Setembro 2016 - Ainda sou do tempo

terça-feira, 27 de setembro de 2016

...do anúncio do lápis "se conduzir, não beba"

terça-feira, setembro 27, 2016 0
...do anúncio do lápis "se conduzir, não beba"

Este anúncio da prevenção rodoviária ficou para sempre na memória de todos, especialmente para aqueles que eram crianças em 1986 e que queriam aquele modelo de cidade para poderem brincar. O anúncio tinha uma mensagem forte, acompanhado de uma música que mostrava a seriedade da coisa e a imagem era simples, uma mão segurava num lápis e percorria uma estrada como fosse um carro. Ao longo do percurso estavam vários copos de vinho, onde o lápis parava e "bebia" e depois seguia viagem de novo. Até que começava a derrapar e parte-se o bico, dando-se um acidente fatal. Quem se lembra?








segunda-feira, 26 de setembro de 2016

... do Hellraiser - Fogo Maldito

segunda-feira, setembro 26, 2016 0
... do Hellraiser - Fogo Maldito

Eu era um daqueles habituais no vídeo clube do meu bairro, e como acontecia com todos os regulares, existiam "fases" de aluguer. A fase dos filmes de comédia, dos de animação ou por exemplo os de horror. Nessa última fase vi de tudo que me aparecia pela frente e um dos que me chamou logo a atenção foi o Fogo Maldito de Clive Barker.

Já tinha tido contacto com alguns livros de Barker, por isso quando vi o nome dele na capa da k7 vhs tive logo que alugar o filme. O facto de ter uma personagem cheia de pregos na cabeça também ajudou nessa escolha, claro. Hellraiser saiu em 1987, ficando com o nome Renascido do Inferno no Brasil e Fogo Maldito por cá, baseado na obra Hellbound Heart de Clive Barker, que realizou e escreveu o argumento para o filme, que ainda hoje é considerado um dos melhores dentro do seu género.

O filme era original e fugia do padrão slasher que dominava o terror naquela década, abordando temas muito queridos ao autor como as questões morais que decidimos sob pressão de stress ou medo, sendo que o sado masoquismo marcava presença ao longo da história, especialmente no aspecto de obter prazer com a dor.


Frank Cotton (Sean Chapman) compra um cubo numa loja de antiguidades, e fica fascinado com o mesmo depois de saber que este é capaz de abrir um portal para uma dimensão onde o prazer reina e é o sentimento dominante. O nome porque era conhecido era de Configuração do Lamento, e quando Frank finalmente resolve o quebra cabeças nele, entra num reino habitado por umas criaturas disformes e deformadas, vestindo couro preto e conhecidas como Cenobitas.

O problema acontece quando Cotton percebe que os conceitos de prazer deles diferem drasticamente do seu, eles têm prazer com a dor e começam a provocar isso no seu corpo, rasgando-o com ganchos e correntes e torturando-o até ele obter prazer disso, condenado-o a uma eternidade para isso mesmo. Doug Bradley dá vida a Pinhead, nome por que ficou conhecido, apesar de na obra ser Priest e que o autor insiste para que o chamem dessa forma, já que considera pinhead pouco digno para a sua criação.

Frank consegue começar a fugir da dimensão dos Cenobitas, quando o sangue do seu irmão começa a regenerar o seu corpo desfigurado e ele convence a mulher deste (uma antiga amante sua) a atrair mais homens para a casa, para que eles os matem e Frank consiga recuperar a sua aparência. O problema é que um dia são surpreendidos pela sobrinha de Cotton, e esta rouba o cubo das suas mãos conseguindo também ela resolver o seu quebra cabeças (acidentalmente) e entrando em contacto com os Cenobitas. Ela tenta escapar do mesmo destino do seu tio, prometendo entregá-lo em troca da sua vida, mas mesmo cumprindo isso, vê-se atacada por eles e só escapa usando o cubo que devolve os Cenobitas para a sua dimensão. O filme acaba com ela a tentar destruir o cubo, mas sem sucesso, com este a acabar nas mãos do vendedor que o tinha vendido a Frank, oferecendo o cubo a outro cliente, proferindo a frase "o que lhe dá prazer, senhor?"

O sucesso do filme trouxe várias sequelas (algumas com sucesso) e um remake feito em 2014.






















quarta-feira, 21 de setembro de 2016

... do Escantilhão de letras

quarta-feira, setembro 21, 2016 0
... do Escantilhão de letras


Quem não usou um escantilhão? Seja em forma rectangular ou circular, foram um pouco populares nos anos 80, chegando a ser brindes em produtos como o Tulicreme. Ficava-se ali entretido a pintar aqueles buracos para fazer letras desenhadas nos cadernos. Quem fez disto?











segunda-feira, 19 de setembro de 2016

... do Battlestar Galáctica (1978)

segunda-feira, setembro 19, 2016 0
... do Battlestar Galáctica (1978)

Hoje volto a ter um convidado a partilhar uma memória especial, a da série Battlestar Galactica. Será Nuno Amado, do excelente Leituras de BD, a recordar o que sentiu ao ver um programa que faz parte da história televisiva, de tal forma que teve direito a um remake muitos anos mais tarde.

Battlestar Galactica foi uma série que veio ocupar o espaço vazio deixado por Espaço 1999 e Star Trek. Foi uma novidade porque os gráficos, cenários e toda a ambiência era bastante melhor que as outras duas anteriores séries. A evolução técnica assim o permitiu e deixou uma legião de fãs, sobretudo adolescentes, sempre à espera de um novo episódio!

Esta série foi originalmente criada e exibida nos EUA entre 1978 e 1979, com uma pequena sequela em 1980 chamada Galactica 1980. O seu criador foi Glen Larson e este franchise teve tanto sucesso que acabou por ser adaptada para livros, comics e video games. Em Portugal a primeira série (24 episódios) começou a ser exibida na RTP em Setembro de 1982, e a segunda série um ano depois (10 episódios).



O êxito desta série foi enorme na altura e muita gente ainda se lembra dos protagonistas como Apollo, Starbuck, Adama, Boomer… foram nomes que ficaram devido às suas personalidades bem vincadas e de serem pilotos daquelas naves bem fixes, os Vipers! Excepto Adama (Lorne Green), claro… esse era o comandante da Battlestar Galactica. E depois tínhamos os famosos Cylons, os vilões. Apesar de serem latas burras na sua generalidade, o seu aspecto e sobretudo o seu “olho” vermelho sempre a mover-se tornou-os famosos, aliás, nós em criança colocámos a alcunha de Cylons aos vizinhos coscuvilheiros que se escondias atrás das persianas para ver o que andávamos a fazer!

A premissa da história era a de que os Humanos em tempos idos tinham migrado pelo espaço profundo a partir do planeta Kobol e fundaram 12 colónias. Acabaram por entrar em guerra com um povo cibernético, os Cylons cujo fim era a destruição da Humanidade. Através de artimanha e traição (ajudados por um Humano, Baltar) acabam por conseguir destruir as 12 colónias. Só se conseguiram salvar algumas naves que nesse dia estavam longe, e a Battlestar Galactica foi a única grande nave de guerra que por sorte não foi destruída. A partir daqui tudo se passa à volta dos protagonistas já referidos, em aventuras de ataque, de defesa, de salvamento ou política e intriga interna dentro do grupo de naves que a Galactica protegia.

Adama e Apollo (seu filho) tinham os seus dramas familiares e Starbuck era o eterno playboy espacial… Boomer era um bom coadjuvante a tudo isto, e de vez em quando Athena (filha de Adama) aparecia como interesse amoroso de Starbuck. Com esta receita se fizeram os 24 episódios, e resultava. O objectivo final deste grupo de naves, com os últimos humanos a bordo, era conseguir atingir o planeta que deveria representar a 13ª colónia: a Terra! Mas os Cylons eram perseverantes… não deixaram que isto fosse fácil!



A série entretanto começou a entrar em declínio comercial e acabou por ser terminada no seu 24º episódio, com a cena final em que Starbuck e Apollo perdem por uma unha negra uma transmissão da Terra para a Apollo 11 em direcção à Lua. Mas… o produtor da série sabia que ela tinha potencial. E tinha mesmo! Então convenceu os parceiros de negócio a investir em mais uma série, que se chamou Galactica 1980. A acção desta é praticamente toda feita na Terra. Só que o problema que estava a existir (e que já tinha afectado grandemente a série inicial) era o baixo orçamento. Cenas repetidas muitas vezes, inclusivamente da série passada, matou Galactica 1980. Ao fim de 10 episódios foi cancelada.

Mas pronto… a série tinha potencial e este acabou por ao de cima no remake de 2004 que transformou e deu corpo a uma das melhores séries de Sci-Fi de sempre. Mas isso é conversa para outro post, porque o “corpo” dessa série é muito mais complexo. Resta-me dizer que toda a mitologia desta série assenta na religião Mormon (Conselho dos Doze, Kobol,……) ou não fosse Larson membro dessa Igreja. Foram publicados alguns estudos sobre isso. Mas na realidade quem é que quer saber disso?

(Ninguém me oferece uma miniatura da Galáctica?)

Até à próxima ;)



















quinta-feira, 15 de setembro de 2016

... dos Estojos Escolares de fecho

quinta-feira, setembro 15, 2016 0
... dos Estojos Escolares de fecho


Já falei aqui dos estojos de íman, e hoje deixo algumas imagens dos estojos com fecho, dos quais não era fã, ms tive um ou outro, especialmente o com material de educação visual. A dada altura o mais pequeno era bastante popular, simples e punha-se tudo lá dentro e pronto. Quem teve?










terça-feira, 13 de setembro de 2016

... dos Lápis Caran d' Ache

terça-feira, setembro 13, 2016 0
... dos Lápis Caran d' Ache

Já aqui falei dos lápis Viarco, mas hoje vou relembrar de um objecto de luxo que muitos admiravam, mas poucos tiveram para mostrar, os lápis Caran d' Ache. Existiam vários estojos, de "alumínio/metal"e de cartão e com  poucos ou muitos lápis lá dentro. As imagens nas capas eram lindas, de paisagens Suíças, país onde eles foram criados em 1924. Quem teve uns?














domingo, 11 de setembro de 2016

... do Cartão de identidade escolar

domingo, setembro 11, 2016 0
... do Cartão de identidade escolar

Em altura de regresso às aulas, recordar o tempo em que tinha que usar um cartão de identidade para entrar e sair da escola. Era um pedaço de cartão plastificado, com o horário na parte de trás (nem sempre) e a foto e dados como nome e turma na parte da frente, além da mítica foto de passe. Numa das escolas que andei, existia outro pormenor, o de ter um símbolo a vermelho ou a verde, que indicava se podíamos ou não sair da escola se tivéssemos um furo no horário. Quem se recorda?















quinta-feira, 8 de setembro de 2016

... dos Malucos do Riso

quinta-feira, setembro 08, 2016 0
... dos Malucos do Riso

Foi um dos programas mais importantes da SIC, um dos que ajudou a cimentar o papel da estação com líder de audiências e a popularizar ainda mais actores como Guilherme Leite ou Camacho Costa. Os Malucos do Riso tiveram quase duas décadas no ar, com bons e maus momentos mas sempre como um programa popular e com uma grande legião de fãs.

Idealizado por Guilherme Leite e Jorge Marrecos Duarte, o programa consistia numa série de sketchs com textos de Leite e Fernando Heitor, numa mistura de originais com alguns textos (alguns deles anedotas populares, senão a sua maioria) adaptados. O elenco consistia em alguns actores veteranos, uns que já tinham colaborado em outras produções de Guilherme Leite e alguns que apesar da sua experiência não apareciam regularmente na televisão.

Transmitido em pleno horário nobre, a seguir ao Jornal da Noite, teve mais de 500 programas, tendo estreado vez em 1996 e acabando somente em 2012. Camacho Costa, Delfina Cruz, Carla Andrino, Carlos Areia, Luís Aleluia, Ruben Gomes e Paulo Vasco eram alguns dos nomes do primeiro elenco fixo do programa humorístico, sendo que alguns anos depois entraram nomes como Raquel Maria, Fernando Ferrão, Joaquim Nicolau, José Raposo ou Luís Mascarenhas.


O programa começou a ganhar muita popularidade, humor popular com personagens castiços faziam com que os portugueses começassem a ficar fãs do programa e a saber muitas das frases usadas em alguns quadros de cor e salteado. O sketch final dos alentejanos com o mítico "cabecinha pensadora" tornou-se a imagem de marca do programa, e a personagem do Lello uma das mais acarinhadas pelo público.

Camacho Costa dava vida a este cigano simpático que estava sempre a ir presente ao juiz, acabando sempre por deixar este exasperado com as suas justificações. Camacho Costa dava também vida ao dono da mercearia André, com as frases "Servir bem e bem servir, dá saúde e faz sorrir" ou "importado directamente da Tailândia". Outras frases populares eram a do chefe da polícia com o "Ai Costa! A vida Costa" ou "Isto ´´e que vai para aqui uma açorda" dos alentejanos e o popular "Vai lá vai, até a barraca abana"..

O programa teve ainda nomes como Margarida Reis, Vítor Espadinha, Diogo Morgado, António Melo, Alda Gomes ou Fernando Rocha entre tantos outros. Tornou-se uma instituição do canal, mas foi perdendo algum gás ao longo do tempo, perdendo muito da sua popularidade Quem era fã?














segunda-feira, 5 de setembro de 2016

... do Windball da Hello Kitty (brinde de chupas)

segunda-feira, setembro 05, 2016 0
... do Windball da Hello Kitty (brinde de chupas)


Era preciso pouca coisa para entreter uma criança nos anos 80, e perdíamos horas com coisas simples como o estar a soprar para um cachimbo e fazer uma bola flutuar. Era esse o objectivo neste brinquedo/brinde que era vendido com um chupa e com a Hello Kitty em destaque. Um tubo branco onde soprávamos para que uma pequena bola subisse e voltasse a entrar num cesto azul. Quem mais se divertiu com isto?


Imagem Ana Trindade

Imagem Coleccionismo para todos




Imagem Enciclopédia de cromos







quinta-feira, 1 de setembro de 2016

... da Dona Branca

quinta-feira, setembro 01, 2016 0
... da Dona Branca


Não há quem não se lembre da Dona Branca e do seu esquema de juros mensais a 10%, que começou o seu negócio na década de 50 mas que só ficou conhecida de todos os portugueses nos anos 80, depois de uma entrevista que deu ao jornal Tal e Qual.

Maria Branca dos Santos nasceu em 1902 em Lisboa, sabendo-se apenas que cresceu numa família pobre e que nem completou a instrução primária. Apesar disso, mostrou sempre ser uma pessoa muito sagaz e inteligente, com especial apetência para a matemática e gestão empresarial. Começou muito nova a mexer com dinheiro, ficando com o das Varinas que lhe davam depois uma pequena gratificação.

Num país de grande pobreza e dominado por um regime ditatorial, Dona Branca começou o seu negócio clandestino nos anos 50, explodindo na década de 70 com o crescimento do número de desempregados, e ainda o aumento de preço dos bens essenciais e dos impostos que levaram a que muitas famílias portuguesas entrassem em sérias dificuldades.

Foi por isso normal que esta espécie de banco particular começasse a ganhar cada vez mais adeptos, apesar de basicamente ser mais um esquema de pirâmide. O cliente X depositava 20 euros num dia, e quando no dia seguinte o cliente Y depositava outros 20 contos, 2 iam logo para o cliente X, ganhando assim os juros mensais que batiam em larga escala os da banca tradicional (na altura 30% ao ano). Como os clientes nunca levantavam a totalidade dos seus depósitos, existia um grande fundo de maneio.


O seu carisma, sinceridade e o facto de vir e conhecer as dificuldades de famílias pobres, fizeram com que ficasse conhecida como Banqueira do Povo, nome utilizado anos mais tarde para uma telenovela da RTP, baseada na sua história. Os clientes eram tantos que as filas que se formavam no seu escritório em Alvalade chamavam tanto a atenção, que ela começou a abrir escritórios em várias zonas, confiando em familiares e amigos próximos que chamava muitas vezes de "sobrinhos" e "afilhados".

O problema é que nem todos eram pessoas honestas, e o dinheiro fácil aliciava a que tentassem extorquir algum para os seus negócios ilícitos, feitos a revelia da Dona Benta. Quando aparecia alguém a investigar, subornava-se e a coisa ficava por ali. Mas o negócio crescia cada vez mais, e a agiota caiu na tentação de um jornalista do Tal e Qual, que a aliciou para uma entrevista que iria ajudar a colocar o seu nome nas bocas de todos os Portugueses.

Entidades oficiais começaram então a investigar e isso despertou medo na clientela que foi acentuando quando o ministro das finanças, Ernãni Gonçalves, foi mostrar os seus receios na estação pública e quando uma reportagem no Jornal de Notícias colocou a nu as fragilidades do negócio da banqueira.

Eunice como dona Benta

Quando quase todos os clientes apareceram para levantar o seu dinheiro começaram as dificuldades, pioradas quando alguns dos seus colaboradores desataram a fugir com o dinheiro dos escritórios, deixando a velha senhora numa situação complicada, passando milhares de cheques, sendo que centenas deles foram sem provisão, prejudicando todo o processo.

Foi presa em 1984, num processo longo que só terminou em 1990, quando foi condenada a dez anos de prisão, num dos casos mais mediáticos do nosso país e que ganhou fama além fronteiras e tudo. Por ter já uma idade avançada e saúde debilitada, viu a sua pena reduzida e acabou os seus dias num lar sozinha, cega e abandonada, morrendo a 3 de Abril de 1992.

Eram feitas diversas paródias baseadas na sua história, com destaque para Ivone Silva em diversos programas de variedades e Eunice Munoz na novela da RTP. Para além disso, passou-se a utillizar o termo Dona Branca para identificar outros casos de agiotagem. Quem se lembra?