Outubro 2015 - Ainda sou do tempo

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

... do Freddy Krueger

sexta-feira, outubro 30, 2015 0
... do Freddy Krueger

Nos anos 80 passei pela febre de alugar todos os filmes de terror que encontrasse, e quando vi o Pesadelo em Elm Street fiquei completamente fã da personagem principal. Freddy Krueger não se limitava a matar, aterrorizava de tal modo que nem nos atrevíamos a dormir, afinal seria nos sonhos que corríamos o risco de o encontrar.

Freddy Krueger foi criado como o antagonista principal do filme Pesadelo em Elm Street de Wes Craven, lançado em 1984 e com Robert Englund a vestir a pele deste assassino desfigurado. O que me agradou mais na personagem, era a de não ser apenas mais um assassino em massa como começava a ser comum nos filmes de terror da década de 80, este tinha o lado sobrenatural de aparecer nos sonhos e ser quase invencível lá, sendo apenas vulnerável quando era puxado para o mundo real.

A sua luva com garras afiadas chamava a atenção, naquela personagem de rosto queimado e desfigurado, apesar de ter sempre um sorriso sacana, vestido com uma camisola às riscas verdes e vermelhas e um chapéu castanho. Apesar de poder ser considerado um fantasma, raramente é encarado dessa forma, e sim mais como um demónio, apesar de ser claramente um humano há muito falecido.

Frederick Charles Krueger, nasceu em Springwood, Ohio a 3 de Setembro de 1942, filho da freira Amanda Krueger que foi trancada junto com cem internos por dias, sendo violada por eles, num manicómio da rua Elm. Colocado num orfanato, Freddy foi adoptado por um velho alcoviteiro, Sr. Underwood, que viu utilidade no menino como atracção de bêbados curiosos na pequena e imunda rua Elm, repleta de prostitutas e drogados. O jovem apanhava constantemente do padrasto, que o tratava como um nada, tirando sangue e deixando-o cheio de marcas roxas pelo corpo. Um dia o rapaz mata Underwood com uma lâmina - a mesma que Freddy usava para se cortar, devido ao abuso do padrasto e dos colegas, ficando depois na cidade como um vagabundo.


Depois de casar e ter uma filha, começou a ganhar o gosto de matar crianças, atraindo elas com um carrinho de gelados e matando-as na sala da caldeira onde trabalhava, muitas vezes depois de as torturar, sendo um dos seus instrumentos preferidos uma luva com lâminas muito afiadas nos dedos.

A sua mulher descobre tudo, fazendo com que ele a matasse à frente da sua filha, que o denuncia à polícia que o prende mas acaba por ter que o soltar. Freddy decidiu que era hora de deixar a cidade e procurar novas presas, mas os moradores furiosos, conduzidos pelo tenente Thompson e sua esposa Marge, haviam decidido se vingar do cruel assassino. Colocaram gasolina no local onde Freddy passava suas noites e colocaram fogo, durante o fogo, Freddy invocou os demónios dos sonhos, três cobras voadoras que tem o poder de tornar real os pesadelos das vítimas. Freddy pediu imortalidade. Em troca iria ser o maior assassino dos pesadelos.

Nos filmes aparece nos sonhos dos adolescentes da rua Elm, e se os conseguisse matar nos sonhos eles morreriam também na vida real. No segundo filme chega a possuir um adolescente, para que pudesse matar no mundo real também, no terceiro ele volta aos sonhos, apesar de parecer que é finalmente derrotado nesse final, acabando por ressuscitar no quarto filme quando alguém começa a sonhar com ele.

Saíram 5 filmes na década de 80, com um sexto a sair em 1991, sempre com Englund a encarnar a personagem. Aliás o actor até na TV fez esse papel, e voltou no Século XXI ao cinema, nuns filmes onde enfrenta outra personagem de terror, o Jason. O actor conseguia dar um ar sacana a Freddy que casava completamente com a personagem, muitas vezes sendo porco e chauvinista para além de ser bastante sádico.

O impacto na cultura popular é muito, sendo mencionado em inúmeros filmes ou séries, e chegando a aparecer em videojogos como o Mortal Kombat.

















quinta-feira, 29 de outubro de 2015

... da música Passear Contigo dos Broa de Mel

quinta-feira, outubro 29, 2015 0
... da música Passear Contigo dos Broa de Mel

Recordar hoje um dos maiores êxitos da música ligeira Portuguesa, a música Passear Contigo do duo Broa de Mel, que se tornou um clássico e ficou para sempre na cabeça de muitos portugueses.

Carlos Paião desafiou o duo constituído por José Carlos e Maria José Gorgal a participar no Festival RTP da canção de 1982, ficando no 5º lugar com o tema Banha da Cobra. E foi também logo no começo que conseguiram o seu maior êxito, com aquela que se veio a tornar uma das músicas mais populares dos anos 80, a canção Passear Contigo.

Como tantas outras nessa década, também esta era uma versão de uma música internacional, neste caso da Immer Wieder Sonntags de Cindy & Bert. Uma letra simples que realçava o facto de ser bom passear num dia bonito com a pessoa que amamos, cantada por um casal que parecia os nossos vizinhos do lado, dando aquilo tudo um ar familiar. Quem é que não canta o "turururu" da música?

Hoje eu estou feliz por estar contigo 
Cedo o Sol começou a brilhar 
Hoje até o tempo é nosso amigo 
Mas que bom que está p' ra passear. 

Passear contigo, amar e ser feliz 
O que mais quero da vida 
Ter amor e muito amor p' ra dar 
Ter amor e muito amor p' ra amar. 

Passear contigo, amar e ser feliz 
Mas que importa que se diga 
Que amar assim é a brincar 
Vem Amor, vem passear. 

Vem ver como a tarde está linda 
E como é tão bom ficarmos sós 
Se o dia acabar o amor não finda 
Porque há muito amor dentro de nós. 

(Refrão)



















quarta-feira, 28 de outubro de 2015

... da Novela Pantanal

quarta-feira, outubro 28, 2015 0
... da Novela Pantanal

Recordar mais uma novela da Rede Manchete, que foi um sucesso no Brasil e em Portugal. Pantanal cometeu a proeza de bater a Rede Globo em audiências e tornar-se um sucesso a nível mundial.

Escrita por Benedito Ruy Barbosa, a telenovela Pantanal foi produzida pela Rede Manchete e transmitida em 1990 pelas 21h30, batendo recordes de audiência e ultrapassando a Globo, que começou a produzir mais novelas depois das 21, para ver se combatia este sucesso. Por cá passou na RTP em 1995, e no Brasil foi repetido pelo canal SBT em 2008 pelas 22h, tendo conseguido algum sucesso nas audiências.

Marcos Winter era o protagonista da trama, que contava ainda no elenco com Cristiana OliveiraMarcos Palmeira, Jussara Freire, José de Abreu e Elaine Cristina entre outros. Uma história que consagrou o seu autor, que quando regressou à Globo, deixou de escrever para as novelas das 18 horas e foi-lhe dado o horário nobre das 20 horas.

Imagens belas da natureza, uma forte mensagem ecológica, cenas ousadas sexualmente e um elenco com algumas revelações, ajudaram a que isto fosse um sucesso.














terça-feira, 27 de outubro de 2015

... do Super Pai

terça-feira, outubro 27, 2015 0
... do Super Pai

Esta foi uma das produções mais populares da TVI, conquistando audiências em horário nobre e uma das séries pioneiras na aposta da ficção nacional por parte da estação de Queluz. Super Pai mostrava-nos a vida de um pai solteiro com três filhas, com todas as complicações que isso acalenta.

Super Pai estreou na TVI em 2000, tendo estado no ar até 2002, num total de 174 episódios nesta adaptação de sucesso que apresentava Luís Esparteiro no principal papel. Gravado nos estúdios da NBP, tendo tido bastante sucesso junto dos mais novos e não só, conquistando boas audiências e fazendo com que todos soubessem os nomes das três filhas, do pai e da empregada.

Vasco Figueiredo (Esparteiro) era um viúvo que tinha ficado sem a sua mulher muito cedo, ficando com três filhas menores de idade e tentando conciliar a sua vida profissional com essa árdua tarefa. Para isso conta com a ajuda de Maria Isabel Catarino (Sandra Faleiro), que foi contratada para ser a empregada doméstica e ajudar também a cuidar das meninas. Durante toda a série assistimos como os dois vão se aproximando, apesar de todas as namoradas de Vasco tentarem a afastar enquanto que as três filhas tentavam o oposto.

João Didelet interpretava o papel de Joca, amigo de infância de Vasco, enquanto que Luzia Paramés era a tia Dulce, uma chata, irmã da mãe delas. Rogério Samora, Sofia Aparício, Sónia Brazão, Rodrigo Saraiva e Pedro Granger também faziam parte do elenco secundário, para além de um sem número de participações especiais como Carlos Quintas, Heitor Lourenço, Ana Bustorff ou Julie Sergeant.


Claro que eram as três manas que roubavam a cena, e víamos como elas cresciam e os problemas normais do crescimento de 3 meninas que não tinham uma figura materna por perto. Clarinha (Clara Maria Figueiredo) (Filipa Maló Franco) tinha 9 anos, e era inseparável da sua cadela yorkshire terrier, Camila Figueiredo (Madalena Brandão) com 17 anos, é a menina dos olhos do pai, e também a mais responsável da família. Contudo, não deixa de ser apaixonada, e rebelde, suscitando crises familiares. Quando pode ajudar as irmãs, não pensa duas vezes, e fá-lo, enquanto que Carmo (Maria do Carmo Figueiredo) (Sofia Arruda) com 13 anos era a típica pré adolescente, é romântica, sonhadora e apaixonada. Tem alguns conflitos sobre si própria, e crises existênciais próprias da idade que vive. Também é rebelde, e determinada.

Eu gostava de ver isto, tinha algum humor e era tudo apresentado de uma forma leve e pouco dramática. Foi repetido com sucesso no canal TVI Ficção.





















segunda-feira, 26 de outubro de 2015

...dos carrinhos da Corgi

segunda-feira, outubro 26, 2015 0
...dos carrinhos da Corgi


As miniaturas da Corgi fizeram (ainda fazem) as delícias de crianças e adultos, com miniaturas de qualidade que serviam ou para brincar, ou para colocar exposta numa vitrina ou num móvel lá de casa.

Criada pela Mettoy Company of Northampton, que começou por produzir brinquedos coloridos de metal prensado nos anos 30, a marca Corgi (da raça de cães galeses) foi escolhido por 3 razões: a primeira, por ser pequeno e “ficar no ouvido”; a segunda, porque os modelos seriam produzidos em Swansea (País de Gales) e terceiro pela sua associação (cães) à família real britânica.

Ford Consul, Austin Cambridge, Morris Cowley, Riley Pathfinder, Rover 90 e outros encontravam-se entre os primeiros modelos produzidos, começando a ser comercializados em 1956, por cá penso que existam desde a década de 60, e como era comum existiam edições mais luxuosas e outras mais simples, todas de bom nível com pormenores como molas de suspensão e capôs que abriam, entre outros.



O modelo mais conhecido da Corgi a nível mundial é, sem dúvida nenhuma, o Aston Martin DB5 dourado do agente Bond, James Bond. Produzido pela primeira vez em 1965, apresentando assentos ejectáveis e metralhadoras montadas à frente, teve um sucesso instantâneo, ganhando o prémio de Brinquedo do Ano no Reino Unido. Custando, à época 50 pence (meia libra), por alturas de 1968 mais de 3.9 milhões de unidades tinham sido vendidas.

Outro dos modelos mais vendidos de sempre é o Batmobile de 1966, com 5 milhões de unidades vendidas. Um tio meu tinha este, e deixava-me brincar um pouco com ele, apesar de ter que ter muito cuidado com ele. Depois oferecia-me daqueles mais simples, que podia brincar à vontade.



imagem de http://fmpsinogau.blogspot.pt/
















quinta-feira, 22 de outubro de 2015

... do Beetlejuice

quinta-feira, outubro 22, 2015 0
... do Beetlejuice

Sou fã do Michael Keaton, e este filme foi uma das principais razões para isso. Em Beetlejuice, o actor está simplesmente fantástico nesta comédia de Tim Burton, tornando a personagem principal um marco na cultura popular.

Beetlejuice foi uma comédia de horror e fantasia realizado por Tim Burton, estreando em 1988 e tinha Michael Keaton, Alec Baldwin e Geena Davis nos principais papéis. Burton adorou a originalidade do argumento, realizando o filme com gosto e tornando-o um sucesso, aliás o realizador envolveu-se também na série de desenhos animados, que estreou em 1989 e teve 4 temporadas com boa aceitação por parte do público.

O nome original da personagem era na verdade Beetlegeuse, mas pronunciava-se Beetelejuice, um fantasma especializado em assustar os vivos e é então chamado pelo casal de recém falecidos Adam (Baldwin) e Barbara (Davis) Maitland, para que este os ajude a expulsar um casal de yuppies que vive na casa deles.

A filha do casal, interpretada por Winona Ryder, consegue ver o casal dos fantasmas e até fazer amizade com eles, isso conjugado com o facto de que o casal não aprovava os métodos de Beetlejuice, e da forma como este se comporta, faz com que eles não queiram mais a ajuda dele. Mas torna-se complicado livrar-se de alguém tão experiente e cheio de truques, e fica interessante o confronto deles.

Um filme engraçado, com efeitos especiais interessantes e uma excelente interpretação de Keaton.













terça-feira, 20 de outubro de 2015

... do livro O Deus das Moscas (Lord of the Flies)

terça-feira, outubro 20, 2015 0
... do livro O Deus das Moscas (Lord of the Flies)
Um daqueles livros que marca para sempre quem o lê e uma daquelas obras que se mantém sempre actual, quer pelo tema abordado, quer pela qualidade da narrativa. Lord of the Flies teve uma influência tão forte em tantas pessoas, que se tornou parte da cultura popular, tendo músicas e filmes baseados nele.

Lord of the Flies (Deus das Moscas em Portugal e Senhor das Moscas no Brasil) foi um romance do escritor inglês William Golding, galardoado com um Nobel da Literartura, lançado em Dezembro de 1954. Não teve sucesso comercial, mas aos poucos foi ganhando estatuto de culto e chegou inclusive a ser uma obra recomendada para leitura em muitas escolas.

Com isso passou a ter ainda mais fãs, já que o público adolescente era o ideal para esta alegoria de religião e filosofia, tendo como protagonistas um grupo de crianças que naufraga numa ilha deserta. Teve duas versões cinematográficas, uma em 1963 e a outra em 1990, para além de ser referenciado em muitas séries ao longo das décadas. Muitos consideraram a série Lost como uma que tinha muitas semelhanças com esta obra literária, com o monstro, os grupos divididos e o aspecto céu/purgatório que esteve sempre presente no programa.

Bad Religion, Offspring e Iron Maiden são algumas bandas que produziram músicas em homenagem ao livro, o que é de aplaudir, quando o livro tenta sempre mostrar a selvajaria do ser humano, a maldade inerente em nós e como isso tudo pode levar a uma estupidez colectiva. Uma das coisas que mais gostei na obra era todo o simbolismo que podíamos tirar dos diversos factos apresentados, podia ir desde a religião à política, mostrando várias decisões que podiam, e deviam, ser discutidas até a exaustão.



A divisão dos grupos mostra as diferentes vertentes habituais na política, o protagonista Ralph tentava sempre chamar todos à razão, agindo de forma democrática, enquanto que um deles, Jack, tentava dominar a opinião de todos de uma forma quase fascista, e o grupo que ele organiza como caçadores pode ser encarado como o exército. A elegoria mais sobrenatural começa logo com o naufrágio na ilha, que é descrita como sendo paradisíaca e por isso podendo ser encarada como o céu, ou o jardim de éden mais propriamente, já que surge um bicho que traz sentimentos malignos ao grupo.

O facto de serem apenas crianças atinge-nos mais, ver a maldade que reside nelas e como se entregam à mesma, já que no começo não há uma simples divisão entre heróis e vilões. Jack sabe usar o bicho como forma de unir todos sobre um receio em comum, algo usado por políticos ainda nos dias de hoje, e outros membros ganham algum destaque, como Simon, que com as suas visões e diálogos com o porco mostra-nos um lado mais hardcore da obra, enquanto que Piggy com os seus óculos, mostrava a razão e a habilidade de ver as coisas com clareza.

O desenvolvimento das personagens é o melhor do livro, uma pena não se ter prolongado mais, havia espaço para isso sem se tornar algo maçador. O final chega de uma forma algo abrupta, mas não desilude e penso que vale bem a pena a sua leitura. Caso opem pelos filmes, vejam a versão de 1963, muito mais fiel ao espírito da obra.

Kill the pig! Spill his blood! Cut his throat!














segunda-feira, 19 de outubro de 2015

... dos Vaya con Dios

segunda-feira, outubro 19, 2015 0
... dos Vaya con Dios

Uma banda que marcou os anos 80, fundindo diversos géneros musicais e com uma vocalista excepcional e carismática, que a partir da década de 90 passou a ser a figura central e aos poucos a banda foi perdendo a identidade, sendo apenas um acompanhamento da cantora em palco.

Os Vaya Con Dios foram uma banda Belga de bastante sucesso, formada em 1986 por Dirk Schoufs (Baixo), Dani Klein (Voz) e Willy Lambregt (Guitarra). Misturando sons de influência cigana, Jazz, Blues e ate Ópera, o disco foi muito bem recebido e o single Just a Friend of Mine entrou para o top 10 em França. Lambregt saiu ainda antes do primeiro disco estar completo, sendo substituído por Jean-Michel Gielen.

Em 1990 lançam o álbum Night Owls, que fez o grupo ficar conhecido mundialmente, com dois grandes êxitos a entrarem para os diferentes tops mundiais. What's a Woman e Nah Neh Nah mostravam a versatilidade da vocalista, que assumiu o comando da banda quando Schoufs saiu (morrendo pouco tempo depois) e começou a fazer algumas tournés de sucesso, fazendo com que o grupo ficasse muito conhecido em todo o mundo e ajudando a que o disco de 1992, Time Flies, tivesse boas vendas em alguns países.

Começaram a aparecer alguns problemas com a voz de Klein, e esta foi reduzindo então o trabalho em estúdio e no palco, aparecendo apenas esporadicamente, fazendo uma última tour em 2013, para despedida da banda.

















sábado, 17 de outubro de 2015

... do Bugs Bunny

sábado, outubro 17, 2015 0
... do Bugs Bunny

Tornou-se uma das maiores personagens de todos os tempos e a principal cara dos Looney Tunes, um coelho espertalhão que gostava de enlouquecer aqueles que o incomodavam. Bugs Bunny quebrou barreiras, era um dos mais populares defensores do politicamente incorrecto e acompanhou gerações que cresceram a ver as suas diabruras na TV.

Bugs Bunny foi uma personagem com vários criadores, sendo que Tex Avery, Carl Dalton e Ben Hardaway foram  os principais obreiros do aspecto e perfil que ele iria ter nos desenhos animados da Looney Tunes e Merrie Melodies, mas a personagem continuou a evoluir, tanto no aspecto como na sua personalidade, com Bob Clampett, Friz Freleng e Chuck Jones a serem peças fulcrais nesse desenvolvimento.

Apenas uma coisa se mantinha, o grande Mel Blanc como a voz do coelho brincalhão, tornando a frase "What's up, Doc?" um marco na cultura popular. Apareceu pela primeira vez em 1938, mas foi o cartoon "Wild Hare" de 1940 que trouxe a sua estreia oficial, enfrentando aquele que iria ser um dos seus principais rivais, Elmer Fudd, um caçador frouxo e careca, que tinha um riso peculiar e não dizias bem os r's. Em 1942 era já a principal cara dos Merrie Melodies, e durante a Segunda Guerra Mundial cresceu em popularidade devido à sua personalidade e maneira de encarar a vida, fazendo com que os estúdios da Warner Brothers capitalizassem isso, fazendo o coelho enfrentar Hitler ou soldados Japoneses.

Bugs chegou a virar mascote de algumas unidades do exército, e quando a guerra acabou era já um dos maiores rostos da animação, com algumas das suas animações a vencerem Òscares e com a chegada de novas rivalidades, como o Yosemite Sam (criado para ser um rival com mais pujança que Fudd), um cowboy que fervia em pouca água, ou o seu companheiro dos Looney Tunes, o irascível Daffy Duck.


Em 1957 a pequena metragem What's Opera, Doc? tornou-se no primeiro cartoon a ser escolhido pela Biblioteca do congresso dos Estados Unidos como algo de tanta importância que devia ser preservado por eles.

Nos anos 60 começou a aparecer regularmente na TV, com todas as suas pequenas metragens a serem adaptadas para esse formato. Isso começou a fazer com que chegasse cada vez a mais países, e Portugal não era excepção, com os seus desenhos a ganharem destaque na década de 70 e 80 na RTP.

Curiosamente durante essas décadas a personagem não tinha material novo, aparecendo em alguns especiais, ou então em produções como no filme Quem Tramou Roger Rabbit?, que foi também a última aparição com a voz de Mel Blanc, antes da morte do actor em 1989. No começo dos anos 90, apareceu em Tiny Toon Adventures, e alguns filmes produzidos para comemorar a personagem, além de aparecer no mega sucesso de bilheteira Space Jam, com a super estrela Michael Jordan.

Em 1997 tornou-se a primeira personagem de animação a virar selo pelos correios dos Estados Unidos, batendo o rival Mickey Mouse, e em 2011 volta à TV com a sua gangue para o Looney Tunes Show, sofrendo mais uma reformulação no seu aspecto e personalidade.

Sou fã da personagem, adorando os seus confrontos com Fudd e Yosemite e mesmo quando enfrentava alguém novo, as suas respostas eram sempre muito divertidas e a sua forma de agir tornava tudo mais interessante.

















sexta-feira, 16 de outubro de 2015

...do Bebeto

sexta-feira, outubro 16, 2015 0
...do Bebeto

Recordar hoje um dos jogadores mais importantes na conquista do Tetra pela selecção Brasileira em 1994, o avançado Bebeto. Fez parte do Super Corunha dos anos 90, e jogou pelo Flamengo e pelo Vasco, sendo sempre um dos preferidos da torcida.

José Roberto Gama de Oliveira nasceu a 16 de Fevereiro de 1964, ficando conhecido no mundo do futebol como Bebeto, começando a sua carreira profissional no Flamengo em 1983, ficando no clube até 1989, marcando 34 golos em quase 80 jogos. O começo não foi bom, mas passado uns tempos demonstrou o faro pelo golo e conquistou a torcida, fazendo parte de um dos grandes times dos rubro negros, jogando ao lado de Zico, Edinho, Leonardo, Renato Gaúcho e Zinho entre outros.

Em 89 protagoniza uma transferência polémica para o rival Vasco da Gama, sagrando-se campeão Brasileiro na estreia e conquistando rapidamente os adeptos, marcando golos importantes e ficou no clube até 1992, ano em que formou grande dupla com Edmundo. Bebeto era um exímio cabeceador, sendo também conhecido pelos seus golos sem deixar cair a bola no chão, num perfeito vólei.

Em 1992 vem para a Europa, onde alinhou pelo Desportivo da Corunha, fazendo parte de um plantel muito forte, mas ele rapidamente se destacou e foi o artilheiro do campeonato Espanhol em 1992/93 com 29 golos. O Deportivo quase se sagrou campeão, acabando o campeonato empatados em primeiro lugar com o Barcelona, que venceu por causa do melhor saldo de golos marcados e sofridos.


No ano seguinte voltaria a ser vice campeão, desta feita num combate menos dramático e ficando atrás do Real Madrid. Venceram no entanto a Taça do Rei, provando que conseguiam também conquistar títulos. Na selecção do seu país, começou a ter algumas oportunidades no final dos anos 80, dando nas vistas nas Olimpíadas de 88, formando dupla no ataque com Romário, algo que viria a acontecer muita vez na equipa principal do Brasil.

Foi o principal marcador da Copa América no ano seguinte, que o Brasil venceu após um jejum de mais de 50 anos, mas foi em 1994 que teve o seu melhor desempenho, marcando golos importantes e formando boa dupla com Romário, sendo parte fulcral na conquista do Tetra. Teve ainda algum destaque no Campeonato do Mundo de 1998, onde foi um pouco contestado por causa de já ter alguma idade, mas mostrou nos relvados onde continuava a marcar, conseguindo três golos nessa competição. Abandonou a selecção como o sexto melhor goleador de todos os tempos.

Saiu de Espanha em 1996, como o melhor marcador da história do clube e completo ídolo dos adeptos, algo que se provou quando voltou para os festejos do centenário, sendo recebido em apoteose. Em 1996 voltou ao Brasil, para o Flamengo onde as coisas não correram muito bem, sendo que no ano seguinte esteve no Sevilha de Espanha e alinhou ainda pelo Vitória e o Cruzeiro no seu país natal, virando depois um viajante, jogando no México, Japão e Médio Oriente onde iria terminar a carreira em 2002.

Gostava de o ver jogar, e achei que em 1994 foi um dos jogadores mais importantes no Brasil e adorava ver as suas comemorações, embalando as mãos e braços como se tivesse lá um bebé.












terça-feira, 13 de outubro de 2015

... do Ora Agora Conto Eu

terça-feira, outubro 13, 2015 0
... do Ora Agora Conto Eu

Numa altura em que era comum encontrar programas infantis que tentavam cultivar a leitura entre os mais novos, a RTP apostava em coisas interessantes como este Ora Agora Conto Eu, um programa onde personalidades da Televisão ou da Música contavam histórias para as crianças.

Ora Agora Conto Eu foi um programa de 1986, transmitido pela RTP e que procurava entreter os mais novos recorrendo a algo clássico e simples, como o simples acto de contar histórias. Fernando Midões foi o realizador, e Natércia Rocha escolheu os contos infantis que cada convidado iria ler, ou interpretar, para as crianças.

Cada conto era acompanhado por ilustrações, e no final Tó Serqueira cantava algo a ver com o conto em questão, numa música composta por ele e com letra de José Fanha. Era algo interessante de se ver, apareceram contos como O Lobo e a Raposa, ou o Macaco de Rabo Cortado e nos convidados tivemos nomes como Carlos Paião, Maria Vieira ou Canto e Castro. Eis a lista completa:

1-“O rapaz e a ponte” por Maria Vieira
2-"O lobo e a raposa” por Vítor de Sousa
3-“Pedro das Malas-Artes” por Óscar Acúrcio
4-“A romãzeira do macaco” por Canto e Castro
5-“A torre de má hora” por João Mota
6-“O macaco do rabo cortado” por Adelaide João 
7-“O coelhinho branco” por Ângela Pinto
8-“A macaquinha” por Argentina Rocha
9-“A gaita milagrosa” por Fernando Gomes
10-“O pinto borrachudo” por António Assunção 
11-“A velha e as crianças” por Amélia Videira
12-“Os dois compadres” por Melim Teixeira
13-“O sapateiro e o vizinho rico” por José Gomes
14-“O grão de milho” por Henriqueta Maya
15-“Os três porquinhos” por José de Carvalho 
16-“Branca Flor” por Álvaro Faria
17-“D. Caio” por Carlos Paulo
18-“Os sete cabritinhos” por Cucha Carvalheiro 
















segunda-feira, 12 de outubro de 2015

... do filme Little Shop of Horrors

segunda-feira, outubro 12, 2015 0
... do filme Little Shop of Horrors


Nunca o horror e a comédia casaram tão bem como neste filme dos anos 80, A Lojinha dos Horrores inspirou-se tanto no filme de Roger Corman, como no musical da Broadway, misturando assim os dois elementos de uma forma bastante engraçada.

Little Shop of Horrors (Lojinha dos Horrores por cá) é um filme de 1986, realizado por Frank Oz e que misturava Terror e Comédia, tudo apresentado como se fosse também um musical. Foi baseado no musical da Broadway de Alan Menkem e Howard Ashman do começo dos anos 80, que por sua vez era inspirado num filme dos anos 60 de Roger Corman.

Rick Moranis, Ellen Greene, Vincent Gardenia e Steve Martin encabeçavam o elenco, que tinha ainda aparições de actores como John Candy, James Belushi e Bill Murray, com Levi Stubbs a fazer a voz de Audrey II,  Murray esteve brilhante como o paciente masoquista, improvisando as suas falas e fazendo parelha imparável com Steve Martin, que interpretava um dentista sádico.

Na história vemos um empregado de uma loja de flores chamado Seymour (Moranis), que é apaixonado pela sua colega Audrey (Greene), uma rapariga calma e insegura que namora com o sadista Orin (Martin). Stanley adquire uma planta estranha, que chama de Audrey II e um dia descobre por acidente que ela gosta de sangue humano, e começa a cair nas armadilhas dela para que ele arranjasse comida para ela. A primeira vítima acaba por ser Orin, e depois o dono da loja (que tinha visto Seymour a dar comida à planta), isto no meio de alguma cantoria, especialmente pela planta, que tem até um coro de três mulheres.

O final é diferente da peça, que era mais negro, acabando de uma forma feliz, com a descoberta que a planta era na verdade um alien e a destruição do mesmo. No original, tanto Audrey como Seymour são engolidos pela planta.

Lembro-me de ver isto pela primeira vez num Lotação Esgotada, e ter ficado fã daquele "feed me Seymour".















domingo, 11 de outubro de 2015

... da Star Trek: Voyager

domingo, outubro 11, 2015 0
... da Star Trek: Voyager


Sempre fui fã do género ficção científica, e hoje recordo uma das séries que gostei mais de seguir e uma das versões mais interessantes do clássico Star Trek. Com uma capitã a comandar as operações, Star Trek Voyager diferenciava-se das outras encarnações do clássico de Rodenberry, porque apresentava uma nave perdida, em vez do típico argumento de ir de planeta em planeta.

Star Trek: Voyager foi criada por Rick Berman, Michael Piller e Jeri Taylor, tendo sido transmitida entre 1995 e 2001 num total de sete temporadas e 171 episódios sendo emitida pela UPN e por cá foi a RTP a transmitir isto no final da década de 90. Com música de Jerry Goldsmith, a ligação ao universo Trek começava logo no genérico, e voltávamos a ter uma nave com uma tripulação da federação com elementos de várias raças, conforme a ideia original de Rodenberry.

Apanhei isto uma vez sem querer na RTP 2, achei logo interessante ser uma capitã a chefiar as coisas, e fiquei logo fã do Doutor e do primeiro oficial Chakotay. O conceito de estarem perdidos e à procura do caminho para casa também era apelativo, tornando-a diferente das outras. O elenco tinha alguma química, e a dada altura chegou inclusive a ter uma Borg na tripulação, quebrando barreiras mais uma vez. Teve a curiosidade de ser a primeira série Trek a usar computação gráfica para os efeitos.

O elenco era o seguinte:

Kate Mulgrew como Kathryn Janeway, a capitã séria e ponderada, Robert Beltran era Chakotay, o primeiro oficial que era mais emotivo, assim como B'Elanna Torres, a engenheira chefe interpretada por Roxann Dawson. Tim Russ era o Vulcano Tuvok, chefe de segurança, enquanto que Robert Picardo era o holograma que funcionava como o doutor da tripulação e de longe o que mais se destacava junto do público, até a chegada de Seven of nine a Borg que veio na temporada 4 e era interpretada por Jeri RyanRobert Duncan McNeill, Jennifer Lien, Ethan PhillipsGarrett Wang constituíam o resto da equipa a bordo da Voyager.


A USS Voyager está em uma missão para localizar uma nave Maquis. e no processo, vários membros da tripulação da Voyager são mortos, incluindo seu primeiro oficial, piloto, engenheiro chefe e ofical médico junto com todo a equipe médica. Por estar em uma missão de curta duração, nenhum conselheiro foi designado para a nave, algo que Janeway diz que poderia ser útil na viagem para casa.

Ambas as naves são atacadas por caçadores kazon que querem roubar a antena do Zelador, que foi usada para transportar as naves. A nave Maquis colide com a nave kazon, destruindo ambas, após sua tripulação ter sido transportada para a Voyager. Acreditando que os kazon vão usar a antena para machucar os ocampa, ela decide destruí-la ao invés de usá-la para voltar para casa.

As tripulações das duas naves se unem em uma só e começam sua jornada de 70 mil anos-luz e 75 anos para voltar para casa. Chakotay, líder da nave Maquis, se torna o primeiro oficial. B'Elanna Torres, uma klingon/humana maquis, vira engenheira chefe e o Holograma Médico de Emergência, criado para usos curtos, se torna oficial médico chefe. No início o HME fica preso a enfermaria e holodeque, porém depois ganha mais liberdade com um holo-emissor móvel, podendo aceder a qualquer área da nave, ele também expande sua programação e personalidade. No Quadrante Delta, a tripulação ganha os reforços do talaxiano Neelix como guia e cozinheiro, e de sua namorada Kes. Kes e Paris se tornam assistentes do Doutor, expandindo as capacidades médicas da nave. Na quarta temporada, Kes sai da série, enquanto a tripulação ganha o reforço de Sete de Nove, uma Borg liberada da coletividade que, como o Doutor, expande sua humanidade pelo resto da série.

O Quadrante Delta é uma região da galáxia não explorada pela Federação Unida dos Planetas. Em seu caminho para casa, a tripulação têm de enfrentar forças hostis, como os colhedores de orgãos vidiianos, os belirigentes kazons, os caçadores nômades hirogen, a Espécie 8472 de espaço fluido e principalmente os Borg, nas últimas temporadas, quando a Voyager precisa passar por espaço Borg. Eles também encontram fenômenos naturais perigosos como a área de nebulosas chamada de Expansão Nekrit, uma grande área de espaço vazio chamado de Void, buracos de minhoca e outras anomalias. Voyager é a terceira série de Star Trek a apresentar Q. Enquanto isso, o Comando da Frota Estelar descobre que a Voyager sobreviveu e conhece sua situação e eventualmente desenvolve um meio de estabelecer contato audiovisual com a nave graças aos esforços de Reginald Barclay, que já havia aparecido em Star Trek: The Next Generation, conseguindo finalmente trazer a nave devolta para a Terra.







Parte do texto retirado da wikipedia



















sábado, 10 de outubro de 2015

... do Sucol

sábado, outubro 10, 2015 0
... do Sucol
Recordar hoje uma bebida de outros tempos, o refrigerante Sucol. Uma bebida que pode não ter tido o sucesso de outras mas esteve sempre presente na nossa vida, nem que fosse nas inúmeras campanhas publicitárias.

O Sucol tinha a particularidade de confundir algumas pessoas que pensavam no nome Sumol, mas sinceramente não me lembro dela ser muito popular, nem de ver muitos a beber ela, ou se sim apenas por acaso, numa festa ou isso.

Foi assim que me lembro de beber isto, sempre achei a marca uma cópia fraca ou isso do Sumol, que se via à venda só em alguns sítios e tudo, coisa de criança confesso, mas era essa a ideia que tinha. Isto apesar de existir anúncios televisivos, e em revistas de BD com fartura.

Alguém por aí bebia disto?



















sexta-feira, 9 de outubro de 2015

... do DC++

sexta-feira, outubro 09, 2015 0
... do DC++


Numa época que todos queríamos fazer downloads, os gigas dados pelas operadoras não eram muitos e tínhamos que escolher programas que dessem para controlar os limites. O DC++ tornou-se um dos favoritos de todos, quer pela variedade de escolha, quer pela possibilidade de escolher bem os limites.

Os programador Jonathan Hess após assistir a trocas de arquivos no mIRC, decide aperfeiçoar um sistema de partilha de ficheiros usando um programa open source usando a rede direct connect, usando inclusive chat como nas salas do irc, aqui eram chamadas de Hubs. Assim nasceu em 1999 o DC++, que foi aperfeiçoado por Jacek Sieka, eliminando os erros e crescendo rapidamente, atraindo principalmente os coleccionadores.

Aliás ainda é usado hoje em dia, mesmo por causa de ter sempre material raro e não comum de se encontrar por essa internet fora. A minha colecção de BD digital foi conseguida por aqui, era fácil de encontrar coisas interessantes e depois era deixar várias slots abertas e torcer para que esse usuário não desligasse a conexão, senão perdíamos tudo.

Os HUBs se assemelham aos canais de IRC - eles agrupam usuários e tem uma sala de chat principal com direito a chat privado. Mas esses Hubs possuem muitos recursos inovadores: como são destinados a troca de arquivos, permitem que os usuários pesquisem o conteúdo compartilhado de todos os outros usuários. Também permite que se navegue individualmente por toda hierarquia de pastas que os usuários compartilham e escolher o que baixar.



 Os downloads são organizados em sistemas de filas - se um usuário estiver enviando uma quantidade de arquivos qualquer, um arquivo requisitado dele entra na fila de espera até que os download terminem. Possuem a função resume mas com um diferencial: após desconectar e se conectar novamente, o tempo na fila anterior é considerado e usuários que esperaram muito tempo tem prioridade ante os que estão na fila a pouco tempo.

Existem hubs públicos e privados. Muitos são específicos em algum tipo de conteúdo e estilo e é neles que muito material raro pode ser encontrado. Os hubs genéricos compartilham qualquer coisa, mas contam com grandes números de usuários. A nacionalidade do HUB também influencia em seu conteúdo. Por exemplo, HUBs brasileiros concentram grande acervo antigo de música brasileira, muitos já nem mais disponíveis no mercado.

Cada hub tem as suas próprias regras, mas a maioria deles exige que o usuário compartilhe uma certa quantidade de arquivos. Existe toda uma hierarquia de usuários que se esforçam em manter os hubs em funcionamento. Os usuários "Owners" são, por assim dizer, os donos do hub. Os OPs são operadores, cuidam das tarefas diárias do hub. Existem ainda os VIPs, usuários frequentadores e que ajudam na manutenção, e finalmente os "users", usuários comuns.

Quem ainda usa isto?



Parte do texto retirado da wikipedia









quinta-feira, 8 de outubro de 2015

... dos Aristogatos

quinta-feira, outubro 08, 2015 0
... dos Aristogatos

Recordar mais um filme clássico da Disney, neste caso um bem musical, os Aristogatos. Um filme que mostra a música Jazz, acompanhando a história de amor entre um gato de rua e uma gata de alta classe.

The Aristocats (Aristogatos) é um filme da Disney de 1970, foi o último a ser aprovado por Walt Disney e o primeiro a ser realizado após a sua morte. Estreou por cá em 1977, tendo sido também presença nos cinemas nos anos 80, e foi já mos anos 90 que saiu a VHS em Português do Brasil como era hábito por cá.

A Mandame Debonnefamille era uma senhora de idade da alta classe de Paris, vivia sozinha e não tinha herdeiros, decidindo deixar toda a sua fortuna para o seu mordomo e os seus gatos: a bela Duquesa e os seus 3 filhos, Toulouse, Marie e Berlioz . O problema residia no mordomo, o ganancioso Edgar, que como só teria acesso á herança quando os gatos morressem, decide apressar a coisa e sumir com os animais.

Edgar droga os gatinhos e lava-os para longe. Durante a viagem, é interceptado por Napoleão e Lafayette, dois cães que se achavam defensores da lei e que gostavam do estilo militar, levando a que o cesto com os gatinhos acabasse por cair.

Longe da sua casa, os gatinhos conhecem o gato Thomas O'Malley, um vadio cheio de estilo,que decide ajudar-los a regressar a Paris. Pelo filme temos ainda a possibilidade de ver uma banda de gatos de rua que toca música Jazz. Não desgosto do filme, mas gostei mais das aventuras que saíam de forma esporádica nas revistas Disney.




















terça-feira, 6 de outubro de 2015

... do programa Bravo, Bravíssimo

terça-feira, outubro 06, 2015 0
... do programa Bravo, Bravíssimo

Em dia de aniversário da SIC, recordar um dos seus programas mais emblemáticos, o Bravo Bravissimo. Ana Marques era a apresentadora desta montra de jovens talentos, que esteve no ar 9 anos.

Bravo, Bravíssimo era mais um programa de jovens talentos ao estilo do mítico festival da Figueira da Foz, era apresentado por Ana Marques que ajudava a dar o tom de sobriedade que o concurso pedia. Esteve no horário nobre da SIC entre 1994 e 2002, teve galas no Coliseu de Lisboa e levou jovens talentosos a Itália, onde se realizavam as finais com vencedores de vários países. Normal, já que este programa existia em vários países, sempre com o mesmo formato.

Durante o programa assistíamos a actuação das crianças, cantando temas conhecidos e penso que sempre ou quase sempre em Português, que primavam sempre pela qualidade, revelando vários talentos, sendo um dos mais conhecidos actualmente o FF. Outro momento marcante foi o do jovem a cantar o fado Lenda da Fonte.

Era um daqueles concursos com o ADN da SIC e já se esperava a gala final, quase sempre pela mesma altura. Quem via?















segunda-feira, 5 de outubro de 2015

... da música Because I got High

segunda-feira, outubro 05, 2015 0
... da música Because I got High

Foi uma das maiores febres musicais do começo do Século XXI, das primeiras a beneficiar da Internet para ganhar popularidade e se tornar um sucesso à escala mundial. Because I got High do Afroman, foi assim uma das músicas mais tocadas em 2001.

O rapper Afroman já tinha lançado a música Because I got High em 2000, mas foi quando ela começou a ser partilhada no Napster que a sua fama começou a crescer, sendo convidado para o programa de rádio de Howard Stern e fazendo parte da banda sonora de alguns filmes.

Começou a passar em muitas rádios e estações de Televisão, tornando-se um hit mundial e fazendo com que o seu cd fosse editado um pouco por todo o lado. A letra mostra as confusões da vida do narrador entrou numa espiral negativa depois de ficar pedrado, perdendo emprego, namorada e muito mais. Não era um rap agressivo, tinha um género pausado e uma batida animada, acompanhando um videoclip bem engraçado.



It's like I don't care about nothin' man
Role another blunt, Yeah cuz

I was gonna clean my room, until I got high
I was gonna get up and find the broom, But then I got high
My room is still messed up And I know why, (why man)
Cuz I got high
Because I got high
Because I got high

I was gonna go to class, before I got high
I coulda' cheated and I coulda passed, but I got high
I'm taking it next semester and I know why, (why man)
Cuz I got high
Because I got high
Because I got high

I was gonna go to work, but then I got high
I just got a new promotion, but I got high
Now I'm selling dope and I know why, (why man) 
Cuz I got high
Because I got high
Because I got high

I was gonna go to court, before I got high
I was gonna pay my child support, but then I got high
(No you weren't)
They took my whole pay check, and I know why, (why man)
Cuz I got high,
Because I got high
Because I got high

I wasn't gonna run from the cops but I was high
(I'm serious man)
I was gonna pull right over and stop, but I was high
Now I'm a paraplegic, and I know why, (why man) 
Cuz I got high
Because I got high
Because I got high

I was gonna pay my car a note, until I got high
I wasn't gonna gamble on the boat, but then I got high
Now the tow truck's pulling away, and I know why, 
(why man) 
Cuz I got high, because I got high, 
Because I got high
Because I got high
Because I got high

I was gonna make love to you, but then I got high, I'm serious
I was gonna eat your pussy too, but then I got high
Now i'm jacking off and I know why, (turn this shit off) 
Cuz I got high, 
Because I got high, 
Because I got high

I messed up my entire life, because I got high
I lost my kids and wife, because I got high
Now I'm sleeping on the sidewalk, and I know why, (why man) 
Cuz I got high, 
Because I got high, 
Because I got high

I'm gonna stop singing this song, because I'm high
I'm singing this whole thing wrong, because I'm high
And if I don't sell one copy I'll know why, (why man)
Cuz I'm high,
Because I'm high, 
Because I'm high

(Are you really high man?) 
(he really is high man!)
get jiggy with it
O bring it back (say what say what oh, Because I'm high
Because I'm high,
Because I'm high

Well my name is afroman and I'm from east palmdale,
All the 'Dale weed i be smokin, is mama's hell
I don't believe in Hitler thats what I say' (O my goodness)
So all of you skins, please give me more head
Mother fucker, afro mother fucker m-a-n

A-e-i-o-u and sometimes
We aint going to sell any of these mother fucking
albums cuz
let's go back to marshal durbans and hang some more
chickins cuz fuck it
Fuck the corporate world bitch













domingo, 4 de outubro de 2015

... do Critters

domingo, outubro 04, 2015 0
... do Critters

Muitos que viram este filme, viram por causa de Gremlins, ninguém pode negar as semelhanças entre as duas criaturas, e Critters soube capitalizar isso. Um filme de terror com alguma ficção científica à mistura,Critters originou 4 sequelas, apesar de nunca ter tido sucesso por aí além.

Critters foi um filme de terror de 1986, com algum ficção cientifica e comédia à mistura, realizado por Stephen Herek que também escreveu a história, juntamente com Dominic Muir. As semelhanças com os Gremlins eram evidentes, apesar de Herek afirmar que o argumento já estava escrito há muito, e sofreu inclusive algumas mudanças para não ficar tão semelhante ao mega sucesso de Dante.

Na trama vemos como umas criaturas de outro planeta fogem da sua prisão, matando os guardas e usando uma nave para escapar e virem cair na terra, perto da quinta da família Brown no Kansas. Começam a aparecer carcaças de animais devoradas pelos aliens, e alguns humanos sofrem com isso também, depois as mesmas criaturas começam a aterrorizar a pequena cidade, matando algumas pessoas nesse processo.

Assim como em Gremlins, as pessoas vão descobrindo maneiras originais de matar estas pestes, e no final conseguem até destruir a nave deles, parecendo que tinham destruído a ameaça, apenas para vermos depois uns ovos estranhos na quinta da família. Dee Wallace-Stone, M. Emmet Walsh, Billy Green Bush e Scott Grimes eram a família Brown, com Grimes a voltar para a sequela em 1988, onde vemos dois caçadores de recompensas intra planetários a virem para o nosso planeta na busca das criaturas.

Foi o último a ser lançado em salas de cinema, com as próximas duas sequelas a serem lançadas directamente para vídeo (a terceira tem a particularidade de ser a estreia de Leonardo DiCaprio). Aliás, foi em VHS que o filme se popularizou por cá, mas só me recordo de ver os dois primeiros, eram filmes de terror com muita comédia à mistura que faziam a delícia de adolescentes e pré adolescentes no final dos anos 80.















sexta-feira, 2 de outubro de 2015

... do Garfield e Amigos

sexta-feira, outubro 02, 2015 0
... do Garfield e Amigos


Já falei aqui dos especiais de animação do Garfield, e hoje vou recordar a série Garfield e Amigos, que nos dava semanalmente uma boa dose de gargalhadas com o nosso gato preferido.

Garfield and Friends (Garfield e Amigos por cá) foi uma série de animação da Film Roman, em associação com a King Features Syndicate e Paws Inc, sendo transmitida pela CBS entre Setembro de 1988 e Dezembro de 1994. Por cá deu na RTP, nos começos de tarde do Canal 1 em 1991, na sua versão original, sendo repetido por diversas vezes ao longo dessa década provando a sua popularidade.

O desenho era bom, quer na arte quer na escrita, tendo tido 7 temporadas num total de 121 episódios, que consistiam em dois segmentos com o gato rezingão, intercalados por um estrelado pela Quinta do Orson, que era baseado numa tira de Jim Davis (US Acres), o criador de Garfield. Existiam também umas curtas, bem engraçadas e com o espírito clássico das tiras de Davis.

Garfield, Odie e Jon eram as personagens principais, aparecendo ainda o chato do Nermal, e o divertido e irritante Binky the clown para além da veterinária Liz. A voz de Lorenzo Music retrata na perfeição o humor de Garfield, e ajudava a que ficasse vidrado naquilo. Como nas tiras havia situações clássicas, como ele a fazer mal a Odie, a cantar em cima de uma cerca ou sendo amigo de uns ratos.

Na quinta do Orson, tínhamos Orson que era um porco bastante inteligente e calmo, Roy que era um galo convencido e que fervia em pouca água, Wade que era um pato cobarde, Bo e Lanolin que eram duas ovelhas bem diferentes uma da outra, ele era todo Zen e ela sempre em discussões e confusões. Tínhamos ainda os pintos Booker e Sheldon, que tinha a particularidade de estar ainda dentro do seu ovo apenas com as patas de fora.

Era bem fã deste desenho, os dois segmentos eram bem divertidos e era bom ver aquilo pela hora do almoço.



















quinta-feira, 1 de outubro de 2015

... do Puzzle Bobble

quinta-feira, outubro 01, 2015 0
... do Puzzle Bobble

Um dos jogos de Arcade que mais viciou o pessoal nos anos 90, Puzzle Bobble marcou o género de jogos de puzzle onde se tinha que associar várias cores para ir avançando de nível.

Puzzle Bobble, também conhecido como Bust-a-move nos Estados Unidos, é um jogo de arcade desenvolvido pela Taito em 1994, tornando-se um sucesso a nível mundial e originando depois versões para algumas consolas da Nintendo.

O jogo viciava logo pelo aspecto visual, bastante colorido e com uns bonecos de ar muito fofinho, acompanhado de uma música que ajudava a dar mais emoção à coisa. Na parte superior do ecrã tínhamos várias bolhas coloridas, que tínhamos que destruir juntando várias da mesma cor, disparando de uma espécie de canhão que se encontrava na parte inferior do ecrã.

O tecto ia descendo com o passar do tempo, aumentando a dificuldade do jogo e a nossa adrenalina. Na escola secundária de Cascais, vulgo Polivalente, havia a dada altura uma máquina destas, que era uma verdadeira perdição.