Setembro 2015 - Ainda sou do tempo

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

... da Novela Anjo Selvagem

quarta-feira, setembro 30, 2015 0
... da Novela Anjo Selvagem

Foi um sério caso de longevidade na Televisão Portuguesa, estando quase um ano e meio no ar, com grandes momentos de audiência e ajudando uma estação que começava a liderar com o recurso à ficção Nacional. Anjo Selvagem foi uma adaptação de uma história Argentina, e ajudou a cimentar a carreira de Paula Neves.

Anjo Selvagem foi uma telenovela Portuguesa baseada na história Argentina Muñeca Brava de 1998, adaptada pela casa da criação e realizada por Luís Filipe Gouveia Teixeira De Sousa. Foi transmitida entre 3 de Setembro de 2001 a 21 de Fevereiro de 2003, no horário das 19 horas, e ajudou a TVI a cimentar o primeiro lugar nas audiências já que a trama conseguia números nunca antes vistos.

Foi no dia 14 de março de 2002 que teve o seu melhor resultado, quando alcançou os 2 milhões e 300 mil de espetcadores, ou seja, 24,4% de audiência média. Na sua estreia teve uma audiência média de 16,6% e um share de 54,7%. Por sua vez, na despedida a novela subiu até aos 18,1% de rating e 44,5% de share. Números fantásticos que ajudaram a que esta comédia romântica se tornasse um marco na nossa televisão, tendo a particularidade de ter um episódio transmitido em directo e tudo.

Como todas as coisas que ficam muito tempo no ar, passou por momentos menos bons, a trama romântica que por vezes se arrastava muito não ajudava à coisa, mas a química entre o elenco e algumas boas interpretações faziam com que ela mantivesse um público fiel.


Mariana de Jesus (Paula Neves) era uma maria-rapaz que tinha nascido e crescido num convento, mas que adorava sair pela janela a meio da noite com a sua amiga São (Teresa Tavares), companheira de quarto, para ir às discotecas da zona dançar e cantar. Numa dessas saídas, conhece Pedro Brandão Salgado (José Carlos Pereira), filho de Álvaro Salgado (Alexandre de Sousa) e Helena Brandão Salgado (Manuela Carona), donos da Quinta de Nossa Senhora do Carmo.

Quinta onde Mariana acabou por ir trabalhar, juntando-se a um núcleo divertido de onde destaco o actor Pedro Giestas, no papel de Zeca. Nomes como Canto e Castro, Cristina Cavalinhos, Carlos Areias, Sara Moniz, Maria Dulce, Manuel Cavaco, António Pedro Cedreira  e Sílvia Balancho entre outros também abrilhantavam a história que envolvia alguns dramas do passado e problemas entre empregados e patrões.

Ainda hoje muitos recordam-se desta novela com carinho e saudade, naquele que foi o papel da vida de Paula Neves. A banda sonora foi um caso de sucesso também com o cd a ficar no primeiro lugar do Top durante muito tempo. Quem mais gostava da Trinca Espinhas?















terça-feira, 29 de setembro de 2015

... do Dom Quixote

terça-feira, setembro 29, 2015 0
... do Dom Quixote

Recordar hoje um clássico da literatura, um dos meus livros preferidos, Dom Quixote de La Mancha. Uma história que ainda era muito popular nos anos 80, com peças de teatro ou com marionetas a fazer as delícias da pequenada.

El ingenioso hidalgo Don Quixote de la Mancha foi lançado em 1605, escrito por Miguel de Cervantes y Saavedra e com a primeira edição Portuguesa a ser lançada em 1794, enquanto que no Brasil saiu em 1952. São 126 capítulos divididos em duas partes, uma primeira Maneirista, e a segunda mais Barroca, notando-se isso na liberdades criativas da escrita, mais notório na primeira parte.

Cervantes soube usar a paródia para criar mais contrastes no livro, com realce para o burlesco que ajudava a atenuar a emoção da obra, usando também cenas deformadas para dar um aspecto patético ao objecto de desejo do protagonista. As diferenças entre o fidalgo cavaleiro Dom Quixote e seu ajudante Sancho Pança eram bem acentuadas, o primeiro a representar um mundo mais lírico, enquanto que o segundo mais terra a terra, representando o mundo real.

O livro parodiava os clássicos dos romances de Cavalaria, com o protagonista, já de certa idade, a perder o juízo depois de ler esses romances, acreditando neles e partindo pelo mundo, vivendo o seu próprio romance de cavalaria. Enquanto narra os feitos do Cavaleiro da Triste Figura, Cervantes satiriza os preceitos que regiam as histórias fantasiosas daqueles heróis. A história é apresentada sob a forma de novela realista.

Em 2002 é considerado o melhor livro de ficção de todos os tempos, por um painel de escritores conceituados, mostrando assim a importância desta obra, o expoente da literatura Espanhola. Eu adorava o anacronismo latente nestas páginas, como a dura realidade era sempre a má da fita, estragando todas as fantasias do fidalgo armado em cavaleiro numa altura que estes já faziam parte de um distante passado.
















segunda-feira, 28 de setembro de 2015

... do Mustapha Hadji

segunda-feira, setembro 28, 2015 0
... do Mustapha Hadji

Jogador Africano de grande qualidade que passou pelo nosso país, embora sem grande glória, Hadji jogou no Sporting numa altura conturbada do clube, indo depois mostrar a sua qualidade por Espanha e França.

Mustapha Hadji nasceu a 16 de Novembro de 1971 em Marrocos, emigrando muito cedo para França, onde começou a jogar profissionalmente no Nancy em 1991. Foram 5 épocas onde mostrou inegável qualidade, jogando a extremo direito ou no centro do terreno a nº 10, marcando 31 golos em 124 jogos, sendo chamado à selecção de Marrocos, depois de se ter recusado a jogar pela francesa.

Chegou ao Sporting de Robert Waseige em 1996, marcando logo no seu primeiro jogo oficial frente ao Sporting Espinho. Começou a afirmar-se no 11 titular na posição de nº10, a direita é de Pedro Barbosa, com a raça com que encarava os jogos, e a sua qualidade dentro de campo. Quando Octávio Machado pegou na equipa, seu lugar continuou seguro e na temporada seguinte foi a estreia na Champions League.


Em 1996/97 viveu uma época conturbada, com o clube a ter 4 treinadores, constantes processos disciplinares e fracas exibições dentro de campo, onde Hadji era quase sempre a excepção. Foi por isso normal que pedisse um aumento de salário, pedido esse rejeitado pelos dirigentes do clube, fazendo com que ele saísse para o Deportivo da Corunha, em Espanha.

Saindo no mercado de Inverno, fez o final de temporada a bom nível, sendo eleito o melhor jogador Africano de 1998, e sendo titular por Marrocos no mundial de França. A época seguunte correu mal devido a uma lesão, indo para Inglaterra em 1999 onde alinhou pelo Coventry por 2 temporadas.

Jogou ainda duas épocas no Aston Villa, onde as coisas não lhe correram de feição, fazendo poucos jogos e poucos golos, voltando para Espanha onde alinhou pelo Espanhol. Em 2004 foi para os Emirados Árabes Unidos, terminando a sua carreira anos depois no Luxemburgo em 2010, não sem antes ter passado pela segunda divisão Alemã.

 Foi considerado um dos 50 melhores jogadores Africanos de todos os tempos, estando neste momento como treinador adjunto da selecção de Marrocos. Gostei da sua passagem pelo Sporting, apesar de ter tido azar na sua estadia.










domingo, 27 de setembro de 2015

... dos Andrades

domingo, setembro 27, 2015 0
... dos Andrades

Voltar às séries Portuguesas dos anos 90, para relembrar uma que tinha sotaque do Norte, e era feita e produzida no Norte do país. Os Andrades teve algum sucesso e teve direito a duas temporadas, transmitidas pela RTP na segunda metade da década de 90.

A primeira temporada de Os Andrades foi para o ar em 1994, transmitida no verão desse ano a seguir ao Jornal da Tarde e teve algum sucesso, sendo repetida no ano seguinte ao final da tarde e com uma segunda temporada em 1997. Produzida no Porto pelos estúdios da RTP, com textos da autoria de Álvaro de Magalhães e Manuel António Pina, foi filmada no bairro António Aroso, junto ao Parque da Cidade, mostrando as desventuras de uma família tripeira.

Marcial (Mário Moutinho), era um funcionário público caixa de óculos pacato que adorava o seu FCP, era casado com Rosário (Arlete de Sousa), uma modista e típica dona de casa que sofria com as zangas entre a sua mãe e seu marido. Zulmira (Maria Dulce), era a mãe de Rosário, sempre mal humorada e a chamar o seu genro de paspalho, ajudando a tomar conta dos filhos do casal,  Lila (Andrea Oliveira) e Zezé (Manuel Cardoso), ela a típica adolescente e ele um miúdo pequeno que só queria brincar.

No elenco secundário tínhamos Idalino (Jorge Pinto), o melhor amigo de Marcial, e a intrometida e fofoqueira vizinha Conceição (Emília Silvestre), para além de ocasionais presenças de Luísa Barbosa que era a escolha inicial para o papel de Zulmira. Mas achei Maria Dulce brilhante no papel, lembro-me de rir bem em alguns episódios, embora a qualidade tenha caído muito na segunda temporada.




















sábado, 26 de setembro de 2015

... da JVC

sábado, setembro 26, 2015 0
... da JVC

Relembrar uma marca que chegou a ser muito popular noutros tempos, ainda se mantém no activo mas já não produz todo o tipo de produtos e dirige-se agora mais a um segmento do público mais especializado. A JVC a dada altura era uma presença comum na casa dos Portugueses e por isso deve ser recordada.

Victor Company of Japan, mais conhecida como JVC, é uma empresa Japonesa fundada em 1927 conhecida por ser a pioneira do VHS, para além de ter fabricado as primeiras televisões do Japão. Em 2008 fundiu-se com a Kenwood, continuando no mercado áudio e vídeo, com auriculares e câmaras de filmas entre outros produtos.

Foi sempre uma companhia conhecida por ser pioneira em diversos produtos, mas foi no final da década de 70 e anos 80 quando derrotou a Betamax da Sony e fez com que o VHS se tornasse líder de mercado. Por cá era comum comprar as k7's VHS da marca, ou as de áudio, enquanto que os poucos que tinham câmaras de filmar, faziam um esforço para comprar desta marca.

Patrocinou sempre diversos eventos desportivos e musicais, ajudando a popularizar a marca, para além de ser o símbolo na camisola do Arsenal de 1981 a 1999. Alguém teve algo desta marca?


















sexta-feira, 25 de setembro de 2015

... do Caça Polícias

sexta-feira, setembro 25, 2015 0
... do Caça Polícias

Foi o filme que catapultou a carreira de Eddie Murphy para os píncaros, tornando-o um dos actores mais desejados da indústria. O Caça Polícias tinha acção e comédia numa mistura interessante que fez dele um grande sucesso de bilheteira.

Beverly Hills Cop (Tira da Pesada no Brasil e Caça Polícias em Portugal) foi um filme de acção-comédia de 1984, dirigido por Martin Brest, produzido por Don Simpson e Jerry Bruckheimer e com Eddie Murphy no principal papel. Sylvester Stallone era para protagonizar a película, mas a escolha acabou por recair em Murphy (o filme Cobra utiliza ideias do actor).

Murphy era Axel Foley, um detective de Detroit que era conhecido pela sua rebeldia, um dia vê-se envolvido numa confusão que resulta na morte de um grande amigo. Isso faz com que Axel tenha que viajar para Beverly Hills, criando logo alguma confusão devido a ser alguém mais simples e urbano, ao contrário da vida espalhafatosa naquela cidade.

Lá fica sob a vigilância de dois detectives, a quem ele faz a vida negra, Billy Rosewood (Judge Reinhold) e John Taggart (John Ashton). A banana no tubo de escape, ou a cena no bar de strip ficaram na memória de todos, e depois de algumas peripécias consegue capturar o seu suspeito e ficar até amigo do chefe da esquadra de lá, interpretado por Ronny Cox.

As falas de Murphy eram quase todas improvisadas, isso dava azo a alguns momentos em que se percebia que os outros actores queriam controlar o riso com o que ele dizia. A banda sonora ajudou também ao êxito de Caça Polícias, sendo por isso normal que aparecesse uma sequela em 1987. Nesta segunda parte, Foley vai ajudar os seus amigos a resolver um crime, depois de saber que um deles tinha sido alvejado.


Com a loura Brigitte Nielsen no papel de uma das vilãs, num filme que manteve a mesma fórmula de misturar alguma acção com as tiradas cómicas de Foley. Não foi tão bem recebido pela crítica, mas foi na mesma um sucesso de bilheteira, mesmo fazendo menos dinheiro que o original.

Caça Polícias II teve a mesma dupla de produtores, e Tony Scott na direcção, e o filme fez dinheiro o suficiente para que fosse feito um terceiro em 1994, sem a dupla de produtores e só com Murphy e Reinhold do elenco original, esta terceira parte foi dirigida por John Landis.

Murphy já confessou ter-se arrependido desta terceira parte, para além de um fracasso na bilheteira, o filme é muito fraco, com acção atabalhoada e humor muito fraco. Falou-se várias vezes de um quarto Caça Polícias, mas parece improvável.












quarta-feira, 23 de setembro de 2015

... do Wally Gator

quarta-feira, setembro 23, 2015 0
... do Wally Gator

Voltar ao universo Hanna-Barbera, desta feita para relembrar os desenhos animados do Wally Gator. Podem não ter tido o mesmo impacto de outras produções do estúdio, mas divertia e foi um dos escolhidos para dar naquele horário pré-Vitinho.

A RTP tem uma longa história com a Hanna-Barbera, mas no começo dos anos 90 isso era mais notório, quando davam várias produções do estúdio (muitas no nosso Português) em pleno horário nobre. Wally Gator foi transmitido entre 1991 e 1992 no Canal 1, naquele período pré Vitinho sendo mais um desenho animado divertido que alegrava a família toda.

Wally Gator foi criado em 1962, e era transmitido juntamente com outros desenhos (como a Tartaruga Touché), tendo tido 52 episódios que mostravam as aventuras de um jacaré molengão, que apesar de ter uma vida luxuosa no Jardim Zoológico onde vivia, ficava fascinado com o mundo cá fora e tentava sempre fugir para ver as coisas, muito para o desespero do guarda Tobias.

Ermelinda Duarte, Joel Constantino, José Gomes e Pedro Pinheiro eram as vozes da nossa dobragem, que davam outro carisma ao programa e ajudavam a que ficasse um pouco mais popular. Quem via isto?
















terça-feira, 22 de setembro de 2015

... do ER - Serviço de Urgência

terça-feira, setembro 22, 2015 0
... do ER - Serviço de Urgência

Ando a rever esta série, uma das melhores de todos os tempos, e voltei a fascinar-me pela química que o elenco tinha e a qualidade de alguns dos episódios. ER Serviço de Urgência marcou os anos 90 e começou um novo género de séries dramáticas.

ER (Serviço de Urgência em Portugal e Plantão Médico no Brasil) foi uma série televisiva criada por Michael Crichton e transmitida pela NBC entre Setembro de 1994 e Abril de 2009, num total de 15 temporadas e 331 episódios. No Brasil foi emitido pela Rede Globo e SBT, enquanto que por cá deu na RTP 2, antes de começar a dar em diversos canais de cabo, estando agora a dar na SIC Mulher.

Com Steven Spielberg e a sua produtora Amblin a apoiar o projecto, o piloto de duas horas foi muito bem recebido e rapidamente foram encomendados mais episódios. Esse apoio foi normal, já que o roteiro de ER foi originalmente escrito para ser um filme, que Spielberg abandou para filmar Jurassic Park, também uma ideia de Crichton. Como produtor na primeira temporada, foi oferecendo alguns conselhos (ele insistiu em tornar Julianna Margulies uma actriz regular, por exemplo). Foi também através da produtora de Spielberg (Amblin Entertainment) que John Wells foi contatado para ser produtor executivo do show.

Filmado num hospital abandonado, antes de ser mudado para um set feito de propósito para o programa, que ajudou a que se tornasse um dos mais caros de todos os tempos, quer pelo material quer pelos salários do elenco. Mas a qualidade do mesmo ajudou ao sucesso da série, desde o começo que ficámos vidrados no solitário Peter Benton (Eriq La Salle), o aprendiz Carter (Noah Wyle), a relação atribulada entre o pediatra Doug Ross (George Clooney) e a enfermeira Carol (Juliana Margulies), para além do competente Dr. Green (Anthony Edwards) e a Dra Susan Lewis (Sherry Stringfield).


O elenco secundário de funcionários do hospital ajudava a dar profundidade à coisa, com nomes como William H. Macy envolvidos no projecto. Os episódios mostravam diversos processos médicos, muitos deles um pouco "fortes", para além de ter doses certas de acção, romance e humor para complementar a história dramática.

Uma das principais storylines envolvia o aprendizado de Carter e a divisão que este tinha entre seguir cirurgia ou ficar como médico de Urgência, mostrando também a rebeldia de Ross e os problemas que causava na amizade que tinha com Mark Greene. Conforme ia avançando as temporadas, iam mudando as personagens, entrando algumas que iriam virar personagens fulcrais, como a Dra. Kerry Weaver (Laura Innes) que entrava em conflitos com quase todos com a sua forte personalidade.

Outras personagens que apenas apareciam esporadicamente começaram a ganhar destaque, como o irascível Dr. Romano (Paul McCrane) ou a Dra. Elizabeth Corday (Alex Kingston) que se viria a casar com Mark. Conforme alguns iam abandonando a série, outros iam sendo colocados para substituir os mesmos, com os casos de maior sucesso a acontecerem com Luka Kovac (Goran Visnjic) e Abby Lockart (Maura Tierney), que viriam inclusive a virar um triângulo amoroso com John Carter.

No final actores como John Stamos, Angela Basset ou Shane West mas o programa começava a perder algum fôlego, e longe do impacto que tinha nas audiências, mas com a última temporada voltaram muitos dos actores que marcaram a série, dando um fim digno a este drama.

Histórias controversas como a homossexualidade de Weaver ou a justiça pelas próprias mãos de Greene, são apenas alguns dos exemplos de algo que se veio a tornar uma das melhores séries dramáticas de todos os tempos, ganhando e sendo nomeado para inúmeros Emmys.










segunda-feira, 21 de setembro de 2015

... de Encapar os livros e cadernos escolares

segunda-feira, setembro 21, 2015 0
... de Encapar os livros e cadernos escolares

Encapar os livros escolares ainda é comum hoje em dia, mas está longe do aparato que envolvia nos anos 80 e 90. Já não envolve a família toda e quase sempre corre bem, longe das bolhas de ar e vincos que eram tão comuns noutros tempos.

Quando comecei a aventura do liceu, comecei também a participar da epopeia que era encapar os livros escolares. Numa altura que os livros ainda passavam de primos para primo ou amigos para amigos, devido a serem os mesmos manuais utilizados durante vários anos lectivos, era importante que estes ficassem em bom estado, e o encapar prevenia as dobras, sujidade ou escrita na capa (o que não impedia nossos desenhos e gatafunhos lá dentro). Mas nessa altura, o papel protector mais comum era um aos quadrados, que muitas vezes deixava a caça irreconhecível, fazendo com que se tivesse que comprar autocolantes onde colocar o nosso nome e o do livro.

Os cadernos não mereciam esse tratamento, eram considerados dispensáveis, e só quando apareceu o transparente e quando íamos avançando na escola (pelo 7º ano) que queríamos colocar recortes no nosso caderno ou dossier. Mas teríamos que fazer sozinhos, e lá ficávamos nós com um rolo de papel, tesoura ou x-acto, uma régua e um pequeno pano.

Espalhávamos recortes de jornais da bola, revistas de surf, da Bravo ou afins e tentávamos colocar o rolo por cima e ficar assim com essa decoração preservada. Investi muito no meu dossier do 9º ano, tanto que ainda o usava no 11º, altura que voltei aos míticos cadernos pretos, só um para as disciplinas todas.

Deixar aqui fotos deles e relembrar a tortura de evitar os vincos e as bolhas de ar.












quinta-feira, 10 de setembro de 2015

... dos Matutolas

quinta-feira, setembro 10, 2015 0
... dos Matutolas

Recordar mais uns brindes da Matutano, neste caso os Matutolas. Não teve o mesmo sucesso de outros brindes, mas eram muitos os que faziam colecção disto, e que ainda hoje procuram bonecos do género.

Os Matutolas surgiram pelas nossas bandas em 1997, como brinde nos pacotes de batatas fritas Matutano. Eram umas pequenas cabeças de forma estranha e com caretas ainda mais esquisitas, uns pequenos bonecos de plástico que ou se podiam coleccionar , ou jogar com eles.

Nunca vi muita criança a jogar com eles, mas o objectivo era parecido com os Tazos, fazia-se uma fileira de bonecos e depois jogando como se fossem berlindes, tentava-se derrubar os do adversário para aumentar a colecção.

Existiam também estojos próprios para os guardar, e cadernetas para colar os autocolantes. Quem fez esta colecção?
















quarta-feira, 9 de setembro de 2015

... dos Aqua

quarta-feira, setembro 09, 2015 0
... dos Aqua

Vou lembrar um grupo Dinamarquês que a dada altura dominou os top's de música em todo o mundo, com um pop-dance e canções com letras engraçadas. Os Aqua apareceram no final dos anos 90, e tomaram de assalto as pistas de dança e as tabelas de singles, desaparecendo algum tempo depois.

Os Aqua foram formados em 1989, pela norueguesa Lene Grawford Nystrøm e pelos músicos René Dif, Søren Rasted e Claus Norreen na Dinamarca. Apresentando músicas no estilo Dance Pop, tiveram o seu principal hit em "Barbie Girl", do álbum de 1997 Aquarium.

Esse disco tornou-se um sucesso de vendas, atingindo o ouro e platina em diversos países. Para além do êxito que brincava com o universo da boneca Barbie, os singles Doctor Jones, My oh My e Turn back time atingiram relativo sucesso.


No ano 2000 lançam o álbum Aquarius, que não conseguiu ter o impacto do primeiro, apesar de ter um videoclip muito interessante com Cartoon Heroes, e os singles Around the World e Apple a Day a terem algum airplay.

Separaram-se em 2001, lançando um best of em 2009 e um de originais em 2011 mas longe dos holofotes e atenção mundial. Adorava os telediscos deles, todos bem divertidos e com algum aparato.






terça-feira, 8 de setembro de 2015

... do Aladdin (Disney)

terça-feira, setembro 08, 2015 0
... do Aladdin (Disney)

Recordo um dos meus filmes preferidos da Disney, que se baseava nas histórias clássicas das Mil e Uma Noites. Aladdin contava com uma excelente dobragem em Português do Brasil, boas músicas e uma história cheia de humor, acção e aventura.

Aladdin é a 31ª animação da Disney, saiu em 1992 e fez parte da recuperação da companhia e uma nova fase de ouro no cinema. Foi alias o filme mais bem sucedido do ano, com mais de 217 Milhões nos Estados Unidos e mais de 508 Milhões em todo o mundo. Venceu Òscares pela sua música e as vozes usadas, especialmente a do Robin Williams, e em geral teve sempre boas críticas. Por cá estreou em 1993 e no ano seguinte saiu o VHS, que se tornou um dos maiores sucessos no nosso país.

Ambas vieram em Português do Brasil, e como sempre a qualidade era tão boa que há pessoas, como eu, que preferem ver nessa versão, mesmo a voz do génio e mesmo as canções adaptadas.

Aladdin é um rapaz de rua de Agrabah que tem que roubar para sobreviver, sempre na companhia do seu macaco Abu. Conhece a Princesa Jasmim, que tinha fugido do Palácio e apaixonam-se, até que este é preso e só é solto por Jafar. O maligno Vice Vizir arquitecta um plano e convence Aladdin a entrar na caverna para lhe trazer a lâmpada mágica.


Aladdin consegue entregar a lâmpada a Jafar disfarçado de velho, mas Abu rouba-o e os dois amigos ficam presos debaixo do chão. Ao limpar a lâmpada, o rapaz liberta um génio que lhe dá a oportunidade de realizar três desejos. Com ajuda do génio, Aladdin sai da caverna e transforma-se em Príncipe Ali para poder casar com a Princesa Jasmim. Mas Jafar vai fazer de tudo para tornar-se Sultão.

O momento da caverna a desmoronar é fantástico e lembro-me de ficar entusiasmado com tudo aquilo, e de muito me rir com a apresentação do génio. O filme originou duas sequelas só em vhs e uma série de tv, para além de tornar alguns dos personagens nos mais carismáticos da Disney.






... do Pelezinho

terça-feira, setembro 08, 2015 0
... do Pelezinho

Para além das revistas da Disney, os livros da Turma da Mônica fizeram parte da nossa infância, e um dos meus favoritos era o Pelezinho. Baseado no grande Pelé, mostravam um grupo de crianças bem divertido e interessante, e com aventuras diferentes do resto do núcleo Maurício de Sousa.

Em 1976 o criador Maurício de Sousa reúne-se com o astro do futebol Pelé, e ambos acham que seria uma boa ideia lançar uma revista com o futebol em destaque e com o jogador como protagonista. Começa então a sair em tiras de jornal as aventuras do Pelezinho, mostrando a infância do craque e em 1977 sai então a primeira revista pela Editora Abril, mantendo-se nas bancas até 1986.

A criação de tudo não foi fácil, Pelé pensava num personagem à sua semelhança, quando ele ainda jogava e estava no Cosmos de Nova York. Mas Maurício queria, e achava, que um personagem criança atingiria uma faixa de público importante para a perpetuação de sua marca-imagem. Com todas as possibilidades de fabulações e mensagens bem humoradas e positivas que os quadrinhos infantis permitem. O próprio autor refere isto, das dificuldades que tinha e que levava a viagens constantes em Nova Iorque, onde só conseguiu o que queria quando ele rabiscou o Pelezinho, e pediu ao futebolista para mostrar aos seus filhos.

Foi um sucesso e o astro assim acedeu, reunindo-se mais vezes e contando histórias da sua infância e dos seus amigos da altura para o Maurício criar a turminha. A sua primeira namoradinha, Neuzinha Saka, o frangueiro Frangão, a Samira, dos quibes, a Bonga namoradeira, o perna de pau Cana Braba Ou seu fiel cãozinho Rex, que ajudava até a cavar o buraco para as traves. até exista uma turma rival com um invejoso do talento de Pelé.

Fora do núcleo duro das personagens de Maurício, foi o primeiro a ter assim revista própria e a sua turminha de apoio foi muito bem aceite por todos. Além da revista mensal, a editora lançava também almanaques, algo que chegou ao fim quando as criações de Maurício passaram para a Editora Globo, que descontinuou a mensal e publicou apenas alguns almanaques.












segunda-feira, 7 de setembro de 2015

... do Patrick Kluivert

segunda-feira, setembro 07, 2015 0
... do Patrick Kluivert

Foi um dos jogadores mais marcantes do final da década de 90, um avançado possante que marcou golos em alguns dos mais importantes campeonatos europeus. Patrick Kluivert assinou assim o nome na história do futebol, e recordar aqui parte da sua carreira.

Patrick Stephan Kluivert nasceu a 1 de Julho de 1975, em Amsterdão na Holanda, começando desde cedo a dar nas vistas por causa da sua altura imponente, e o facto de ter um bom domínio de bola, conseguindo-a controlar logo ao primeiro toque. Começou nas camadas jovens do Ajax, subindo para a equipe principal em 1994, onde ficou até 1997, marcando 39 golos em 70 jogos.

Venceu a Liga dos Campeões pelo clube Holandês, fazendo parte da geração de ouro do Ajax, destacando-se numa equipa com nomes como Seedorf ou Davids. Assinou pelo AC Milão em 1997, ficando no clube Italiano apenas uma temporada, indo em 1998 para o Barcelona, formando uma dupla imbatível com Rivaldo, que o levou a ser o 6º melhor marcador da história do clube, com 90 golos em 4 temporadas.

Pela selecção do seu país esteve sempre a bom nível, levando a Laranja Mecânica a duas semi finais, caindo nas duas ocasiões nas grande penalidades. Em 2004 assinou pelo Newcastle, onde se exibiu a bom nível mas não convenceu os responsáveis do clube, ficando somente uma temporada. Fustigado pelas lesões, seguiram-se três anos em três países diferentes, jogando pelo Valência, PSV e Lille.

Enveredou pela carreira de treinador, onde ainda continua, depois de começar a carreira como adjunto.













quinta-feira, 3 de setembro de 2015

... do Cow and Chicken

quinta-feira, setembro 03, 2015 0
... do Cow and Chicken

Voltar ao mundo do Cartoon Network, para falar de um dos seus principais programas, o Cow and Chicken. Fazia parte do núcleo principal do canal e mostrava as aventuras de dois irmãos bem suis generis.

Cow and Chicken apareceu pela primeira vez no What a Cartoon! do Cartoon Network, e o sucesso fez com que a Hanna-Barbera encomendasse uma série que estreou em 1997. Criado por David Feiss, o desenho animado mostrava dois irmãos bem estranhos, uma vaca e um galo, "filhos" de dois pais que pareciam humanos da cintura para baixo, e também era só isso que víamos deles.

Existiram 4 temporadas, num total de 52 episódios, onde víamos os dois irmãos em inúmeras aventuras, na escola ou fora dela. Vaca era uma menina ingénua e sonhadora, enquanto que o seu irmão era mais pessimista e cínico, enquanto que os pais deles eram bem doidos e com piadas bem estranhas.

Existiam ainda os dois amigos de Chicken, Flem e Earl, dois geeks bem trapalhões que seguiam sempre o seu amigo, e o primo sem ossos, o boneless Chicken. A personagem que mais dava nas vistas era o Red Guy, que aparecia quase sempre como antagonista, parecia com um diabo e tinha uma forma de falar bem peculiar.


Os episódios eram intercalados pelo cartoon I am Weasel (onde entrava também o Red Guy), que fez tanto sucesso que pouco tempo depois estrelava o seu próprio Cartoon Cartoon. Por cá Cow and Chicken deu na TVI numa versão dobrada em Português, tendo tido algum êxito.

Existiam alguns temas recorrentes, como a Super Cow, que era quando a vaca virava uma super heroína que falava em espanhol ou o facto do Red Guy querer se aproveitar deles. Eu gostava muito dos episódios onde aparecia o boneless chicken, eram sempre situações cómicas com uma galinha ali sem ossos.

Alguns dos meus episódios preferidos incluíam um onde o Red Guy obriga eles a usarem uns aparelhos para os dentes bem horrorosos, o episódio de Happy Meat, e o da venda de garagem.

Quem mais gostava?












terça-feira, 1 de setembro de 2015

... do Tudo ao Molho e Fé em Deus

terça-feira, setembro 01, 2015 0
... do Tudo ao Molho e Fé em Deus

Já falei aqui de diversas séries Portuguesas do começo da década de 90, e hoje relembro uma que passou um pouco despercebida, a Tudo ao Molho e Fé em Deus.

Tudo ao Molho e Fé em Deus foi criada por Ana Bola e Rosa Lobato Faria, sendo transmitida pela RTP 1 em 1995, em pleno horário nobre. Ao contrário de outras séries desta altura, esta teve somente uma temporada de 12 episódios, apesar de ter um Nicolau Breyner a dirigir e um elenco com nomes como Diogo Infante, José Pedro Gomes ou Alexandra Lencastre.

O programa mostrava-nos um grupo de pessoas excêntricas que viviam juntas depois de terem sido enganados por um agente imobiliário que fugiu com o dinheiro que cada um tinha dado para a compra da casa, sem imaginar que outras quatro pessoas também a tinham comprado. Todos eles com as suas manias e atitudes algo estranhas. Dentro da casa viviam Alberto (José Pedro Gomes) um escultor, Cajó (Diogo Infante) um fotógrafo que era também stripper nas horas vagas),  Helinha (Alexandra Lencastre) uma tiazinha toda sensual, Carlinha (Ana Bustorff) era uma cabeleireira e Agostinho (Igor Sampaio) um padre algo estranho.

A acção desenrelova-se nas diferentes divisões do apartamento, sempre muito desarrumado e com as obras de arte de Alberto sempre em destaque. Só apanhei um ou outro episódio, mas adorava alguns membros do elenco, e o texto era bem divertido. Apesar disso não teve muito relevo, e ficou só por uma temporada.



imagens de http://bogiecinema.blogspot.pt/