Junho 2016 - Ainda sou do tempo

segunda-feira, 27 de junho de 2016

... de usar balde na praia

segunda-feira, junho 27, 2016 0
... de usar balde na praia

Hoje vou só relembrar imagens de baldes de praia iguais aos que usei na praia da Conceição, em Cascais, na década de 80. Era sempre uma diversão quando podia ter um novo, sempre com uma cor berrante, e a respectiva pá a acompanhar. Por vezes havia uma novidade, como uma rede ou algo para fazer desenhos, mas eu já ficava contente com o balde e a pá.












terça-feira, 21 de junho de 2016

... da Novela Irmãos Coragem (remake)

terça-feira, junho 21, 2016 0
... da Novela Irmãos Coragem (remake)

Voltar ao mundo das telenovelas brasileiras para recordar aquela que foi um remake de um clássico da Rede Globo. Transmitida em 1995, Irmãos Coragem foi um sucesso em Portugal com a SIC a apostar na mesma com pompa e circunstancia, apesar dela não ter tido grande sucesso no Brasil, muito por culpa das comparações feitas com a versão original (que não passou no nosso país).

Originalmente da autoria de Janete Clair, este remake teve vários autores envolvidos com o conceituado Dias Gomes a encabeçar a lista. Foram 55 episódios transmitidos entre 2 de Janeiro e 1 de Julho de 1995 no horário das 18h da Rede Globo, sendo emitido pela SIC em horário nobre (algo comum por cá) com bastante sucesso. Ilya São Paulo, Marcos Winter e Marcos Palmeira eram os protagonistas da trama, que contava ainda no elenco com nomes como Flávio Galvão, Gabriela Duarte (que interpretou o mesmo papel que sua mãe tinha dado vida na versão original), Letícia Sabatella ou Millton Gonçalves (no mesmo papel que seu pai interpretou).

Foi dada a possibilidade de muitos dos actores do elenco original fazerem alguns papéis menores nesta versão, sendo que alguns deles chegaram a contracenar com os que estavam a viver as personagens que eles tinham vivido há muitos anos.


A luta pela liberdade e contra a opressão é o eixo deste folhetim que conta a história dos irmãos Coragem - João, Jerônimo e Duda. Na fictícia cidade de Coroado, João encontra um enorme diamante. Por causa disso, os três irmãos passam a ser perseguidos pelo poderoso coronel Pedro Barros, dono de quase todos os garimpos da região.
João e a filha do coronel, Lara, vivem uma intensa paixão. A moça tem múltipla personalidade. A tímida e recatada Lara se alterna com a sensual Diana e com Márcia, uma mulher equilibrada. Isso acaba por confundir João, que se sente atraído pelas três. O ódio de Pedro Barros pelos irmãos cresce quando ele descobre a relação entre sua filha e João, que decide pegar em armas na luta contra a autoridade do coronel.
Jerônimo, por sua vez, encontra no movimento político de oposição uma saída para dar fim aos desmandos de Pedro Barros. Embora viva um amor proibido pela irmã de criação, a índia Potira, ele se liga a Lídia Siqueira, filha de um político local. Na segunda versão, o destino de Jerônimo e Potira foi alterado. Em vez de morrerem em um tiroteio, como na primeira versão, eles conseguem fugir ao pular em um rio. Como estão feridos, são dados como mortos, mas seus corpos não são encontrados. Sinhana diz ter sonhado com o casal em um veleiro em alto-mar, deixando abertura para o público interpretar que eles possam ter sobrevivido.
O terceiro irmão, Duda, deixa a cidade de Coroado para fazer fama como jogador de futebol no Rio de Janeiro. Depois, de volta a Coroado reencontra-se com Ritinha, que sempre foi apaixonada pelo jovem, acabam-se por se envolver, a tensão entre eles cresce quando a moça engravida e os pais do jovem obrigam-o a casar com a jovem. De volta a cidade grande e a rápida ascensão do craque do Flamengo leva-o a se ligar à exuberante Paula e deixar para trás seu verdadeiro amor.
(retirado da wikipédia)
















segunda-feira, 20 de junho de 2016

... do Creme de barbear Gibbs

segunda-feira, junho 20, 2016 0
... do Creme de barbear Gibbs

Hoje recordo uns cartazes de um creme de barbear que foi muito popular em Portugal, especialmente nas décadas de 60 e 70. O creme de barbear Gibbs foi o primeiro de muito jovem português, e era comum vermos a publicidade nos jornais e revistas dos nossos pais. Penso que era fabricada no nosso país, fazendo agora parte do grupo Unilever.


Cartazes retirados do Santa Noostalgia

sexta-feira, 17 de junho de 2016

... do Lápis Mágico

sexta-feira, junho 17, 2016 0
... do Lápis Mágico

Recordar hoje um dos grandes clássicos do programa do Vasco Granja, o desenho animado O Lápis Mágico. Era mais uma produção Polaca, onde um jovem chamado Piotr conseguia desenhar tudo o que queria com um Lápis especial, capaz de materializar tudo o que ele desenhava. Tinha sido uma prenda de um Duende, e foram várias as aventuras que este viveu e que nós pudemos acompanhar na RTP nos anos 70.

Foram produzidos 39 episódios entre 1964 e 1975 pela produtora Se-Ma-For.












quinta-feira, 16 de junho de 2016

... do Euro 96

quinta-feira, junho 16, 2016 0
... do Euro 96



Foi a décima edição de um Europeu, e que melhor forma de festejar do que regressar para a pátria doo futebol? E foi assim que pudemos assistir ao evento nos magníficos estádios ingleses, com a novidade de termos 16 equipas na fase final.

Football comes home era o lema, mas apesar da atmosfera fantástica a fase final foi marcada por jogos muito defensivos, sendo que 4 dos 7 jogos tiveram que ir para a decisão de grandes penalidades. Na fase de grupos algumas surpresas, com selecções como a Itália, Rússia, Bulgária ou Dinamarca a não conseguirem passar para a fase final. Quanto a Portugal voltou aqui aos grandes palcos, conseguindo passar em primeiro lugar no seu grupo, mas caindo nos quartos de final perante a surpresa do torneio, a Republica Checa que acabou por chegar ao último jogo.


FASE DE GRUPOS

A Inglaterra a jogar em casa conseguiu chegar as meias finais, perdendo com a Alemanha nas grandes penalidades, o mesmo acontecendo com a França na outra semi final frente a República Checa, que mostrou assim ser a revelação do Europeu e só baqueou no prolongamento frente a uma poderosa Alemanha.

Alan Shearer foi o melhor marcador com 5 golos, foi o primeiro torneio da geração de ouro de Portugal, com António Oliveira a comandar uma equipa com nomes como Rui costa,Sá Pinto, Domngos e Fernando Couto entre outros e o fim da melhor geração Búlgara.


23 de junho – Manchester
 Bandeira da Alemanha Alemanha 2
26 de junho – Londres
 Bandeira da Croácia Croácia 1
 Bandeira da Alemanha Alemanha (g.p.) 1 (6)
22 de junho – Londres
 Flag of England.svg Inglaterra 1 (5)
 Flag of Spain.svg Espanha 0 (2)
30 de junho – Londres
 Flag of England.svg Inglaterra (g.p.) 0 (4)
 Bandeira da Alemanha Alemanha (a.p.) 2
23 de junho – Birmingham
 Bandeira da República Tcheca República Tcheca 1
 Bandeira da República Tcheca República Tcheca 1
26 de junho – Manchester
  Portugal 0
 Bandeira da República Tcheca República Tcheca(g.p.) 0 (6)
22 de junho – Liverpool
 Bandeira da França França 0 (5)
 Bandeira da França França (g.p.) 0 (5)
 Países Baixos Países Baixos 0 (4)







quarta-feira, 15 de junho de 2016

... da música Baba da Kelly Key

quarta-feira, junho 15, 2016 0
... da música Baba da Kelly Key

A música Baba foi o maior sucesso da cantora Kelly Key, dominando os tops em Portugal e no Brasil em 2001 e tornando-se um hit intemporal. Foi composta em parceria com Andinho, misturando pop e R&B e na letra falava de uma jovem sexy que falava para o homem que a tinha ignorado, quando esta era nova demais.



Coitado!
coi coi coi coitado!

você não acreditou
Você nem me olhou
Disse que eu era muito nova pra você
Mas agora que cresci você quer me namorar

Você não acreditou
Você sequer notou
Disse que eu era muito nova pra você
Mas agora que cresci você quer me namorar

Não vou acreditar nesse falso amor
Que só quer me iludir me enganar isso é caô
E pra nao dizer que eu sou ruim
Vou deixar você me olhar
Só olhar, só olhar, baba
Baby, baba

Olha o que perdeu
Baba, criança cresceu
Bem feito pra você, é, agora eu sou mais eu
Isso é pra você aprender a nunca mais me esnobar
Baba baby, baby, baba, baba
Baby, baba
Olha o que perdeu
Baba, criança cresceu
Bem feito pra você, é, agora eu sou mais eu
Isso é pra você aprender a nunca mais me esnobar
Baba baby, baby, baba, baba
Baby, baba baba ba
Baby baba baba ba
Baby baba baba ba
Baby
Baba baba ba
Baby baba baba ba
Baby baba baba ba baby







sexta-feira, 10 de junho de 2016

... do logotipo humano do Euro 2004

sexta-feira, junho 10, 2016 0
... do logotipo humano do Euro 2004

Hoje voltamos a um Memórias dos outros, para acompanhar a experiência de Paulo Neto neste evento que mobilizou o país. O Euro 2004 encheu-nos de orgulho nacional e todos envolvidos souberam capitalizar este momento.


Dá para acreditar que está quase a começar o terceiro Europeu de futebol depois do Euro 2004? Ainda tenho bem presente toda a enorme antecipação vivida em Portugal nos anos anteriores ao início do "nosso" Euro (apenas comparável à da inauguração da Expo 98 e da passagem do milénio em tempos mais recentes) bem como o ambiente de euforia vivido ao longo do torneio. Claro que a festa acabou em tragédia grega e que depois vieram as passas do Algarve (e de Leiria, de Aveiro e tudo o mais), mas isso são outros quinhentos.

Em 1998, em plena Expo-euforia e vivendo um período de rara prosperidade onde era fácil de acreditar que estava a poucos passos de entrar no "clube dos ricos" e que o dinheiro surgia por geração espontânea, sem pensar se haveria alguma pesada factura a pagar algures no futuro, Portugal virava-se para a sua próxima oportunidade de afirmação internacional. E foi então que se decidiu apostar numa candidatura ao Campeonato Europeu de Futebol de 2004. Inicialmente até se tinha pensado numa candidatura conjunta com Espanha, mas com os nuestros hermanos a preferirem uma candidatura isolada, a Federação Portuguesa de Futebol decidiu avançar também com a sua própria candidatura. Além das duas candidaturas ibéricas, havia também uma candidatura conjunta de Áustria e Hungria. Mas cedo se percebeu que a verdadeira disputa iria ser ibérica, quase como uma batalha de Aljubarrota ou de um David luso contra um Golias espanhol.


A candidatura de Portugal, - cujas principais figuras eram Gilberto Madaíl, o então presidente da FPF, Miranda Calha, o então Secretário de Estado do Desporto, José Sócrates (pois...), então Ministro Adjunto detendo a tutela do desporto e Carlos Cruz (pois...) - não se poupou a esforços, conseguindo por exemplo o apoio de figuras do futebol como Ronaldo, Pelé e Zidane. Mas aquele que foi tido um dos maiores trunfo da candidatura portuguesa foi o anúncio publicitário que foi filmado no dia 24 de Julho de 1999 no Estádio Nacional no Jamor, onde foi formado um enorme logótipo humano formado por mais de 34 mil pessoas de todo o país. E eu fui uma delas.Infelizmente não tenho fotografias desse dia, pelo que tudo o que tenho são as memórias a serem escritas neste texto.




No Verão de 1999, eu tinha dezanove anos e estava nas férias após o meu primeiro ano universitário. Já sabia da iniciativa do logótipo humano através da comunicação social e estava interessado em participar. Soube que em Torres Novas, as inscrições eram na antiga biblioteca municipal e fui lá inscrever-me. Passados dias recebi a acreditação para entrar no estádio com alguns vales para trocar por produtos dos patrocinadores do evento (por exemplo gelados Olá, pastilhas Max Air, latas de Coca-Cola) e a informação com os horários da viagem. Também vinha um texto, "O Diário do Tiago", com um relato ficcionado do que aconteceria nesse dia. Vinha ainda indicado que eu ficaria na fila 7 do logótipo, ou seja, seria dos que ficaria mais à esquerda.


Nesse sábado, éramos cerca de cinquenta em Torres Novas para irmos até ao Jamor. Fomos de camioneta até ao Entroncamento para apanharmos o comboio até à Gare do Oriente, apanhando aí um dos autocarros da Carris disponibilizados para o efeito até ao Jamor. Dos torrejanos que foram comigo, eu só conhecia uma rapariga chamada Virgínia, que conhecia do secundário e por isso, fiquei junto ao grupo dela durante quase todo o dia.


Ao longo da tarde, enquanto todos os participantes se juntavam nas bancadas do Estádio Nacional antes de serem chamados ao relvado para formar ao logótipo, várias bandas nacionais actuaram num palco montado para o efeito. Recordo-me de que, quando estava a entrar no Estádio (onde por acaso nunca tinha estado antes), os Entre Aspas estavam em palco a cantar o seu hit da altura, "Esqueci o Nome das Coisas". Sei que estavam muitas das bandas nacionais mais populares da altura (por exemplo no anúncio televisivo do evento que está no YouTube, mencionam por exemplo André SardetBlack Company e os D'Arrasar), mas além dos Entre Aspas, só me recordo dos Pólo Norte, dos Hands On Approach que actuaram já depois do logótipo ter sido formado, e dos Excesso que durante a sua actuação o Estádio inteiro rompeu numa berraria, metade (maioritariamente feminina) a gritar de júbilo, metade (maioritariamente masculina) a vaiar e a gritar mimos que me abstenho de reproduzir.



Apesar de ocasionalmente eu prestasse atenção às actuações musicais, esse período dentro do estádio estava a ser um bocado secante. Como se sabe, as bancadas do Estádio Nacional não são nada confortáveis, além de que o recinto oferecia pouco abrigo ao enorme calor daquela tarde. E ainda bem que vim bem servido de sandes e bebidas, pois se fosse só a contar com aquilo que podia ir trocar no estádio com os vales da acreditação, tinha passado fome. Por exemplo, eu pensava que a Olá tinha disponibilizado vários tipos de gelado, mas afinal o único que estavam a dar era o Magnum de menta.


Até que chegou a hora de ir para o relvado formar o logótipo, que como se sabe tinha o desenho de um jogador. Consoante a sua posição, cada um recebia uma espécie de poncho com capuz, do mesmo material de uma T-shirt, de cor branca, preta, vermelha ou verde que tinham à frente impresso uma miniatura do logótipo. Eu fiquei com um branco. No entanto, primeiro que tudo ficasse composto foi mais uma seca. Pelo ecrã gigante, via-se que havia alguns buracos por preencher, bem como uma mão cheia de gente que continuava nas bancadas recusando-se a descer ao relvado (afinal tinham ido lá para quê?). Os membros da organização convenceram quem estava no  relvado a vaiar essas pessoas. 
O calor continuava tão abrasador que os bombeiros lançavam mangueiras de água sobre nós.



Finalmente, com alguns membros da organização e voluntários (e até Eusébio e o primeiro-ministro António Guterres) também a juntarem-se à moldura humana, o logótipo lá se compôs, ainda meio manhoso, mas nada que não se corrigisse em pós-produção. E o grande momento chegou: Ana Matias, a conhecida expert de marketing desportivo, lançou a deixa para que todos gritassem a uma só voz: "Portugal, we love football!". Após três gritos em uníssono, uns ginastas estrategicamente colocados por entre a multidão executaram a manobra previamente ensaiada de fazer mover a perna do jogador, tipo desenho animado, para fazer chutar na bola. E aí, a bola gigante colocada no canto inferior esquerdo do relvado abriu-se, soltando muitos balões vermelhos e verdes. Por fim, tocou o hino nacional que todos cantámos a uma só voz e esse foi para mim o momento mais emotivo. Para terminar, o célebre rocketman da cerimónia dos Jogos Olímpicos de 1984 sobrevoou o campo. 



Quando por fim houve ordem para dispersar, resolvi ficar no relvado para assistir à actuação dos Hands On Approach, que na altura faziam sucesso com os seus hits "My Wonder Moon" e "Silent Speech". Ao som deste último, vi-me a fazer parte de um comboio humano que se movimentou ao longo do relvado. A alegria de ter feito parte daquele acontecimento era geral. Como ao sair do estádio, perdi-me da Virgínia e dos outros, acabei por entrar no primeiro autocarro da Carris que encontrei de volta à Gare do Oriente. E vi-me no meio de um grupo de malta do Norte que passou todo o percurso em cânticos de louvor ao FCP e a Pinto de Costa e de, digamos, escárnio a Lisboa e ao Benfica e eu só pensava que estaria em apuros se algo em mim revelasse o meu benfiquismo. Até preparei mentalmente para dizer que era da Académica de Coimbra, caso algum deles me questionasse. Felizmente que nenhum deles reparou em mim. 


A viagem de volta à casa foi feita nas calmas, com muitos de nós, incluindo eu, ainda a ostentar o respectivo poncho que usado na formação do logótipo. (Sei que a minha mãe guardou-o não sei onde e que eu planeava usá-la para assistir a um dos jogos do Euro, mas não só não vi nenhum jogo do Euro 2004 ao vivo como nunca mais soube do poncho). Só no dia seguinte, com os media em peso a falarem sobre o assunto, é que reparei na verdadeira dimensão daquilo tudo. Segundo dados oficiais, 34 309 pessoas estiveram no relvado a formar o logótipo, que bateu dois recordes do Guinness: o maior logótipo humano em termos de dimensão e número de participantes e o anúncio publicitário com maior número de figurantes, batendo o célebre anúncio da British Airways.             


Com a candidatura austro-húngara a braços com problemas, sobretudo devido a uma crise na federação de futebol magiar (a Áustria viria a ter bem mais sucesso ao aliar-se a outro vizinho, a Suíça, para organizarem o Euro 2008), e a candidatura espanhola em interregno de campanha, quiçá a cheirar umas hipotéticas favas contadas da vitória, a iniciativa acabou por ter grande impacto, não só em Portugal mas além-fronteiras. Ali estava a prova de que os portugueses, com mais ou menos desenrascanço, com mais ou menos desorganização, eram capazes de muita coisa, havendo vontade e paixão. Será que este remate colectivo iria dar em golo, que é como diz, em Euro 2004?




A resposta soube-se no dia 12 de Outubro de 1999, na cidade alemã de Aachen. A expectativa estava no ar e o apuramento da selecção nacional para o Euro 2000 nesse fim de semana anterior parecia ser um bom presságio. Eu estava na Faculdade numa fila para tratar das minhas inscrições nas cadeiras do 2.º ano do curso, quando alguém que estava ao telemóvel revelou o veredicto que momentos antes se tinha ouvido da boca do então presidente da UEFA, o sueco Lennart Johansson: Portugal iria receber o Euro 2004! E eu não deixei de sentir um pouco de orgulho ao pensar que dei o meu contributo.


O que aconteceu depois é uma outra história. Outra história também será aquela em que, segundo agora conta Carlos Cruz, tal conquista também se fez através de manobras menos lícitas. Mas para sempre ficam as memórias de um verão de 1999, que foi particularmente marcante para mim pelos seus vários altos e baixos, e de vários "firsts" da minha vida. Que também são as memórias do tempo de um Portugal cheio de auto-estima e que não tinha medo em sonhar alto, um tempo que, como escreve Pedro Marques Silveira neste excelente artigo do site ZeroZero, agora não só parece distante como quase irreal.