6 temporadas, sendo transmitida entre 1993 e 1998, sendo cancelada pela CBS após 149 episódios, tendo recebido por causa disso imenso descontentamento dos seguidores do programa, o que fez com que o canal fizesse dois telefilmes para fechar a história.

Pela mesma passou um grande número de actores convidados, que incluíram nomes como David Carradine ou Kenny Rogers. Por cá foi transmitida pela SIC, se não me engano ao fim de semana, quem por aí era fã do programa?










domingo, 19 de novembro de 2017

... do Ulrimate Warrior

domingo, novembro 19, 2017 0
... do Ulrimate Warrior

Foi um dos wrestlers mais populares da WWF, actual WWE, onde foi o único a ter em simultâneo o título de campeão intercontinental, e o de principal campeão da companhia. Teve um percurso conturbado, ficando aquém do que podia ser, muito devido a conflitos com o dono da WWF.

James Brian Helwig nasceu a 16 de Junho de 1959, no estado de Indiana, tendo começado no mundo do Wrestling em 1985, participando em eventos de federações amadoras e mais tarde de algumas independentes e outras de menor dimensão. Em Junho de 1987, assinou pela WWF, competindo em alguns eventos não televisionados da companhia, e estreando-se na televisão a 25 de Outubro, destacando-se pelas suas entradas em ringue de forma frenética e energética e as pinturas faciais.

Começou o seu primeiro feud, uma rivalidade com outro wrestler, no começo de 1988, contra Hercules Hernandez. Menos de um ano depois, conquista o cinto de campeão Intercontinental ao Honky Tonk Man, e em 1989 começa uma feud com Rick Rude que culminou na Wrestkenabua V, onde Rude rouba o título a Warrior.

Warrior voltaria a recuperar o título no Summerslam, e pouco tempo depois começaria uma feud com Andre the Giant, cimentando o seu estatuto de estrela e começando a ser uma das caras mais populares da empresa.


Por dois anos consecutivos, foi o grande vencedor do PPV Survivor Series, e por isso não foi de estranhar que no início da década de 90, começasse a ser o principal adversário de Hulk Hogan. A feud teve o seu momento principal na Wrestlemania VI, quando Warrior tirou o cinto de campeão da WWF a Hogan, juntando ao que já tinha de campeão Intercontinental, algo inédito na WWF. Como as regras da companhia impediam que um Wrestler tivesse dois títulos em simultâneo, Warrior deixou o cinto de Intercontinental, que acabou por ir depois para o Mr. Perfect.

Era o campeão da companhia, e logicamente era um dos mais populares, defendendo o seu título com sucesso contra diversos adversários, como Ted DiBiase, e acabando por perder o cinto para Sgt Slaughter (que na altura era Heel), devido a uma interferência de Randy Savage, o que faria com que os dois entrassem numa feud bastante interessante.

Os anos seguintes fora um pouco mais complicados, dentro do ringue teve uma feud intensa com Undertaker, e por fora entrou em conflito com o dono da WWF, exigindo mais dinheiro e um acordo que lhe desse algum direito às verbas que a companhia fazia com a venda do merchandising relacionado com a sua personagem. O braço de ferro foi intenso, e Vince aproveitou o facto do governo norte americano andar em cima dos atletas que usavam esteróides, para rescindir contrato com o Warrior.



De 1992 a 1996, esteve fora dos ringues, voltando a 31 de Março desse ano contra o Triple H (na altura usava somente o seu nome), mas foi sol de pouca dura, e os conflitos com Vince continuavam, saindo pouco tempo depois e assinando pela WCW em 1998. Mas a sua estadia nesta empresa não durou muito, porque Warrior achava que a sua contratação tinha sido apenas para que enfrentasse de novo o Hulk Hogan, e este vingasse a derrota de Wrestlemania.

Saiu pouco tempo depois, e esteve afastado deste mundo até a sua chamada para o Hall of Fame da WWE,  em 2014, onde apareceu também na Wrestlemania XXX, sendo um dos mais aplaudidos e provando a sua popularidade ainda entre os fãs. Acabou por ser a sua última aparição, já que veio a falecer pouco tempo depois.

Uma carreira curta mas memorável, e ainda hoje continua a ser recordado como um dos principais nomes da companhia.




quinta-feira, 16 de novembro de 2017

... do filme Footloose A Música está do teu lado

quinta-feira, novembro 16, 2017 0
... do filme Footloose A Música está do teu lado

Footloose foi um dos filmes mais icónicos da década de 80, marcou toda uma geração e lançou a carreira de Kevin Bacon. Com uma banda sonora fantástica, mostrava-nos como a música podia ajudar um grupo de jovens a mudar a forma de pensar de toda uma comunidade.

Footloose foi lançado em 1984,  estreando em Portugal em Setembro desse ano com o nome Footloose-a música está do teu lado, e foi realizado por Herbert Ross. O filme baseava-se vagamente nuns acontecimentos de uma pequena comunidade de Oklahoma, mostrando assim como reagia um jovem de uma grande cidade, ao chegar a uma pequena vila que não deixava os jovens dançarem, chegando a fazer uma lei a proibir isso.

Kevin Bacon interpreta o jovem Ren McCormack, que veio de Chicago para uma pequena cidade, onde os jovens viviam uma vida pacata mas ansiavam por algo mais, e a sua atitude irreverente chamou a atenção da filha do reverendo, Ariel Moore. interpretada por Lori Singer, Ren cria alguns conflitos com alguns membros da comunidade, que não viam com bons olhos o estilo de Ren, e entra em confronto com o namorado de Lori, Chuck (Jim Youngs).

Um jovem Christopher Penn dá vida a Willard, o único amigo de Ren, que tem um fraquinho pela jovem Rusty (interpretada pela novata Sarah Jessica Parker) e começam a ver a vida de outra forma, com a ajuda do seu novo amigo.

John Lithgow tem uma excelente actuação, no papel do reverendo Moore, que achava que a música levava os jovens a uma vida de pecado e de excessos, depois de ter perdido um filho num acidente de viação, quando este ia para um concerto.

Uma típica película dos anos 80, bons e maus em confronto, jovens a descobrirem tudo o que a vida tem para mostrar e uma boa banda sonora. Os momentos de dança são super bem executados e fizeram com que uma geração crescesse a querer ser dançarino.

Recentemente foi feita um remake, que não teve o mesmo carisma e apelo do original.










quarta-feira, 15 de novembro de 2017

... do programa Clubíssimo

quarta-feira, novembro 15, 2017 0
... do programa Clubíssimo

Este foi mais um daqueles programas de variedades, tão comum na RTP dos anos 80, que era transmitido ao Sábado à noite, onde os actores e as suas rábulas eram intercalados por actuações de artistas que estavam na moda. Confesso que não conseguia gostar deste género, aborrecia-me a constante cantoria a intercalar com a história do "episódio", porque em algumas ocasiões, os programas eram melhores em texto/actores, do que em canções/cantores.

O Clubíssimo estreou a 7 de Maio de 1988, da autoria de Francisco Nicholson, que fazia os textos em conjunto com António Pinho e Pedro Bandeira Freire. A música ficava ao cargo de Jaime Oliveira e a direcção de actores era feita pelo grande António Montez, num elenco que contava com nomes como Henrique Viana, António Feio, José Pedro Gomes ou Helena Isabel. Teve 12 edições, acabando em Janeiro de 1989, num episódio em que destruíram todo o cenário.

No estúdio do Cinema Europa foi montado um cenário duma sofisticada discoteca, onde o gerente J. Nunes (Henrique Viana), recebia os seus clientes e os convidados especiais, que animavam as noites do clube em conjunto com o grupo de bailarinas. António Feio era o Barman Dionísio, Helena Isabel dava vida à menina do bengaleiro Odete, e José Pedro Gomes era o secretário Tobias.

Pela parte musical passaram nomes como Raul Ouro Negro, Vitorino, Rádio Macau e José Cid entre outros, enquanto que como clientes, apareceram actores como Manuel Cavaco, Fernando Mendes, Rui Mendes ou Lurdes Norberto. Quem via?














segunda-feira, 13 de novembro de 2017

... dos livros dos Sete de Enid Blyton

segunda-feira, novembro 13, 2017 0
... dos livros dos Sete de Enid Blyton


Já aqui falei dos livros dos Cinco, os meus preferidos, e agora é altura de falar de outra criação de Enid Blyton, Os Sete. Mais um grupo de jovens a viver aventuras, a ajudar pessoas e a resolver mistérios.

Ao contrário dos Cinco, que abordava as aventuras do grupo de amigos nas suas férias, Os Sete viviam as suas histórias durante o período escolar. No original eram conhecidos como Secret Seven ou Secret Seven Society, tendo por isso um conceito mais rígido do que o dos Cinco, que eram mais livres nas suas "reuniões" e aventuras.

O grupo era constituído por Pedro (Peter), a sua irmã Joana (Janet), Jaime (Jack), Bárbara (Barbara), Jorge (George), Sara (Pam) e Vasco (Colin). Também tinham um cão, mas ao contrário dos seus antecessores, este não contava como parte do grupo, apesar de em alguns livros, os membros assim o considerarem. Enid escreveu estas aventuras durante a década de 50, tendo algumas sido adaptadas para desenho animado. Em França fizeram novas edições nos anos 70 e 80, com alguns desses livros a serem depois traduzidos para o inglês.

Só li um dos livros, e não gostei por isso não voltei a pegar em mais nenhum, confesso que foi também por ir um pouco de má vontade. Era muito fã dos Cinco e achava aquilo apenas uma cópia, e o formato dos livros desagradava-me, eram um pouco maiores do que os outros e as capas eram decoradas com desenhos.

Eis a lista de livros, retirada da wikipedia

  1. O Clube dos Sete - no original The Secret Seven (1949)
  2. A Primeira Aventura dos Sete - no original Secret Seven Adventure (1950)
  3. Os Sete e a Marca Vermelha - no original Well Done Secret Seven (1951)
  4. Os Sete e os Seus Rivais - no original Secret Seven on the Trail (1952)
  5. Os Sete e os Cães Roubados - no original Go Ahead Secret Seven (1953)
  6. Bravo, Valentes Sete! - no original Good Work Secret Seven (1954)
  7. Os Sete Levam a Melhor - no original Secret Seven Win Through (1955)
  8. Três Vivas aos Sete - no original Three Cheers Secret Seven (1956)
  9. O Mistério dos Sete - no original Secret Seven Mystery (1957)
  10. Os Sete e o Violino Roubado - no original Puzzle for the Secret Seven (1958)
  11. Os Sete e o Fogo de Vista - no original Secret Seven Fireworks (1959)
  12. Os Sete e o Telescópio - no original Good Old Secret Seven (1960)
  13. Roubaram o Ziguezague aos Sete (2014) ou Roubaram o Toy aos Sete - no original Shock for the Secret Seven (1961)
  14. Os Sete e as Medalhas do General - no original Look Out Secret Seven (1962)
  15. Os Sete Salvam o Cavalo - no original Fun for the Secret Seven (1963)
  16. Contos dos Sete


Alguém era fã?






... do Super Depor (Deportivo da Corunha)

segunda-feira, novembro 13, 2017 0
... do Super Depor (Deportivo da Corunha)

Hoje recordo uma equipa que nos anos 90 ousou desafiar o poderio do Barcelona e do Real Madrid na liga espanhola, o Desportivo da Corunha. O clube foi conseguindo alguns nomes de peso, e deu luta durante a década de 90, conseguindo ficar no segundo lugar por mais que uma vez, e vencendo a La Liga no final da década.

O presidente Augusto César Lendoiro tinha grandes planos para o Corunha, desde que foi eleito presidente em 1988, ainda o clube militava nas divisões inferiores. O Super Depor nasceu em 1992-93, depois de uma primeira temporada sem grande história na liga principal, com o clube a converter-se numa SAD, e com a contratação de jogadores como Bebeto e Mauro Silva, que vinham assim juntar-se ao plantel orientado por Arsenio Inglesias, que contava ainda com nomes como Djukic ou Fran.

A equipa consegue um fantástico terceiro lugar, com Bebeto a ficar com o título individual de melhor marcador, e Llaño a levar o de guarda redes menos batido. Lendoiro conseguiu manter as suas estrelas e a coluna vertebral do plantel para a temporada seguinte, contratando apenas um ou outro jogador que viesse acrescentar algo ao clube, como no caso de Donato. E foi essa temporada que fez com que muitos começassem a olhar com outros olhos para o clube, e o apelido Super Depor foi ganhando força.

O Corunha chegou à liderança à 12ª jornada, mantendo-se aí até quase o final de temporada, onde perdeu-a de forma dramática, num jogo contra o Valência, onde Djukic falha uma grande penalidade.. no último minuto.. dando o título ao Barcelona. Os adeptos ficaram incrédulos mas aplaudiram a equipa, tinha sido um feito fantástico e prometia algo que todos pensavam ser impossível, a conquista do campeonato.



Com uma equipa que jogava um futebol de ataque, sendo o clube que marcou mais golos nessa temporada, a temporada de 94/95 trouxe a conquista da Taça do Rei, para além dos jogadores Kostadinov e o veterano Julio Salinas. Todos concordavam que o maior sucesso era a equipa continuar sempre com o mesmo treinador e jogadores chave, Liaño, Fran, Aldana, Donato, Mauro Silva, Bebeto, Manjariñ e Rekarte continuavam de pedra e cal e com fome de títulos. Por isso existiu algum receio quando Arsenio Inglesias anunciou que essa seria a sua última temporada, e que bela forma de sair, e seria o galês John Toshack a substitui-lo.

As coisas não correram de feição no campeonato, com a primeira vez em 4 anos a terminar abaixo do 4º lugar, apesar de ter vencido a supertaça espanhola e ter-se portado bem na Taça das Taças, alcançando a meia final. Desentendimentos entre o treinador e o presidente, fizeram com que este ficasse apenas uma temporada, sendo que em 1996/97 veio o brasileiro Carlos Alberto Silva para o seu lugar.

Esse ano trouxe também a famigerada Lei Bosman, com a equipa a contratar estrangeiros em grande quantidade, com destaque para Rivaldo, Songo'o e Naybet. Conseguiram atingir a terceira posição, mas isso não impediu a que o treinador fosse despedido na temporada seguinte, uma das piores do clube nos anos 90, sendo que a única coisa boa foi a contratação de Djalminha.


Mas o final da década traria aquilo que andava a fugir ao clube, o titulo de campeão. Sob a batuta de Javier Irureta, o clube traria assim alegria aos seus adeptos e ao seu presidente, recompensando também alguns dos jogadores que estavam com o clube quase desde o começo da década, como Fran ou Mauro Silva, ou outros recém chegados, como Roy Makaay ou Diego Tristán. Mais de duzentas mil pessoas festejaram o título, com 80 mil a encherem a praça para receberem os jogadores.

A equipa continuou em força internamente, ficando na segunda posição nas duas temporadas seguintes, e um terceiro lugar em 2004, o último ano desta fase do clube conhecida como Super Depor.

Confesso que me deu algum gozo ver este Corunha, apesar de ser um fã dos dois clubes de Madrid, e ver como uma equipa conseguia assim desafiar o poderio de dois gigantes. Quem mais foi fã?















quarta-feira, 8 de novembro de 2017

... do Loto do Tintin nas caricas do Sumol

quarta-feira, novembro 08, 2017 0
... do Loto do Tintin nas caricas do Sumol

Era raro o produto alimentar nos anos 70 e 80 que não oferecesse algum brinde, e a dada altura a Sumol aliou-se à revista Tintin e começou a oferecer umas cabeças com personagens das bandas desenhadas que apareciam nessa revista mítica. A revista dava os cartões, e nas garrafas de Sumol vinham umas cabeças nas caricas, e era com elas que jogávamos ao Loto. Quem teve?

Imagem do blog Showtoy
Imagens blog show toy
Imagem portal do coleccionismo
Primeira e ultima imagem do site Tintin Portugal














... da Colectânea Polystar

quarta-feira, novembro 08, 2017 0
... da Colectânea Polystar

Era uma das muitas colectâneas que saíam amiúde durante a década de 70 e 80, que reunia os maiores sucessos do catálogo da Polygram. Curiosamente o único que tive, foi este de 1986, que foi também o último a ser editado. Adorava a capa dele e ouvi-o vezes sem conta.

Sempre existiram colectâneas no nosso país, e na década de 70 cada editora fazia questão de lançar uma cá para fora, e a Polygram não foi nenhuma excepção, dando o nome de Polystar à sua. Como tantas outras de altura, tinha uma mistura de músicas muito eclécticas, algo que ajudou ao meu gosto musical actual. Podíamos ouvir música portuguesa, que ia desde a mais brejeira à mais tradicional, passando por música brasileira, e algumas vedetas do pop rock internacional.

Por exemplo em 1981 tínhamos OMD com Enola Gay, Dino Meira com Zum-zum-zum, e ainda Status Quo, Joe Dolce, Mário Mata e ABBA. Já o de 1986, o que tive, lembro-me de ouvir (repetidamente) o Nikita do Elton John, o Dia de Domingo da Gal Costa, Venus de Bananarama e o Fourth Rendez-Vous do Jean Michel Jarre, num disco que tinha ainda nomes como José Cid, Wando, Joy e Roberto Leal, entre outros.







terça-feira, 7 de novembro de 2017

... do Parma dos anos 90

terça-feira, novembro 07, 2017 0
... do Parma dos anos 90

O Calcio era o campeonato dos campeonatos na década de 90, despertava paixões por todo o mundo e várias dessas equipas conquistaram um lugar na história do mundo do futebol. Já aqui falei do Milão e da Sampdoria, hoje relembro o Parma, uma das equipas de maior sucesso dessa altura.

O Parma era uma equipa que militava na série B italiana, um clube pequeno e que tentava chegar à série A, tendo para isso sido alvo de uma série de investimentos durante os anos 80, que vieram a dar frutos na virada de década, quando o clube conseguiu finalmente a almejada subida de divisão, sob o comando de Nevio Scala. A Parmalat decidiu então apostar forte no clube, e comprou parte do mesmo, contratando grandes nomes do futebol e fazendo com que esta fosse uma equipa a ter em conta nos anos 90.

O guarda redes brasileiro Taffarel e o médio sueco Thomas Brolin, foram as contratações mais sonantes, continuando a contar com nomes como Apolloni ou Marco Ballota, o guarda redes sóbrio que acabou por tirar o lugar à estrela Tafarrel e contando ainda com a concorrência de Bucci. O 5-3-2 de Scala começou a dar frutos logo na estreia junto dos grandes, ficando num respeitável 6º lugar, conseguindo assim acesso à Taça Uefa.

Apesar de não ter avançado muito na sua estreia nas competições europeias, internamente o Parma voltaria a surpreender, com o alcançar de um 7º lugar no campeonato, e a vitória na Taça de Itália, frente à poderosa Juventus de Conte, Peruzzi ou Roberto Baggio. O colombiano Asprilla e o italiano Zola são as grandes contratações para a temporada seguinte, que veria o clube transalpino a conseguir uma excelente 3ª posição, mas onde viria a brilhar seria na Europa, onde conseguiu vencer a Taça das Taças, levando de vencida o clube belga Antuérpia.


Com Luca Bucci a assumir a titularidade da baliza, a equipa contava ainda com nomes como Zola, Asprilla, Sensini, Minotti, Apolloni, Benarrivo ou Di Chiara. Uma solidez defensiva invejável, aliada a um forte sentido táctico, fazia do Parma uma equipa a temer na Europa dos anos 90. Venceram a Supertaça Europeia do ano seguinte, contra o Milão da altura, e chegou de novo à final da Taça das Taças, caindo perante o Arsenal de George Graham.

A equipa voltaria a reforçar-se, e a renovar-se, com a entrada do defesa português Fernando Couto, e do médio italiano Dino Baggio, que se veio a tornar uma referência do clube nesta segunda metade da década de 90. Internamente, o Scudetto continuava a escapar à equipa de Scala, conseguindo um 5º e um 3º lugar, mas na Europa voltaria a brilhar, chegando à final da Taça Uefa, vencendo a Juventus de Vialli sem apelo nem agravo.

Scala sairia então para o Perugia, sendo substituído por Carlo Ancelloti. Quanto a jogadores, Thuram, Crespo e Chiesa, juntavam-se aos veteranos Canavarro, Baggio, Apolloni ou Sensini, A equipa ficou mais próxima de vencer o campeonato italiano, mas acabou por ficar na segunda posição, enquanto que na Europa as coisas não correram tão bem, e na temporada de 1997/98 nem a estreia do jovem Buffon fez com as coisas corressem bem para os do Parma, e a equipa acabou por desiludir tanto a nível interno como na Europa.


A Parmalat decide apostar forte nas contratações de jogadores, mas decide apostar num até então meio desconhecido Alberto Melasani para comandar a equipa. Na Série A não foram além de um 4º lugar, mas venceram a Taça de Itália e na Europa demonstraram de novo todo o seu talento, vencendo o Marselha na final da Taça Uefa, por uns categóricos 3-0.

O virar do Século acabou por trazer o declínio desta equipa, que nunca mais conseguiu chegar perto do sucesso dos anos 90, apesar de ainda ter vencido uma Taça de Itália em 2001/02. Em 2004 decalaria insolvência e acabaria por se extinguir, retomando anos mais tarde sob um nome diferente, Parma Calcio 1913.

Mas era impossível não ficar fã desta equipa, como apreciador de guarda redes. espantava-me com a constante qualidade e segurança que este clube apresentava. O animado Tafarrel, o sóbrio Ballota, o seguro Bucci e a novidade Buffon, ajudaram muito ao sucesso deste clube papa taças, que contou ainda com defesas fora de série. Apolloni, Benarrivo, Canavarro, Sensini, Thuram  e até o nosso Fernando Couto faziam com que fosse uma das equipas italianas mais seguras defensivamente, contando ainda no meio campo com nomes como Dino Baggio ou Boghossian e Diego Fuser. Para o ataque, os nomes de referência foram sem sombra de dúvida Asprilla, Zola, Brolin e Crespo, mas Véron e Chiesa também tiveram uma palavra a dizer nestes anos de glória.

Quem mais gostava de os ver jogar?









domingo, 5 de novembro de 2017

... do Tulicreme Caramelo

domingo, novembro 05, 2017 0
... do Tulicreme Caramelo



O Tulicreme de caramelo apareceu em 1985, a fazer companhia ao Tulicreme de Cacau, para ver se criava assim um parceiro ideal, no lugar do de Avelã. Não durou muito, e foi retirado do mercado alguns anos depois, ficando só o de Cacau e mais tarde voltando o de Avelã também. Lembro-me bem de ter experimentado este sabor, e ter-me arrependido de imediato, era demasiado doce e "estranho" comer aquilo numa carcaça, voltei rapidamente para o de cacau.


Primeira e segunda imagem retiradas do Enciclopédia de cromos, última foto retirada do blog Santa Nostalgia.