Maio 2016 - Ainda sou do tempo

terça-feira, 31 de maio de 2016

... do Bumboo

terça-feira, maio 31, 2016 0
... do Bumboo

Este foi um desenho animado estilo anime, produzido pela Nippon animation, que passou na RTP no final dos anos 80, apresentando as aventuras de um carro falante que nasceu de um ovo deixado numa fábrica de automóveis.

Foi transmitido pela RTP 1 no espaço Brinca Brincando entre 1988 e 89, com dobragem portuguesa que tinha nomes como Antonio Montez, José Raposo, Claudia Cadina, Luísa Salgueiro e Fernanda Figueiredo. Na série víamos o Bumboo a nascer de dentro de um ovo e a ser cobiçado pelo Professor, que achava que podia fazer muito dinheiro com um carro falante. Este simpático automóvel amarelo contava com a ajuda do jovem Quim e do cão Buzina. Quem se recorda?






























segunda-feira, 23 de maio de 2016

... do Canal 1

segunda-feira, maio 23, 2016 0
... do Canal 1

No começo da década de 90 a RTP tentava modernizar-se e dar uma lufada de ar fresco na sua programação e imagem. Decidiu então baptizar o seu primeiro canal com a designação Canal 1 e o segundo como TV2, acompanhando tudo com uma forte campanha publicitária e um vídeo musical muito apelativo que ficou no ouvido de todos.

Coelho Ribeiro era o presidente da administração nessa altura, enquanto que José Eduardo Moniz era o director de programação apresentando novos programas, filmes de sucesso e séries premiadas numa grelha de fazer inveja a muito canal. Talk Shows com nomes como Raul Solnado (Os Olhos da Lua) e Joaquim Letria (Conversa Fiada), Serenella Andrade num novo Jogo das Cartas, Manuel Luís Goucha e Júlio Magalhães a comandar as manhãs do canal, que tinha ainda séries como os Simpsons ou os Dinossauros, filmes como o Quem Tramou Roger Rabbit ou Crocodilo Dundee e a certeza de que as passagens de ano estariam a cargo de Herman José, enquanto que a novela da Globo seria a Rainha da Sucata.

Num vídeo com uma música fantástica de Tó Leal, víamos desconhecidos e famosos a enaltecer o facto de serem líderes de audiencia com o refrão Somos os Primeiros a ficar bem no nosso ouvido.




                              














quinta-feira, 19 de maio de 2016

... da Gotcha

quinta-feira, maio 19, 2016 0
... da Gotcha

Foi uma das marcas mais populares dos anos 80 e 90, apesar de ser direccionada para quem praticava surf, era comum ver muita gente na escola vestido com algo deles e que nunca tinha pegado numa prancha.

O Sul-Africano Michael Tomson foi um dos melhores surfistas da sua geração, e no final da década de 70 decidiu criar esta marca de roupa de modo a tornar a prática do desporto mais confortável, foram eles que desenvolveram os fatos como hoje os conhecemos. Devido a estar a frente do seu tempo, dominou o mercado durante duas décadas, patrocinando alguns dos melhores surfistas da altura.

As suas campanhas publicitárias eram sempre bastante arrojadas, fazendo com que todos ficassem fãs da marca e se tornasse muito popular junto dos mais novos. Mas com algumas mudanças na direcção da empresa esta foi perdendo um pouco o rumo e a sua popularidade.














segunda-feira, 16 de maio de 2016

... do filme Regresso ao Futuro

segunda-feira, maio 16, 2016 0
... do filme Regresso ao Futuro


A trilogia do Regresso ao Futuro tornou-se um dos maiores símbolos dos anos 80, uma série de filmes que nos permitiu sonhar e nos entusiasmarmos com um futuro melhor. Todos ficaram fãs da dupla protagonista e dos diversos objectos que apareceram nos filmes, como o Hoverboard ou os ténis sem atacadores.

Bob Gale e Robert Zemeckis escreveram o argumento que se viria a tornar o blockbuster de 1985, contando com isso com a ajuda de Steven Spielberg e a sua produtora Amblin entertainement. A realização ficou a cargo de Zemeckis, com Eric Stoltz e Christopher Lloyd nos principais papéis a liderarem um elenco com nomes como Crispin Glover, Leah Thompson ou Thomas F Wilson. Stoltz não tinha sido a primeira escolha, mas a impossibilidade de Michael J Fox em abandonar as gravações da série Quem Sai aos Seus fez com que as gravações arrancassem com Eric no seu lugar.

A falta de química entre Lloyd e Stoltz era evidente e felizmente que tudo se possibilitou para que Fox assumisse o papel de Marty McFly, o jovem que iria ajudar o excêntrico Dr. Emmett Brown a testar a sua máquina do tempo, que tinha sido colocada num carro Deloorean. Os problemas começaram quando Doc teve que roubar plutónio a um grupo de terroristas, fazendo com que Marty tivesse que fugir e fosse parar no ano de 1955, onde teve que convencer um "jovem" Dr. Brown a ajudá-lo a voltar ao seu tempo.

O problema foi quando Marty atrapalhou o romance dos seus pais, ameaçando com isso a sua própria existência e teve que lutar com aquele que iria ser o vilão da saga, o Biff Tannen, para que as coisas corressem bem. Uma série de incidentes divertidos tornavam Fox naquele tipo de herói improvável, o carro cheio de estilo fazia--nos querer estar no lugar dele e quem não queria viajar no tempo?

As minhas cenas favoritas foram a fuga de skate, o aparecimento de Marty como "alien" no "sonho" do seu pai e a mítica actuação musical de Fox no baile dos pais. Foram feitas mais duas sequelas que abordarei noutro dia.













quarta-feira, 11 de maio de 2016

... da série Claxon

quarta-feira, maio 11, 2016 0
... da série Claxon

Trata-se sem sombra de dúvidas de uma das melhores séries made in Portugal, filmada em 35mm (uma raridade para a altura) aliava a qualidade visual a histórias cheias de acção e violência que deixaram os portugueses fãs deste detective.

Da autoria de António Avelar Pinho e António Cordeiro, a série juntava o gosto que Pinho tinha pela banda desenhada, com a paixão cinematográfica de Cordeiro. Este encarnava também a personagem principal, um detective sedutor e astuto que tentava resolver os problemas da grande cidade. O programa foi transmitido em horário nobre pela RTP, aos Sábados e foi um sucesso de audiências com a qualidade de cenografia e fotografia a não passarem despercebidos ao público.

Esta foi uma ideia amadurecida, as primeiras sementes apareceram em 1988, mas só foi finalizado em 1991, com os 13 episódios a serem produzidos pela Miragem e com a realização ao cargo de Henrique Oliveira. O estilo noir transportava-nos aos filmes de espionagem de outros tempos, com as histórias a mostrarem-nos Lisboa de uma forma em que seria fácil confundir a nossa capital com Chicago ou outra cidade do género.

Junto com Cordeiro tínhamos Margarida Reis que dava vida a Ruby Tuesday,, a secretária de Claxon, Ricardo Carriço como o grande amigo do detective, Rick Planeta ou os agentes da polícia que eram interpretados por António Paulos e Tomás Machado. Tínhamos ainda o dono do bar onde o nosso herói passava muito do seu tempo, Bill Bao, vivido por Jorge Nogueira.


Como curiosidade, o nome Claxon significa o mesmo que buzina ou buzinadela, com a ideia a surgir depois dos autores ficarem presos num engarrafamento. De referir ainda que em alguns episódios as vozes dos actores eram dobradas e que todos os episódios foram realizados como se fosse para cinema, daí a qualidade sempre presente na imagem.

Apesar de serem só 13 episódios, o programa ficou na história da nossa televisão, com episódios inovadores como um apresentado no formato 16:9 e a preto e branco. Quando revi na RTP memória, o que me chamou mais a atenção foi um episódio que parecia saído de um livro de Agatha Christie, o que diz muito do cuidado e qualidade com o que nos era apresentado.

Como em todas as séries, foram muitas as pessoas a aparecerem como convidados especiais. Nomes como Carlos Alberto vidal, Lena Coelho ou Rui reininho marcaram presença e ajudaram a que Claxon fosse sem sombra de dúvida uma série diferente e original.







segunda-feira, 9 de maio de 2016

... do livro Os Maias

segunda-feira, maio 09, 2016 0
... do livro Os Maias

Trata-se da obra prima de Eça de Queirós e do pesadelo de muito estudante quando chegava a altura de ser "obrigado" a lê-lo. os Maias ajudaram a tornar popular aquelas edições de resumo e apontamentos, mas quem se deu ao trabalho de o ler pode-se dar ao luxo de dizer que conhece assim uma das obras mais importantes da literatura portuguesa.


Publicada em 1888, os Maias conta-nos a história de três gerações dessa família na segunda metade do Século XIX. Um romance realista que para além da trágica história de amor, apresenta-nos uma feroz crítica social e política com o típico humor e ironia do seu autor. Acabei por ler o livro por inteiro, seguindo o conselho de muitos em saltar um pouco o capítulo inicial (mais maçador), e não me arrependi disso nem um pouco. O romance incestuoso e o humor mordaz se satírico de Eça conquistaram-me, fazendo com que o seu excesso descritivo passasse para segundo plano na minha avaliação geral da obra.

No livro depara-mo-nos com duas intrigas, a principal seria o romance de Carlos e Maria Eduarda, enquanto que na secundária conhecíamos o amor dos pais de Carlos, Pedro e Monforte, necessário para melhor compreendermos toda a história. Com a trama principal temos a típica crónica de costumes onde será dissecada a sociedade burguesa Lisboeta e vermos como isso se relaciona com a família Maia. Mas o primeiro elemento a ser-nos apresentado é o nobre Afonso da Maia, que vive no Ramalhete com o seu filho Pedro, que ao contrário do pai era alguém fraco de espírito e que a dada altura suicida-se, após a sua mulher fugir com outro homem. Monforte leva consigo a sua filha, mas deixa o filho Carlos para trás.


Criado pelo seu Avo, recebe a mesma educação rígida que seu pai tinha recebido, mas aparentando sempre ser um homem muito mais seguro de si. Formando-se em Coimbra, regressa a Lisboa para conviver com os seus amigos, seguindo a sua vida boémia acaba por se envolver com algumas mulheres. João da Ega, Palma de Cavalão e Damaso Salcede entre outros, serviam como instrumento para o autor retratar a burguesia e a alta sociedade da altura.

As coisas mudam quando Carlos conhece Maria Eduarda, que pensava ser casada com Castro Gomes, e tem a oportunidade de a conhecer melhor quando esta o chama para tratar da sua governanta que se encontrava doente. Depois de algum tempo começa uma relação amorosa, chegando até a arranjar uma casa onde pudesse se encontrar com a sua amante, até que Castro Gomes descobre e o tranquiliza, dizendo que esta era apenas a sua amante e ele podia assim ficar com ela.

O pior acontece quando chega um emigrante de Paris, que era conhecido da mãe de Maria Eduarda e trazia para ela a sua herança e mais novidades sobre o seu passado. Descobriu-se então que sua mãe era Maria Monforte, ou seja os dois eram irmãos, mostrando assim que tinham uma relação incestuosa.

Carlos meso sabendo disto quer continuar o romance, ocultando assim esta informação de Maria Eduarda. O pior é quando Afonso de Maia descobre tudo, morrendo assim de desgosto pelo romance incestuoso que Carlos queria manter. Maria Eduarda quando descobre tudo decide fugir para o estrangeiro, deixando Carlos sozinho e como este não se revia na vida que os seus amigos levavam, decide correr o mundo, só voltando a Lisboa 10 anos depois, onde se reencontra com o seu amigo Ega.











quarta-feira, 4 de maio de 2016

... da Bonnie Tyler

quarta-feira, maio 04, 2016 0
... da Bonnie Tyler


Uma das vozes femininas que marcou a década de 80, Bonnie Tyler conquistou os tops com a sua voz rouca e potente, garantindo um lugar na história da música. Teve uma série de sucessos nessa altura, acabando por perder algum fôlego nos anos seguintes e acabou por viver uma carreira baseada nesses êxitos.

Gaynor Hopkins nasceu a 8 de Junho de 1951 no País de Gales, adoptando o nome artístico de Bonnie Tyler com o qual iniciou a sua carreira artística nos anos 70, altura em que adoptava uma tendência mais Country e Blues. Foi por não concordar com esta direcção de estilo musical que fez a cantora mudar de produtora, podendo assim enveredar por uma vertente mais Pop.

Em 1983 atinge o estrelato com a música Total Eclipse of the Heart, com a qual chegou ao livro de recordes do Guiness por ter conseguido em simultaneo o primeiro lugar do top no Reino Unido e nos Estados Unidos. Uma balada intensa e poderosa, que punha a sua voz em destaque e fez com que todo o mundo lhe prestasse mais atenção. Com as suas músicas a fazerem parte das bandas sonoras de filmes, como Holding out for a Hero em Footloose ou Here she comes em Metrópolis, passou a ser um nome reconhecido internacionalmente.

Fazia sucesso também em Portugal (onde veio a comprar casa) e no Brasil, onde chegou a protagonizar um dueto com Fábio Jr, com o videoclip a estrear no programa do Fantástico com pompa e circunstancia. No nosso país, há muito que faz parte da vida local Algarvia, sendo uma peça fundamental numa associação de defesa de animais.

Nos anos 90 teve alguns sucessos na Alemanha, mas não voltou a ter aquele impacto na música como havia conseguido na década anterior. No Século XXI mudou um pouco o seu estilo, e começou também a gravar novas versões dos seus sucessos, dando-se assim a conhecer a uma nova geração.

















segunda-feira, 2 de maio de 2016

... do Game Boy

segunda-feira, maio 02, 2016 0
... do Game Boy

Foi a consola portátil mais popular de sempre e tornou-se um dos objectos mais desejados dos anos 90, o Game Boy tornou-se sinónimo de diversão e uma das imagens de marca da Nintendo Nunca tremeu perante a concorrência e foi se adaptando aos tempos sofrendo algumas reformulações até ser substituído pela Nintendo DS.

Criado por Gumpei Yokoi, foi lançada em 1989 na América do Norte e Japão e em 1990 foi a vez dos Europeus poderem jogar nesta nova consola que se podia levar para qualquer parte. Um design simples e ergonómico, levando pilhas e podendo se jogar diversos jogos, bastando para isso trocar de cartuchos.

Yokoi começou a desenvolver o aparelho em 1986, tentando conciliar o melhor da Famicom (consola familiar de enorme sucesso) e o Game & Watch, primeira incursão da Nintendo na diversão portátil. Tudo foi bem pensado no protótipo, cabia perfeitamente no nosso bolso, as pilhas podiam durar até 20 horas com um ecrã a preto e branco a servir perfeitamente as nossas necessidades.


O display de cristal líquido monocromático com um fundo verde era perfeito para os jogos de 8 bits a preto e branco, e o facto de poder ser comprado já com o cartucho do Tetris ajudou a que se tornasse logo imensamente popular. Existiam alguns jogos que  podiam ser jogados por mais que uma pessoa, podendo usar o cabo game link.

Apesar da concorrência da colorida Game Gear, a aceitação do Game Boy era imensa e só sofreu uma reformulação em 1996, com o lançamento do Game Boy Pocket, mais pequeno e compacto, um display com mais brilho e nitidez mas a mesma diversão. Em 1998 a Nintendo decidiu lançar o Game Boy Color, que tinha a tão desejada cor, permitindo jogar na mesma os cartuchos das suas antecessoras.

Em 2001 assistiu-se ao lançamento do Game Boy advance (que teve direito a uma versão melhorada mais tarde), que pela primeira vez mudou o estilo do display para algo mais horizontal, sendo que em 2004 saiu a Nintendo DS, abandonando assim o nome Game Boy. Quem teve um?