Maio 2015 - Ainda sou do tempo

sábado, 30 de maio de 2015

... das Camisas Triple Marfel

sábado, maio 30, 2015 0
... das Camisas Triple Marfel

Uma daquelas marcas que ficou para a história, não há ninguém que não se recorde das camisas Triple Marfel.

A Marfel foi criada nos anos 50, uma empresa de confecções que se propunha criar novas linhas de lenços e camisas e na década de 60 as suas camisas Rosa Negra e Triple Marfel já faziam algum sucesso no nosso país.

A procura era tanta, que a companhia chegou a montar  um departamento para a produção e tecelagem de Nylon, devido à escassez dessa matéria prima. Apostando na qualidade e prestígio das suas camisas clássicas, a marca foi ganhando destaque em relação às suas concorrentes e era por isso a marca de referência neste tipo de produto.

Continuou a aposta sempre no sector masculino, e foi a referência para muito homem que queria andar vestido de forma impecável, mesmo na década de 80 ainda era uma marca com alguma força, perdendo isso somente nos anos 90 com a entrada de cada vez mais concorrentes nesse sector.

Quem vestiu alguma dessas camisas?



















sexta-feira, 29 de maio de 2015

... das Gémeas de Santa Clara

sexta-feira, maio 29, 2015 0
... das Gémeas de Santa Clara

Enid Blyton encantou gerações com as suas histórias, e hoje relembro aqui outra das suas colecções, que por cá ficou conhecido como As Gémeas, ou como muitos referiam, As Gémeas de Santa Clara.

St. Clares era o nome desta colecção no original, ou seja o nome do colégio, mas por cá deu-se mais ênfase às protagonistas dessas histórias, duas gémeas. A colecção das Gémeas tinha ao seu leme Enid Blyton e Pamela Cox. os primeiros 6 livros foram da autoria de Blyton e publicados entre 1941 e 1945, enquanto que os outros três foram escritos por Cox e publicados já no Século XXI.

Patrícia "Pat" e Isabel O' Sullivan eram as protagonistas, que fizeram algum sucesso entre o público feminino Português, isto porque apesar dos Cinco dar para todos os públicos, era mais o masculino que se via agarrado a esses livros. Chegou a haver um desenho animado, um anime, que também passou por cá com algum êxito entre as meninas da década de 80.

As gémeas tinham uma personalidade muito forte, e causavam por vezes problemas em todas as escolas por onde tinham passado, por isso a ambientação ao colégio nem sempre foi a melhor, mas ao longo dos tomos foram crescendo e com a ajuda das suas amigas passaram de meninas para pequenas mulheres.

Teve várias edições em Portugal, Editorial Presença e Circulo dos Leitores foram das mais conhecidas, sendo ultimamente editadas pela Oficina do Livro numas capas bastante agradáveis da Patrícia Furtado.

















quinta-feira, 28 de maio de 2015

... do Neno

quinta-feira, maio 28, 2015 0
... do Neno

Um dos futebolistas mais queridos do nosso futebol, Neno espalhou simpatia pelos relvados e construiu uma carreira em Portugal, onde sempre foi respeitado pelos seus companheiros e adversários.

Adelino Augusto Graça Barbosa Barros nasceu a 27 de Janeiro de 1962, natural de Cabo Verde e conhecido no mundo do futebol, e da música, pelo nome de Neno. Quando criança já demonstrava o gosto pelo futebol nas ruas da cidade da Praia, vindo pouco depois para Portugal com a sua família e ficando a viver no Barreiro. Logo cedo chamou a atenção do maior clube da região, o Barreirense, para onde iria jogar aos 16 anos de idade e onde ficaria por 5 anos, dando nas vistas com as suas belas exibições na protecção das redes da sua equipa.

Acabou por assinar em 85/86 por um dos maiores clubes do país, o SL Benfica, onde acabou por não ficar muito tempo já que se encontrava tapado por outros guarda redes como o grande Bento, e foi emprestado ao Vitória Guimarães onde iria ocupar o lugar de Silvino, que regressava à Luz e serviria como alternativa a Jesus nas redes vimaranenses.

O técnico Goethals acabaria por colocar Neno a titular a meio da temporada, fruto de algumas más exibições da equipa, e este nunca mais largou o lugar, recebendo boas críticas e evoluindo de uma forma clara naquela posição. O Guimarães ficaria em 9º lugar, mas o futebolista cabo verdiano não passou despercebido, com os seus reflexos e agilidade para além de ser também muito rápido. Neno demonstrou também desde cedo ser bastante arrojado, sem medo ao fazer-se aos lances e a fazer grandes voos na baliza para defesas extraordinárias. Mas também desde cedo começou a demonstrar algo que se veio a revelar seu calcanhar de aquiles, o jogo aéreo, onde acabou por sofrer alguns frangos ao longo da sua carreira.


Voltou então à casa mãe, onde ficaria em 1985/86 e 86/87, mas fazendo apenas um jogo nessas duas épocas, sendo sempre tapado primeiro por Bento e depois por Silvino. Na época seguinte o desportista decide então pedir para ser emprestado e vai para o Vitória de Setúbal, esperando jogar com mais regularidade, algo que não veio a acontecer já que a baliza sadina era muito bem guardada pelo veterano Meszaros.

Vendo que continuava sem oportunidades no Benfica, voltou então a uma casa onde já tinha sido feliz, o Guimarães. Começou logo em grande com a conquista da supertaça de 88/89, onde fez grande exibição contra o FC Porto, e acabou a temporada distinguido com o prémio de melhor jogador da competição pelo jornal A Bola, fruto da sua pontuação ao longo dos jogos, apesar de o clube ter feito um campeonato abaixo da média.

Começou a ser convocado para a selecção, onde voltava a ser suplente de Silvino, e em 89/90 participou da campanha que levou o Guimarães ao 4º lugar, treinado pelo brasileiro Autuori que apostou também no guarda redes Madureira, promovendo uma rotatividade na baliza. A sua boa disposição dava nas vistas em conjunto com a sua qualidade na baliza, gostava sempre de divertir os seus colegas, promovendo brincadeiras nos treinos e estágios, para além de gostar sempre muito de cantar, virando o Julio Inglesias português.

Com 28 anos e capitão da equipa do Vitória, tinha chegado então a altura de voltar à Luz e assumir as redes encarnadas, com Eriksson a apostar ele na segunda metade da época de 1990/91, em detrimento de Silvino que viria a se tornar o eterno parceiro de Neno, quer no Benfica quer na selecção nacional. Sempre que ia jogar a Guimarães era aplaudido de pé, provando ter uma estreita ligação com os adeptos da casa e que todos sentiam grande carinho por ele, mesmo estando noutra equipa.


Com uma defesa muito jovem constituída por Paulo Madeira e Rui Bento, Neno foi a vedeta do clube em 1991/92, apesar do clube não ter conquistado nenhum título. Fez grandes exibições na Taça dos Campeões Europeus, onde o clube fez uma excelente campanha em Londres frente ao Arsenal. Mas no ano seguinte houve mudança de treinador, e tanto Tomislav Ivic como Toni decidiram apostar em Silvino como o número um do Benfica.

Neno viria a protagonizar um episódio insólito, ao ser expulso no Bessa e a ser substituído na baliza por Paulo Sousa, um momento bastante caricato. Os encarnados não venceriam esse campeonato onde Silvino foi o titular, mas conquistariam a competição onde Neno era o titular, a Taça de Portugal. Mas voltou a ser o dono da baliza, voltando Silvino para o banco, na temporada seguinte onde se sagraria campeão, perdendo de novo o lugar na época que se seguiria devido à contratação de Michel Preud'Homme.

Aos 33 anos, decide sair do Benfica na temporada 94/95, discordando por completo da forma como o clube está a ser gerido e é alvo dos mais variados convites, inclusive do Sporting, mas acabaria por seguir o coração e voltar onde sempre foi feliz, o Guimarães.

Fez maior parte dos jogos, ao comando de Vítor oliveira primeiro e depois Jaime Pacheco, terminando a temporada no 5º lugar e sendo uma das principais figuras do plantel, juntamente com o seu amigo Vítor Paneira que tinha vindo com ele da luz. Mas na temporada seguinte passa um mau bocado, depois de um jogo contra o Benfica onde sofreu alguns golos constrangedores e algumas vozes começaram a criticar o porquê desses golos. Acabou substituído por Nuno que depois não perderia a titularidade.

Em 1996 viu também a sua convocatória para o Europeu a ir por água abaixo, quando o seleccionador decide nem o convocar isto apesar de ter sempre feito parte da qualificação para o mesmo. Mesmo assim em 1996/97, e aos 34 anos de idade, voltou a ter um campeonato ao melhor nível e com exibições regulares, que voltou a terminar no 5º lugar. Neno voltou a receber um prémio do jornal A Bola, como o jogador mais pontuado do campeonato, curiosamente numa disputa com Preud'homme, com o jogador-cantor a levar a melhor.

Pouco depois viria a sofrer a concorrência de Pedro Espinha, que rapidamente se tornou o dono das redes vimaranenses, deixando Neno no banco e fazendo com que este aos 37 anos decidisse então colocar ponto final na carreira, dedicando-se cada vez mais à música.

Neno no entanto volta ao futebol em diversas funções no clube que conquistou o seu coração, o Vitória de Guimarães. Sempre achei alguma piada ao Neno, apesar de muitas vezes preferir ver o Silvino como titular (mesmo não sendo o meu clube), sempre achei que tivesse alguma qualidade mas que nunca foi um fora de série.



















quarta-feira, 27 de maio de 2015

... da Novela Kananga do Japão

quarta-feira, maio 27, 2015 0
... da Novela Kananga do Japão

A RTP continuou a transmitir novelas Brasileiras mesmo sem poder contar com as da rede Globo, e uma das que teve mais sucesso foi a Kananga do Japão, da Rede Manchete.

Kananga do Japão foi uma telenovela da Rede Manchete, exibida entre Julho de 1989 e Março de 1990 e que pudemos ver na RTP no segundo canal aos Domingos, começando em 1995, tendo algum sucesso no nosso país, especialmente na Madeira, isto numa altura que o canal já não emitia novelas da Globo que tinham ido então para a SIC.

Escrita por Wilson Aguiar Filho, teve Christiane Torloni e Raul Gazzola nos principais papéis, numa história que relatava a vida no Brasil nos anos 30, falando da revolução e da intentona comunista por exemplo, abordando assuntos bem adultos e não muito comuns nas novelas de então como a homossexualidade. Uma novela mais adulta que recebeu bastantes prémios e teve boas críticas por parte da imprensa e uma boa aceitação do público.

Aguiar Filho tinha escrito o maior sucesso da Rede Manchete até então, Dona Beija, foi por isso normal que o presidente da estação o fosse contratar de novo quando as restantes novelas não atingiam os números desejados. Adolpho Bloch deu a ideia ao autor de fazer algo relacionado com o cabaré Kananga do Japão, e a trama foi tão intensa que o elenco teve que aprender dança de salão, samba de gafieira e foxtrote, além de capoeira, sinuca, etiqueta e noções de judaísmo. Uma maneira utilizada pela Manchete para conquistar o público foi narrar, dentro da história, partes do governo de Getúlio Vargas e Washington Luís e a prisão de Olga Benário. Conforme comentário do diretor artístico Jayme Monjardim, "se essa novela não der certo, a Manchete desistirá da dramaturgia"


A estação gastou 20 Milhões de Dólares na produção, a novela foi para o horário das 21h30 e alcançou algum sucesso, com uma média de 20 pontos na audiência e sendo altamente elogiada pelos cenários, pelas roupas e pelas cenas cinematográficas que compunham a trama, considerando uma concorrente à altura das telenovelas da Globo.

E a Globo achava o mesmo, especialmente quando o casal principal recebia também excelentes críticas pela sua interpretação, em especial Gazzola, que tinha a aparência de conquistador em conjunto com o jeito malandro que o papel requeria.

Uma história de amores e desencontros, de traições, mortes tudo numa altura muito conturbada do país irmão. Por isso mesmo há uma forte componente política na trama, uma quase aula de história por vezes. No final de cada episódio, eram exibidas imagens documentais sobre a época. A vinheta de abertura foi produzida por Adolpho Rosenthal e dividida em quatro temas: porto, guerra, baile e campo, baseados na obra de Cândido Portinari, O Lavrador de Café.Ela representa as danças e os eventos feitos no cabaré Kananga do Japão, sob o som de "Minha", executado pela cantora Misty.

Alguém seguiu esta novela?









segunda-feira, 25 de maio de 2015

... do Coqui

segunda-feira, maio 25, 2015 0
... do Coqui

Vamos voltar ao mundo dos chocolates em pó, para recordar o Coqui, aquele que também trazia brindes, sendo os copos brancos aqueles que o pessoal se recorda com mais facilidade.

O Coqui pertencia a uma grande série de chocolates em pó, nos anos 80 era grande a variedade nesse género de produtos, mas mesmo assim quase todos tinham grande sucesso e deixam saudades na maioria dos seus consumdores. Este vinha numa lata de metal, e era um dos preferidos para aqueles que gostavam de comer à colherada directamente da lata.

Assim como o Toddy ou a Cola Cao, também estes ofereciam alguns brindes, sendo que foram a oferta de uns copos brancos transparentes a ficar na nossa memória.

Ainda se encontra em alguns supermercados selectos, mas longe dos escaparates das grandes superfícies. Quem era fã disto?




















domingo, 24 de maio de 2015

... do Tony de Matos

domingo, maio 24, 2015 0
... do Tony de Matos

Um dos maiores cantores românticos do nosso país. Tony de Matos marcou época com a sua presença em palco e sua voz maviosa, um verdadeiro crooner e um fadista de eleição.

Tony de Matos nasceu no Porto a 28 de Setembro de 1924, e aos cinco anos foi com a sua mãe para uma companhia de teatro, andando de cidade em cidade e pisando os palcos desde muito cedo. Mas os seus pais não queriam essa vida artística para ele, fazendo com que tirasse o curso de barbeiro para poder seguir outra profissão. Decide então viajar para Lisboa e tentar entrar na Emissora Nacional, falhando por duas vezes antes de conseguir a desejada admissão em 1945.

Aos 23 anos já era profissional, surpreendendo todos com a sua voz e arranjando contratos com facilidade. Encantava com o fado que cantava, também enveredando para canções românticas que o ajudavam a ficar muito popular, isso aliado à boa figura que apresentava.

Em 1950 grava o cd Cartas de Amor em Espanha, que se torna um grande sucesso, começando então a entrar em algumas revistas, fazendo duetos com grandes vedetas da altura. É convencido então pelo empresário Manigoni a fazer uma temporada no Brasil, desafio que aceita e que corre bastante bem, sendo muito acarinhado pelo público e tendo um grande êxito com Rosinha dos Limões.

Tony de Matos começa a viajar por todo o mundo para espectáculos e digressões, que passam pelas ilhas dos Açores e Madeira, e por países como Espanha, Itália, São Tomé, Angola, Moçambique, África do Sul, Congo, Rodésia, Goa, Líbano, Iraque, Egipto, Turquia, entre outros.


Em 1957, nova viagem de regresso ao Brasil, onde ficará por seis anos, abrindo com a sua mulher de então em Copacabana, o restaurante "O Fado", em 1959. O artista é presença regular nas estações Brasileiras, como TV Rio, TV Tupi, Rádio Nacional e Clube 36. Joaquim Pimental e António Rodrigues, escrevem, entre outros, o tema "Vendaval", um dos seus maiores sucessos, rapidamente difundido pela rádio e televisão. Era um dos artistas mais queridos no país irmão, voltando a Portugal a meados da década de 60, começando a aparecer com alguma regularidade em 1964.

Apesar de ser imensamente popular e ser vedeta de filmes, tv e rádio, nota um decréscimo na procura dos seus espectáculos depois do 25 de Abril, decidindo então emigrar para os EUA, onde estabelece residência e fica lá durante oito anos. Volta a Portugal na década de 80 e começa a aparecer em espectáculos de revista e programas de televisão, tendo enorme sucesso num concerto que deu no Coliseu, com o público Português a voltar a render-se ao seu talento e a crescer na popularidade.

A música Romântico foi o seu último grande êxito, antes da sua morte a 8 de Junho de 1989 vítima de cancro, deixando saudades devido ao seu timbre de voz muito próprio e a sua presença em palco. A sua voz, alternada por vezes com uma respiração mais ofegante, não o impediu de gravar mais de 70 álbuns e ter mais de 100 singles, um número impressionante para a altura.









sexta-feira, 22 de maio de 2015

... do Dumbo

sexta-feira, maio 22, 2015 0
... do Dumbo

Dumbo foi um dos filmes mais curtos da Disney, feito de uma forma simples e tornou-se um dos mais queridos filmes de animação do estúdio.

Depois do pouco sucesso comercial de Fantasia, os estúdios Disney encontravam-se em grande dificuldade financeira, e em Outubro de 1941 saiu então o quarto filme de animação do estúdio, Dumbo. Baseado no livro de Helen Aberson e Harold Pearl, esta era uma história que mostrava as dificuldades de um elefante que tinha umas orelhas gigantescas e era gozado por todos, só encontrando carinho e apoio na sua mãe e no seu amigo Timóteo.

A originalidade consistia no seu amigo ser um rato, algo que supostamente os elefantes têm medo, que trabalhava num circo e ajudou o pequeno elefante a descobrir que aquilo com que as pessoas gozavam, as suas enormes orelhas, podiam afinal ser uma grande vantagem. Dumbo começou então a voar e a descobrir que podia usar as suas orelhas para isso, ultrapassando todo o escárnio que havia sofrido e mostrado que algo diferente não quer dizer que seja algo mau, pode ser algo muito bom.

O filme foi dirigido por Ben Sharpsteen, produzido por Walt Disney e escrito por Otto Englander, Joe Grant e Dick Huemer. Estreou em Portugal na década de 40, e foi editado nos anos 80 em VHS numa dobragem Brasileira, algo comum no nosso país. Por ocasião do 70º aniversário do filme, foi editada uma versão em Português no dvd especial que saiu esse ano.

Para além do aspecto simples e delicado de tudo, existem cenas um pouco fortes, como os corvos a gozarem com Dumbo, ou a música com os elefantes cor de rosa. Com as restrições orçamentais, os animadores focaram-se muito mais na actuação das personagens que nos fundos de cenário, cenários esses pintados a aguarela o que dava um aspecto muito elegante a todo o filme.

Não é um dos meus favoritos, mas dos clássicos de animação até está no meu top 5. Quem mais viu este filme?


















quinta-feira, 21 de maio de 2015

... das Bolas Fluffy (ou Koosh)

quinta-feira, maio 21, 2015 0
... das Bolas Fluffy (ou Koosh)


Foi uma semi febre no nosso país estas pequenas bolas, por norma como porta chaves, que andaram pelas mãos de muitas meninas no final da década de 80, começo dos anos 90. Lá fora as bolas Koosh (ou Fluffy) eram pensadas mais como um brinquedo, algo que não acontecia por Portugal.

As bolas koosh (ou Fluffy) constituíam numa pequena bola com cerca de 2.000 filamentos de borracha, bem coloridos, que eram bastante agradáveis ao toque. Os fios de borracha eram fáceis de se retirar da bola de borracha a que estavam agarrados, e muitos rapazes adoravam fazer isso neste brinquedo que pertencia por norma às irmãs ou namoradas.

Foram criadas em 1986 por Scott Sallinger, que começou a sua própria companhia com o seu cunhado de modo a poder comercializar isto e rentabilizar ao máximo o seu invento. A ideia era ter uma bola diferente e colorida para as crianças brincarem entre elas, dava para atirar para o chão e ver ela a saltar, ou até para atirarem uns contra os outros sem aleijar muito. Alguns também usavam para brincar com animais, se bem que os pequenos fios de borracha não eram a melhor opção para isso.

Em Portugal lembro-me de ver isto mais como porta chaves, mas deveria haver quem usasse isso como brinquedo também. Sei que a dada altura era muito comum ver uma pendurada nas mochilas das nossas colegas. Era uma espécie de bola anti stress também, sabia bem estar ali a mexer naquilo.

Foi adquirido pela Hasbro, que mais recentemente fez uma linha baseada nestas bolas, criando algo tipo as pistolas Nerf, que dão para disparar várias destas bolas. E até houve algo do género Angry Bird. Quem teve uma destas?






quarta-feira, 20 de maio de 2015

... dos Flintstones

quarta-feira, maio 20, 2015 0
... dos Flintstones

Uma das maiores séries de animação de todos os tempos, a que abriu caminho a um género que se viria a tornar comum, que era basicamente uma sitcom em versão de desenho animado. Os Flintstones foram sem sombra de dúvida o maior sucesso a sair da Hanna-Barbera, e continuam ainda hoje a ser algo reconhecido mundialmente.

Todos aqui já sabem que sou fã do estúdio Hanna-Barbera, por isso era já hora de falar daquele que foi o seu maior produto, o desenho animado dos Flintstones. O programa foi transmitido pela ABC entre Setembro de 1960 e Abril de 1966, num total de 166 episódios e 6 temporadas que foram transmitidas por cá na RTP na década de 70, numa versão original e com legendas em Português (se bem que há quem diga que também foi transmitida em brasileiro).

O desenho ganhou desde cedo uma legião de admiradores e fãs, originou merchandising que ia de cigarros a cereais para o pequeno almoço, inúmeros especiais para televisão, banda desenhada, cd's de música e muito mais. No final do Século XX originou até um filme com actores de carne e osso, provando a popularidade do programa mesmo tantos anos depois.

Levemente baseada numa sitcom bem popular, o programa tentava assim fazer a ponte para o público mais adulto, já que o estúdio Hanna Barbera não estava a conseguir apelar a essa franja do público, tendo sucesso apenas com o mais infantil. William Hanna e Joseph Barbera trocaram várias ideias até se ficarem pelo plano de situarem tudo na idade da pedra, partindo do princípio que conseguiam em pegar em qualquer coisa moderna e levá-la para essa época. Esse aliás era um dos maiores pontos de interesse do desenho, e um dos que o ajudou a tornar mais populares, o facto de vermos como usavam animais ou paus e pedras para fazerem algo que era igual a um produto dos nossos tempos.


Era fantástico ver usarem um animal ara imitar o aparelho pretendido, e era sempre divertido ver o animal a reclamar depois no final olhando para a câmara. Desde pequenos mamutes a servir como aspirador, passando por pássaros a servir de buzinas de carros, tudo valia na série. Os argumentos eram típicos de uma qualquer sitcom com actores de carne e osso, o marido a fazer porcarias e a mulher a tentar resolver e havia quase sempre confusão com o feitio nervoso do protagonista.

Os Flintstones eram constituídos por Fred e Wilma, sendo que na terceira temporada viram chegar uma filhota, a que chamaram Peebles. Sempre acompanhados do seu fiel Dino, um Dinossauro que se portava sempre como um cão. Os seus vizinhos eram os Rubbles, Barney e Betty, que na quarta temporada adoptam um pequeno rapaz (super forte) que fica como Bamm Bamm por gostar de estar sempre a bater com a sua clava.

Fred e Barney eram grandes amigos, que discutiam muitas vezes, apesar de Barney parecer ser mais ingénuo que Fred, não eram raras as vezes que provava ser mais inteligente que o seu vizinho, e era muito mais calmo que ele, o que ajudava em muitas situações. O patrão de Fred aparecia muitas vezes, assim como a sua sogra e o rapaz que entregava os jornais, eram as personagens secundárias mais comuns de aparecerem. Depois tudo dependia das situações, como jogadores de Bowling, foram vários os episódios que envolviam o clube a que eles pertenciam, mas nenhum dos outros se destacava muito.

Mais tarde começou a ser comum aparecer um pequeno alien que só os dois amigos conseguiam ver, e que os colocava quase sempre em grandes problemas. Maior parte dos episódios eram histórias curtas de um episódio só, mas em algumas ocasiões apareciam arcos onde o mais popular foi o da gravidez de Wilma. Foi o primeiro desenho animado a ser transmitido regularmente em horário nobre, e isso fez com que o público adulto aderisse ao programa com sucesso, algo que foi diminuindo com o nascimento de Peebles, quando as histórias ganharam um tom mais juvenil.

Filme de Hollywood, parque de diversões, inúmeros programas de animação baseados neles, o legado de Flintstones é intemporal e totalmente merecido. Um dos melhores desenhos animados de todos os tempos.
















terça-feira, 19 de maio de 2015

... da Série do Incrível Hulk

terça-feira, maio 19, 2015 0
... da Série do Incrível Hulk

A dada altura encontrei no meu videoclube umas k7's com uns filmes do Hulk, vim mais tarde a descobrir que afinal eram ligados a uma série de Televisão do herói da Marvel. Não sei se a série do Incrível Hulk passou na RTP, mas para além dessas k7's consegui ver a série recentemente num canal da tv cabo.

Stan Lee e Jack Kirby criaram a personagem do Incrível Hulk em 1962, numa mistura de Frankestein, O médico e o monstro e até a bela e o monstro, mexendo ainda com o medo da energia nuclear e os receios da guerra fria. Não foi por isso de estranhar que as estações televisivas se mostrassem interessadas na personagem, e um produtor da Universal acabou por adquirir os direitos para produzir algo para o pequeno ecrã.

Frank Price chamou então o escritor Kenneth Johnson, que aceitou o projecto mas não sem antes saber que podia ter liberdade para mudar algumas coisas. A primeira mudança veio logo no nome do herói, fugindo do Bruce Banner, não se soube bem as razões e os boatos foram muitos, alguns dizem que foi para fugir dessa mania da BD de colocar nomes e apelidos com as mesmas iniciais, outros que foi para fugir de uma conotação menos máscula que o nome Bruce tinha.

O nome virou então David Banner, mudando também o acidente que deu origem ao herói (agora um acidente de laboratório, mas na mesma com raios gama) e deu-se foco ao lado solitário e nómada da personagem, não aparecendo nenhum do elenco de apoio da BD e focando mais na vida fugitivo, um pouco como tantas séries que estavam na moda nessa altura. Ele chegava a uma cidade, ajudava alguém e saía dessa cidade no final do episódio, sempre sozinho e ao som de uma música que ficou na memória de muitos que assistiram a este programa.


A escolha do actor principal recaiu em Bill Bixby, uma segunda escolha já que os produtores tinham pensado em Larry Hagman mas achavam que as pessoas ainda pensavam nele como Major Nelson, que ia recusando o papel mas voltou atrás devido aos valores apresentados pela produtora. Bixby deu alguma toada dramática à coisa, isto numa série que sabia apresentar os mais variados tipos de problema, não sendo apenas um programa juvenil com um herói à pancada.

Para o papel do Golias verde, foram vários os nomes pensados para o efeito, todos muito musculados e presenças constantes em campeonatos de culturismo, tendo sido Lou Ferrigno o escolhido, devido ao seu físico impressionante de Mr. Universo. Ferrigno não aparecia muito em cada episódio, mas para ele ficar ali todo verde e com aquela cabeleira verde toda despenteada fazia com que perdesse três horas na maquilhagem, começando logo às cinco da manhã.

A personagem mais constante da série era o fotógrafo de tablóide Jack McGee, que queria descobrir e apanhar este fugitivo e expor o seu segredo. Quando vi a série não evitei em pensar em séries como o Fugitivo ou o Pequeno Vagabundo, devido às semelhanças que todas elas tinham. Foram depois produzidos uns telefilmes, quando mudou para a NBC e que ajudavam a introduzir novos heróis da Marvel, tentando testar a receptividade para novas séries ou filmes.

Foram produzidas cinco temporadas de 1978 a 1982, num total de 82 episódios que foram originalmente apresentados pela CBS, passando depois para a NBC. No Brasil passou com grande sucesso na Rede Globo e na Rede Manchete. Quem viu isto?















segunda-feira, 18 de maio de 2015

... do Jean Michel Jarre

segunda-feira, maio 18, 2015 0
... do Jean Michel Jarre

A música de Jean Michel Jarre tornou-se bem conhecida nos anos 70 e 80, basicamente porque era a companhia ideal para programas que transmitissem algo relacionado com o Espaço. O aspecto visual dos seus espectáculos assentava como uma luva naquela década, e o compositor conheceu alguns dos melhores momentos da sua carreira nesses dias.

Jean-Michel André Jarre nasceu a 24 de Agosto de 1948 em Lyon, na França, filho do consagrado compositor Maurice Jarre. Esteve desde cedo rodeado de um ambiente muito musical, com artistas de rua e músicos de Jazz a fazerem parte das suas influências. Penou nas aulas de piano clássico, mas com a ajuda da mãe foi aprendendo tudo sobre vários instrumentos, mas o melhor para Jarre vinha daquilo que ele aprendia na rua, ou então com os músicos de jazz, que lhe ensinaram que a música pode ser bem descritiva mesmo sem ter letras.

Lança um disco no começo dos anos 70, mas foi a meio daquela década que Jarre quis lançar o álbum que tinha produzido no seu estúdio caseiro, um disco que tentou vender a várias editoras mas que todas teimavam em recusar.Uma pequena editora decidiu apostar nele, e as primeiras 50 Mil cópias foram vendidas a bom ritmo e em 1977 (passado um ano do lançamento), já tinham sido vendidas mais de 70 mil cópias.

Oxygéne tornou-se o disco Francês mais bem sucedido de todos os tempos, com mais de 12 Milhões de cópias vendidas em todo o mundo, tornando-se o seu álbum mais conhecido e do qual saiu o single que teve melhor performance nos tops de todo o mundo.

Oxygéne IV tornou-se a música mais conhecida de Jarre, tocada em vários locais com especial incidência para tudo o que estivesse relacionado com o espaço, algo que começava a virar febre nos anos 80.


Nos anos 80 começou também a ficar conhecido pelos seus espectáculos ao ar livre, por saber combinar a música com luzes, raios laser, fogos de artifício e tudo o mais que fizesse com que o público saísse de lá completamente saciado em todos os seus sentidos.

Já bateu recordes tocando em locais para mais de um Milhão de pessoas, recordes esses que foi sempre batendo especialmente quando começou a ser convidado para tocar em locais e ocasiões especiais, como quando foi convidado para tocar em Houston no Texas, para comemorar os 150 anos do estado Norte Americano.

A NASA aproveitou e pediu para introduzir no espectáculo algo relacionado com o aniversário de um dos seus campos mais importantes, e o que aconteceu foi algo de grandioso. Os arranha céus faziam parte integrante do espectáculo que combinou a música e o aspecto visual de forma fantástica.

Nos anos 90 edita um álbum inspirado em Jacques Costeau, e volta a dar um grandioso espectáculo ao vivo que atrai mais de dois milhões de pessoas. Jarre era já um artista das massas, seus discos vendiam sempre bem (já vendeu mais de 90 milhões de discos) e ele começou a quebrar barreiras, não se limitando a espectáculos na sua terra natal.

Foi o primeiro artista ocidental a actuar na República Popular da China, e em 1997 actua em Moscovo para comemorar o 870º aniversário da cidade, conseguindo atrair quase 4 Milhões de pessoas, entrando mais uma vez para o livro do Guiness. Continua a fazer shows por várias salas da Europa, tendo uma carreira digna e apesar de longe dos números de outrora continua a ser um músico bastante respeitado.

Aprendi a tocar Oxygéne IV no meu orgão Casio nos anos 80, e sempre foi uma das minhas músicas preferidas. Quem mais gosta de ver os seus espectáculos?


Lista dos seus discos:

Deserted Palace (1972)
Oxygène (1976)
Équinoxe (1978)
Magnetic Fields (1981)
Music for Supermarkets (1983)
Zoolook (1984)
Rendez-Vous (1986)
Revolutions (1988)
Waiting for Cousteau (1990)
Chronologie (1993)
Oxygène 7–13 (1997)
Métamorphoses (2000)
Interior Music (2001)
Sessions 2000 (2002)
Geometry of Love (2003)
Téo & Téa (2007)
Oxygène: New Master Recording (2007)













domingo, 17 de maio de 2015

... do James Pond

domingo, maio 17, 2015 0
... do James Pond

Por vezes apareciam alguns jogos engraçados, com um conceito bem divertido, que serviam como paródia a algo bem conhecido e o James Pond ganhou com mérito um lugar nessa lista. Uma versão bem divertida de James Bond que fez algum sucesso quer no Amiga quer no Mega Drive.

James Pond foi desenvolvido por Vectordean Ltd e Millennium Interactive, sendo distribuído pela Millenium e a Electronic Arts para o Amiga, Atari e Mega Drive. Teve direito a uma revista de banda desenhada e duas sequelas, uma delas com algum sucesso na Playstation.

O jogo consistia em puzzles e descobrirmos peças que ajudavam na passagem de nível, enquanto encarnávamos o agente secreto James Pond, um peixe antropomórfico que era contratado pelos serviços secretos Britânicos para impedir os planos maléficos do Doctor Maybe, que tentava destruir e poluir o oceano.

Todos estes pequenos pormenores faziam lembrar os filmes de James Bond, até os nomes dos níveis como License to Bubble (License to kill), View to a Spill (View to a kill), Leak and Let Die (Live and let die) e From Three Mile with Love (From Russia with love).

As sequelas não tiveram o mesmo sucesso e carisma do original, mas ficou uma personagem conhecida dos videojgos e o primeiro jogo foi alvo de excelentes críticas e notas por parte da imprensa especializada.











quinta-feira, 14 de maio de 2015

... da Novela Fera Radical

quinta-feira, maio 14, 2015 0
... da Novela Fera Radical

Volto ao mundo das telenovelas da Rede Globo, desta feita para falar de Fera Radical, uma novela que passou por cá na hora de almoço, horário para onde iam normalmente as novelas das 18h da Globo.

Fera Radical foi uma novela da autoria de Walther Negrão, originalmente transmitida entre Março e Novembro de 1988 no horário das 18h da Rede Globo. sendo transmitida por cá pela RTP 1 no horário do almoço, pelo meio dia entre Dezembro de 1989 e Maio de 1990. Não foi das mais populares ou emblemáticas desse horário, mas mesmo assim a actuação de Malu Mader deixou muitos colados ao ecrã e interessados na trama ali apresentada.

Inspirada na peça A Visita da Velha Senhora, do suíço Friedrich Dürrenmatt, “Fera Radical” conta a história de Cláudia (Malu Mader), que deixa o Rio de Janeiro e retorna à pequena cidade de Rio Novo disposta a se vingar do extermínio de sua família, ocorrido 15 anos antes. A fera consegue trabalho como analista de sistemas na Fazenda Olho d’Água, cujos proprietários são os suspeitos da chacina de seus pais e irmãos.

Ela queria vingar-se de Altino Flores (Paulo Goulart), mas acaba por se envolver com os dois filhos dele, Heitor (Thales Pan Chacon) e Fernando (José Mayer), por quem se apaixona de verdade. O massacre da sua família continua vivo na sua mente, e ela quer-se vingar da família colocando um irmão contra o outro, muito para desespero da mãe adoptiva dela, Marta (Laura Cardoso) que a tenta demover dessa ideia.

Curiosamente ela tinha tido uma filha com Altino, mas ficou a cargo dele sendo criada pela mulher dele, Joana Flores (Yara Amaral) que é uma mulher forte e desconfiada com tudo, especialmente da chegada de Malu. Os dois irmãos Flores eram bem diferentes um do outro, Fernando adorava estar no meio dos bois e cavalos, enquanto que Heitor era mais dedicado aos escritórios.

Elias Gleizer interpretava o outro suspeito da morte da família de Malu, Donato Orisini, um estrangeiro bonacheirão que tentava se armar em fino mas era sempre bem engraçado e um pouco atrapalhado. Lembro-me bem do papel de Malu, obstinada e cheia de vontade de vingar a família, mas lembro-me pouco do resto da novela, talvez a prova que não tenha sido mesmo muito interessante.

Alguém por aí com opinião diferente?











terça-feira, 12 de maio de 2015

... do Super Buéréré

terça-feira, maio 12, 2015 0
... do Super Buéréré

Foi o programa que marcou uma geração, quem era criança na década de 90 não perdia uma emissão do Super Buéréré, onde podiam ver os seus desenhos animados preferidos e alguma música.

A SIC já tinha um programa infantil para apresentar o seu bloco de desenhos animados, chamou de Buéréré e teve a Ana Marques como apresentadora, mas em Abril de 1996 decidiu rebatizar o programa, chamando de Super Buéréré e colocando a jovem Ana Malhoa na apresentação.

Criado pelo Brasileiro Ediberto Lima, era claramente inspirado no Xou da Xuxa, para além dos desenhos animados tinha personagens mascaradas, muita música e até umas mini anettes. A animação do programa era intensa, e as roupas joviais e atrevidas de Ana Malhoa chamavam a atenção dos mais velhos.

Foram editados quatro cd's das músicas cantadas por lá, e chegou a existir uma variedade considerável de merchandising relacionado com o programa. Transmitido aos Sábados e Domingos de manhã, para além da apresentadora podíamos ver  personagens como a Melzinho, o Sapo Filipe, o Boi Ré-ré, a Vaca Ré-ré, o Príncipe, as Anetes e as Mini anetes


Passado algum tempo começou a ser também transmitido aos dias de semana (chamando só de Buéréré), normalmente só com a Ana Malhoa e a Vaca ré ré, e para além dos desenhos tinha alguns passatempos. No programa de fim de semana começaram a surgir várias rubricas, sendo que a mais popular foi a de Magia, com Damião e Helena.

Uma das mais populares era a que mostrava a Ana Malhoa a ler as cartas dos telespectadores e a mostrar as suas fotos. Terminou a 27 de Dezembro de 1998, voltando no ano seguinte mas sem ninguém a apresentar e consistia apenas num bloco de desenhos animados, estando no ar até 2002.

Eis algumas das séries mostradas por lá:

AAAHH!!! Real Monsters
Hulk Hogan's Rock 'n' Wrestling
Tom & Jerry
The Pink Panther
Yogi's Ark Lark
Allegra's Window
The Ren & Stimpy Show
Biker Mice from Mars
VR Troopers
Alfredo
Happily Ever After
Navegante da Lua (Sailor Moon)
Sky Surfer
Gadget Boy
Inspector Gadget
Oliver Twist
Life with Louie
Spider Man
Rugrats
Transilvania Pet Shop
Templo dos Jogos
Fox´s Peter Pan
X-Men
Big Bad Beetleborgs
The Tick
Dragon Ball
Dragon Ball Z
Dragon Ball GT
Neon Genesis Evangelion
Pim
Flash Gordon
Starla e as Jóias Encantadas
Bugs Bunny
Wisdom the Gnomes
Teletubbies
Princesa Sissi
Mouse & Monster
Power Rangers
Casper
The Adventures of Super Mario Bros. 3
Adventures of Sonic the Hedgehog












segunda-feira, 11 de maio de 2015

... do Alain Prost

segunda-feira, maio 11, 2015 0
... do Alain Prost

Voltar ao mundo mágico de Fórmula 1, para relembrar um dos maiores de sempre, também ele protagonista de uma era mágica desse desporto automóvel. Alain Prost foi tetracampeão mundial, protagonizou com Senna uma das rivalidades mais interessantes de sempre e continua até hoje a ser considerado um dos melhores pilotos de todos os tempos.

Alain Marie Pascal Prost nasceu a 24 de Fevereiro na França, começando desde cedo a conquistar vitórias nas competições de karts, decidindo deixar a escola em 1974 para se dedicar a tempo inteiro às corridas. Em 1980 entra no mundo da Fórmula 1 assinando pela McLaren, depois de ter ganho tanto o campeonato Francês como o Europeu de Fórmula 3.

Na corrida de estreia, em Buenos Aires, conseguiu logo um sexto lugar, fazendo parte de um grupo restrito de novatos que conseguiram isso na primeira corrida. Conquistou ainda mais quatro pontos, tendo assim uma época acima das expectativas e a augurar um belo futuro no desporto. Apesar disso tudo, foram vários os acidentes e as dificuldades, com a existência de algum mau ambiente entre a equipa e o piloto, levando à saída para a Renault apesar de ainda ter dois anos de contrato.

Em 1981 ficou então com o veterano René Arnoux ao seu lado, existindo boatos de que havia problemas entre os dois, especialmente  quando Prost começou a ser mais rápido que o seu companheiro e conseguiu logo uma vitória no grande prémio de França, depois de um começo algo atribulado, entre a conquista de pontos e o abandono por acidentes.


Prost começou a adoptar outra filosofia no paddock, proferindo a célebre frase "Before, you thought you could do it, now you know you can." A relação com a imprensa não era a melhor, assim como com o seu parceiro, mas o talento transparecia nas pistas onde corria, e apesar de não ter conseguido terminar algumas corridas devido a acidentes, acabou a época em quarto lugar no mundial de pilotos.

Em 1983 começava a reclamar da falta de ambição da Renault, do carro não ser competitivo o suficiente e de assim não ter conseguido ir além do segundo lugar no final da época. A equipa culpava o Francês, que acusavam deixar Piquet e a Brabham conquistar os primeiros lugares da competição.

Quando Ron Dennis pegou na McLaren, juntou então o francês ao bi-campeão Niki Lauda, para o qual perdeu o campeonato por apenas meio ponto, com a última corrida a acontecer em Portugal. As suas sete vitórias em 84 igualaram o recorde de Jim Clark de 1963, e na temporada seguinte sagrou-se finalmente campeão, sendo o primeiro francês a atingir esse feito.

Isso levou a outro conflito com a imprensa, com Prost a ficar arreliado quando os jornalistas franceses interpretavam isto como uma vitória da França, e ele fazia questão de os fazer ver que tudo na equipa onde ele corria era de outros países, e ele era apenas a única ligação a França nessa equipa.


Depois da retirada de Lauda, o novo parceiro de Prost foi Keke Rosberg (campeão em 82), e ajudou a uma defesa de título bem sucedida por Prost, isto apesar da luta renhida dada pela Williams, equipada por motores Honda e com uma dupla de pilotos agressiva, constituída por Nelson Piquet e Nigel Mansell.

Duas corridas foram fundamentais para isso, uma em que ia ficando sem gasolina (em San Marino), e começou a guinar freneticamente o seu carro para aproveitar as últimas gotas que tivessem ainda no seu tanque de combustível, conseguindo assim terminar a corrida, e a outra beneficiando de um acidente de Mansell que fez com que Piquet também tivesse que ir às boxes e assim deixar o francês sozinho para os pontos.

Com um novato ao seu lado, Prost teve algumas dificuldades na temporada de 1987, mas contente com a vitória que obteve na corrida do Brasil, onde começou em sexto lugar mas devido às opções técnicas que tomou, conseguiu acabar no 1º lugar. Essa temporada Prost ficou num atípico 4º lugar, atrás de Piquet, Mansell e o piloto da Lotus, Ayrton Senna.

Apesar da vitória da Williams, a Honda decidiu retirar os seus motores da escuderia, e acabou por entregar à McLaren, muito por causa da contratação de Dennis para a temporada de 1988, a do Brasileiro Ayrton Senna. Essa contratação tinha sido recomendada pelo próprio Prost, Começou aí uma rivalidade fantástica, que ia levar ambos a corridas e feitos fantásticos, ajudando a que a McLaren se tornasse também uma das maiores forças de sempre da história da fórmula 1.

Senna foi o campeão nesse campeonato, tendo mais uma vitória que Prost e apenas por isso, já que o francês tinha até mais pontos. A equipa provou a sua hegemonia vencendo 15 das 16 corridas desse ano, um feito inacreditável do qual os motores Honda foram peça fundamental.


No final da década de 80 já a admiração mútua entre os dois companheiros de equipa, passou a uma guerra cheio de ódio, com o Francês a acusar o Brasileiro de uma conduta perigosa na pista, e de que era beneficiado na McLaren em detrimento dele. Prost exemplificou com o facto de que a dada altura tinha um carro com 4 mecânicos enquanto que o seu parceiro tinha dois carros e 20 pessoas ao seu redor.

Apesar de algumas coisas evidentes, Prost beneficiou de Senna ter sido suspenso e conquistou assim o seu campeonato.indo depois para a Ferrari com o seu número 1, encontrando Mansell como seu parceiro, algo que durou apenas uma temporada com o britânico a sair da equipa acusando o francês das mesmas coisas que Prost tinha acusado o Brasileiro noutra temporada.

Com mais um acidente envolvendo Senna e Prost, a vitória final desta feita foi para o Brasileiro, com Prost a terminar sete pontos atrás. Na temporada seguinte, e com Alesi como seu parceiro, Prost viu mais uma vez uma equipa a não conseguir ser tão competitiva como os seus adversários directos, com a Williams e a McLaren a terem muito melhor desempenho nas corridas desse ano.

No começo dos anos 90 assinou pela Williams, mas não ficou por muito tempo, terminando assim uma carreira brilhante, apesar de ter continuado sempre ligado a este mundo, chegando inclusive a voltar como dono de uma equipa.

A rivalidade com Senna já foi aqui abordada, e foi uma das coisas que mais marcou a sua carreira, isso e ter conseguido quase sempre mais pontos que os seus parceiros, muitos deles campeões mundiais.




















domingo, 10 de maio de 2015

Artigo do Observador

domingo, maio 10, 2015 0
Artigo do Observador


Saiu um belo artigo dos anos 80 no Observador, nele aborda-se o fascínio sobre a década de 80 e foram chamadas várias pessoas para darem opinião, sendo eu um dos escolhidos.


Aqui podem ler em pormenor esse artigo bem interessante do Tiago Tavares, que nos levou numa viagem sobre uma das décadas de maior fascínio, a de 80. Falou com pessoas conhecidas como Nuno Markl e membros da blogosfera e do mundo dos sites, como os veteranos do Mistério Juvenil, os trabalhadores incansáveis do Brinca Brincando, os coleccionadores da Enciclopedia de Cromos, e também aqui este que vos escreve e o Ainda sou do Tempo.

Espero que gostem.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

... do Tico e Teco Comando Salvador

sexta-feira, maio 08, 2015 0
... do Tico e Teco Comando Salvador

Muitos de nós já conhecíamos o Tico e Teco de desenhos animados clássicos com o pato Donald, mas nos anos 90 descobrimos que estes dois esquilos eram capazes de aventuras divertidas e cheias de emoção, num programa só deles e que os mostrava como rangers a salvar todos que estavam em perigo.

Chip n' Dale Rescue Rangers (Tico e Teco Comando Salvador) foi criado por Tad Stones e Zaslove Alan em 1989, com a Walt Disney a querer capitalizar o sucesso que vinha tendo numa série de desenhos animados da companhia, como os Ducktales ou o Ursinho Puff. Foram mais de 50 episódios, divididos por três temporadas, transmitidas pela RTP no Canal 1 em 1991, na versão dessa altura do Clube Amigos Disney, numa versão original e legendada em Português.

O sucesso fez com que fossem editadas algumas k7 vhs no nosso país, numa versão dobrada em Brasileiro. O "Comando Salvador" é uma agência de detectives formada pelos esquilos Tico e Teco, pelos o ratos Gadget e Monterey Jack e a mosca Zipper. Fat Cat era um dos principais inimigos do grupo, e alguns dos episódios eram bem interessantes com um pouco de humor à mistura.

A ideia original não incluía os dois esquilos, o protagonista ia ser alguém tipo Indiana Jones, e quando decidiram recuperar estes dois, a vestimenta de Tico foi sempre nesse estilo aventureiro, enquanto que a de Teco lembrava o detective Magnum PI. Neste programa os dois amigos falavam muito mais do que as curtas onde apareciam com o Donald.

Tiveram algum sucesso, e estrelaram uma série de merchandising baseado nos dois, e ainda hoje muitos se recordam com carinho desta série de animação.

















quarta-feira, 6 de maio de 2015

... do Karate Kid Momento da Verdade

quarta-feira, maio 06, 2015 0
... do Karate Kid Momento da Verdade

Foi um dos filmes mais marcantes da década de 80, lembro-me perfeitamente de no dia a seguir de dar na RTP, muitos estarem no liceu a falarem dos acontecimentos do Karate Kid - Momento da Verdade.

Os filmes relacionados com Karaté estavam muito na moda nos anos 80, mas houve um que sobressaiu sobre todos os outros, um que também marcou a década com todos os clichés típicos da altura. Karate Kid – Momento da verdade. Estreou em 1984, realizado por John G. Avildsen e tendo Ralph Macchio como jovem protagonista, acompanhado do veterano Noriyuki "Pat" Morita e ainda Elizabeth Shue como interesse romântico.

Deve ter estreado numa Lotação Esgotada, sei que no dia a seguir eram muitos a tentar imitar aquele pontapé final ou a falarmos do que tínhamos visto na noite anterior, e quem gravou em VHS viu nesse dia de novo, tal a marca que a película deixou em todos nós. A história tinha todos os ingredientes típicos dos anos 80, mostrava-nos um jovem moreno de poucas posses a entrar num liceu novo, onde acabava por chocar contra os louros ricos que eram maus como as cobras. Pelo caminho apaixona-se pela loura bonita, que por acaso até é namorada de um deles.

Depois entra o karate, já que o rapaz sabia alguma coisa e queria se vingar dos outros usando o que sabe, mas o problema é que eles também sabem, e muito mais que ele. A sorte é que consegue a ajuda de um velhote oriental que mora no mesmo local para onde eles foram viver, e que por coincidência também sabe karaté e bastantes outras coisas que vão ajudar o rapaz a crescer muito.


Ralph Macchio é Daniel LaRusso, Pat Morita é o Mr. Myagi, e Elizabeth Shue interpreta o interesse amoroso e ajuda no torneio de karaté a apoiar Daniel na sua missão espinhosa. Isto porque os seus inimigos eram de um Dojo muito conhecido, o dojo Cobra, que é treinado por uma pessoa sem escrúpulos e que não pensa nos meios para atingir os seus fins.

O treinamento de Myagi ocupa boa parte do filme, e entrou no vocabulário de todos que já sabiam o que significava “wax on, wax off”, isto porque aquele treino era um pouco fora de comum. Daniel aprendeu alguns golpes de karaté enquanto fazia tarefas como pintar uma cerca, ou encerar e limpar um carro.

Tudo isto tornou o filme ainda mais castiço e foi giro ver o crescimento da relação entre os dois, que passa de professor e aluno para dois grandes amigos. Quem não se lembra da cena em que tentaram apanhar uma mosca com dois pauzinhos? Ou quando Daniel ajuda o seu mentor a ultrapassar uma bebedeira enquanto pensa na sua falecida esposa?

Depois no final do filme veio o golpe que todos tentaram imitar na escola no dia seguinte, um golpe cheio de teatralidade e estilo que nos deixou a todos entusiasmados. O filme tinha a música “You’re the best” de Joe Esposito, algo que ainda dava mais um feeling anos 80 à coisa e como todos os filmes da altura, originou mais umas sequelas que estiveram sempre longe do sucesso da original.



















terça-feira, 5 de maio de 2015

... do Weird Al Yankovic

terça-feira, maio 05, 2015 0
... do Weird Al Yankovic

As paródias de Weird Al Yankovic chegaram tarde a Portugal, mas também por cá o seu humor foi apreciado, e no advento da MTV já todos conheciam e riam com os videoclips bem humorados deste artista.

Alfred Matthew "Weird Al" Yankovic nasceu a 23 de Outubro de 1959 na Califórnia nos Estados Unidos, descendente de pais de origem Jugoslava, que lhe ofereceram um acordeão aos 6 anos, instrumento que aprendeu rapidamente a tocar e assim a interessar-se pelo mundo da música.

Ficou fã de Elton John nos anos 70, começando a usar o seu acordeão para tocar rock e decidindo enveredar por um lado musical onde fazia paródias do género, relembrando os conselhos do seu pai que sempre lhe disse para se divertir naquilo que fazia. Começou a publicar o seu material num programa de rádio muito conhecido, o Dr. Demento show, e a sua primeira música de sucesso foi uma versão do "My Sharona" dos The Knack, chamando de "My Bologna".

Decidiu então deixar os estudos para se dedicar mais à música, editando um single em Setembro de 1980 chamado "Another one rides the bus", baseando-se numa muito conhecida dos Queen. A atenção que tinha em equilibrar a letra com diversos comentários de cultura pop, equilibrando isso com uns elementos de Polka. Os seus telediscos tinham muito sucesso, a atenção ao detalhe era fantástica, conseguia igualar ao pormenor e cena a cena o videoclip original, e isso ajudava a que tudo ficasse ainda mais engraçado e ao sucesso das suas músicas.

Por cá foi sem sombra de dúvida a versão de "Smells like Teen Spirit" dos Nirvana que apaixonou os Portugueses, aqueles que ainda não conheciam a sua música e ficaram a conhecer com este clip que passava regularmente por cá. Eu conheci-o pela primeira vez num filme, quando aluguei a k7 VHS do filme UHF, ficando fã do seu humor e do nonsense daquilo tudo.


A sua versão "Eat it", de "Beat it" de Michael Jackson, atingiu o top 20 da Billboard e foi um dos mais vendidos da sua carreira. Uma carreira bem sucedida, onde vendeu mais de 11 Milhões de discos, ganhou 4 grammys e foi nomeado 11 vezes, parodiando mais de 150 canções e a sua carreira teve sempre um sucesso constante, apesar de ter sido mais popular nos anos 80, foi já no Século XXI que conseguiu ter um álbum no top 10 dos Estados Unidos e em 2014 conseguiu mesmo o 1º lugar,

Era conhecido nos anos 80 pela sua roupa colorida e seus óculos grandes, passando pela sua enorme cabeleira cheia de caracóis que não passava despercebido. Na viragem de século decidiu melhorar a sua imagem, fazendo uma operação laser e mudando a forma de vestir. O humor e a qualidade dos seus videoclips, igualando cena a cena os originais que parodiava continuam iguais, e talvez por isso continue respeitado e apreciado por muitos.

Yankovic é o único autor das suas músicas, não aceitando ideias e sugestões de fãs por razões legais, e evitar assim problemas em tribunais. As suas versões de músicas da Madonna e Michael Jackson tornaram ele alguém muito conhecido do público,mas a sua obra envolve um grande número de artistas. Isto para além de fazer músicas suas originais, mas sempre com o intuito cómico no seu processo criativo.

Quem gosta de ver os seus videoclips?




















segunda-feira, 4 de maio de 2015

... do Vivámúsica

segunda-feira, maio 04, 2015 0
... do Vivámúsica


A RTP sempre teve programas dedicados à música, e nos anos 80 o Vivámúsica foi um dos mais marcantes. Era uma companhia habitual para todos os amantes da música no final da tarde de Sábado, com apresentação de Jorge Pego.

Vivámúsica surgiu pela necessidade da RTP apresentar todos os telediscos que chegavam à estação, começou a ser transmitido quinzenalmente na RTP 2 mas a sua popularidade fez com que passasse para o primeiro canal, sendo emitido semanalmente aos Sábados pelo final da tarde.

Jorge Pego, que apresentava o Todos No Top da Rádio Comercial, foi o apresentador escolhido para o programa, definindo as linhas do mesmo com a ajuda de João Igreja e Manuel Medeiros. Uma das suas sugestões, foi por exemplo o aumentar da aposta na música Portuguesa, coincidindo assim com o boom que ocorria no Rock nacional.

Começou a ser transmitido no começo de 1981, passando para o primeiro canal no final desse ano. Os telediscos começaram a ser filmados e produzidos por elementos do programa, ajudando assim a promover a música nacional e o sucesso de um passava pelo sucesso do outro. Pego disse várias vezes que a popularidade do programa teve o seu pique, quando o rock nacional estava também no top da popularidade.

Em 1986 foi produzida uma segunda série, com o programa a ganhar mais minutos e a apresentar mais música internacional, também porque deixavam de haver os apoios da RTP a mais realização de videoclips com artistas nacionais. Ainda foi feita uma terceira série, que passou a apresentar o top de vendas nacional e a ter mais um apresentador, Luís Montez.

Não durou muito mais e foi substituído por outro do género, algo que hoje em dia infelizmente não acontece na nossa estação pública. Na Antena 1 existe desde os anos 90 um programa com um nome quase igual, apenas separando as palavras dando um ar mais formal a ele.









domingo, 3 de maio de 2015

...do filme Cocktail

domingo, maio 03, 2015 0
...do filme Cocktail

Tom Cruise é sem sombra de dúvidas uma das maiores estrelas dos anos 80, e muitos dos seus filmes nesta década tinham algo em comum, era um jovem aprendiz com vontade de vencer, e no filme Cocktail também foi esta a fórmula utilizada.

Cocktail apareceu no final dos anos 80, em 1988, realizado por Roger Donaldson e com Tom Cruise a estrelar uma história retirada de um livro com o mesmo nome. Um filme com uma banda sonora interessante, serão poucos os que viram Cocktail e que de cada vez que ouvem "Kokomo" dos Beach Boys, não lhes venha logo à cabeça esta película, ou que não se recordem da cena de Tom Cruise a fazer todos num bar cantar o "Addicted to Love".

Cocktail faz parte daqueles filmes de Cruise onde o mesmo é um jovem aprendiz, desejoso de alcançar o êxito e que conta com a ajuda de um mentor mais velho que se torna um bom amigo dele. Neste caso o actor Bryan Brown como Doug Coughlin, e ainda tínhamos a Elizabeth Shue como interesse romântico de Cruise, algo que nunca podia faltar num filme dele.

Brian Flannagan (Cruise) era um jovem com um sonho, ficar rico rapidamente, e vai estudar gestão ao mesmo tempo que trabalha num bar, ouvindo os conselhos de Coughlin. De um tremendo desajeitado, Flannagan vai ganhando o jeito e o seu carisma natural vai conquistando todos, especialmente os elementos do sexo feminino.



A dupla vai chamando a atenção de todos e rapidamente são contratados para um bar importante, enquanto que cá fora vão desenvolvendo uma amizade e Coughlin assume um papel de mentor mesmo fora do bar, até que um dia tudo corre mal, envolvem-se numa luta e Flannagan vai para a Jamaica, tentar ganhar dinheiro para abrir o seu próprio bar, o Cocktail e Dreams.

Por lá conhece e apaixona-se por Jordan Mooney (Shue), para além de se reencontrar e fazer as pazes com o seu amigo, que apesar de casado com uma mulher linda, passa um mau momento na sua vida. Brian trai Shue e começa a sair com uma mulher rica apenas por causa do dinheiro desta, voltando para Nova Yorque, mas a coisa não corre bem e ele quer voltar para Jordan. Filme vai passando por umas peripécias, e após a morte do seu mentor, Brian endireita-se, junta-se a Jordan e no final do filme vemos como conseguiu abrir o seu próprio espaço.

É considerado um dos piores filmes mais agradáveis de se ver, e não foge muito à verdade, é um filme fraco mas bastante divertido de se ver, tem momentos interessantes e o carisma de Cruise brilha de forma intensa em alguns momentos. Lembro-me de ter gravado isto e colocado a capa da TV Guia, uma prova forte de gostar de um filme naquela altura. Ainda hoje se estiver a dar na TV, de certeza que irei dar uma olhadela.