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Uma das melhores comédias românticas de todos os tempos, Pretty Woman resiste às agruras do tempo e continua como um filme bastante agradável e é impossível não torcermos pelo final feliz entre a dupla de actores principais.

Pretty Woman (Um Sonho de Mulher em Portugal e Uma Mulher Linda no Brasil) estreou a 23 de Março de 1990 (4 de Outubro em Portugal) e foi um sucesso de bilheteira, conseguindo mais de 400 Milhões de Bilheteira ultrapassando em muito os 14 Milhões de Orçamento. Foi dirigido por Gerry Marshall com Julia Roberts e Richard Gere à frente de um elenco que incluía nomes como Jason Alexander, Ralph Bellammy, Hector Elizondo e Laura San Giacomo.

Inicialmente foi concebida para pintar um cenário muito mais negro sobre a prostituição e a alta-sociedade, mas rapidamente foi decidido fazer da história uma comédia romântica que se tornou das mais bem sucedidas de todos os tempos. Apesar de várias actrizes terem sido consideradas para o papel principal (Molly Ringwald arrepende-se até hoje de ter recusado o papel), Julia Roberts acabou por conquistar todos com uma interpretação muito boa, recebendo um Globo de Ouro e sendo nomeada para o Óscar de melhor Actriz.

O nome pensado para o filme era de 3000, o preço do encontro, mas quando se decidiu usar a música de Roy Orbinson na banda sonora, preferiram colocar no título da película também. Banda sonora interessante, que ajudou também a banda Roxette a ganhar novos fãs com a utilização da música "It Must have been Love" na história.

Gere é Edward Lewis, um empresário de sucesso que costuma pegar em companhias em dificuldades e vender elas com lucro pouco depois, apesar disso sente-se sempre enfadado e numa festa decide sair e perde-se numa zona menos agradável e decide pedir indicações em Hollywood Boulevard.

O seu carro vistoso chama a atenção das amigas prostitutas Kit de Luca (San Giacomo) e Vivian (Julia Roberts), com a última a propor conduzir o carro e colocar Gere são e salvo no seu hotel em troco de pagamento. Depois de se terem dado bem na primeira noite, Lewis chega a acordo para ela ficar com ele durante uma semana, dando-lhe dinheiro para comprar roupas e mudar de visual, aprendendo boas maneiras com o gerente do hotel (Elizondo) que acaba por engraçar com o modo ingénuo de Vivian.

O amigo mercenário de Lewis (Jason Alexander) não vê com bons olhos esta relação, e fica ainda mais chateado quando ela ajuda Lewis a mudar de ideias acerca da empresa de um velhote amoroso (Bellammy) e fazer assim com que percam muito dinheiro.

Edward e Vivian ficam cada vez mais próximos e acabam por se apaixonar, fazendo com que a história termine como um verdadeiro conto de fadas, com Lewis a ir salvar ela da sua vida difícil e a encaminhar para uma vida de luxos e outro nível.

O filme deu bastante vezes na televisão, ainda hoje dá, e é quase sempre um sucesso de audiências. Das minhas cenas favoritas é dela a cantar Prince na banheira, de quando ela vai comprar roupa e é recusada devido ao seu aspecto menos apresentável e volta depois para colocar a empregada da loja de roupas no seu lugar, fazendo-a perceber que perdeu uma enorme comissão com todas as compras que ela fez.

A química entre os dois ajudou ao sucesso do filme, apesar de nem um nem outro terem sido primeira escolhas. Marshall pretendia Meg Ryan e Christopher Reeve para estrelar a comédia, considerando ainda nomes como Daniel Day-Lewis, Denzel Washington, Michelle Pfeiffer ou Daryl Hannah (que recusou por achar o papel degradante para as mulheres). Foram utilizados duplas em algumas cenas de Roberts (e no poster é a cabeça dela no corpo de outra modelo), e o director teve que a ajudar quando esta teve problemas nas cenas de amor. Mas tudo se resolveu e resultou num filme de sucesso e uma comédia leve e divertida.








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