Agosto 2015 - Ainda sou do tempo

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

... da Novela Xica da Silva

segunda-feira, agosto 31, 2015 0
... da Novela Xica da Silva

Antes de ser a fábrica de novelas Portuguesas que é hoje, a TVI no seu começo apresentou algumas novelas vindas do continente Sul Americano, e a Xica da Silva foi uma das que chamou mais a atenção.

Xica da Silva foi uma telenovela Brasileira da Rede Manchete, escrita por Walcyr Carrasco e com a direcção de Walter Avancini. Exibida entre Setembro de 1996 e Agosto de 1997, A novela teve a curiosidade de ser baseada em factos verídicos e em pessoas reais, e de ter a primeira protagonista negra da história da televisão brasileira. Taís Araújo com apenas 17 anos deu azo a muita polémica, por aparecer várias vezes seminua e quando fez os 18 anos a estação fez um grande anúncio de que iria transmitir um episódio em que ela apareceria completamente nua.

Por cá foi transmitida pela TVI (na altura ainda era conhecida como Quatro) em 1997, recebendo também muitas críticas por causa das cenas de nudez, já que aquele ainda era considerado como o canal da Igreja. O facto de ter um núcleo de actores Portugueses ajudava também a que muitos a quisessem ver, Lídia Franco teve algum destaque e foi muito elogiada pela sua prestação na trama. Em 2003 a SIC repetiu Xica da Silva, provando que a mesma era ainda muito apreciada por cá, aliás foi um caso de sucesso em outros países como os Estados Unidos da América.

Levou também a Rede Manchete ao segundo lugar, recuperando assim o investimento de 6 Milhões de Dólares nesta novela de cariz histórico, com muito erotismo e violência explícita como na cena em que Maria, mãe de Xica, é morta tendo seus braços e pernas amarrados a quatro cavalos que, assustados por um tiro, correm em direções contrárias, esquartejando o corpo dela em praça pública


A novela mostrava uma a escrava que virou rainha em pleno século XVIII. Atrevida e muito inteligente, Xica deixou de ser escrava e escandalizou a sociedade hipócrita de sua época, movida pela cobiça do diamante, ao casar-se com um homem rico e poderoso.

No Brasil daquela época, o homem mais importante era o Contratador Felisberto Caldeira Brant, encarregado pelo rei do manejo das minas de diamantes do Arraial do Tijuco. Quando o contratador decide vender Xica, sua escrava e filha (segredo escondido há anos) ao Capitão do Mato Jacobino, para torná-la prostituta, a jovem se vinga roubando-lhe toda a sua fortuna em diamantes guardada num baú, ainda mais porque é rejeitada pelo contratador, que nega ser seu pai. O plano, executado por Xica com a cumplicidade do seu melhor amigo, escravo Quiloa, apaixonado pela escrava, arruína seus senhores que são enviados à prisão em Portugal. Com a fortuna em mãos e, para não levantar suspeitas, Xica e Quiloa decidem esconder o baú recheado de diamantes para que, mais tarde, tivessem dinheiro bastante para comprar as suas cartas de alforria. Com isso, Xica se vinga de seu pai, deixando-o na miséria por todo mal que ele fez a ela, a sua mãe e a seus amigos.

È violada pelo seu novo dono e sofre horrores com a filha deste, a Violante, mas tudo muda quando é comprada pelo noivo desta. Ela conquista o seu coração e este decide casar com ela, rompendo o noivado e fazendo com que Xica sofra com os ataques da nobreza e de Violante, que tenta por via da bruxaria impedir aquela felicidade toda. No final tudo corre bem, nascendo dois filhos e com a vilã a enlouquecer completamente.














sábado, 29 de agosto de 2015

... da Cidade dos Cães

sábado, agosto 29, 2015 0
... da Cidade dos Cães

Hoje recordo mais um programa com o selo Jim Henson, o Cidade dos Cães que misturava animação e marionetas no estilo dos Marretas.

Dog City (Cidade dos Cães) foi uma série produzida pela Nelvana e pelo estúdio de Jim Henson em 1992, misturando animação com os bonecos que nos lembrava os Marretas. Transmitido pela Fox, teve 3 temporadas,sendo emitido cá pela TVI em 1997 penso que na sua versão original com legendas em Português.

Podíamos ver as aventuras de um cão pastor alemão, que trabalhava como detective privado e na parte animada vivia aventuras tipicamente policiais, com uma trama com mistério e aventura. Na parte de marionetas, interagia com o seu criador que, curiosamente, era também um cão.

Quem via isto?










quinta-feira, 27 de agosto de 2015

... do Baywatch - Marés Vivas

quinta-feira, agosto 27, 2015 0
... do Baywatch - Marés Vivas

Nos bons velhos tempos da TVI, a série Marés Vivas anunciava sempre a chegada do Verão. Foi repetida por diversas vezes, sempre com sucesso e ficando para sempre na memória de todos.

Baywatch foi transmitida pela primeira vez pela NBC em 1989, mas a coisa não correu muito e as fracas audiências fizeeram com que fosse cancelada na primeira temporada. David Hasselhoff via potencial no programa e tentou coloca-lo em “syndication”, ou seja vender a diversos canais de cabo e fazer com que estes transmitissem as restantes temporadas. O sucesso foi estrondoso e tornou-se um fenómeno mundial.

Curiosamente a primeira vez que Portugal teve contacto com isto, a coisa também não correu muito bem, foi transmitida pela RTP ao fim de semana no começo da década de 90, a coisa não correu muito bem e a série foi rapidamente arquivada. A TVI resgatou-a no verão de 1995 e começou a transmitir todos os dias ao final da tarde, tornando-se rapidamente um grande sucesso.

Com o nome Marés Vivas, a série foi bem publicitada e ajudou a cativar para a Quatro (como era conhecido na altura) um público mais jovem, numa altura que tinham chegado da praia e não queriam ver nem novelas nem telejornais. Era o horário ideal para ela e não foi de espantar quando depois começou o boca a boca nos liceus, e tudo quis começar a seguir a série das meninas em fato de banho a correr pela praia em câmara lenta. No Brasil ficou conhecida como SOS Malibu.



Podíamos assim ver o nosso “Michael Knight” num novo papel para além de umas meninas muito agradáveis à vista. Hoff era Mitch Buchannon, um pai divorciado que cuidava do seu filho Hobie enquanto chefiava uma delegação de salva-vidas de uma das praias mais movimentadas dos EUA.
As tramas dos episódios centravam-se nas ligações amorosas entre os diversos protagonistas e em situações de perigo na praia, que iam desde o afogamento de pessoas a criminosos que iam lá parar e causavam perigo a tudo e todos ou mesmo terremotos ou ameaças nucleares. Tínhamos por isso desde cenas normais na vida de um salva vidas, a uma série quase policial por vezes, mas tudo de uma forma leve e dinâmica que nos fazia ficar vidrados no ecrã.

Pessoal torneado e em forma, todos besuntados para aparecer da melhor forma nas corridas que faziam na praia, corridas essas que eram costumeiras e sempre filmadas em slow motion, para se mostrar tudo do salva vidas que estava ali a correr, fosse homem ou mulher. A série de beldades que desfilaram pelas diversas temporadas era de fazer inveja a Hugh Heffner, e tantos homens como mulheres foram ganhando destaque devido ao tempo que passaram nesta série.

Yasmine Bleeth, Pamela Anderson, Carmen Electra, David Charvet, David Chokachi, Geena Lee Nolin, Donna D’Errico e José Solano são alguns dos nomes que passaram por lá. Gostava bastante de ver a série, para além do “eye candy” da mesma, os episódios eram simples e descontraídos e tinham quase sempre uma boa dose de humor. Adorei os episódios de um que quis fazer uma série baseada em Salva vidas :D. Foram bem divertidos.

Foram 11 temporadas e mais de 242 episódios, ficando no livro do Guiness como uma das séries mais vistas em todo o mundo acabando somente em 2001 numa temporada filmada no Hawaii.





terça-feira, 25 de agosto de 2015

... do Príncipe em Nova Iorque

terça-feira, agosto 25, 2015 0
... do Príncipe em Nova Iorque

Hoje recordo um dos meus filmes preferidos, o Príncipe em Nova Iorque com um Eddie Murphy em forma que nos fazia rir do começo ao fim. Uma comédia com belos momentos e um dos primeiros em que Murphy interpretou diversas personagens.

Coming to America (Príncipe em Nova Iorque) é uma comédia de 1988, realizada por John Landis, baseada numa ideia de Eddie Murphy que acabou por protagonizar o filme, estrelando um elenco onde podíamos encontrar nomes como Arsenio Hall, John Amos ou James Earl Jones. Numa altura que Murphy era já uma estrela, esta película ajudou a mostrar todo o seu talento, com o actor a desempenhar vários papeis, muitos deles ficando irreconhecível.

Murphy era Akeem Joffer, um príncipe Africano que acha que deve poder escolher a sua mulher e não ficar preso no seu reino, podendo conhecer o mundo na companhia do seu amigo e instrutor Semmi (Hall). Com a benção dos seus pais (James Earl Jones e Madge Sinclair), Akeem viaja então para a América, para um bairro pobre em Queens, onde decide esconder a sua riqueza e viver abaixo das suas possibilidades, para poder conquistar uma mulher apenas pela sua forma de ser.

Apaixona-se por Lisa (Shari Headley), a filha do dono (John Amos) dos maiores concorrentes do McDonald's, o McDowell's, e que namorava com o herdeiro de uma bela fortuna (interpretado por Eriq La Salle). Depois de uma série de desventuras acaba por conquistar Lisa e casar com ela no seu país, com uma pequena ajuda dos seus pais, depois destes terem se mostrado contra o casamento


Murphy e Hall interpretam vários papeis, e alguns só descobríamos no final, quando apareceram os seus nomes, quem dizia que Murphy era o velho branco Judeu da Barbearia e também o dono da mesma? Hall também faz de um dos velhos nessa barbearia, entre outros como do reverendo Brown.

Todos se lembram de algumas cenas como o banho do príncipe logo no começo, as parvoíces de Akeem a tentar fazer tarefas como lavar o chão, ou falar de futebol Americano. A discussão na barbearia, com um pré adolescente Cuba Gooding jr na cadeira, ou o assalto ao restaurante, com um jovem Samuel L Jackson.

Tivemos ainda um piscar de olhos ao filme Ricos e Pobres, com os dois velhos a receber dinheiro de Akeem. Uma história bem conseguida, com excelentes momentos de humor e uma das melhores comédias dos anos 80, além de ser um dos melhores filmes de Murphy.














segunda-feira, 24 de agosto de 2015

... do Leal

segunda-feira, agosto 24, 2015 0
... do Leal

Vou recordar hoje um dos jogadores que marcou o Sporting nos anos 90, o defesa esquerdo Leal. Nem todos eram fãs deste futebolista, mas não se pode negar a entrega dele ao clube, onde tinha exibições certas e chegou a ser inclusive capitão.

José Martins Leal nasceu a 23 de Março de 1965, em Luanda, Angola, começando a jogar profissionalmente no Académico Viseu em 1984/85. Nesse clube fez parte do plantel que subiu da terceira divisão até o escalão principal do nosso futebol em cinco temporadas, onde jogou na temporada de 1988/89, chamando a atenção do Sporting Clube de Portugal que o contratou para a temporada seguinte.

Devido a ser um jogador de alta estatura (1,86 m), era normal que desse nas vistas como central, onde dominava o jogo aéreo, mas no Sporting teve o azar de chegar na mesma altura que Luisinho, que assumiu o lugar de central ao lado de Venâncio. O treinador Manuel José começou a usar ele como lateral esquerdo, onde rapidamente se impôs, ficando dono do lugar por quatro temporadas.

Em 1991/92 jogou 52 jogos, marcando cinco golos e recebeu assim o prémio Stromp de atleta profissional, devido ao seu profissionalismo, dedicação ao clube e exibições regulares. Como central adaptado, sabia marcar muito bem um adversário, não se esquecendo mesmo assim de subir no relvado e até de marcar alguns golos, apesar de ser um futebolista que não primava pela técnica.


Já referi aqui no blog que comecei a seguir o Sporting por esta altura, por isso Leal foi o lateral esquerdo que me habituei a ver no Sporting, e um dos capitães que mais me lembro. Nessa altura estreou-se também pela selecção, onde marcou um golo logo na sua estreia frente a Malta, num jogo de apuramento para o Euro 92.

Na temporada seguinte manteve a forma, marcando de novo cinco golos e sendo uma peça importante na estrutura do clube. Em 1992/93 começou a enfrentar alguma concorrência na lateral esquerda, com Bobby Robson a apostar algumas vezes no jovem Paulo Torres. Mesmo assim fez 31 jogos e marcou dois golos, aproveitando todas as oportunidades, até quando punham os dois a jogar ao mesmo tempo, como num jogo contra o Guimarães onde tanto ele como seu colega marcaram um golo.

Em 1993/94 fez apenas 9 jogos, saindo no final da época para o Belenenses, onde jogou  bom nível mas ficou apenas uma temporada, saindo para o Felgueiras de Jorge Jesus, onde foi titular e marcou um golo. Também ficou só uma época, saindo para o Estrela da Amadora, ajudando o clube a ficar no 9º lugar e marcando um golo, mas foi na sua segunda temporada que brilhou, sendo o segundo melhor marcador da equipa com 7 golos, com o Estrela a conseguir o sétimo lugar.

Ficou mais duas temporadas, marcando sempre alguns golos e saindo no começo do Século XXI, jogando ainda pelo Santa Clara, antes de pendurar as chuteiras no Académico de Viseu com 38 anos. Na nossa selecção jogou de forma regular, assim como fazia com Sporting.












sábado, 22 de agosto de 2015

... da música Burbujas de Amor

sábado, agosto 22, 2015 0
... da música Burbujas de Amor

 Um clássico do Quando o Telefone Toca, a música Burbujas de Amor tornou-se um clássico romântico, e o maior êxito de Juan Luis Guerra.

Burbujas de Amor foi o single de maior sucesso do quinto disco do cantor Dominicano Juan Luis Guerra, o álbum Bachata Rosa. Saindo a 11 de Dezembro de 1990, vendeu mais de cinco Milhões de cópias, tornando-se um sucesso mundial. Uma voz rouca, uma balada romântica complementada com a linguagem latina que dava a profundidade necessária ao single.

Houve também uma versão em Portugues, que foi um sucesso de vendas no Brasil.

Tengo un corazón
Mutilado de esperanza y de razón
Tengo un corazón que madruga donde quiera
¡ay!
Y este corazón
Se desnuda de impaciencia
Ante tu voz,
Pobre corazón
Que no atrapa su cordura

Quisiera ser un pez
Para tocar mi nariz en tu pecera
Y hacer burbujas de amor por dondequiera
Pasar la noche en vela
Mojado en ti

Un pez
Para bordar de cayenas tu cintura
Y hacer burbujas de amor baja la luna
Saciar esta locura
Mojado en ti

Canta corazón
Con un ancla imprescindible de ilusión
Suena corazón
No te nubles de amargura

Y este corazón
Se desnuda de impaciencia
Ante tu voz,
Pobre corazón
Que no atrapa su cordura

Quisiera ser un pez
Para tocar mi nariz en tu pecera
Y hacer burbujas de amor por dondequiera
Pasar la noche en vela
Mojado en ti

Una noche
Para hundirnos hasta el fin
Cara a cara
Beso a beso
Y vivir
Por siempre
Mojado en ti













sexta-feira, 21 de agosto de 2015

... do Crash Bandicoot

sexta-feira, agosto 21, 2015 0
... do Crash Bandicoot

A personagem principal deste jogo foi como que a mascote não oficial da PS one, devido ao sucesso e carisma do mesmo. Crash Bandicoot era um jogo de plataforma que originou diversas sequelas, algumas delas fora do género de plataforma e todas com relativo sucesso.

Crash Bandicoot foi uma criação dos estúdios Naughty Dog para a Sony Playstation, saindo em 1996 e tornando-se um sucesso de vendas e uma espécie de símbolo para a consola. devido a ser um dos jogos originais mais criativos da Playstation um.

A história do jogo mostra as aventuras de um bandicoot geneticamente alterado chamado Crash, que luta para impedir os planos do cientista do mal Neo Córtex. Isto tudo se passa nas fictícias Ilhas N. Sanity, um arquipélago situado na costa noroeste da Austrália, apesar de podermos andar por outros lugares do continente.

Nos diversos níveis há o que se chama de "frutas Wumpa" (que parece uma mistura de maçã, pêssego e manga), e apanhando 100, ganhamos mais uma vida. Pelo caminho há caixas a serem quebradas, que podem ter frutas Wumpa, vidas ou a máscara Aku Aku. Essa máscara impede que Crash morra quando for atacado por um inimigo, e se pegar três, ganhará invencibilidade temporária (a não ser a quedas), e se Crash for atingido por algum inimigo quando não estiver com a máscara, ele morrerá de uma maneira cômica.

Existem também caixas de dinamite e de nitro. A primeira somente poderá ser quebrada pulando em cima e esperar três segundos para que expluda. Já originou 18 jogos diferentes, tendo sempre um título nas diferentes consolas da Sony.











quinta-feira, 20 de agosto de 2015

... da Laranjada Schweppes

quinta-feira, agosto 20, 2015 0
... da Laranjada Schweppes

Recordar uma bebida de outros tempos, uma marca que foi muito forte nas décadas de 60 e 70, onde tudo queria uma Laranjada Schweppes.

O Germânico Jacob Schweppe criou em 1873 uma bebida que se viria a tornar uma marca internacional, a Schweppes. Originária da Inglaterra, a bebida é a marca mais antiga de refrigerantes, tornando-se mundialmente conhecida pela água tónica e o ginger ale. No final dos anos 60 junta-se ao grupo Cadbury e no final do Século XX entrou no conglomerado da Coca Cola.

Por cá a variante Laranjada era muito popular na década de 60, com muita publicidade a essa marca.















terça-feira, 18 de agosto de 2015

... dos filmes Gelado/Sorvete de Limão

terça-feira, agosto 18, 2015 0
... dos filmes Gelado/Sorvete de Limão

Gelado de Limão, ou Sorvete de Limão, foi uma comédia sexual Israelita que marcou a geração de adolescentes dos anos 80, com o seu teor sexual e meninas em trajes menores.

Eskimo Limon saiu em 1978, e conquistou o mundo com o nome Lemon Popsicle, ficando conhecido por cá como Gelado de Limão e no Brasil ficou Sorvete de Limão. Assim como Porky's, ficou conhecida pela facilidade em ver mulheres seminuas e o forte conteúdo sexual na história e piadas.

A trama passa-se na Israel dos anos 50, onde acompanhamos as aventuras de três jovens que procuravam aventuras sexuais. Benzi (Yftach Katzur), trabalhava distribuindo blocos de gelo pelo bairro, numa época em que isso era absolutamente necessário para os frigoríficos; Momo (Jonathan Sagall), era o engatatão, e Yudale (Zachi Noy), o gordinho atrapalhado. Protagonizam cenas bem cómicas, onde tentavam desesperadamente ter sexo e tudo corria mal.

Mas também há drama, quando Benzi se apaixona por Nili (Anat Atzmon), mas sofre com a concorrência de Momo, com este a tirar a virgindade de Nili, e depois a abandona grávida e desamparada. Benzi tenta aproveitar a oportunidade para se aproximar dela, vende tudo para ajudar a pagar o aborto, e no final do filme leva uma jóia super cara para a pedir em casamento, apenas para a ver nos braços de Momo, e é assim que tudo acaba.

Muitos ficaram em lágrimas e a achar que as mulheres não prestam, o que depois de uma comédia é algo estranho de sentir. Na versão Americana os nomes deles mudaram, Benzi virou Benji, Momo virou Bobbie, e Yudale passou a ser Hughie. Existiram vários filmes desta saga, e era comum irmos alugar a VHS para vermos com grupo de amigos.

































segunda-feira, 17 de agosto de 2015

... do Colin McRae

segunda-feira, agosto 17, 2015 0
... do Colin McRae

Muitos conhecem o nome Colin McRae dos jogos de sucesso para PC e consola, mas outros sabem que se trata de um dos pilotos campeões do Mundo de Rally. Recordar aqui um pouco o trajecto do piloto Escocês.

Colin Steele McRae nasceu a 5 de Agosto de 1968 na Escócia, começando desde cedo a entrar em provas de bicicletas, e aos 16 começou nas competições automobilísticas, dando nas vistas quando em 1986 entrou no Campeonato Escocês de Rally. Era um piloto rápido e que tornava as corridas mais excitantes pela sua forma de conduzir, vencendo esta competição em 1988.

Começou num Talbot Sunbeam, venceu ao volante de um Vauxhall Nova e indo depois para o Ford Sierra XR 4x4. Em 1991 assinou pela Subaru, e pouco tempo depois começou a correr no campeonato mundial de rallys, prova que veio a conquistar em 1995, tornando-se o primeiro Britânico a conseguir isso e a ser o mais jovem de sempre, recorde que ainda se mantém.

Apesar de ter sido vice nos dois anos que se seguiram, ajudou a Subaru a conseguir o tricampeonato de construtores. No final da década de 90 tornou-se o piloto mais bem pago, ganhando 6 Milhões de Libras em 2 anos, quando assinou pela Ford. Apesar de ter começado logo com vitórias no Rally Safari e no de Portugal, problemas constantes no carro fizeram com que terminasse em 6º lugar no campeonato.

Ficou na equipa durante 4 anos, alternando resultados bons com alguns menos bons, e em 2003 assinou pela Citroën, onde não conseguiu atingi o patamar de outros tempos e acabou por se retirar, competindo ocasionalmente em outrras provas automobilísticas. Faleceu em 15 de Setembro de 2007, num acidente de helicóptero, que vitimou também dois amigos pessoais e o seu filho de cinco anos.

Em 1998 a Codemasters lançou um jogo com o seu nome, que teve enorme sucesso tanto na Playstation como no PC.














domingo, 16 de agosto de 2015

... da série Nem o pai morre...

domingo, agosto 16, 2015 0
... da série Nem o pai morre...

Relembrar mais uma série Portuguesa interessante do começo dos anos 90, Nem o pai morre... aproveitava parte de um provérbio Português, para nos mostrar uma história bem engraçada de uns familiares que esperavam ansiosos que morresse o membro mais velho.

Nem o pai morre... foi uma ideia original de Nicolau Breyner, com textos de Rosa Lobato Faria (que também entrava no programa) e produzido pela edipim.Armando Cortez ficou na direcção de actores e Thilo Krasmann da música, tendo a série de 13 episódios sido transmitida pela RTP no Verão de 1990, aos Sábados a seguir ao Totoloto.

O protagonista era um velho de 103 anos, que apesar disso era muito energético, para desespero dos seus familiares que esperavam a sua morte para poder herdar a sua enorme fortuna.,D. Antão Torrado (Júlio César) conseguia escapar a tudo, e encabeçava um elenco com nomes como Manuela Maria no papel de irmã solteirona, Natalina José que era a criada, Armando Cortez ou Rosa Lobato Faria que formavam aqui um casal. Como convidados apareceram nomes como Nicolau Breyner, Herman José ou Lídia Franco, que ajudavam a que os episódios ficassem ainda mais interessantes.

Júlio César estava fantástico nesta série, interpretando ainda o papel do secretário particular Nozinhos, brilhando num elenco cheio de actores talentosos. Foi mais um projecto interessante, algo que faz falta nos dias de hoje.












sábado, 15 de agosto de 2015

... do Cliff Richard

sábado, agosto 15, 2015 0
... do Cliff Richard

A solo ou com os Shadows, Cliff Richard tornou-se um dos maiores nomes da música britânica, sendo o terceiro artista com mais singles vendidos no Reino Unido, atrás dos Beatles e de Elvis Presley.

Harry Rodger Webb nasceu a 14 de Outubro de 1940 no continente Indiano, sem sonhar que um dia iria ficar conhecido como Sir Cliff Richard. Vendeu mais de 21 Milhões de Singles no Reino Unido, ficando somente atrás dos Beatles e do Elvis Presley, e foi considerado um dos pioneiros do Rock por terras da sua Majestade, antes de enveredar pelo Cristianismo e um pop mais soft.

Começou a sua carreira artística com vocalista de uma banda e utilizando ainda o seu nome, antes de adoptar o nome que escolheu, em parte como homenagem ao seu ídolo Little Richard. A estreia foi em grande, com o single Move it a entrar para o #2 lugar do top UK e a ser considerado por muitos, incluindo John Lennon, como o primeiro disco de Rock Britânico. Era considerado o Elvis Presley Inglês, e as suas músicas conquistavam os mais novos sendo que no final da década de 60 conseguiu o seu primeiro #1, com o single Living Doll.


A banda de apoio do cantor eram os Drifters, que depois ficaram conhecidos como os Shadows, tendo uma carreira sem o vocalista em que tinham até algum protagonismo. Apareciam em conjunto com Richards até nos filmes que este protagonizou no começo dos anos 60, alguns deles verdadeiros sucessos de bilheteira na sua terra natal, e a canção Young Ones do filme com o mesmo nome veio a tornar-se um dos maiores sucessos da sua carreira, vendendo mais de um Milhão de cópias só no Reino Unido.

Foi o cartão de visita do cantor em vários países da Europa, com Portugal a não ser excepção, com o single a ser um sucesso entre os adolescentes. Nunca conseguiu entrar no mercado Norte-Americano, e foi dos músicos que mais sofreu com o evoluir do mercado musical em Inglaterra nos anos 60, especialmente com a febre dos Beatles.

Tem o recorde de artista com mais singles consecutivos no top 10, com esse número a chegar ao fim nessa década, com a música On my Word a ficar no #12. A meio da década decidiu abraçar o Cristianismo e ponderou até deixar a música, mas decidiu continuar e foi o representante Inglês na Eurovisão em 1968 com a canção Congratulations, que perdeu apenas por um ponto para a Espanhola La La La, o desfecho mais renhido de sempre.


 Nos anos 70 começou a aparecer mais na TV, indo mais uma vez representar o seu país na Eurovisão em 1973, ficando mais uma vez numa luta renhida onde conseguiu o 3º lugar atrás de Espanha e Luxemburgo. Em 1976 tentou o regresso ao Rock, chegando a conseguir ter um hit nos Estados Unidos e fazendo com que artistas como Eric Clapton ou Elton John aplaudissem o regresso deste pioneiro do rock.

Foi no final da década que Richards voltou a ter um grande sucesso, com o single We don't Talk Anymore, que fez com o cantor se tornasse o primeiro artista a entrar para o top 40 em três décadas consecutivas. Foi o seu hit com maior sucesso a nível mundial, com mais de cinco Milhões de cópias vendidas em todo o planeta.

Nos anos 80 teve um dos seus melhores períodos da carreira, com uma série de álbuns no top 10 como I'm No Hero, Wired for Sound, e Now You See Me, Now You Don't, Em 1986 chegou ao primeiro lugar com a regravação de Living Doll com os Young Ones para o Comic Relief. Nesse mesmo ano teve um dueto com Sarah Brightman, algo que repetiu com outros artistas nos anos 90, continuando assim no activo mais uma década e foi nomeado Sir pela Rainha.

Millenium Prayer de 1999 vendeu milhões e tornou-se o terceiro single de maior sucesso da sua carreira. Entrou assim no novo Século com mais um êxito e mostrando porque deve ser respeitado por todos. Apesar da sua fé e postura calma, não fugiu de algumas controvérsias como a sua luta contra as rádios pela falta de apoio na sua carreira. Em 1998 provou que tinha razão quando lançou um single sob o nome fictício de CR, e várias estações passaram a canção até saberem que era dele.

Um dos poucos artistas que manteve o sucesso ao longo de várias décadas para além do respeito dos seus colegas.















quinta-feira, 13 de agosto de 2015

... da Família Berenstain

quinta-feira, agosto 13, 2015 0
... da Família Berenstain


Os ursos sempre foram uma presença constante na nossa infância, e hoje relembro o desenho animado da Família Berenstain.

Berenstain Bears foi baseada nos livros infantis dos ursos Berenstain, criados pelo casal de escritores e ilustradores Stan e Jan Berenstain. As histórias eram inspiradas nas vivências com os seus filhos Mike e Leo, o primeiro livro saiu em 1962, e em 1979, a NBC produziu o primeiro especial de desenhos animados com mais quatro especiais a serem produzidos nos quatro anos seguintes.

Em 1985 os estúdios Hanna Barbera começaram a produzir a primeira série dos Barenstain. Normalmente cada episódio contava com duas histórias, uma baseada num dos livros, e outra totalmente nova. Foram produzidos vinte seis episódios (52 histórias) num total de duas temporadas.

Foi transmitido por cá no começo dos anos 90 no Canal 1, numa dobragem nacional com nomes como Margarida Machado, Zélia Santos, Paula Seabra ou João Paulo Costa. Não me seduziu em nada, era muito lamechas e fofinho para o meu gosto, mas teve algum sucesso por cá, existindo ate ´venda de algum merchandising.












terça-feira, 11 de agosto de 2015

... da música Dragostea din tei

terça-feira, agosto 11, 2015 0
... da música Dragostea din tei

Recordar mais um hit de Verão, desta vez a música Dragostea din tei, que dominou quase todos os tops mundiais em 2004.

Dragostea din tei foi o single de sucesso do grupo Moldavo O-zone, tornado-se #1 em quase toda a Europa, sendo o 4º single mais vendido do Século XXI na França com mais de um Milhão de cópias vendidas. Apesar de poucos perceberem a letra da canção, era em Romeno, isso não impediu que odo o mundo tentasse cantar o refrão.

Ma-ia-hii 
Ma-ia-huu 
Ma-ia-hoo 
Ma-ia-haa(x2)

Alo, Salut, sunt eu, un haiduc 
Si te rog, iubirea mea, primeste fericirea
Alo, alo, sunt eu Picasso
Ti-am dat beep, si sunt voinic
Dar sa stii nu-ti cer nimic 

Vrei sa pleci dar nu ma, nu ma iei
Nu ma, nu ma iei, nu ma, nu ma, nu ma iei
Chipul tau si dragostea din tei
Mi-amintesc de ochii tai

Vrei sa pleci dar nu ma, nu ma iei
Nu ma, nu ma iei, nu ma, nu ma, nu ma iei
Chipul tau si dragostea din tei
Mi-amintesc de ochii tai

Te sun
sa-ti spun
ce simt
acum
Alo, iubirea mea, sunt eu, fericirea
Alo, alo, sunt iarasi eu, Picasso
Ti-am dat beep, si sunt voinic 
Dar sa stii nu-ti cer nimic

Vrei sa pleci dar nu ma, nu ma iei
Nu ma, nu ma iei, nu ma, nu ma, nu ma iei
Chipul tau si dragostea din tei
Mi-amintesc de ochii tai

Vrei sa pleci dar nu ma, nu ma iei
Nu ma, nu ma iei, nu ma, nu ma, nu ma iei
Chipul tau si dragostea din tei
Mi-amintesc de ochii tai

Ma-ia-hii
Ma-ia-huu
Ma-ia-hoo
Ma-ia-haa(x2)

Vrei sa pleci dar nu ma, nu ma iei
Nu ma, nu ma iei, nu ma, nu ma, nu ma iei
Chipul tau si dragostea din tei
Mi-amintesc de ochii tai

Vrei sa pleci dar nu ma, nu ma iei
Nu ma, nu ma iei, nu ma, nu ma, nu ma iei
Chipul tau si dragostea din tei
Mi-amintesc de ochii tai









quinta-feira, 6 de agosto de 2015

... dos Anjos de Charlie

quinta-feira, agosto 06, 2015 0
... dos Anjos de Charlie

Anjos de Charllie foi uma série que marcou época, um trio de mulheres charmosas que além de bonitas sabiam se defender e combater o crime.

Charlie's Angels ficou conhecido por cá como Anjos de Charlie e no Brasil como as Panteras, e em todos os países teve sucesso, como seria de esperar num programa com mulheres lindas nos principais papéis. Transmitida pela ABC entre 1976 e 1981, a série teve cinco temporadas num total de  116 episódios. Por cá passou no final da década de 70, em horário nobre e aparecendo muitas vezes nas revistas da altura.

O chefe misterioso do grupo, Charlie Townsend, não aparecia, ouvia-se apenas a sua voz, nem as raparigas nem os espectadores o conheciam. John Bosley era o elemento de ligação entre a chefia e o grupo, mas a sua identidade foi revelada já no final da última temporada. Este trio de jovens raparigas, andavam em lugares exôticos e sofisticados, em episódios que misturavam mistério, acção e glamour.

Jaclyn Smith era Kelly Garret, foi a única Anjo em todas as temporadas, tendo no começo a companhia da estrondosa Farrah Fawcett como Jill Munroe e com  Kate Jackson como Sabrina Duncan. Problemas diversos levaram à saída de Farrah, substituída por Cheryl Ladd como Kris Munroe e mais tarde saiu Kate Jackson. A saída intempestiva de Farrah fez com que tivesse que voltar em diversos episódios como parte de um acordo com os produtores da série.

Em 2000, foi produzida uma versão para cinema, com Cameron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu e em 2003 uma sequela mas com menos sucesso.








quarta-feira, 5 de agosto de 2015

... dos Tazos da Matutano

quarta-feira, agosto 05, 2015 0
... dos Tazos da Matutano


Foi uma das maiores febres dos anos 90, e a brincadeira que mais se via nos recreios da escola e liceu. Todos os miúdos adoravam jogar com os seus Tazos, ou então apenas para coleccionar os diferentes Tazos existentes.

Os Tazos da Matutano apareceram por cá no final da década de 90, como brinde nos pacotes de batatas fritas, o que fazia com que as crianças quisessem ainda mais esses pacotes. Havia os que apenas coleccionavam, usando umas micas próprias para os exibir e fazer trocas com os outros miúdos, e os que jogavam com outros para conquistar mais Tazos.

Para esses existiam uns porta tazos, e jogava-se então para tentar obter mais. O jogo era simples, fazia-se uma torre com os tazos virados para baixo, atirava-se um contra essa torre e os que caíam virados para cima ficavam para essa pessoa.

Os mais populares foram os dos Tiny toons, Pokemon e Looney Tunes, mas até do Dragon Ball existiram. Alguém por aí teve disto?















terça-feira, 4 de agosto de 2015

... da Revista Plateia

terça-feira, agosto 04, 2015 0
... da Revista Plateia

Hoje recordar uma das revistas mais marcantes da década de 70, a revista Plateia que trazia os mais variados artigos sobre música, cinema e televisão.

A revista Plateia surgiu em 1951, e foi apelidada desde cedo como a Revista Semanal de Espectáculos, visando sobre o cinema e teatro, com artigos e curiosidades sobre todos deste mundo. Era propriedade da Aguiar & Dias de Mário de Aguiar e António Joaquim Dias, tendo Luis Miranda como director, esta publicação começou por ter uma periodicidade quinzenal, mas pouco tempo depois passou a semanal.

Também houve mudança nas páginas, começando com 32 e depois passou a ter 70 páginas e um poster central muito apreciado pelo público masculino. Era apreciada por um tipo de público diferente de outra revista da época, a Crónica Feminina, já que era também mais cara do que essa publicação,


A publicação ultrapassou o Milhão de cópias editadas, acabando por encerrar na segunda metade da década de 80, vítima da inundação de revistas do mesmo género, com um aspecto mais moderno e mais económicas.

Nos anos 50 e 60, era comum as mulheres de algum estatuto pedirem nas modistas cópias dos vestidos que apareciam no corpo das vedetas de Hollywood, para assim terem algo mais moderno e diferente do que se via por cá.

Com o sucesso da televisão no nosso país, chegaram a surgir edições especiais dedicadas em exclusivo a novelas que estavam a ter algum sucesso. Nas edições regulares eram as séries estrangeiras a merecer algum destaque.

Um caso de sucesso, e um marco das publicações do género em Portugal.









segunda-feira, 3 de agosto de 2015

... da Batata frita Doro

segunda-feira, agosto 03, 2015 0
... da Batata frita Doro

Recordar mais uma marca alimentar que nos fez companhia noutros tempos, as batatas fritas D'oro. Podiam não ser as mais populares, mas deve haver por aí fãs delas de certeza.

Foram populares na década de 70, uma marca nacional que produzia as suas batatas fritas numa fábrica em Camarate. Foram produzindo até 1991, altura que foram comprados pela Matutano, que assim fechou mais uma concorrente. O slogan ficou na memória de todos É a D’oro, que eu adoro, a batata frita que dá gosto à vida!