Julho 2015 - Ainda sou do tempo

sexta-feira, 31 de julho de 2015

... do filme A Espada era a Lei

sexta-feira, julho 31, 2015 0
... do filme A Espada era a Lei

Recordar mais um clássico da Disney, um daqueles que vimos em vhs várias vezes em brasileiro, algo comum nessa altura. A Espada era a Lei contava a história clássica do Rei Artur e a espada Excalibur, com umas pequenas mudanças típicas da Disney.

The Sword in the Stone de TH White serviu como base para o filme A Espada era a Lei, a 18º longa metragem da Disney que estreou em 1963 nos E.U.A.. Foi o primeiro filme Disney com canções dos irmãos Sherman, e realizado por Wolfgang Reitherman.

Em Portugal estreou nos cinemas em 1965, e em 1989 foi editado a primeira vez em VHS com dobragem brasileira.A dobragem portuguesa só apareceu na edição em DVD do 45º aniversário do filme. Lembro-me de ter gostado bastante das personagens Madame Min  e Merlin, protagonizam dos melhores momentos da película.

A história era a clássica do Rei Artur e a espada Excalibur, que só podia ser retirada da pedra por alguém digno. Claro que tinha muito humor e cantorias, ao bom estilo Disney.


















quarta-feira, 29 de julho de 2015

... do Yuran e do Kulkov

quarta-feira, julho 29, 2015 0
... do Yuran e do Kulkov

Foram dois futebolistas que marcaram a década de 90 no nosso país, jogaram no Benfica e no Porto e ficaram conhecidos tanto pela sua qualidade técnica, como pelos problemas que arranjavam fora do relvado. Yuran e Kulkov fizeram parte da mini invasão Russa que tivemos nos anos 90, e foram sem sombra de dúvida os que mais deram nas vistas.

Vasili Kulkov nasceu a 11 de Junho de 1966 em Moscovo, enquanto que Sergei Yuran nasceu no mesmo dia mas em 1969 na Ucrânia, ambos pertencendo por isso à União Soviética. O primeiro jogava a médio centro, ou mesmo a defesa central, enquanto que o outro era um avançado possante que podia não marcar muitos golos, mas era uma peça fulcral na equipa.

Kulkov começou a dar nas vistas no Spartak Moscovo, enquanto que Yuran brilhou no Dínamo Kiev, sendo eleito o melhor jogador Soviético em 1990 e conquistando o último campeonato da União Soviética. Em 1991 partiu então para Lisboa em companhia dos seus compatriotas Kulkov e Mostovoi para jogarem pelo Benfica

Apesar de o terceiro ser considerado o melhor dos Russos, o facto é que a dupla que recordo hoje é que vingou no emblema encarnado, Yuran marcou quase 20 golos (alguns deles muito importantes) e Kulkov era o pulmão do meio campo, os dois eram muito unidos dentro e fora do campo. Ficou na memória uma imagem dos dois no mítico jogo contra o Arsenal, mas o problema era mesmo a vida fora do relvado, com o Kulkov a ser fã do Vodka e Yuran gostar de andar com muitas mulheres.



Quando Artur Jorge pegou na equipa em 1994, proferiu a mítica frase de que não queria maçãs podres misturadas com as outras, afastando-os do clube e fazendo com que estes acabassem por ir para o FC Porto. Isto aconteceu porque os russos encontravam sempre Bobby Robson e José Mourinho nas suas visitas ao malogrado Cherbakov (depois do seu acidente), e os dois acharam que os jogadores seriam uma peça fundamental no esquema táctico do Porto.

Foi menos intensa essa passagem pela Invicta, mas a qualidade dos jogadores continuava lá e por isso foram também campeões pelos azuis e brancos depois de já o terem sido pelos encarnados. Kulkov andava mais calmo fora de campo, já Yuran envolveu-se num acidente que matou uma pessoa e lhe causou alguns problemas.

Ficaram só uma temporada, voltando para a sua terra natal em 1995 para representarem o Spartak e no ano seguinte rumaram a Inglaterra onde jogaram pelo Milwall. Só aí que se separaram, Yuran andou pela Alemanha enquanto que Kulkov manteve-se pela Rússia e ainda voltou ao nosso país no final dos anos 90, para representar o Alverca.

Quem se recorda desta dupla?













terça-feira, 28 de julho de 2015

... da música Asereje (Ketchup Song)

terça-feira, julho 28, 2015 0
... da música Asereje (Ketchup Song)

Recordar hoje mais um êxito de Verão de outros tempos, uma daquelas músicas que colocou o mundo inteiro a cantar (e a dançar a coreografia) e dominou todas as pistas de dança. The Ketchup Song (Asereje) das Las Ketchup aproveitou bem a febre que ainda existia das músicas caribe e foi um sucesso estrondoso um pouco por todo o lado.

Ketchup Song foi o nome em Inglês para a música Aserejé das Las Ketchup, que aliás fizeram também uma versão nessa língua (com Espanhol também no refrão), mas foi a original que esteve em todas as rádios, estações de televisão e pistas de dança em 2002. Foram vendidos mais de 7 Milhões de singles, fazendo com se tornasse dos mais vendidos de todos os tempos.

Foi número 1 em 27 países, incluindo Reino Unido, Japão, França, Itália entre outros. Para além do refrão animado e do ritmo frenético da canção, esta música tinha uma coreografia que fez as delícias de todas as mulheres que adoram poder dançar dessa forma, ajudando a que ficasse ainda mais popular. A canção fala sobre um afro-cigano chamado Diego, que chega numa boate lotada à meia-noite, e o DJ, que vê Diego entrar, toca o "hino da noite", a canção que ele mais quer ouvir. O refrão da canção é originado da canção "Rapper's Delight", da banda Sugarhill Gang, "I said a hip, hop, the hippie (Aserejé ja de jé de jebe) to the hip-hip-hop, a you don't stop (tu de jebere sebiunouva) the rock it to the bang bang boogie say up jumped the boogie (majabi an de bugui) to the rhythm of the boogie, the beat" (an de buididipí).

Também ajudou o facto de que no começo do Século a música Caribe estivesse em alta e fosse sempre mais fácil criar um êxito nessa altura. Apesar disso houve algumas vozes que tentaram difamar a música, afirmando que era uma ode ao Diabo, uma prece Satânica.



Mira lo que se avecina
a la vuelta de la esquina
viene Diego rumbeando.
Con la luna en las pupilas 
y su traje agua marina
parece de contrabando.
Y donde mas no cabe un alma
alli se mete a darse caña
poseido por el ritmo ragatanga. 

Y el dj que lo conoce
toca el himno de las doce
para Diego la cancion mas deseada
Y la baila, y la goza y la canta...

Aserejé, ja deje tejebe tude jebere
sebiunouba majabi an de bugui an de buididipí (x3) 

No es cosa de brujería
que lo encuentre tos los dias
por donde voy caminando.
Diego tiene chuleria
y ese punto de alegria
rastafari afrogitano
Y donde mas no cabe un alma
alli se mete a darse caña
poseido por el ritmo ragatanga. 

Y el dj que lo conoce
toca el himno de las doce
para Diego la cancion mas deseada
Y la baila, y la goza y la canta...

Aserejé, ja deje tejebe tude jebere
sebiunouba majabi an de bugui an de buididipí (x3)











segunda-feira, 27 de julho de 2015

... das Meias Brancas com Raquetes

segunda-feira, julho 27, 2015 0
... das Meias Brancas com Raquetes


Quem não usou a bela da meia branca com raquetes? Foi uma das peças de vestuário mais marcantes dos anos 80, apesar de já na altura não ter a melhor das conotações.

As Meias Brancas com Raquetes eram uma das prendas favoritas das avós para os seus netinhos, quase todos nós recebemos um maço com meias destas e usámos ou nas aulas de educação física, ou até no dia a dia. Não sabemos o porquê da popularidade deste produto, mas o facto é que era impossível ir a uma feira e não encontrar isto à venda, e depois era ver as nossas mães ou avós a comprar as mesmas para depois nós usarmos.

Sujavam-se facilmente, mas como haviam muitas isso não era problema, o maior problema é que começaram rapidamente a ficar fora de moda e muitos eram gozados por usarem elas. O chamado pé de gesso começou a fazer como que se deixasse de usar isto, apesar de até na TV termos bons exemplos de "vedetas" a calçar isto, como o mítico Rocha do Duarte e Companhia, que usou em mais que um episódio um par destes.

Quem mais usou?







sábado, 25 de julho de 2015

... do Iznogoud

sábado, julho 25, 2015 0
... do Iznogoud


Voltar ao mundo da BD, para recordar uma personagem que ganhou um tal sucesso que passou a ser protagonista das suas próprias histórias, isto apesar de ter sido pensado como uma personagem secundária. Iznogoud faz parte daquela galeria de vilões que todos amam odiar, e até simpatizar com o facto dele querer ser Califa no lugar do Califa.

Iznogoud apareceu pela primeira vez na revista Record em 1962, criação do grande René Goscinny e Jean Tabary, e aparecendo como uma personagem secundária na tira que contava as aventuras do Califa  Haroun el Poussah. Mas rapidamente o potencial deste vilão foi reconhecido por todos e a tira passou a ter então o seu nome, sendo que em 1968 começou a ser publicado na Pilote.

Foi nesse ano que também se estreou em Portugal, na edição nº3 do Pisca-Pisca, passando depois pela revistas Flecha 2000 e Jornal da BD, e sido editado em álbum pela Meribérica e, mais recentemente, pela ASA. Tomei conhecimento pela primeira vez lendo um livro na biblioteca da minha escola preparatória, eram um conjunto de várias mini histórias, todas com um único propósito o de Iznogoud querer destronar o Califa, ou Sultão como alguns chamavam, que era uma pessoa muito preguiçosa e aborrecida, sendo por isso normal que tivéssemos mais simpatia para com este vilão.


Tinha a ajuda do seu fiel empregado Dillah Larath, um pouco burro e ingénuo, que tentava sempre acalmar o seu patrão e tentar fazer ver que muitos dos seus planos eram um pouco malucos. E ele tentava de tudo, desde vudu ou o recorrer a outro tipo de feitiçarias, ou então coisas clássicas como o toque de Midas ou o olhar de Medusa. Na maioria das vezes as coisas corriam mal e acontecia a ele o que ele queria que acontecesse ao califa.

Goscinny usava todo o seu talento para os trocadilhos, que podíamos apreciar tantas vezes em Astérix, com este anti herói, dando a ele um humor mais ácido mas que se coadunava com o ambiente da BD, na magnífica Bagdad. Com a morte do argumentista, o artista Tabary decidiu continuar a produzir aventuras do Iznogoud (assim como Uderzo no Astérix), deixando as pequenas aventuras em tiras e produzindo álbuns com uma só história e um só objectivo.

São mais de 27 álbuns, uma série de animação e até um filme com actores de carne e osso, lançado em 2004 e que teve relativo sucesso, especialmente nos países francófonos. Na série de animação jogava-se ainda mais com o trocadilho do nome dele, já que em inglês soa a "he's no good", algo intencional desde a sua criação.

Quem era fã deste pequeno Grão Vizir?















sexta-feira, 24 de julho de 2015

... do Commodore Amiga

sexta-feira, julho 24, 2015 0
... do Commodore Amiga

Recentemente o Commodore Amiga fez 30 anos, por isso é chegada a altura de recordar a máquina que marcou a vida de tantas pessoas.

Os Commodore Amiga, ou simplesmente AMIGA, foram uns dos computadores mais famosos dos anos 80 e 90. Estavam muito a frente dos rivais IBM-PC, tendo múltiplos processadores que permitia executar tarefas avançadas nas áreas gráficas e jogos. Jay Minner, Dave Morse e RJ Mical eram os principais nomes de uma empresa que priorizava a compatibilidade e acessibilidade da máquina para com o utilizador.

Uma coisa que os diferenciava dos outros, era o de terem CPU diferentes dedicados a diferentes coisas, tornando-o assim mais rápido e prático. Para além do CPU Motorola 68000, existiam mais 3 processadores que lidavam com tudo o resto que era necessário para um bom funcionamento do computador, eles tinham nomes e tudo. Havia o Agnus, o processador que tinha a seu cargo a gestão de memória e algumas funções relacionadas com vídeo, o Denise, que era o principal processador gráfico, e Paula, o processador de som. Em 1985, o Commodore Amiga oferecia 4 canais de som em estéreo a 8 bits. Este processador assumia também a função de controlador para as drives de disquetes.

Vinha com 256 KB de memória que podiam ser expandidos para 512 KB, mais tarde foram fabricadas outras máquinas que se tornaram muito populares, especialmente o Amiga 500. Tornou-se imensamente popular, em especial pela boa perfomance dos seus jogos que ainda hoje marcam a história da indústria e com um lugar no coração de tantos utilizadores.

Shadow of the Beast, Sensible Soccer, Worms são apenas alguns desses títulos, e que ajudaram a que a máquina ficasse muito popular entre os mais novos. Quem teve um?
















quinta-feira, 23 de julho de 2015

... da Alcina Lameiras

quinta-feira, julho 23, 2015 0
... da Alcina Lameiras

Voltamos a um memórias dos outros, com Paulo Neto a recordar uma das figuras marcantes dos números 0641. a Alcina Lameiras. O anúncio "Não negue à partida uma ciência que não conhece", entrou no léxico nacional e todos a reconheciam daí.

Hoje em dia há muitos protestos por causa de tantos programas das estações generalistas conterem o apelo aos telespectadores para ligarem para um número de telefone começado por 760 e, em tempos de crise, gastarem 60 cêntimos mais IVA em cada chamada por uma vaga hipótese de ganharem uma quantia em dinheiro em cartão de débito ou barras de ouro.

Nos anos 90 porém a situação era decididamente outra, pelo que foi nesta década que surgiram no nosso país as chamadas de valor acrescentado. Se bem se lembram, inicialmente estas requeriam o indicativo 506 para Lisboa e Porto e 0670 para o resto do país e mais tarde uniformizou-se o indicativo 0641 para todo o país. Mesmo gastando mais de 200 escudos (1 euro) por minuto, foram muitos os portugueses que não se fizeram rogados em digitar (ou quiçá ainda discar) esses números.

Eram três os serviços mais comuns oferecidos através dessas linhas: os de concursos (foi através dessas chamadas que eu ganhei alguns prémios, incluindo uma Super Nintendo e uma assinatura trimestral da revista Super Jovem), os das linhas eróticas (quem não se recorda do famoso bordão "Me liga, vai!"?) e as linhas esotéricas, através das quais muitos quiseram saber o que os astros ou as cartas de tarot lhes reservavam.

Alguns nomes conhecidos do panorama esotérico nacional aderiram estes serviços como Paulo Cardoso, Maya, o senhor do Oráculo de Bellini cujo nome não me recordo e o ex-coreógrafo dos Onda Choc António Miguens (que também entrou na telenovela "Palavras Cruzadas" no papel de Miguel).



E houve também uma senhora que entrou para o imaginário nacional graças aos seus anúncios no período áureo das chamadas 0641. Tudo graças aos seu apelo: "Não negue à partida uma ciência que não conhece". O seu nome: Alcina Lameiras.

Filmada naquele que parece ser o seu consultório, Alcina Lameiras convidava-nos a ligar para a sua linha de tarot, afirmando que nos queria ajudar a encontrar a felicidade e que através da sua experiência, podia tornar a nossa vida num verdadeiro sucesso. Tudo isto pela módica quantia mínima divulgada em rodapé de 371$62 (cerca de 1,85 euros), a 202 escudos por minuto. Apesar de toda a sua retórica ao longo do anúncio, bastou a primeira frase para que Alcina Lameiras se tornasse um ícone do esoterismo 0641.

Recordo-me também que havia outro anúncio de Alcina Lameiras, mas este ainda não encontrei na internet. Nesse anúncio, Alcina Lameiras surgia de mini-saia sentada numa cadeira diante de um cenário estrelado e de uma roda astrológica, promovendo a sua linha de astrologia. Mais uma vez, Alcina afirmava convictamente que através da sua linha astrológica, especializada em compatibilidade amorosa dos signos, "os casados poderão melhorar a sua relação e os 'livres' encontrar o seu par ideal".

Também me recordo de que Alcina Lameiras, no auge da sua fama, chegou a ser convidada para alguns programas de televisão como por exemplo, numa das emissões da Volta a Portugal (cuja cobertura na altura pertencia à SIC), creio que para dizer quem os astros indicavam que seria o ciclista vencedor.

Contudo, passado o seu breve período de fama, nunca mais se ouviu falar de Alcina Lameiras e hoje nem sei se a senhora ainda é viva. Quero pensar que sim, que continua activa nas suas consultas de tarot e astrologia no mesmíssimo consultório onde foi filmado o anúncio e que um dia fará um glorioso comeback apresentado na televisão um programa de tele-esoterismo, semelhante àquele da D. Maria Helena na SIC ou o daquelas senhoras nas altas horas da TVI. Seja como for, para sempre deixou o bordão "Não negue à partida uma ciência que não conhece" e só por isso, Alcina Lameiras merece o nosso aplauso.  

Paulo Neto é escritor, colaborador da Enciclopédia de cromos e ocasional colaborador neste blog.










quarta-feira, 22 de julho de 2015

... do filme Um Dia de Doidos

quarta-feira, julho 22, 2015 0
... do filme Um Dia de Doidos

Como no post de ontem, o filme que falo hoje aborda uma história que tem décadas. a de alguém trocar de corpo com outra pessoa para assim ver que a pessoa que criticava tem também os seus problemas. Um Dia de Doidos é apenas mais um a utilizar esta premissa, mas foi um dos mais interessantes e com duas belas interpretações das actrizes principais.

Freaky Friday (Sexta-Feira muito louca no Brasil e Um Dia de Doidos em Portugal) foi uma comédia da Disney, pelo selo Buena Vista, de 2003, baseado no livro do mesmo nome de Mary Rodgers. Realizado por Mark Walters, conta com Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan nos principais papéis, sendo um sucesso de bilheteira e bastante aclamado pela crítica.

Curtis foi nomeada para um Globo de Ouro, e a sua interpretação aquando a passagem para adolescente é algo que ajuda a que o filme atinja outro nível, a transformação que sofre (física e mentalmente) é extremamente radical e algo bem interessante, apesar de que Lohan também fez bem a sua parte, mas esteve sempre melhor enquanto era ela própria.

Curiosamente Curtis nem foi a primeira escolha, entre algumas das actrizes pensadas estava Jodie Foster, que tinha sido a filha no filme de 1976, do qual este é de alguma forma um remake. Foster recusou porque achava que as pessoas iriam pensar demasiado na gimmick de ter feito parte da outra película e não apreciando a actuação das actrizes principais.


A Dra. Tess Coleman (Curtis) tem problemas na sua relação com a sua filha de 15 anos, Anna (Lohan), tendo problemas e discussões quanto à roupa, cabelo, música e, obviamente, quanto aos homens. Numa quinta-feira de manhã, a situação atinge o limite num jantar num restaurante Chinês com o noivo de Tess e o resto da família.

Isto porque Anna tem aspirações musicais e Tess, uma viúva prestes a se casar pela segunda vez, não a deixa ir a um ensaio importante porque calha no jantar de véspera do casamento.. Subitamente tudo se modifica quando dois biscoitos da sorte chineses, idênticos, oferecidos pela mãe da dona/gerente do restaurante causam um pequeno desastre. A manhã seguinte, uma sexta-feira, transforma-se em caos, quando mãe e filha se vêem no corpo uma da outra.

Depois o filme vive das situações hilariantes em que duas pessoas de idades bem diferentes trocam de corpo, especialmente da adolescente no corpo da mãe, modificando logo sua forma de vestir, cabelo e até piercings. O filme está pensado para agradar a família toda, até nos actores escolhidos, que conseguem assim prender a atenção de todos os elementos da família.

Como em todas as histórias do género, a coisa só se resolve quando aprendem a lição, e percebem o que cada uma sofre na sua própria vida e assim entendendo melhor a forma como agem e vivem a vida.
















terça-feira, 21 de julho de 2015

... da mini-série Homem Rico, Homem Pobre

terça-feira, julho 21, 2015 0
... da mini-série Homem Rico, Homem Pobre

Hoje recordo uma mini-série que teve um enorme sucesso por cá, a que contava a história de dois irmãos que tinham vidas muito diferentes, eram na verdade um Homem Rico e um Homem Pobre.

Rich Man, Poor Man (Homem Rico, Homem Pobre), foi uma mini série de 1976, baseada no livro de 1969 de Irwin Shaw do mesmo nome. Foi transmitida pela ABC em nove episódios, sendo a segunda tentativa de um estúdio de televisão numa aposta em algo que não sendo uma série, podia cativar as pessoas da mesma forma e apresentar algo mais condensado. O sucesso foi tanto que abriu caminho a outros projectos do género, e ainda hoje continua a ser uma boa aposta por parte das estações e que atrai por vezes grandes nomes do meio.

Por cá foi transmitido pela RTP em 1980, em pleno horário nobre e cativou de tal forma o público nacional que foi repetido por diversas vezes ao longo da década, deixando todos rendidos ao talento de um jovem Nick Nolte. Para além de Nolte, tínhamos Peter Strauss e Susan Blakely nos principais papéis. Realizado por Bill Bixby e David Greene, o folhetim conta as atribulações da família Jordache desde o período que se seguiu à II Guerra Mundial até ao final dos anos 60.

Um irmão rico, Rudy Jordache (Peter Strauss), e um irmão pobre, Tom Jordache (Nick Nolte), são os elementos centrais da história. Falconetti, era o nome daquele que ficou como um dos mais famosos vilões da televisão, interpretado por William Smith, actor perito neste tipo de papéis. É justamente esta personagem que mata o irmão pobre. Uma morte que é depois vingada pelo irmão rico, que acaba por matar Falconetti. Podemos ver ainda Axel Jordache (Edward Asner)no papel  do patriarca da família Jordache , e claro Susan Blakely, a rapariga da história e alvo da paixão de um dos irmãos.

Foi nomeada para todas as principais categorias de Emmys, vencendo na categoria de realizador, banda sonora, actor convidado e actriz secundária.






segunda-feira, 20 de julho de 2015

... do Hugo Sánchez

segunda-feira, julho 20, 2015 0
... do Hugo Sánchez

Recordar aqui uma das maiores figuras do futebol do Século XX, um símbolo do Real Madrid, uma lenda viva do futebol internacional e o melhor jogador Mexicano de todos os tempos. Hugo Sànchez era um daqueles avançados cheios de classe, que aliava a boa concretização a uma excelente técnica futebolística, e por isso deve ser para sempre recordado pela classe que espalhava pelos relvados.

Hugo Sánchez Márquez nasceu a 11 de Julho de 1958 no México, onde começou a jogar profissionalmente em 1976, no UNAM, antes de se estrear na liga Espanhola onde assinou pelo Atlético de Madrid em 1981. Na temporada de 1984-85 ajudou a equipa a ganhar a copa del rey e a supertaça, tendo se sagrado o melhor marcador da liga, sendo então seduzido pelos rivais do seu clube, o Real Madrid, para onde se mudou em 1985 acompanhando a então famosa Quinta del Buitre que dominava as atenções de todos.

A sua classe trazia ainda mais qualidade ao clube, e foi por isso normal o domínio que exerceram vencendo cinco campeonatos consecutivos,  com Sánchez a vencer por 4 troféus de melhor marcador da liga, uma dessas vezes com 38 golos marcados (um recorde), que tinham a particularidade de terem sido todos marcados com apenas um toque. Era conhecido pelas suas acrobacias, especialmente o seu pontapé em voo, algo que ficou como a sua imagem de marca e lhe dava ainda outra aura.

Venceu ainda uma Taça do Rei e uma Taça Uefa, tornando-se um símbolo do clube e um jogador apreciado por todos internacionalmente. Ainda hoje é considerado um dos melhores jogadores do Século XX e está na lista da FIFA dos 100 melhores de sempre, sendo considerado o melhor do México e da CONCACAF.

Voltou para o México em 1992, onde terminou a sua carreira em 1997. Pelo seu país não teve o mesmo sucesso, tendo apanhado uma má fase do México que não se apurou para o mundial de 82, e foram banidos do Itália 90 devido a problemas nas competições mais jovens, tendo tido a sorte de terem sido os organizadores do mundial de 86, depois da desistência da Colômbia. Anos mais tarde tornou-se treinador e acabou mesmo por ser seleccionador do seu país, onde também não teve muita sorte.

Mas será pela sua qualidade como jogador que será recordado, e com toda a justiça, como um dos melhores de sempre.





















sábado, 18 de julho de 2015

... do Manual e Biblioteca do Escoteiro-Mirim

sábado, julho 18, 2015 0
... do Manual e Biblioteca do Escoteiro-Mirim


Foi um dos livros da Disney mais populares dos anos 70 e 80, um manual que todos queriam ter para assim poder imitar os sobrinhos do Donald, quando estes encarnavam a pele de Escoteiros-Mrim e tinham resposta para quase todos os problemas, por isso recordo aqui hoje do Manual do Escoteiro-Mirim.

O Manual do Escoteiro-Mirim foi publicado pela Editora Abril em 1971,  baseado no  Manuale delle Giovani Marmotte, o livro capitalizava assim a popularidade que as personagens Huguinho, Luisinho e Zezinho tinham quando estavam na pele de Escoteiros-Mirins e ajudavam os seus tios Donald e Patinhas, tendo soluções para quase tudo no seu manual.

Foi o primeiro dos Manuais Disney publicados em brochura, que dava outro ar ao livro e fazia qualquer criança sentir-se um pouco mais importante com aquilo nas mãos. sendo por isso normal o sucesso que obteve dando origem a uma série de manuais das personagens mais populares, para além de uma reedição deste volume em 1978, dois anos depois de sair a segunda versão do Manual do Escoteiro-Mirim, com ilustrações de Giovani Batista Carpi e um ar mais dinâmico e moderno do que a sua primeira versão.



Aliás este segundo volume tenta chegar mais perto do público Brasileiro, moderando o texto e adaptando mais à realidade do país, continuando com as belas informações que o primeiro já trazia. Aprendíamos de tudo, desde cuidados com animais de estimação, acampamentos, leitura de mapas, trabalhos manuais, identificação de estrelas, filatelia, piratas famosos, moedas históricas e muito mais.

Ambas as edições foram reaproveitadas no superalmanaque do Escoteiro Mirim e na biblioteca do escoteiro-mrim, mas muita coisa do segundo volume não foi republicada e por isso hoje em dia ele é algo muito apetecível nos coleccionadores, especialmente por causa de coisas como o artigo de I Ching no final da obra.

O Supermanual do Escoteiro-Mirim, publicado pela Editora Abril em 1980, .era uma edição de luxo, com sobrecapa plástica com cadeado (as últimas páginas, pautadas, eram destinadas ao "Diário Secreto"), e tinha como brinde uma bússola de pulso.

Reúne a maior parte do conteúdo de três manuais Disney publicados anteriormente:
Manual do Escoteiro-Mirim (1971)
Magirama (Manual de Mágicas) (1975)
2º Manual do Escoteiro-Mirim (1976)


Já a A Biblioteca do Escoteiro-Mirim foi lançada pela editora brasileira Nova Cultural em 1985, sendo composta por 20 volumes em capa dura, compilando todos os manuais Disney produzidos pela Abril entre os anos 70 e 80. Os Manuais do Mickey, do Tio Patinhas, do Zé Carioca, da Vovó Donalda entre outros, era apresentado com algumas actualizações, distribuídos em secções temáticas de acordo com os manuais de origem.

Alguns exemplos: “Escoteiros em Ação” (Manual do Escoteiro-Mirim), “Inventos e Inventores” (Manual do Professor Pardal), “O Importante é Competir" (Manual dos Jogos Olímpicos).

A coleção era acompanhada de uma estante plástica. As lombadas dispostas na ordem certa formavam uma ilustração temática dos Escoteiros-Mirins, com Donald, Margarida, Huguinho, Zezinho e Luisinho. Os textos abordando temas actuais eram apresentados na sua grande maioria por diálogos entre as personagens, o que fazia com que a criança demonstrasse outro interesse no que ali se apresentava.

Era um orgulho ter isto completo na estante, alguém por aí teve isto completo?














sexta-feira, 17 de julho de 2015

... do Rocko's Modern Life

sexta-feira, julho 17, 2015 0
... do Rocko's Modern Life

A SIC dava desenhos animados bem interessantes no seu começo de vida, muitos deles davam em espaços infantis apesar de serem para um público mais adulto, e o Rocko's Modern Life é um bom exemplo disso.

Rocko's Modern Life é uma criação de Joe Murray, e um sucesso do canal Nickelodeon tendo sido transmitido pelo canal entre 1993 e 1996, sendo que por cá deu na SIC em 1995, no bueréré de fim de semana e com uma dobragem em Português bastante interessante. Os puristas dirão que devia ter sido transmitido na sua versão original, mas eu acho que Cláudia Cadima, Carlos Paulo e Rui Paulo fizeram um excelente trabalho e respeitavam o humor e a toada do programa.

Rocko (Cláudia Cadima) era um Wallaby, uma espécie de canguru mais pequena, que tenta sobreviver á modernidade de uma vida na cidade. O seu melhor amigo era o boi Heffe (Carlos Paulo), que era mais ingénuo e até um pouco burrinho, mas a companhia ideal para o pessimista Rocko.

Juntos vivem situações recheadas de piadas de duplo sentido, insinuações sexuais e comentários sociais, tendo ainda a companhia do neurótico Filburt (Rui Paulo), uma tartaruga sempre a chorar, do cão animado de Rocko, Spunky e a aturar o vizinho mal disposto deles, um sapo gigante que não tinha paciência para eles. Foram feitos 52 episódios, distribuídos por 4 temporadas.

Quem via?










quinta-feira, 16 de julho de 2015

... da Mostarda Savora

quinta-feira, julho 16, 2015 0
... da Mostarda Savora

hoje relembro um dos produtos alimentares que acompanha os Portugueses há décadas, a mostarda Savora, que já foi rainha e senhora das mesas das nossas mães, tias e avós.

Foi a primeira marca de mostarda a ser comercializada no nosso país, e a conquistar todos com aquele gosto picante e o seu frasco de vidro inconfundível. Lembro-me perfeitamente quando isto apareceu lá por casa, ver aquela coisa com uma cor meio alaranjada escura e a barrarem em carne que eu costumava comer por norma sem nada.

Era impossível ficar indiferente aquele gosto picante, e começou a ser uma presença comum lá por casa. Rapidamente começou-se a ver outros produtos desta marca, mas era o jarro de vidro com a mostarda que continuava a merecer a nossa preferência. Já tem mais de 40 anos no nosso mercado, passando por vários donos/distribuidores, mas no final dos anos 90 foi adquirida por uma empresa Portuguesa que assim mostrou da melhor forma a nossa paixão por esta marca.

Quem era fã? Ou quem ainda compra desta marca? Gostava tanto do slogan "Com Savora toda a comida melhora"












quarta-feira, 15 de julho de 2015

... da música Suavemente

quarta-feira, julho 15, 2015 0
... da música Suavemente

Recordar mais um daqueles hits de verão, com o êxito latino Suavemente, que animou as pistas de dança no final da década de 90.

Suavemente foi o nome do primeiro álbum de Elvis Crespo, cantor Porto-riquenho que teve no single do mesmo nome o seu maior sucesso, uma canção que fez sucesso um pouco por todo o mundo, vendendo mais de um Milhão de discos nos Estados Unidos e sendo número 1 em inúmeros países.

Lançada em 1998, assentava num refrão repetitivo e viciante, acompanhado de uma melodia animada e bem ritmada, típica música tropical que fez sucesso também por cá, especialmente quando fez parte de uma colectânea Caribe Mix.

Suavemente besame
Que quiero sentir tus labios (bis)
Besandome otra vez

SUAVE - besame besame
SUAVE - besame otra vez
SUAVE - que yo quiero sentir tus labios
SUAVE - besandome otra vez
SUAVE - besa besa
SUAVE - besame un poquito
SUAVE - besa besa besa besa
SUAVE - besame otro ratito

Pequeña, echate pa'aquá

Cuando tú me besas
Me siento en el aire
Por eso cuando te veo
Comienzo a besarte
Y si te despegas yo me dispierto
De este rico sueño que me dan tus besos

Suavemente besame
Que quiero sentir tus labios (bis)
Besandome otra vez

Besame suavecito
Sin prisa y con calma
Dame un beso bien profundo
Que me llegue al alma
Dame un beso más
En mi boca, dale
Dame un beso despacito
Dame un beso suave

Suavemente besame
Que quiero sentir tus labios (bis)
Besandome otra vez


Tus labios tienen - SUAVE
ese secreto - SUAVE
yo beso y beso - SUAVE
y no le encuentro - SUAVE
un beso suave - SUAVE
es lo que anhelo - SUAVE
un beso tuyo - SUAVE
es lo que quiero - SUAVE

Damelo

SUAVE
Yo me pregunto - SUAVE
que tienen tus besos - SUAVE
trato de escaparme - SUAVE
y mi siento preso - SUAVE
besa besa - SUAVE
besame un poquito - SUAVE
besa besa besa besa - SUAVE
besame un ratico - SUAVE

Damelo

besame besame - SUAVE
besame otra vez - SUAVE
que yo quiero sentir tus labios - SUAVE
besandome suavemente
tiernamente
cariñosamente
dulcemente - SUAVE
besame mucho
sin prisa y con calma
dame un beso hondo
que me pega el alma
asercate asercate - SUAVE
no tengas miedo - SUAVE
solamente yo te digo - SUAVE
una cosa quiero - SUAVE
besameeeee

Pequeña
cogelo










terça-feira, 14 de julho de 2015

... do Command and Conquer

terça-feira, julho 14, 2015 0
... do Command and Conquer

Um dos jogos de computador que marcou a década de 90, originando uma franquia de sucesso e viciando muitos de nós neste título de estratégia em tempo real. Command & Conquer colocava duas facções super poderosas frente a frente, em combates que visavam controlar uma substância chamada Tiberium.

O estúdio Westwood desenvolveu o título Command & Conquer no começo da década de 90, depois de ter estado envolvido no Dune II e aproveitando o clima de guerra que havia com a Guerra do Golfo ainda na memória de todos. Lançado pela Virgin em 1995, o estilo moderno de estratégia em tempo real, começou a conquistar o público, especialmente por causa das cenas de vídeo que era algo que dava um ar mais realista à coisa e nos envolvia em todo aquele argumento.

Vendeu mais de três Milhões de cópias e ganhou inúmeros prémios, originando várias sequelas e o tornando numa franquia de sucesso. Saíram versões para DOS, Windows, Saturn, Playstation e Nintendo 64, Lembro-me de todos que tinham PC na altura ansiavam por ter este jogo, e falava-se no liceu das coisas que se podia fazer nele.

Tínhamos duas facções, podendo escolher ser um comandante da GDI (no cenário de guerra europeu) ou do grupo Brotherhood of Nod (em África). Lutava-se por causa dos cristais de Tiberium, que viajavam com o meteorito que caiu junto do rio Tibre, na Itália. Essas partículas sobreviveram ao impacto e começaram-se a reproduzir rapidamente, absorvendo os minerais da terra e dos seres vivos.



Em pouco tempo, grande parte da superfície terrestre está coberta pelos cristais. Descobriu-se que as substâncias presentes nos cristais são de elevado valor, pelo que a mineração dos mesmos se tornou uma importante atividade econômica.

Um grupo terrorista, The Brotherhood of Nod, liderado por Kane, começa a minerar os cristais de Tiberium em grande quantidade, para financiar as suas atividades terroristas, comprar armas e subornar governos. Em pouco tempo, o poder económico do grupo é tal, que este é declarado como uma das grandes potências mundiais, controlando vastas áreas e possuindo grande quantidade de armamento. Pouco depois, o grupo começa a invadir vários países um pouco por todo o globo, criando uma guerra à escala mundial. Um braço armado das Nações Unidas, a Global Defence Initiative (GDI), entra em acção, começando a combater as forças do grupo terrorista.

Para cumprir as missões, o jogador tem à sua disposição vários meios. O jogador pode construir edifícios de campanha, treinar infantaria e construir veículos, desde jipes a tanques, passando por unidades aéreas, cada um com a sua função específica. Por exemplo, as barracks (Casernas) permitem treinar infantaria, os humvees, devido á sua velocidade, são ótimas unidades de exploração, e os Chinooks são helicópteros de transporte.

Quem mais se viciou com este jogo?












domingo, 12 de julho de 2015

... do Em Busca do Vale Encantado

domingo, julho 12, 2015 0
... do Em Busca do Vale Encantado

Hoje recordo um filme que foi um sucesso do VHS, Em Busca do Vale Encantado. Foi daquelas poucas excepções aos filmes da Disney, um título que acabou por ser um filme de sucesso e que fazia as crianças verem vezes sem conta.

The Land Before Time (Em Busca do Vale Encantado) foi um filme de animação com a chancela Spielberg/Lucas  sendo lançado  pela Universal em 1988 e tornando-se um sucesso de bilheteira, chegando a ultrapassar o filme da Disney desse ano (Oliver e companhia), o mesmo acontecendo na venda e aluguer de k7 VHS.

Judy Freudberg e Tony Geiss escreveram a história, com Stu Krieger encarregue do argumento e Don Bluth da realização, estreando por cá em 1989 nos cinemas e tornando-se um sucesso de VHS nos anos seguintes sendo editado primeiro a versão em Português do Brasil e mais tarde uma no nosso Português.

Na história, vemos como os dinossauros passavam por tempos difíceis, sofrendo com a pouca vegetação e os terremotos constantes para além dos vulcões. Partiram então para o oeste em busca do vale encantado, uma terra de muita vegetação, onde todos os dinossauros podem viver em paz.

Os protagonistas eram: Pezinho, um pequeno apatossauro, que perde a sua mãe e encontra quatro novos amigos no caminho, Cera, um triceratopo, Patola, um saurolofo, Péti, um pteranodonte e Espigão, um estegossauro. Juntos, vivem grandes aventuras e terríveis obstáculos até encontrarem o vale encantado.

Steven Spielberg e George Lucas tiveram um papel importante na edição do filme, ajudando a atenuar alguns dos aspectos mais adultos da história, que mesmo assim manteve essa toada, mas não sendo tão sombrio e assustador como poderia ter ficado sem essa edição. Teve um grande êxito e originou doze sequelas directas para vídeo (sem a colaboração dos dois produtores) para além de uma série de TV e diversos produtos de merchandising.

Quem foi fã do filme?













terça-feira, 7 de julho de 2015

... da colecção TOU do Bollycao

terça-feira, julho 07, 2015 0
... da colecção TOU do Bollycao

Foi A colecção dos anos 90, tudo ficou viciado nestes cromos e foi o brinde que ajudou a popularizar o Bollycao no nosso país. Os Tou's eram protagonizados por um pequeno boneco verde, que aparecia em poses sugestivas e a ver com a frase do cromo.

Na segunda metade da década de 80 começavam a aparecer novos produtos alimentares no nosso país, alguns direccionados para os mais jovens e que traziam uma lufada de ar fresco necessário a uma indústria que ainda mostrava os mesmos produtos que tinha desde a década de 60.

Mas alguns desses produtos recorreram a algo que esses mais antigos já haviam usado, a oferta de um brinde. Foi assim que nos anos 90 apareceu a colecção Tou do Bollycao, um pequeno boneco verde arredondado, acompanhado de uma frase engraçada e que nos fazia rir quando tinha tudo a ver com o desenho.



Às vezes eram coisas nonsense e divertidas, como um onde o boneco nem aparecia e a frase era "Não tou". Existia uma caderneta onde os colar, mas tudo preferia guardar e trocar com os amigos, enquanto que se colava os repetidos pelo quarto ou pelos cadernos. Quase 20 anos depois retomaram uma colecção do género com um boneco diferente, mas não tinha o mesmo carisma e charme da primeira.

Cheguei a ver t-shirts e afins com o boneco, não sei se produtos oficiais ou alguém a lucrar com a febre dos Tou.

Quem fez esta colecção?








segunda-feira, 6 de julho de 2015

... do Paulo Torres

segunda-feira, julho 06, 2015 0
... do Paulo Torres

Foi um dos meus jogadores preferidos do Sporting dos anos 90, e foi campeão Sub 20 por Portugal, fazendo parte da mítica geração de ouro. Paulo Torres, dono de um pé canhão, será então o protagonista deste post.

Paulo Manuel Banha Torres nasceu a 25 de Novembro de 1971 em Évora, dando nas vistas nas camadas jovens do SL Évora, o que chamou a atenção do Sporting, que assim o foi buscar para terminar em Alvalade todas as etapas de formação futebolística. Tornou-se então um promissor lateral esquerdo, começando a ser titular na nossa selecção e uma das apostas regulares do responsável pelos mais novos, Carlos Queiroz, sendo vice campeão nos Sub-16 e Sub-18 em 1988 e 90.

Pedro Rocha foi o treinador que o lançou no Sporting, e Manuel José o que apostou nele na temporada anterior à conquista do mundial de sub 20 em Portugal, onde foi eleito o terceiro melhor jogador da competição e o melhor marcador da selecção. Apesar desse título, e da sua grande capacidade na marcação de lances de bola parada, não conseguia conquistar a titularidade nem no Sporting nem na Selecção, muitas vezes tapado pelo seu companheiro de equipe, Leal.

Era considerado o mais promissor defesa esquerdo nacional, mas fez somente dois jogos pela selecção A, isto apesar da boa temporada em 1993/94, onde marcou 5 golos na temporada que fez de Leão ao peito, numa altura em que vinha conquistando o seu lugar, convencendo primeiro Bobby Robson e depois Carlos Queiroz, que apesar disso cometeu o erro fatal de substituir ele no derby com o Benfica, que terminou em 3-6 depois desse erro clamoroso e afastou a equipa leonina da luta pelo título.

O seu pé canhão era temido por muitos, mas começou a entrar numa espiral decrescente, sendo cedido ao Campomaiorense em 1995/96 e indo depois para Espanha onde esteve no Salamanca e no Rayo Vallecano antes de voltar a Portugal em 98/99 para representar o Chaves. No começo de Século XXI, passou ainda pelo Leganés, Penafiel, Torreense e Imortal, onde terminou a carreira aos 31 anos de idade.

Encetou numa carreira de treinador, passando por diversos clubes das nossas divisões inferiores antes de dar o salto para o estrangeiro, onde neste momento actua como Seleccionador da Guiné Bissau.













sexta-feira, 3 de julho de 2015

... do Shang Chi Mestre do Kung Fu

sexta-feira, julho 03, 2015 0
... do Shang Chi Mestre do Kung Fu

Vou reaproveitar um texto meu do Leituras BD, e recordar aqui uma das minhas personagens preferidas de quando comecei a ler a Marvel, o Shang Chi Mestre do Kung Fu.

Em 1972 a Marvel conseguiu os direitos da personagem Pulp Fu Manchu (de Sax Rohmer), e aproveitando tendo também o direito da série Kung Fu, decidiu juntar as duas num só título criando uma personagem titular e alguns secundários que tentaria assim capitalizar a febre que ainda existia pelas artes marciais, e também uma personagem carismática como Fu Manchu. Da série televisiva não foi adaptada nenhuma personagem, mas das histórias de Fu Manchu foi aproveitado também Sir Denis Nayland Smith. É também por causa destas duas personagens, que não pertencem à Marvel, que não temos direito a uma republicação decente das histórias de Shang-Chi, o que é uma pena em especial se pensarmos na fase de Doug Moench e Paul Gulacy.

Steve Englehart e Jim Starlin trataram de criar a personagem, que em 1974 a Marvel Comics lançou numa das suas revistas, que depois ao número 17 alterou o nome para destacar ainda mais o herói, ficando com o nome de Hands of Shang Chi: Master of Kung Fu e como a febre das artes marciais ainda estava em alta nos Estados Unidos, a revista foi um sucesso junto do público e durou até ao número 123, já no começo dos anos 80. Foi Doug Moench quem melhor percebeu a personagem e criou uma saga que cativou tudo e todos, especialmente quando Paul Gulacy estava encarregue da arte.

Moench teve ainda a companhia de Mike Zeck e Gene Day, e ainda hoje toda essa fase é considerada uma das melhores da Marvel dos anos 70. Pelo Brasil foi publicado numa revista própria pela editora Bloch e teve o seu período de ouro na editora Abril, onde teve direito a Almanaques próprios, Grandes Heróis Marvel mas nunca uma revista própria, aparecendo no mix de publicações como Superaventuras Marvel, Heróis da TV e Capitão América.


Shang-Chi nasceu na República Popular da China e como filho de Fu Manchu é treinado desde cedo para ser um mestre nas formas de luta, mas quando é mandado em missão para matar um inimigo do seu pai, encontra o nêmesis de Fu Manchu, o Britânico Sir Denis Nayland Smith que mostra ao jovem que seu pai é um dos piores vilões da humanidade. Aliando-se a Black Jack Tarr, começa então a sua aliança com o Ocidente e combatendo as forças que servem o grande mestre do mal.

Como parte dos Serviços Secretos Britânicos, ele enfrenta e conhece outros heróis como o Homem-Coisa ou o Homem-Aranha, mas raramente o vimos fora do universo que não aquele que Moench iria idealizar para ele. Um mundo de espionagem e contra espionagem, onde seus aliados seriam Leiko Wu (que viria a se tornar o amor da sua vida) e Clive Reston, o filho do maior espião Britânico que tentava criar a sua própria fama e sair da sombra do seu pai. Moench trata de atribuir personalidades fortes a cada um deles, e uma história por detrás de cada uma destas personagens que as tornava bastante interessantes.

Podemos comparar a saga de Shang-Chi à típica luta entre o criador e a sua criação, e como esta quer ter uma vida própria e longe do seu criador. Em toda a saga podemos ver a evolução do homem, de como este vai resolvendo a sua vida e ganhando uma personalidade própria com cada aventura vivida e lição aprendida. Analisando tudo percebemos como conforme Shang-Chi cresce, Fu Manchu vai perdendo influência, passando de um megalómano conquistador que queria dominar o mundo, depois um vilão sem força que queria conquistar via o engano e a mentira e por fim um pobre desesperado que queria iludir e escapar à morte que via cada vez mais próxima.

As personagens secundárias também vão crescendo e ganhando um caminho próprio, algumas ajudam até o próprio herói a tomar um rumo com as coisas que aprende com eles, primeiro com Leiko que é uma mulher Chinesa completamente adaptada à vida no Ocidente, e depois com Shen Kuei, um homem completamente fiel às suas origens orientais. O confronto com este ganha uma maior dimensão por isso mesmo, ele é o oposto do herói, alguém que vive com muita raiva mas que em matéria de conhecimento de artes marciais iguala taco a taco com Shang-Chi.


Sempre que líamos uma história de Shang-chi, sabíamos que a acção não parava nestas páginas, tão depressa estava a enfrentar um magnata que queria controlar o mundo, como um lunático numa ilha cheia de armadilhas ou ainda um traficante ou espião que atrapalhava a procura da base de operações do seu pai e a arte de Gulacy tratava de dar outro ênfase a isto tudo.Como fã de cinema que era, Paul Gulacy dava um certo cunho cinematográfico às suas páginas, desde as páginas duplas que pareciam posters do James Bond, como o basear-se em grandes actores e actrizes para algumas das personagens que apareciam.

O seu estilo dinâmico e rico em detalhes ajudava ao tipo de escrita de Moench, e a sua arte sabia brincar com as situações e dar uma especial atenção às cenas de luta que nos prendia à história do começo ao fim. Gulacy brincava com os painéis, fazia a acção fluir de um para o outro e isso teve o seu melhor momento na grande luta com Shen Kuei, o Gato.

Foi esta fase que me fez apaixonar pela personagem, que me fez querer seguir a sua saga até ao fim e de me interessar por tudo aquilo que o rodeava. Nesta aventura brincava-se como Shang-Chi se tinha entregue ao estilo de vida do Ocidente e assim tornado-se alguém mais mole e fácil de derrotar por um mestre de luta que continuava fiel ao Oriente, o Gato. Aí também percebemos que por vezes Sir Daniel também usava o seu protegido, enganando-o das suas verdadeiras intenções e usando-o como peão noutras das suas lutas.


Era aquele aspecto de espionagem e contra espionagem que deixava o público interessado e dava uma profundidade a todo o background da personagem, afastando-a de ser um simples lutador de artes marciais. apesar de durante algum tempo ser sempre dessa forma que este herói era apresentado. Algo normal, era afinal parte do seu apelo e assim agradava a dois tipos de público diferentes, aparecendo durante muito tempo em publicações da Marvel relacionadas com Kung Fu, ao lado de personagens como Tigre Branco ou Punho de Ferro.

O artista Gene Day continuou a saga de Shang Chi e apesar de morrer ainda novo, concluiu o arco que fazia nosso herói encontrar seu pai e Moench acabou logo de seguida toda esta saga, homenageando assim este seu colaborador. Assim como o seu pai, Dan Day, Gene dava uma especial atenção ao detalhe e ao cenário que rodeava tudo, nos seus painéis ninguém estava parado, tudo estava a fazer algo e percebíamos a riqueza das paisagens onde tudo se desenrolava.

Logicamente que devo também falar de outro parceiro de Moench, o artista Mike Zeck, que empregou um aspecto mais realista às histórias, dando um ar mais oriental e quase "Bruce Lee" ao seu Shang-Chi. Muitos adoraram essa forma de o retratar, enquanto outros continuam fiéis à representação de Gulacy, mas acho que a riqueza de Shang-Chi reside no facto de ambas as artes casarem na perfeição com os arcos de histórias de Moench.

O sucesso também caía na maneira como este argumentista adaptava os arcos a uma personagem específica e que também ajudavam ao artista em questão. Foram basicamente seis arcos, cada um com um objectivo e todos com a intenção de culminarem num final onde tudo se resolveria no confronto entre pai e filho. Eis a descrição de cada arco e da personagem que narrava o mesmo:

Shang Chi: "The Death Seed"
Clive Reston: "The Spider Spell"
Leiko Wu: "Phantom Sand"
Black Jack Tarr: "City on the Top of the World"
Sir Denis Nayland Smith: "The Affair of the Agent Who Died"
Fu Manchu: "The Dreamslayer"