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As Fotonovelas faziam-me confusão, mas habituei-me a ver revistas destas na casa da minha tia, que era fã do género. No Brasil foi uma grande febre por mais de três décadas, sendo que algumas delas vinham também para Portugal. Quando o género começou a conquistar as donas de casa portuguesas, também surgiram as revistas nacionais, como a Simplesmente Maria.

Estas revistas eram semelhantes aos livros de banda desenhada, com a história a ser contada aos quadradinhos, mas em vez de desenhos eram apresentadas fotografias de actores com o texto dos diálogos em balões e caixas de texto a explicar a acção. Maior parte das histórias eram importadas de Itália, mas a dada altura começou a haver produção nacional, especialmente a revista Sétimo Céu da editora Bloch.



Nos anos 70 chegaram a existir 20 publicações diferentes nas bancas do Brasil, com as editoras Bloch, Vecchi, RGE e Abril a inundarem o mercado. A revista Capricho da editora Abril chegou a vender mais de 210 mil exemplares por mês, só perdendo para as revistas do Mickey, do Pato Donald e do Tio Patinhas (que vendiam por volta de 400 mil).

Por cá não sei números, mas até o detergente Vim chegou a patrocinar o lançamento de umas revistas, por isso acredito que houvesse aceitação. Nos anos 80 ainda se via alguma coisa, mas perdiam terreno e começaram a desaparecer das bancas. Quem se lembra?













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