Junho 2015 - Ainda sou do tempo

terça-feira, 30 de junho de 2015

... do Ace Ventura

terça-feira, junho 30, 2015 0
... do Ace Ventura

Jim Carrey era uma das maiores vedetas de cinema dos anos 90, suas expressões faciais e exagero na actuação faziam as delícias de toda uma geração, especialmente nos seus primeiros filmes. Hoje relembro o Ace Ventura, o detective animal que era apenas mais um detective trapalhão na linha de tantos outros.

Ace Ventura; Pet Detective estreou em 1994, realizado por Tom Shadyac e com Jim Carrey no principal papel (ele que também co-escreveu o argumento) numa comédia que apesar de ter muitas críticas negativas foi um sucesso de bilheteira com mais de 100 Milhões de Dólares. Originou uma sequela em África, outra que foi directamente para vídeo (sem Carrey) e um desenho animado que teve três temporadas.

O filme tem ainda Sean Young e Courtney Cox, mas eram as maluquices de Carrey (com um penteado tão maluco com ele) que acabaram por conquistar o público. Ace Ventura era um detective privado especializado em casos de animais desaparecidos, mas que apesar de conseguir resolver os casos, não tinha muito dinheiro e teve a sua grande oportunidade quando a mascote dos Miami Dolphins é roubada do estádio.

Na sequela, o detective é contratado para recuperar um animal sagrado para uma tribo. Novamente com críticas negativas, conseguiu de novo ser um sucesso na bilheteira ultrapassando também os 100 Milhões de Dólares. Como foi lançado um ano depois do original, ainda estava tudo muito fresco e ainda por cima numa altura que a carreira de Carrey estava em alta.

Qual o vosso preferido?















segunda-feira, 29 de junho de 2015

... da Roda dos Milhões

segunda-feira, junho 29, 2015 0
... da Roda dos Milhões

Hoje vou recordar um dos programas mais marcantes da SIC, que colocou o país inteiro à espera de um telefonema ou a dizer "Até jááá".Roda dos Milhões ajudou a cimentar a carreira de apresentador de Jorge Gabriel, e a popularizar ainda mais este tipo de concursos que interagia com o espectador em casa.

Roda dos Milhões era um concurso popular que animava as noites de Segunda-Feira da SIC, estando no ar entre 1998 e 2001, com apresentação de Jorge Gabriel e que fez com que todos os portugueses esperassem pela chamada que o apresentador fazia para a casa de alguém e o fazia assim ganhar um belo prémio.

No começo Jorge Gabriel teve a companhia de Mila Ferreira, mas rapidamente ficou sozinho e foi a cara do concurso durante o tempo que esteve no ar, deixando a apresentação só em 2001, sendo substituído nos últimos meses por Fátima Lopes.

Para além dos jogos e passatempos, tinha música ao vivo tendo passado por lá uma enorme variedade de artistas nacionais e internacionais, desde os Excesso a Diana Krall passando por Rui Veloso ou Santamaria. No programa eram anunciados os resultados dos jogos da Santa Casa como a Lotaria e o Loto 2. Os espectadores em estúdio podiam ganhar dinheiro ao rodar a roda, jogo principal do programa, existindo ainda a Marca da Sorte, o jogo do programa onde se ganhava sempre um automóvel

Esse segmento originou a criação de uma revista, que contava com a colaboração de jornalistas da TV Mais, uma publicação com cerca de 20 páginas, onde vinham artigos e entrevistas relacionados com a SIC e a Santa Casa. Na mesma vinha um número que possibilitava ao comprador ir ao programa e poder vencer um automóvel, algo que ajudou para que a revista se tornasse um sucesso absoluto, com tiragens espectaculares e vendas bastante agradáveis.

De um momento para o outro, e apesar de ainda ter boas audiências, a SIC decidiu acabar com o programa e no dia 26 de Fevereiro apenas transmitiu os sorteios da Lotaria e Loto 2 em horário nobre, enquanto que o programa em si só foi para o ar depois das Noites Marcianas. Tinha chegado assim ao fim uma das principais bandeiras do canal, passando o concurso a ser transmitido pela RTP, diariamente pelas 19h e com apresentação de Nuno Graciano.












sábado, 27 de junho de 2015

... do Melhoral

sábado, junho 27, 2015 0
... do Melhoral

Um daqueles medicamentos que se podia encontrar em qualquer casa Portuguesa nos anos 60 e 70, o Melhoral era algo indispensável para ajudar na cura das gripes, tanto em Portugal, como no Brasil, onde ainda é muito popular.

O Melhoral infantil era a versão mais popular deste medicamento, eram muitas as crianças portuguesas que ao menor sinal de uma dor de cabeça, dentes, ou mesmo algum indício de constipação sabiam que iriam tomar um comprimido Melhoral, neste caso com um leve sabor a laranja.

Era comum encontrar anúncios a este medicamento em revistas e publicações infanto-juvenis, ou seja tentando convencer as crianças de que não deviam ter medo de tomar aquilo. A verdade é que a fama que tinha ajudava, parece que era algo que ajudava a que qualquer criança recuperasse rapidamente de qualquer mal que a estivesse a afligir.

Por cá era conhecido o anúncio "Melhoral, melhora melhor" ou algo do género, apostando no trocadilho da frase, enquanto que no Brasil se optava pela rima, do género "Com Melhoral você fica legal" ou "Melhoral, que é melhor e não faz mal".

Quem se recorda de tomar este medicamento?







































sexta-feira, 26 de junho de 2015

... do Ruy, o pequeno Cid

sexta-feira, junho 26, 2015 0
... do Ruy, o pequeno Cid

Este é mais um daqueles desenhos animados que apesar de ter tido poucos episódios, deixou a sua marca em todas as crianças que o viram. Um marco nas gerações de 70 e 80, que cresceram a ver o Ruy, o pequeno Cid, e a identificarem-se com aquelas brincadeiras de capa e espada, que tantos fizeram nas suas próprias ruas.

Ruy o pequeno Cid foi mais uma produção conjunta da BRB internacional e Nippon animation, dentro da linha de tantos outros que nos acompanharam nos anos 70 e 80. Teve apenas 26 episódios mas nem por isso deixou de ser acompanhado por uma enorme colecção de merchandising, desde caderneta de cromos a bonecos de pvc, passando por livros para colorir ou discos de vinil.

A série foi criada em 1980, e retratava a infância de um herói de Espanha, Rodrigo Diaz de Vivar. Víamos o pequeno rapaz a brincar com os seus amigos e a envolver-se sempre em lutas como se fosse um verdadeiro cavaleiro, acompanhado pela sua inseparável amiga Jimena e a burra Peca.

Depois tínhamos ainda os seus pais D. Diego Lainez e Teresa, e ainda o primo Alvar, Jeremias, Irmão Sineiro, Constâncio, Munho, Galindo, entre tantos outros.

Quem era fã?














quinta-feira, 25 de junho de 2015

... da música Tic Tic Tac

quinta-feira, junho 25, 2015 0
... da música Tic Tic Tac

Recordar aqui uma daquelas músicas que marcou o verão de muitos, a Tic Tic Tac, que dominou os tops de vários países europeus e Portugal não foi excepção, com todos a saberem que batia forte o tambor.

Tic, Tic Tac é originalmente uma canção do Boi Garantido do ano de 1993, mas só alcançou o sucesso quando foi gravada pelo grupo amazonense Carrapicho, tornando-se o hit número um em várias partes do mundo em 1996, destacando-se na França onde vendeu quase 1 milhão de singles e estando entre os mais bem-sucedidos singles da história daquele país.

Mas o grupo teve sucesso em diversos países Europeus, chegando ao primeiro lugar em Portugal e ficando no top 10 na Alemanha, Áustria, Suécia, Espanha, Bélgica e Suiça. Com uma batida animada e um refrão simples e repetido até à exaustão, era fácil dançar ao ritmo deste som e a banda acabou por conseguir ter algum sucesso no Brasil também, quando foram apresentados em 1997 no programa Domingo Legal do Gugu.

Eis a letra:

Bate forte o tambor galera!

Bate forte o tambor, eu quero é tic, tic, tic, tic, tac. (2x)

É nessa dança que meu boi balança e o povo de fora vem para brincar. (2x)

As barrancas de terras caídas faz barrento no nosso rio mar. (2x)

Amazonas rio da minha vida imagem tão linda que meu Deus criou.

Fez o céu a mata e a terra uniu os caboclos construiu o amor. (2x)

Bate forte o tambor, eu quero é tic, tic, tic, tic, tac. (2x)

É nessa dança que meu boi balança e o povo de fora vem para brincar. (2x)

As barrancas de terras caídas faz barrento no nosso rio mar. (2x)

Amazonas rio da minha vida imagem tão linda que meu Deus criou.

Fez o céu a mata e a terra uniu os caboclos construiu o amor. (2x)












quarta-feira, 24 de junho de 2015

... do Batistuta

quarta-feira, junho 24, 2015 0
... do Batistuta

Foi um dos maiores goleadores da década de 90, Batistuta tinha um faro fenomenal pela baliza e marcou uma época, tanto ao serviço do seu país como ao clube do seu coração, a Fiorentina.

Gabriel Omar Batistuta nasceu a 1 de Fevereiro de 1969 na Argentina, de ascendência italiana, começou a dar nas vistas no seu país jogando pelos três maiores clubes, o Newell's Old Boy, o River Plate e o Boca Juniors. Era um exímio marcador de golos de cabeça, a sua altura ajudava a com que se elevasse e conseguisse desfeitar os guarda redes adversários e por isso chamou a atenção de clubes italianos, com a Fiorentina a conseguir o seu concurso em 1991.

O argentino foi logo um dos melhores marcadores, com 13 golos na sua estreia na Serie A, começando a marcar cada vez mais golos e a tornar-se um dos melhores goleadores da história do clube, isto apesar da ausência de títulos importantes. O jogador começou a dar nas vistas também por isso, apesar da sua classe e possibilidade de assinar por outro clube com outras ambições, Batistuta ficou fiel à Fiorentina, mesmo quando esta desceu de divisão e ajudou-a a regressar ao campeonato principal.

Em 94/95 foi o melhor marcador do campeonato, com 26 golos, e na época seguinte ganhou a supertaça e a copa de Itália. Mas conforme via a década a chegar ao fim, a sua vontade de vencer o campeonato subia e por isso começou finalmente a considerar a hipótese de mudar de clube. A Fiorentina para evitar isso fez um esforço tremendo, contratando o treinador Trapattoni e acabando esse campeonato em terceiro lugar.


Já acima dos 30 anos, assinou então pela Roma, algo que ninguém sequer criticou e continua ainda hoje a ser muito querido por todos em Florença, tendo os adeptos da equipa pago uma estátua em bronze para o homenagear. Consegui em Roma conquistar o Scudetto, sendo campeão pela primeira vez na Itália, algo que todos achavam ele merecedor e que há muito devia ter conquistado.

Ficou três temporadas, continuando a marcar muitos golos apesar da sua idade e de algumas lesões, algo que fez com que fosse emprestado ao Inter, antes de ir terminar a sua carreira em 2005 no Qatar, onde marcou mais de 20 golos numa só temporada.

Pela Argentina jogou três campeonatos do mundo, de 94 a 2002, sendo ainda hoje o melhor marcador do país com 56 golos em 78 jogos. Maradona afirmou ter sido o melhor atacante que viu jogar, e em 2004 Pelé colocou ele na sua lista dos 100 melhores jogadores. Marcou quase 250 golos em toda a sua carreira, um feito inacreditável.

Quem era fã?











segunda-feira, 22 de junho de 2015

... do Pinóquio

segunda-feira, junho 22, 2015 0
... do Pinóquio

Voltar ao mundo de animação da Disney, os filmes que nos marcaram a infância e que víamos por diversas vezes em VHS e na sua versão Brasileira. Hoje recordo o Pinóquio, um pequeno boneco de madeira que se tornou um menino de verdade.

Carlo Collodi escreveu as aventuras de Pinóquio, um livro de 1881 que em 1940 se tornou a 2* longa metragem de animação da Disney, um filme supervisionado pelo próprio Walt Disney. A história de Pinóquio é uma das mais adaptadas de sempre, que mostra a marioneta criada pelo talentoso Geppetto a ganhar vida e a ter algumas dificuldades sempre que conta mentiras, já que isso faz o seu nariz crescer,

Na sua versão original, o boneco é uma personagem um pouco indesejável e Walt Disney fez com que mudassem isso, para se tornar mais inocente e que assim conquistasse o coração do público também. Venceu Óscares de melhor música e melhor canção, com a Wish Upon a Star a ficar na história como uma música enternecedora e que ajudou a popularizar ainda mais o filme. Isto apesar de que quando este estreou nos cinemas, ter sido um fracasso de bilheteira (muito por culpa da guerra) mas que com alguns relançamentos chegou rapidamente ao estatuto de clássico de animação.

Voltaram as estrelas de cinema para fazerem as vozes das personagens, ajudando a dar outra dimensão à coisa e fazendo com que algumas delas, como o Grilo Falante, ficassem tão populares que começaram a ser usadas em vários formatos, desde a banda desenhada aos desenhos animados.


O velho Gepeto constrói Pinóquio, um boneco de madeira que Gepeto trata como filho e que numa noite estrelada deseja à estrela do Norte que este se torne real. É então que uma fada azul dá vida a Pinóquio, mas avisa-o que ele tem que mostrar a coragem, a lealdade e a honestidade, virtudes que ele tem que aprender para se tornar um menino de verdade.

O Grilo Falante torna-se a sua consciência e tenta ajudar ele a não se colocar em encrencas, mas Pinóquio se envolve em uma confusão atrás da outra, especialmente por causa de João Honesto, uma raposa antropomórfica que tenta enganar a marioneta ingénua para que esta se torne uma atracção de Stromboli.

As coisas podiam ter corrido muito mal, ele fica preso numa gaiola e só consegue fugir com a ajuda da fada e do seu amigo Grilo. A coragem do pequeno boneco de madeira aparece quando este precisa salvar Gepeto, que está preso dentro da barriga de uma baleia.

Tanto em Portugal como no Brasil foi um clássico da Disney de grande sucesso, por cá chegou a ter músicas tocadas por uma orquestra na rádio da Emissora Nacional. Quando passou na RTP no Natal de 1966 foi um sucesso estrondoso e a sua VHS foi uma das mais vendidas de sempre. Muitos anos depois foi feita uma versão dobrada em Português, o que para muitos nem foi a melhor solução já que mantêm na memória a sua versão em brasileiro.
















sexta-feira, 19 de junho de 2015

... do Um Toque de Magia

sexta-feira, junho 19, 2015 0
... do Um Toque de Magia


Alguém se recorda deste programa de magia que dava na RTP? Um Toque de Magia era apresentado pelo mágico Rovit (Vitor Alves), que era já conhecido por apresentar vários programas de ilusionismo dedicado ao público mais infantil.

Era transmitido aos fins de semana no programa Juventude em Família, e nele Rovit falava da história da magia ao longo dos séculos, enquanto que ele próprio fazia alguns truques. Foi para o ar em 1989, tendo sido gravado ao vivo perante uma plateia de crianças e com a presença regular de mágicos convidados.


Info retirada do blog Desenhos animados.











quinta-feira, 18 de junho de 2015

... do Columns

quinta-feira, junho 18, 2015 0
... do Columns

Este jogo tornou-se um dos clássicos do Mega Drive, proporcionando horas de diversão a muitos jogadores e sendo um dos mais populares de sempre, tendo hoje em dia muitas pessoas a jogar coisas semelhantes no telemóvel. Columns foi uma variação interessante do Tetris, beneficiando assim da vontade que as pessoas tinham de jogar isso e podendo assim se divertir com esta versão bem mais animada.

Columns apareceu em 1989, criado por Jay Geertsen que disponibilizava este puzzle para as máquinas arcade e sistemas caseiros como o Atari, até que vendeu os direitos à Sega. Fez bastante sucesso na Game Gear e no Mega Drive, passando a ser disponibilizado junto com as respectivas consolas e tornando-se um clássico da companhia.

O conceito era como o Tetris, o de fazer linhas e ir diminuindo o tamanho das peças em jogo, neste caso eram colunas com três cores que tínhamos que fazer corresponder de forma vertical, horizontal ou na diagonal até. Tudo com uma música anima q.b. e bastante cor, o que o fez sobressair de certa forma.

Lembro-me de jogar bastante isto no meu Mega Drive, e de ficar bastante viciado nisso, nem nos apercebemos do tempo a passar, só queremos fazer mais linhas.


















quarta-feira, 17 de junho de 2015

... da série Fura Vidas

quarta-feira, junho 17, 2015 0
... da série Fura Vidas


Volto aqui a falar de uma série produzida pela SIC, numa altura em que o canal nos dava boa ficção Portuguesa e de grande variedade. Desta feita falar do Fura Vidas, estrelada por Miguel Guilherme e que obteve sucesso junto do público mais jovem, sendo que ainda hoje muitos gostam de ver os episódios deste programa na internet.

o Fura Vidas era mais uma adaptação portuguesa de uma série britânica de sucesso, neste caso da Only Fools and Horses, de John Sullivan. António Pinho e Leonor Tenreiro tratavam do argumento, ficando a realização a cargo de Jorge Queiroga que souberam adaptar os textos à realidade Portuguesa, ajudando ao sucesso do programa, isso e as boas interpretações dos membros do elenco.

Miguel Guilherme e Ivo Canelas eram os irmãos protagonistas, os Fintas, encabeçando um elenco que contava ainda com o avô Canto e Castro, Orlando Costa como um empresário vigarista (mas não tão bem sucedido como os Fintas), Fernando Ferrão como o eterno coitado que caía nas vigarices dos manos e ainda Maria João Abreu, Joana Seixas e Américo Silva entre outros.

Miguel Guilherme deu um verdadeiro show, mostrando todo o seu talento apresentando um humor mordaz e inteligente, que ajuda a tornar Joaquim Fintas um vigarista amado por todos. O seu sarcasmo era igualado pelo jovem Ivo Canelas, embora Joca Fintas seja mais ingénuo que o seu irmão e mais trapalhão também. A empresa dependia da lábia de Joaquim, que era capaz de vender pentes a carecas, areia no deserto e coisas do género, tudo fugindo sempre aos impostos, claro. O genérico era bem engraçado e dava logo a mostrar o básico da série.

Compram, vendem, trocam tudo, há bom dinheiro para ganhar, o Quim é o maior, o Joca é o sonhador e o avô sempre a empatar. Fugir aos impostos é o fura vidas é o que tens a fazer se te queres safar, só quem não souber fazer mais nada é que vai passar a vida inteira a trabalhar

A bela carrinha azul onde se deslocavam tornou-se ela própria peça fundamental do programa, todos já a reconheciam e lhe achavam piada. A série teve três temporadas de 13 episódios cada entre 1999 e 2001, sendo transmitida em horário nobre pela SIC e repetida mais tarde (com sucesso) na SIC Gold e na SIC Comédia. Produzida num período de ouro do canal, onde a ficção era variada e com qualidade, Fura Vidas é mais uma das séries que deixa saudades.













terça-feira, 16 de junho de 2015

... do E.T. o Extra-Terrestre

terça-feira, junho 16, 2015 0
... do E.T. o Extra-Terrestre

Um dos filmes mais marcantes da década de 80, e um dos que impulsionou a carreira de Steven Spielberg com uma história tocante e alguns efeitos especiais que ficaram na memória de todos. E.T. o extra-terrestre tornou-se um dos maiores blockbusters de todos os tempos, estando ainda na lista dos filmes com maior bilheteira de todos os tempos.

E.T. the Extra-Terrestrial foi lançado em 1982, com realização de Steven Spielberg e com o jovem Henry Thomas no principal papel. O conceito do filme baseou-se num amigo imaginário que o realizador inventou, na altura do divórcio dos seus pais, adaptando a ideia e personificando no pequeno alien e numa série de efeitos especiais que ajudaram a puxar esta bela história de amizade para recordes de bilheteira com mais de 700 Milhões de dólares, um recorde que durou mais de 11 anos.

Basicamente vemos como um pequeno alienígena que ficou para trás faz amizade com um pequeno rapaz de 10 anos chamado Elliot, e assistimos a uma série de momentos ternurentos com os momentos que os dois passam juntos a conhecer-se e a criarem uma ligação psíquica bastante intensa. A dada altura tudo o que o alien experimentava, Elliot sofria as consequências, fossem elas boas ou más. Os elementos da família do rapaz vão descobrindo aos poucos, e o destaque vai para a pequena Drew Barrymore, a irmã mais nova e a que reage melhor ao ET.

As cenas de vestirem o ET com roupas de mulher, ele a aprender a falar inglês ou o salto de bicicleta estão entre as melhores do filme, assim como o dedo do alienígena a tocar no pequeno Elliot. O rapaz faz tudo para esconder o seu amigo do governo, que o quer capturar, e vamos seguindo essas peripécias até o final onde ele finalmente embarca na nave que o vem buscar.

Houve muita choradeira nas sessões de cinema, ou mesmo em quem via em casa com o resto da família, e tornou-se um clássico familiar intemporal. Quem aí é fã desta história?


















sábado, 13 de junho de 2015

... dos Queen (anos 80)

sábado, junho 13, 2015 0
... dos Queen (anos 80)

Chegámos ao post Mil do blog, e para isso volto à melhor banda de todos os tempos e fazer a segunda parte da história dos Queen. A banda que teve um estádio do Wembley esgotado e completamente na sua mão, para além de ter sido um dos principais nomes no Live Aid.

Depois de terem construído uma carreira internacional nos anos 70, como abordei no primeiro post, os Queen começaram a ficar ainda mais conhecidos nos anos 80 e muito por culpa dos seus espectáculos ao vivo. Eram considerados uns verdadeiros animais de palco, Freddie Mercurty conseguia colocar milhares de pessoas à sua mercê e isso esteve em evidência no espectáculo do Live Aid, onde a sua actuação foi considerada uma das melhores de sempre da história do rock.

O grupo começou a década com o álbum The Game, de onde saíram Another one bites the dust e Crazy little thing called love, dois singles que chegaram ao primeiro lugar no cobiçado mercado Norte Americano (vendendo mais de quatro milhões de cópias) e se tornaram mais dois grandes êxitos internacionais para a banda. Nesse ano saiu também a banda sonora do filme Flash Gordon, para o qual eles escreveram e tocaram o tema principal, abrangendo assim outro público que ficava assim a conhecer o trabalho dos Queen.

Em 81 tornaram-se a primeira grande banda de rock a actuar na América Latina, batendo recordes em todos os países, actuando para cerca de 300 Mil pessoas num dos concertos na Argentina, mais de 130 Mil num do Brasil e mais de 150 num no México. A força da banda nos espectáculos ao vivo começou a ficar conhecida mundialmente, e todos ansiavam por um no seu país.

O disco Hot Space não foi consensual no grupo, e rapidamente fizeram outro para que se esquecesse desta aventura fora do som habitual dos Queen. Isso mudou em 1984, quando lançaram The Works que apesar de não ter tido sucesso nos USA, foi tripla platina no Reino Unido e originou três grandes singles, I want to break free, Radio Ga ga e Hammer to fall.


O videoclip de Want to break free era fantástico, mostrando a qualidade da banda em fazer pequenos vídeos interessantes e bem divertidos. Nesse ano sofreram ainda um pouco com as críticas que o grupo sofreu, depois de ter efectuado concertos ao vivo na África do Sul, no auge do Apartheid, ao que os Queen rapidamente responderam que não estavam a apoiar nenhum regime, e sim a dar algo que os seus fãs queriam.

Em 1985 o grupo participou no primeiro Rock in Rio no Brasil, deixando mais de 300 Mil pessoas completamente em êxtase e entusiasmadas com a performance da banda que foi considerada pela crítica especializada como uma das melhores de sempre em cima de um palco. Não contentes com isso, participaram ainda esse ano no mega evento Live Aid, onde roubaram o show e foram considerados os melhores de todo o espectáculo e em 2005 ainda existiam críticos especializados e músicos consagrados a considerar a melhor actuação rock de uma banda em cima de um palco.

Revitalizados com todo esse sucesso, lançam o single One Vision e no Natal sai o Thank God it's Christmas. Mas em 1986 veio aquele que foi considerado um dos melhores álbuns de sempre da banda, o A Kind of Magic, que teve músicas que fizeram parte da banda sonora do filme Highlander e que ajudou ao sucesso comercial nos Estados Unidos e de uma certa forma a nível mundial também. Princes of the Universe, Friends will be Friends e Who Wants to live forever foram os singles de maior sucesso do disco,

Fizeram uma tour de grande sucesso, e a que se veio revelar ser a última de Mercury com o grupo, que teve na noite do estádio do Wembley um dos seus grandes destaques, num concerto que foi editado em cd (mais tarde em dvd) e ficou um dos com maior sucesso comercial de sempre dos Queen.


No final da década veio o disco The Miracle, que teve mais uns quantos êxitos como I want it all, Breakthu e The Invisible Man. Isto apesar da notória dificuldade de Freddie Mercury que fazia tudo para não aparecer em entrevistas, ou mesmo em público, devido ao avanço da SIDA e como esta afectava já o seu corpo. Por isso mesmos esses rumores já circulavam entre os fãs, apesar de a banda lançar mesmo assim mais um álbum, Innuendo, em 1991, altura em que já não havia shows ao vivo e o seu vocalista (e alma do grupo) começava a perder uma luta inglória.

Morreu perto do final desse ano, deixando todos devastados e fazendo com que o disco de 1995 Made in Heaven se tornasse o último disco dos Queen com o seu amado vocalista. Brian May e Roger Taylor continuaram a actuar em diversas aparições ao vivo com vocalistas conhecidos como Pavarotti ou Zucchero, começando a usar o nome Queen + (nome do vocalista).

Em 2005 fizeram uma tour mundial com Paul Rodgers (mas sem John Deacon), chegando inclusive a gravar um disco, mas sem nenhuma música original e só com os grandes êxitos dos Queen com outra roupagem. Mais recentemente foi a vez de Adam Lambert ocupar o lugar do vocalista em mais uma tour dos Queen, o grupo que teima em continuar activo apesar de há muito não ter a alma que fizeram com que se tornasse um dos maiores nomes da indústria musical.










quinta-feira, 11 de junho de 2015

... das Bananas em Pijamas

quinta-feira, junho 11, 2015 0
... das Bananas em Pijamas

Um programa surreal como o próprio nome indica, mas um que teve bastante sucesso, quer na sua versão original quer em desenho animado. Bananas em Pijamas teve até uma variedade enorme de merchandising, tudo para capitalizar a loucura em torno de um programa que mostrava duas bananas em pijamas.

Carey Blyton, sobrinho de Enid Blyton, compôs em 1967 a canção que deu o mote para esta ideia, uma música que falava de Bananas em Pijamas e ursos, chegando inclusive a servir de genérico num programa infantil Australiano. Virginia Lumsden foi a produtora responsável pelo aparecimento deste programa que mostrava episódios de cinco minutos, com duas bananas em pijamas listados azus e brancos que fez um grande sucesso em diversos países.

Por cá foi transmitido pela RTP 2 em 1992, mas a coisa passou um pouco despercebida, o mesmo não acontecendo no Brasil, onde foi emitida pela SBT e Nickelodeon, com grande êxito. O programa original teve 7 temporadas, com mais de 300 episódios (terminando em 2000), enquanto que a versão animada produziu mais de 150 episódios ao longo de duas temporadas.

Os protagonistas são duas bananas antropomórficas chamadas de B1 e B2 (Vinil e Kasynk na versão portuguesa). Os outros personagens são Três Ursos (Amy, Lulu e Morgan), o Rato de Boné (Rat-in-a-Hat, na versão original)e um passarinho preto e mudo chamado Maggie (só apareceu em 3 episódios). As bananas, os ursos, o Rato de Boné e Maggie vivem na mesma vizinhança na Avenida dos Agrados. Tanto as Bananas quanto os ursos, o Senhor Rato e a Maggie foram interpretados por actores com trajes semelhantes aos Teletubbies. Nos primeiros episódios, as vozes dos personagens foram fornecidos pelas mesmas pessoas que estavam dentro do traje, mas depois decidiu-se duplicar as interpretações, devido ao cansaço dos actores pelo pesado e quente figurino que deviam levar.episódios.




















segunda-feira, 8 de junho de 2015

... dos Chocolates Regina

segunda-feira, junho 08, 2015 0
... dos Chocolates Regina

A marca Regina foi uma das importantes na vida das crianças que cresceram nas décadas de 70 e 80, todos comeram muitas das coisas feitas por esta companhia, especialmente os chocolates.

A marca Regina foi fundada em 1928, em Lisboa, começando desde cedo a tomar um lugar de líder no segmento dos chocolates, pela sua inovação e qualidade nos produtos que apresentava. Foi durante várias décadas a marca dominante no mercado de chocolates português. Caracteriza-se pela forte presença nas principais categorias de produtos, tais como Tabletes, Bombons, Frutos Secos e Fantasias.

Quem não se recorda dos Floc-Choc, as Sombrinhas, as Tabletes com sabor a fruta, Bombons com recheio, Trufas de chocolate de diversos sabores e uma gama muito ampla de Amêndoas cobertas com chocolate, entre outros?

É uma marca que privilegia sempre uma relação lúdica e afetiva com o consumidor. A Máquina de Furos Regina recentemente reeditada, animou as feiras populares, as feiras do livro e muitos outros eventos festivos, marcando gerações, sendo ainda hoje recordada com muito carinho.

Isto apesar de colocar à sorte o chocolate que nos ia calhar (e pagarmos por ele), quando podíamos pedir logo aquele que gostávamos. Quem gostava de furar os buracos na máquina?

Em 2000 a marca foi comprada pela Imperial, que se tem preocupado em reavivar os produtos da memória de todos nós.












domingo, 7 de junho de 2015

... do Peninha

domingo, junho 07, 2015 0
... do Peninha


Continuo a adorar o mundo da Disney, afinal é impossível esquecer aquelas personagens que me fizeram companhia na infância, e hoje falo de uma das minhas favoritas, o Peninha. O mais desajeitado e divertido da família dos patos e que tinha ainda uma série de alter egos bastante interessantes.

Fethry Duck foi criado por Dick Kinney e Al Hubbard em 1964, aparecendo numa história do seu primo, o Pato Donald, e mostrando logo a sua natureza descontraída e atrapalhada, tendo estreado no Brasil no ano seguinte onde esta história apareceu na revista do Mickey. Curiosamente também em Portugal a estreia da personagem iria ocorrer numa revista do rato, mas no nosso caso era uma história que trazia também o Tio Patinhas e o Urtigão, datada de 1969 e escrita e desenhada pelos criadores de Peninha.

Não foi amado por Carl Barks, que nunca o utilizou, e também não teve muita sorte com Don Rosa, que mesmo assim ainda deu uso a este simpático pato, chegando inclusive a incluir ele na árvore genealógica que criou retratando a família de patos da Disney.Nos EUA no entanto havia sempre alguma curiosidade em relação ao potencial de Peninha, e este foi sempre aparecendo amiúde nas publicações Disney até começo do Século XXI.

O Brasil soube explorar bem a personagem, muitas vezes era apenas apresentada como quase uma cópia do Pateta, tal a sua atrapalhação e confusão armada sempre que aparecia junto do seu primo Donald, mas ao mesmo tempo com outro tipo de carisma, já que demonstrava ter alguma inteligência e vontade de se safar nos diversos empregos que conseguia. O mais famoso foi sem dúvida o de repórter no jornal A Patada do seu tio Patinhas, onde para além de reportagens escrevia histórias de um dos seus alter ego, o Pena Kid. O Peninha foi mais um (de muitos) que beneficiou dos estúdios Disney do Brasil, que conceberam histórias muito divertidas e lhe deram múltiplos alter egos, cada um mais divertido que o outro.


O Brasil tinha nos anos 70 e 80 um mercado Disney cada vez mais em expansão, com um estúdio próprio a criar histórias com algumas das personagens mais carismáticas da companhia e que os tornaram ainda mais divertidos aos olhos de todos nós. Autores como Ivan Saidenberg ou Carlos Edgard Herrero ajudaram a criar os alter egos do Peninha, personagens que existiam na sua imaginação, muitos para existir em poucas histórias isoladas mas que acabaram por ganhar outra dimensão, tal o seu carisma e o carinho com que o público os recebeu.

Isso aconteceu não só no Brasil mas também em Itália, país onde Peninha é muito querido, que ficaram contentes e importaram estas histórias com todo o prazer. Tínhamos o Pena Kid, o cowboy (ou caubói) que se acompanhava pelo seu cavalo Azalão (que o safava muitas vezes) e cantava muito mal, mesmo tocando o seu violáo (que também estava sempre presente). Sabíamos que era um produto da imaginação do Peninha, porque muitas das histórias mostravam ele a escrever as aventuras do cowboy para o jornal da Patada, que depois as publicaria.

Mas tínhamos também o Pena das Selvas (imitando o Tarzan), um dos mais divertidos, especialmente por que nenhum animal o respeitava, o Pena Submarino (uma espécie de Aquaman), Pena das Cavernas ou ainda Pena Rubra, um Viking em histórias de aventura. Para além destes alter egos, em 1970 surgia a paródia ao Batman que era o Morcego Vermelho, que se tornou um dos principais heróis do Universo Disney e um dos preferidos de todos.


Tão desastrado como o Peninha, o Morcego Vermelho tinha um carisma extraordinário e para isso muito ajudava às gerigonças que utilizava para combater o crime, muitas da autoria do Professor Pardal, que até a lata de lixo que era usada como quartel general alterou, tornando-a mais do que ela aparentava. Muitas da suas histórias envolviam um pobre Coronel Cintra, que tinha que ter uma saudável dose de paciência para suportar as trapalhadas deste herói.

Graças a todos estes alter egos, Peninha esteve presente em mais de 12 edições Extra da editora Abril, algumas dedicadas ao Morcego Vermelho, e uma teve até o nome "Peninha das Mil Faces" reunindo histórias de todos os seus alter egos e mais alguns, como o Pena Vaz de Peninha O sucesso da personagem era tanta, que foi a primeira no Brasil a ganhar um Almanaque, que teve as suas primeiras duas edições entre 1981 e 1982, apresentando assim somente histórias de Peninha, ao contrário das revistas mensais que traziam sempre no mix histórias com outros nomes da Disney.

A segunda edição teve 9 números, entre 1986 e 1993, que a dada altura sofreu uma mudança no seu nome, incorporando também o seu sobrinho Biquinho, que se tornaria também bastante popular. A popularidade de Peninha estava em alta, ele aparecia até em edições Extra dedicadas à Patada, jornal onde trabalhava com o seu primo Donald e onde enfrentavam as constantes ameaças do seu tio Patinhas. Ali surgiram histórias bem engraçadas, que envolviam a cobertura de eventos onde os dois faziam trapalhadas ou então promoções do jornal, que nunca davam bom resultado.


A revista do Peninha teve duas séries, a primeira que durou de 1982 a 1984 e teve 56 edições que tinham a periodicidade quinzenal, e em 2004 apareceu uma mensal que teve 19 edições. Na primeira série era comum ver Peninha a estrelar as suas aventuras sozinho, ou com o seu sobrinho Biquinho, a sua namorada Glória ou ainda o seu cão, que sofria bastante naquela casa. Peninha fez parte também da mítica Série Ouro, onde representou a realidade alternativa onde ele era o Prefeito.

Sempre gostei bastante do Peninha, lembro-me como sofria a tentar educar o seu sobrinho Biquinho (adoro especialmente uma história onde ele tenta que o pequeno deixe de responder não, ou outra em que tenta que escolha a sua profissão no futuro), ou então quando invadia a casa do seu primo Donald porque alguma das suas profissões tinha corrido mal.

Divertia-me muito quando tinha que ir ao sítio do Urtigão, pela Patada ou sozinho, e fui fã de todos os alter egos, em especial o Pena das Selvas e o Pena Submarino.No caso do Morcego Vermelho, apreciava as histórias em que não se levavam a sério, e não as que o tentavam parecer um herói com pouca comédia e trapalhada à mistura. Havia histórias isoladas que me ficaram na memória, como a paródia a Indiana Jones em Caçadores de Penas Perdidas ou então Sancho Pena a acompanhar o Dom Gansote.

Assim como os Irmãos Metralha, também Peninha teve as cores da sua roupa modificadas, passando do vermelho para um amarelo com risca preta na horizontal, mas mantendo o gorro vermelho que o identificava logo. Um pato bem querido e que ficará para sempre na nossa memória.




Texto da minha autoria, originalmente publicado no Leituras BD e aqui exposto por se adequar ao espírito do Ainda sou do tempo.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

... do Onde está o Wally?

sexta-feira, junho 05, 2015 0
... do Onde está o Wally?

Relembrar hoje uma série de livros que deu cabo da retina de muito boa gente, os livros de Onde está o Wally? onde tínhamos que descobrir uma personagem no meio de um cenário que não ajudava nada a fossemos bem sucedidos.

Where's Wally? (conhecido por cá como Onde está o Wally?) foi uma série de livros criada por  um ilustrador Inglês chamado Martin Handford, que curiosamente foi chamado de Waldo nos Estados Unidos.

Criado em 1987, a personagem de Wally consiste num rapaz com óculos, camisola e gorro com riscas vermelhas e brancas, que nos seus livros aparecia nas mais variadas situações e cenários, onde o tínhamos que tentar encontrar. O problema é que por vezes eram colocadas várias coisas em tons vermelhos e brancos para atrapalhar a coisa toda.

A Editorial Presença lançou as edições que faziam algum sucesso nas festas de aniversário, onde se faziam concursos a tentar encontrar o Wally. O sucesso mundial foi tanto que a dada altura apareceu uma série de desenhos animados, bd e videojogos, tudo com histórias mais elaboradas obviamente e uma série de personagens como a sua amiga Wilma, o seu inimigo Odlaw (com roupa amarelas e pretas), um cão ou um feiticeiro de longa barba branca.

Confesso que não era muito fã disto, cheguei a folhear alguns livros e a tentar descobrir mas fartava-me rapidamente daquilo tudo. Alguém por aí era fã?











quarta-feira, 3 de junho de 2015

... do Babylon 5

quarta-feira, junho 03, 2015 0
... do Babylon 5

Babylon 5 foi uma das séries de ficção científica que marcou os anos 90, transmitido por cá pela TVI, numa altura em que séries do género já não eram tão comuns no pequeno ecrã, foi um programa que conquistou o público e deixou fãs um pouco por todo o mundo.

O escritor e produtor J. Michael Straczynski tinha uma ideia para uma série que teria cinco temporadas, de modo a realçar o nome da estação espacial e do próprio programa. Babylon 5 seria focada numa estação espacial de modo a controlar o orçamento, em vez de estourar em novos mundos e cenários fantásticos, ia-se desenvolvendo a história e personagens que iam aparecendo.

Toda a trama foi criada como uma novela, com começo, princípio e fim, de modo a durar os cinco anos e ocupar as cinco temporadas pensadas para o efeito, cada uma representando um ano na estação espacial.

A história se passa no século XXIII numa colónia rotativa com 2,5 milhões de toneladas e oito kms de comprimento criada para ser um ponto de encontro para as espécies inteligentes da galáxia e cujo objectivo era fomentar a paz através da diplomacia, do comércio e da cooperação. Ao invés disso, funcionando como um centro de intrigas políticas e conflitos, a estação se tornou a causa de uma enorme guerra estelar. Isto é declarado no monólogo de abertura de cada episódio, que começa com as palavras "A última e melhor esperança de paz" e muda para "A última e melhor esperança de vitória" na terceira temporada.

Stracz era também conhecido por trabalhos em BD, e alguns dos seus companheiros colaboraram na série, como Neil Gaiman ou Peter David. O escritor de 92 dos 110 episódios, comentou que tinha sempre um plano B para se ir adaptando a mudanças que tivessem que ser feitas devido a influências externas, como  a popularidade de uma das personagens ou que algum actor tivesse que abandonar o programa.



A série apresentava cenários feitos com computação gráfica, o que aliado às filmagens em 16:9 dava um aspecto bastante moderno e cinematográfico a tudo o que aparecia à nossa frente. No caso dos Aliens eram todos com aspecto humanóide, de modo a evitar gastos excessivos.

No início da série, cinco civilizações dominantes foram representadas. A espécie dominante são os Humanos, os Minbari, os Narn, os Centauri e os Vorlons. As Sombras e seus diversos aliados são os inimigos e foram aparecendo durante a série. Algumas dúzias de espécies menores e menos poderosas da Liga dos Mundos Não Alinhados aparecem regularmente, incluindo os Drazi, os Brakiri, os Vree, os Markab e os pak'ma'ra. As línguas dominantes eram o inglês e as fictícias Centauri e interlac.

A internet ajudou a popularizar bastante a série, que teve uma série de livros e comic books também relacionados a ela e que ajudavam a perceber melhor a história de tudo o que envolvia o programa. O elenco regular era o seguinte:

Bruce Boxleitner como John Sheridan (2ª-5ª temporadas e no filme The Lost Tales)
Michael O'Hare como Jeffrey Sinclair / Valen (1ª temporada, convidado nas temporadas 2 e 3)
Jerry Doyle como Michael Garibaldi
Mira Furlan como Delenn
Claudia Christian como Susan Ivanova (1ª-4ª temporadas)
Peter Jurasik como Londo Mollari
Andreas Katsulas como G'Kar
Richard Biggs como Dr. Stephen Franklin
Jason Carter como Marcus Cole (3ª-4ª temporadas)
Jeff Conaway como Zack Allan (recorrente na 2ª temporada, depois fixo nas temporadas 3-5)
Stephen Furst como Vir Cotto
Bill Mumy como Lennier
Tracy Scoggins como Elizabeth Lochley (5ª temporada e o filme The Lost Tales)
Patricia Tallman como Lyta Alexander (piloto, recorrente nas temporadas 2 e 3, fixo nas temporadas 4 e 5)
Andrea Thompson como Talia Winters (1ª e 2ª temporadas)
Mary Kay Adams como Na'Toth (2ª temporada)
Julie Caitlin Brown como Na'Toth (1ª temporada, convidada na 5ª temporada)
Robert Rusler como Warren Keffer (2ª temporada)

Foi emitida pela PTEN e TNT de 1994 a 1997, sendo transmitida por cá pela TVI. Uma das poucas séries que teve tudo pensado para ter um final fechado, tendo inclusive sido filmado o episódio final durante a 4ª temporada para o caso desta não ser renovada. Straczynski identificou três tramas que precisariam ser resolvidas: a Guerra das Sombras, a transformação da Terra em uma ditadura e uma série de sub-histórias que surgiram destas duas. Estimando que teria por volta de 27 episódios para resolver a série sem que houvesse a sensação de pressa, a solução apareceu finalmente quando a TNT contratou dois filmes para TV sobre a série. Diversas horas de material foram então movimentados para os filmes, incluindo um arco de três episódios que lidariam com o contexto anterior da Guerra Terra-Minbari e a sub-história que daria impulso à série seguinte, "Crusade". Mais stand-alones e outras sub-histórias foram retiradas da quarta temporada - eles poderiam ser incluídos em "Crusade" ou numa quinta temporada se aprovada

Estas decisões inteligentes contribuíram para o sucesso deste programa, apesar de não ter sido as minhas séries de ficção científicas de eleição.






terça-feira, 2 de junho de 2015

... do Último Grande Herói

terça-feira, junho 02, 2015 0
... do Último Grande Herói

Um filme de acção divertido que goza com os próprios filmes de acção, O Último Grande Herói pode ter sido um fracasso nas bilheteiras, mas não deixa de ser um filme com pormenores interessantes e um bom guilty pleasure.

Last Action Hero (O Último Grande Herói) foi um filme de acção de 1993, com bastante comédia à mistura, dirigido e produzido por John McTiernan e com Arnold  Schwarzenegger no principal papel. O filme acabou por ser um fracasso de bilheteira, isto depois de todo o dinheiro gasto na produção e promoção desta mega aventura de Schwarzenegger. Para terem noção, o ordenado do actor atingiu os 15 Milhões de dólares e esta foi a primeira película a ser promovida num satélite espacial.

A trama era simples, um jovem rapaz chamado Danny Madigan (Austin O'Brien) adorava ver os filmes de acção de Jack Slater (Arnold  Schwarzenegger), que era um daqueles heróis cheios de músculos e que gostava de mandar a sua piadola enquanto enfrentava bandidos. O melhor amigo do rapaz era Nick (Robert Prosky), um velho projeccionista que um dia oferece um bilhete mágico a Danny, que lhe tinha sido oferecido por Houdini.

A coisa acaba por funcionar e Danny vê-se de repente no mundo de Slater, enquanto estes continuam como se fossem personagens reais e não um actor a representar uma personagem. O rapaz tenta desesperadamente fazer o herói perceber isso, mas para ele tudo aquilo é real e os filmes são de outros actores, como prova um cartaz de Stallone como o Exterminador Implacável.

A actuação de Charles Dance como o braço direito de Tony Vivaldi (uma interpretação muito anos 80 de Anthony Quinn) rouba todas as cenas, e ele passa de secundário no filme de Slater, a principal na trama que acaba por se tornar a história principal. Quando as personagens dos filmes passam para o nosso mundo, isso é feito de forma engraçada e a realçar sempre bem as diferenças dos dois mundos.

O filme conta ainda com a presença de F. Murray Abraham, Frank McRae e Art Carney para além de vários cameos de vedetas como Tina Turner ou Belushi quando mostram as cenas no nosso mundo. Não é um bom filme, mas é excelente para passar o tempo, um daqueles filmes de Domingo como se costuma dizer. Alguém mais fã desta película?
















segunda-feira, 1 de junho de 2015

... do Professor Turbo lento

segunda-feira, junho 01, 2015 0
... do Professor Turbo lento

Por vezes aparecia na RTP programas infantis que apanhávamos de fugida mas ficávamos com alguma coisa na nossa memória, como no caso do Professor TurboLento do qual me recordava vagamente das cenas com um robô e uma espécie de cientista maluco.

Transmitido no Juventude e Família, um daqueles míticos programas onde eram emitidos diversos desenhos animados e especiais, o Professor Turbo Lento apareceu em 1988, aos Domingos de manhã.

Podíamos ver o inventor (meio maluco) com um bigode imponente, chamado Professor Pardelhas, interpretado por António Semedo (um veterano e voz bem conhecida dos desenhos animados de então mas um dos poucos papéis onde mostrou a cara) em divertidas e malucas experiências, que não deixavam de tentar ter um carácter didáctico.

Tinha o auxílio da sua assistente Calpúnia (Cristina Oliveira), além de um robô meio chorão e com um ar muito feiticeiro de OZ chamado XPTO (nome brutal) sendo o actor Rui de Sá (outra voz conhecida) a interpretar este peculiar assistente.

Quem viu isto?




Imagem de enciclopedia dos cromos