Setembro 2014 - Ainda sou do tempo

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

... do Jonny Quest

segunda-feira, setembro 29, 2014 0
... do Jonny Quest


Só conheci este desenho animado muito tarde, mas Jonny Quest é um daqueles desenhos que atravessa gerações e faz sucesso desde 1964. Já foi reinventado várias vezes, mas por norma todos recordam com saudade da primeira série de episódios.

Jonny Quest foi produzido pela Hanna-Barbera para a ABC, e fez sucesso desde cedo já que destoou num universo de desenhos animados cheios de humor e deu a conhecer um universo cheio de acção e aventura. Foram 26 episódios entre 1964 e 1965, com o veterano dos quadrinhos Doug Wildley chamado para ajudar no design que popularizou o programa, com os seus cenários criativos cheios de cores fortes que prendiam a atenção mais dos adultos do que das crianças.

Para além disso o genérico era apresentado como se fosse uma série a sério, com os nomes das personagens a aparecerem e uma música bem animada a acompanhar. Mais um motivo para isto ser popular entre o público mais adulto, mas no Brasil o sucesso foi geral desde 1966, o primeiro ano em que foi transmitido por lá na TV Globo aos Domingos ao final da tarde. Na década de 70 foi a vez da TV Tupi mostrar os desenhos a uma nova geração e coube à Bandeirantes nos anos 80 transmitir esta série de desenhos.


Ficou tão popular que a banda Jota Quest adoptou este nome um pouco por culpa do desenho, uma prova da força que ele teve no nosso país irmão. Por cá sinceramente não sei se foi transmitido, não me recordo de ver na década de 80 e não vejo relatos de ter sido nas anteriores, mas acredito que tenha passado algo devido ao bom historial da RTP com produções da HB.

Devido à morte da sua esposa, o Doutor Benton Quest começou a levar consigo o seu filho Jonny de 10 anos nas suas viagens pelo mundo, nos trabalhos que fazia para o governo Americano. Para isso contava também com a ajuda do pequeno grupo que o acompanhava, como Race Bannon, o guarda costas da família, que protegia sempre as crianças e era um verdadeiro herói sempre salvando todos no momento certo. Hadji era amigo de Jonny, uma criança de 11 anos que possuía alguns poderes paranormais e que ganhou o direito a fazer parte do grupo depois de salvar a vida de Benton na Índia.

O pequeno Buldog Bandit era a mascote deste grupo, e sofria muitos com os animais exóticos que lhe apareciam à frente nas selvas por onde andavam. Cientistas loucos, tribos desconhecidas, perigos místicos, tudo aparecia neste desenho e os 26 episódios são de muito boa qualidade e considerados os melhores da série que foi alvo de nova produção em 1986, com a criação das Novas Aventuras de Jonny Quest. Até foi bem aceite pelos fãs, já que se mantinha bastante fiel à produção original e conseguiram conquistar uma nova geração. O mesmo não se pode dizer de quando tentaram recuperar a franquia em 1996, principalmente por causa do abuso de cenas feitas por computador que estragavam o carisma da série.

Só apanhei isto quando deu no Cartoon Network por cá, mas também tenho ideia de ter visto na SIC ou na TVI nalgum Zapping, mas não tenho certeza. Alguém viu?









domingo, 28 de setembro de 2014

... da Casa de Irene

domingo, setembro 28, 2014 0
... da Casa de Irene


Uma das mini séries Brasileiras que mais marcou os anos 80, todos cantarolavam a música do genérico e ficaram apaixonados pelos acontecimentos na pensão da dona Irene. A Casa de Irene foi um dos maiores sucessos da rede Bandeirantes e também apaixonou o público Português quando por cá passou.

A Casa de Irene foi uma produção da TV Bandeirantes em 1983, que queria capitalizar o sucesso da série Dona Santa e o talento para a comédia da actriz Nair Bello. O autor escolhido era o mesmo, Geraldo Vietri que idealizou então uma mini-série onde a acção se iria desenrolar numa pensão castiça, onde uma matriarca Italiana ia do oito ou oitenta, tão depressa era muito dura como se comovia com qualquer coisa e se derretia toda.

Ali acontecia de tudo, e era impossível resistir ao talento de Nair Bello, que nos fazia rir com as suas acções exageradas, quer fosse a despedir um empregado ou a abraçar um hóspede, toda emocionada com ele. Vietri criou a personagem com base na música interpretada por Agnaldo Timóteo em 1965 de uma versão feita por Júlio Nagib que tem como título o mesmo da série.













O elenco tinha bastante qualidade, Flávio Galvão era um Português que se apaixonava por cada nova hóspede que aparecia, a empregada interpretada por Neuza Borges, que se armava em artista e chateava a todos na pensão ou a personagem de Elias Gleizer, Alfonso que era deliciava todos com as suas histórias amorosas.

Existia ainda a feminista Gine (Françoise Forton) que era apaixonada pelo Português José Bernardo mas que não queria admitir devido a não concordar com as suas atitudes. Os filhos de Irene completavam o elenco, numa pensão cheia de intrigas e mal entendidos mas que acabavam sempre bem e com muita diversão à mistura.

Foi transmitido pela RTP na segunda metade da década de 80, e penso que deu mais que uma vez porque me lembro de ver isto ao final da tarde mas também já vi anunciado que deu à noite. Talvez com o sucesso que tenha tido por cá, tenha sido emitido em mais que um horário. Eu ri-me muito a ver isto com a minha avó, lembro-me de ver alguns com ela e de me divertir com aquela mulher toda espalhafatosa. Também viram?




Algumas informações recolhidas de http://www.infantv.com.br/

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

... do Programa Encontros Imediatos

quinta-feira, setembro 25, 2014 0
... do Programa Encontros Imediatos


Volto ao começo da SIC, para falar de um programa que dava ao fim de semana e tentava fazer um arranjinho entre um rapaz e uma rapariga que iam tentar a sua sorte ali. Encontros Imediatos promovia o amor mas também o humor, tal as situações caricatas que por lá apareciam e em especial quando passou a ser apresentado pela Maria Vieira.

Encontros Imediatos era uma adaptação de alguns programas televisivos Norte-Americanos dos anos 60, em especial do Dating Game, e o conceito era simples, 3 rapazes ou 3 raparigas ficavam à mercê das perguntas que vinham de um rapaz ou de uma rapariga que estava do lado de lá de uma parede que os separava. Com essas perguntas tentava-se filtrar qual das pessoas podia ser a alma gémea, e tentar sair dali com uma relação.

A SIC começou a transmitir isto em 1992, teve como primeira apresentadora a veterana actriz Manuela Maria, mas só me lembro de ver um ou outro apresentados pela Maria Vieira, e duvido que os outros fossem assim tão divertidos. A actriz cómica tentava tirar o melhor partido das situações e extrapolava tudo o que acontecia, para além disso muitas vezes aparecia transformada numa personagem qualquer e apresentava aquilo encarnando essa personagem.

Esteve no ar até 1994, sei que dava aos fins de semana mas não sei a que dia, se bem que tenho memória de ver os apresentados pela Maria Vieira ao Sábado. No final de cada programa para além do encontro romântico, oferecido pelo canal e que podiam ir desde um jantar num restaurante de luxo a uma viagem aos Açores, recebiam também cheques avultados e vales de compra. Amor comercial no seu melhor.

Alguém se lembra disto?







quarta-feira, 24 de setembro de 2014

... de Sinbad o Marinheiro

quarta-feira, setembro 24, 2014 0
... de Sinbad o Marinheiro

Foi uma das primeiras personagens dos livros com a qual tomei contacto, li uns quantos (sem ser de BD) e gostava bastante deste marinheiro de turbante a viver grandes aventuras nos mares orientais. Sinbad o Marinheiro era um herói não muito convencional, mas a grandeza das suas aventuras fazia com que quisesse ler mais sobre ele e talvez seja parte do sucesso que ele sempre teve entre várias gerações.

Sinbad o Marinheiro é um herói ficcional do folclore Árabe, primeiramente compilado no livro One Thousand and One Nights de Richard Burton e assim recuperado para o Ocidente uma das histórias populares do médio oriente. Um marinheiro que perde a fortuna deixada pelo seu pai e parte então em viagens para recuperar essa riqueza perdida, navegando pelos mares do sul da Ásia e do Este Africano e enfrentando uma miríade de perigos sobrenaturais e fantásticos.

Na primeira história chega àquilo que ele pensa ser uma ilha, mas na verdade é uma baleia que tem árvores a crescer em cima dela desde o início dos tempos. Quando esta pressente os marinheiros em cima dela, mergulha para debaixo de água e deixa o nosso herói em perigos até que se consegue agarrar a um pedaço de madeira e vai dar a uma ilha. Depois de viver mais umas quantas aventuras, ganha riquezas no final da aventura para gáudio de todos.

A segunda viagem é a minha favorita, de umas pedras preciosas e diamantes enormes no chão, para o qual os marinheiros atiram pedaços de carne para que as aves do vale as apanhem e as levem com as pedras para os seus ninhos. Aqui também enfrenta umas serpentes gigantes e muito perigosas, e a aventura era muito bem ilustrada nos livros deixando-me bem presente tudo aquilo que ele enfrentou nesta aventura.


Foram só estas duas aventuras que li enquanto criança, mas são sete as viagens deste marinheiro e todas elas reproduzidas em diversos livros. Algo em comum nessas aventuras todas, o navio dele afundava sempre e ele ia sempre parar a uma ilha com algo de sobrenatural, desde pássaros gigantes a ciclopes, recebendo depois grandes recompensas quando regressava a Bagdad ou com o que apanhava durante a aventura.

Esta personagem apareceu em diversos formatos, houve desenhos animados, séries televisivas, filmes de animação, revistas de BD e cadernetas diversas. Umas com mais sucesso, outras nem por isso, não me recordo se tudo isso passou por cá mas para quem gosta destas aventuras fantásticas deve dar uma espreitadela. Os mais bem cotados são de origem Turca, o que é natural já que são feitas por pessoas que cresceram a ler e ouvir estas histórias, logo serão mais fiéis à personagem.

Como personagem popular que é, também já foi referenciada em diversas séries, cartoons e filmes de uma forma ou de outra. Seus livros não são tão populares, mas penso que ainda devem ser publicados por cá, como boas histórias de folclore e aventuras que são.













terça-feira, 23 de setembro de 2014

... do Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones

terça-feira, setembro 23, 2014 0
... do Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones


Uma das minhas músicas preferidas, uma letra repleta de referências à cultura pop e que teve uma brilhante versão em 1990 pelos Engenheiros do Hawai. Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones é um retrato da geração dos anos 60, mas mesmo em 1990 não deixava de fazer sentido e seduzir toda uma nova geração.

Era um Garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones é uma canção de rock Brasileira de 1967, que era na verdade um cover de uma música de Gianni Morandi editada no ano anterior. A banda Os Incríveis beberam inspiração então de C'era un ragazzo che come me amava i Beatles e i Rolling Stones, uma canção que relatava o ódio e desgosto que uma geração tinha para com a guerra no Vietname, cantada na primeira pessoa por um jovem músico que teve que ir para esse conflito militar.

Ele contava-nos como sua vida ficou estragada e a sua carreira musical desfeita devido à convocatória para a guerra, sobrando-lhe apenas duas medalhas no peito e o horror de ver amigos e pessoas a morrer à sua volta até chegar a sua vez. Em 1990 ganhou uma versão da banda Engenheiros do Hawaii, que a incluíram no álbum O Papa é pop e virou um grande sucesso do grupo que a teve que cantar em todos os seus espectáculos ao vivo.

Foi essa versão que conheci, e da qual gosto bastante por todas as referências nela incluída e na qualidade da história que é contada, que nos faz envolver na letra e seguirmos de perto esta epopeia deste jovem soldado. Adoro como fazem a transição de tocar um instrumento musical e passar para uma espingarda/metralhadora, do rátatátá da música servir como disparos, e do final em que percebemos que o protagonista morre em vão e perde assim a chance de uma carreira musical.





Era um garoto que como eu
Amava os beatles e os rolling stones
Girava o mundo sempre a cantar
As coisas lindas da américa

Não era belo, mas mesmo assim
Havia mil garotas afim
Cantava help and ticket to ride
Oh! Lady jane e yesterday

Cantava viva à liberdade
Mas uma carta sem esperar
Da sua guitarra, o separou
Fora chamado na américa

Stop! Com rolling stones
Stop! Com beatles songs
Mandado foi ao vietnã
Lutar com vietcongs

Ratá-tá tá tá, tatá-rá tá tá
Ratá-tá tá tá, tatá-rá tá tá
Ratá-tá tá tá, tatá-rá tá tá
Ratá-tá tá tá

Ra-tá-tá tá-tá, ra-tá-tá tá-tá

Era um garoto que como eu
Amava os beatles e os rolling stones
Girava o mundo, mas acabou
Fazendo a guerra no vietnã

Cabelos longos não usa mais
Nao toca a sua guitarra e sim
Um instrumento que sempre dá
A mesma nota, ra-tá-tá-tá

Não tem amigos, não vê garotas
Só gente morta caindo ao chão
Ao seu país não voltará
Pois está morto no vietnã

Stop! Com rolling stones
Stop! Com beatles songs
No peito, um coração não há
Mas duas medalhas sim

Ratá-tá tá tá, tatá-rá tá tá
Ratá-tá tá tá, tatá-rá tá tá
Ratá-tá tá tá, tatá-rá tá tá
Ratá-tá tá tá

Ra-tá-tá tá-tá, ra-tá-tá tá-tá



segunda-feira, 22 de setembro de 2014

... do Midtown Madness

segunda-feira, setembro 22, 2014 0
... do Midtown Madness

Midtown Madness foi um dos jogos de PC mais populares do final de Século, um sucesso da Microsoft que continuou a ser mais tarde nas consolas, quando foi lançado para a X-Box. Condução pela simples diversão, era o conceito básico do jogo e que funcionou na perfeição.

A Microsoft recorria por vezes a estúdios para lançar jogos no seu sistema operativo, neste caso foram os Angel Studio (agora Rockstar San Diego) para criarem este jogo, o Midtown Madness. Parecia mais um jogo de carros, mas em vez de nos limitar a simples pistas (como os outros jogos de condução), este oferecia-nos toda a cidade de Chicago para nos divertirmos a conduzirmos o veículo de uma forma livre e despreocupada.

Sim, leram bem, se quiséssemos podíamos apenas conduzir o carro pela cidade e nos divertirmos com isso, podíamos escolher um carro simples, um autocarro, um mais desportivo, enfim aquilo que nos desse na gana. Lógico que só isso não garante um jogo, então havia também modos como um por tempo, em que tínhamos que chegar ao outro ponto da cidade em x tempo. Outro modo acrescentava outros carros e peões para nos atrapalhar o caminho, e tínhamos que ir a certos checkpoints para ir avançando.


A demo do jogo saiu a 1 de Maio de 1999 e foi desde logo um sucesso, a probabilidade de conduzir livremente por uma cidade conquistou quer os fãs de jogos de condução quer o simples utilizador de computador que não costuma jogar. Na primeira versão existiam apenas 3 veículos, um Mustang, um Roadster e um autocarro, mas isso não atrapalhava a emoção que se sentia a jogar algo que não nos obrigava a estar num circuito fechado.

Podíamos ir descobrir tudo numa cidade, inclusive os atalhos que nos podiam dar depois jeito quando fossemos para o desafio por tempo. A diversão era o ponto fulcral do jogo, mesmo que para isso se sacrificasse a "realidade". A crítica elogiava isso mesmo, dizendo que era refrescante conduzir apenas para nos divertirmos e partirmos coisas, algo que outros jogos nem sempre possibilitavam ou impunham muitas regras.

Existiram várias sequelas e o jogo tornou-se um clássico na consola da empresa, a X-box. Dos poucos jogos de carros que me divertiu este, talvez pela liberdade toda que me dava e de não se preocupar muito com a condução que eu efectuava.








... do Jaime Magalhães

segunda-feira, setembro 22, 2014 0
... do Jaime Magalhães

Uma das figuras que todos reconheciam no FC Porto dos anos 80, um extremo de qualidade e que representou a equipa durante 15 anos, Jaime Magalhães foi um dos símbolos do clube e um dos melhores jogadores Portugueses dessa década.

Jaime Magalhães nasceu a 10 de Julho de 1962 no Porto, começando a jogar nas camadas jovens do Futebol Clube do Porto aos 14 anos, estreando-se na equipa sénior quatro anos depois, no dia 21 de Setembro de 1980 no estádio do Bessa com 18 anos e sendo uma aposta do treinador Austríaco Herman Stessl. Foi um dos esteios da equipa que ficou em 2º lugar na temporada de 1983/84, uma promessa que começava a virar certeza e isso comprovou-se nos 15 anos ao serviço do clube e nos sete campeonatos ganhos.

Foi também finalista na Taça das Taças e venceu a Taça dos Campeões em 1987 para além da Taça Intercontinental e da Supertaça Europeia na época seguinte. Conquistou quatro Taças de Portugal e oito Supertaças, num período de grande destaque do clube do norte e onde foi sempre uma presença constante no 11 titular.


Uma maneira de analisar a carreira do jogador, é ver como começou a jogar no clube com um penteado frondoso e como acabou sendo parte do grupo dos "quase carecas" que fizeram parte do clube a dada altura. Muitos dizem que se fosse mais trabalhador podia ter explodido mais como jogador, a prova disso foi que na selecção nunca foi uma aposta certa e não fez muitos jogos a titular.

Mas tinha uma técnica acima da média, apenas não era um jogador que rematava muito e isso fazia com que não aparecesse tanto como outros na sua posição. Foi 20 vezes Internacional A sem ter marcado um único golo, mas fez parte do grupo do Mundial de 1986, o que também não lhe ajudou muito devido aos acontecimentos fatídicos.

Apesar de ter tido algumas ofertas para deixar o clube, nunca o fez e só saiu em 1995 quando Bobby Robson mostrou não ter vontade de apostar nele e rumou ao Leça apenas por rumar, já que fez apenas 4 jogos e acabou a sua carreira. 30 golos marcados em mais de 270 jogos ao serviço do Porto, elegante dentro do campo e sereno fora dele, continua a ser uma figura respeitada por todos e considerado um dos 100 melhores jogadores Portugueses de todos os tempos.










sexta-feira, 19 de setembro de 2014

... das Mochilas Monte Campo

sexta-feira, setembro 19, 2014 0
... das Mochilas Monte Campo

Eram um dos maiores objectos de desejo nos anos 90 para quem andava no liceu, o ter uma mochila Monte Campo. Poucos sabiam sequer que era uma marca Portuguesa, mas tudo queria ter aquilo e era um dos artigos mais populares entre os mais novos.

As Mochilas Monte Campo eram a líder na venda de mochilas nos anos 90, a fábrica sediada em São João da Madeira não tinha mãos a medir e eram das coisas mais comuns de se encontrarem nas costas dos estudantes (em especial os adolescentes) e no chão do liceu. Nunca tive nenhuma, presumo que não deviam ser baratas, mas lembro-me sempre de ver bastantes e elas duravam muitos anos, o material era bom.

Um dos modelos mais comuns era uma meio esverdeada e com o corpo em cor de vinho ou algo assim do género, mas havia para todos os gostos e feitios. A empresa Monte Campo foi fundada em 1978 por Eduardo Pinheiro e a sua esposa, que tentaram assim colmatar a lacuna de material de campismo no nosso país, nessa altura para comprar algo do género tinha-se que ir a Vigo. Nos primeiros tempos só faziam modelos para campistas e montanhistas, mas isso não tinha assim muita saída apesar de começarem a ficar muito populares entre os amantes desse hobbie.



Foi em 1983 que surgiu a decisão de se dedicarem a material escolar, e começaram os tempos áureos da companhia que durante anos foi a líder nesse mercado e uma das melhores companhias. Nos anos 90 explodiram e tiveram na berra até perto da mudança de Século, quando a invasão das multinacionais começou a tornar complicada a fábrica de carácter familiar. Nunca ficaram a dever nada a ninguém, mesmo quando foram obrigados a despedir empregados para salvar a fábrica, e a prova foi que a coisa resultou já que continuam em actividade.

Lógico que como tudo nesses tempos foi vítima das marcas "falsas", a mais famosa sendo a Monte Carlo que se podia comprar numa praça qualquer. Também não tive nenhuma dessas.

Voltaram a se concentrar mais nos campistas e montanhistas, mas voltaram recentemente ao mercado escolar com modelos novos e garridos e nomes mais de acordo com os gostos dos jovens. Podem ver o material em www.montecampo.pt e conhecerem assim melhor a marca que muitos se calhar usaram na escola.












quinta-feira, 18 de setembro de 2014

... da Tribo dos Penas Brancas

quinta-feira, setembro 18, 2014 0
... da Tribo dos Penas Brancas


Mais uma série juvenil dos anos 80, numa altura que a RTP investia bem neste segmento e apresentava todos os anos mais do que um programa do género que podia ter ou não algum sucesso. A Tribo dos Penas Brancas surgiu no final dessa década, não foi das mais marcantes desse núcleo de séries, mas mesmo assim ainda há quem se lembre desta série e tem algumas saudades.

A Tribo dos Penas Brancas foi uma série filmada em 1988 e transmitida entre 05/08 e 16/09 de 1989, teve 7 episódios e dava aos Sábados à tarde, o espaço mais comum para estes programas (tinha sido aí que vi o Anel Mágico). Tinha argumento de Viriato Coelho e foi realizado por Jorge Cabral, tendo no elenco principal Rita Blanco, João Cabral e Isabel Bernardo. Para além disso nomes como Ruy de Carvalho ou Carlos Costa deram o seu contributo para esta história.

Filmada em Portimão e Lagos, era a típica série de verão, leve e com alguns mistérios à mistura. Foram 3 histórias divididas por 2 episódios para cada uma, sendo que o primeiro episódio serviu basicamente para apresentar as personagens.

Laura (Isabel), Ana (Rita) e Guilherme (João) que era também o irmão de Ana, eram 3 amigos jovens que gostavam de procurar aventuras, Reúnem-se num velho jipe que recuperam e utilizam como sede do grupo que criaram e chamaram de Tribo dos Penas Brancas. Não gostei muito da série, e tinha sido mais fã do Anel Mágico, vi basicamente o 1º episódio e pouco mais. Alguém aí gostou e viu a série?










quarta-feira, 17 de setembro de 2014

... da Trupe do Pateta

quarta-feira, setembro 17, 2014 0
... da Trupe do Pateta


Nos anos 90 começava um conjunto de novos desenhos animados da Disney, e a Trupe do Pateta foi um dos que mais sucesso teve, dando a conhecer a personagem a uma nova geração e afastando um pouco a ideia que se tinha do Pateta e dos seus antigos cartoons.

Goof Troop (A Trupe do Pateta em Portugal e a Turma do Pateta no Brasil) foi um desenho animado produzido pela Disney entre 1992 e 1993, nele conhecíamos o filho do Pateta e víamos as aventuras que eles viviam juntos ou com os seus vizinhos, o Bafo de Onça, a sua mulher e os seus filhos. Foram duas temporadas, 78 episódios e um especial de Natal, para além de uma série de jogos de computador e consola que tiveram bastante sucesso.

Aliás toda a série foi um êxito de merchandising para a Disney, com vários produtos feitos e que fez inclusive a produtora a lançar um filme no cinema em 1995. Por cá pudemos ver a série no novo Clube Disney que dava no Canal 1 em 1993, ao Sábado à tarde e na versão original com legendas em Português. Lembro-me de achar alguma piada à série, tinha um humor fácil mas não brejeiro e era giro ver a diferença de personalidade e de comportamento entre o Pateta e o seu filho.

Pateta vivia com o seu filho Max de 11 anos em Spoonerville, ao lado de Pete (o Bafo de Onça) e sua mulher Peg mais os filhos Pistole de 4 anos e P.J. de 11 que é o melhor amigo de Max, muito para desgosto de Pete. Eles tinham outro estilo de vida, já que Pete era dono de um stand de carros usados, mas o constante azar de Pete fazia muitas vezes ter a mesma vida de Pateta.

Anos mais tarde passou no canal Disney com uma versão dobrada em Português, com as vozes de Carlos Freixo, Peter Michael, Luis Mascarenhas, Isabel Ribas entre outros. Alguém gostava deste desenho animado?











... de jogar à Macaca ou Jogar à Amarelinha

quarta-feira, setembro 17, 2014 0
... de jogar à Macaca ou Jogar à Amarelinha


Recordar mais um jogo tradicional, uma daquelas brincadeiras que foi passando de geração em geração apesar de hoje não ser tão popular como noutros tempos. O jogo da Macaca era daqueles que exigia muita pouca coisa para nos divertirmos, bastava um pouco de giz para desenhar no chão e uma pedra ou algo para lançarmos.

Para jogar à Macaca (ou à Amarelinha no Brasil) são precisas pelo menos duas crianças, podiam ser sempre mais obviamente, depois de desenhar no alcatrão (local preferido para jogar isto) com um pouco de giz, ou mesmo uma telha, uma série de quadrados no estilo apresentado na figura acima do post, vai-se então lançar uma pedra e percorrer o circuito ao pé coxinho sem colocar os dois pés no chão, excepto em algumas ocasiões.

O primeiro jogador lança uma pedra do espaço designado por “Terra”, procurando acertar na primeira casa. Se a pedra tocar na linha ou sair para fora, joga o seguinte jogador. Se acertar, o jogador fará o percurso para a apanhar. Para apanhar a pedra, o jogador deve sair ao pé-coxinho de casa em casa, excepto sobre a que possuiu a pedra. Nas casas 4/5 e 7/8 deve pisar com um pé em cada uma simultaneamente.

Ao chegar ao “Céu” pode descansar. A partida da casa anterior à da pedra, o jogador apanha-a, ao pé-coxinho, e termina o circuito. Se conseguir realizar todo o percurso, volta a lançar a pedra para a casa seguinte. Se falhar, passa a vez ao jogador seguinte e na próxima ronda prosseguirá a partir dessa casa.

Era um daqueles jogos que dava para ambos os sexos, apesar de ser o preferido de muita menina, e é jogado em vários países sendo conhecido por vários nomes. No Brasil por exemplo era chamado de Amarelinha, e também era um sucesso entre a "molecada".

Existiam algumas variantes do jogo, por exemplo cada vez que se realiza todo o percurso de 1 a 8, o jogador atira a pedra, de costas, por cima do ombro. Se acertar numa casa, passa a ser dele e marca-a com o seu nome. Pode descansar nela, com os dois pés e os outros jogadores não podem pisá-la.
O jogo termina quando todas as casas têm proprietário ou é impossível realizar o percurso.

Era comum encontrar vários desenhos desta brincadeira de criança em diversas pracetas do nosso País, ou ruas menos movimentadas. Na escola por vezes jogava-se isto em educação física, já que é algo excelente para treinar a nossa pontaria e equilíbrio, para além de exigir muita habilidade.

Alguém era um craque nisto?








terça-feira, 16 de setembro de 2014

... do Bernard Lama

terça-feira, setembro 16, 2014 0
... do Bernard Lama

Uma das imagens de marca do Paris Saint Germain dos anos 90, Bernard Lama foi um guarda-redes conhecido tanto pelo bom como pelo mau, um dos preferidos dos adeptos Parisienses e um símbolo do clube ainda nos dias de hoje.

Bernard Pascal Maurice Lama nasceu a 7 de Abril de 1963 na Guiana Francesa e desafiou o seu pai a fugir em 1981 para França sem a autorização dele. Assinou pelo Lille em 1981, mas só assinou contrato profissional em 84 depois de ter estado duas temporadas emprestado a outros dois clubes. Ficou no Lille durante cinco temporadas, e apesar de ter feito mais de 100 jogos e até marcado um golo, nunca foi considerado o dono das redes e nem sempre era titular o que o fez rumar para outras paragens e tentar a sua sorte no Metz. Só lá ficou uma temporada, e o mesmo aconteceu nos seus dois clubes seguintes até ser contratado em 1992 por um dos clubes mais importantes do país, o Paris Saint Germain.

Foi escolhido para substituir o mítico Joel Bats, tarefa bem sucedida quando começou a conquistar os adeptos Parisienses com sua agilidade e boas defesas. Foi um esteio da equipa e um dos responsáveis pela quantidade de títulos que o clube começou a conseguir durante essa década, um campeonato, duas taças de França e uma Taça das Taças frente ao Rapid Vienna colocaram a equipa e os seus jogadores debaixo de olho na Europa do futebol.

Com essa vitória Europeia em 1996, houve rumores do interesse do Barcelona no guarda redes gaulês, mas este preferiu continuar em Paris e voltou a arrancar para uma temporada de boas defesas até lesionar em Setembro desse ano, ficando afastado dos relvados até Fevereiro do ano seguinte quando regressou à equipa mas algo de terrível ia acontecer pouco depois. Foi suspenso por dois meses pelo consumo de Cannabis, o que fez com que o clube procurasse um substituto para a baliza do clube, Christophe Revault.


Foi avisado pelo clube de que seria melhor procurar um novo clube, e ele assim o fez rumando para fora do país e ingressando no West Ham de Inglaterra onde ficou cerca de seis meses, voltando ao clube da capital francesa quando estes mudaram de presidente. Lama voltou às boas exibições, mas apesar de uma boa temporada em 1999/2000, a política do clube em apostar em novos e jovens talentos fizeram com que o guardião tivesse que sair e procurar novo clube. Foi para o Rennes onde fez uma grande temporada mas que não chegou para que concretizasse o seu sonho de criança, o de ir jogar no Brasil, num clube desse campeonato.

Terminou então a sua carreira, que se pautou por boas exibições ao serviço do clube Parisiense mas que nunca vingou na selecção do seu país, onde chegou aos trinta anos e foi titular durante o Europeu de 1996, perdendo a titularidade depois da sua suspensão e foi o suplente não utilizado de Fabien Barthez no Mundial de 98 e Europeu de 2000 onde conquistaram ambos os troféus.

Lembro-me bem de ver alguns jogos dele na TVI, que transmitia os jogos do campeonato Francês mas a ideia que tinha era a de que era um guarda redes do 8 ou 80, capaz do melhor e do pior.













segunda-feira, 15 de setembro de 2014

... da Amiga Olga

segunda-feira, setembro 15, 2014 0
... da Amiga Olga

Voltamos aos primórdios da TVI e recordar um dos seus programas míticos, A Amiga Olga. Foi o primeiro grande trunfo do canal, o concurso que os colocou sobre a atenção do público e alguns dos chavões entraram no vocabulário do povo.

Como já aqui foi falado, o canal Quatro (ou canal da Igreja) não era tão popular como a SIC no começo das emissões, mas logo no seu começo teve um programa que captou a atenção do público, um concurso apelativo que se tornou muito popular e fez com que muitas pessoas andassem a gritar "A chave! A chave! O dinheiro! o dinheiro" ou então "vem aí o rapaz do gongo".

Olga Cardoso era uma personalidade conhecida do mundo da rádio, foi a parceira de António Sala no programa Despertar durante anos, e aproveitou a oportunidade da TVI (na altura mais conhecida por Quatro) para apresentar então um programa televisivo. A simpatia dela era contagiante, apresentava sempre um sorriso de orelha a orelha e o seu discurso era entusiástico e animado, muitas vezes sempre com uns décibeis acima do esperado.


O seu "UAU!" tornou-se rapidamente a imagem de marca, algo que ela explorou bem, assim como a frase "Vem aí o rapaz do gongo" onde vinha sempre um rapaz bem apresentável com um gongo para a prova onde não podiam responder nem "sim" nem "Não" às perguntas de Olga Cardoso, e muito menos se repetirem nas respostas com constantes "talvez" ou algo do género. Sempre que perdiam lá se ouvia o gongo, muito para divertimento de todos no público, quer os do estúdio quer os que estavam em casa.

A amiga Olga fazia jus ao nome porque tentava sempre ajudar as pessoas, facilitava muito quando era a prova das perguntas mas não em demasiado e não interferia na parte em que tinham que escolher a chave que abria algo que podia dar direito a grandes prémios (ou não tão grandes), ou ficarem com o dinheiro que ela ia pondo na mão deles. Um pouco o conceito do lendário "1,2,3" e que já estávamos habituados a ver e a apreciar.

A simpatia da apresentadora e o seu entusiasmo ajudaram a que o programa tivesse sucesso, mais do que se calhar poderia ter se fosse outro a apresentar. No entanto ainda hoje continua-se a brincar com os chavões do programa, a prova que muitos de nós viram e gostaram deste concurso.












domingo, 14 de setembro de 2014

... do Commando

domingo, setembro 14, 2014 0
... do Commando

Commando é um dos filmes mais marcantes da carreira de Schwarzenegger e um dos clássicos dos anos 80 na categoria "mortos e explosões a torto e direito", um daqueles filmes maus que devorávamos com todo o gosto e que nos recordamos até hoje de algumas cenas ou frases relevantes.

Foi em 1985 que o filme Commando estreou nas salas de cinema, dirigido por Mark L. Lester e com Arnold Schwarzenegger no principal papel, mostrando todo o seu lado musculado e também o seu lado cómico com bastantes tiradas ao longo da película (que ajudaram também a que o filme tivesse mais sucesso do que o esperado). Tornou-se um clássico de VHS que se alugava várias vezes, ou que se via várias vezes depois de se gravar numa Lotação Esgotada qualquer.

Foi assim que eu tive a minha cópia, e com direito a capa da Tv Guia também, e confesso que apesar de não ser muito fã deste género de guerra, adorava a estupidez de algumas das cenas e mais ainda as tiradas cómicas proferidas por um matulão com algum (mas já pouco) sotaque. Outra parte gira do filme é ver a Alyssa Milano novinha como filha de Arnold.

Na história vemos como John Matrix, um oficial reformado (Schwarzenegger) vivia numa cabana isolada com sua filha pequena e tentava fazer tudo de uma forma solitária e usando o seu portentoso físico para derrubar árvores ou caçar alimento.

O problema é quando o vêm avisar que andam a matar pessoas do seu antigo esquadrão, e nesse preciso momento é também ele atacado e vê a sua filha ser raptada.

Os mercenários pretendiam que Matrix leve a cabo um assassinato político, e ele tem que aceitar com receio que façam mal à sua filha. Mas cá fora tenta escapar a esse plano e ele próprio tentar recuperar a sua vida, com a ajuda de uma pobre hospedeira que se vê envolvida nisto tudo.

Depois há explosões e mortes com fartura, Schwarzenegger não tem problemas em bater em tudo e todos, desde polícias a bandidos, e sempre com aquela óptica dos anos 80, de um super homem com força para derrotar uns 10 de cada vez, mesmo que estes estivessem armados e ele não.

Mas ele também sabia se armar, desde grandes metralhadoras, granadas, facas e lança misseis, tudo servia para atingir o seu objectivo de recuperar a sua filhota e voltar à sua vida tranquila. Pelo meio existiam umas tiradas bem forçadas mas que tinham ainda mais piada por causa disso, tanto pelo ambiente do filme como por quem as dizia.



















sexta-feira, 12 de setembro de 2014

... do Duck Hunt

sexta-feira, setembro 12, 2014 0
... do Duck Hunt

Um dos maiores clássicos dos videojogos, Duck Hunt fazia parte daquele jogo que ia apenas ficando cada vez mais complicado, até que era quase impossível fazer algo. Não existiam níveis e as coisas iam apenas ficando mais rápidas e mais problemáticas.

Duck Hunt foi produzido pela Nintendo em 1984, sendo lançado para a sua consola NES e de preferência utilizando uma pistola própria que o aparelho tinha (algo que ajudou a que o jogo ficasse ainda mais popular). A diversão de dispararmos a pistola em frente à televisão e acertarmos nuns patos que morriam a cada tiro que dávamos era incomparável, e a dificuldade absurda que o jogo ia atingindo ainda nos fazia mais querer jogar outra vez e outra e outra e outra. De lembrar que tínhamos apenas só 3 tiros para gastar em cada pato.

Não tinha nada que enganar, era um jogo de tiros em que tínhamos que acertar em patos enquanto voavam e irmos assim "passando de nível", onde apareciam mais patos e muito mais rápidos que os anteriores. Mas um dos maiores destaques do jogo foi o cão que aparecia quando falhávamos nos tiros (e com uma gargalhada ao nível de um Mutley) ou com os patos quando conseguíamos acertar e estes caíam na relva.

Havia mais que um modo de jogo, num saía um pato normalmente da relva para o céu, e um segundo jogador podia inclusive controlar esse pato para tentar escapar dos tiros, no modo B apareciam dois patos e no modo C eram pombos de barro que eram lançados de um local que não conseguíamos ver. Era um jogo que mexia com os nossos nervos, mas no entanto não conseguíamos parar de jogar, era uma relação amor-ódio.









... das Canetas de feltro Carioca

sexta-feira, setembro 12, 2014 0
... das Canetas de feltro Carioca

Já aqui falei dos estojos de canetas Molin, mas para muitos as canetas que lhes eram oferecidas eram da marca Carioca. Não duravam tanto, nem tinham o apelo da outra marca, mas mesmo assim foram as parceiras de diversão de muita criança nos anos 80.

As canetas Carioca eram de origem espanhola, traziam uma simpática personagem nas capas dos estojos e assim como as Portuguesas Molin, também esses traziam diversas quantidades de canetas. Mas quem as utilizava, mesmo sendo uma criança querendo apenas algo para pintar, nunca ficava inteiramente satisfeito. As cores pareciam mais "deslavadas" e menos apelativas do que as da Molin, a durabilidade era mito inferior e ninguém ficava a babar se tivéssemos um estojo de 8, 12 ou 36.

Tive bastantes Carioca, eram muito mais baratas e por isso mais fáceis de pedir aos pais, mas eu também padecia da desilusão pelo aspecto final de um desenho pintado com estas canetas e do stress que era por elas rapidamente deixarem de pintar convenientemente. Mesmo assim é normal que tenha ficado na nossa memória e seja até uma boa recordação para muitos de nós.



















quinta-feira, 11 de setembro de 2014

... do Rei dos Gazeteiros

quinta-feira, setembro 11, 2014 0
... do Rei dos Gazeteiros

Um dos melhores filmes para adolescentes na década de 80, definiu novas regras para esse género de filmes e ficou na memória de todos que assistiram, tornando-se mais tarde um clássico das sessões da tarde. O Rei dos Gazeteiros, ou Curtindo a vida adoidado, deve ser visto por todos que viveram aqueles loucos anos, ou todos os que gostam de um bom filme de adolescentes.


Ferris Bueller's Day Off (Rei dos Gazeteiros em Portugal e Curtindo a Vida adoidado no Brasil) estreou em 1986 e foi mais um daqueles filmes de John Hughes que abordava na perfeição as mudanças pelas quais um adolescente pode passar. Matthew Broderick deu show como protagonista, bem secundado por um elenco curto mas memorável com todas as personagens a terem o seu espaço para brilhar. Nele era abordado a forma como um adolescente era visto pelos adultos, e como no fundo apesar de toda a vontade de brincar e fazer porcaria, muitos têm também um lado responsável e estão ali presos naquela vida onde já não podem ser crianças, mas também não os deixam ser adultos.

Ferries Bueller (Broderick) decide faltar um dia à escola, e vai desafiar o seu amigo (sempre deprimido) Cameron (Alan Ruck) para o acompanhar. Mal começou, a película mostrava-nos algo novo e inovador, o actor principal estava sempre a falar connosco, directamente para nós e durante a história não eram poucas as vezes que parava a acção para se dirigir a nós, dando à coisa toda um ar rebelde mas que nos podíamos identificar.


Depois de ter conseguido enganar com sucesso os seus pais, a notícia da sua falsa doença comove todos na escola, menos a sua irmã Jeanie (Jennifer Grey) e o director da escola Rooney (Jeffrey Jones) que sempre sofreu com as tropelias de Bueller e nunca gostou da sua forma de estar. Ferris consegue ainda enganar a escola e conseguir que a sua namorada Sloane Peterson (Mia Sara) para se juntar a eles e curtirem o dia no Ferrari descapotável de Cameron.

Eles vão a restaurantes, museus, eventos desportivos e até aparecem na parada da cidade onde interpretam o Twist and Shout contagiando outros a fazerem isso também. As personalidades de Bueller e Cameron eram bastante diferentes, mas a amizade estava lá e quando as coisas correm mal tanto um como outro erguem-se e estão à altura da ocasião.

Cameron tem seu momento quando para além da depressão, entra em choque com o que acontece ao carro dos seus pais, Jeanie brilha quando pensa que Rooney é um intruso e este tem os seus momentos ao tentar invadir a casa de Bueller para provar que este estava a mentir.

Temos ainda o actor Ben Stein como um professor com voz monocórdica, que cai na perfeição no espírito do filme ao dar uma palestra secante na sua aula de economia. Temos ainda um jovem Charlie Sheen num curto papel mas que tem o seu momento de glória.

Uma história animada, divertida e com bons momentos com a vertente original do actor estar sempre em contacto com o público. Broderick faz isso sempre de forma brilhante e deixa-nos acreditar na sua personagem rebelde mas ao mesmo tempo de coração puro. Lembro-me de ficar contente quando saiu a capa para a k7 VHS na Tvguia, para assim colocar o filme em destaque na prateleira depois de o gravar quando este passou na tv.

Um dos melhores trabalhos de John Hughes e sem sombra de dúvida um daqueles filmes que todos devem ver. Durante a década de 80 e 90 foi um clássico das sessões da tarde quer em Portugal, quer no Brasil, chegando assim a uma nova geração que ficou na mesma vidrada nas aventuras deste grande gazeteiro.















quarta-feira, 10 de setembro de 2014

... das Canetas Parker

quarta-feira, setembro 10, 2014 0
... das Canetas Parker

Era uma das prendas mais certas para dar a um pai na década de 80, uma caneta Parker era algo elegante e sóbrio e que acabava por ser bastante prático. Existiam diversos modelos, adequados aos diversos tipos de bolsas e todos podiam ter uma destas canetas que fosse qual fosse o modelo faria boa figura.

As canetas Parker tiveram sua origem em 1889, quando George Safford Parker patenteou a sua primeira caneta inovadora e dando origem a algo que viria a dar outro tipo de classe a este objecto. Até 1919 vai inovando e criando diversos modelos de caneta, todas com a característica típica da tinta escorrer de uma forma fluída e da sua ponta lembrar uma "pena".

Em 1924 implementa-se em Londres e começa a sua expansão no continente Europeu, e em 1954 a companhia apresenta a sua primeira grande mudança com a criação de um modelo com a ponta em "bola", algo que começava a ser popularizado nos últimos anos.

Comprei várias Parker para oferecer ao meu pai, e também tive algumas mas das "normais", achava sempre os modelos muito bonitos e com um ar sofisticado e havia umas a preço bastante acessíveis. Eram conhecidas também por lançarem vários modelos para comemorar algo ou promover algo, um mundial de futebol, o aniversário da independência Norte-Americana, etc.

Eram facilmente identificadas pela sua tampa e pelo símbolo em forma de seta que ajudava a prender ao bolso de uma camisa. Um símbolo facilmente reconhecido e respeitado, uma caneta que todos queriam ter e que dava outro estilo à escrita que com ela se fazia. Continua no mercado hoje em dia, mas sem o impacto que tinha naquela década.







... do Walk this way dos Aerosmith e Run DMC

quarta-feira, setembro 10, 2014 0
... do Walk this way dos Aerosmith e Run DMC



Walk This Way foi lançada originalmente em 1975, mas foi em 1986 que atingiu o sucesso à escala mundial quando recebeu uma nova roupagem e um estilo mais a fugir para o rap, cortesia da banda Run DMC, que se unia assim aos rockeiros Aerosmith e criaram um hit que ficou para a história de ambos os grupos.

Foi do álbum de 1975 "Toys in the Attic" que saiu o single Walk This Way, que foi um hit para os Aerosmith e colocou a banda no top 10 dos Estados Unidos da América. Uma música rock interessante mas que foi ficando para trás com o que a banda apresentava ao público, com sucessos atrás de sucessos mas em 1986 isso ia mudar, e Walk This Way ia ganhar uma nova vida.

O grupo de Rap Run DMC quis usar a música para o seu disco "Raising Hell", mas queria fazer a versão em conjunto com o grupo de rock e foi assim que nasceu um dos telediscos mais interessantes dos anos 80. Foi também o primeiro vídeo com uma forte componente rap a passar constantemente na MTV, ajudando a popularizar o género e a apresentar um formato que se iria tornar comum na década seguinte.

No vídeo vemos cada grupo a cantar no seu espaço, depois Steve Tyler manda abaixo a parede do estúdio que os separa e o resto é ver a actuação conjunta dos grupos (se bem que na verdade dos Aerosmith só apareceram Tyler e Perry já que não havia dinheiro para mais) e ficarmos deliciados com uma fusão muito interessante entre Rap e Rock. A música deu azo a n piadas em filmes e séries de comédia dos anos 80, com o termo "Walk this way" a ser usado de forma sempre diferente e engraçada.

O single catapultou o grupo de rappers para o mainstream e revitalizou a carreira dos Aerosmith, entrou para o top 10 em diversos países do mundo dando assim a conhecer as duas bandas a um público novo e completamente interessado neste tipo de coisa nova e irreverente. A revista Rolling Stone considera esta versão uma das 300 melhores músicas de sempre, uns lugares acima da versão original do grupo liderado por Steve Tyler, o mesmo acontecendo em diversas votações do género em canais de televisão ou revistas da especialidade.


Backstroke lover
Always hidin' 'neath the covers
"gonna talk to you" my daddy say
Said "you ain't seen nothin' till you're down on a muffin
Then you're sure to be a changin' your ways"
I met a cheerleader
Was a real young bleeder
All the times I could reminisce
'cause the best things in lovin'
With her sister and her cousin
Only started with a little kiss
Like this!

Seesaw swingin' with the boys in the school
And your feet flyin' up in the air
I sing "hey diddle diddle"
Put your kitty in the middle of the swing
Like you didn't care
So I took a big chance at the high school dance
With a missy who was ready to play
Wasn't me she was foolin'
'cause she knew what she was doin'
And I know'd love was here to stay
When she told me to

Chorus
Walk this way
Talk this way
Walk this way
Talk this way
Uh, just gimme a kiss!
Like this

School girl sweetie with a classy kinda sassy
Little skirt's climbin' way up her knee
There was three young ladies in the school gym locker
When I noticed they was lookin' at me
I was a high school loser
Never made it with the ladies
Till the boys told me somethin' I missed
Then my next door neighbor with a daughter had a favor
So I gave her just a little kiss
Alike this

Seesaw swingin' with the boys in the school
And your feet flyin' up in the air
I sing "hey diddle diddle"
Put your kitty in the middle of the swing
Like you didn't care
So I took a big chance at the high school dance
With a missy who was ready to play
Wasn't me she was foolin'
'cause she knew what she was doin'
When she told me how to walk this way
She told me to

Chorus
Walk this way
Talk this way
Walk this way
Talk this way
Uh, just gimme a kiss!
Like this













terça-feira, 9 de setembro de 2014

... da Novela A Gata Comeu

terça-feira, setembro 09, 2014 0
... da Novela A Gata Comeu


A Gata comeu foi a novela das 18h de maior sucesso da Rede Globo e um dos maiores papéis da carreira de Christiane Torloni. Por cá foi transmitido à hora de almoço pela RTP, ocupando um horário comum para as novelas da tarde da estação Brasileira.

Ivani Ribeiro foi o autor da novela, em colaboração com Marilu Saldanha, com realização de Hervani Rossano e José Carlos Pieri. Ela era baseada na novela da extinta Tv Tupi, A Barba Azul, que também tinha sido escrita por Ribeiro e exibida em 1974. A Gata Comeu foi transmitida pela Rede Globo no seu horário das 18 horas de 15 de Abril a 18 de Outubro de 1985, sendo exibida pela RTP na segunda metade da década de 80 durante a hora de almoço, um hábito do canal público nessa altura.

Christiane Torloni, Nuno Leal Mata e José Mayer eram os nomes que encabeçavam o elenco numa novela divertida que mostrava uma mulher que nunca levava os seus noivados até ao fim e todos esperam que o oitava seja aquele que acabe finalmente em casamento.


Jô Penteado (Torloni) nunca ama verdadeiramente os seus noivos, e esse é mais um que acaba sem haver um encontro no altar de uma igreja. Isto muda quando se apaixona pelo professor Fábio (Mata), um viúvo com 2 filhos que fica preso com ela numa ilha quando uma lancha onde iam quebra e deixa-os isolados do mundo por 2 meses.

No regresso verificam como as coisas mudaram, já que todos davam eles como mortos, e como têm que encarar a ex noiva de Fábio e a irmã invejosa de Jô que fazem tudo para atrapalhar o namoro dos dois. A química entre os 2 actores era fantástica, fez muito do sucesso e do divertimento que era esta novela, Nuno Leal Mata sempre foi pouco valorizado na minha opinião e ele ajudou a que Torloni brilhasse nesta trama com grande intensidade.

Alguém seguiu esta novela?









... da Martina Navratilova

terça-feira, setembro 09, 2014 0
... da Martina Navratilova

É considerada por muitos a melhor tenista de sempre, pulverizou recordes e foi uma presença dominante nos courts durante a década de 80. Martina Navratilova colocou as mulheres do ténis nos olhos dos media e ajudou a que essa parte do desporto não passasse despercebida ao grande público.

Martina Navratilova nasceu a 18 de Outubro de 1956 na antiga Checoslováquia, e aos 15 anos venceu o campeonato Nacional de Ténis começando uma carreira profissional três anos depois, em 1975. Curiosamente começou a dar nas vistas nos torneios de terra batida, chegando à final de Roland Garros por 6 vezes, e também portou-se bem no Open de Austrália, outro torneio do Grande Slam.

Em 1981 tornou-se cidadã dos Estados Unidos, fugindo do regime comunista da Checoslováquia e integrando-se por completo no país que a tinha acolhido e onde começava a brilhar no desporto que tanto amava. Em 1978 venceu o primeiro torneio do grand slam, o de Wimbledon, aquele que se viria a tornar o seu de eleição e a sua imagem de marca, vencendo o mesmo por 9 vezes sendo que 6 delas foram consecutivas (de 82 a 87).

Chris Evert foi a maior rival de Navratilova durante este período, mas quando esta adoptou um plano de treino intensivo e umas raquetes produzidas segundo as suas especificações, o domínio dentro do court começou a ser uma constante. Foi número 1 nos Singles durante 332 semanas e número 1 nos Pares durante 237 semanas, sendo o único desportista no ténis a conseguir ser número um das duas variantes por mais de 200 semanas. Foi durante cinco anos consecutivos a líder da tabela de tenistas, tendo conseguido esse feito por mais dois anos, num total de 7 vezes que conseguiu terminar no topo da tabela.

O seu estilo de jogo agressivo e o seu modo de ser directo e sem papas na língua fazia ela um alvo apetecível para os media, mas o seu talento vinha acima e encobria tudo o resto.

Faz parte de uma elite de 3 desportistas a conseguir títulos de grande slam na vertente Single, Pares e Pares mistos e um dos maiores nomes na história de Wimbledon com mais de 30 vitórias envolvendo todas estas variantes.

Venceu 428 dos 442 encontros de singles durante cinco temporadas, e ao todo na sua carreira conseguiu mais de 167 títulos individualmente e 177 nos torneios de pares.

Tem a maior série de vitórias seguidas da história do ténis (74 vitórias), e o único desportista a conseguir vencer 6 grandes torneios sem perder um único set. Conseguiu 19 meias finais em torneios de grand slam (recorde) e é a segunda a ter mais finais destes torneios (11 perdendo apenas para Graff que tem 13).

Os anos 80 foram os melhores da tenista, foi nessa altura que venceu os grandes torneios (apesar de não conseguir os 4 numa mesma temporada) e que dominou os courts, e em 1985 participou naquele que foi considerado o melhor jogo de ténis feminino com a sua rival de sempre Chris Evert, na final de Roland Garros. A partir daí todos diziam que mais valia existir um campeonato próprio só para a tenista checa já que o seu talento estava a anos luz das suas adversárias. Isso só mudou em 1987, quando uma jovem tenista de seu nome Stefi Graff começou a dar luta à veterana e apesar de ter perdido todos os encontros contra ela (nos grandes torneios) acabou o ano na 1ª posição, mostrando que a mudança estava a chegar.

Em 1988 a novata mostrou isso, vencendo Navratilova em Wimbledon e conquistando os 4 grandes torneios apesar de Martina continuar a exibir-se em grande nível. A prova disso foi a conquista de Wimbledon em 1990 e o ter conseguido chegar (quando já passava bem dos 30) a mais duas grandes finais, perdendo em 1994 (aos 37 anos) contra Conchita Martinez.

No Século XXI ainda competia na variante de pares e em 2006 ainda vencia torneios, a prova de que foi mesmo uma desportista fora de série e merece ser considerada como a melhor tenista de sempre. Soube sempre ser fiel a ela própria, admitindo a sua orientação sexual no começo dos anos 80 demonstrando um acto de coragem igual à ferocidade que demonstrava dentro do campo de ténis.

Venceu por 3 vezes o Open de Austrália, 2 vezes o de França, 4 vezes o dos Estados Unidos e 9 vezes o de Wimbledon, um palmarés verdadeiramente invejável.









sexta-feira, 5 de setembro de 2014

... da Ana dos Cabelos Ruivos

sexta-feira, setembro 05, 2014 0
... da Ana dos Cabelos Ruivos


Mais um clássico da nossa infância, um desenho animado que ficou na memória de muitas meninas (e alguns meninos) com mais uma daquelas histórias de fazer chorar as pedras da calçada. Ana dos Cabelos Ruivos foi mais um sucesso da RTP que muitos conheceram ao ver o programa Agora Escolha, onde foi um dos programas mais populares que era transmitido enquanto se procedia à votação.

Ana dos Cabelos Ruivos foi mais um daqueles desenhos animados emocionalmente intensos, seguindo as pisadas de tantos outros daquela década. Também era mais um que era na verdade um Anime, produzido em 1979 pela Nippon Animation e baseado num livro de Lucy Maud Montgomery (Anne of Green Gables) de 1908. Foram 50 episódios a mostrar a vida de Ana Silvestre, uma pequena menina de cabelos ruivos orfã que tinha sido adoptada por dois irmãos idosos.

A história passa-se no Canadá, e tudo começa quando há um engano e Ana aparece na quinta dos irmãos Marília e Matias que queriam na verdade adoptar um rapaz. Apesar disso eles ficam com Ana, e ela contagia eles com a sua boa disposição e os seus sonhos inocentes e encantadores. Ela amava poder ter um vestido bonito com mangas de balão, algo que partilhava com a sua amiga Diana, com a qual tinha uma relação fantástica e de verdadeira amizade.



Em 1987 estreou na RTP2 no Agora Escolha com uma dobragem Portuguesa com nomes como Emília Silvestre, Jorge Mota, Paula Seabra, Jorge Mota ou Isabel Alves. A paixão por esta série é imortal, e quando a Planeta Agostini decidiu lançar isto em dvd, quis fazer com a dobragem antiga algo que conseguiu com a ajuda dos fãs que ajudaram na recuperação do áudio de diversos episódios, já que a RTP mais uma vez não tinha isso em arquivo.

Apenas não conseguiram isso no primeiro episódio, mas a coisa foi resolvida quando grande parte do elenco regravou as suas falas e ajudando assim os fãs a terem uma colecção de fazer inveja. As meninas adoravam esta série, os sonhos de Ana e a sua inocência e energia conquistavam esse público e também não passava despercebido a alguns membros do sexo masculino.

Quem mais viu estes desenhos?