Fevereiro 2015 - Ainda sou do tempo

sábado, 28 de fevereiro de 2015

... do Isaías

sábado, fevereiro 28, 2015 0
... do Isaías


Isaías foi um dos futebolistas que marcou o campeonato Português nos anos 90, amado por uns, odiado por outros, o jogador Brasileiro fez parte de uns quantos plantéis do Benfica que deixaram o seu nome na história do clube.

Sempre tivemos a nossa quota de jogadores vindos do Brasil, e alguns deles conquistaram o público Português com a sua simpatia e talento futebolístico. Isaías Marques Soares nasceu a 17 de Novembro de 1963, entrando no nosso campeonato em 1987 quando foi contratado pelo Rio Ave, clube onde permaneceu apenas uma época e foi logo chamado por um clube com outras ambições, o Boavista.

Logo na sua primeira época alcançou o 3º lugar na competição maior do futebol Português, e junto com outros nomes como o guarda redes Alfredo ou o médio Casaca, assinou uma temporada brilhante sob o comando do Brasileiro Pepe. O médio ofensivo dava nas vistas com os golos que marcava e a sua entrega em campo, e depois de mais uma temporada no Bessa (que não correu tão bem), foi altura de ingressar num grande do nosso futebol, o SL Benfica.


Ele tinha chamado a atenção do treinador dos encarnados, o Sueco Sven Goran Eriksson, que avisou os responsáveis benfiquistas para a contratação deste portentoso médio ofensivo. Jogou por 24 vezes de águia ao peito, marcando 5 golos na sua época de estreia e sagrando-se campeão nacional logo na sua primeira vez ao serviço do Benfica.

O plantel das águias tinha uma qualidade acima da média, jogando um futebol atractivo e de ataque, a forma de jogar de Isaías caía que nem uma luva nesta forma de actuar em campo e na sua segunda temporada ajudou a equipa a chegar ao 2º lugar, marcando 12 golos no campeonato.

Ganhou o carinho dos adeptos de uma forma quase instantânea, recebendo alcunhas como o Profeta Selvagem ou o Homem Bala, isto por causa da força dos seus remates. Para além da garra e força com que se apresentava em campo, a sua imagem de marca eram os remates portentosos, muitos de fora da grande área, que ou levavam selo de golo ou iam direitos ao 3º anel, mas todos eles alvo de aplausos pela entrega do futebolista e vontade de vencer,


Foi uma peça fundamental nas campanhas dos encarnados, quer cá dentro quer lá fora, onde chegou a fazer jogaços em Inglaterra, país onde deixou boa impressão e para onde chegou a ir jogar. Era quase um tractor, aliás ele podia jogar mais atrás no terreno pela sua forma de jogar de forma agressiva e potente, mas era na frente do ataque que ele demonstrava todo o seu talento.

Apesar disso havia quem não fosse fã dele, quer pelos constantes remates para o 3º anel, como por alguns jogos onde parecia se arrastar dentro do campo. Mas no geral era um excelente profissional, deixando boa maioria dos adeptos contente com o seu desempenho.

Com Tomislav Ivic não foi sempre titular, mas quando entrava cumpria a sua função, e quando Toni rendeu Ivic começou a aparecer mais na equipa encarnada e na época de 93/94 foi, juntamente com João Vieira Pinto, um dos maiores responsáveis pela nova conquista de campeonato por parte do Benfica.

Os dois jogadores ocuparam as duas primeiras posições de melhor marcador, o brasileiro com 13 golos e o português com 14. provando a importância que tiveram na conquista desse título e na qualidade da campanha dos encarnados.

Sofreu com a entrada de Artur Jorge, e foi forçado a sair do plantel, indo então para Inglaterra, onde ainda se lembravam dos golos que marcou ao Arsenal e assinou então pelo Coventry. Por lá ficou duas temporadas, e apesar da sua idade (já com 34 anos), ainda assinava exibições de qualidade, voltando a Portugal para jogar pelo Campomaiorense de Bernardino Pedroto. Ajudou a equipa a chegar ao 11º lugar, marcando 14 golos e provando que ainda estava ali para as curvas. Um jogador que deixou saudades em todos os clubes por onde passou, e fará sempre parte da história de um dos melhores períodos do Benfica.












quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

... do Canto e Castro

quarta-feira, fevereiro 25, 2015 0
... do Canto e Castro


Uma das vozes mais facilmente reconhecidas do nosso audiovisual, Canto e Castro era apreciado por diversas gerações, os mais velhos gostavam de o ver actuar enquanto que os mais novos gostavam das personagens de desenhos animados aos quais ele emprestava a voz.

Henrique Vaz de Canto e Castro nasceu em Lisboa a 24 de Abril de 1930, estreando-se na mítica companhia dos comediantes de Lisboa em 1946, onde actuou ao lado de nomes como António Silva, Ribeirinho ou João Villaret. A sua qualidade fez com que ganhasse logo prémios apenas no seu segundo ano, e a sua sede pela representação fez com que se estreasse por várias companhias, mas ainda antes do começo da década de 50 integrou o elenco fixo do Teatro Nacional.

O actor espalhava simpatia e talento por onde passava, tendo passagens pelo teatro Aberto e teatro Monumental, e foi pouco antes dos anos 70 que o povo teve direito a vê-lo na televisão, em algumas peças transmitidas pela RTP. Pouco tempo depois começou a marcar presença nas séries de sucesso, como Zé Gato ou Duarte e Companhia, para além de emprestar a voz a anúncios míticos da nossa história como o do gelado Calipso da Olá.

Outros recordam-se de certeza que era a voz do Capitão Iglo, outra personagem marcante da nossa infância, assim como ser quase sempre o Pai Natal em diversos anúncios ou programas. Mas não foi só aí que a sua voz ganhou destaque, todos se lembram dele como o Bocas, ou o Flip da Abelha Maia ou até o Mestre das sagas "Era uma vez...", ele esteve em todos e em todos deixou a sua marca.

Nos anos 90 apareceu em algumas novelas, sempre com o seu ar bonacheirão e uma voz inconfundível deixando o seu cunho nessas personagens, em novelas como Desencontros ou Roseira Brava (onde interpreta uma das mais divertidas personagens da história). Continuou também a aparecer em peças de teatro, tornando-se um dos maiores nomes da sua geração e sendo considerado um dos melhores actores de sempre. Faleceu a 1 de Fevereiro de 2005, deixando saudades e um legado invejável.















terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

... do Heathcliff

terça-feira, fevereiro 24, 2015 0
... do Heathcliff

Heathcliff faz parte de um grupo restrito de desenhos animados que estrearam na TVI, com uma dobragem em Português acima da média e um protagonista muito carismático.

George Gately criou a banda desenhada de Heathcliff em 1973, mas por cá só conhecemos a personagem no desenho animado da DIC de 1984. Muitos podiam pensar em Garfield ao ver isto, afinal este era também um gato laranja a fugir para o gordinho, mas este tinha um humor mais corrosivo e tinha aventuras mais atribuladas.

Por cá isto foi transmitido na TVI em 1993, no programa A Casa do Tio Carlos, numa dobragem em Português de boa qualidade, talvez das últimas do género. Heathcliff (Rui Paulo) era apaixonado pela gata Sónia (Teresa Madruga) e apesar de preferir estar o dia todo sem fazer nada, quando estava perto dela fazia tudo para a cortejar e afastar outros gatos dela. O mesmo acontecia com a outra dupla amorosa de gatos (que tinha os mesmos actores nas vozes) com a diferença que Riff Raff era menos calão, mas tinha a mesma paixão por Cléo.

Na dobragem tínhamos ainda António Feio (que também dirigia os actores) e Adriano Luz, pena que quando repetiu anos mais tarde no canal Panda, não foi apresentada esta versão e sim a versão em Espanhol. Quem viu isto na TVI?


Heathcliff
Heathcliff é um gato
bem disposto e educado
mas ninguém pensa em engana-lo
vai passar um mau bocado.

É um ás, o campeão
passa o tempo a magicar,
arranjar novas partidas
p'ra os amigos animar.

E não há memória
de ouvir uma história
de pernas para o ar
com o Heathcliff a contar.

E os gatos seus amigos
dizem que ele é o maior
e bichanam uns aos outros,
mas que grande professor.

Heathcliff
Heathcliff é um gato
bem disposto e educado
Mas não pensam que o enganam
pois ele vai correr
vai chegar e vencer.















segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

... do Predador

segunda-feira, fevereiro 23, 2015 0
... do Predador

Um daqueles filmes que todos queriam ver nos anos 80, dos que fazia o pessoal se reunir em casa de um que tivesse leitor de k7's e vibrarmos a ver as cenas de acção com um dos nossos actores preferidos. Arnold Schwarzenegger era a estrela principal em Predador, enfrentando um terrível ser espacial que se encontrava escondido numa selva no planeta Terra.

Predator (Predador) foi um filme de ficção científica com uma forte componente de acção, realizado por John McTiernan e com Arnold Schwarzenegger à frente de um elenco que tinha ainda Carl Weathers e Jesse Ventura. Marcou todos com as cenas misteriosas em que "víamos" pelos olhos do monstro, e também pelas cenas de luta entre o predador e Schwarzenegger.

Como em tantos filmes dos anos 80, vemos um grupo de soldados/mercenários numa missão de resgate, desta vez numa selva amazónica onde se vêem ameaçados por um inimigo invisível que desfigurava as suas vítimas, e no final percebe-se que é um ser doutro planeta, que para além de alguns poderes, tinha uma agilidade e força acima da média.

O filme passa boa parte como se fosse um filme de acção, completo com um grupo que retratava todos os clichés da altura, com  testosterona a mais e vontade de carregar no gatilho. A dada altura começa a apresentar sinais de filmes de terror e também de ficção científica, e foi toda essa mistura que ajudou ao sucesso da película. Carregado de one liners (quem não se lembra do Get to the choppa"), soube mesclar na perfeição os diferentes géneros, deixando sempre o de filme de acção em primeiro plano.


Todo adolescente ficava fascinado com isto, lembro-me de alugar o VHS e de ver mais dois vizinhos meus e de ficarmos deslumbrados com tudo aquilo. O elenco já era o suficiente para gostarmos, eram quase todos musculados e cheios de atitude, as cenas entre Schwarzenegger e Ventura transpareciam uma rivalidade que ia muito para além do que estava escrito no guião.

Weathers já era conhecido pelo seu papel em Rocky, e aqui demonstra também toda a sua capacidade para estrelar um filme de acção. Tínhamos ainda Sonny Landham, um actor meio índio e cheio de carisma, que protagonizou algumas das cenas mais interessantes. O grupo de soldados todo fardado e com camuflados, com a cara pintada prontos para acção deixavam logo tudo entusiasmado, mas o facto de ter também um alien ajudava a que este se tornasse um dos filmes mais procurados no videoclube.

O físico de Kevin Peter  Hall era impressionante, deixando o "monstro" com um ar bastante ameaçador, mais do que se mantivessem o plano original de ser Jean Claude Van Damme a vestir a armadura do extraterrestre. A visão térmica, como o alien via as coisas, era bem interessante, assim como a sua invisibilidade e a forma como sangrava. As cenas de luta foram muito bem feitas, não dá para esquecer também os truques que se usavam, como o facto de se encher de lama para não ser "visto" pelo predador.

Teve uma sequela pouco tempo depois, e muitos anos depois foi a vez de fazerem um crossover com outro "monstro" do cinema, o Alien. Quem mais é fã do Predador?











sábado, 21 de fevereiro de 2015

... da Gaiola Aberta

sábado, fevereiro 21, 2015 0
... da Gaiola Aberta


 A Gaiola Aberta foi mais uma daquelas revistas que muitos leram às escondidas, e será sobre ela que hoje irei falar. Da autoria de José Vilhena, foi a primeira a aparecer nos quiosques e papelarias pós 25 de Abril.

No dia 15 de Maio de 1974,  passado apenas 21 dias da revolução que mudou para sempre Portugal,  chegava às bancas a primeira edição da revista Gaiola Aberta. A rapidez com que esta publicação chegou aos quiosques não foi de estranhar, considerando que o autor da mesma foi um dos (muitos) artistas que sofria com a censura da PIDE, o cartunista José Vilhena.

Vilhena tinha já várias obras publicadas, mas quase todas elas de forma secreta devido a ser um dos maiores críticos do estado novo e também pelo teor de alguns dos seus cartoons, embora estes não fossem pornográficos. Colaborador activo de publicações como o Diário de Lisboa, Vilhena não podia ali dar azo à sua veia de artista erótico, algo que fez na perfeição nesta revista, onde podíamos encontrar políticos do antigo regime, ou os novos que apareciam, com muita ou pouca roupa, em poses obscenas ou simplesmente bem divertidas e que fizeram assim as delícias de muito.

Não era só de política que vivia a revista, o sucesso estava também nas meninas de mamas ao léu que podíamos encontrar lá dentro, fosse em forma de cartoon fossem fotos de mulheres desnudadas. Isto a acompanhar artigos os quais não percebíamos nada nem nos interessava muito. Uns procuravam a parte sexual, outros a parte cómica da revista.

Portugal podia assim rir de uma forma "livre", vendo os rostos que conhecia em poses nunca antes vistas. O autor rapidamente escolheu uns alvos de eleição, Spínola, Soares, Álvaro Cunhal e Sá Carneiro foram dos políticos que mais apareceram nas capas e nos cartoons no seu interior. Vilhena não escondia uma predilecção por Soares, e ficou contente quando recebeu um dia uma chamada do conselho de Minstros avisando que o Dr Soares era fã das caricaturas e pedia para lhe fornecer umas quantas cópias.



O poder de encaixe de alguns dos visados pode até surpreender, mas decerto que muitos não achavam piada e a nossa sociedade, ainda muito puritana e católica, muitas vezes criticava a crítica excessiva ao clero e as poses menos próprias de personalidades importantes do nosso Portugal. Essa crítica devia-se sobretudo ao facto do artista nunca ter aceite a conivência que a igreja católica teve com a ditadura, e não tinha pudor em retratar isso nos seus cartoons.

Numa edição quinzenal, Vilhena mostrava ter um ritmo de trabalho alucinante, já que ele escrevia, desenhava, editava e distribuía as revistas, e estas chegavam a tempo e em bom número às bancas, tornando-se um raro caso de sucesso nas publicações deste género. Preso pela PIDE em 3 ocasiões, foi com algum à vontade que escreveu o seu primeiro editorial que aqui transcrevo um pequeno trecho:

"Faltam-me as palavras justas para descrever o que, de há uns tempos para cá, se passa nesta rejuvenescida República, onde as pessoas parecem outras, bem dispostas, conversadoras e desinibidas… inclusive as que estão um pedaço (e compreensivelmente) à rasca, mas que fazem os possíveis por disfarçar e integrar-se na grande e florida festa do povo."

Era assim que o antigo estudante de arquitectura encarava as coisas, foi dessa forma que editou as suas obras nos anos 50 e 60, fintando a PIDE e conseguindo colocar em alguns quiosques alguns livros que diziam o que lhe ia na alma. E foi também assim que continuou a publicar revistas do género depois do término da Gaiola, como o Cavaco ou a Moralista, até que a doença o deixou de poder continuar a espelhar o que sentia e atirou-o para um lar em Lisboa aos 86 anos de idade.










sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

... do Zarabadim

sexta-feira, fevereiro 20, 2015 0
... do Zarabadim

Muita música e magia à mistura nesta série Portuguesa dos anos 80, com poucos episódios mas os suficientes para todos nos lembrarmos ainda dos pós de perlimpimpim. Zarabadim  foi mais um programa com músicas de Carlos Alberto Moniz, que editou depois também um disco com o mesmo nome.

Foi em 1985, tenho ideia de ter visto aos Sábados de manhã mas posso estar enganado, que nos deparámos na RTP com um programa sui generis, onde teríamos a magia em destaque em conjunto com a música, numa série que nos apresentava histórias divertidas e com teor pedagógico.

Zarabadim tinha os textos a cargo de José e Dulce Fanha, com o mágico Zurc em algum destaque e Ana Lúcia Moniz a cantar músicas da autoria de Carlos Alberto Moniz. Nos 10 episódios da série, pudemos acompanhar os jovens João (José Wallenstein) e Joana (Angela Pinto), numas aventuras bem engraçadas dentro do chapéu de um mágico.

A forma como eles entravam no chapéu implicava o utilizarem a palavra mágica Zarabadim, e mais importante ainda os pós mágicos de perlimpimpim, que foi algo que ficou na memória de todos e utilizava-se várias vezes essa expressão nas nossas brincadeiras.

Nas diversas ruas do chapéu, encontravam as mais diversas personagens, desde o sábio Livro (Filipe Ferrer) ao velho Tempo (José Fanha), passando pelo Palhaço (António Feio) e uma Gata (Cláudia Cadina) ou ainda o fantástico Pinguim Inventor (Francisco Pestana). Quem via isto?











quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

... do Marina, Marina

quinta-feira, fevereiro 19, 2015 0
... do Marina, Marina

Marina, Marina foi uma adaptação da sitcom I love Lucy e o primeiro grande trabalho da actriz Marina Mota. Uma série divertida que ajudou a popularizar a actriz e a levou a grandes voos na televisão Portuguesa.

Marina Mota já tinha aparecido em alguns programas da RTP, fosse em rábulas de concursos, fosse a fazer pequenas participações noutros programas de humor, mas em 1992 teve a oportunidade de estrelar uma série, série essa que teria o seu nome em destaque, o Marina, Marina. Tratava-se de uma adaptação Portuguesa daquela que é considerada a mãe de todas as sitcoms, a I Love Lucy que tinha sido um enorme sucesso nos anos 50 e 60.

Carlos Cruz e Virgílio Castelo foram os responsáveis por esta adaptação, com Virgílio a ter a cargo também a direcção de actores (com a ajuda de António Feio), que consistiam basicamente no casal principal (Marina Mota e Carlos Cunha) e nos seus amigos, que eram também os seus senhorios, interpretados por Henrique Viana e Raquel Maria. A ideia de escolherem um casal da vida real como protagonistas. assentava no facto de o original Americano ter sido também produzido dessa forma (Lucille Ball e Desi Arnaz eram também casados fora do estúdio), e Carlos Cunha era alguém bem conhecido do público com o sucesso que as suas rábulas no concurso 1,2,3.

O programa era gravado ao vivo no teatro Vasco Santana, sendo transmitido no Canal 1 às sextas feiras à noite e apesar de estar previsto apenas uma temporada, o sucesso que ele teve junto do público levou à renovação para uma segunda temporada, tendo um total de 52 episódios emitidos. Infelizmente o canal público não repetiu ainda esta série na RTP Memória, provavelmente por questões de direitos autorais.

As peripécias vividas por estes dois casais davam origem a um serão bem divertido, e o talento da protagonista ajudou a que isto tivesse um grande êxito e abrisse caminho a um futuro risonho, com mais programas de sucesso como o Ora Bolas Marina, já aqui recordado.







Alguma info e fotos retirados do belo site Brinca Brincando







quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

... do Beavis and Butt-Head

quarta-feira, fevereiro 18, 2015 0
... do Beavis and Butt-Head

Estes dois marcaram toda uma geração, são um dos maiores símbolos dos anos 90 e uma das imagens mais associadas à MTV. Beavis and Butt-Head eram simples, divertidos e com bom gosto musical, o seu programa era visto por todos e todos reconheciam o duo e sabiam com o que contar.

Mike Judge criou Beavis and Butt-Head para a MTV em 1993, com o programa a estrear a 8 de Março e ficando no ar até 28 de Novembro de 1997. Os desenhos não eram bem feitos, mas isso contribuía para o apelo e o estilo do programa, e eles eram bastante monosilábicos, comunicando com poucas palavras e alguns grunhidos, enquanto viam os vídeos de música na TV.

Vivendo no Texas, eles eram os típicos adolescentes com pouca fibra moral e vontade de fazer algo na vida, costumavam pegar-se um com o outro e adoravam avaliar os vídeos de rock que viam, grunhindo um "COOL" ou "This sucks" a cada um que viam, era a forma de os avaliar.

Os episódios por norma tinham um tema ou uma história, e era entre os segmentos animados que eles criticavam os vídeos de música, mas o que as pessoas se lembram ou gostavam mais era mesmo desses momentos, os episódios ficavam para segundo plano. Por cá só quem tinha parabólica é que tinha contacto com eles, mas com a tv cabo isso mudou apesar de já termos apanhado o seu final de carreira.

Eles conseguiam ser muito mauzinhos nas suas críticas, tinham ódios de estimação (como Michael Bolton), mas mesmo as bandas dos quais eles eram fãs (como AC/DC e Metallica) não escapavam a uma crítica negativa se fosse caso disso. A pior crítica que fizeram foi a música dos Milli Vanilli' "Baby Don't Forget My Number" e a Vanilla Ice' com "Ice Ice Baby", quando simplesmente entraram em choque e mudaram de canal.

Eram conhecidos por entrar em "Head banging" quando gostavam das músicas e isso tanto podia ir das bandas de metal aos grupos de rap ou grupos de rock como os Guns n Roses. Foram considerados por muitos como uma excelente forma de crítica social, apesar de muitos acharem apenas que eram de um tremendo mau gosto.












segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

... das Alcofas

segunda-feira, fevereiro 16, 2015 0
... das Alcofas

Com a recente polémica sobre os sacos de plástico, impossível não recordar de outros tempos em que se ia às compras com sacos de pano ou com Alcofas. Algo que associamos por norma a pessoas mais idosas, mas algo que é bem mais prático e ecológico do que o simples saco de plástico.

As Alcofas existem em Portugal desde sempre, normalmente de palha mas também as há em verga, e eram algo bastante utilizado pelas nossas mães e avós para ir às feiras e praças e trazer ali os frutos e legumes que lá compravam,

No nosso país elas têm todo o tipo de utilização, elas iam para piqueniques, serviam para guardar roupa e material de costura e uma forma modificada, mas com o mesmo nome, servia para transportar bebés. Mas as mais populares, e que podem sofrer um regresso em força, são as que serviam para compras.









domingo, 15 de fevereiro de 2015

... do California Games

domingo, fevereiro 15, 2015 0
... do California Games

Se há um jogo que nos fazia pensar logo no verão, esse jogo era o California Games, um sucesso nas plataformas para onde foi produzido, com destaque para o Amiga e para o Master System.

California Games foi produzido pela Epyx em 1987, sendo apenas mais um jogo numa série de videojogos produzidos pela companhia para o Commodore 64, mas foi aquele que ganhou mais popularidade e expandiu-se depois para diversas plataformas, com destaque para a versão do Master System da Sega.

Foi daqueles poucos jogos que teve mais sucesso que a versão do Mega Drive, vendendo muito bem, mas isso aconteceu em quase todas as suas versões, especialmente a feita para o Amiga.No Brasil, país onde o Master System foi rei e senhor, este foi mais um daqueles títulos que os fãs recordam até os dias de hoje, mais pela animação que ele provocava do que propriamente pela jogabilidade ou gráficos.

Os gráficos, apesar de limitados, ajudavam a transmitir a atmosfera de praia e sol da Califórnia, o que juntamente com a música escolhida, tornavam aqueles jogos radicais (alguns completamente desconhecidos para nós) um vício tremendo.


Com o nome Jogos de Verão, uma jogada esperta da empresa Tec Toy, muitos de nós perderam horas a tentar perceber como conseguir os melhores resultados em algumas das provas, especialmente em desportos que nem conhecíamos as regras.

Half pipe, Foot Bag, Surf, Skating, BMX e Arremesso do Disco eram os desportos que tínhamos que dominar, todos eles bem radicais e alguns apesar de estranhos eram bem divertidos. O problema maior era dominar os comandos, não eram fáceis de perceber e era muito complicado de fazer as manobras de forma a conseguir a melhor classificação.

Umas provas eram mais animadas, outras mais paradas, mas no geral a diversão era garantida e por isso tornou este título tão bem sucedido e tão bem recordado por muitos fãs. Lembrar também que a versão original para além da aceitação do público, teve também críticas muito positivas por parte da indústria de videojogos.



Imagens e alguma info retirada deste blog







sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

... do Lover Why dos Century

sexta-feira, fevereiro 13, 2015 0
... do Lover Why dos Century


Em véspera de dia romântico, relembrar uma das músicas mais tocadas neste tipo de dias, a Lover Why dos Century.

Os Century foram uma banda Francesa, de Marselha, que conheceram logo o sucesso no seu disco de estreia "... And Soul it goes", muito por culpa do single "Lover Why" que se tornou um mega êxito e o único hit de sucesso do grupo que dominou as rádios em 1986.

Foi #1 na sua terra natal e aqui em Portugal, onde passava constantemente na rádio e se tornou comum nas colectâneas românticas que por cá saíam. No Brasil também andou nos hits, muito por culpa de ter feito parte da banda sonora da novela Ti Ti Ti.

Mais uma daquelas músicas românticas que tem na letra uma toada desesperada e a relembrar um amor passado, ou seja algo que se devia ouvir quando se estava fora de uma relação e não dentro de uma. Em todo o caso continua a ser uma música que agrada a todos e um marco dos anos 80.

A sign of time
I lost my life, forgot to die
Like any man, a frightened guy
I'm keeping memories inside
Of wounded love

But I know
I'm more than sad and more today
I'm eating words too hard to say
A single tear and I'm away
Away and gone

I need you
So far from hell, so far from you
'Cause heaven's hard and black and gray
You're just a someone gone away
You never said goodbye
Why, lover why ?
Why do flowers die ?
Why, lover why ?

Everytime
I hear your voice, you heard my name
You built the fire, wet the flame
I swim for life, can't take the rain
No turning back

I need you
So far from hell, so far from you
'Cause heaven's hard and black and gray
You're just a someone gone away
You never said goodbye
Why, lover why ?
Why do flowers die ?
Why, lover why ?

Why, lover why ?
Why do flowers die ?
Why, lover why ?







quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

... dos Filmes da Princesa Sissi

quinta-feira, fevereiro 12, 2015 0
... dos Filmes da Princesa Sissi

Os filmes da Princesa Sissi apaixonaram gerações, e nos anos 80 (década que adorava resgatar coisas de outras décadas) eles tiveram bem na berra, tendo bastante sucesso tanto em Portugal como no Brasil.

Ernst Marischka concebeu o argumento e realizou o filme que iria celebrar a memória da Imperatriz Isabel da Áustria, baseando-se também em parte no romance de Marie Blank-Eismann. Este Romance Hisórico-Biográfico foi lançado em 1955, retratando os primeiros anos da vida desta personalidade que tantos acarinham, que acabou por se traduzir num enorme sucesso de vendas e originar mais duas sequelas.

Estes três filmes continuam aliás no topo dos mais rentáveis do cinema quer Alemão quer Austríaco, apesar de não existirem números exactos, sabe-se que entre 20 a 25 Milhões de pessoas compraram bilhete para ver estes filmes, uma verdadeira façanha para a época. O  hipocoristico do prenome Isabel ficou para sempre na memória de todos e ajudou ainda mais à popularidade da personalidade histórica.

Romy Schneider e Karlheinz Böhm foram o par protagonista, com Romy a cativar todos como a bela e sorridente Sissi. No primeiro filme podíamos ver como Sissi,  a jovem princesa da Baviera com apenas 15 anos, acompanhava a sua mãe e irmã mais velha na viagem à Áustria para os preparos do casamento da mana com o seu primo-irmão Francisco José I. Este acaba é por se apaixonar por Sissi que fica enamorada por ele também, muito contra os planos da mãe deste e da própria família da princesa.

A sua forma descontraída de encarar a vida, a sua paixão pela natureza e o seu sorriso faziam todos se derreterem com a presença e foi por isso fácil de compreender o sucesso destes filmes, que por cá fizeram a delícia de muitos quando eram transmitidos pela RTP ou vistos numa k7 VHS.











quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

... do Heckle and Jeckle (Faísca e Fumaça)

quarta-feira, fevereiro 11, 2015 0
... do Heckle and Jeckle (Faísca e Fumaça)


Um daqueles cartoons que me lembro de ver de fugida, deve ter sido usado como tapa buracos na RTP, mas divertia-me muito sempre que via estes dois corvos em acção. Heckle and Jeckle pertenciam a uma geração de cartoons politicamente incorrectos, sendo considerados uns dos melhores neste formato provocativo mas muito divertido.

Heckle and Jeckle (Faísca e Fumaça no Brasil, por cá não me recordo como ficou conhecido) foram uns dos principais cartoons a sair do estúdio Terrytoons, curiosamente criados por Paul Terry,  em 1946, tendo sido transmitidos de tempos a tempos durante várias décadas. Por cá recordo-me de apanhar alguns na primeira metade dos anos 80, como muitos desenhos deste estúdio, na sua versão original e com legendas em Português.

O cartoon mostrava-nos dois corvos (ou gralhas) desbocados, que adoravam provocar os outros e que adoravam uma boa querela. O estilo de humor era um pouco como o Bugs Bunny ou alguns do Tex Avery. alguma loucura e protagonistas que não fugiam a uma boa luta enquanto gostavam de humilhar os seus adversários. Ao contrário do Bugs, estes corvos perdiam algumas das suas batalhas, mas isso não os impedia de mandarem a sua tirada.

O criador dos estúdios considera este um dos melhores produtos a sair dali, e realmente do que me recordo do humor e estilo isso não devia fugir muito à verdade. A prova da sua popularidade foi que tiveram uma revista de banda desenhada também ela com algum sucesso.














terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

... da Missão Impossível (série)

terça-feira, fevereiro 10, 2015 0
... da Missão Impossível (série)

Foi uma das minhas séries preferidas, Missão Impossível prendia-nos desde o genérico, com uma música fantástica, até aos bons momentos durante os episódios, que misturavam espionagem e acção nas medidas certas.

Mission: Impossible foi criada por Bruce Geller para a CBS, sendo transmitida entre 1966 e 1973 num total de sete temporadas, e com 171 episódios tornou-se uma das séries de espionagem mais bem sucedida de todos os tempos. Originou ainda uma nova série nos anos 80, pela ABC mantendo apenas Peter Graves no elenco, e ainda um filme de sucesso no final dos anos 90, com a super estrela Tom Cruise no papel principal.

Foi mais uma daquelas séries dos anos 60 que soube capitalizar o gosto pela espionagem que grassava nos Estados Unidos, e não só, e que graças a um bom elenco e boas histórias, foi dos mais bem sucedidos. O conceito era simples, existia uma equipa especial que era escolhida para aquelas missões consideradas quase impossíveis, existia um chefe de missão que recebia a missão e, caso decidisse a aceitar, escolhia então o grupo de agentes que o iria acompanhar a levarem a coisa a bom porto.

O primeiro líder da equipa, Dan Briggs, foi interpretado por Steven Hill, que devido a ser um Judeu Ortodoxo, tinha alguns problemas em cumprir o plano de gravações (devido a calhar em dias que, segundo a religião, são de descanso), e também nalgumas exigências físicas que implicavam as gravações da série. Foi então substituído a partir da segunda temporada por Peter Graves, que viria a assumir o papel de Jim Phelps, apesar de isso nunca ter sido explicado no programa. Aliás para muitos Phelps foi o único chefe da IMF que conheceram, ou o primeiro, já que a primeira temporada teve poucas reposições.


Cada episódio começava com o líder a ouvir a missão que tinha pela frente, que se iria depois auto destruir em pouco tempo, e depois a escolher no meio de dossiers e fotos a equipa de agentes que o iriam acompanhar, isto apesar de serem quase sempre os mesmos, que eram os seguintes:

Cinnamon Carter (Barbara Bain), uma actriz e modelo belíssima, Rollin Hand (Martin Landau) o homem das mil caras, que era também mágico, actor e um especialista em fugas, e ainda Barney Collier (Greg Morris) um génio da electrónica e Willy Armitrage (Peter Lupus), o homem forte do grupo. Estes dois últimos foram os únicos a fazer parte da equipa desde o começo até ao fim, já que na quarta temporada entra Leonard Nimoy como The Great Paris, para o lugar de Landau,, e exactamente com as mesmas características.

Landau e a sua mulher Bain saíram por disputas salariais, no caso de Landau foi encontrado um substituto fixo, mas no caso de Bain foram várias mulheres a ocuparem esse cargo na equipa. A dada altura quiseram também substituir Lupus e colocando o actor Sam Elliot no seu lugar em alguns episódios, mas o carinho do público por ele era muito e voltaram atrás.

Os inimigos eram quase sempre ditadores de terras distantes, muitas vezes comunistas, e ou tinham que salvar alguém que tinha sido feito prisioneiro ou então um grupo de habitantes em apuros. Ou muito simplesmente impedir um começo de uma guerra, ou de algum ataque iminente.



Os episódios seguiam quase todos uma lógica, a sequência pré genérico, a parte de ouvir a k7, a cena do dossier e fotos e a cena do apartamento, onde todos se reuniam para planear a missão. Eu adorava os conceitos de algumas das missões, cheias de reviravoltas e de enganos, que muitas vezes levavam a ter que substituir alguém por outra pessoa.

Eram quase sempre muito elaborados, por vezes quase ridículos, mas que sabiam prender do começo ao fim. Lembro-me de ver isto várias vezes na RTP, primeiro na década de 80 e depois já no Século XXI, e sempre fiquei a ver tudo com algum interesse.

Lembro-me que fizeram grande alarido quando transmitiram a série que foi produzida nos anos 80, mas essa não me prendeu tanto, o elenco não tinha o mesmo carisma e muitos dos episódios tinham argumentos reutilizados da série original.

Na série original adorava o retirar da máscara dos homens das mil faces, quase sempre num desfecho dramático das coisas. Continua até hoje a ser parodiado em diversos filmes e séries, tal a marca que deixou na televisão. No cinema os filmes foram bem sucedidos, mas só consegui gostar um pouco do primeiro.











segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

... do Heinz-Harald Frentzen

segunda-feira, fevereiro 09, 2015 0
... do Heinz-Harald Frentzen


Volto ao fantástico mundo da Fórmula 1, relembrando um dos pilotos que deu nas vistas na década de 90, Heinz-Harald Frentzen. O piloto Alemão foi sempre uma figura regular, sendo um nome facilmente reconhecível naquele grupo que apesar de não lutar sempre pela vitória, caía no bom goto dos fãs.

Heinz-Harald Frentzen nasceu a 18 de Maio de 1967 na Alemanha, começando a dar nas vistas nas competições de karting onde começou a participar com apenas 12 anos. Seguiu os passos habituais de muitos pilotos, percorrendo os diversos patamares passando pela Fórmula Ford, Fórmula 3 e Fórmula 3000.

Curiosamente foi um dos rivais de Schumacher na Fórmula 3, acabando ambos em segundo lugar com os mesmos pontos, Em 1994 teve a oportunidade de entrar na prova rainha, com um lugar na Sauber, que na altura era equipada com motores da Mercedes, e as suas perfomances não passaram despercebidas a ninguém dentro do circuito, com Frank Williams a oferecer-lhe o lugar do malogrado Ayrton Senna, Frentzen preferiu ficar pela Sauber, que utilizou motores da Ford nessa temporada e acabou por ter um carro mais instável.

Mesmo assim conseguiu um lugar no pódio, e foi um dos quatro pilotos a terminar o caótico grande prémio do Mónaco. Isso fez voltar o interesse da Williams, com o Germânico a substituir Damon Hill, e apesar da sua qualidade não se conseguiu impor, ficando sempre atrás do seu companheiro de equipa Jacques Villneuve que acabou por ser o campeão nessa temporada. Frentzen ficou em segundo no campeonato, mas muito por causa da desqualificação de Schumacher, com metade dos pontos do seu parceiro.



Com a escuderia Britânica a perder qualidades, Frentzen acabou por sair para a Jordan numa troca directa com Ralf Schumacher, e conheceu um dos melhores períodos da sua carreira. Em 1999 a equipa tinha motores da Honda, e isso ajudou às boas exibições do Alemão que conquistava pontos em quase todas as corridas e venceu dois grandes prémios, acabando em terceiro no campeonato mas sendo considerado o piloto do ano por muitos.

No ano seguinte a equipa passou por alguns problemas e discussões, e apesar de algumas boas prestações de Frentzen, este acabou por ser dispensado e ir para a Prost (curiosamente ocupando o lugar de quem o substituiu na jordan, o Jean Alesi) onde teve por pouco tempo acabando por assinar pela Arrows em 2002, onde continuou as boas exibições e a conquistar pontos até que a má saúde financeira da escuderia fez com que tivesse que ir para a Sauber, fechando assim o seu ciclo na F1, conseguindo inclusive um lugar no pódio.

Foi entretanto para outras paragens automobilísticas, competindo no campeonato Alemão DTM e em 2012 continuava ainda a pilotar carros em diversas competições do género.

Na Fórmula 1 conseguiu 3 vitórias, 18 pódios, duas pole position e 6 voltas mais rápidas, num total de 174 pontos, deixando a imagem de um piloto sem medo e com gosto pela velocidade.





                                                                                                                                       





sábado, 7 de fevereiro de 2015

... da Água Castello

sábado, fevereiro 07, 2015 0
... da Água Castello

Uma das maiores marcas de água com gás do nosso país, a Água Castello continua a ser produzida e a ser considerada por muitos a melhor.

A história da Água Castello remonta a 1899. quando em Moura se assina o primeiro contrato para a exploração de água mineromedicinal da região. Foi pioneira em muita coisa, até no facto de ter sido a primeira em 1910 a adoptar a carica para tapar as suas garrafas. uma inovação para aqueles tempos e em 1937 inauguram uma fábrica de engarrafamento semiautomática, sendo que em 1940 abrem uma completamente automática.

Os seus anúncios enalteciam as características terapêuticas da bebida, e nos anos 60 decidiram começar a criar anúncios para a televisão, escolhendo o actor António Silva para o rosto da campanha. Na década de 70 era já algo a que os Portugueses estavam completamente habituados, era uma bebida que se podia beber sozinha ou misturada com algo (muito comum na época) e os seus anúncios continuavam a ser muito populares, como aquele onde colocam um jovem Herman José aflito com tantos pedidos desta bebida.


Em 1975 a sua fama chegava além fronteiras, sendo comercializada em diversos países como o Reino Unido, o Canadá ou o Brasil. Em 1981 a Nestlé toma conta da companhia, fazendo com que esta voltasse à originalidade, já que nos anos 90 decidiram lançar o seu produto numa lata de 33cl, a primeira água com gás a ser vendida desta forma e algum tempo depois também foi a primeira a lançar água com aroma no nosso mercado.

Continuaram na senda inovadora, no lançamento de nova gama e novo tipo de engarrafamento, são das mais populares entre os turistas e continuam a ser consideradas das com melhor sabor e qualidade de água,

No Século XXI apostam numa nova campanha publicitária que revitalizou a marca, todos se recordam do "não é água, é castello". Em 2010 são eleitos a melhor marca pelos consumidores, provando que os Portugueses continuam ainda hoje fãs deste produto.





                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       






sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

... da Turma do Balão Mágico

sexta-feira, fevereiro 06, 2015 0
... da Turma do Balão Mágico

Um dos maiores casos de sucesso de música infantil do Brasil, a Turma do Balão Mágico conjugava os discos com um programa televisivo (também ele bastante popular) e fez aquelas crianças ficarem na memória de todos.

Em 1982 surgiu um grupo infantil que viria a escrever o seu nome na história da música Brasileira, e até na televisão onde tiveram direito a um programa na Rede Globo, tornando-se um enorme sucesso por todo o País e também em Portugal onde foram editados alguns vinis (o programa não passou por cá).

A Turma do Balão Mágico era constituída por Simony (uma ex menina circense) que aos cinco anos se tornava assim a líder do trio, que tinha ainda o Tob (que era o "par romântico" de Simony e tinha a voz mais melodiosa dos 3) e o pequeno Mike que se tinha tornado conhecido por ir pedir na televisão para que libertassem o seu pai, Ronald Biggs, que havia sido sequestrado.

A banda teve grandes êxitos e teve várias músicas com a participação de grandes nomes da música Popular Brasileira como Roberto Carlos, Fábio Jr ou Djavan. Foi com este último que tiveram um dos seus grandes hits, o Superfantástico, talvez a mais popular do grupo e a mais querida cá por Portugal.


Simony entretanto foi convidada pela Rede Globo e apresentou sozinha, com a companhia do cão estranho e quase extraterrestre Fofão, aquele que se viria a tornar o primeiro programa infantil apresentado por uma criança. As audiências do Balão Mágico eram boas e o programa veio a aumentar o tempo de transmissão e a apresentadora a receber a ajuda dos seus amigos, ajudando-a a apresentar os desenhos animados mais populares da altura (He-Man, Smurfs, Superamigos e Popeye entre outros).

Mas a banda continuava em grande, Amigos do Peito, Superfantástico , Ursinho Pimpão, Baile dos Passarinhos, É Tão Lindo, Se Enamora, Tia Josefina, Barato Bom é da Barata e Tic-Tac foram êxitos do grupo e sucessos um pouco por todo o país. Os discos vendiam horrores, o primeiro fez mais de um Milhão de cópias vendidas, e no ano seguinte só no Natal o seu segundo disco vendeu mais de 1 Milhão chegando aos 2 Milhões na viragem do ano.

Em 1984 decidiu-se integrar mais uma criança no grupo, sendo o escolhido o Jairzinho que viria a tomar a frente do grupo com a saída de Tob, que estava crescendo cada vez mais e ficou maior do que as outras crianças para além de estar a passar por algumas mudanças de voz. Essa mudança não foi muito bem aceite pelo público, Isto quando eles passavam o seu melhor momento, com o 3º LP a ser recordista de vendas e de passagem de músicas na rádio no Brasil, e o programa de TV a ser o mais visto pela criançada.

Em 1986 já pouco restava, Simony era a única sobrevivente e o grupo vinha recebendo novos membros que nunca souberam conquistar o público. Na TV também acabaram por cancelar o programa, para estrear o Xou da Xuxa.

Alguém tem algum disco deste grupo?












quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

... do Concurso Casa Cheia

quinta-feira, fevereiro 05, 2015 0
... do Concurso Casa Cheia


Foi um dos maiores concursos da RTP, aquele que marcou sem sombra de dúvida os anos 90 e o que esteve mais tempo no ar. Casa Cheia teve vários apresentadores, todos eles deixando a sua marca no programa, e tornou-se uma febre em Portugal que não se limitava só ao programa televisivo, mas também a uma revista que saía.

O concurso Casa Cheia começou a ir para o ar em 1990 mantendo-se no ar até 1999, tornando-se assim um dos programas mais marcantes da década e do canal do estado. A RTP continuava a sua aposta nos concursos, apresentando este formato ao fim de semana depois de ter estreado uma mão cheia de concursos nos outros dias da semana, colocando o famosos entertainer Fernando Pereira ao comando da emissão que era transmitida em directo do Casino Estoril.

O programa começou por ser emitido aos Sábados, passando algum tempo depois para os Domingos à noite onde se manteve até o seu final, dando-nos um concurso divertido que tinha no seu apresentador alguém que também fazia os momentos musicais, algo que depois foi se perdendo no concurso que se manteve mais fiel à sua componente de jogo.


Era mais um programa de cultura geral, os concorrentes tinham que responder correctamente às perguntas que eram feitas e ao mesmo tempo ir preenchendo o cartão electrónico que lhes era dado no começo do concurso. Em casa também tinha que se tomar alguma atenção, já que na revista Telejogos saía um cartão que funcionava um pouco como no Bingo, nele vinham vários números e tínhamos que ir vendo os que os concorrentes acertavam, porque eram esses que depois contavam para nós.

A revista tornou-se um sucesso de vendas, esgotava rapidamente e era procurada um pouco por todo o lado. Algo normal num programa que teve quase 500 emissões, era mais uma razão para o ver e tomar atenção aos números, tínhamos depois duas horas para telefonar e reclamar o prémio.

Ao fim de quase 30 edições, Carlos Ribeiro toma o lugar de apresentador, tornando-se também o rosto do concurso, porque esteve no período de auge da popularidade do programa e porque voltou em 1997 ao comando do mesmo. Foi Serenella Andrade no entanto a que esteve mais tempo à frente do programa, durante 4 anos (curiosamente entre os dois períodos de Carlos Ribeiro), dando a energia ao concurso como só ela sabia dar.

Cristina Lebre (algumas edições entre Serenella e Ribeiro) e Pedro Miguel Ribeiro (no final) foram os outros dois apresentadores do concurso.


O concurso apresentava três concorrentes, cada um na sua bancada que tinha o cartão electrónico por baixo, e que tinham que responder às perguntas carregando na campainha e ir tentando preencher ele por completo, Primeiro eram os cantos, vencendo aquele que respondia primeiro de forma correcta a 4 questões, passando depois para o corredor central que era dividido da seguinte forma:

Números 16, 21 e 26: Factos e personalidades
Números 17, 22 e 27: Artes e letras
Números 18, 23 e 28: Desportos e campeões
Números 19, 24 e 29: Gentes e locais
Números 20, 25 e 30: Espetáculos e vedetas

Um pouco como o Trivial Pursuit, um jogo de tabuleiro que fazia sucesso também nessa altura, e dependendo do conhecimento que os concorrentes tinham. Sim também aquele famosos papa concursos passou por lá, mas pelo que me lembro não lhe correu muito bem. A variante para casa, e durante algum tempo para o público no Casino também, já dependia mais do factor sorte.

Se os concorrentes respondessem de forma errada, ou não respondesse, ficava fora de casa e caso acertasse uma pergunta de uma casa já preenchida tinha direito a um tiro de sorte, numa casa à sua escolha.

Passando essa primeira fase, iam para uma seguinte onde jogavam sozinhos. O concurso tinha um bom ritmo, e os apresentadores davam sempre um bom ambiente que fazia com que nunca se tornasse maçador. Existiram pelo menos duas emissões que se destacaram, aquela no dia 28 de Setembro de 1997 que festejava os sete anos do programa, e que juntou Fernando Pereira, Serenella Andrade e Carlos Ribeiro num momento especial a apagar as velas, e a de 9 de Novembro de 1991 que teve como convidados especiais Teresa Guilherme, Herman José e Carlos Cruz. Quem não se recorda da mítica entrada em que os convidados se atiram para o chão e para cima da Teresa Guilherme, perante a risada de Carlos Ribeiro?

Alguém comprava a Telejogos? Ou ficavam só a ver o concurso?







Alguma informação retirada do Brinca Brincando.





quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

... do Lá Vai Alho

quarta-feira, fevereiro 04, 2015 0
... do Lá Vai Alho

Volto a um dos nossos jogos tradicionais, que nos anos 80 ainda fazia parte das brincadeiras de recreio na primária, o Lá Vai Alho. É mais um daqueles que pode ser conhecido por outro nome, dependendo das localidades do país, mas o nome mais comum é mesmo o do Lá vai alho.

Para se brincar ao Lá vai Alho, eram precisas umas quantas crianças, já que pedia pelo menos uma meia dúzia de meninos e meninas para isto poder avançar. Apesar de ser um jogo com alguma intensidade, e com isso pensar-se ser só para rapazes, o facto é que nada impedia uma rapariga de se divertir com uma daquelas brincadeiras que hoje em dia faria muito pai ficar preocupado com o que ali se fazia.

Uma das crianças encostava-se à parede, e virada para a frente, tentava segurar um dos seus colegas, que juntamente com outros dois, adoptavam a posição curvada e faziam uma espécie de ponte (chamada de burro) que ficasse assim de forma sólida e aguentasse o que aí vinha. A outra equipa, constituída por norma por cinco jogadores (podiam ser menos), eram os alhos e iam saltar um a um para cima dos burros (que na verdade era como se fossem só um) gritando a frase "lá vai alho".

O primeiro a saltar, ia-se aproximando da cabeça do burro, sem cair, para assim dar espaço aos outros para saltarem para cima. Quando estavam todos lá em cima, o que está encostado à parede começa a contar até 10, para os burros começarem a tremer e abanar tentando atirar para o chão os alhos, enquanto estes tentam destruir o burro.

Ganha a equipa que chegar primeiro aos seus intentos. Quem aqui se divertia com isto?













terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

... do Cláudio e Carolina

terça-feira, fevereiro 03, 2015 0
... do Cláudio e Carolina

Já falei aqui de diversos programas com fantoches e marionetas, a RTP transmitiu uma boa dose desses na década de 80 e hoje chegou a vez de falar do Cláudio e Carolina.

Cláudio e Carolina foi um programa Infanto Juvenil da RTP, uma ideia de Isabel Andrea com a realização de Manuel Pires. Como tantos programas dessa época, este tinha a intenção de educar e ensinar divertindo, mostrando às crianças coisas essenciais e os deixando ainda assim entretidos com atenção a algo que podia ser importante para eles.

Foi transmitido em 1984, tendo a colaboração do teatro de fantoches Lanterna Mágica, e mostrava várias coisas desde o montar um brinquedo a aprender a colorir algo, aprender coisas importantes no nosso país como algo relacionado com o mar ou agricultura ou então simplesmente conhecer as cores e os números por exemplo.

Cláudio, Claudico
Carolina
Cláudio, Cláudio
Carolina
onde vamos neste dia?
vamos perto,minha amiga
ao mundo da fantasia.

Cláudio, Cláudio
Carolina
Cláudio, Cláudio
Carolina
onde vamos neste dia?
vamos perto,minha amiga
ao mundo da fantasia.



Ainda bem que o Desenhos Animados colocou estes vídeos




... do Easy Come and Go dos Joker

terça-feira, fevereiro 03, 2015 0
... do Easy Come and Go dos Joker

Um dos maiores one hit wonder de Portugal, a música Easy come and go era bastante tocada na década de 90 e tornou-se a imagem da banda Joker, no seu curto período de vida,

Foi no verão de 1990 que o vocalista Tiago Gardner e o teclista José Tavares juntaram-se com Hugo Pereira na bateria, Hugo Granger no baixo e Paulo Pereira na guitarra para formar o grupo que iria ficar conhecido como os Joker. Começaram a dar alguns espectáculos em Cascais, de onde eram oriundos, e gravaram a sua primeiro Demo com 5 músicas. Em dois anos começaram a existir as primeiras mudanças na banda, com Luís Páscoa a substituir Bruno Granger que tinha substituído Hugo Pereira na bateria.

em 1992, e já com contrato com a Polygram, gravam o seu primeiro álbum Ecstasy que entre as várias músicas (já não tão metal e mais Rock FM mas ainda hard rock) trazia aquela que viria a ser o seu mega hit, Easy come and go. Em Novembro de 1992 abriram espectáculos para os Extreme e os Thunder no
Dramático de Cascais e começaram a ficar um dos grupos preferidos do público.


Começaram a tocar um pouco por todo o país, a sua canção entrou para o top e foram um sucesso absoluto. Discoteca News e Alcantara, pavilhão Infante Santo no Porto foram apenas alguns dos locais por onde a banda passou e deixou um gostinho da sua música, que tanto podia pender mais para o metal como para um rock comercial mas bem produzido.

Em 1994 lançaram um segundo disco, mais progressivo, que não teve a mesma aceitação e o grupo começou a desaparecer da cena musical para nunca mais se saber algo deles. Quem não dançou ou pediu para tocar esta música no começo dos anos 90?