Janeiro 2015 - Ainda sou do tempo

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

... dos Pequenos Guerreiros

sexta-feira, janeiro 30, 2015 0
... dos Pequenos Guerreiros

Lembro-me de ir  ver este filme ao cinema com grandes expectativas, o trailer era interessante e as personagens eram carismáticas, o filme dos Pequenos Guerreiros não comprometeu, mas também não foi aquilo que se esperava.

Small Soldiers (Pequenos Guerreiros em Portugal e no Brasil) foi um filme de 1998, realizado por Joe Dante e que misturava ficção científica com aventura e acção,e apesar de parecer um filme direccionado para crianças, ele tinha um tom mais adulto e que não ajudou muito a que tivesse muito sucesso.

Isto porque apesar do tom mais adulto, muitas vezes tentava ser um filme para crianças e esta indecisão criou uma película morna que não entusiasmou nem um público nem outro. Apostou um pouco no merchandising, com jogos de consola, bonecos baseados nos action figure que estrelavam esta longa metragem, mas nem isso teve muita procura e rapidamente se começou a encontrar os produtos nos expositores de saldos.

A historia mostrava como uma série de brinquedos "ganhava vida", um grupo de soldados todos com aquele "espírito Americano" patriota que chamava a atenção das crianças por parecerem os bons e os heróis da história, e o outro grupo com um aspecto meio monstruoso, que apesar de terem sido construídos e idealizados para fins didácticos, podiam também funcionar como os "maus" na brincadeira.


Os Gorgonites acabavam por se revelar um grupo de mal compreendidos, e eram eles afinal os heróis da história, que ajudaram a criança que se viu envolvida nesta luta (que ultrapassou rapidamente a brincadeira) que não tinha problema nenhum em ferir e aleijar humanos.

O Commando Elite mostrou ser um grupo de soldados que não olhava a meios para atingir os fins, e só a vitória interessava. Os efeitos eram bem interessantes, os bonecos ganharam vida de uma forma interessante e a interacção com os actores de carne e osso era apresentada de uma forma que não estragava a acção do filme.

Uma das melhores coisas foi sem sombra de dúvidas o grupo de actores que fez as vozes para os bonecos, Tommy Lee Jones, Frank Langella, George Kennedy, Ernest Borgnine e Phil Hartman entre outros, Foi inclusive o último trabalho de Hartman, e no cinema aparecia uma dedicatória a este actor.

Quem ficou fã dos Pequenos Guerreiros?













quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

... do Peter Schmeichel

quinta-feira, janeiro 29, 2015 0
... do Peter Schmeichel

Foi um dos melhores guarda redes de sempre e um dos desportistas mais importantes da década de 90. Peter Schmeichel será para sempre associado ao Manchester United, onde jogou grande parte da sua carreira, mas muitos Portugueses lembram-se dele como um dos responsáveis pelo fim do jejum leonino em conquista de campeonatos.

Peter Boleslaw Schmeichel nasceu a 18 de Novembro de 1963 na Dinamarca, chamou sempre a atenção pelo seu portentoso físico que impunha um respeito aos adversários, especialmente na posição de guarda redes. Nunca fugiu ao trabalho e mesmo quando começou a jogar pelo clube da sua terra em 1981, continuou a fazer parte do mais variado tipo de trabalhos, desde empregado de limpeza a activista ambiental.

Em 1987 assina pelo Brondby, mítico clube da Dinamarca que o fez começar a dedicar-se ao futebol a 100%. Por lá venceu quatro campeonatos em cinco anos, chegou à titularidade da selecçao do seu país e foi um componente essencial na excelente campanha do clube na taça Uefa de 1991, onde conseguiram chegar às meias finais.

As suas boas exibições chamaram a atenção de Alex Ferguson, que conseguiu o concurso por uma pechincha, já que o jogador era ainda relativamente um desconhecido na Europa. Na sua primeira temporada pelo Manchester United, terminou o campeonato em segundo lugar e venceu a primeira taça da liga da história do clube, mas foi com a selecção que atingiu o sucesso, vencendo o Euro 92 numa equipa que deixou o seu nome no historial do futebol Internacional. Defendeu tudo o que havia para defender e ainda um pouco mais, ficou na memória o penalty que defendeu de Van Basten na meia final e a defesa só com uma mão na final.


As defesas só com uma mão tornaram-se como que uma imagem de marca de Schmeichel, isso e a sua voz de comando e explosões dentro da pequena área em direcção dos seus companheiros de equipa. Junto com uma equipa coesa, ajudou a escrever das melhores páginas da história do Manchester United, nos oito anos que foi o guardião das redes de Old Trafford conquistou 5 campeonatos, três taças de Inglaterra, uma taça da liga e uma Champions League.

Foi eleito o melhor guarda redes do mundo em 1992 e 93, a sua energia e coragem na pequena área davam azo a grandes momentos de futebol, assim como a sua subida até a grande área adversária nos pontapés de canto para ajudar a sua equipa. Isso originou um dos melhores momentos na final da Champions League, quando o Manchester estava a perder com o Bayern de Munique, e nos minutos finais a sua subida baralhou a defesa dos Alemães possibilitando o golo de Teddy Sheringham e posteriormente o de Solskjaer que deu a vitória aos Ingleses.

O seu temperamento levou a situações caricatas, chegou a ser acusado de racismo numa discussão que teve com Ian Wright e foi "despedido" por Alex Ferguson após uma troca de palavras bastante venenosa entre os dois. Ferguson voltou atrás depois de ter surpreendido Schmeichel a pedir desculpa aos seus companheiros pela forma como se tinha dirigido ao seu treinador.

Não beliscou a relação entre os dois e continuaram a vencer títulos e a deixar que o guardião Dinamarquês saísse pela porta grande de Manchester.


Com 36 anos e achando que não podia continuar ao melhor nível no exigente calendário da Premier League (com mais de 60 jogos), o gigante irascível foi seduzido pelo sol de Portugal, o calendário menos exigente e a ambição de um clube grande que procurava acabar com o jejum que mantinha na conquista de campeonatos nacionais, algo que lhes escapava há já 18 anos.

Pareceu um sonho a sua chegada ao Sporting Clube de Portugal, que durante anos teve sempre na baliza uma das suas maiores lacunas e uma das razões para que não chegassem ao fim como vencedores. Em 1999/2000 foi um dos maiores activos na equipa que ganhou o campeonato, apesar de ter tido também alguns momentos menos felizes e na sua estadia ter também tido alguns confrontos com os seus companheiros. Ficaram na memória os seus gritos contra Rui Jorge e as reacções do mesmo a esses gritos.

Em 2001 acabou por se retirar da selecção da Dinamarca, e também a sair do Sporting depois de uma época em que o clube não correspondeu às expectativas. Depois de ter marcado um golo pela sua selecção, fez o gosto ao pé na Premier League quando assinou pelo Aston Villa em 2001, fazendo uma bela época o que fez com que assinasse pelo Manchester City e ter terminado aí a sua carreira.

Um dos melhores de sempre na sua posição e uma figura que deixa saudades por todos os clubes por onde passou, sendo uma personalidade muito querida quer na Inglaterra quer em Portugal.








quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

... do 5 Minutos de Jazz

quarta-feira, janeiro 28, 2015 0
... do 5 Minutos de Jazz


É um dos programas mais antigos na rádio em Portugal, 5 Minutos de Jazz (a menina dança?) começou a ser transmitido nos anos 60, passou por várias emissoras e ainda hoje é emitido para gáudio dos amantes deste género de música.

José Duarte é um apaixonado da música das primeiras décadas do Século XX, fundou o Clube Universitário de Jazz em 1958, começando nesse mesmo ano a transmitir na rádio essa sua paixão. Em 1966 começou na Rádio Renascença aquele que se viria a tornar um dos programas da história radiofónica em Portugal, o 5 Minutos de Jazz, onde esteve no ar até 1975. Teve depois uma pausa até que em 1984 a Rádio Comercial apostou neste programa de músicas cheias de classe, onde as grandes bandas e as vozes cheias de alma marcavam presença.

Esteve na programação da estação até 1993, altura que se mudou para a RDP Antena 1 onde ainda se pode encontrar nos dias de hoje, com a designação a menina dança? a acompanhar. Em 2000 chegou a ser lançado um livro com o nome mítico deste programa, e acontecem diversos eventos musicais com este nome a servir de destaque.











... do Joaquim Letria

quarta-feira, janeiro 28, 2015 0
... do Joaquim Letria

Joaquim Letria é uma figura importante na Televisão, Imprensa escrita e até na rádio, conhecida por falar de tudo sem receios, é um excelente comunicador e alguém que consegue cativar uma audiência com o seu carisma e forma de estar.

Nascido a 8 de Novembro de 1943, Joaquim Letria não deixou que a Poliomelite que o atacou aos 10 anos lhe atrapalhasse o gosto pela escrita, descobrindo outra forma de segurar na caneta e aos 18 anos estava já numa redacção, começando a trabalhar no Diário de Lisboa. O seu percurso nos anos 90 é fantástico, está presente no nascimento do Expresso, escrevia para a revista Flama, colaborava com o Rádio Clube Português e foi repórter Internacional da Associated Press.

Chamou a atenção da BBC e graças a esta esteve em Londres numa conceituada escola de jornalismo, voltando a Portugal depois da revolução dos cravos e entrando para a RTP, onde ajudou a introduzir e cimentar o espaço para debates. Pelo meio de programas interessantes, fundou ainda publicações que tiveram o seu espaço numa altura importante para o jornalismo em Portugal, o Semanário O Jornal, o Tal e Qual e a revista Sábado.

Na estação pública teve dois programas muito importantes, o Diretíssimo e o Tal e Qual (sim foi daqui que veio o nome do jornal), este último misturando informação e entretenimento de forma brilhante. Foi aqui que se viu pela primeira vez os apanhados, algo a que Joaquim Letria voltaria anos mais tarde na RTP 2 assim como estar sempre ao comando daquilo onde se sente melhor, talk shows como o Conversa Afiada, onde Letria pode mostrar o verdadeiro comunicador que é.


A sua voz calma e serena, o seu olhar sempre melancólico mas ao mesmo tempo acolhedor e a sua forma de abordar os temas sem grandes rodeios e direito ao assunto, fizeram com que se tornasse uma figura querida dos Portugueses. Era conhecido pela sua frontalidade, o que fazia com que várias vezes fosse chamado a atenção, ou até demitido, nos diversos cargos que ocupou.

Mesmo assim era a ele que se recorria em grandes momentos, teve em debates marcantes da nossa sociedade como o Soares-Cunhal, Eanes-Otelo ou Sampaio-Marcelo, foi parte importante das campanhas políticas de Ramalho Eanes, Marcelo Rebelo de Sousa e Salgado Zenha.

É redutor olhar para ele como "apenas" jornalista, já fez demasiado para nos cingirmos apenas a isso, e a sua carreira como professor universitário ajuda a realçar isso mesmo. Nos anos 90 teve um problema no seu programa Cobras e Lagartos da RDP Antena 1, onde algumas declarações consideradas racistas levaram a um problema diplomático entre Portugal e Angola.

Apesar de nunca estar muito afastado do mundo da imprensa nacional, colaborando com jornais, tv ou rádio ocasionalmente mas longe daquilo que merecia, mas recentemente a SIC decidiu lhe dar um espaço num dos seus programas diários, para que assim uma nova geração possa beneficiar de um dos nossos maiores comunicadores.






segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

... do Livro Escolar Papu

segunda-feira, janeiro 26, 2015 0
... do Livro Escolar Papu


Quantos desse lado não aprenderam a ler com um destes livros? O Papu foi uma das primeiras companhias na vida de muitos de nós, foi lá que líamos as nossas primeiras palavras e tentávamos escrever as mesmas.

O livro escolar Papu foi a companhia de muitos nas suas primeiras andanças na vida escolar, acompanhava todos os anos da primária e era conhecido pelas suas frases simples que jogava com as palavras semelhantes e que começavam com as mesmas letras. Eis um exemplo abaixo



Tenho quase a certeza de que não tive o Papu, mas lembro-me perfeitamente de escrever e tentar ler num que devia pertencer às minhas primas mais velhas, havia muito esse hábito de passar os livros uns para os outros.

É um pouco complicado esquecer aquele rapaz de cabelo encaracolado, e lembro-me que havia também cadernos para fazer os tpc. Tanto os cadernos como os livros acabavam na sua grande maioria completamente rabiscados, e o facto de terem vários desenhos na folha não ajudava a isso.

Quem teve os papu?







domingo, 25 de janeiro de 2015

... do anúncio da Gillette o melhor para o homem

domingo, janeiro 25, 2015 0
... do anúncio da Gillette o melhor para o homem


Há sempre aqueles anúncios que ficam na nossa memória para sempre, muitas vezes deixam também uma música/cantiga associado a isso, como é o caso do mítico anúncio da Gillette nos anos 80.

A Gillette já fazia parte das nossas vidas mesmo que ainda não fizéssemos a barba, havia sempre alguém mais velho que tinha algum produto desta marca e sabíamos ao que ela vinha e o que se podia fazer com o que produzia.

Mas no meio dos anos 80 a mesma estava um pouco por todo o lado, patrocinava programas de televisão e a dada altura até promovia programas e eventos de desportos ditos radicais, mas foram os anúncios com a  música "Gillette o melhor para o homem" que a deixaram na memória de todos, novos ou velhos. Nele podíamos ver imagens de homens em diversos momentos da vida, pessoal, desportiva ou profissional, com amigos ou com a esposa, ou então até com os seus filhos, mostrando momentos ternurentos que a marca podia proporcionar entre os dois. Eis a letra:

Sentes-te bem, estás sempre bem, queres ganhar
Vamos ajudar, até à perfeição
De pai para filho, é a nossa tradição!
Gillette, o melhor para o homem
Tem tantos rostos, é fácil ver
Que nós damos tudo, para vencer
Em competição, és o campeão
Gillette, o melhor para o homem (2x)








sábado, 24 de janeiro de 2015

... das Pilhas Tudor

sábado, janeiro 24, 2015 0
... das Pilhas Tudor


As Pilhas não podiam faltar por casa, afinal como podíamos ouvir música no rádio, ou usarmos os brinquedos electrónicos sem pilhas? As pilhas Tudor eram das mais utilizadas lá por casa, e era na casa de muitos Portugueses.

As pilhas Tudor estavam sempre presente na minha vida, tanto na minha casa como na da minha avó,  já que os rádios que ouvíamos eram alimentados por pilhas médias e grandes dessa marca. Como naquela altura as AA não eram muito necessárias, só me lembro de ver pilhas deste tamanho desta marca, que podíamos comprar nas drogarias e nalguns supermercados

Mas eles também eram famosos pelas baterias para automóveis, os placards às portas das oficinas eram sempre bem sugestivos. Quase toda a publicidade da marca era bem interessante, tendo uma presença constante nas páginas de jornais e revistas.

A Sociedade Portuguesa do Acumulador Tudor, Lda (SPAT), foi fundada a 1 de Julho de 1920, e em 1935 instalou no Dafundo a primeira unidade industrial de baterias, que em 1935 não conseguia dar vazão, e em 1950 fundou-se a nova fábrica da Castanheira do Ribatejo.



Em 1979, tem Inicio a produção de baterias em polipropileno numa nova unidade industrial em Castanheira do Ribatejo. Nesse mesmo ano foi criada a AZAI, a fim de produzir componentes em plástico para baterias, e foi fundada a SONALUR em 1984, a fim de se iniciar o processo de reciclagem de baterias de chumbo. É a única empresa do ramo a operar em Portugal.

A empresa esteve sempre a aprimorar os materiais com que trabalhava, cumprindo todas as normas de segurança e sendo por isso uma das preferidas de todos. Foi perdendo terreno no mercado das pilhas, mas continua em funções nas baterias para automóveis.

Uma marca nacional querida por todos, com os anúncios a apoiar a selecção nacional, usando uns bonecos que acabariam por se tornar sinónimo do produto, a fazer parte das minhas memórias.






sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

... do Hula Hoop

sexta-feira, janeiro 23, 2015 0
... do Hula Hoop


Hoje falo de um objecto que atravessou gerações, o Hula Hoop. Em ginástica ou para uma simples brincadeira, este aro colorido existe há décadas, mas foi nos anos 60 que teve um dos seus melhores períodos.

Sempre existiram brincadeiras com aros, mas o Hula Hoop como o conhecemos apareceu em 1958, inventado por Arthur K. Melin e Richard Knerr. São fabricados de diversas formas, mas o plástico é o mais habitual tanto na variante para adulto com 1,02m de diâmetro, ou a para crianças com 72cm.

Nos anos 60 chegavam a ser produzidos mais de 50 Mil por dia, de modo a satisfazer a procura que tinha devido a uma excelente campanha de marketing e ofertas promocionais. Foi sempre fabricado e publicitado como brinquedo, mas as características para a ginástica e exercício físico estiveram sempre presentes, começando a ser mais usado nesses sectores também.

Começaram a existir concursos e competições para se baterem recordes de quanto tempo se aguentava com um hoop, ou de quantos se conseguia utilizar ao mesmo tempo. O de maior tempo pertence a Aaron Hibbs dos EUA, que em 2009 esteve 74 horas a rodar um hoop com o seu corpo.Em Abril de 2014, Marawa conseguiu colocar 160 em movimento ao mesmo tempo.

Por cá foi algo que nunca pegou muito, tendo nos anos 80 o seu melhor período, muito por culpa do Júlio Isidro que promovia competições no seu programa Arroz doce. Sempre foi algo muito associado às meninas, apesar de ser algo direccionado para ambos os sexos. Nunca fui bom com isto, as minhas primas tinham e cheguei a experimentar, mas nem com a variante de rodar só no braço me safava.










quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

... dos Roupa Nova

quinta-feira, janeiro 22, 2015 0
... dos Roupa Nova

Foram uma das bandas Brasileiras que marcaram os anos 80, os Roupa Nova tiveram sucesso atrás de sucesso e mantiveram até hoje uma legião de fãs. Para além disso, fazem parte de um grupo restrito de grupos conhecidos que tiveram sempre a mesma formação.

Depois de alguns dos elementos terem actuado no final da década de 70 no grupo Famks, é em Agosto de 1980 que surge pela primeira vez os Roupa Nova. Sediada no Rio de Janeiro, apostaram em elementos do Pop, do Rock e da MPB para se iniciarem num caminho que iria ser de muito sucesso, tornando-se por exemplo nos recordistas de músicas para banda sonora de Telenovelas, são mais de 30 sendo que Dona de Roque Santeiro e Coração Pirata de Rainha da Sucata umas das com maior êxito.

Paulinho (Voz, vocais e percussão), Serginho Herval (Bateria, voz e vocais), Nando (Baixo, voz e vocais), Kiko (Guitarra, violão e vocais), Ricardo Feghali (Piano, teclado, guitarra, violão, voz e vocais) e Cleberson Horsth (Piano, Teclado e vocais) formavam a banda que editou um álbum por ano até 1985 e todos eles traziam somente o nome do grupo. Em 1984 tiveram o mega hit Whisky a go go de Michael Sullivan e Paulo Massadas, que foi o tema de abertura da novela da Globo Um Sonho a Mais e é até hoje um dos temas mais pedidos pelo público e um sucesso em qualquer bar ou danceteria que comece a tocar.


A relação do grupo com as novelas (não somente as da Globo, já que tiveram também temas em novelas da Rede Manchete) foi uma constante, algumas tinham até mais de uma música dos Roupa Nova, prova de que as canções da banda iam ajudar no decorrer da história a transmitir algo ao público.

Em 1984 a música Dona, que era passada em Roque Santeiro, tornou-se uma canção romântica por excelência e uma das mais escolhidas nos programas de discos pedidos e Portugal não foi excepção nisso. Ainda nos anos 80, estreitaram a sua ligação com a Rede Globo com aquela que se viria a tornar a música de abertura para as transmissões de Fórmula 1 daquele canal, o Tema da Vitória que viria a ficar para sempre associada às vitórias do malogrado Ayrton Senna.

Os anos 90 voltaram a ter sucessos do grupo em novelas, em Felicidade de 1991 tiveram o tema Felicidade do genérico e o Começo, meio e fim do casal principal da trama. Em 1995 foi Ibiza Dance para Explode Coração que conquistou o público, ganhando até uma versão remix. Pelo meio, em 1992, os Roupa Nova lançaram um disco com as suas músicas mas em Espanhol, sendo que em 1995 lançam um best of mas só dos temas das novelas.



O disco de maior sucesso do grupo saiu em 1985, com músicas como  "Dona", "Seguindo no trem azul", "Linda Demais", "Sonho" e "Show de rock'n roll", vendendo mais de 2 Milhões de discos.

Foram sempre respeitados dentro do meio e são dos grupos com mais colaborações com outros artistas, nacionais e internacionais. Commodores, Roberto Carlos, Rita Lee, Joanna e Ivete Sangalo são apenas alguns dos nomes que colaboraram com a banda carioca.

Nunca perdendo fôlego, entraram no Século XXI com mais temas de novelas e decidiram criar um selo próprio onde lançaram o excelente DVD Roupa Nova em Acústico, que provou ser um sucesso e originou um segundo volume que vendeu mais de 70 Mil cópias numa semana. Isso fez com que um novo público ficasse a conhecer o talento da banda, existiu uma renovação de ouvintes e começaram a aparecer adolescentes nos seus espectáculos.

Começaram também a aparecer em mais programas de televisão e tornando-se assim de novo um sucesso para uma nova geração. Com mais de 30 anos de carreira, e com a formação original, eles continuam aí em actividade e com algumas músicas que todos gostam de ouvir.









... do Carlos Valderrama

quinta-feira, janeiro 22, 2015 0
... do Carlos Valderrama


Um dos jogadores que esteve em destaque na selecção Colombiana da década de 90, Carlos Valderrama chamava a atenção pela sua farta cabeleira que o destacava logo dos outros dentro de campo.

Carlos Alberto Valderrama Palacio nasceu a 2 de Setembro de 1961, em Santa Marta na Colômbia começando a sua carreira futebolística no campeonato do seu país, representando equipas como o Millionarios ou o Desportivo Cali antes de dar o salto para o campeonato Francês em 1988.

Assinando pelo Montpellier, começou assim a sua aventura pela Europa, onde venceu uma taça em 1990, ano onde deu também nas vistas ao jogar pela Colômbia no mundial realizado em Itália. Depois de uma excelente campanha de apuramento, Valderrama marcou um golo nesse mundial e ajudou a cimentar a posição da sua selecção, onde em 1987 já havia ganho o prémio de melhor jogador da Copa América.

Foi por isso normal quando um clube Espanhol ficou interessado nele, era a liga de excelência na altura e ingressou no Real Valladolid em 1991, onde não foi muito feliz e ficou só uma temporada, voltando depois ao seu país e acabando a sua carreira no começo do Século XXI na MLS, para onde tinha ido no final dos anos 90 e onde se tornou uma das maiores figuras nesse campeonato.

Era considerado um número 10, apesar de ser um daqueles jogadores de meio campo que o ocupa todo e não é necessariamente apenas o que um número 10 deve ser. Tinha uma capacidade de passe fantástica, sabia o que queria fazer com a bola, onde colocá-la e a quem passar, nisso tinha poucos jogadores à sua altura. Mas era na capacidade de reter a bola que ele se destacava, muito forte fisicamente sabia prender a bola e moldar a jogada, saber o que ia fazer com ela mas sem deixar que a roubassem.

Algum fã deste jogador?











quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

... do Patinho Feio da Disney

quarta-feira, janeiro 21, 2015 0
... do Patinho Feio da Disney

A Disney sempre adaptou de uma forma fantástica, mesmo que mudando partes da história original, os contos infantis que existiam desde sempre, e a dada altura realizou uma série de curtas metragens de grande qualidade como foi o caso do Patinho Feio.

Ugly Duckling (Patinho Feio) foi mais uma curta metragem da Disney, inserida nas Silly Symphonys, em que se adaptava um conto tradicional infantil com o selo de qualidade da casa do Mickey. neste caso específico um conto de 1843 do escritor Dinamarquês Hans Christian Andersen. Ganhou o Óscar de melhor curta metragem em 1939, e numa animação belíssima mostrava-nos uma história que nos tocava a todos e nos deixava emocionados.

Mais uma daquelas histórias com a moral de que não devemos julgar pelas aparências, neste caso era um pequeno cisne que foi chocado no ninho de uma pata e quando esta viu os seus filhos nascer viu aparecer um bastante diferente dos outros todos. Por ser assim diferente foi gozado e ignorado pelos seus irmãos, sofrendo até ser adoptado por uma família de cisnes que o acarinhou e o fez ver que ele ainda iria ser muito belo.

Ver aquele patinho a chorar era algo muito intenso, a Disney sabia fazer isso como poucos e o carisma do patinho ajuda ao sucesso que esta pequena metragem teve.










terça-feira, 20 de janeiro de 2015

... dos Animaniacs

terça-feira, janeiro 20, 2015 0
... dos Animaniacs

Graças ao Cartoon Network conheci muito desenho animado de qualidade feito nos anos 90, já aqui falei de uns e hoje volto a esse mundo para falar dos Animaniacs. Este cartoon foi mais um produzido pela empresa de Steven Spielberg e com uma bela dose de non sense e humor fora politicamente incorrecto.

Depois do sucesso de Tiny Toon, a Warner Brothers não teve dúvidas em colaborar de novo com Steven Spielberg e a sua produtora Amblin Entertainement para a criação de um novo cartoon. Foi assim que nasceram os Animaniacs, que mostrava as aventuras e desventuras dos três irmãos Warner, Wakko, Yakko e Dot, que escapam da sua prisão na torre da Warner e espalham o caos pelo estúdio.

O humor deste programa era cheio de innuendos, referências pop, paródias a filmes e séries conhecidas e muita violência (no bom sentido), resgatando um pouco o espírito dos Looney Tunes e Tex Avery mas de uma forma mais actual. Um dos segmentos de maior sucesso do desenho quando eles decidiam ensinar algo, quer fosse sobre história, geografia, ciência ou matemática e quase sempre com música à mistura. Quem não se lembra do clip de um dos irmãos a cantar as nações do mundo?

Como era hábito na altura, existiam segmentos com outras personagens também elas engraçadas e carismáticas, como um bando de pombos mafiosos ou um esquilo maluco, mas os mais populares foram sem sombra de dúvida Pinky and the Brain. Depois tínhamos o elenco secundário que acompanhava os irmãos Warner, um cientista maligno, uma enfermeira estonteante e um segurança  burro e que sofria bastante com as tropelias dos 3 Warner.

Alguns dos gags habituais mostravam um dos irmãos a dar-nos factos obscuros de trivia, outro com a irmã a recitar poesia e um ainda a mostrar as consequências de uma boa ideia e de uma má ideia.
Quem mais se divertiu com isto?










segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

... do Desodorizante 8x4

segunda-feira, janeiro 19, 2015 0
... do Desodorizante 8x4

Volto às marcas que nos habituávamos a ver um pouco por todo o lado, para relembrar um desodorizante que brindou muita axila nos anos 70 e 80, o mítico 8x4.

8x4 é mais um produto da Beirsdorf, empresa Alemã que teve neste produto uma óptima aceitação na variante deo stick e desodorizantes aerosol. Esta marca também teve produtos para sais de banho e gel mas nunca teve o mesmo sucesso que a sua outra variante.

Por cá destacou-se dos demais por apresentar aromas e fragrâncias mais suaves e subtis do que aquilo que estávamos habituados. Quase tudo o resto que conhecíamos era muito forte e intenso, o que ajudou ao sucesso deste produto mas também a que o público masculino o olhasse com alguma desconfiança, já que achava que aqueles cheiros não eram condignos de serem usados por homens.

Ainda se pode encontrar à venda, sempre com uma nova roupagem e adaptado aos novos tempos, mas muitos de nós recordam-se dele noutros tempos. Quem usou?



                   



Algumas imagens retiradas do http://www.santanostalgia.com/

domingo, 18 de janeiro de 2015

... do Banco Totta & Açores

domingo, janeiro 18, 2015 0
... do Banco Totta & Açores

Volto a falar numa instituição bancária do nosso passado, desta feita do banco Totta & Açores, um nome que todos se devem recordar com certeza.

Já falei aqui do Banco Nova Rede e do Banco Fonsecas e Burnay, instituições que todos conhecemos de outros tempos e cujos nomes ficaram para sempre na nossa memória, e o Banco Totta & Açores é outro que cai nessa categoria. Este nome apareceu da fusão entre dois grandes bancos, o Totta Aliança e Lisboa com o Banco dos Açores.

Esteve sobre a alçada da CUF (Companhia União Fabril) até 1975, altura em que as Nacionalizações para suprimir a grave situação económica do país começaram a acontecer com regularidade. Assim ficou durante 13 anos, quando o plano de capitalizações começou a privatizar algumas empresas públicas.

No início dos anos 90 era a Banesto que detinha maior parte das acções junto com a Mundial Confiança e o Pinto e Sotto mayor, mas todas estas incertezas fizeram com que o Totta perdesse quota de mercado e estivesse longe de outros tempos em que chegou a liderar a banca nacional. O grande escândalo das dificuldades da Banesto em Espanha e a sua dominância num banco Português tornaram isto um escândalo nos dois países com o governo de Cavaco Silva a ter algumas dificuldades com isto tudo.

Champalimaud foi um dos nomes envolvidos neste negócio que acabou na venda completa do Totta aos Espanhóis do Santader que tinham absorvido a Banesto no país vizinho. Perdemos de uma assentada Banco Chemical Finance, grupo Mundial Confiança e Crédito Predial Português, Negócios complicados de explicar mas que acabaram assim com mais um nome da banca nacional, mas que muitos ainda se recordam e foi um dos mais importantes no panorama do nosso país.

Queres dinheiro? Vai ao Totta




                       


                       

... dos Filmes do Gendarme de Louis de Funès

domingo, janeiro 18, 2015 0
... dos Filmes do Gendarme de Louis de Funès

A RTP transmitia bastante cinema nas décadas de 70 e 80, e não ficava somente pelo anglo-saxónico, dando-nos a conhecer filmes de outros países Europeus e não só. Os filmes do Gendarme de Louis de Funès fizeram bastante sucesso por cá, um humor que assentava nas expressões faciais do seu actor principal e que tornou a personagem bastante popular um pouco por todo o mundo.

Louis de Funès foi eleito não há muito tempo o actor favorito dos Franceses, o que prova a qualidade e impacto que este artista teve no cinema Francês e que o ajudou também a ser popular noutros países (é uma figura muito querida em Portugal, Brasil, Alemanha, Turquia e outros da chamada cortina de ferro),  Foi muito activo na década de 50, mas a sua personagem mais popular, e aquela que o tornou conhecido em diversos países, foi a de um polícia (um Gendarme) que liderou a bilheteira nos 6 filmes que estrearam entre 1964 e 1982.

Dirigidos por Jean Girault, os filmes de Gendarme de Louis de Funès, dependiam muito das expressões faciais do actor que era conhecido como o rosto mais rápido de França por conseguir mudar de expressão muito rapidamente, isso ajudava ao ritmo cómico de toda a série de filmes e a que se tornasse fácil simpatizar com este pobre desgraçado.

Em 1964 saiu Gendarme de Saint Troupez, onde o Gendarme Cruchot é transferido para essa localidade juntamente com a sua filha. A caça aos nudistas é o tema principal da trama, com situações hilariantes de nudistas a serem caçados por polícias. No ano seguinte sai o segundo filme, que leva o Gendarme a Nova York e aborda a rivalidade entre estes dois povos, com situações hilariantes a decorrer disso mesmo.


Em 1968 saiu Gendarme casa-se, que para além de mostrar Cruchot a apaixonar-se por uma viúva de um coronel, joga também com o facto dos polícias quererem impedir a alta velocidade nas estradas. Em 1970 vemos a carismática brigada de polícias a lidar com a sua reforma e consequente substituição por alguns mais novos, mas quando eles se fartam de estar sem fazer nada e voltam à activa de forma clandestina, aí é que a confusão começa.

Em 1979 voltou a sair um filme com Gendarme, desta feita rendendo-se à popularidade das películas baseadas no espaço com Gendarme e os Extra terrestres, com a divertida troupe de polícias a lidar com clones e um estranho disco voador. Em 1982 saiu a última aventura do polícia mais famoso de todos os tempos, Gendarme e as Gendarmettes, que lidava com o facto de estarem a ser treinadas mulheres para actuarem ao lado da brigada de polícias, algo que não agradava às esposas destes e assim instaurou-se a confusão.

Era comum alguns destes filmes serem transmitidos ao Domingo à tarde, apanhando assim a família junta e todos se divertirem com algo que podia ser visto por todos. Quem se recorda disto?








sábado, 17 de janeiro de 2015

... do Battle Chess

sábado, janeiro 17, 2015 0
... do Battle Chess

O Xadrez sempre foi um jogo bastante popular, e por isso é normal que tenham existido várias versões deste clássico de estratégia para o computador, sendo que uma das mais populares foi o Battle Chess. O facto de ir além do simples movimentar de peças no tabuleiro ajudou a isso de certeza, com umas batalhas bastante interessantes de se ver.

Battle Chess foi lançado para o Amiga em 1988, sendo desenvolvido pela Interplay e saíram consequentes versões para computadores pessoais como Commodore 64 ou os PC's "normais" como os conhecemos. Em 1991 saiu uma versão aprimorada para PC com gráficos melhorados e uma animação de batalhas mais fluída, para alem disso trazia uma banda sonora que dava outro impacto a tudo aquilo que víamos no nosso monitor.

O jogo teve grande sucesso desde a sua primeira versão para Amiga, e isto porque todos elogiaram as animação (cómicas mas bastante à frente para a altura e gráficos que tínhamos) para além de uma boa inteligência artificial. Existiam cerca de 35 batalhas, algumas até ansiávamos para ver e era sempre interessante quando víamos uma pela primeira vez. Confesso que adorava as das Torres quando se transformavam num monstro gigante, e esmagavam com um murro o peão à sua frente.

O êxito e impacto deste título pode ser também atribuído às homenagens a filmes conhecidos, como o facto da batalha entre Cavalos ser uma referência a um filme de Monty Phyton e a do Rei contra Bispo ser uma homenagem à luta rápida entre Indiana Jones e o espadachim do primeiro filme. Quem não queria ver as animações, em 3D obviamente, podia jogar uma partida normal em 2D, sendo que a variante para os outros jogos seria só a animação das peças e cores usadas.












quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

... do Cosmos de Carl Sagan

quinta-feira, janeiro 15, 2015 0
... do Cosmos de Carl Sagan

A série Cosmos marcou muitas pessoas pelo simples facto de ensinar enquanto entretinha, uma qualidade ao alcance de poucos mas realçada pelo carisma do seu apresentador, Carl Sagan. Provou que algo do género podia ser transmitido em horário nobre, e mesmo assim conquistar audiências e cativar público com a sua qualidade.

Cosmos: A Personal Voyage foi uma série de 13 episódios transmitida pela PBS em 1980, tornando-se o programa mais visto dos Estados Unidos, lugar que só perdeu na década de 90 continuando mesmo assim a ser um dos mais vistos do canal em todo o mundo. Escrita por Carl Sagan, Ann Druyan e Steven Soter, foi apresentada por Sagan que tinha o à vontade e conhecimento necessário para nos fazer sentir interesse por todos aqueles factos científicos que nos eram ali apresentados.

Foi emitida em Portugal pela RTP em mais que uma ocasião e em diversos horários, lembro-me de ver isto no horário nobre na primeira metade dos anos 80. No Brasil deu na Rede Globo e na TV Cultura, chegando a originar um programa do género de produção Brasileira chamado "Poeira das estrelas", emprestando o nome de uma das frases de Sagan no programa original.


Marte, as estrelas, os extra terrestres, o universo em si era abordado em cada episódio de uma forma descontraída, elucidativa e bastante interessante. Com uns efeitos acima da média, a série assentava num bom texto, que era transmitido da melhor forma por Sagan que tinha um à vontade tremendo e uma relação extraordinária com a câmara, conquistando da melhor forma os telespectadores.

A banda sonora, que introduzia entre outros faixas de Vangelis, ajudava ao espírito que se pretendia e era realmente fantástico ver ali o apresentador a andar no meio do universo, como se fosse algo natural e a debitar informações preciosas de como as coisas se passavam à nossa volta.

Abriu os nossos horizontes para a ciência e mostrou-nos como mesmo sem ser num filme de ficção científica, o espaço era realmente algo de extraordinário. Saiu já dvd completo que trazia ainda mais extras sobre toda a produção, e recentemente foi feito um remake com textos de dois dos membros originais (Sagan entretanto já faleceu) e com um dos maiores nomes da ciência do Século XXI.







quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

... da Novela Brega e Chique

quarta-feira, janeiro 14, 2015 0
... da Novela Brega e Chique

Volto a relembrar uma novela da hora de almoço, onde o humor predominava e com alguns dos diálogos mais interessantes das telenovelas Brasileiras. Brega & Chique foi transmitida no final da década de 80, sendo um sucesso total no Brasil muito por culpa do fantástico elenco que a compunha.

Brega & Chique foi a novela das Sete da Rede Globo entre 20 de Abril e 6 de Novembro de 1987, sendo transmitida na RTP pela hora de almoço entre 28 de Novembro e 27 de Julho de 1988. Emitida pela hora de almoço (12h00) na RTP 1, era repetida depois no segundo canal e ao Sábado dava um compacto com as melhores cenas o que ajudou a popularizar a mesma pelo nosso país.

No Brasil chegou a ter números impressionantes de audiência, ultrapassando muitas vezes a Novela das Oito (o Outro) e sendo por isso considerada a melhor telenovela de Cassiano Gabus Mendes. Assentando a trama num núcleo cómico, Brega & Chique contou com grandes interpretações de Marília Pêra (que regressava aos ecrãs depois de 12 anos fora do meio), Raul Cortez, Marco Nanini ou Gloria Menezes,

A censura implicava com o traseiro da modelo que aparecia no genérico dela, o que fez com que a produção usasse meios digitais para colocar algo a tapar o mesmo. Aliás durante todo o tempo que foi transmitida, ficou conhecida pelo uso de efeitos especiais na forma como mudava de cena, ou então quando transmitia duas ao mesmo tempo.


As lentes de contacto coloridas usadas pela chique Rafaela (Marília) e pela brega Rosemere (Gloria) viraram moda, Achei Raul Cortez fantástico no papel do galã Claudio Serra, que era na verdade um disfarce via operação plástica para este se aproximar das suas duas famílias mas não esperava ouvir tanta coisa negativa a seu respeito.

O advogado Montenegro (Marco Nanini) e o marceneiro Balthazar (Denis Carvalho) são outros dois destaques na novela, Mortes falsas, intrigas, humor, troca de identidade e muita confusão fizeram uma história bem divertida e ideal para o horário que era transmitido.

Algumas figuras públicas do nosso país elogiavam bastante as interpretações deste elenco, com especial destaque para a regressada Marília Pêra. Quem se lembra desta grande novela?









terça-feira, 13 de janeiro de 2015

... do Johnny Castaway

terça-feira, janeiro 13, 2015 0
... do Johnny Castaway

Em 1993 quem tinha um computador adorava ficar a ver o screensaver mais famoso da altura, o do Johnny Castaway, um náufrago que interpretava gags hilariantes que fazia com que ficássemos sem vontade de reiniciar o trabalho no computador.

Johnny Castaway foi uma criação da Sierra On Line/Dynamix, acompanhava o Windows 3.11 e tornou-se um dos screensavers mais populares de todos os tempos. Em 1993 tornou-se moda deixar o computador iniciar o seu protector de ecrã para podermos ver que cena íamos ver, eram mais de quinze diferentes e todos bastante engraçados.

Além de tudo isso, era também um screensaver inteligente que sabia a que data estávamos e quando se chegava a alguma data especial, como o Natal, isso era assinalado com algo como um pinheiro de natal ou assim. Fugir de tubarões, encontrar sereias, aviões ou navios era algo comum entre construir um castelo de areia e outro.

Quem teve este screensaver?










segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

... de dar moeda ao elefante no zoo

segunda-feira, janeiro 12, 2015 0
... de dar moeda ao elefante no zoo

Era um das passagens obrigatórias numa visita ao Jardim Zoológico, o acto de ir dar uma moeda ao elefante para este tocar o sino.

As crianças adoravam, fosse em visitas escolares fosse com as famílias, tinha-se que passar pelo elefante do Zoo, depois dava-se uma moeda (podia ser preta de baixo valor segundo me lembro mas só umas que davam) e este iria tocar o sino.

Era o acto de entrarmos em contacto com a tromba deste animal imponente, o de com nossas pequenas mãos podermos "comandar" algo tão grande e sabermos que com aquilo ele iria fazer o que queríamos.

Hoje em dia pode-se discordar deste tipo de "truque", mas eram outros tempos e serão poucos os que não tenham gostado de fazer isto quando eram crianças.




quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

... do Romance da Raposa

quinta-feira, janeiro 08, 2015 0
... do Romance da Raposa


Recordo hoje um dos maiores clássicos infantis Portugueses, que deu origem também a uma série de desenhos animados bastante interessante e que muitos de nós recordam com saudade. O Romance da Raposa foi mais um programa nacional de sucesso, um daqueles desenhos que via sempre com grande interesse e do qual tenho saudades.

Aquilino Ribeiro escreveu o clássico Romance da Raposa para oferecer ao seu filho Aníbal, foi essa a sua prenda de Natal em 1924, um livro divertido proveniente de uma imaginação fantástica e com a típica escrita de Aquilino, cheio de expressões e gíria popular que davam um tom completamente diferente e original à história. A sabedoria popular está presente em todas as páginas, com a coloquialidade que o autor sempre nos habituou.

Quem não se recorda de expressões como "Quem não trabuca não manduca"? Ainda hoje perdura, assim como o Salta Pocinhas, nome da protagonista do livro. As ilustrações de Benjamin Rabier ilustraram a versão original, e foram várias as versões dele e cada um de nós pode ter conhecido o romance por uma versão diferente.



Em 1988 estreou a série baseada no livro, produzida pela Topefilme em conjunto com a Telecine, o desenho teve 13 episódios realizados por Artur Correia e Ricardo Neto, sendo transmitidos pela RTP com bastante aceitação por parte do público. Parte do sucesso foi também o facto de conseguir transmitir na perfeição o espírito do livro, cheia de lengas lengas e rimas castiças, uma produção repleta de qualidade.

Fernanda Figueiredo era a voz da personagem principal, Joel Branco era o corvo e ainda tínhamos António Semedo como o Texugo e Luís Horta como o Lobo. Todos nos divertimos a ver as partidas e traquinices desta raposa, principalmente quando atazanava o Lobo e até lhe roubava a comida.

Existiu também uma colecção de calendários da Impala, lembro-me de ter alguns com ilustrações bem interessantes e tudo a ver com o espírito da coisa toda.

«Havia três dias e três noites que a Salta-Pocinhas - raposeta matreira, fagueira, lambisqueira - corria os bosques, farejando, batendo mato, sem conseguir deitar a unha a outra caça além de uns míseros gafanhotos, nem atinar com abrigo em que pudesse dormir um sonhinho descansado. Desesperada de tão pouca sorte, vinham-lhe tentações de tornar para casa dos pais, onde, embora subterrânea, a cama era mais quente e segura que em castelo de rei, e onde nunca faltava galinha, quando não fosse fresca, de conserva, ou então coelho bravo, acabado de degolar.» 

Quem viu isto? Ou leram o livro?




Mil famosas aventuras
aqui se vão relatar,
de certa Salta-Pocinhas
que tem muito que contar.

É matreira e embusteira
e um pouco pintalegreta.
Quando calha, ratoeira;
senhora de muita treta.

"Mestra de ladinas artes,
sou fagueira e lambisqueira;
em cata de algum biscato
vou passando a vida inteira.

Cá vou eu, póis-catrapós,
raposinha de uma figa!
Corro os bosques, bato o mato,
só para encher a barriga!

Sentada num penedinho
vou deitar contas à vida:
aventureira e farsante
só foi na justa medida.

Neste mundo tão vilão,
talvez um dia descanse,
eu, escalfada em roda-viva,
autora do meu romace!"











terça-feira, 6 de janeiro de 2015

... dos Smashing Pumpkins

terça-feira, janeiro 06, 2015 0
... dos Smashing Pumpkins

Os Smashing Pumpkins marcaram a década de 90, lançaram álbuns que galgaram as tabelas dos tops e criaram uma tendência de rock do qual foram a imagem de marca. Liderados pelo carismático Billy Corgan, tiveram o seu apogeu na segunda metade dos anos 90, acabando no começo do século XXI mas voltando ao activo em 2006, embora longe do fulgor que já mostraram ter.

Billy Corgan (Voz, Guitarra), James Lha (Guitarra), D'arcy Wrtezky (Baixo) e Jimmy Chamberlin (Bateria) foram os membros originais dos Smashing Pumpkins, mas o grupo sofreu algumas alterações ao longo do tempo, sendo que neste momento a banda só tem Corgan dos membros originais. Começaram a actuar em 1988, e abriram os concertos para alguns grupos de sucesso, com alguns dos seus temas a ganharem conhecimento e a fazer com que fossem considerados os novos Jane's Addiction.

Corgan começou a ficar aborrecido com isso, já que com o sucesso do Grunge, o tipo de rock alternativo dos Smashing começou a ganhar adeptos mas as comparações continuavam, chamando eles dos próximos Nirvana ou Pearl Jam. Em 1993 o álbum Siamese Dream tornou-se um êxito, vendendo mais de seis Milhões de unidades em todo o mundo, sendo que só nos Estados Unidos foram mais de  quatro Milhões. É considerado um dos melhores discos de todos os tempos, mas foi também um momento muito complicado para a banda, já que a depressão de Corgan e a sua procura excessiva pelo melhor som levou a rupturas entre os seus companheiros, e a sua exigência esbarrava na preguiça de uns e no consumo de drogas que levava outros a ter uma atitude mais desleixada.

Today foi um dos singles que saiu deste disco, mas Cherub Rock e Disarm também tiveram o seu sucesso e deram um boost à popularidade deles, apesar dos seus companheiros do circuito independente criticarem esta toada da banda o que levou a alguma desilusão por parte de Billy. Mas decidiu entregar-se ao trabalho e escreveu mais de cinquenta canções, para aquele que (segundo ele) seria o The Wall da Geração X, e o álbum duplo com mais de duas horas saiu em Outubro de 1995.


Mellon Collie and the Infinite Sadness tinha 28 músicas, com singles como Zero, 1979 e Tonight, Tonight a conseguirem feitos para o grupo tocando em rádios onde eles nunca tinham sido tocados e chegando a um público que ainda não os conhecia bem. Um enorme sucesso de vendas, um ponto de viragem tanto na banda como no vocalista, que apareceu com um visual arrojado de cabeça rapada, visual esse que mantém até aos dias de hoje.

Uma camisa de manga comprida preta com a palavra Zero escrita e umas calças prateadas, esse tornou-se a imagem de marca do vocalista que ficou cada vez mais sozinho com a droga a acabar com todos os elementos dos Smashing Pumpkins e fazendo com ele fosse buscar substituto atrás de substituto. Para além da qualidade nas letras, os vdeoclips eram qualquer coisa de fantástico, verdadeiras obras de arte que funcionavam quase como mini filmes.

O seu som melancólico era misturado com outros elementos fazendo com que nos seus concertos houvesse alguma mistura no público, público esse que tomava algumas atitudes que desagradavam Corgan, com o constante moshing que fez até com que um fã morresse num dos concertos da banda.

Depois dos grammys e das vendas de Mellon Collie, em 1998 saiu o disco Adore, numa toada mais gótica e rompendo com o som da banda. Era o prenúncio do fim, depois de já pouco restar do grupo original, Billy decidiu ir por outro rumo em 2000 e apesar de em 2006 ter regressado com outros elementos, tinha chegado ali ao fim um grupo que apostou num som melancólico, num rock alternativo um pouco ou nada pesado que ajudou a conquistar uma geração que ainda estava presa ao grunge.