Outubro 2014 - Ainda sou do tempo

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

... das Bombocas

sexta-feira, outubro 31, 2014 0
... das Bombocas

Se há guloseima que marcou os anos 80 em Portugal, essa honra pertence sem sombra de dúvida às Bombocas. Um doce com capa de chocolate que fazia a delícia de miúdos e graúdos, acompanhado de uns anúncios televisivos que ajudaram a meter as bombocas no vocabulário Nacional.

Era considerada uma verdadeira "Bomba" de açúcar e doce, o que fazia que fosse muito apetecível para as crianças mas que os adultos tivessem que dizer que não muita vez, isto apesar de muitos deles também serem fãs desta guloseima. As Bombocas são sem sombra de dúvida o doce dos anos 80, estavam por todo o lado e eram motivo de birra de muita criança em Portugal, especialmente as de Morango que eram as preferidas de muitos de nós.

Presumo que existissem de várias marcas, mas lembro-me bem das da Dan Cake, que era uma marca muito comum na minha casa. Eu gostava mais das de Baunilha curiosamente, achava menos enjoativo e uma boa combinação para a capa de chocolate que envolvia o doce. Não era um doce caro pelo que me recordo, o que fazia os pais não nos comprarem era mesmo o ser algo demasiado doce e açucarado. Aliás quando se deixou de ver nas pastelarias, correu o boato que tinham sido proibidas por isso mesmo, algo que não sei se é verdade ou não. Hoje já é possível ver algo semelhante nos Hipers Nacionais, por isso presumo que não tivesse sido essa a razão.

Depois foram os anúncios na televisão, todos eles míticos, em especial o de Natal que mostrava um Pai Natal desesperado a querer comprar umas e o dono da loja "só há estas, são para mim". Quem mais era fã disto?





                   





quinta-feira, 30 de outubro de 2014

... do Fievel, um Conto Americano

quinta-feira, outubro 30, 2014 0
... do Fievel, um Conto Americano

Um filme de animação que ousou destronar os filmes da Disney dos topos da tabela, e que curiosamente tinha também um rato como protagonista. Fievel um Conto Americano é uma bela história animada e conquistou o público e a crítica numa altura em que todos estavam habituados a ver qualidade somente nas produções da casa do Walt Disney.

A produtora de Steven Spielberg (Amblin Entertainement) junta-se à Universal e lança o filme criado por David Kirshner que relatava a história de um jovem rato que viaja da Rússia até os Estados Unidos. Fievel an American Tail (Fievel um Conto Americano em Portugal e Fievel um Sonho Americano no Brasil) surpreendeu pela qualidade da animação e da história apresentada, conseguindo o condão de ultrapassar um filme da Disney na bilheteira dos cinemas (curiosamente também com um rato a estrelar, o Rato Basílio - o grande mestre dos detectives), a primeira vez que isso aconteceu e conseguindo também nomeações para os Óscares e Globos de Ouro.

Lançado em 1986, teve argumento de Judy Freudberger e Tony Geiss com música de James Horner (que foi depois nomeada para um óscar), e com vozes como a de Dom Deluise a abrilhantar o elenco, Fievel foi um sucesso estrondoso tendo estreado por cá no Natal de 1987 e com a K7 VHS de dobragem Brasileira a ser vendida nos anos seguintes até que estreou na RTP na sua versão original com legendas em Português.


De aspecto fofucho e vivaço, Fievel tinha um ar bastante expressivo com os seus olhos grandes e roupa ainda maior que lhe assentava de uma forma desajeitada mas ao mesmo tempo lhe dava um ar ternurento. De forma a escaparem da perseguição dos gatos, os Ratoskewitzes (uma família de ascendência Russa-Judaica) decide então imigrar da Rússia para os Estados Unidos e o Oeste desse país, acreditando que aí não existem gatos.

Uma tempestade no navio que seguiam faz a família separar-se de Fievel, que faz com que eles desembarquem no velho oeste mas o nosso pequeno herói vá parar a Nova York dentro de uma garrafa e é ajudado pelo pombo Henri, de origem Francesa. Como outros filmes da altura, os animais são as estrelas da companhia com ratos, gatos, pássaros e cães a serem personagens quase humanas devido ao seu modo antropomórfico. Encontra ratos bons e maus, gatos mauzões e um cão que o ajuda a procurar a família, tudo com umas quantas músicas (ao bom estilo Disney) que eram bem bonitas e ajudaram ao sucesso da película.

Never say Never e em especial a nomeada para Óscar Somewhere out there eram de uma beleza quer na letra quer na música que podiam competir taco a taco com as dos filmes da Disney, e foi por isso normal que o filme fosse um êxito e que originasse várias sequelas, uma no cinema e outras duas directamente para vídeo.

Não fiquei fã da versão Brasileira quando vi este filme pela primeira vez em VHS, mas quando vi no Natal de 1991 a versão Original, gostei bastante e acho um filme bastante interessante.














... de O que é Nacional é Bom

quinta-feira, outubro 30, 2014 0
... de O que é Nacional é Bom

Uma marca centenária e que é uma presença constante nas cozinhas dos Portugueses com as suas massas, bolachas, cereais ou farinhas. A Nacional é também conhecida por um dos slogans mais míticos da publicidade em Portugal, afinal quem não conhece "O que é Nacional é bom"? (e confessem que leram com a voz do anúncio).

A Nacional é uma marca Portuguesa com cerca de 165 anos, tem um património histórico inigualável e acompanhou os Portugueses desde sempre, sabendo adaptar-se às suas necessidades e apresentando produtos de qualidade, apresentando sempre o refrão "saber fazer". Das massas às bolachas ou dos Cereais às farinhas, a Nacional é daquelas marcas que podemos encontrar em muitas das cozinhas de Portugal e a dada altura exibiu uns anúncios que colocaram todos a cantarolar "O que é Nacional é bom".

Sediada em Águas Santas na Maia, a fábrica para além de produzir para o nosso mercado trata de exportar muito do que produz para o estrangeiro, em especial para a Angola. Com 165 anos continua com uma saúde financeira invejável, a administradora da Cerealis (detentora da marca nestes dias) e responsável pela Nacional Graça Amorim diz que os lucros neste momento rondam os 32 Milhões de Euros, um número bem agradável e a prova que continuam a merecer a confiança dos Portugueses.


Foi em 1849 que a Rainha D. Maria II autorizou que João de Brito (com o apoio do Duque de Saldanha) utilizasse nos seus produtos a marca Nacional. Os herdeiros de João de Brito alteraram um pouco o nome da companhia e em 1919 adoptou ainda o nome Companhia Industrial de Portugal e Colónias e nos anos 20 modernizaram por completo as fábricas que ajudaram a empresa a crescer e a construir novas fábricas.

Conhecidos artistas colaboraram em cartazes para a companhia, nomes como Jorge Barradas, Stuart Carvalhais ou até Fernando Pessoa colaboraram com a empresa e ajudaram a criar cartazes publicitários. Dedicando-se à produção do pão (e à venda do mesmo), nos anos 30 tinha já várias fábricas que permitiam à Nacional diversificar os seus produtos com Arroz, Massas, Cereais de pequeno almoço e muito mais. A marca começou a preocupar-se muito com a apresentação das suas embalagens e o N tornou-se o símbolo por definição e que todos reconheciam como sendo da empresa em questão.

A sua fábrica de Moagem em Xabregas é uma das mais importantes, e mesmo passando por algumas dificuldades é sempre recuperada pela companhia e muito recentemente (em 2013), foi até re-inaugurada pelo Presidente da República. Com o reconhecimento da sua qualidade dentro e fora de portas, os anos 80 foram de ouro para a empresa que adoptou finalmente o nome de Nacional - companhia industrial de transformação de cereais.


Os seus anúncios com uma voz a cantarolar "O que é Nacional é booom" conquistaram o país, numa altura em que era importante reconhecer as marcas, todos nós velhos ou novos conhecíamos esta de gingeira. As suas bolachas não eram más, as massas eram melhores e muitos gostavam dos seus Corn Flakes para comerem pela manhã.

Uma das mais importantes marcas nacionais sem sombra de dúvidas, que em 1999 é comprada pelo grupo cerealis que investe bastante na sua modernização e expansão para que conquiste novos públicos e chegue a mercados onde não tinha muita presença. Exporta para 37 Países e almeja chegar ainda a mais, mostrando que está bem e recomenda-se.

Quem mais é fã desta marca? Sempre fui fã quer das suas bolachas Maria quer em especial das de Aveia, bem boas com alguma manteiga a barrar elas. E o seu anúncio às bolachas era fantástico com a música a ganhar tons épicos e com um toque de clássico.



               

                



quarta-feira, 29 de outubro de 2014

... da Xena a Princesa Guerreira

quarta-feira, outubro 29, 2014 0
... da Xena a Princesa Guerreira


A série que falo hoje é mais uma prova de como um spin off de outro programa pode ter sucesso, Xena teve a sua origem na série do Hércules, mas provou ser tão popular que se aguentou como protagonista da série com o seu nome. Foi transmitido por cá pela SIC, e aproveitava a febre da altura por programas com aventura e ficção misturada nos episódios.

Xena apareceu pela primeira vez na série de Hércules estrelada por Kevin Sorbo, e os produtores viram o sucesso que a personagem teve junto do público e decidiram então fazer um spin off que estreou a 4 de Setembro de 1995 e manteve-se no ar até 2001. Robert Tapert criou o conceito do programa, que teve como produtores nomes como Sam Reimi, que escolheram para o papel principal a actriz Lucy Lawless. A SIC deu algumas temporadas nas suas tardes de fim de semana, tornando-se numa das séries mais populares da estação e com grande êxito quer junto do público Masculino (o esperado) mas também do Feminino.

Nela podemos ver uma guerreira com uma técnica acima da média que quer se redimir dos seus pecados, viajando por todo o mundo e ajudando aqueles que mais precisam, protegendo assim os mais fracos dos fortes que os tentam dominar. Desde cedo é acompanhada por uma parceira, uma menina ingénua chamada Gabrielle (Renne O'Connor) que vai-se transformando ao longo do tempo, passando de uma simples menina do campo para uma amazona guerreira e uma parceira ideal para Xena.

Passada na antiga Grécia (mas por vezes dando saltos à mitologia Egípcia ou Asiática), usou muito dessa mitologia para as suas histórias de uma forma interessante e sempre com muita acção. Isso aliado ao carisma da personagem, fez com que este spin off ultrapassasse a série que lhe deu origem quer em audiências quer em popularidade. Houve um grande boom de merchandising baseado nisto, e ainda hoje é uma personagem popular na cultura social e referida em diversas séries ou filmes.

Filmada na Nova Zelândia, aproveitava a beleza e variedade das paisagens para conquistar o espectador, assim como os fatos reduzidos de Xena, que podiam não a proteger muito em combate mas ajudavam a conquistar o público Masculino. Lucy Lawless dava bem conta de si nas cenas de acção, a sua altura e físico imponente ajudavam a dar credibilidade à coisa, e isso contribuiu também para o sucesso do programa.

Callisto (Hudson Leick) e Ares (Kevin Tod Smith) foram dois dos maiores inimigos de Xena. A primeira era uma guerreira feroz que combatia de igual para igual com a nossa heroína, enquanto que o outro como Deus da Guerra, por vezes entrava em conflito com os objectivos de Xena.

Os sentimentos entre Ares e Xena iam do ódio a uma atracção física e emocional evidente entre os dois, mas que nunca foi concretizada ou perseguida por nenhum deles. Mas ao longo das 6 temporadas apareceram muitos aliados e muitos inimigos, fazendo com que os 136 episódios tivessem sempre muita acção e aventura.

Usando uma espada e um Chakram, Xena com a ajuda de Gabrielle dá conta de todos os perigos e obstáculos que enfrenta. Existem algumas discussões pela internet sobre a relação entre as duas amigas, apesar de no programa isso nunca ter sido explorado ou sequer haver indícios de alguma atracção entre as duas.

Foram feitos alguns filmes, alguns especiais e a série teve um grande número de vendas em merchandising alusivo a ela. Foram feitos videojogos baseados no programa, livros que se interligavam com a mitologia dos episódios e até comics foram produzidos mostrando o apelo comercial que a série tinha.

As maiores críticas vinham à amálgama que acontecia nas diversas mitologias abordadas, era comum vermos divindades Gregas a conviver com outras Nórdicas ou de outra mitologia, já para não falar que muitas vezes as personagens eram adaptadas conforme a necessidade da história e não retratando o que realmente são.

Quem era fã desta série?












... dos Lighthouse Family

quarta-feira, outubro 29, 2014 0
... dos Lighthouse Family


Uma das bandas que teve algum destaque nos anos 90, a sua música High foi das mais tocadas nas rádios um pouco por todo o mundo e os Lightouse Family tornaram-se um nome na berra por causa disso.

Os Lighthouse Family são um duo Britânico constituído por Paul Tucker e Tunde Baiyewu que conheceram a fama na segunda metade dos anos 90 e mantiveram-se no activo até o começo do Século XXI. Conheceram-se quando cantavam em bares, e já como dueto chamaram a atenção de uma companhia discográfica que lhes ofereceu a oportunidade de gravar um cd. O álbum de estreia, Ocean Drive, vendeu mais de 1.8 Milhões de cópias só no Reino Unido e estabeleceu a banda como um dos mais conhecidos na chamada música "feel good".

O single Lifted começou a ser tocado um pouco por toda a Europa, e em 1997 rebentaram as escalas com o disco Postcards from Heaven e a música High que foi das mais tocadas nos anos 90. O grupo conheceu um pico na sua actividade e depois foram acalmando até chegar ao fim em 2003. Falou-se em 2010 de um regresso, mas já sabemos que isso nunca corre muito bem.










terça-feira, 28 de outubro de 2014

... do Capitão Caverna

terça-feira, outubro 28, 2014 0
... do Capitão Caverna


Capitão Caverna era daquelas personagens simples mas super carismáticas, teve desenho animado próprio nos anos 70, mas foi uma personagem bastante utilizada na década de 80 em segmentos de outros programas da Hanna-Barbera.

Captain Caveman and the Teen Angels (Capitão Caverna e as Panterinhas no Brasil) foi uma produção dos estúdios Hanna-Barbera mas criado por outra dupla que mais tarde teria o seu próprio estúdio, Joe Ruby e Ken Spears. Foram 40 episódios de 11 minutos cada, transmitidos entre 1977 e 1980 nos Estados Unidos, sendo emitido no Brasil no final da década de 70. Não sei se este foi transmitido por cá ou não, mas acredito que sim já que era comum à RTP usar muitos destes desenhos animados como tapa buracos da sua programação.

Esta era mais uma daquelas séries de animação da época, onde um grupo de jovens adolescentes se armava em detectives e se punha a resolver crimes. Essas jovens descobriram o Capitão Caverna congelado numa caverna e depois de o ajudarem ele vira parceiro delas. Foram 40 episódios emitidos pela ABC, cheguei a ver isto anos mais tarde, mas assim como outras séries do género não me seduziu e nem me agradou nada.


Nos anos 80 fazia parte de um segmento de um spin off dos Flintstones, o Flintstone comedy hour show em que parecia ser um superman/clark kent a trabalhar num escritório com Wilma e Betty. Mas o que muitos viram mais era o segmento estrelado por ele e que era transmitido nos Flintstones Kids, em que ele e o seu filho andavam por ali a voar com a sua clava e a salvar pessoas.

Em todos eles a personagem apresentava o mesmo visual, todo "peludo" com uma espécie de capa de leopardo e uma clava na mão, alçando voo enquanto gritava o seu nome bem alto e o seu pêlo ficava todo levantado. Fazia parte do seu charme e aquilo que fez com que muitos ficassem fãs dele.

Quem mais gostava deste super herói das cavernas?










segunda-feira, 27 de outubro de 2014

... do Street Fighter II

segunda-feira, outubro 27, 2014 0
... do Street Fighter II


Um dos meus títulos preferidos no Mega Drive, Street Fighter II foi dos poucos jogos de luta que me fazia jogar vezes sem conta. Um dos maiores sucessos da Capcom (até hoje é o que vendeu mais), conheceu inúmeras sequelas e até um filme de imagem real, e é considerado um dos melhores jogos de todos os tempos.

Street Fighter II saiu em 1991, produzido pela Capcom era a sequela do seu título de sucesso lançado em 1987, mas esta versão veio a ser muito mais popular do que a original e foi mesmo considerado um marco na história dos videojogos. Foi o responsável pelo reavivar das salas de máquinas Arcade nos anos 90, a sua máquina era das mais procuradas pelos jogadores e por isso quando saiu para as consolas de casa, tornou-se um dos jogos mais vendidos de sempre. Em 1995 estimava-se que os lucros entre as vendas dos cartuchos e as máquinas de Arcade ascendiam aos 2.3 Biliões de Dólares, provando a força desta franquia que provocou um boom em jogos de luta que começaram a aparecer nas diversas consolas de casa.

Mais de 25 Milhões de Americanos jogaram isto em casa ou nas salas de arcade, com muitos outros por todo o mundo a renderem-se a este grupo de lutadores de diversas nacionalidades que tentavam salvar o mundo dos planos malignos do vilão Bison. O conceito do jogo original mantinha-se, entrávamos em combates um contra um num ambiente fechado e numa melhor de três, tentando drenar a energia toda do nosso oponente com os nossos golpes. Em caso de empates fazia-se mais algumas rondas, e após cada três combates faziam-se uns mini jogos como destruir um automóvel ou uns barris.

A maior diferença deste jogo para outros (e a versão original) era de que podíamos escolher vários jogadores, cada um com a sua forma de lutar e golpes especiais, e esses golpes requeriam uma combinação de teclas no comando ou joystick que puxava pela habilidade do jogador.

No Mega Drive chegou-se a vender um comando de 6 botões para capitalizar esse aspecto do Street Fighter, o jogo teve a particularidade de ter mais do que uma versão para permitir a nós jogadores podermos escolher os maus que na primeira versão eram apenas os "boss" do jogo. Na Super Nintendo tornou-se um dos títulos mais importantes e em cada versão caprichava-se em capas estilosas para apelar aos coleccionadores.

Ryu e Ken mantinham-se como no primeiro Street Fighter, com os mesmos golpes e muito semelhantes, sendo só a diferença de um ser louro e outro moreno. Mas tínhamos mais oito jogadores por onde escolher (e na versão Champions mais os 4 vilões do videojogo).


Ryu era o Japonês vencedor do primeiro torneio (derrotando Sagat) e chama o seu companheiro Americano Ken para participar neste novo campeonato. Outro Americano era o membro das forças armadas Guile, que procurava derrotar o homem que havia matado o seu melhor amigo, uma razão semelhante à de Chun-Li, uma lutadora de artes marciais Chinesa que procurava vingar a morte do seu pai.

Zangief da Rússia e E.Honda do Japão entraram apenas para provar a superioridade do seu País e da sua forma de lutar, já Blanka era um pobre desgraçado Homem Besta do Brasil e Dhalsim era um mestre Yoga que procurava angariar dinheiro para a sua aldeia pobre na Índia. Na versão Champions (a que joguei) podíamos ainda escolher os 4 vilões, o lutador de boxe Balrog (um dos meus favoritos), o Espanhol Vega que era especializado no combate na jaula e fazia lembrar um pouco o Wolverine com a sua luva com garras, o vilão principal do primeiro Street Fighter Sagat, que tinha uma enorme cicatriz na cara depois da sua derrota contra Ryu e o vilão principal desta versão, M.Bison que utilizava uma espécie de poder mental.

Houve algumas diferenças de nomes entre a versão Japonesa e a Americana para evitar problemas de direitos de autores, em especial com Balrog que era copiado do conhecido lutador Mike Tyson e na versão Japonesa chamava-se Mike Bison. Esta segunda versão veio ter muito mais sucesso nos Estados Unidos do que a versão original, todos sabiam os golpes Hadouken ou Shoryuken e vibravam ao efectuá-los.

Recebeu 10/10 em muitas publicações, é até hoje considerado o jogo mais importante de luta e um que revolucionou o mercado. Pormenores como o da música, a cor nos cenários, os golpes especiais dos lutadores e até o de uma mulher lutadora como protagonista fizeram dele um grande título e um que era especialmente divertido de jogar entre amigos. Teve um filme no cinema e ainda hoje é referenciado em séries ou até mesmo séries de animação, tal o impacto que teve nos media e no público em geral.

Quem mais jogou isto? Não tive o jogo, mas um amigo meu tinha e emprestava-me vezes sem conta. Ele era tão viciado nele que o completava facilmente e tinha a sua Mega Drive cheia de autocolantes de Street Fighter.














sábado, 25 de outubro de 2014

... da Cerveja Marina

sábado, outubro 25, 2014 0
... da Cerveja Marina

A Cerveja Marina foi uma daquelas que abrilhantou muita esplanada nos anos 70, produzida em Loulé conheceu há pouco tempo um renascimento por parte da Sonae que a voltou a colocar nos escaparates e assim talvez apelar ao saudosismo daqueles que a beberam noutros tempos.

Foi em 1967 que começaram a sair as primeiras garrafas da fábrica Imperial (agora conhecida como Unicer) em Loulé, daquela que viria a ser conhecida como a Cerveja Marina, Na década de 70 era produzida em boas quantidades e distribuída um pouco por todo o país, pelo que sei não era daquelas primeiras escolhas das pessoas mas deve haver por aí muita gente que a bebeu por certeza.

Foi assim até 1982, altura que foi preterida para a Cristal e só perto do final da primeira década do Século XXI que voltou a ser aposta de alguém em Portugal, desta feita da Sonae que apostou no fabrico desta bebida e a colocou à venda nas suas lojas.

Alguém bebeu isto?



Alguma informação retirada do blog http://www.santanostalgia.com/



sexta-feira, 24 de outubro de 2014

... do Lá em Casa Tudo Bem

sexta-feira, outubro 24, 2014 0
... do Lá em Casa Tudo Bem

Mais uma bela série Portuguesa com a qual a RTP nos presenteou no final dos anos 80, Lá Em Casa Tudo Bem contava com um elenco de luxo e foi uma criação de alguns dos grandes nomes do audiovisual Português, sendo um sucesso de audiências na RTP2 que levou à sua retransmissão anos mais tarde no Canal 1.

Lá Em Casa Tudo Bem foi uma criação de Mário Zambujal, Raul Solnado e Nuno Teixeira que idealizaram a série como se de uma peça de teatro se tratasse (filmada toda de seguida e não em sketchs), o que levou também à ideia de filmarem a coisa ao vivo para a atmosfera ser diferente quer para os actores quer para os telespectadores. Gravada nos estúdios Edipim, neles foi reunido um elenco de luxo encabeçado pelo próprio Raul Solnado e com nomes como Manuel Cavaco, Armando Cortez e Margarida Carpinteiro.

A realização ficou a cargo de Nuno Teixeira e Jorge Rodrigues com a produção musical a cargo de Thilo Krasmann que tratavam de dar vida aos textos de Artur Couto e Santos, Luís Campos, e também Mário Zambujal e até Rosa Lobato Faria que escreveram um episódio cada. Couto e Santos recordou no Blog dele que lhe custava escrever um argumento para 25 minutos e por isso desistiu a dada altura deixando o lugar para Luís Campos, mesmo assim foram 10 episódios com as ideias deste conhecido autor que respondeu afirmativamente ao desafio de Raul Solnado de colaborar nesta nova sitcom.


Solnado era Horácio Pires Peres, presidente do Sport Clube da Carregadinha e um empresário de sucesso no ramo do calçado, Apesar disso preferia passar mais tempo em casa, atrapalhando assim a vida doméstica da sua mulher Esmeralda (Margarida Carpinteiro) que é um dos seus maiores apoios apesar de ser uma pessoa sempre no mundo da lua e bem distraída. Tinham em Lopes e Gracinda (Armando Cortez e Amélia Videira) o casal amigo que frequentava a casa com frequência. Lopes para além de amigo era também um sócio preocupado com o futuro do seu clube, para além de ser o presidente da junta da freguesia onde o clube se encontrava.

Uma das minhas personagens favoritas da série era a vivida pelo grande Manuel Cavaco, que era para além de empregado na sapataria, uma espécie de braço direito no clube presidido por Horácio. Clemente era uma pessoa muito tímida e respeitadora do seu patrão que o idolatrava e considerava um génio, tendo alguma dificuldade na convivência com outro elemento do clube, O Sargento Rafael (Rui Luís) que estava sempre bastante animado e pronto para a diversão. Para fechar o elenco principal tínhamos ainda a filha de Horácio, Marta (Natália Luísa) que vivia um romance Romeu e Julieta com o filho do presidente do clube rival do seu pai.

A série teve alguns actores convidados de grande qualidade, Herman José como Presidente da Câmara, Nicolau Breyner como presidente do clube rival (e num episódio serviu como Anjo e Diabo) e António Feio como seu filho. Tivemos também Maria Vieira como noiva de Rafael e Carlos Cruz a fazer dele mesmo e a entrevistar Horácio.

Foram 38 episódios transmitidos em horário nobre pela RTP 2 entre Novembro de 1987 e Agosto de 1988, sendo repetida diversas vezes na década seguinte quer no Segundo Canal quer no Canal 1 (lembro-me de ver aí durante a tarde). Não era muito fã das gargalhadas exageradas e palmas constantes, e pelo que descobri também Raul Solnado achava que quebrava o ritmo da história. Achava bastante piada ao genérico com caricaturas dos actores (feitas por Vitor Sá Machado) e nunca tinha percebido bem porque a personagem principal não era alvo de uma, vindo a descobrir agora que foi por opção do próprio Solnado que não quis ser alvo de uma caricatura.

Quem mais se divertiu com a série?




Alguma info retirada de http://brincabrincando.com/







quinta-feira, 23 de outubro de 2014

... do Surprise Show

quinta-feira, outubro 23, 2014 0
... do Surprise Show


Surprise Show foi conduzido pela Fátima Lopes e era mais um daqueles programas que apelava ao sentimento, algo que a SIC começava a apostar com alguma frequência. Nele podia-se satisfazer algum desejo ou sonho de um telespectador, por vezes levando a grandes gastos por parte da produção do programa, outras bastante mais simples.

Depois do sucesso do All You Need is Love, Emídio Rangel quis logo arranjar outro programa para Fátima Lopes e foi assim que em 1995 a SIC estreou o Surprise Show. Foi exibido entre Outubro de 1995 e 1998, com cerca de 39 programas transmitidos em horário nobre. Não posso precisar mas penso que era transmitido ou à Terça-Feira ou à Quinta-Feira, sei que tinha cerca de uma hora e nele eram realizados alguns desejos de pessoas que escreviam para a produção.

Podia ser desde conhecer alguém famoso a pedir alguém em casamento de uma forma original, podia também ser apenas um destino de vida não concretizado como o querer ser uma professora e não ter conseguido, ou então algo surreal como desejar estar ou fazer algo que a condição financeira da pessoa não o permitia realizar. Fátima Lopes apresentava as coisas e tinha sempre aquela empatia com a pessoa a querer realizar o desejo que fazia com que o telespectador ficasse também a torcer por essa pessoa.

No Youtube existe um programa inteiro, e assim podem avaliar ou matar saudades caso queiram. Coloco ele aqui mesmo para esse efeito, continua a não ser parte das minhas preferências, sempre fui contra este excesso de sentimentalismo e as propostas de desejos/sonhos eram bem esquisitas em algumas ocasiões.





                 


... do Ian Rush

quinta-feira, outubro 23, 2014 0
... do Ian Rush

Hoje recordo um dos melhores jogadores a alinhar pelo Liverpool, o Galês Ian Rush. Um avançado de pontaria certeira que conquistava a atenção de todos, dentro e fora do relvado. Um dos melhores futebolistas da década de 80, liderando ainda hoje a lista de melhores marcadores quer do Liverpool quer da selecção do País de Gales.

Ian James Rush nasceu a 20 de Outubro de 1961, começando a sua carreira sénior em 1978 no Chester City, clube onde começou a dar nas vistas com a sua veia goleadora e a sua altura imponente. Depois de umas boas exibições na taça de Inglaterra começaram a surgir interesse de alguns dos grandes clubes da primeira divisão, e apesar de ser fã enquanto criança do Everton, foi pelo Liverpool que assinou em 1980, iniciando uma parceria que iria durar sete anos, altura em que tentou a sua sorte na Itália quando foi jogar pela mítica Juventus.

A sua primeira temporada pelos "Reds" foi de aprendizagem, algo comum no clube onde faziam com que os mais jovens aprendessem toda a mística do Liverpool antes de começarem a jogar pela primeira equipa. O seu primeiro golo foi em 1981 num jogo europeu, começando a marcar de seguida na liga e ajudando a equipa a passar do meio da tabela para os lugares cimeiros. Em 49 jogos pelo clube, marcou 30 golos mostrando toda a sua eficácia, e sendo uma peça fulcral no 11 que deixou o 10º lugar da tabela e chegou ao primeiro, fazendo com que o campeonato voltasse para Anfield.

Voltou a repetir isso em 1983, onde foi considerado o melhor futebolista jovem devido ao campeonato que fez numa equipa que voltou a dominar tudo e todos, conquistando a dobradinha Taça da Liga/Campeonato. Nessa temporada marcou 47 golos em 65 jogos, sendo o jogador que mais golos marcou numa época em qualquer equipa profissional da altura, e para isso também ajudou a campanha europeia do Liverpool, onde venceram a final da Taça das Taças frente ao Roma.

Em 1984-85 a equipa não venceu nenhum troféu, mas conseguiu chegar à sua quinta final europeia que ficou marcada pelos incidentes provocados pelos Hooligans e que fizeram com que 39 adeptos Italianos morressem. Isso levou a que todos os clubes Ingleses fossem banidos das competições europeias, algo que marcou pela negativa uma época já de si complicada, onde os vermelhos viram os seus vizinhos de Everton a conquistarem o campeonato e ficando assim sem nenhum troféu.



Isso mudou na temporada de 1985-86, onde o Liverpool conseguiu a sua primeira dupla FA Cup/Campeonato, e sendo tudo mais saboroso quando ambos foram conquistados em luta directa com o eterno rival Everton. A temporada que Rush efectuou ajudou a isso, marcando golos decisivos e provando que estava ali para ser um símbolo do clube. Apesar disso tudo, o próximo treinador em Anfield não contava com o goleador e este acabou por rumar para outro país, onde assinou pela Juventus pela soma recorde de mais de 3 Milhões de Libras.

Ainda teve uma temporada de empréstimo com o Liverpool, onde marcou 30 golos mas não venceu nenhum troféu, vendo o rival Everton a ficar à frente e perdendo a taça para o Arsenal. A possibilidade de jogar nas competições europeias (os Ingleses continuavam banidos) e de melhores salários, convenceu o jogador apesar de saber que iria enfrentar grandes dificuldades já que as defesas Italianas eram muito mais complicadas de furar e isso demonstrou-se quando no final da temporada marcou apenas 8 golos em 29 jogos.

Apesar da sua equipa de sempre ter feito uma grande temporada enquanto ele esteve noutro País, o seu regresso foi recebido com entusiasmo por parte dos fãs, mesmo quando a equipa tinha 2 bons avançados na altura, Peter Beardsley e John Aldridge. Seria a segunda passagem pelo estádio Anfield, e desta vez seriam mais oito anos de 1988 a 1996.

A forma de jogar destes avançados era muito semelhante, o que impedia que jogassem em conjunto e a boa forma (aliada aos golos que marcava) de Aldridge faziam com que Rush ficasse no banco durante boa parte da época. Mesmo assim o Galês mostrou um crescimento de forma, algo patenteado na final da FA cup em 1989, onde marcou dois golos na vitória sobre o rival Everton por 3-2.

Foram deles os golos da vitória, isto depois de Aldrige ter aberto o marcador aos 4 minutos de jogo, mas o Everton conseguiu por duas vezes chegar ao empate até que aos 103 minutos Rush decidiu a entrega da taça.

Os clubes de Liverpool, os seus jogadores e os seus adeptos mostraram que podiam conviver e dar um grande espectáculo de futebol, isto depois dos acontecimentos na meia final entre o Nottingham e o Liverpool onde morreram mais de 90 adeptos e marcaram assim a final desse ano. Mas foi o único título dessa época, perdendo o campeonato para o Arsenal.

Rush voltaria a conquistar o campeonato na temporada de 1989-90, mas não teria oportunidade de jogar na Europa, já que o levantamento do castigo aos clubes Ingleses excluía o Liverpool, que ficaria mais um ano de fora dessas competições. Só conseguiu jogar numa em 1992, quando o clube ficou no segundo lugar e assim possibilitou a que Rush e seus companheiros voltassem à Europa depois de quase 10 anos de fora de forma forçada.

As lesões impediram que ele ajudasse a sua equipa a fazer algo mais que o 6º lugar, a primeira vez desde 1981 que o clube não era campeão ou terminava em segundo lugar. Apesar disso venceram mais uma Taça, mas foi o começo de de uns anos complicados para o clube e para o jogador que só voltou a vencer algo quando conquistaram mais uma taça da Liga em 1995. Perdendo lugar no 11 titular para jovens jogadores como Robbie Fowler, a transferência do veterano jogador parecia iminente e em 1996 ele deixou Anfield e andou por clubes como Leeds United ou o Newcastle antes de pendurar as chuteiras em 2000, muito longe da sua forma e dos golos que costumava marcar.

Na selecção nunca conseguiu jogar numa fase final, apesar de por vezes ficar um pouco perto disso e ter até marcado o golo de vitória numa fase de qualificação contra a poderosa Alemanha. Ainda hoje tem o recorde de mais golos marcados pela selecção do País de Gales. Como tantos outros jogadores, acabou a sua carreira e dedicou-se à de treinador apesar de nunca ter conseguido muito sucesso nisso.

Lembro-me bem de ver este jogador Alto e dono de um bigode imponente como parte principal de uma das minhas equipas favoritas na Europa, o Liverpool. Quem mais gostou de o ver jogar?
















terça-feira, 21 de outubro de 2014

... da Blue (Da Ba Dee) dos Eiffel 65

terça-feira, outubro 21, 2014 0
... da Blue (Da Ba Dee) dos Eiffel 65

Foi uma das maiores loucuras no virar do século, numa altura que a música de dança era cada vez mais comercial e tudo queria ouvir aqueles hit's repetitivos mas inebriantes. Blue (Da Ba Dee) foi um grande êxito, um refrão repetido até a exaustão com um teledisco engraçado fizeram com que todos conhecessem e ficassem com esta melodia no ouvido.

Blue (Da Ba Dee) foi lançado em 1999, um single do grupo Italiano Eiffel 65 que se tornou uma das músicas mais ouvidas naquele final de década e começo de Século. Portugal foi daqueles países que se rendeu ao som inebriante do trio Italiano, numa altura em que ainda se vendiam singles este foi dos que ficou mais tempo no #1 lugar, o mesmo acontecendo em diversos países da Europa e não só. Na Austrália chegaram a conquistar a tripla Platina, pelas vendas atingidas naquele continente, mostrando que esta batida animada estava disposta a conquistar o mundo.

Isto apesar de existirem algumas críticas negativas, muito por causa de associarem muito à Eurodance, isso apesar deste hit estar até um pouco distante daquilo que se produzia nesse género. Mesmo assim ainda continha muito do que se esperava num som Eurodance, como os sintetizadores, o refrão irritante mas que ficava no ouvido e o alterar das vozes utilizadas na canção. Era quase um híbrido de Eurodance a fugir para o Dance Pop.

Quem mais cantarolou isto no verão de 99?



"Blue (Da Ba De)"

Yo listen up here's a story
About a little guy that lives in a blue world
And all day and all night and everything he sees
Is just blue like him inside and outside
Blue his house with a blue little window
And a blue corvette
And everything is blue for him and himself
And everybody around
'Cause he ain't got nobody to listen to

I'm blue da ba dee da ba die...

I have a blue house with a blue window.
Blue is the colour of all that I wear.
Blue are the streets and all the trees are too.
I have a girlfriend and she is so blue.
Blue are the people here that walk around,
Blue like my corvette, it's in and outside.
Blue are the words I say and what I think.
Blue are the feelings that live inside me.

I'm blue da ba dee da ba die...

I have a blue house with a blue window.
Blue is the colour of all that I wear.
Blue are the streets and all the trees are too.
I have a girlfriend and she is so blue.
Blue are the people here that walk around,
Blue like my corvette, it's in and outside.
Blue are the words I say and what I think.
Blue are the feelings that live inside me.

I'm blue da ba dee da ba die...

Inside and outside blue his house
With the blue little window
And a blue corvette
And everything is blue for him and himself
And everybody around
'Cause he ain't got nobody to listen to

I'm blue da ba dee da ba die...

I'm blue (da ba dee da ba die)










segunda-feira, 20 de outubro de 2014

... da Novela Cambalacho

segunda-feira, outubro 20, 2014 0
... da Novela Cambalacho

Cambalacho foi mais uma bela trama de Sílvio de Abreu, que tornou a palavra parte do vocabulário popular tanto no Brasil como em Portugal. Uma novela das sete bem divertida e com uma forte crítica social e política, com o autor a aproveitar o facto de ser a sua primeira história sem a presença da censura.

Sílvio de Abreu escreveu a história que iria substituir a novela Ti Ti Ti no horário das sete da Rede Globo, O autor aproveitou a oportunidade de não ter a censura e já não estar sobre uma ditadura militar para criticar alguns valores ainda presentes na sociedade Brasileira e colocar inclusive dois anti heróis, dois vigaristas com bastante destaque na trama.

A Novela Cambalacho esteve no ar entre 10 de Março e 3 de Outubro de 1986, teve uma boa aceitação por parte do público que se apaixonou pelo bom humor e divertimento presente na história. Em Portugal foi transmitido pela RTP pouco tempo depois no célebre espaço de novelas à hora de almoço, tornando-se também uma das preferidas do público Português, que adoptou (assim como o brasileiro) o termo Cambalacho e o usou para definir tramóias ou trapaças.

Jorge Fernando dirigiu a novela, e soube conciliar a forte crítica de Sílvio de Abreu à condição "vergonhosa" (segundo ele) que o Brasil vivia, criticando o comportamento condescendente de pessoas em altas instâncias com os subornos e as vigarices praticadas. Para isso colocou dois "trambiqueiros" em grande destaque, Fernanda Montenegro interpretou Naná e Gianfrancesco Guarnieri era Jejê.

Estes dois actores em conjunto com Natália do Vale, fizeram alguns dos melhores momentos da novela que contou ainda com um núcleo divertido de Mãe e Filha que eram protagonizados por Consuelo Leandro (Lili Bolero), que se queixava de ter sido roubada por Ângela Maria que tinha a carreira musical que era destinada a ela.

Regina Casé era Tina Pepper uma fã enorme de Tina Turner que estava constantemente a imitar ela e a colocar grandes perucas na cabeça.

O par romântico da história fugia um pouco ao habitual também, Edson Celulari era Thiago, um bailarino apaixonado por Ana Machadão (Débora Bloch) que era uma mecânica de automóveis. Uma inversão nas profissões e aproveitando assim para abordar o preconceito que acontece nessas inversões de papéis entre elementos do sexo Masculino e Feminino.

A novela sofreu com as mudanças que o governo de José Sarney implementava no Brasil, em especial com a entrada do Plano Cruzado e desta nova moeda, que complicou todas as cenas que envolviam ainda a moeda antiga Cruzeiro, forçando a que optassem por colocar a conversão de valores no ecrã.

Ambientada em São Paulo, a cidade fazia tanto parte da história que era quase como uma personagem, no final pudemos ver uma imensidão de bailarinos pelas ruas da cidade e quando a cena foi filmada de um helicóptero, pudemos ver que formavam a palavra Cambalacho em plena metrópole Brasileira.

Uma novela divertida e interessante, uma trama que merecia até um remake aproveitando a onda actual que a Globo tem optado em adaptações de algumas das suas novelas mais emblemáticas.










domingo, 19 de outubro de 2014

... de Um Polícia no Jardim Escola

domingo, outubro 19, 2014 0
... de Um Polícia no Jardim Escola


Volto a mais uma das aventuras de Schwarzenegger pela comédia, desta feita no filme Um Polícia no Jardim Escola, que mais uma vez nos divertiu com uma história simples onde este gigante musculado interpretou um papel bastante diferente daquilo que nos tinha habituado.

Kindergarten Cop (Um Polícia no Jardim Escola em Portugal e Um Tira no Jardim Infância no Brasil) foi uma comédia que estreou no Natal de 1990, realizado por Ivan Reitman e com Arnold Schwarzenegger no principal papel. Baseado numa história de Murray Salem, o filme mostrava-nos como John Kimble, um polícia duro, tinha que encarar o maior desafio da sua vida ao ir para um jardim de infância para continuar uma investigação.

Kimble tentava apanhar um barão da droga, e quando descobre que o seu filho pequeno está numa escola ali perto, combina com a sua parceira Pamela Reed para que esta entre para lá como professora e assim investigue melhor qual será a criança que eles procuram. O problema acontece quando ela fica com uma gastroentrite o que deixa Kimble, um gigante musculado e bruto, sozinho e sendo ele a ir para a escola fingir de professor. A interacção do actor com as crianças eleva o filme a outro patamar, a história é básica e bem mais ou menos a forma como tudo se desenrola, mas as cenas com as crianças tornam tudo mais divertido e um filme que até vale a pena dar uma olhada.



Reitman sabia bem mostrar tudo aquilo que iria funcionar, como todas as coisas eram demasiado pequenas para Arnold, como um polícia duro iria perder a cabeça em três tempos com crianças hiperactivas e sem papas na língua. A directora da escola, (a competente Linda Hunt) ajuda-nos a mostrar como também outros ficam assustados a ver aquilo tudo a acontecer. É interessante ver como a relação entre todos se desenrola, como as crianças ajudam Kimble a amolecer e como ele ajuda elas a ficarem mais organizadas com a sua disciplina.

São os melhores momentos da película, que depois embarca num pseudo romance quando Kimble se interessa por uma professora (Penelope Ann Miller) que acaba por se revelar com a mãe do filho do criminoso (Richard Tyson) que Kimble procurava. Ainda houve ali uns momentos de acção e perseguição policial que acho pouco acrescentam à história, não é que fosse mal feito mas não era necessário e nem queríamos ver.

O filme vale pelos momentos leves e pela comédia, e era assim que se devia ter mantido apesar de no seu começo ter mostrado também este lado de acção. Não gosto tanto como gostei de Gémeos, talvez por este não ser tão vincado nesse lado humorístico, mas mesmo assim acaba por ser um filme engraçado de se ver e valer a pena. Também por esse andar em cima da corda bamba não foi muito bem recebido pela crítica, apesar de ter sido um sucesso de bilheteira, mas também na altura o nome  Schwarzenegger ajudava muito a isso.















sábado, 18 de outubro de 2014

... do Dom Pixote

sábado, outubro 18, 2014 0
... do Dom Pixote


Volto ao universo do estúdio Hanna-Barbera, para relembrar a personagem que colocou esta dupla fantástica no mundo da televisão. Huckleberry Hound, ou Dom Pixote, era um cão simpático com o seu chapéu e laço que adorava pegar no seu violão e cantar sobre a sua Querida Clementina enquanto vivia algumas aventuras.

Huckleberry Hound, ou Dom Pixote como ficou conhecido no Brasil e por cá, foi uma criação da dupla Hanna-Barbera, a primeira da dupla a ser transmitida num canal televisivo em 1958, com o patrocínio dos cereais Kellogy's. Poucos sabem que foi também dos primeiros programas animados a ser produzido inteiramente para televisão, mostrando um animal antropomórfico que apesar de ser criado para uma série de animação, demonstrava uma sagacidade e uma inteligências que mostravam que não era o público infantil aquele que a dupla criadora queria atingir.

Primeiramente, Dom Pixote era para ser um cão de cor mais "normal" tipo castanho, mas um erro na colorização fez com ficasse com um tom azulado que Joe Barbera adorou e quis manter. Como todas as criações deste estúdio, também este cão se comportava como um humano andando sobre duas patas e tendo algum vestuário humano neste caso um laço e um chapéu. Com uma voz calma e arrastada, Pixote surpreendia-nos com tiradas inteligentes sobre aquilo que acontecia ao seu redor, mas muitas vezes também divertidas já que lhe acontecia de tudo um pouco naqueles pequenos episódios.


Aliás uma das coisas que todos se recordam, era daqueles momentos em que ele agarrava num violão e se punha a cantarolar "oh querida clementina". O nome que os Brasileiros lhe deram era uma homenagem também a Dom Quixote, afinal a personagem também se armava em guerreiro em muito dos episódios e estava sempre pronto para novas aventuras. O actor Older Cazarré popularizou este cão com a sua dublagem que a tornou um sucesso na TV Excelsior e nas suas repetições em outras estações. Por cá lembro-me de apanhar isto naquele espaço que a RTP tinha no começo da década de 90, onde colocava desenhos animados da Hanna Barbera logo a seguir ao Telejornal, mas o historial deste estúdio é grande no nosso país, por isso deve ter sido transmitido nos anos 60 ou 70 também.

Tão depressa estava numa cidade a ser um simples carteiro, como aparecia no velho Oeste como um Xerife ou pistoleiro desastrado, Dom Pixote vivia aventuras divertidas nos 57 episódios que foram produzidos pelo estúdio HB. Quando chegaram ao fim, continuou a fazer parte do elenco do estúdio e aparecia em diversas produções como personagem secundário, uma justa homenagem aquele que em 1960 ganhou um Emmy, sendo a primeira série animada a conseguir esse feito.

Também existiu uma BD da personagem, editada por diversas editoras no Brasil, sendo que as revistas da Abril chegaram ao nosso País e eram tão ou mais divertidas que os desenhos animados, afinal havia outra liberdade que a animação dos anos 50 não permitia. Quem mais era fã desta personagem?








sexta-feira, 17 de outubro de 2014

... do Carl Lewis

sexta-feira, outubro 17, 2014 0
... do Carl Lewis

Um dos maiores nomes do Atletismo nos anos 80, Carl Lewis bateu recordes atrás de recordes e era um dos homens mais fortes em todos os Jogos Olímpicos da década de 80 e 90. Conhecido como o Sr. Ouro pela facilidade em conquistar medalhas de ouro nos JO que participava, ficou para sempre na história do desporto como um dos melhores atletas de sempre.

Frederick Carlton Lewis nasceu a 1 de Julho de 1961 nos Estados Unidos, mais propriamente no Alabama, onde começou a dar nas vistas aos 13 anos nas provas de saltos que efectuava nas competições escolares. Em 1979 começou a entrar em competições e apurou-se para o grupo de atletas que iriam representar a América nos Jogos Olímpicos de 1980, na prova de salto em comprimento e no 4x100, Lewis começava assim a mostrar que para além do salto, era um sprinter a ter em conta.

O boicote dos Americanos aos JO de Moscovo infelizmente fez com que não pudesse mostrar todo o seu talento, dedicando-se então a vários campeonatos mundiais e locais começando a emergir como um dos nomes mais fortes do sprint e do salto em comprimento. As três medalhas de Ouro no Mundial de Helsínquia fizeram com que entrasse para os Jogos Olímpicos de 1984 como um dos alvos a abater, e as quatro medalhas conquistadas provaram e cimentaram o seu nome como sprinter e atleta de eleição. 100 Metros, estafetas 100 metros, Salto em comprimento e 200 metros foram as provas que deram o ouro a Carl Lewis e o elevaram ao estrelato mundial.


Lewis queria igualar o recorde de Jesse Owen, o que conseguiu e a esperança dele era de assim conseguir acordos de patrocínio e ficar mais popular junto do público em geral.

O problema foi que isso não se sucedeu, em parte pela atitude arrogante do atleta, que se gabava muito e o fazia não ser muito querido por parte dos seus concorrentes e de algum do público que assistia as provas. A comparação que o seu agente fez à super estrela de pop Michael Jackson não ajudou à coisa, assim como os rumores constantes de que o atleta era gay.

Mas foi sem sombra de dúvida o melhor ano da sua carreira, os feitos atingidos nesta altura fizeram com que se tornasse parte da história do desporto e ao longo dos anos fizesse sempre parte da lista de melhores atletas, sendo até eleito desportista do século por muitos da especialidade.

Nessa altura começou a aparecer competição por parte de um atleta chamado Ben Johnson, que teve uma rivalidade interessante com Lewis e fez com que o público Americano prestasse mais atenção a este tipo de eventos.

No campeonato do mundo de Roma em 1987 vieram mais três medalhas de Ouro, provando que o atleta estava em forma e pronto para os JO de 1988 em Seul. A rivalidade com Johnson ganhava contornos surreais, com acusações de doping de parte a parte, pioradas quando este acusou positivo na final de 100 metros dos Jogos Olímpicos, perdendo a medalha de ouro que acabou por ser entregue a Lewis.

Aos 30 anos, Carl Lewis surpreendeu no campeonato de mundo de Tóquio em 1991, vencendo os dois maiores nomes da altura nos 100 metros e batendo inclusive o recorde, provando que continuava um atleta cima da média e um nome a ter em conta. Ele admitiu que o facto de ter mudado para uma dieta Vegan contribuiu para esses resultados fora de série e que ajudaram ele a manter-se em competição para algumas provas importantes nos anos 90.

A prova de salto nesse evento provou ser uma das emocionantes de sempre, com Lewis e Powell a superarem-se um ao outro em saltos consecutivos, com o último a sagrar-se campeão e recebendo inclusive os elogios e parabéns de Carl lewis pela prova que ambos efectuaram. Apesar da idade e da rivalidade com Powell, outro atleta fantástico no salto, Lewis conseguiu a medalha de ouro nesta modalidade tanto nos jogo de 92 como nos de 96. Um feito notável assim como a medalha de ouro na prova de estafeta nos JO de Barcelona e a de prata nos de Atlanta. Sem sombra de dúvida um atleta fantástico e que competiu sempre em grande nível até final da sua carreira.


















quinta-feira, 16 de outubro de 2014

... da Lassie

quinta-feira, outubro 16, 2014 0
... da Lassie



Sem sombra de dúvida o cão mais famoso do entretenimento, Lassie atravessou gerações em séries e filmes que nos faziam apaixonar por esta cadela inteligente que ajudava os humanos como poucos conseguiam.

Nos anos 50 a NBC decide apostar numa série estrelando uma cadela que veio-se a tornar num fenómeno de popularidade. Com mais de 500 episódios emitidos entre 1954 e 1974, Lassie tornou-se o cão mais famoso do mundo, todos queriam ter um daquela raça e todos reconheciam de imediato uma imagem dela. Da raça Collie, o animal revelou ser sempre muito inteligente, sensível, corajoso e um grande amigo (especialmente de crianças).

A origem da personagem remonta a 1938, quando saiu no Saturday Evening Post um conto do britânico Eric Knight, que rapidamente se tornou num livro que em 1943 era um best seller e um sucesso mundial que levou à sua adaptação para o cinema. O filme tornou-se um êxito, mostrando a história de como um cão que é vendido, volta para sua casa andando mais de Mil quilómetros para felicidade das crianças da família. Aliás foi também por causa da perfomance deles que a cadela sobressaiu e o filme virou um sucesso.

Depois de saírem mais 6 filmes, chegou a altura desta história ser adaptada para a Televisão numa série que ficou conhecida mundialmente e tornou o nome Lassie um dos mais fortes do entretenimento. Foram cinco formatos diferentes que foram apresentados ao público durante os 20 anos que esteve no ar, Até 1968 pode-se ver diferentes famílias como donas deste Collie fora do comum, onde se viram sempre com algum problema que fazia com que tivessem que se desfazer da cadela e esta encontrasse outra família e ficasse amiga desta.


Uma coisa era igual em todas essas mudanças, existia sempre um menino que ficava amigo dela e vivia aventuras ao seu lado, sendo muitas vezes salvo pelo seu fiel amigo.

No final dos anos 60 os argumentistas decidiram mudar de rumo, e apresentaram uma fórmula que seria copiada por muitos. Lassie andaria por toda a Califórnia, sem ter donos e encontrando um novo amigo em cada episódio. Amigo esse que por norma atravessa alguma dificuldade e é com a ajuda do animal que eles ultrapassam esses problemas e criam um forte laço de amizade.

Todos queriam ficar com ela, mas no final de cada episódio sabia-se que ela iria partir e encontrar outro amigo. Essa fórmula seria usada por outro cão na série O Pequeno Vagabundo, que já foi falado aqui no blog.



Em 1972 decidem retomar a fórmula antiga, algo que marcou o começo do fim da série quando esta voltou a ter donos e ficar confinada numa fazenda, onde era amiga de uma pequena menina (algo novo) e do seu vizinho amigo.

Foi emitido na década de 60 pela TV Tupi no Brasil onde teve grande sucesso, e passado seis anos passou para a Rede Globo chegando a mais famílias e sendo transmitida diversas vezes pela estação Brasileira. Por cá a RTP transmitiu alguns filmes e presumo que alguma das séries também, afinal o êxito mundial da personagem assim o exigia. Quem era fã deste animal?















... das Bolachas Chiquilin

quinta-feira, outubro 16, 2014 0
... das Bolachas Chiquilin


Umas daquelas bolachas que não faltavam numa festa de anos da década de 80, as Chiquilin eram daquelas shortcake de manteiga que faziam as delícias da criançada e alguma birra na altura de ir ao supermercado.

Eram da marca Artiach, que comercializou as Chiquilin por Portugal nos anos 70 e 80 onde teve considerável sucesso. Não eram das mais económicas, mas era comum encontrar numa festa de anos um prato com elas que desapareciam em três tempos. O mesmo acontecia quando apareciam lá por casa, adorava comer elas acompanhadas por leite, já que eram um pouco secas e assim comia-se melhor este produto.

A Panrico adquiriu a marca e voltou a lançar nos hipers de Portugal, mas passam um pouco despercebidas e já não possuem aquela magia dos outros tempos. O anúncio dizia tudo "Chiquilin, chiquilin, nunca se viu bolacha assim".



             





terça-feira, 14 de outubro de 2014

... do Super Kick Off

terça-feira, outubro 14, 2014 0
... do Super Kick Off


Um dos jogos que mais joguei no Mega Drive, Super Kick Off era um dos melhores títulos de futebol da consola, um bom concorrente do Sensible Soccer e que me deu muitas horas de diversão. Das melhores coisas do jogo era o facto da bola não se colar ao pé, de termos que controlar o drible e saber driblar para conseguirmos marcar golo.

A série Kick Off começou em 1989, com Dino Dini a desenvolver o jogo para a Anco e que ao longo dos anos foi saindo para vários aparelhos como Spectrum, Amiga ou Atari. A primeira edição no Amiga e Atari recebeu diversos prémios e foi imensamente elogiado pela crítica especializada e um sucesso junto do público, foi dos primeiros jogos a evitar que a bola se colasse nos pés e estivesse em constante drible, fazendo com que o grau de dificuldade aumentasse mas também que a diversão fosse maior e o nível de "realismo" também.

Continuava-se a ver o jogo de cima para baixo, algo que estávamos habituados nos jogos de futebol e que foi assim durante muito tempo, mas o facto de podermos driblar a bola o distanciava dos outros. Não podíamos parar e mudar de direcção facilmente, tínhamos que passar logo a bola ou tentar correr com ela, a mestria no botão B era essencial, já que esse ajudava a parar a bola para a melhor controlarmos.


Podíamos fazer só uma taça, um torneio ou uma liga, dava para alterar entre várias tácticas de jogo e poder posicionar os jogadores como queríamos. Os árbitros eram rigorosos, algo que não estávamos habituados já que em alguns jogos nem isso existia, o radar também ajudava a perceber melhor a coisa e tentarmos controlar os passes da melhor forma.

Foi o one hit wonder daquela companhia, nunca mais fez nada com sucesso mas também não precisava. O jogo era um pouco caro, e lembro-me que o tive porque um amigo meu foi a Londres e pedi para ele comprar lá, nem sei se saiu por cá já que o Sensible Soccer teve muito mais sucesso (também o tive). Diverti-me bastante com o jogo e era uma boa alternativa ao Sensible Soccer, só perdendo mais tarde para o Fifa e que viraram a minha preferência daí em diante.

As horas que passei com o jogo ajudaram-me a perceber a melhor forma de marcar golo, era chegar à quina da grande área e rematar de seguida. Era quase sempre golo certo. Quem mais jogou isto?