Dezembro 2014 - Ainda sou do tempo

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

... do Almanaque Borda d'Água

terça-feira, dezembro 30, 2014 0
... do Almanaque Borda d'Água

Hoje falo daquelas coisas que conhecemos toda a nossa vida e parece que existe desde sempre, algo que parece vir dos avós dos nossos avós, o Almanaque Borda d'Água. Uma publicação anual que compila diversos dados que vão desde a agricultura à religião, com informações úteis e interessantes que fazem com que isto ainda exista nos nossos dias.

O Almanaque Borda d'Água existe desde 1929, uma publicação anual da Editora Minerva e que continua a ser um sucesso de vendas apesar de manter o mesmo layout e tipografia desde os seus primórdios, e a sua linha editorial também pouco ou nada mudou, parecendo ignorar o mundo ao seu redor e vivendo como se tudo fosse ainda um meio rural ou piscatório.

É considerado um repertório útil para toda a gente, dá informações úteis para agricultores e pescadores e contém pedaços de sabedoria populares como aquelas mezinhas que sempre nos ensinaram, para curar maleitas ou prevenir doenças. Trás ainda previsões meteorológicas, as fases da lua, provérbios populares e informações sobre o mar e as marés. Traz de tudo um pouco, e continua a ser um sucesso de vendas, podendo agora ser encontrado em lojas como a Fnac.

Alguém já teve um?













segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

... da Série Popular

segunda-feira, dezembro 29, 2014 0
... da Série Popular

Quando a Sic Radical começou as suas emissões transmitia algumas séries bastantes interessantes, e a Popular foi um bom exemplo disso. Uma série de adolescentes, mas diferente do que estávamos habituados, com um tom mais negro e satírico.

Popular foi criado por Ryan Murphy e transmitido pela WB entre 1999 e 2001, com 2 temporadas num total de 43 episódios transmitidos. Por cá foi passou na SIC Radical no começo do Século XXI, sendo emitidos as duas temporadas, incluindo aquele final aberto já que a série foi cancelada com um clifhangger tremendo.

Na série víamos duas jovens que viviam nos dois pólos opostos da popularidade no liceu onde andavam, mas por via do destino tiveram que ir viver juntas quando os pais decidiram se juntar e viver na mesma casa. Brooke McQueen (Leslie Bibb) era a rapariga mais popular do liceu, cheerleader e apesar disso também uma aluna exemplar. Apesar disso tinha alguns problemas, como o não saber lidar bem com o abandono da sua mãe e também sofrer de bulimia.

Samantha "Sam" McPherson (Carly Pope) não era das mais populares do liceu, mas era uma rapariga decidida, inteligente e bastante teimosa que vivia sozinha com a sua mãe, após a morte do seu pai quando ela tinha 14 anos. Ambas têm uma relação hostil mas que vai-se alterando ao longo do tempo e ambas percebem que têm muito em comum.



O show diferenciava-se dos outros dramas adolescentes, tinha um humor mais ácido, abordava os temas de uma forma mais sombria e até irónica. O pormenor dos populares serem louros e os morenos os menos populares também era bem jogado, e apesar disso tudo começou a haver uma interacção entre os dois grupos, mostrando que todos podem realmente ser amigos.

Harrison John (Christopher Gorham) era o amigo de ambas, que tinha uma queda por Brooke desde que eram crianças mas mais tarde acaba por ter sentimentos por Sam, algo que perdura durante a série e acaba com as duas a pedir para ele escolher uma delas, mas não conseguimos ouvir a resposta. Nicole Julian (Tammy Lynn Michaels) e Mary Cherry (Leslie Grossman) eram as amigas cheerleaders, a primeira era uma verdadeira vilã em busca de mais poder, enquanto que a última era a típica loura burra das claques, apesar de servir muitas vezes como alívio cómico apesar de também ser considerada mentalmente instável.

No lado oposto tínhamos a activista Lily Esposito (Tamara Mello), uma vegetariana que lutava pelos seus direitos e que acaba por se casar com a estrela de futebol Josh Ford (Bryce Johnson) que tinha já namorado Brooke e Carmen Ferrara (Sara Rue) a outra amiga de Sam, uma gordinha bonita mas insegura, que acaba no entanto por entrar na claque e ganhar outra dimensão na série.

Pais que bebiam demasiado, pais que abusavam dos filhos psicologicamente e fisicamente, adolescentes cheios de inseguranças mas que mascaravam com outros traços e viviam uma vida que só os atormentava. Uma pena o final em aberto, onde vemos um atropelamento e fuga e não sabemos como acaba.

Quem viu isto?











domingo, 28 de dezembro de 2014

... do Gato Henrique

domingo, dezembro 28, 2014 0
... do Gato Henrique

Antes da invasão "Oriental" dos animes tivemos a invasão Britânica, com a RTP a transmitir vários desenhos animados e programas em stop motion oriundos de Inglaterra. O Gato Henrique chegou só na década de 90, mas mantinha algumas das características que nos fizeram apaixonar por estes desenhos.

Henry's Cat (o Gato Henrique) foi criado por Stan Hayward em 1983 para a BBC, chegando a ganhar um prémio BAFTA para melhor curta de animação. Realizado por Bob Godfrey, foram feitos cerca de 51 episódios que mostravam as aventuras de um gato amarelo descontraído e sonhador, que adorava comer gelados e divertir-se com os seus amigos.

Curiosamente nunca apareceu o dono dele, o que até foi bom para a tradução Portuguesa, já que o nome de Henrique é do dono e não do animal. Havia ainda um coelho azul (melhor amigo do gato) e um rato sendo que um era o oposto do outro, o coelho todo dinâmico e o rato todo calmo e cabisbaixo. Outros animais faziam parte do gangue, que faziam a cabeça de um guarda que não tinha paciência para as brincadeiras do grupo ou de um fazendeiro que não era nada fã do protagonista da série.

Foi transmitida em 1991 pela RTP 1, com voz de José Neto que fazia as vozes todas e a narração, ao bom estilo destas séries Inglesas. Quem via?


                     










sábado, 27 de dezembro de 2014

... do Quando o Telefone Toca

sábado, dezembro 27, 2014 0
... do Quando o Telefone Toca


A minha Avó era fã da Rádio Comercial na sua versão Onda Média, e por isso ouvi muitos dos programas desta estação e alguns deles ficaram bastante populares, como foi o caso do Quando o Telefone Toca. Ajudou a popularizar os discos pedidos e a tornar isso algo comum em todas as estações de rádio.

Matos Maia é o apresentador que moldou e idealizou este programa de discos pedidos, primeiro no Rádio Clube Português e depois nos tempos áureos da Rádio Comercial de onda média, na primeira metade da década de 80. Era um daqueles programas que o pessoal queria ouvir para gravar as suas músicas favoritas, muitos pediam as músicas tanto para dedicar a alguém que gostavam como para assim poderem gravar e ter a canção que tanto gostavam.

Havia umas que eram clássicas, passavam mais que uma vez por semana e eram também repetidas na Quarta feira, o dia em que eram passadas as músicas mais populares e mais pedidas no programa. Dizia-se uma frase, por norma referente a algum patrocinador, e pedia-se então a canção que se podia ou não dedicar a alguém,

Demis Roussos, Julio Inglesias, José Cid, Juan Luis Guerra e Charles Aznavour eram apenas alguns dos nomes mais populares nesta rubrica. Com o passar do tempo outros artistas começaram a ficar populares por lá, com o programa a tornar-se algo semelhante ao que viria a ser o Oceano Pacífico, inundado de slows da pop Inglesa. Não há muito tempo chegaram-se a editar cd's com alguns dos melhores temas do programa, quem mais ouvia isto na rádio?

Foi sem sombra de dúvida um dos programas mais interessantes naquela que era a alternativa a uma TV que fechava muito cedo e deixava-nos ávidos de algo que nos podia entreter durante a noite.











sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

... do Amolador

sexta-feira, dezembro 26, 2014 0
... do Amolador

Lembro-me bem de estar em casa e ouvir o apito característico do Amolador, sinal que lá estaria ele a empurrar a sua moto ou bicicleta, avisando assim quem quisesse arranjar suas facas ou guarda chuvas.

Não sei precisar desde quando, mas sempre ouvi falar e sempre ouvi um amolador a passar em algum lugar que eu estivesse. O certo é que também raramente vi alguém a solicitar os seus préstimos, mas há quem os utilize para consertar algo ou afiar algo por casa. Tesouras, facas e guarda chuvas eram alguns dos objectos entregues a estes trabalhadores que andavam ao sol e à chuva, dia após dia.

A bicicleta ou mota levam a pedra de amolar, e os amoladores fixam a roda traseira ao chão para a poderem usar unindo-a ao esmeril mecânico. O amolador percorre assim as vilas, aldeias ou ruas de cidades (por norma as que sabem estar habitada por população idosa) e fazem-se anunciar com uma flauta de pã ou uma gaita que faz o som característico que todo o Português reconhece.

A minha Avó (e outras pessoas) costumavam dizer que ele anunciava a chuva, que iria chover pouco depois do Amolador passar e tocar a sua música, algo que nunca me pareceu muito lógico a não ser que fosse para ele arranjar os guarda chuvas, criando assim uma necessidade de os usar.












terça-feira, 23 de dezembro de 2014

... da História da Carochinha e do João Ratão

terça-feira, dezembro 23, 2014 0
... da História da Carochinha e do João Ratão

Hoje relembrar uma daquelas histórias infantis que todos nós ouvimos enquanto crianças, a da Carochinha e do João Ratão era sem sombra de dúvida das mais populares. Tinha animais, tinha romance e tinha uma moral, os ingredientes necessários para entreter uma criança e tornar um conto infantil lendário.

Parece ser uma história tradicional Portuguesa, já apareceu em livros de António Rosado e Luísa Ducla Soares e era uma das histórias mais lidas às crianças nas décadas de 70 e 80. Confesso que gostava bastante, especialmente do final macabro que ela tem. Quem não sabia de cor a cantinela "Quem quer casar com a Carochinha"?

Vi informação de ser de um Francisco Simão, e essa versão é a que me lembro de ouvir e ler na minha infância. Colocarei essa e depois outra versão que parece mais actual.

Era uma vez uma Carochinha muito pretinha e muito luzidia que andava numa dobadoira a arrumar a cozinha. Qual não foi o seu espanto quando achou cinco réis, muito novinhos e amarelinhos.
Carochinha, começou a pular de contente. Depois, acabou de arrumar tudo muito bem arrumadinho, tirou o avental, compôs o vestido preto e foi pôr-se à janela, perguntando a quem passava:
- Quem quer casar com a Carochinha que é airosa e formosinha?

Neste momento passou por ali um porco do Alentejo, muito gordo e bem tratado, que grunhiu duas vezes:
- Quero eu, quero eu.
- Que é que tu comes? – perguntou a Carochinha que era muito lambareira.
- O que Deus dá, - respondeu o porco, que realmente tinha muito boa boca.
- Não me serves, - retorquiu a Carochinha, fazendo um amuo de enfado.
O porco pôs o focinho no chão, muito envergonhado e aborrecido, e foi-se embora.
- Quem quer casar com a Carochinha, que é airosa e formosinha?

- Quero eu, - respondeu o Gato das Botas das Sete Léguas, fazendo uma grande reverência à Carochinha. 
- Que é que tu comes?
- Como tudo o que Deus dá, tendo certa preferência pelos carapaus pequeninos.
- Puf! Não me serves. Espero que Deus me há-de dar um marido mais fino do que tu.
O Gato das Botas das Sete Léguas espetou as orelhas, deu à cauda em sinal de despeito, e foi-se embora furioso.
Volta a Carochinha a perguntar:
- Quem quer casar com a Carochinha que é airosa e formosinha?

- Quero eu, - respondeu no seu vozeirão forte, um boi que ia puxar à nora.
- Que é que tu comes? – perguntou a gulosa da Carochinha.
- Como palha, feno, ervas, enfim tudo o que Deus dá para nosso sustento.
- Hum! Não me serves! Quero marido mais delicado do que tu.
O boi que era muito bonacheirão foi ruminando com a palha e as ervas que comera, estas palavras, muito sensatas:
- Forte tola! Deus me livre de tal mulherzinha!

- Quem quer casar com a Carochinha, que é airosa e formosinha? – esganiçou-se a perguntar a presumida da Carocha.
-  Quero eu, - respondeu um ladino coelho, que ia a correr para um prado.
- Tu és muito bonito, - disse a Carochinha, a olhar para o pêlo lustroso do coelho. – O que é que comes?
- Ah! minha linda Carocha! Como ervas tenrinhas, troços de couves, cenouras…
A Carochinha fez uma careta de aborrecimento e despediu o coelhinho com estas enfadadas palavras:
- Que porcaria de comida! O meu marido há-de ser uma criatura de gostos mais finos.
O coelhinho que era muito garoto fez uma careta à Carochinha e, pernas para que te quero, aí vai ele até ao prado, onde saboreou uma rica erva que lá existia.




A Carocha, já muito arreliada, tornou a perguntar, esganiçando-se cada vez mais:
- Quem quer casar com a Carochinha, que é airosa e formosinha?
- Quero eu, - disse de além um ratinho de olhitos pretos e vivos, e de orelhas espetadas.
- Que é que tu comes?
- Ora o que há-de ser? Tudo o que é bom e que está nas despensas dos ricos: bom presunto, belo queijo, chouriços, paios, fiambre, toucinho entremeado, carne assada, muito tenrinha…
- Que rico marido eu encontrei, - respondeu radiante a nossa lambareira Carochinha.

Combinado o casamento, fez-se uma festa de truz. Houve um jantar tão cheio de petiscos e iguarias, que toda a bicharada dele falou durante muito tempo.

No Domingo, Carochinha vestiu o seu vestido de cetim preto, pôs um chapéuzinho impertinente com duas aigretes pretas e, toda vaidosa, foi à missa com o marido.
No meio do caminho, Carochinha, reparou que não tinha trazido as luvas.
Tolinha como era, ficou muito arreliada com o caso. «O que iriam pensar dela os bichos da vizinhança?» Uma senhora tão ilustre sem luvas!
O João Ratão – era este o nome do marido da Carochinha – logo, todo amável, voltou atrás a buscá-las.

Abriu a porta da sua casinha, e o seu paladar foi tentado, pelo rico cheirinho que se espalhava pela casa toda. Um cheirinho a toucinho que era mesmo um regalo.
Com a boca cheia de água, o nosso amigo aí vai, já esquecido das luvas, até à panela que fervia em lume brando.
João Ratão, destapou a panela e, gulosamente, meteu a mão para tirar um pedacinho do tentador toucinho mas, com tanta infelicidade o fez, que escorregou e caiu dentro da panela.
Carochinha esperou, esperou impacientemente, bateu o seu pézito calçado com botinha de verniz preto e, furiosa, foi a casa pronta a zangar-se com o João Ratão por a ter feito esperar tanto tempo.  

Chegou lá e o coração deu-lhe um baque. A panela destapada, fazia com que se espalhasse pelo ar um cheiro a toucinho e a rato cozido.
Ah! o pobre João Ratão fora vítima da sua gulodice! Má hora aquela em que quisera casar com um guloso.
Talvez tivesse sido mais feliz se houvesse casado com um dos primeiros pretendentes: o porco, o gato, o boi… Todos tão simples, e tão frugais que se contentavam com qualquer comida.

Carochinha sentou-se num banquinho da cozinha, lavada em lágrimas. O banco, apesar de ser de pau, lá se comoveu com a sorte da Carochinha, e perguntou-lhe por que estava triste.
- Ora por que há-se ser, meu amigo? É que morreu o meu João Ratão.
- Então eu para compartilhar do teu desgosto, vou-me partir.
E bumba, o banco partiu-se e atirou com a Carochinha de pernas para o ar. Lá ficou a pobrezita deitada de costas a lamentar aquela triste ideia do banco.
«Partir-se para quê? Longe de remediar o seu mal, ainda por cima a deixava de costas, numa posição tão incómoda e de que custava tanto libertar-se.»
Após muitos esforços, conseguiu colocar-se na sua posição habitual e foi esconder-se atrás duma porta, para chorar à vontade a sua dor, sem ninguém a incomodar.

A porta, porém, apercebeu-se das lágrimas da Carochinha, e perguntou-lhe o que tinha.
- Valha-me Deus! Morreu o meu João Ratão.
- Pobre de ti! Quero acompanhar-te na tua mágoa. Vou-me pôr a abrir e a fechar; os meus gonzos chiarão e será esse o meu choro.
Mal dissera aquilo, a porta pôs-se a abrir e a fechar , e a Carochinha, se não desse um pulo, morria esmigalhada.
- Esta só pelo mafarrico! Para que quererão os outros partilhar, aparentemente, uma dor que não é sua?

Carochinha saiu de casa, pensando que ao ar livre estaria melhor. Foi sentar-se à sombra duma nogueira e começou a soluçar baixinho:
- Morreu o meu João Ratão!
A árvore que isto ouviu, pôs-se logo a lamentar a sorte da pobre Carocha e, querendo manifestar-lhe a sua pena, começou a deixar cair sobre ela todas as nozes que tinha.
Algumas magoaram bastante a pobrezita que, foi a correr pelos campos fora, sem ânimo para chorar a morte do seu João Ratão, não fossem outras coisas condoer-se da sua desdita e molestá-la mais ainda.

FIM



Era uma vez uma linda carochinha, que encontrou cinco réis enquanto varria a cozinha.

Com o dinheiro, foi comprar uns brincos, um colar e um anel, pôs-se à janela a perguntar:

- Quem quer casar com a carochinha que é tão linda e engraçadinha?

Passou um burro e respondeu:

- Quero eu!

- Como te chamas?

- Chamo-me im om, im om, im om.

- Eu não gosto de ti porque tens uma voz muito feia.

A carochinha voltou a perguntar:

- Quem quer casar com a carochinha que é tão linda e engraçadinha?

Passou um cão e respondeu:

- Quero eu!

- Como te chamas?

- Ão, ão, ão.

- Eu não gosto de ti porque tens uma voz muito grossa.

A carochinha voltou a perguntar:

- Quem quer casar com a carochinha que é tão linda e engraçadinha?

Passou um gato e respondeu:

- Quero eu!

- Como te chamas?

- Miau, miau, miau.

- Eu não gosto de ti porque tens uma voz muito fina.

A carochinha voltou a perguntar:

- Quem quer casar com a carochinha que é tão linda e engraçadinha?

Passou um rato e respondeu:

- Quero eu!

- Como te chamas?

- Chamo-me João Ratão.

- Tu sim, tens uma voz bonita, quero casar contigo.

A Carochinha convidou-o a entrar, pois tinham muito que conversar e uma data de casamento para marcar. Enviaram os convites, compraram a roupa e prepararam a boda a rigor com o senhor prior.

Domingo era o grande dia! A noiva foi a última a entrar na igreja e estava linda, de causar inveja. O João Ratão estava orgulhoso mas também muito nervoso. Trocaram juras de amor eterno e, no fim, choveu porque era Inverno.

Foi então que o João Ratão se lembrou da viagem ao Japão. Correu para casa, porque se tinha esquecido das luvas, mas sentiu um cheirinho gostoso e, acabou por ir espreitar o caldeirão. Pouco depois, a Carochinha achou melhor ir procurar o marido que estava a demorar.

- João Ratão, encontraste as luvas? chamou ela ao entrar.

Procurou, procurou quando chegou perto do caldeirão, quase desmaiou e gritou:

Ai o meu João Ratão, cozido e assado no caldeirão!

E assim acaba a história da linda Carochinha, que ficou sem o João Ratão, pois era guloso e caiu no caldeirão.









segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

... dos Operários de Natal

segunda-feira, dezembro 22, 2014 0
... dos Operários de Natal

Um álbum bastante interessante com músicas e histórias que celebravam o Natal e os operários que contribuem para que este corra pelo melhor. Operários de Natal tinha letras de Ary dos Santos e nomes como Fernando Tordo ou Paulo de Carvalho envolvidos na sua concepção.

Penso que o álbum saiu em 1978, e foi oferecido a muita criança que podia assim ter mais um vinil na sua colecção e este misturava músicas com umas mini histórias narradas por Maria Helena de Eça Leal. O disco Operários do Natal celebrava todos aqueles que no seu trabalho contribuem de alguma forma para o sucesso da época Natalícia, os Carteiros, o pasteleiro, o lenhador ou então aqueles muito importantes como os pais ou os amigos.

Ary dos Santos e Joaquim Pessoa tratavam dos textos enquanto que Carlos Mendes, Fernando Tordo e Paulo de Carvalho trataram da música e deram a voz a algumas das canções. Mas também podíamos apanhar nomes como Ana Bola ou Zé da Ponte envolvidos neste disco que podia ter um ar meio comunista, mas era bastante interessante e uma prenda que muita criança gostou de receber.













domingo, 21 de dezembro de 2014

... do Sozinho em Casa

domingo, dezembro 21, 2014 0
... do Sozinho em Casa

Uma das melhores comédias de todos os tempos, Sozinho em Casa virou também um dos maiores clássicos da época Natalícia em diversos países onde é transmitido praticamente todos os anos. O filme que catapultou Macaulay Culkin para o estrelato e um dos melhores trabalhos de John Hughes, e que de certeza poderão rever nesta próxima semana num canal perto do vosso sofá.

Home Alone (Esqueceram de mim no Brasil e Sozinho em Casa em Portugal) foi um dos filmes que marcou a década de 90, entrou para o recorde do guiness como o filme com a maior bilheteira de 1990 e originou várias sequelas, jogos de computador e consola e uma variedade imensa de merchandising para além de se tornar uma comédia intemporal e um dos filmes que poucos não são capazes de rever se estiver a dar na televisão.

John Hughes teve a ideia do filme enquanto filmava o "Meu Tio Solteiro (Uncle Buck)", escreveu e produziu o filme entregando a realização a Chris Columbus e chamando dois dos actores desse filme, o talentoso John Candy (que fez uma pequena participação fenomenal) e o jovem Macaulay Culkin para protagonizar a película (apesar de fazer um casting para outros actores na mesma). A acção decorre na época Natalícia, e estreou perto do Natal de 1990 nos Estados Unidos e tornando-se um dos clássicos de todas as televisões nessa mesma época sendo sempre transmitido por essa altura.

Para termos uma pequena ideia do sucesso, o filme conseguiu $477,561,243, um número estrondoso para uma comédia. Um jovem divertido e carismático, dois vilões fracassados (mas também eles muito carismáticos), uma série de eventos digna de desenhos animados e um elenco secundário sólido ajudou muito ao êxito do sozinho em casa.


Começamos a ver uma típica família grande Norte-Americana a preparar-se para a viagem de Natal, os McCallister tinham quatro adultos e 10 crianças, Kevin (Macaulay Culkin) era filho de Kate e Peter (Catherine O'Hara e John Heard) e que sofria horrores com os seus irmãos Buzz, Jeff, Megan e Linnie para além de também não se dar muito bem com os seus primos e não morrer de amor pelos seus tios. Frank e Leslie.

Na confusão da saída de casa para apanhar o avião (tinham todos adormecido por causa de uma falha de luz) acabam por deixar o filho Kevin a dormir no sotão e assim ficar sozinho em casa enquanto eles viajaram para Paris. A primeira reacção da criança foi de contentamento, estava livre daqueles que o estavam sempre a chatear e podia fazer o que quisesse em casa, ver o que queria na televisão e comer o que queria comer.

Era impossível não nos rirmos com tudo o que ele faz quando se apercebe que está sozinho em casa, para além da mítica cena onde coloca o after shave na cara e dá um berro enorme. Como é lógico começa a ter algum medo de ficar em casa quando houve barulhos estranhos ou encontra um velho que tinha má fama na rua mas era um amor de pessoa e acaba por o ajudar no fim. E depois claro está a luta que tem contra os dois ladrões que queriam assaltar a casa dos seus pais, algo que nunca se percebe muito bem já que ao longo do filme nunca se vê grande riqueza na moradia dos McCallister.

Joe Pesci era Harry, o líder de baixa estatura, pouca paciência e bastante maldoso, mais do que o seu parceiro Marv interpretado por Daniel Stern, que era bem mais alto mas também mais calmo e menos maldoso que o seu companheiro. Eram conhecidos como os Wet Bandits (bandidos molhados) e decidiram aproveitar as viagens de Natal e assaltarem as casas todas daquela rua, o que não esperavam era encontrar tanta resistência numa das moradias.

O filme é cheio de momentos que todos se lembram bem, desde o filme macabro a preto e branco que Kevin queria ver e que depois aproveita diálogos para assustar as outras pessoas, às armadilhas que ele (apesar de ser uma jovem criança) monta em sua casa e que faz com que tanto Harry como Marv sofram bastante e que saiam bastante maltratados fisicamente, parecia basicamente um filme com cenas de um desenho animado do coyote e do bip bip.











sábado, 20 de dezembro de 2014

... das Peúgas C.D

sábado, dezembro 20, 2014 0
... das Peúgas C.D


Uma daquelas marcas que teve um anúncio televisivo que ajudou a ficar na memória de todos os Portugueses, as Peúgas C.D podem não ter passado pelos pés de todos, mas todos sabem do slogan que dava no reclame.

As Peúgas C.D existem desde 1946, sendo na actualidade parte integrante da Lucatextil, empresa sediada em Cascais. Não sei se era algo muito comprado, mas lembro-me que nos anos 80 tudo sabia do slogan da companhia, "Com C.D quem ganha é você" passava no rádio e na TV com o anuncio a mostrar a imagem que ilustra o começo do post.

A popularidade do reclame foi tanta que ainda hoje muitos se recordam dela. Alguém usou estas meias?









sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

... do Duarte e Companhia

sexta-feira, dezembro 19, 2014 0
... do Duarte e Companhia

Uma das séries mais míticas da RTP, Duarte e Companhia apanhou todos de surpresa com o seu humor castiço e o seu elenco cheio de carisma que fizeram com que esta se tornasse uma das nossas séries de eleição.

Rogério Ceitil foi o cérebro que idealizou a série, lançando as sementes nos últimos episódios de outra série criada por ele, a também mítica Zé Gato. Muitos dizem que foi por perceber as limitações e dificuldades de criar uma série policial “a sério” em Portugal, que Ceitil optou por ir pela parte cómica e apostar numa dupla de detectives desajeitada e uma série com humor muito non-sense.

Duarte e Companhia surgiu assim em 1985, e rapidamente caiu no goto dos Portugueses que gostavam do ar desajeitado de Duarte apesar de toda a sua arrogância, do deixa a andar do que preferia ficar a ler o jornal ou dos murros que a Joaninha dava a quem olhava para ela de forma mais intensa. Falta ainda falar do carro onde se deslocavam, um 2 cavalos da Citrôen que se tornou uma parte integrante do elenco e tão popular como os outros elementos do programa. Falta ainda falar dos vilões, alguns deles a estrearem-se na televisão e sem nenhum passado como actores, mas com um carisma que fez com que todos ficassem fãs quer do Rocha, quer do Chinês.

A série tinha um ar castiço e dependia muitas vezes da boa vontade quer do elenco, quer dos directores da RTP para se fazerem sempre novas temporadas, o que foi sempre conseguido com sucesso fazendo com que o programa estivesse no ar entre 1985 e 1989 num total de 5 temporadas e cerca de 39 episódios. Era filmado muitas vezes com máquinas pertencentes a alguém da produção, em apartamentos de alguém do elenco e as roupas eram todas deles também, tudo isto acabou por ajudar ao ar castiço do programa e parte do seu charme.


Segundo uma entrevista de Rui Mendes “..O Ceitil tinha película para filmar, duas caixas de Agfa, duas de Kodak, uma de Fuji, e cada uma de sua cor, às tantas, aquilo… Era a película que se usava no telejornal, que não tinha negativo, era em diapositivo. Ia revelar e depois era colada com fita gomada.” Apesar de todo o tom da série e dos tiros que se trocavam, não se via sangue nem mortes, Ceitil queria que a coisa ficasse sempre mais pelo tom leve e sem enveredar por esse tipo de violência.

João Miguel Paulino criou grande parte da série com os seus textos, com as músicas da série a ficarem a cargo de nomes como Carlos Alberto Moniz, José Jorge Letria e José Luís Tinoco. A primeira temporada teve um genérico mais “sério” e sóbrio, com Duarte e o seu parceiro Tó a dispararem contra o ecrã numa pose verdadeiramente policial. Mais tarde optou-se por um genérico mais animado com uma música e letra que tinha muito mais a ver com o que víamos nos episódios, uma loucura saudável e muito divertida.

Rui Mendes era Duarte o protagonista, um detective privado fanfarrão que adorava um belo rabo de saia e que não tinha lá muito jeito para a parte policial da coisa apesar de se achar o maior. Como parceiro tinha Tó, interpretado pelo saudoso António Assunção, uma personagem simpática que gostava de ler o seu jornal da Bola e tinha uma paciência de santo para as maluquices do seu chefe apesar de demonstrar ter muito mais bom senso (e até mesmo inteligência) que o seu superior.
Paula Mora foi uma das Sex Symbol mais vestidas da década, vestindo o papel da secretária Joaninha que não gostava muito de ser tocada e assediada por homens e que respondia sempre com umas valentes bofetadas. Aliás os elementos do sexo feminino eram conhecidos por serem capazes de “aviar” os do sexo masculino com umas grandes estaladas ou umas malas na cabeça como era o caso da mulher de Duarte ou a sua sogra.

Os “vilões” da série, um grupo de malfeitores com particularidades cómicas fora do comum, como um que não podia ver sangue, ou outro que não gostava que o chamassem de Chinês, roubavam a cena sempre que apareciam, e era um grupo verdadeiramente fantástico.


Guilherme Filipe era Lúcifer, um dos líderes de um dos grupos, enquanto no outro lado era o Átila de Luís Vicente que chefiava um bando de vilões desajeitados mas generosos a quererem sempre ajudar o seu estimado chefe a vencer a guerra.

António Rocha era o grande brutamontes chamado (convenientemente) de Rocha, com um visual entre o Chalana e o Bento e sempre com vontade de andar à porrada com o Chinês. Chinês esse que segundo Francisco Cheong era Japonês utilizando sempre a frase “Eu não sel Chinês, sel Japonês.”. Existia ainda também um que não podia ver sangue e outro que tinha tudo menos ar de vilão, incluindo o seu nome (Tino).

Um dos meus episódios favoritos era o da Cadeira do Poder porque lidava principalmente com estes 2 grupos de malfeitores e como cada um queria triunfar sobre o outro, existiam ideias para armadilhas mirabolantes que resultavam sempre em grandes gargalhadas. Também gostei da storyline que envolvia um gangster que queria ser cantor mas era um atirador e pêras para além de ter uma fada madrinha que acaba por se envolver com um dos vilões.

No elenco tínhamos ainda nomes como Lídia Franco ou o grande Canto e Castro e passaram por lá convidados como Helena Isabel, Adelaide Ferreira, José Pedro Gomes ou Isabel Medina. Uma série com uma grande alma, um humor sem sentido e um argumento muito interessante, o que fizeram com que fosse um programa inesquecível para todos nós, como comprova as constantes repetições por parte da RTP nos seus diversos canais e até na edição em DVD das suas primeiras temporadas.









... da Pomada Tigre

sexta-feira, dezembro 19, 2014 0
... da Pomada Tigre

Este era um daqueles produtos utilizado em muita casa Portuguesa nos anos 70 e 80, antes de haver a invasão de lojas chinesas era a pomada Tigre que dominava a nossa preferência. Ajudava a acalmar as diversas dores musculares e era uma das coisas preferidas dos nossos pais ou tios.

A Pomada Tigre vinha por norma num boião e tinha um aspecto amarelado, para além de um cheiro intenso que não deixava ninguém indiferente. Não sei onde era comprado, presumo que drogarias, mas sei que aparecia sempre lá por casa e meu pai utilizava volta e meia quando tinha alguma dor muscular.

Aquilo ardia um pouco, depois esfriava e actuava sobre a zona pretendida, para além do cheiro que ficávamos no corpo e na zona em questão. A pomada é feita com uma mistura de óleos essenciais de plantas aromáticas, e existe desde a década de 50, se bem que o Ocidente só a conheceu melhor nos anos 80. Há quem afirme que aplicada de uma certa forma no nosso orgão sexual que ajudaria no acto, mas há relatos que isso não era bem assim e que as coisas não corriam assim tão bem.

Hortelã pimenta, cânfora, mentol e oléo de cravo são alguns dos ingredientes e todos juntos ajudam nas dores musculares e cansaço de corpo. Com a proliferação das lojas chinesas presumo que estas também comercializem isto, mas penso que já não é tão procurado como era antigamente.









quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

... do Last Christmas dos Wham

quinta-feira, dezembro 18, 2014 0
... do Last Christmas dos Wham

Já nos habituámos a ouvir a toda a hora a música Last Christmas quando chega o Natal, é normal e faz parte do panteão das músicas tradicionais apesar de ter surgido apenas em 1984, sendo das músicas mais recentes desse grupo de canções natalícias.

Last Christmas foi lançado pela Epic Records em 1984, num single do duo Wham! composto por George Michael e Andrew Ridgeley. Escrita e produzida por George Michael, a música vendeu Milhões de cópias e é um dos Singles mais bem sucedidos a não chegar ao #1, isto porque sofreu com a competição do lançamento do "do they know its christmas".

No clip a dupla vai para uma estância de ski  acompanhados de suas respectivas namoradas, mas ao longo do vídeo percebemos que a de Andrew já esteve envolvida com George, e que a música é dedicada a ela. Uma música romântica, triste mas cheia de espírito Natalício e por isso faz até hoje parte das canções que tocam nesta altura.

Fala de amores passados e de como já entregámos o nosso coração de presente a alguém, mas não foi devidamente apreciada. Como curiosidade, este foi o ultimo vídeo de George Michael sem barba, look que adoptou depois e nunca mais largou.

Um sucesso em todo o mundo, foi diversas vezes presença nos top 10, muitos anos depois de ter sido lançada, tendo sido já alvo de várias versões por diversos artistas.



Last Christmas
I gave you my heart
But the very next day you gave it away.
This year
To save me from tears
I'll give it to someone special.

Once bitten and twice shy
I keep my distance
But you still catch my eye.
Tell me, baby,
Do you recognize me?
Well,
It's been a year,
It doesn't surprise me
(Merry Christmas)

I wrapped it up and sent it
With a note saying, "I love you,"
I meant it
Now I know what a fool I've been.
But if you kissed me now
I know you'd fool me again.

[Chorus 2x]

Oh, oh, baby.

A crowded room,
Friends with tired eyes.
I'm hiding from you
And your soul of ice.
My god I thought you were someone to rely on.
Me? I guess I was a shoulder to cry on.

A face on a lover with a fire in his heart.
A man under cover but you tore me apart, ooh-hoo.
Now I've found a real love, you'll never fool me again.

[Chorus 2x]

A face on a lover with a fire in his heart (I gave you my heart)
A man under cover but you tore him apart
Maybe next year I'll give it to someone
I'll give it to someone special.

Special...
Someone...










quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

... do Bombeiro Sam

quarta-feira, dezembro 17, 2014 0
... do Bombeiro Sam

A RTP costumava transmitir algumas séries de Stop Motion nos anos 80, quase todas eram bastante interessantes e o Bombeiro Sam não era excepção. Havia algo nestas séries Inglesas que nos faziam ficar a ver aquilo, apesar de ser bastante calmo e dócil, quando por norma preferíamos as mais movimentadas.

O Bombeiro Sam foi uma criação de Dave Gingell e Dave Jones, dois ex-bombeiros que pretendiam assim mostrar aos mais novos como era a vida de bombeiro. Nós já estávamos habituados a ver séries do género na RTP, o Carteiro Pat era outro exemplo, e por norma não desgostávamos destes programas mais calmos, a mostrarem uma profissão comum e aventuras básicas do dia a dia.

Foram produzidos mais de 30 episódios no País de Gales, no género Stop Motion e que para além de mostrar a vida de bombeiro, apresentava valiosas lições de como proteger o meio ambiente e de como o devíamos respeitar. Eu achava piada também a todas as vozes serem de uma só pessoa, até acho que era algo que ajudava à "calmaria" que emanava destes episódios.

Em 2004 foram produzidos novos episódios, desta vez sem ser em stop motion e já com diversos actores envolvidos na dobragem, para variar e como tantas outras do género não teve o mesmo charme da original.

Foi transmitida em 1989 com uma dobragem Portuguesa, mas mantendo os nomes em Inglês, algo que também era comum na altura, ao contrário de agora que se decidiu aportuguesar os nomes e as situações.












segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

... do Stretch Armstrong

segunda-feira, dezembro 15, 2014 0
... do Stretch Armstrong

Este boneco foi uma daquelas febres passageiras dos anos 90, o anúncio televisivo mostrava como nos podíamos divertir a esticar os membros do Stretch Armstrong, mas a verdade é que a coisa não pegou muito por cá.

Stretch Armstrong é um boneco da Kenner criado por Bob Armasmith em 1976, constituído basicamente por plástico, borracha e gel, um boneco anafado com um sorriso estampado no rosto e que permitia que 2 pessoas o esticassem até o limite.

Cada um agarrava num dos braços e numa das pernas e era puxar aquilo até ver onde dava. Foi popular nos anos 80 nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, por cá chegou nos anos 90 e foi alvo de uma intensa campanha televisiva, mas a verdade é que não me lembro de ver muitos a brincar com aquilo, e já que deixou de se ver os anúncios e os bonecos à venda, aposto que não foi muito bem sucedido.

Mas nos EUA até houve uma proposta para um filme em Hollywood, sendo que em 2008 a Universal esteve perto de lançar isso, mas foi algo que acabou por ficar no limbo e não se sabe se algum dia sairá de lá. Alguém por aí teve um?



                            






domingo, 14 de dezembro de 2014

... do Macaquinho do Chinês

domingo, dezembro 14, 2014 0
... do Macaquinho do Chinês
Volto a falar das brincadeiras que tínhamos enquanto crianças nos anos 80, muitas delas que vinham já de outras décadas, para lembrar uma das minhas preferidas, que era a do Macaquinho do Chinês.

O Macaquinho do Chinês era daquelas brincadeiras simples que nos divertia pelas "palhaçadas" que podíamos fazer. Para jogar era preciso pelo menos três jogadores, mas quantos mais melhor, Era sempre no recreio ou na praceta do bairro, um deles ficava virado para uma parede e de costas para os amigos, começava com a lenga lenga "1,2,3 macaquinho do chnês" e os outros tentavam avançar para chegar à parede sem ser vistos por esse jogador.

Quando ele se virava de frente para nós, tínhamos que ficar tipo estátuas sem nos mexermos ou falarmos. se fizermos isso voltamos ao início. Quem estava a contar também não podia fazer nada fisicamente contra os outros, era só o virar-se rapidamente e ver se nos apanhava em falso. O vencedor era aquele que chegava à parede e gritava stop.

Quem mais brincava isto? E alguém sabe porque tinha este nome? Ou era mais uma daquelas coisas que rimava e pronto.















sábado, 13 de dezembro de 2014

... do Suchard Express

sábado, dezembro 13, 2014 0
... do Suchard Express


Sempre fomos fãs de achocolatados, e o Suchard Express era um dos mais populares nos anos 80, muito por culpa de um anúncio mítico para Televisão que o ajudou a ficar conhecido entre a petizada.

Já existiam produtos achocolatados para colocar no leite, e algumas marcas não tinham problema em mostrar nos anúncios que o leite só saberia bem se colocássemos chocolate nele, e no inverno era comum o misturar isso numa boa chávena de leite quente para acompanhar o lanche. O Suchard Express era uma dessas marcas, tornou-se popular rapidamente, quer pelo nome que tinha quer pelo seu anúncio televisivo.

A lata era simples, branca e azul e a mostrar o que o produto era e fazia, mais claro era impossível, não me recordo se trazia brindes como algumas das outras marcas no mercado, mas tenho ideia que estes não embarcavam muito nisso. Era comum no entanto ver o anúncio nas revistas de banda desenhada, que mostravam numa página aquilo que víamos na televisão.

Nele víamos uma criança a ler uma revista no seu beliche, e a imaginar a subir uma montanha até chegar ao cume e ver que estava a sua espera um copo de leite, algo que o rapaz reage de forma desagradada até ver chegar um São Bernardo que traz ao pescoço uma lata de Suchard Express.

Depois vemos ele sentado na cama de cima do beliche com o São Bernardo a lamber-se todo a seu lado enquanto entram os seus pais. Nunca fui fã destes produtos, mas era este o meu preferido, pareceu-me ser sempre de outra qualidade o chocolate utilizado nestas latas. Quem aí também preferia este produto?



                     











sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

... do SkiFree

sexta-feira, dezembro 12, 2014 0
... do SkiFree


SkiFree era um jogo básico que podíamos usar nos Windows no começo dos anos 90, basicamente era esquiar por uma colina abaixo e evitar os diversos obstáculos que nos apareciam.

O jogo foi criado por Chris Pirih, que trabalhava como programador na Microsoft e tinha idealizado isto para sua própria diversão. Quando foi apanhado por um responsável a jogar isto no trabalho, em vez de ser despedido foi convidado a aceitar que uma versão do SkiFree fosse adicionada nos packs de entretenimento do Windows.

Estávamos em 1991, e muitos de nós jogámos com esta versão apesar de não ser um jogo muito interessante. Podíamos descer pela colina livremente ou então escolher outros modos de jogo, onde tínhamos que evitar obstáculos ou fazer habilidades. Árvores, pedras e bandeirinhas acompanhavam o nosso percurso, assim como um monstro, uma espécie de Abominável homem das Neves que aparecia depois de terminarmos ou quando ultrapassávamos uma certa marca.

Chegou a sair uma versão disto para o Game boy, provando que apesar de tudo tinha se tornado muito popular. E por essa Internet fora há várias versões que se podem jogar e assim matar saudades dele.










... do Juskowiak

sexta-feira, dezembro 12, 2014 0
... do Juskowiak

Volto ao mítico plantel do Sporting do começo dos anos 90, para falar de um avançado que caiu no goto de muitos Sportinguistas, apesar de não ter correspondido inteiramente às expectativas que se depositaram nele. Andrzej Juskowiak chegou com o rótulo de goleador, mas apesar da sua qualidade futebolística nunca explodiu verdadeiramente em Portugal.

Andrzej Mieczyslaw Juskowiak nasceu a 3 de Novembro de 1970 na Polónia, fez a formação no clube da sua terra natal e começou a dar nas vistas no Lech Poznian, onde marcou 43 golos em 85 jogos, sendo contratado por Sousa Cintra em 1992 para o plantel de Bobby Robson, juntando-se a nomes como Valckx ou Cherbakov. A sua integração no plantel foi adiada por causa dos Jogos Olímpicos de Barcelona, onde Jusko foi a figura de proa da selecção da Polónia que chegou à final de uma forma surpreendente perdendo depois com a anfitriã Espanha.

Foi o melhor goleador do evento, algo que deixou os Sportinguistas esperançados no que ai vinha, e ele estreou-se a marcar logo na 3ª jornada frente ao Famalicão na vitória do Sporting por 4-3, o primeiro dos 10 golos que marcou na sua primeira temporada de leão ao peito nos 29 jogos que efectuou. Quando Carlos Queirós pegou no plantel, nunca apostou muito no Polaco, foi quase sempre um suplente utilizado e foi assim que curiosamente atingiu a sua melhor marca no clube, com 13 golos marcados.

Foram portanto três épocas em Alvalade, num total de 87 jogos e 32 golos marcados, pouco para um goleador mas suficiente para apaixonar os adeptos que sempre simpatizaram com este avançado. Fez uma boa dupla com Cadete, numa altura que esse sim era o nosso goleador mas também pela ajuda que Jusko lhe dava, já que nunca se mostrou egoísta na frente do ataque. Obviamente que ambos beneficiaram de um plantel de qualidade que fazia com que fossem servidos por jogadores como Amuneke, Balakov ou Figo. Foi aliás através de um passe de Luís Figo que Juskowiak marcou o golo com o qual é recordado até os dias de hoje.


Um golo de bicicleta contra o boavista em Alvalade deixou todos ao rubro, numa altura em que fazíamos grandes jogos mas não fomos além de uma Taça de Portugal em 94/95. Juskowiak foi a grande figura na jornada da Uefa frente ao colosso Real Madrid, onde fomos superior aos Espanhois mas não seguimos em frente, em parte por causa de um falhanço com o avançado a rematar e a bola embater no poste e ficar a mercê de Sá Pinto que festejava o suposto golo e não foi assim capaz de a meter lá dentro.

Lógico que nada disto importaria muito não fosse o frango de Lemajic em Madrid, uma sina do clube nessas alturas em que o plantel era de qualidade menos na baliza. Eu era fã deste jogador, tive pena de nunca ter explodido mas foi em parte culpa de uma menor utilização da sua parte no plantel de Queirós. Era combativo, esforçado e apresentando alguma qualidade com a bola nos pés, foi perdendo espaço em Alvalade e foi emprestado aos Gregos do Olympiakos onde marcou 12 golos em 25 jogos, antes de ser vendido para a Alemanha onde prosseguiu a sua carreira longe do que tinha sido vaticinado para ele.

Ficou na memória pelo golo de bicicleta e também pelas únicas duas expulsões que teve no clube leonino, a primeira quando se fartou das cacetadas que levava de Fernando Couto e agredindo este com um pontapé, e a segunda quando sugeriu a um fiscal de linha para este usar óculos.






Alguma informação retirada de http://craqueseflopsleoninos.blogspot.pt/




quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

... do Natal dos Hospitais

quarta-feira, dezembro 10, 2014 0
... do Natal dos Hospitais


Vai ser no dia 11 de Dezembro de 2014 que se vai realizar a 57ª edição do Natal dos Hospitais, um programa que marca a época Natalícia na estação pública, e um que todos os Portugueses seguiam fielmente por mais de 4 décadas, até começar a perder algum do seu fulgor.

São duas as lembranças mais intensas que tenho do mítico programa Natal dos Hospitais, uma é a de esperar pelo final do programa para ver a actuação do Herman José, a outra era a de ver em companhia da minha Avó, que não tinha televisão em casa dela e eu tinha que a ir buscar para ver na minha casa. Esta festa existe desde 1944, numa iniciativa do Jornal de Notícias que tentava assim dar alguma alegria às pessoas que estão, por algum infortúnio, internadas num hospital por altura do Natal, afastados assim dos seus mais queridos.

Foi em 1958 que a RTP começou a sua colaboração com esta festa, com Henrique Mendes como o apresentador e a artista Beatriz Costa a ser a primeira artista a actuar, neste que é o programa mais antigo do canal estatal. Era uma festa que tinha presença também na rádio, com a Emissora Nacional e depois a RDP a tratarem de a transmitir para todos aqueles que quisessem ouvir o que estava acontecer ora no Hospital São João do Porto (da parte da manhã) e no de Alcoitão (na parte da tarde).

Era nestes dois hospitais que a maratona televisiva se realizava, sendo assim até 2006, quando começou a ser intercalado entre os dois durante o dia todo e assim foi durante um ano, até que a RTP decidiu colocá-lo em diversos hospitais por esse país fora, sendo que o palco principal continuaria a ser o de Lisboa. Era neles que era sorteado sempre um televisor a cores, um dos momentos que marcava a transmissão e que era atribuído a uma qualquer instituição.


As caras mais conhecidas da estação pública marcavam presença nesta festa, apresentadores como Eládio Clímaco, Artur Agostinho ou Júlio Isidro foram alguns dos anfitriões de uma festa que tinha depois a presença de artistas como José Cid, Marco Paulo, Amália, José Malhoa, Trio Odemira, Maranata e todos que estivessem na berra a dada altura. Uns com mais sucesso, outros com menos, assim era conduzida esta maratona que ia desde as 9 da manhã às 20 da noite, altura que terminava em apoteose com a actuação da Amália Rodrigues durante muitos anos, e a partir dos anos 80 com o Herman José.

Não era só de canções que o programa vivia, também apareciam actuações de ginastas, bailarinos, mágicos e também apareciam orquestras, coros e grupos de folclore. Quando era criança para além do Herman, gostava de ver as actuações dos grupos mais para a minha idade, como os Ministars ou os Onda Choc, ou ainda o mítico Coro de Santo Amaro de Oeiras, que ia quase sempre com o fantástico A Todos um Bom Natal. Confesso que nem todos os anos tinha vontade de ver aquilo, ou pelo menos de ver aquilo tudo de uma ponta à outra, mas havia sempre actuações que gostava de ver, de alguns dos artistas mais importantes da nossa praça.

E uma das mais valias do programa era mesmo esse, estavam lá todos os pesos pesados do mundo artístico em conjunto com quem estivesse na moda nesse ano e mesmo aqueles "o que raio é isto no palco" tinham algum charme. Depois a meio dos anos 90 foi perdendo esse charme, começou a ter muitos artistas que não agradavam a todos ou que nem tinham muita qualidade e foi também sofrendo com a concorrência dos programas do género dos outros canais privados.

Mesmo assim é uma instituição da nossa história televisiva e continua a ser ainda hoje um programa de referência.













segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

... do Cinema de animação do Vasco Granja

segunda-feira, dezembro 08, 2014 0
... do Cinema de animação do Vasco Granja


Um dos programas míticos da nossa infância, todos que foram crianças nos anos 70 e 80 lembram-se com certeza do Cinema de Animação do Vasco Granja, um programa que nos dava desenhos animados fora do comum mas que até conquistavam muitos corações e ficaram na memória de todos.

 O programa Cinema de Animação foi idealizado por Vasco Granja, sendo ele a escolher e a coordenar o que passava nele e também a condução e apresentação do programa que fez a delícia de muitas crianças por quase duas décadas. Estreou na RTP em 1974, tendo estado no ar até 1990, recebendo vários prémios e distinções e tornando o apresentador uma das figuras incontornáveis do nosso audiovisual.

Foram mais de mil programas onde aprendemos algumas coisas da Europa de Leste, de onde vinha muito do material que era mostrado neste programa, afinal Granja acreditava que a mensagem que alguns deles transmitiam ajudava a desmistificar a ideia que se tinha dos países comunistas.



Lápis Mágico, Professor Baltazar, Pantera Cor de Rosa, Looney Tunes, Tex Avery são apenas alguns dos muitos desenhos que pudemos ver neste programa, por vezes acontecia muita coisa surreal da Europa de Leste onde ficávamos a ansiar pela palavra Koniec para depois podermos ver os Americanos que tanto queríamos.

Com isto tudo Vasco Granja chegou a ir para júri de um festival de animação em Zagreb, na antiga Jugoslávia. A verdade é que gostávamos de alguns desses desenhos, que nunca veríamos na nossa vida, não fosse pela mão do apresentador.

Granja era como se fosse um tio nosso, ficávamos a espera da sua visita e dos "presentes" que ele trazia, mesmo que para isso tivéssemos que aturar as suas histórias um pouco chatas. Acho que é uma boa analogia para muitos que viram este programa.











quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

... do Superpateta

quinta-feira, dezembro 04, 2014 0
... do Superpateta


Hoje relembro mais uma das minhas personagens favoritas das revistas da Disney, o Superpateta. Este era um super herói muito peculiar, ou não fosse ele o alter ego do Pateta, e que ganhou um carinho especial no Brasil, e muitas das histórias que lemos vinham de lá, fazendo-nos rir com as confusões que aprontava.

Super Goof (Superpateta) foi criado por Del Curry e Paul Murry em 1965, tendo direito a uma revista própria que chegou a ter histórias escritas por Mark Evanier, um autor conhecido pelo seu particular sentido de humor. No Brasil foi mais uma das personagens da Disney a ter algum sucesso com as histórias criadas naquele país, teve alguns Almanaques e era presença constante em diversas das revistas da editora Abril nos anos 70 e 80, com o autor Ivan Saidenberg a ser um dos principais nomes na criação dessas histórias.

Um dia vemos como o Pateta descobre que uma plantação de amendoins que tinha no seu quintal, era afinal um arbusto de Superamendoins, que lhe davam super poderes por tempo limitado, podendo voar, ser invencível e ter super força enquanto vestia um uniforme que era basicamente umas ceroulas/pijama vermelhas e uma capa azul, para além do típico chapéu onde guardava os amendoins.



As historias iam desde ele a ajudar as pessoas de pequenos incidentes ou a salvar de crimes, a ir até outros planetas ou a enfrentar vilões como o Dr Estigma ou o Dr. X. Era fã das histórias mais simples, mas havia algumas histórias com os vilões que se tornavam muito engraçadas. Lembro-me bem de uma em que ajudam a escapar um grupo de vilões da cadeia, com uma espécie de rabiscos que ganhavam vida e se multiplicavam.

Ele chegou a ter histórias com outros heróis da Disney, chegando a ser membro do Clube de Heróis, que chegou a ter algumas histórias na Abril e até uma edição especial. Vespa Vermelha, Morcego Vermelho e outros faziam então parte desse clube, sendo que ele era quase sempre apresentado de forma menos "Burra" do que nas suas histórias a solo.

O seu sobrinho Gilberto chego a ter aventuras com ele depois de comer uns amendoins, virando o Supergil e a ter os mesmos poderes do tio, apesar de ser bastante mais inteligente. Não era muito fã e achava completamente desnecessário esse sidekick, mas houve uma altura que gostavam de apostar bastante nos sobrinhos das personagens.

Achava piada ele engolir os amendoins inteiros, com casca e tudo, e ter atenção ao tempo que tinha antes de perder esses poderes. Era comum isso acontecer em pleno voo por exemplo, nada que o atrapalhasse muito mas era sempre divertido.

Quem mais era fã da personagem e do seu tra lá lá?