Novembro 2016 - Ainda sou do tempo

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

... da Máquina de furos da Regina

segunda-feira, novembro 28, 2016 0
... da Máquina de furos da Regina

O conceito da Máquina de furos dos chocolates Regina era um pouco estranho, mas a verdade é que todos nós achávamos piada e queríamos experimentar a nossa "sorte". Nunca se ficava a perder, só que em vez de pagarmos e escolhermos o sabor do chocolate que queríamos, com esta máquina não sabíamos o que nos podia calhar.

Para além de presença habitual nos cafés, tascas e mini mercados, a Regina fazia edições especiais para festas e para a feira popular. Ficou na memória de todos quando, no começo da década de 60, o presidente da república Américo Thomaz apareceu a experimentar uma destas máquinas. Um aparelho com cartela amovível, a qual tinha 140 furos que davam direito a uma bola colorida que iria corresponder ao chocolate que nos seria depois entregue.

Uma das razões aventada para a razão da sua retirada, era que era considerada uma máquina de jogo de azar. Em 2014 foi reeditada uma versão da máquina, e foi lançada até uma versão portátil para se usar em casa. Quem usou uma destas?











quarta-feira, 23 de novembro de 2016

... do Teletexto

quarta-feira, novembro 23, 2016 0
... do Teletexto

O Teletexto ainda existe, mas longe da popularidade que teve por cá na viragem do Século, altura que a RTP apostou em força neste tipo de serviço. Notícias de jornais, informações úteis e guia de programação, eram algumas das coisas que podíamos ver no nosso televisor, isto para além de salas de chat.

O sistema de Teletexto foi desenvolvido no Reino Unido, sendo implementado na década de 70, possibilitando a todos que tivessem um televisor com sistema PAL, o acesso a informações úteis, como notícias nacionais e internacionais, previsão do tempo ou a programação dos canais, entre outras coisas. Era como um sistema de internet,

Em Portugal apareceu em 1997, com a RTP a prestar este serviço público, que fez muita pessoa comprar um televisor com sistema PAL, para poder usar este sistema. Os outros canais disponibilizaram também o Teletexto, mas o da RTP era o mais popular, e muitas pessoas usavam o sistema de chat para marcar encontros.

Ainda é usado hoje em dia, especialmente na legendagem para deficientes auditivos, mas com a popularização das boxs de televisão, e da internet, está longe do uso que se dava no final do Século XX.












sábado, 19 de novembro de 2016

... das Carteiras Dunas

sábado, novembro 19, 2016 0
... das Carteiras Dunas


Hoje deixo só aqui umas imagens, de algo que muitos quiseram ter, uma carteira da marca Dunas. Eram das carteiras de velcro mais populares, sempre com cores vibrantes e um interior colorido, sendo na sua maioria carteiras "grandes", que se desdobravam em 3. Quem teve uma?














quarta-feira, 16 de novembro de 2016

... dos Livros do Petzi

quarta-feira, novembro 16, 2016 0
... dos Livros do Petzi

Hoje recordar mais um clássico da editora Verbo, os livros do Petzi. Um pequeno urso de origem nórdica, que fez furor na década de 80, quase todos os que tiveram um livro destes nos anos 70 e 80, guardam com carinho essa recordação.

Carla e Vilhem Hansen criaram Rasmus Klump (nome original) e publicaram a primeira história num jornal da Dinamarca, uma pequena tira com os textos por baixo, a 17 de Novembro de 1951. A mesma teve logo uma grande aceitação e daí para os livros foi um pequeno passo. De ar anafado, Petzi é bonacheirão e, apesar de bem intencionado, coloca-se quase sempre em situações um pouco complicadas, vivendo aventuras bastante animadas. Acompanhado pelos seus amigos Riki (um pelicano), Pingo (um pinguim), Almirante (um leão marinho) e ainda uma tartaruga bebé.

O meu preferido é mesmo o primeiro, Petzi e o seu navio, onde podemos ver ele e os seus amigos constroem um pequeno navio para poderem viver grandes aventuras. Apesar de não ser fã de livros com ilustrações e texto, a construção das histórias dava uma boa fluidez a tudo. Existiam duas variantes, uns mini livros deste género, e uns maiores em estilo banda desenhada, mas sem balões.


A Verbo editou 36 volumes desta colecção, entre 1976 e 1987, com a versão portuguesa a cargo de Ana Paula Guimarães. Para além das aventuras que vivia, todos recordamos da paixão que ele tinha por panquecas, feitas pela sua mãe e que ele devorava de uma só garfada. Eis a lista dos livros:

1. Petzi e o Seu Navio
2. Petzi e a Baleia
3. Petzi descobre um Tesouro
4. Petzi no País do Sono
5. Petzi nas Pirâmides
6. Petzi na Ilha das Tartarugas
7. Petzi no Polo Norte
8. Petzi Alpinista
9. Petzi Agricultor
10. Petzi faz Colheita
11. Petzi dá a Volta ao Mundo
12. Petzi Mergulhador
13. Petzi na Ilha de Robinson
14. Petzi na Pingonésia
15. Petzi procura o Gambosino
16. Petzi e a Mãe Peixe
17. Petzi Rei
18. Petzi no Castelo
19. Petzi na Gruta Encantada
20. Petzi e o Submarino
21. Petzi e o João Pouca Terra
22. Petzi e o Irmão mais Novo
23. Petzi no País dos Bzus
24. Petzi na Regata
25. Petzi e os Papões
26. Petzi no Alto Mar
27. Petzy procura o Mary
28. Petzi e o Dia dos Anjos
29. Petzi Viaja pelo Rio
30. Petzi procura o Avô
31. Petzi Mestre-de-Obras
32. Petzi encontra o Tic-Tac
33. Petzi tem Boas Ideias
34. Petzi e o Ladrão de Panquecas
35. Petzi toma Banho
36. Petzi e os Fantasmas


Quem mais se recorda destes livros? Quais os vossos favoritos?








sábado, 12 de novembro de 2016

... do MSN Messenger

sábado, novembro 12, 2016 0
... do MSN Messenger

Juntamente com o mIRC, o MSN Messenger era o sistema de chat por excelência de quem começou a usar a internet no virar de Século. Permitia conversas mais pessoais, webcam, jogos visualmente mais atraentes e outras brincadeiras que divertiam o pessoal. Durou 14 anos e ainda hoje é recordado com saudades por muitos de nós.

O MSN Messenger começou a sua actividade em 1999, desenvolvido pela Microsoft, tratava-se de um sistema de chat entre clientes de PC, gratuito e bastante apelativo. Até o final do Século, permitia que, para além do texto e mudanças que se podia fazer no mesmo, pudéssemos fazer alterações na janela de chat, com especial incidência no facto de podermos colocar uma imagem para nos identificar, ficando numa pequena janela visível tanto para nós, como para com quem falávamos.

Foi com o aparecimento do XP que começaram as grandes mudanças no programa, como conversas de voz, ou o facto de podermos criar chats em grupo. Podia-se utilizar na mesma em versões antigas do Windows, apenas foi-se cada vez mais estreitando a ligação entre o sistema operativo e o programa de chat. Em 2002 já podíamos ouvir música, transferir ficheiros, webcam e no ano seguinte começaram a aparecer mudanças para podermos alterar o tema da janela, os avatares personalizados e uma galeria extensa de emotions para animar as conversas do pessoal.


Em 2005 surgiram os Wink, emotions animados e que podiam abanar a janela, sendo a última grande alteração durante o nome MSN Messenger, já que foi nessa altura que começou a ser conhecido como Windows Live Messenger, ficando assim até 2013 onde foi descontinuado para dar lugar ao Skype.

Todos temos um carinho especial por este sistema. Era engraçado podermos alterar a nossa foto e o nosso "nome", podendo casar as duas coisas de uma forma divertida. A dada altura ainda era possível um texto por baixo do nosso nome, onde podíamos colocar algo para dizer se estávamos disponíveis ou não. Quem nunca fez um "nudge" para abanar a janela de chat? Foi o Rei destes sistemas de conversação e nunca se entendeu bem o porquê de o descontinuarem. Quem mais tem saudades?














quarta-feira, 9 de novembro de 2016

... da Rodoviária Nacional

quarta-feira, novembro 09, 2016 0
... da Rodoviária Nacional

A Rodoviária Nacional faz parte das minhas memórias de adolescente, já que tinha que apanhar dois autocarros para ir para a escola (o 408 e o 404) e assim passava muito tempo do ano lectivo dentro deles. As "lagartas" eram as nossas preferidas, para no meio podermos brincar nas curvas.

A Rodoviária Nacional nasceu em 1975, resultando da nacionalização dos maiores operadores no país, tornando-se a empresa pública de autocarros em Portugal. O critério usado para nacionalizar foi o tamanho da frota: mais de 100 veículos, sendo nacionalizadas ao todo 94 empresas rodoviárias. A RN iniciou a sua actividade efectiva a 1 de Junho de 1976, tendo até esta data sido gerida por uma Comissão Instaladora.

Existiam diversas frotas de autocarro, sendo que na minha zona eram os Volvo, e em Alvide existia uma oficina deles e tudo. Noutras zonas funcionavam AEC e Leyland. Os serviços foram organizados em nove Centros de Exploração de Passageiros (CEPs) de acordo com as diferentes regiões (e operadores nacionalizados) em que a Rodoviária Nacional passou a operar.





Em 1979, o CEP 10 foi criado para gerir as ligações entre Lisboa e na maioria das cidades do país (semelhante à actual Rede Expressos), bem como os corredores de Torres Vedras e Vila Franca de Xira, os dois últimos pertencentes à CEP 6, mas igualmente veículos dos CEPs 4 e 5, que geriam corredores no norte de Sintra e Mafra e no norte de Torres Vedras embora parcialmente, visto que ainda permaneceu após as fases seguintes da Rodoviária Nacional.

Em 1984, o restante dos CEPs 5 e 6 tornou-se na Direcção Regional da Grande Lisboa (DGRL), dividida em quatro Centros Operacionais de Passageiros (COPs).

A secção de carga também foi criada, operando sob diferentes nomes, tais como a RNTrans, para além de Centros de Exploração de Mercadorias (CEMs).



A frota de autocarros foi contada com quatro dígitos, correspondendo o primeiro ao CEP onde o veículo foi afetado (se o veículo pertencia ao CEP 8, o número da frota seria 8xxx). Para a frota do CEP 10, o primeiro dígito era um 0 (0xxx), enquanto que no sistema de numeração da DGRL era de três dígitos, precedido pela letra L (Lisboa) ou CS (Cascais e Sintra) (L - xxx , CS - xxx), com a numeração estritamente distribuída pelo fabricante do chassis, conforme listado abaixo:
L: Lisboa



100 - AEC
340 - Leyland
400 - Volvo/outros
CS: Cascais e Sintra

750 - AEC
880 - Leyland
900 - Volvo/outros



Em 1992, o processo de privatização é iniciado a 10 de Março com a alienação da Rodoviária do Algarve que foi adquirida pela Joaquim Jerónimo, Lda. (grupo Barraqueiro e CGEA - Compagnie Générale D´Entreises Automobiles) com 74,3% das acções, a seguradora Mundial Confiança e a Evicar; a Rodoviária d'Entre Douro e Minho (REDM) é adquirida em partes iguais pelo grupo RENEX - Joaquim Jerónimo, Lda. (Barraqueiro) com o grupo Caima e o grupo Resende; já a Rodocargo, SA e a Transporta, SA, são adquiridas pela TERTIR.
Em 1993, a Rodoviária do Tejo é vendida ao consórcio Internorte; a Rodoviária da Beira Interior é adquirida pelo grupo JOALTO, a Rodoviária da Beira Litoral pelo consórcio constituído pelos grupos RENEX, Resende, e CAIMA (que passou a gerir a RBL) e a Rodoviária do Alentejo pelo consórcio Joaquim Jerónimo (70%) e família Belo (30%), que recupera assim a empresa que tinha sido nacionalizada.



Em 1994, é a vez da Rodoviária da Estremadura se tornar também propriedade da Barraqueiro. A 10 de Janeiro de 1995, a Rodoviária do Sul do Tejo é vendida à Joaquim Jerónimo (45%), administradores (45%) e Covas e Filhos (10%).

A 15 de Maio, dá-se por fim a privatização da Rodoviária de Lisboa, SA. É adquirida igualmente pelo Grupo Barraqueiro, associado ao grupo escocês Stagecoach e à Vimeca. A RL divide-se em 3: a Vimeca fica com a zona ocidental e corredor da Amadora/Queluz; a Stagecoach fica com a área de Cascais e Sintra, vendendo posteriormente a frota de alugueres, ficando a Rodoviária de Lisboa, parte do grupo Barraqueiro, a explorar os corredores de Odivelas/Loures, Bucelas e Vila Franca de Xira.

A 15 de Julho de 1995, tendo a RNIP SGPS, SA (sucessora da RN) alienado todas as suas empresas associadas, deixa de existir. Quem andou numa destas?




(parte do texto mais técnico e informativo retirado da wikipedia)

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

... da mini-série V Batalha Final

segunda-feira, novembro 07, 2016 0
... da mini-série V Batalha Final


V a batalha final foi uma das séries que mais me marcou na juventude, com várias cenas que ficaram gravadas para sempre na nossa memória. Quem não se lembra do horror que foi quando vimos a Diana a comer um rato?

V foi criada por Kenneth Johnson, que escreveu e realizou os 2 episódios da mini série original, e que se tornaram um sucesso estrondoso e são conhecidos como os primeiros a começar o género de ficção científica de "visitantes entre nós que tentam conquistar a Terra". A mini foi lançada em 1983, e o sucesso foi tanto, que no ano seguinte surgiu mais uma mini-série (esta com 3 episódios) e uma série semanal com 19 episódios. Ambas foram feitas sem a colaboração de Johnson (que discordava da forma como a NBC queria fazer a história), e apesar de Batalha final, nome dado a essa segunda mini, ter tido bastante sucesso, a série foi um fracasso e bastante criticada.

Por cá sei que as duas mini-séries foram transmitidas pela RTP, mas não tenho a certeza em relação aos outros 19 episódios. Mas lembro-me de seguir isto com atenção nos finais de tarde de fim de semana, entre 1986-87 presumo, e de vibrar bastante com os meus amigos com aqueles "lagartos" mascarados de humanos. Quando vi isso pela primeira vez, fiquei fascinado e faz parte das três cenas que mais me marcaram, em conjunto com a Diana a comer um rato (algo que visto hoje em dia dá dó de tão falso que parece) e a do parto que viu nascer um híbrido, fruto da relação entre uma humana e um "lagarto".


Uma raça de extraterrestres com aparência humanóide chega ao nosso planeta, dizendo vir em paz e que em troca de minerais, e outros elementos que diziam necessitar para salvar o seu planeta, eles partilhariam connosco a sua tecnologia avançada. Os governos do nosso planeta concordam e começam a colaborar com os dois principais responsáveis entre os visitantes, Diana (Jane Badler) e John (Richard Herd).

Começam então a desaparecer alguns cientistas humanos, enquanto que outros são perseguidos e desacreditados pelos media, evitando que qualquer teoria ou opinião negativa relativamente aos visitantes chegasse ao resto da população. Esta continuaria crente na boa fé dos aliens e enquanto que uns são controlados mentalmente, outros juntam-se atraídos pelo poder. O jornalista Mike Donovan (Marc Singer) consegue provas que iram expor os visitantes, mas estes conseguem impedir que estas fossem transmitidas e fazem com que ele seja acusado como traidor e perseguido pela polícia. Donovan junta-se a um movimento, conhecido como a Resistencia, e com a ajuda de uma das líderes, Julie Parrish (Faye Grant) e dissidentes entre os visitantes começa a lutar para libertar a Terra destes invasores.

Mas no último episódio vemos como os visitantes controlam quase por completo o nosso planeta, e com a resistência a enviar uma mensagem de ajuda para o espaço, para ver se outras raças nos podem ajudar na luta contra os invasores. Na Batalha final a história centra-se mais no combate entre as duas raças, com destaque para a "Quinta coluna", que se tratava dos visitantes que não concordavam com os planos para dominar o nosso planeta.


Finalmente consegue-se mostrar a todo o mundo a verdadeira face dos visitantes,e a luta começa a subir de intensidade, com traidores nas duas raças a tornarem as coisas mais complicadas. Começam a existir relações entre as duas raças, o que dá origem ao nascimento de duas crianças mutantes. Tudo termina com a frota de visitantes a abandonar o nosso planeta, ficando Diana e pouco mais para trás, e é por aí que a série semanal tenta seguir a história.

Não a tendo visto, não posso opinar muito sobre ela, e sobre o remake feito recentemente falarei noutro post. O impacto das duas primeiras mini-séries são o suficiente, desde o facto de abordar os visitantes disfarçados até a alegoria Nazi sempre presente. O símbolo e uniforme deles fazia lembrar os da SS, para além da perseguição que fizeram a quem lhes tentava fazer frente. Quem mais se lembra disto tudo?













quarta-feira, 2 de novembro de 2016

... do Jogo da Pesca (Pega Peixe)

quarta-feira, novembro 02, 2016 0
... do Jogo da Pesca (Pega Peixe)

Mais um brinquedo clássico da década de 80 que cai naquela categoria "barulheira infernal". Um jogo de pesca, ou pega peixe como foi chamado no Brasil, onde tínhamos um pequeno lago artificial em que se encontravam uns peixes que subiam e desciam, abrindo e fechando a boca para que os pudéssemos pescar com as pequenas canas que tínhamos. O isco era um pequeno íman, vencia o que apanhava mais peixes obviamente, e a piada consistia nisso mesmo, estarmos ali uns contra os outros. Quem jogou?