Janeiro 2016 - Ainda sou do tempo

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

... dos Pega Monstros

sexta-feira, janeiro 29, 2016 0
... dos Pega Monstros

Foi um dos brindes mais populares da Matutano, algo que divertia crianças, adolescentes e até alguns adultos. Os Pega Monstros foram uns dos que tiveram mais sucesso sem sombra de dúvidas, afinal era algo pegajoso que se podia atirar ao cabelo ou cara de alguém ou ainda para colar ao tecto ou outros locais. Uma das melhores coisas era tentar que aquilo trouxesse algo agarrado, como uma folha de papel ou uma caneta. O maior problema era que, com o passar do tempo, aquilo ia perdendo a sua habilidade de colar e cheio de pêlos e lixo colados no "monstro".



                       















quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

... das calças Mustang

quarta-feira, janeiro 27, 2016 0
... das calças Mustang

As calças da Mustang foram o meu primeiro par de jeans de marca, deixando assim as compradas na feira e podendo ostentar algo que ainda não era muito usual no liceu. No começo dos anos 90 as calças de marca começavam a entrar em grande no nosso mercado, e as da Mustang foram umas das mais importantes.

Foi Luise Hermann quem começou a produzir as primeiras calças Mustang, na Alemanha em 1932.Foi na década de 40 que começou a expansão da marca, com a filha e o genro de Luise a tomarem conta das operações e a colocarem o produto em diversas lojas de diversos países.

Foram das mais importantes marcas na Europa, com a sua colecção para senhora a fazer sucesso e a implementar o nome em diversos países. Por cá apareceu nos anos 70 e foi crescendo em popularidade, sendo que nos anos 90 era muito popular entre os mais jovens, sendo reconhecida facilmente pelo pequeno símbolo no bolso de trás com um pequeno cavalo branco num fundo vermelho.

Na zona do cinto estava um pedaço de cartão grande com o nome da marca e um cavalo, umas vezes em preto outras em vermelho. Quem por aí vestiu umas?












terça-feira, 26 de janeiro de 2016

... dos Power Rangers

terça-feira, janeiro 26, 2016 0
... dos Power Rangers

Os Power Rangers marcaram os anos 90, uma série juvenil com robôs, monstros e até dinossauros não tinha como não funcionar. Por cá passou na SIC, com dobragem Portuguesa que ajudou a conquistar os Portugueses, sendo um sucesso por cá também.

Uma criação de Haim Saban, os Power Rangers estrearam em 1993. com produção da Saban e Toei. Baseados no Super Sentai Kyoryuu Sentai Zyuranger, o programa foi o primeiro sucesso do produtor nos Estados Unidos da América, depois de alguns êxitos na Europa. Isto deveu-se ao facto dos Dinossauros ainda estarem muito na moda, por causa do filme Parque Jurássico, A SIC passou isto em 1994, com uma dobragem Portuguesa dirigida por Cláudia Cadina, com nomes como Rui Paulo, Teresa Sobral ou Heitor Lourenço.

Quando astronautas libertam a vilã Rita Repulsa da sua prisão na Lua, Zordon pede ao robot Alpha 5 para recrutar 5 adolescentes para tornarem-se nos Power Rangers e combaterem Rita Repulsa e os seus monstros de conquistar a Terra. Esses jovens andam no liceu de Angel Groove e têm ainda que lidar com os seus colegas Bulk e Skull.

Cada ranger possui uma cor e representa um dinossauro diferente, e também um Zord(um robot gigante) que se fundem num só, transformando-se num MegaZord. Jason era um T-Rex vermelho, Trini uma Dentes de sabre amarela, Kimberly o Peterodatilo rosa, Zack um Mastodonte preto e Billy um Triceratopo azul, juntos formavam o Mega zord.

Existiu ainda o ranger verde, um dragão, ao serviço de Rita Repulsa, mas os rangers conseguem quebrar o feitiço e Tommy passa para o lado do bem. Com ele formam um MegaDragão Zord. Na segunda temporada apareceram outros rangers, o que assegurou o sucesso da série e do merchandising, já que existiram muitos bonecos, colecções de cromos e afins.



                    


                   










domingo, 24 de janeiro de 2016

...do Jogo do Stop

domingo, janeiro 24, 2016 0
...do Jogo do Stop

Um dos maiores clássicos na diversão infantil da década de 80, o jogo do Stop entreteve diversas gerações de crianças, quer em Portugal, quer no Brasil, bastando para isso um pouco de papel, uma caneta e um grupo de amigos. Depois de sabermos a letra em questão, tínhamos que escrever rapidamente a palavra começada por essa letra na categoria respectiva, até que alguém acabasse e gritasse STOP.

Normalmente jogado por um grupo de 4/5 pessoas, era o ideal para os intervalos/horas de recreio em que estava a chover bastante, ou até quando estávamos por casa e sem muito o que fazer. O jogo do Stop consistia em criarmos categorias numa folha de papel, folha essa onde colocaríamos depois a palavra que começasse pela letra que um jogador tinha dado previamente. A palavra STOP era usada em 2 ocasiões, sendo a primeira quando se pedia a um jogador que começasse a pensar no Alfabeto e quando outro gritasse Stop, ele daria a letra onde ia e todos começariam então a escrever sem parar.

A outra altura era quando alguém terminava de escrever em todas as categorias, obrigando assim os outros a pararem e assim a perderem pontos por cada categoria que não tivessem feito. Quem tinha conseguido escrever, teria pontos extra. A batota acontecia habitualmente nesta brincadeira, havia sempre um "estava a acabar de escrever" ou aquele que escrevia enquanto se via as outras categorias. Também havia discussões quando não se conhecia a palavra que alguém tinha escrito e se contestava a mesma. Lembro-me de sofrer quando colocava "Marta" nos Animais e muitos não conheciam o mesmo. Os pontos eram 5 por cada palavra repetida por outro jogador, 10 por "original" e 20 quando alguém não tinha feito.

Pelo que me lembro as categorias eram as seguintes:
Países, Animais, Nomes, Cores, Flores, Objectos e Profissões. Lembro-me de existirem variantes, mas estas são as categorias base.
















sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

... dos Mafiosos Átila, Tino e Rocha

sexta-feira, janeiro 22, 2016 0
... dos Mafiosos Átila, Tino e Rocha

Recordar aqui nalguns vídeos o trio de mafiosos que fizeram as delícias dos Portugueses nos anos 80, Átila, Tino e Rocha. Eram presença constante na mítica série Duarte e Companhia, onde acabavam sempre por sofrer e mostrar que o crime não compensa. Àtila era interpretado por Luís Vicente, que tinha o sonho de ser um verdadeiro Padrinho, exigindo que todos o tratassem dessa forma, apoiando-se nos seus dois capangas, o Rocha (António Rocha) que era um calmeirão com um bigode e cabelo à Chalana que adorava andar à estalada e Tino (Constantno Guimarães), o mais calmo dos três.






















quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

... do Diário de um Adolescente com a mania da saúde

quinta-feira, janeiro 21, 2016 0
... do Diário de um Adolescente com a mania da saúde

Hoje voltamos ao Memórias dos Outros, onde o Paulo Neto vai-nos falar sobre um livro juvenil que o marcou, o Diário de um Adolescente com a mania da saúde. Escrito por dois psiquiatras, abordava de forma descontraída alguns problemas dos adolescentes. Vamos então ler o texto do Paulo.

Eu nunca li nada da famosa saga de Adrian Mole e muito menos vi a respectiva série. No entanto, houve outro adolescente igualmente neurótico e socialmente desastrado que se tornou um dos meus heróis da adolescência. O seu nome era Pedro Dores, protagonista do livro "Diário de um Adolescente com a Mania da Saúde", que recebi dos meus pais como presente do meu 12.º aniversário.

A versão original do livro data de 1986, sob o título "Diary of a Teenage Health Freak" e foi escrito por Aidan McFarlane e Ann McPherson, dois renomeados psiquiatras britânicos que se notabilizaram pelo seu trabalho com adolescentes. A edição portuguesa surgiu em 1990 pela editora Europa-América, traduzida pelo conhecido pedopsiquiatra Mário Cordeiro, amigo dos autores originais. Mais do que uma simples tradução, o Dr. Mário Cordeiro optou por fazer uma adaptação para a realidade portuguesa. Por isso, em vez do very british Peter Payne da versão original, a edição portuguesa narra as desventuras de Pedro Dores, um jovem tipicamente português de 14 anos que vive em Lisboa com os seus pais, as suas irmãs Cristina e Susana e o cão Tejo.

Tudo começa numa aula de Biologia, quando Pedro argumenta um hipotético problema cardíaco para não fazer a aula de Educação Física, ao que a professora reage dizendo-lhe que ele sofre de hipocondríase. Não sabendo o que quer dizer esse termo, ele recorre a um Dicionário Médico para descobrir que basicamente quer dizer a mania de ter doenças. A partir daí, sempre que confrontado com alguma questão de saúde, Pedro recorre ao Dicionário Médico para tirar dúvidas e ao seu diário para documentar as suas descobertas. Além disso, ao longo de um ano, o diário será um fiel confidente de Pedro sobre todas as suas aventuras e desventuras: o primeiro cigarro, a primeira bebedeira, um acidente de bicicleta, as turras com a irmã Susana, a conturbada vida amorosa e sexual da irmã Cristina, as discussões dos pais, as peripécias com os amigos Roque e João "Macaco" e as infrutíferas tentativas de conquistar Inês, a rapariga de quem ele gosta. Isto para além de abordar várias questões que preocupam a adolescência como as transformações corporais, a droga, as doenças sexualmente transmissíveis e a menstruação.



Uma passagem do livro que se destacou particularmente e com a qual fiz sucesso na escola quando levei o livro para mostrar essa parte aos meus colegas foi aquela onde havia uma lista de termos de calão para os órgãos genitais e actividades escatológicas. Foi aí que eu e a maioria dos meus colegas nos deparámos pela primeira vez com termos como "ás-de-copas" ou "boca-do-corpo", que aí figuravam a par de todos os palavrões que conhecíamos.
Este "Diário de um Adolescente com a Mania da Saúde" tornou-se um dos livros que definiram a minha adolescência, até porque me revia bastante no Pedro Dores de tal forma que quase que poderia ter sido eu a escrever certas passagens.

Nesse Natal, recebi a sequela, "Também Tenho a Mania da Saúde" (1991), onde a protagonista era Susana Dores, a irmã de Pedro, agora com dezasseis anos, que conferia a sua perspectiva feminina das vicissitudes da adolescência, abordando temas como a contracepção, a depressão, os distúrbios alimentares, o assédio sexual, a preocupação com o futuro profissional e claro, os sempiternos sexo, drogas, álcool e problemas familiares, escolares e amorosos.

Também dos mesmos autores, tive os livros "Eu e a Malta" (1993), onde seis jovens contam a sua versão dos acontecimentos durante e após uma festa da escola que terminou em embriaguez geral e "Como Sobreviver Em Viagem" (1994) onde um grupo de quatro amigos (incluindo duas personagens de "Eu e a Malta") fazem uma viagem pela Europa, onde por entre as inevitáveis aventuras, vão conversando com os problemas da transição da adolescência para a idade adulta.

Apesar de já estarem bastante datados (já o eram um pouco na altura em que eu os li), creio que estes quatro livros ainda podem ser lidos pelos adolescentes de hoje, pois apesar dos milhões de voltas que o mundo já deu desde então, existem certas coisas que sempre serão marcantes na vida de um adolescente

Paulo Neto







quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

... da Música Breathe de Midge Ure

quarta-feira, janeiro 20, 2016 0
... da Música Breathe de Midge Ure

Recordar aqui uma música dos anos 90, do Escocês Midge Ure (antigo vocalista dos Ultravox) e que dominou os tops no ano de 1996. Fez parte de uma campanha publicitária da Swatch e por isso chegou a diversos países, algo que de outra forma não chegaria. Uma canção animada e com um refrão apelativo, acabou por se tornar o maior sucesso do cantor.


With every waking breath I breathe
I see what life has dealt to me
With every sadness I deny
I feel a chance inside me die

Give me a taste of something new
To touch, to hold, to pull me though
Send me a guiding light that shines
Across this darkened life of mine

Breathe some soul in me
Breathe your gift of love to me
Breathe your life to lay 'fore me
Breathe to make me breathe

For every man who built a home
A paper promise for his own
He fights against an open flow
Of lies and failures we all know

To those who have and who have not
How can you live with what you've got
Give me a touch of something sure
I could be happy ever more

Breathe some soul in me
Breathe your gift of love to me
Breathe your life to lay 'fore me
Breathe to make me breathe
Breathe your honesty to me
Breathe your innocence to me
Breathe your word and set me free
Breathe to make me breathe

This life prepares the strangest things
The dreams we dream of, what life brings
The highest highs can turn around
To sow love's seeds on stony ground

Breathe... Breathe
Breathe some soul in me
Breathe your gift of love to me
Breathe your life to lay 'fore me
Breathe to make me breathe
Breathe your honesty to me
Breathe your innocence to me
Breathe your word and set me free
Breathe to make me breathe















terça-feira, 19 de janeiro de 2016

... do Poltergeist

terça-feira, janeiro 19, 2016 0
... do Poltergeist

Foi um dos meus primeiros filmes de terror, e um que deixou uma grande marca em mim. Poltergeist é sem sombra de dúvidas um dos mais interessantes do género e que originou duas sequelas, longe do sucesso do original.

Steven Spielberg escreveu e produziu este filme, mas uma cláusula no seu contrato impediu de o dirigir, isto apesar de haver quem diga que foi isso que aconteceu apesar de ser o nome de Tobe Harper que aparece como realizador da película. Lançado em 1982, foi um sucesso comercial e de crítica, tornando-se um clássico de terror e um filme de culto.

Steven (Craig T. Nelson) e Diane Freeling (JoBeth Williams) são um jovem casal da Califórnia, que juntamente com os seus filhos Dana (Dominique Dunne), Robbie (Oliver Robins) e a pequena Carol Anne (Heather O'Rourke), formam a típica família norte americana da década de 1980.

O pior acontece quando a mais nova começa a conversar com a televisão e existirem móveis que se mexem sozinhos. Numa noite tempestuosa, Carol Anne desaparece dentro do armário de seu quarto e a família consegue ouvir a sua voz num canal TV sem sinal, e assim se comunicarem com a filha. Os Freeling procuram uma equipe de parapsicólogos e uma poderosa médium para trazer Carol Anne de volta, mesmo tendo que enfrentar um mundo desconhecido, espíritos furiosos e manifestações demoníacas dentro da própria casa, que esconde um segredo terrível.

Lembro-me bem quando isto deu numa Última Sessão, ou Pela Noite Dentro, a meio da década de 80 e de ter ficado verdadeiramente assustado, o que não ajudou o facto de ter acordado de madrugada para ir ao wc, e a televisão estar ainda ligada, só com chuva e estática, Fiquei super assustado, e corri logo para a cama. Existem histórias de o filme, e sequelas, estarem amaldiçoados devido a várias mortes na produção destes.







domingo, 17 de janeiro de 2016

... do livro Os Sótãos Furados

domingo, janeiro 17, 2016 0
... do livro Os Sótãos Furados

Ontem li um livro que me escapou na infância, Os Sótãos Furados de Maria do Carmo de Almeida, a conselho de uma colega de trabalho que teve a amabilidade de me emprestar o exemplar que ainda possui. Uma história infanto-juvenil com um cheiro de aventura e escrito de forma simples, mas não de uma forma simplificada, não tendo problemas em usar palavras que não seriam do conhecimento de muitos dos seus leitores.

Inserido na colecção Picapau da mítica editora Verbo, Os Sótãos Furados destacava-se por ser uma aventura completa, ao contrário do resto da colecção que apresentava livros com mais que um conto neles. Ler isto num exemplar velho, mas estimado, dá outro ânimo, os livros usados têm um carisma inegável.

A história começava por nos apresentar duas crianças que se divertiam no Sótão do seu prédio, e um belo dia são surpreendidos por um barulho numa das paredes de onde apareceu outra criança que estava no sótão da casa ao lado. E assim começa uma grande aventura, numa sequência intensa de excitação e adrenalina infantil, em que a autora deixa-nos entusiasmados pela descoberta que estas crianças tinham feito, o facto de que podiam unir as casas umas às outras, abrindo uma porta em cada sótão.

Quase todos foram apresentados com paredes velhas, de madeira carunchosa e que facilitaram nesta epopeia juvenil, de descobrir o mistério em cada prédio que furavam e como estes iam fazendo novas amizades e formando uma nova sociedade, com as crianças a dominarem e a imporem-se algumas regras em toda aquela aventura.

Ao ler isto nos dias de hoje, não deixo de notar alguma intenção revolucionária da autora nesta aventura, tudo complementado com ilustrações típicas da altura, bonitas, ingénuas e que cumpriam o seu efeito. As reuniões secretas e o esconder tudo dos pais torna a história interessante e que me faz ter pena de não ter lido com a idade certa.












sábado, 16 de janeiro de 2016

... do Detergente OMO

sábado, janeiro 16, 2016 0
... do Detergente OMO

O detergente OMO foi um dos principais utilizadores para a utilização do detergente em pó em Portugal, durante a década de 50 existiram até demonstradoras que percorriam o país para explicar como se utilizava e se lavava a roupa com aquilo.

De origem Britânica, o OMO começou a ser comercializado em Portugal nos anos 50, investindo bastante na educação das consumidoras, tentando mostrar que o detergente proporcionava uma maior brancura do que o sabão tradicional, ou de que o Tide, lançado também nesta altura. Diziam ainda que este método de lavagem era muito mais prático do que o sabão, pois não era necessário esfregar e permitia poupar tempo.

Na década de 60 ofereceu bastantes brindes, todos eles úteis para a vida de uma dona de casa. Em 1959 foram baldes de plástico, enquanto que em 1960 ofereceram cestos de roupa e panos de cozinha. Já em 1961 umas práticas facas de cozinha e em 1963 tabuleiros para o forno, em 1965 e 1966 foi a vez de ofertas de caçarolas, colheres de chá.



A marca ficava muito próxima da sua consumidora alvo, os seus anúncios televisivos espelhavam isso, mostrando donas de casa em dificuldades e de como o OMO lhes facilitava a vida. O slogan Omo lava mais branco tornou-se um clássico, ainda hoje as pessoas se lembram e ajudou a que esta marca se tornasse uma das maiores da cadeia Unilever. Nos anos 80 e 90 foram lançado alguns anúncios que também fizeram história, como um com a música da aldeia da roupa branca.

No Brasil esta marca teve um enorme sucesso, tornando-se uma das maiores por lá. Por cá foi perdendo terreno com o tempo, sendo preterido em detrimento de outras.











quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

... do Boa Noite Topo Gigio

quarta-feira, janeiro 13, 2016 0
... do Boa Noite Topo Gigio

Recordar aqui o vídeo que "mandava" as crianças para a cama no começo da década de 80, com o Topo Gigio em destaque. Já no Brasil e noutros países da América Latina este simpático rato foi escolhido para um vídeo com o mesmo efeito, mas ao contrário desses países que utilizavam a mesma música, por cá decidiu-se por um original composto por José Cid e Rui Guedes com António Semedo a dar voz à personagem.


Todos os meninos que são teus amigos,
estudaram as lições.
Já estão lavadinhos deitados na cama,
rezaram as orações.

Já todas as estrelas
que há no céu
abriram a luz
que Deus lhe deu.

O Popeye, o Donald,
o meu primo Mickey
a Piggy e o Peter Pan
já foram para a cama já.

Um beijinho ao pai.
Um beijinho à mãe.
Beijinhos para ti
também.














terça-feira, 12 de janeiro de 2016

... do Anime Dome Baseball

terça-feira, janeiro 12, 2016 0
... do Anime Dome Baseball

O Tsubasa teve enorme sucesso por cá, mas eu gostava muito de um Anime do género que passou na RTP 2 entre 1993 e 1994, recordando-me somente do nome, Dome. Miracle Giants Dome-Kun mostrava-nos como um rapaz de dez anos iria se tornar um dos maiores jogadores de Basebol de todos os tempos.

Baseado no mangá de Shotaro Ishinomori, neste anime de 1990 podíamos ver Dome Shinjo, um rapaz de dez anos que herdou do seu pai o talento de jogar basebol, especialmente uma jogada mágica que o pai lhe ensinou antes de morrer.

A equipa dos Giants acaba por o contratar, e ele ajuda a equipa a ficar imbatível, apesar dele só poder jogar no estádio deles. Lembro-me que a dada altura Dome teve que criar uma nova jogada, porque já conseguiam defender a dele. Quem se lembra?















segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

... das Pastilhas Gorila

segunda-feira, janeiro 11, 2016 0
... das Pastilhas Gorila


Eram sem sombra de dúvidas as pastilhas que dominavam o mercado, apesar de boa concorrência das Pirata e Bang Bang, especialmente por causa da variante Super Gorila, uma guloseima tamanho gigante que viciou os maxilares de muita criança na década de 70 e 80.

As pastilhas Gorila pertencem à Lusiteca, e estão no mercado desde 1968 abrilhantando os balcões de cafés, tabernas ou mini mercados onde podíamos pedir esta guloseima. Existiram varíos sabores, cada um com uma cor, desde o menos popular amarelo ao muito apetecido vermelho. Não eram tão rijas como as piratas, e até pareciam ter mais sabor ou assim pensávamos nós.

A dada altura começaram a aparecer alguns brindes no interior das suas embalagens, sendo os mais populares a colecção que mostrava diversos aviões. Trocavam-se como cromos e foram muito mais populares que algumas cadernetas de cromos, ajudando a cimentar a popularidade da marca entre os mais jovens.

Mas se houve algo que fez explodir a marca, foi o surgimento da variante Super Gorila, uma pastilha com um tamanho descomunal que exigia um grande esforço dos nossos maxilares, mas isso parecia dar-nos ainda mais prazer, sendo a variante com sabor a laranja a mais popular. Quem era fã?











domingo, 10 de janeiro de 2016

... da série A Porta

domingo, janeiro 10, 2016 0
... da série A Porta
Imagem do blog desenhos animados

Nos tempos em que a estação pública tinha a preocupação de fazer séries juvenis, podíamos ver de tudo um pouco e algumas delas eram bastantes interessantes. Em 1990 surgiu no primeiro canal A Porta, uma série escrita por José Fanha (que escreveu também as letras das canções) que nos mostrava uma porta especial que permitia a entrada de pessoas muito especiais que depois abrilhantavam o episódio em questão.

O actor Olando Costa protagonizava a história, para além de ser o encenador e ajudar na composição das músicas em conjunto com Carlos Guerreiro que ajudavam a dar corpo às letras de José Fanha. No elenco tínhamos ainda nomes como o de Maria João Luís, Teresa Faria, Paulo Oom e Francisco Pestana.

A história passava-se numa casa que tinha somente uma porta, nada de paredes, nem janelas, nem sequer um tecto, A família que se muda para lá, descobre que a porta não era uma porta qualquer, já que permitia a entrada de uns vizinhos muito especiais.

O Grande Espinafre que plantava tudo e mais alguma coisa, a Princesa Princesinha que afinal não era princesa e sonhava casar com um Príncipe Encantado, O Dr. Xico Parafuso que consertava tudo e a Bruxonauta que falhava constantemente os seus feitiços.

Quem se lembra da série, que até teve direito a um livro?










sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Homenagem dos Simpsons aos ano 80

sexta-feira, janeiro 08, 2016 0
Homenagem dos Simpsons aos ano 80

Num dos últimos genéricos da série, a equipa criativa dos Simpsons prestou uma bela homenagem aos anos 80. Miami Vice, Knight Rider, Tron entre outros aparecem nas imagens, que são acompanhadas por música à altura.


               

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

... da série Lar Louco Lar

quinta-feira, janeiro 07, 2016 0
... da série Lar Louco Lar

Esta sitcom passou um pouco despercebida quando deu no nosso país, a TVI (na altura conhecida como Quatro) não tinha muita audiência e por isso existiram alguns programas que nem todos chegavam a ter conhecimento. Lar Louco Lar abordava a vida de um colunista de jornal e a situações vividas com a sua família e os seus vizinhos.

Dave's World foi criada por Fred Barron, passando na CBS entre 1993 e 1997, com 98 episódios num total de quatro temporadas, passando por cá na TVI entre 1993-1995, se não me engano aos fins de semana.

Harry Anderson era Dave Berry que vivia com a sua mulher Beth (DeLane Mathews) e os seus dois filhos, Tommy e Willie.Existiam algumas picardias com o vizinho Sheldon, que se metia bastante com Dave. Apesar de trabalhar em casa, existia ainda o editor do jornal que aparecia de tempos em tempos.

Patrick Warburton apareceu no programa a dada altura, ajudando bastante nas picardias cómicas da sériie. Lembro-me de achar bastante piada a alguns episódios, e parecia ser bastante interessantes apesar de não a ter seguido com regularidade.













quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

... do Diário Secreto de Adrien Mole aos 13¾

quarta-feira, janeiro 06, 2016 0
... do Diário Secreto de Adrien Mole aos 13¾

Um livro interessante, escrito como se fosse um diário, explorando as preocupações de um adolescente que começa a indagar-se sobre tudo ao seu redor. O Diário Secreto de Adrien Mole aos 13¾ foi escrito por Sue Townsend em 1982, tendo tido algum sucesso e originado outras edições com a personagem em destaque, para além de ter sido adaptado para o teatro e para a TV.

Diário Secreto de Adrien Mole aos 13¾ foi editado em Portugal em 1982, tendo tido também algum sucesso e alvo de sucessivas reedições, aliás ainda recentemente foi lançado uma nova versão deste clássico. A escrita despreocupada de Townsend era de fácil leitura, conquistando assim os pré adolescentes e fazendo com que estes se identificassem com algumas coisas do livro.

Mole achava-se um intelectual, e neste diário fala das suas preocupações e do que acha daquilo tudo que o rodeia, abordando diversos acontecimentos históricos daquela época. Vendendo mais de 2 Milhões de cópias em apenas 2 anos, foi normal que outros media começassem a demonstrar interesse, sendo adaptado para radio, teatro e até televisão.

Quem mais gostou de ler isto?












terça-feira, 5 de janeiro de 2016

...do Programa Palhaços a Solta

terça-feira, janeiro 05, 2016 0
...do Programa Palhaços a Solta


A dupla Croquete e Batatinha esteve sempre presente na infância de muitos de nós, fosse em especiais televisivos fosse em programas próprios como este, o Palhaços a Solta. Transmitido no começo da década de 80, consistia numa série de sketchs que tentava divertir e educar as crianças, para além de ter bastantes canções pelo meio.

António Assunção (Croquete) e António Branco (Batatinha) tratavam também dos textos do programa, com Carlos Alberto Vidal a tratar das músicas e a dar uma ajudinha em alguns sketchs representando com os dois palhaços.

Nunca fui muito fã de palhaços, por isso não seguia bem este programa mas lembro-me de apanhar alguns, afinal era um clássico já seguir aquela dupla que pouco tempo depois viria a separar-se e iríamos ver apenas o Batatinha com outros parceiros.

Existiram ainda discos e k7s com as canções do programa, algo habitual naquela altura.



Imagem retirada de Enciclopedia Cromos










segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

... do Erwin Sánchez

segunda-feira, janeiro 04, 2016 0
... do Erwin Sánchez


Um dos jogadores que marcou a década de 90 em Portugal, dando nas vistas no Boavista e Benfica pelo seu pontapé canhão, raça e técnica. Erwin Sánchez era um número 10 de classe, regressando agora como treinador ao Boavista, clube que lhe deu tantas alegrias.

Erwin Sánchez Freking nasceu a 19 de Outubro de 1969 em Santa Cruz, na Bolívia onde despontava como estrela da selecção e deu nas vistas o suficiente para ser contratado em 1990 pelo Benfica de Eriiksson. Juntamente com Isaías tentavam fazerr esquecer Diamantino e Chalana, lutando com Valdo, Pachheco e Paneira por um lugar no onze inicial dos encarnados.

Sagrou-se campeão na sua estreia, apesar de ter jogado apenas 8 jogos, mas acabou por ser emprestado ao Estoril, onde deu nas vistas e chamou a atenção do Major Valentim e de Manuel José, rumando assim para o "Boavistão", onde ficou de 1992 a 1997, jogando ao lado de nomes como Marlon Brandão, Artur, Alfredo, Tavares e Jimmy entre outros.


Na primeira temporada não conseguiu tirar o lugar de Rui Casaca, mas na sua segunda época assumiu a titularidade e o papel de patrão do meio campo. Nem a vinda de Timofte lhe tirou o lugar, tinha uma técnica acima da média e volta e meia disparava com sucesso em direcção da baliza, tornando-se um adversário temível. Em 1997 vence a taça de Portugal, marcando um golo ao Benfica de Preud'Homme e Manuel José que decidiu chamar Sánchez e Nuno Gomes para a Luz.

Mas as coisas não correram bem e o treinador foi despedido pouco depois, fazendo com que o Boliviano passasse mal com os treinadores que se seguiram, já que Mário Wilson era muito defensivo e Souness o típico Britânico que não gosta do sangue latino e da irreverência Sul Americana.

Volta em 1998/99 para o Boavista de Jaime Pacheco,mas desta vez o Boliviano não tirou o lugar a Timofte, ajudando pouco no segundo lugar dos Panteras, que ficaram à frente do Benfica de Souness, fazendo com que ele volte ao clube da Luz, não convencendo o Alemão Heynckes que o coloca na equipa B, que alinhava na segunda divisão B. Em Janeiro essa injustiça é corrigida e Jaime Pacheco resgata ele para o Boavista, e juntamente com Rui Bento e Petit forma o meio campo que ajuda os axadrezados a serem campeões nacionais.


Na temporada seguinte fazem brilharete na Liga dos Campeões, ficando em segundo num grupo com Borussia Dortmund, Liverpool e Dínamo Kiev, com o Boliviano a dar um ar de sua graça. Continuou num bom nível até 2003 onde ajudou a equipa a chegar às meias finais da Taça Uefa, mas uma lesão no joelho fez com que tivesse que abandonar a carreira e tendo sido escolhido como o substituto de Jaime Pacheco no banco da equipa axadrezada.

Na selecção do seu país foi sempre figura de destaque, ganhando a alcunha de Platini e fazendo com que a Bolívia chegasse ao mundial de 94, e a algumas boas campanhas na Copa America.

Como treinador as coisas não correram bem, e foi para a sua terra Natal onde chegou a treinar a selecção principal. Recentemente regressou ao Bessa onde assumiu o lugar de treinador.










sábado, 2 de janeiro de 2016

... da música O Primeiro Dia

sábado, janeiro 02, 2016 0
... da música O Primeiro Dia

O Primeiro Dia é um dos grandes sucessos de Sérgio Godinho, lançada em 1978 no álbum Pano Cru (o quinto do cantor) destacou-se rapidamente num disco que continha ainda outras músicas que viriam a marcar a carreira deste autor e compositor. Uma balada que nos fala de como não se deve ir abaixo com as agruras da vida, que nos devemos apoiar nos amigos e encarar os desafios como se fosse o primeiro dia da nossa vida.



A principio é simples, anda-se sózinho
Passa-se nas ruas bem devagarinho
Está-se bem no silêncio e no borborinho
Bebe-se as certezas num copo de vinho
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
Dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
Diz-se do passado, que está moribundo
Bebe-se o alento num copo sem fundo
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E é então que amigos nos oferecem leito
Entra-se cansado e sai-se refeito
Luta-se por tudo o que se leva a peito
Bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
Olha-se para dentro e já pouco sobeja
Pede-se o descanso, por curto que seja
Apagam-se dúvidas num mar de cerveja
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Enfim duma escolha faz-se um desafio
Enfrenta-se a vida de fio a pavio
Navega-se sem mar, sem vela ou navio
Bebe-se a coragem até dum copo vazio
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E entretanto o tempo fez cinza da brasa
E outra maré cheia virá da maré vaza
Nasce um novo dia e no braço outra asa
Brinda-se aos amores com o vinho da casa
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida













sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

... do filme Os Ricos e os Pobres

sexta-feira, janeiro 01, 2016 0
... do filme Os Ricos e os Pobres

Os Ricos e os Pobres pode ter sido mais uma versão do clássico de Mark Twain, O Príncipe e o Pobre, mas esta comédia de John Landis é muito mais que isso, e muito graças a duas interpretações fantásticas pela parte de Eddie Murphy e Dan Aykroyd. Um filme bastante divertido e extremamente bem escrito, que aproveitou o elenco que teve à sua disposição e tornou-se um clássico moderno.

Lançado em 1881, O Príncipe e o Pobre de Mark Twain mostrava-nos o que podia acontecer a duas pessoas que trocassem de vida, e o filme Trading Places (Trocando as botas no Brasil e Ricos e os Pobres em Portugal) de 1983 utilizava essa presmissa, mostrando como alguém nascido em berço de ouro reagiria a ter que viver em extrema pobreza, e como um vigarista que vivia na pobreza iria agir se subitamente ficasse com a vida organizada e cheio de dinheiro.

Com um elenco de onde Eddie Murphy e Dan Aykroyd se destacavam, podíamos ainda o talento de actores como Jamie Lee Curtis, Don Ameche, Ralph Bellammy ou Denholm Elliott. Os dois veteranos estiveram muito bem como dois irmãos ricos, avarentos e sacanas, enquanto que Curtis dando ainda os seus primeiros passos, aguentou-se muito bem como a jovem prostituta que acaba por ajudar um dos protagonistas.

Ambientado em Wall Street, víamos como dois ricalhaços decidiram mudar a vida de duas pessoas, fazendo uma aposta em que um dos seus correctores (Aykroyd) não se iria aguentar bem se de repente fosse acusado de alguns crimes e colocado na rua, e como um vagabundo vigarista (Murphy) iria continuar a ser ladrão e vigarista mesmo que ficasse rico e com uma boa casa e vida.

Podemos nos rir com as diferentes peripécias e apreciar tudo o que acontecia à margem da história principal, como as atitudes do pobre mordomo que é arrastado para esta experiência e ainda a tentativa dos irmãos em roubar um relatório governamental para ficarem ainda mais ricos e como isso acaba por unir os dois protagonistas que enriquecem com esse esquema e deixam os velhos na miséria.

Ambientado no Natal e Ano Novo, pode ser considerado um clássico dessas duas datas, e um filme que todos devem ver.