Agosto 2016 - Ainda sou do tempo

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

... do Carlos Paião

sexta-feira, agosto 26, 2016 0
... do Carlos Paião

Carlos Paião foi um cantor/compositor/autor de grande gabarito, um dos maiores nomes do panorama musical Português e alguém que deixou saudades por ter partido demasiado cedo. Com um sentido de humor apurado, um sorriso encantador e uma voz melodiosa, Paião atraía várias gerações, deixando um legado que ainda perdura.

Carlos Manuel Marques Paião nasceu a 1 de Novembro de 1957 em Coimbra, começou a compor canções desde muito cedo, dando nas vistas em 1978 quando venceu um festival do Illiabum Cluhe. Dois anos depois concorreu ao Festival RTP da canção, não conseguindo o apuramento mas voltou no ano seguinte e conseguiu a vitória com o seu êxito Playback, derrotando grandes nomes da música nacional como José Cid ou as Doce.

Lá fora as coisas não correram tão bem, mas Portugal já estava rendido ao seu encanto, especialmente quando ele mostrou que podia fazer mais do que canções divertidas, como provou com o seu single Pó de arroz. Não deixou de lado o seu lado compositor, fosse para artistas consagrados como a Amália Rodrigues, fosse para principiantes como o Herman José. Com este encetou uma parceria imbatível, escrevendo as músicas da personagem Serafim Saudade, e hinos como o Vamos Lá Cambada do Estebes.


Apesar das vendas do seu primeiro disco não terem sido muito boas, marcava presença regular na televisão escrevendo temas para genéricos de programas como o Foguete de António Sala e Luís Arriaga. Teve grandes sucessos como o hino romântico Cinderela ou o divertido Meia Dúzia, para além de um dueto com Cândida Branca Flor que interpretaram no festival da canção de 1983.

Nesse ano licenciou-se em medicina, mas continuando nesta sua paixão que era a música, escrevendo canções para nomes como António Mourão, Nuno da Camara Pereira ou Lenita Gentil. Para além disso continuava a colaborar com actores como Carlos Quintas ou Florbela Queiróz, mostrando que se movia por todo o espectro artístico em Portugal.

Faleceu a 26 de Agosto de 1988, num trágico acidente de automóvel deixando todo o país em choque. O seu espólio era tão extenso que na década de 90 ainda existiam artistas a cantar temas inéditos de sua autoria.











quinta-feira, 25 de agosto de 2016

... dos gelados Rajá

quinta-feira, agosto 25, 2016 0
... dos gelados Rajá



Os gelados Rajá foram uma instituição em Portugal, de tal forma que muitos dos nossos avós não falavam "vamos comer um gelado ", mas sim "vamos comer um Rajá'. Os nossos pais recordavam-se dos brindes que eles ofereciam, uns bonecos monocromáticos e outros tipo de brinquedos. Recordar aqui alguns dos cartazes.











segunda-feira, 22 de agosto de 2016

... do Verão Azul

segunda-feira, agosto 22, 2016 0
... do Verão Azul

El Verano Azul foi uma das séries de maior sucesso no nosso país, colocou uma geração inteira a assobiar o genérico e a ficar fã do grupo de miúdos e do velho marinheiro Chanquete. A série retratava o Verão na perfeição, com a diversão de passar as férias com amigos na praia, as paixões e namoricos típicos da estação e com muita aventura a mistura.

Verão Azul foi uma produção da TVE, gravada entre Agosto de 1979 e Dezembro de 1980 na localidade de Nerja. Foi transmitida em 1981 e o sucesso foi tanto que passou a ser repetida durante vários anos nas próximas duas décadas. Apesar de ter apenas 19 episódios, foi um êxito no nosso país também, transmitida pela primeira vez em 1982, foi repetida várias vezes durante os anos 80, tornando-se um dos símbolos do programa Agora Escolha.

Na série podíamos acompanhar um grupo de jovens com idades entre os 8 e os 17 anos, que estava a passar férias na costa sul de Espanha. O programa falava de temas como o divórcio, especulação imobiliária, o podermos protestar pelos nossos direitos ou o conflito entre gerações, marcando todos aqueles que a viram. O episódio em que morre o velho marinheiro, que era como que um avo para eles, mostrou a todos como a morte faz parte da vida e o impacto que deixa nos jovens.


Pilas Torres era Bea, uma menina bonita que fez muito jovem se apaixonar e juntamente com Miguel Angelo Varelo, o gordito Piraña, tornaram-se os favoritos do público. Acompanhados por Desi (Cristina Torres), Javi (Juan Jose Artero), Pancho (Jose Luiz Fernandez) e Tito (Miguel Joven) vivem grandes aventuras, contando com o apoio de dois adultos, o velho marinheiro Chanquee (Antonio Ferrandis) e Júlia (Maria Garandon) uma pintora solitária que simpatiza com o grupo.

As discussões de Javi com o seu pai, os problemas que existiram quando os jovens decidem ajudar num protesto contra uma imobiliária, ou a morte de Chanquete são algumas das cenas mais marcantes de uma série com um dos genéricos mais animados de sempre, com as crianças divertidas a assobiarem enquanto andam de bicicleta. Quem se lembra?










sábado, 20 de agosto de 2016

... deste cartaz de gelados da Olá de 1980

sábado, agosto 20, 2016 0
... deste cartaz de gelados da Olá de 1980

Recordar hoje este cartaz da Olá de 1980, do tempo em que ainda eram na horizontal e se pagavam com escudos. Nele podemos encontrar os clássicos Epá, Cornetto, Super Maxi e Perna de Pau e ainda o Diabrete, Krisppi e os económicos de laranja e ananás. Como novidade tínhamos um tipo Epá mas de morango, um "skate" de chocolate, um em homenagem a novela Dancin Days e o Fiizz limão que viria ele próprio a tornar-se um clássico. Existiam também uns que vinham numa pequena "tigela" e que se tornaram populares como sobremesa nos restaurantes.













sexta-feira, 19 de agosto de 2016

... do Ben Johnson

sexta-feira, agosto 19, 2016 0
... do Ben Johnson

Ben Johnson foi uma das figuras do atletismo dos anos 80, pelos melhores e pelos piores motivos, batendo recorde atrás de recorde até ter sido apanhado por doping. Protagonizou uma rivalidade com o atleta Carl Lewis, proporcionando grandes momentos desportivos e a um duelo que entusiasmou tudo e todos.

Benjamin Sinclair Johnson nasceu na Jamaica a 30 de Dezembro de 1961, indo para o Canadá aos 15 anos e foi por esse pais que começou a competir profissionalmente. Em 1982 venceu duas medalhas de prata nos jogos commonwealth, uma nos 100 metros e outra na equipa de estafetas de 100 metros. Nos jogoos Olímpicos de 1984 chegou no terceiro lugar nos 100 metros, conseguindo o bronze, atrás de Carl Lewis e Sam Graddy, cimentando o seu lugar de homem mais rápido do Canadá.

Aí começou a rivalidade com Lewis, perdendo os próximos 8 confrontos mas começando depois a vencer alguns desses confrontos, chegando ao mundial de 1987 como o grande favorito. Batendo o recorde mundial mais uma vez, Johnson tornou-se uma estrela, assinando contratos de publicidade que o colocaram no mapa de todos, mesmo os que não seguiam o desporto. Lewis começou uma campanha de difamação, acusando-o de usar dopng e de o vencer por causa disso.



No duelo nos JO de 88, Lewis dizia que iria vencer, após ter batido o seu rival no campeonato do mundo de 1987, mas Johnson venceu a medalha de Ouro, medalha que foi retirada logo depois quando descobriram doping que ele usava. Aí foi o começo do fim, com o atleta e o seu treinador a admitirem o uso de substancias proibidas e que o faziam para poder acompanhar os outros que também se dopavam.

Muitos diziam que isso era verdade, que a generalidade dos atletas nos 100 metros usavam doping, tornando tudo muito complicado de julgar. No Canadá as reacções não se fizeram esperar, passando de bestial a besta tão rápido como os recordes que ele batia. Foi suspenso no final da década, voltando a correr só no começo dos anos 90, arrastando multidões que queriam ver o seu ídolo a vencer de novo. Ainda foi aos JO de Barcelona em 1992, mas não se conseguiu apurar para a final.

Começou a desaparecer dos certames internacionais, aparecendo nas notícias mas nunca pelas melhores razões. Quem era fã?













segunda-feira, 15 de agosto de 2016

... do Hulk Hogan

segunda-feira, agosto 15, 2016 0
... do Hulk Hogan

È sem sombra de dúvida um dos maiores símbolos do wrestling, Hulk Hogan ajudou a tornar popular a WWE aparecendo em diversos filmes e programas de televisão, tornando-se a cara da companhia nos anos 80.

Terry Gene Bollea nasceu a 11 de Agosto de 1953 na Georgia, dando os seus primeiros passos no mundo do wrestling em 1977, aparecendo em diversos shows até que viu a sua vida mudar no final dessa década, quando é apresentado ao grande responsável da WWF, Vincent J. McMahon, que ficou impressionado com o carisma e a estatura física do atleta e começou desde logo a apostar nele. Começando como Heel (vilão), Hogan deu nas vistas com a sua complexão física e boa utilização do microfone, dando nas vistas ainda mais na feud que teve com outra estrela popular, Andre the giant.

A sua popularidade causou-lhe alguns dissabores com o velho McMahon, e a aparição no filme Rocky III não ajudou muito, fazendo com que ele tivesse que participar em eventos de outras companhias, até que chegou a vez do jovem Vince McMahon pegar na WWF, que decidiu apostar em Hogan para impulsionar a companhia para estatuto de companhia a nível nacional.

Desta vez como Face (herói/bom), Hogan venceu o seu primeiro título contra o Iron Sheik, e a Hulkmania tinha assim nascido. Vestindo roupas em amarelo e vermelho, era comum ele rasgar a t-shirt dentro do ringue, para gáudio dos seus fãs e proceder depois a poses onde demonstrava todos os seus músculos.


A meio da década já a WWF fazia parte da cultura pop, com Vince a fazer acordos com canais como a MTV e a idealizar eventos como a Wrestlemania que ajudavam a cimentar a companhia e os seus programas junto do grande público. Mas sem a ajuda de Hogan a coisa podia ter sido bem diferente, o carisma dele era inegável, aparecendo em diversas capas de revistas, em talk shows e a ser convidado de séries ou programas como o Saturday Night Live.

Durante o resto da década foi campeão umas quantas vezes, metendo-se em feuds com Andre the Giant, Randy Savage entre outros até sair da companhia em 1993, perdendo o título para o vilão Yokozuna. Em 1994 junta-se ao milionário Ted Turner para ser uma das vedetas da sua companhia, a WCW, começando como face mas mudando em 1996, ajudando a criar uma das equipas heels que viria a mudar o rumo da indústria, a NWO (New World Order) com Kevin Nash e Scott Hall.

Hogan ganhou uma nova popularidade nesta nova encarnação, estando sempre presente quase até ao final do Século XX, onde acabou por deixar a companhia, cansado com as lesões e numa discussão como um dos responsáveis criativos da mesma. Voltou para a WWF em 2002, voltando a ser face e a tornar-se o último campeão WWF,, antes de mudarem de nome para WWE. Ainda teve alguma importancia na TNA, antes de voltar para a WWE onde continuou a aparecer regularmente até 2014. Quem era fã?







domingo, 14 de agosto de 2016

... do filme O Feitiço do Tempo

domingo, agosto 14, 2016 0
... do filme O Feitiço do Tempo

Um dos meus filmes preferidos, com um Bill Murray em grande forma e um conceito interessante,  o de fazer alguém viver o mesmo dia anos a fio. Neste período a personagem de Murray passou por várias fases, como fazer tudo o que queria sem medos das consequências e o de se querer aprimorar para poder conquistar alguém e quebrar o ciclo onde se encontrava.

Groundhog day estreou a 12 de Fevereiro de 1993, 10 dias depois do dia que dá nome ao filme, um dia em que as pessoas olham para uma marmota para saberem se o inverno acaba mais cedo ou ainda vai continuar. Realizado por Harold Ramis, tinha Bill Murray e Andy MacDowell nos principais papéis e tornou-se um dos filmes mais rentáveis do ano, para além de se tornar um filme de culto ao longo dos anos.

No filme Murray é o meteorologista de um canal de televisão, destacado para fazer a cobertura de Groundhog Day numa terriinha conhecida por todos os anos ter uma marmota que prevê a duração do inverno. No dia a seguir acorda com o rádio a dar a mesma música e pensa que se enganaram, ate ver que todos ao seu redor se comportam como se fosse o dia da marmota e volta a ter que cobrir o mesmo evento. Não são precisos muitos dias para perceber que está sempre a viver o mesmo dia, e decide então tirar proveito disso, roubando bancos, suicidando-se várias vezes ou tendo sexo com mulheres da região.


Mais tarde percebe que está apaixonado pela sua produtora, e tenta a conquistar melhorando-se a si mesmo, aprendendo diversos ofícios e decorando os gostos pessoas dela para no dia a seguir surpreende-la e esperando assim quebrar esse ciclo, tornando-se uma pessoa melhor. Segundo alguns fãs, isso tudo durou quase 34 anos e vemos nesse período acontecer de tudo um pouco.

Foram muitos actores considerados para o papel, mas Ramis achou-os todos "bons" demais e Murray tinha aquele cinismo necessário para a personagem. Aliás em muitas cenas quando o realizador a tentava explicar ao actor, ele só dizia "Bom Phil ou mau Phil?". Quem mais gostou de ver o filme?










quarta-feira, 10 de agosto de 2016

... de ir apanhar grilos

quarta-feira, agosto 10, 2016 0
... de ir apanhar grilos


Nunca cheguei a ter nenhum por não achar piada ao bicho, mas lembro-me de muitos terem uma gaiola pequenina com um grilo em casa, por norma na cozinha. Não percebia o facto de quererem algo que fazia um barulho deveras irritante, mas lá se entretinham dando alface ao bicho que tinha dado tanto trabalho a caçar. Sim que não era fácil, era com umas palhnhhas e por vezes para os tirar das tocas havia quem tivesse que urinar para lá. Quem teve um?












segunda-feira, 8 de agosto de 2016

... de marcar encontros na bola Nívea

segunda-feira, agosto 08, 2016 0
... de marcar encontros na bola Nívea

O creme Nívea é uma instituição em Portugal, e nos anos 60 esta marca teve a ideia de oferecer umas bolas grandes para podermos brincar na praia. Para além dessas bolas grandes azuis, colocaram-se umas versões gigantes presas num suporte que se tornaram parte da paisagem de muita praia nacional. Nas décadas de 70 e 80, muita pessoa marcou encontro usando esta bola como ponto de encontro. Quem proferiu a frase "Encontramo-nos por baixo da bola Nívea"













quinta-feira, 4 de agosto de 2016

... de enrolar a fita da k7 audio

quinta-feira, agosto 04, 2016 0
... de enrolar a fita da k7 audio

Era um dos maiores flagelos da nossa geração, quando a fita da k7 audio começava a sair para fora e tínhamos que usar uma caneta bic para a voltar a enrolar. Quase sempre a coisa corria bem e podíamos continuar a ouvir as nossas músicas favoritas, mas podia demorar algum tempo. Quem se lembra?














segunda-feira, 1 de agosto de 2016

... das Fotonovelas

segunda-feira, agosto 01, 2016 0
... das Fotonovelas


As Fotonovelas faziam-me confusão, mas habituei-me a ver revistas destas na casa da minha tia, que era fã do género. No Brasil foi uma grande febre por mais de três décadas, sendo que algumas delas vinham também para Portugal. Quando o género começou a conquistar as donas de casa portuguesas, também surgiram as revistas nacionais, como a Simplesmente Maria.

Estas revistas eram semelhantes aos livros de banda desenhada, com a história a ser contada aos quadradinhos, mas em vez de desenhos eram apresentadas fotografias de actores com o texto dos diálogos em balões e caixas de texto a explicar a acção. Maior parte das histórias eram importadas de Itália, mas a dada altura começou a haver produção nacional, especialmente a revista Sétimo Céu da editora Bloch.



Nos anos 70 chegaram a existir 20 publicações diferentes nas bancas do Brasil, com as editoras Bloch, Vecchi, RGE e Abril a inundarem o mercado. A revista Capricho da editora Abril chegou a vender mais de 210 mil exemplares por mês, só perdendo para as revistas do Mickey, do Pato Donald e do Tio Patinhas (que vendiam por volta de 400 mil).

Por cá não sei números, mas até o detergente Vim chegou a patrocinar o lançamento de umas revistas, por isso acredito que houvesse aceitação. Nos anos 80 ainda se via alguma coisa, mas perdiam terreno e começaram a desaparecer das bancas. Quem se lembra?