Agosto 2014 - Ainda sou do tempo

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

... do Tollan

quinta-feira, agosto 28, 2014 0
... do Tollan

Foi um dos símbolos de Lisboa dos anos 80, um porta contentores Inglês que naufragou no Rio Tejo e ali ficou durante muito tempo. O Tollan fazia já parte da paisagem, pessoas iam para a margem do rio só para poder vislumbrar melhor a parte do barco que aparecia acima da água.

O MV Tollan era um porta contentores Inglês que naufragou no rio Tejo (à frente do Terreiro do Paço), depois de ter chocado com o navio cargueiro Sueco Barranduna, a 16 de Fevereiro de 1980. Desse naufrágio morreram 4 pessoas (dos 16 tripulantes), e ficou ali com parte do seu casco à tona, tornando-se um perigo para a navegação.

Mas os Portugueses acharam piada à coisa e "adoptaram" o barco como se fosse uma atracção turística, cafés e restaurantes chegaram a adoptar o nome do barco e todos achavam piada ao facto de ninguém tirar dali aquilo e ficar ali sendo um perigo para os outros barcos que atravessavam o Tejo. Apesar de se ver boa parte do casco vermelho, podia sempre apanhar uma embarcação de surpresa e prejudicar as boas travessias do rio.

Casais namoraram a olhar para o seu casco, gaivotas repousavam alegremente nele olhando para a cidade de Lisboa e os marinheiros odiavam a sua presença e não se cansavam de pedir para que o retirassem dali. Foram precisos 3 anos para isso acontecer, e a Marinha Portuguesa se fartar depois de alguns choques de embarcações, a 2 de Dezembro de 1983.

Tolan foi o nome de alguns cafés/restaurantes, e a prova daquele que foi um dos marcos para os habitantes de Lisboa. O Farol dos Cacilheiros, o porta aviões das gaivotas, só nós para adoptarmos um barco naufragado e termos orgulho de ter aquilo ali no nosso rio.









quarta-feira, 27 de agosto de 2014

... do Professor Pardal

quarta-feira, agosto 27, 2014 0
... do Professor Pardal

O Professor Pardal é daquelas personagens que ganhou uma vida própria que vai muito além das suas aparições nas revistas ou desenhos animados da Disney. Mesmo quem não lia (ou via) regularmente, conhecia a personagem e apelidava alguém de "professor Pardal", quando essa pessoa se punha a inventar, da mesma forma que se apelidava de "Tio Patinhas" quando a pessoa era forreta.

Gyro Gearloose (Professor Pardal) foi uma criação de Carl Barks, que em 1952 o colocou nas histórias dos patos, para ser um amigo e personagem a utilizar nas histórias de Tio Patinhas, Donald e os seus sobrinhos. Nas aparições que teve, demonstrava ter uma inteligência acima da média, e era muito mais calmo e sereno que os restantes patos, tornando-se uma constante ser uma ajuda para as aventuras que o Tio Patinhas queria ter, apesar de nunca receber um cêntimo com essa ajuda.

No ano seguinte à sua criação recebeu um companheiro, o Lampadinha (Little Helper/Little Bulb), uma espécie de robô que tinha uma lâmpada como cabeça e que se tornou um parceiro essencial nas aventuras a solo deste inventor. Eu gostava bastante das histórias a solo, muitas delas criadas no Brasil, eram quase sempre bem divertidas, e ele não era tão calmo como parecia ser no seu começo. Por vezes entrava mesmo em desespero quando uma invenção não corria bem, e não eram assim tão poucas as histórias em que colocava Patópolis e os seus vizinhos em perigo ou em situações caricatas.

Na sua versão original teve uma revista própria, enquanto que por cá (ou seja no Brasil), foram lançados vários Almanaques, umas vezes só com o nome dele a "titular" e noutras acompanhado pelo seu fiel parceiro.

As revistas tinham grande aceitação e ele chegou a ter um manual (algo que só algumas poucas personagens tiveram direito), para além de ser um dos principais protagonistas em Disney Especiais, a revista que a editora Abril lançava de tempos a tempos com um tema especial.

O seu principal inimigo era o Professor Gavião, um génio do mal que preferia muitas vezes roubar as ideias do Pardal do que pensar por ele mesmo, mas em algumas histórias tinha que se livrar de maus como os Irmãos Metralha ou o Mancha Negra que queriam ajuda para alguma maldade que queriam fazer.

A aparência física dele fazia com que sobressaísse nas histórias dos patos, Barks confessou ter-se arrependido de o ter criado daquela forma, já que era complicado compor as vinhetas com outras personagens baixas, como era o caso dos patos.

Lembro-me de algumas histórias em que enfrentava a inveja do Professor Ludovico, outro cientista/inventor da família dos patos mas que nunca teve o mesmo sucesso do Pardal. Isto devia-se muito por conta das ideias mirabolantes que davam origem a invenções ainda mais estranhas, e muitas delas originadas depois de ele dar uma marretada na sua própria cabeça para fazer fluir as ideias.

Quando ele estava em baixo e precisava de ajuda para criar algo, usava também o seu chapéu pensador, um chapéu em forma de telhado que tinha uns corvos dentro que o ajudavam a conseguir aquilo que queria. Continuou a sua expansão para o universo Disney ao criar todo o equipamento do herói Morcego Vermelho, isto depois de já ter criado também os acessórios usados pelo Superpato.

A prova da importância deste inventor, foi dada no desenho animado Ducktales, onde ele também apareceu regularmente e criou inclusive um robô gigante que foi muito importante em algumas histórias. Quem mais era fã deste inventor que fazia inveja ao MacGyver?








... dos Irmãos Laudrup

quarta-feira, agosto 27, 2014 0
... dos Irmãos Laudrup

Nos anos 80 e 90 era comum vermos duplas de irmãos que se tornavam famosos por jogarem à bola, mas em todos os casos havia sempre um que se destaca mais do outro. No caso dos irmãos Laudrup, foi o mais velho a sobressair, no entanto ambos eram bastante talentosos e jogaram em alguns clubes de topo na Europa.

Michael Laudrup nasceu a 15 de Junho de 1964, e a 22 de Fevereiro de 1969 nasceu Brian Laudrup, oriundos da Dinamarca e começaram ambos a dar na vista no Brondby, um dos maiores clubes do país. Michael jogou na temporada de 1982-83, marcando 24 golos em 38 jogos e dando o salto para Itália onde assinou pela Juventus que depois o emprestou à Lazio, enquanto que o seu irmão Brian jogou mais tempo no clube (de 1986 a 89) saindo depois para a Alemanha onde chegou a alinhar pelo Bayern Munique em 1990.

Brian depois do brilhante europeu de 1992, onde foi campeão, foi jogar para Itália enquanto que Michael saiu desse país para ir para Espanha e jogar pelo Barcelona (depois de ter jogado pela Lazio e pela Juventus). Assinou pela Fiorentina e depois pelo Milão, nunca desiludiu nas suas passagens, mas nunca foi aquele jogador brilhante ou decisivo apesar de ainda ter vencido a Liga dos Campeões pelos Rossoneri. Era sóbrio q.b. alinhando no meio campo e marcando alguns golos que ajudavam as suas equipas a atingir os objectivos e o mesmo acontecia na selecção da Dinamarca, onde não era titular regular ao contrário de Michael.

Michael foi para Itália muito novo, não tinha a maturidade suficiente para alinhar num clube como a Juventus e depois de uma época onde foi perseguido por lesões, não conseguiu vingar na equipa transalpina onde era considerado o substituto de Platini e o apoio ideal para o recém contratado Ian Rush. Mesmo assim venceu o campeonato e uma taça Intercontinental.

Numa altura que as equipas não podiam ter muitos estrangeiros a jogar, Michael foi escolhido para ser o 3º estrangeiro na Dream Team que o Barcelona estava a construir e onde Cruyff seria o treinador. Aí deu bastante nas vistas, sua qualidade técnica veio ao de cima e ele ajudou a que aquela equipa crescesse e se tornasse uma das melhores da Europa naquela altura.

Depois esteve envolvido em grande polémica, quando decidiu assinar pelo grande rival, o Real Madrid. O Dinamarquês disse sempre que não foi por vingança, apenas achava que tinha chegado ao fim o seu tempo em Camp Nou e via que em Madrid havia fome de vitórias e que com as novas contratações isso seria possível.

E assim foi, foram campeões fazendo com que ele se tornasse o único jogador a vencer 5 vezes seguidas o campeonato Espanhol por dois clubes diferentes. Foi terminar a carreira no Japão, onde ajudou a popularizar o desporto naquele continente e a ensinar novos jogadores com toda a sua experiência. Foi várias vezes o melhor jogador Dinamarquês, o melhor da Europa e um jogador respeitado dentro e fora do campo. Nunca recebeu um cartão vermelho e era conhecido pela sua qualidade técnica acima da média, que o fazia marcar golos como e quando queria ou então passar a bola de maneira a que os outros marcassem.

Curiosamente pela selecção perdeu a oportunidade de ser campeão no Euro-92, devido a problemas com o seleccionador e o que deu a chance ao seu irmão de brilhar, já que Brian foi um dos poucos atacantes da equipa. Algo que fez com que ganhasse confiança e fosse um dos melhores da selecção na vitória da Dinamarca na taça das confederações em 1995 marcando um dos golos mais bonitos da competição.

Apesar do brilhantismo de Michael, quando Brian começou a dar nas vistas nunca mais o irmão conseguiu vencer o prémio de melhor jogador Dinamarquês do ano, enquanto que o membro mais novo dos Laudrup venceu esse prémio por 4 vezes.

No Bayern ajudou o clube a chegar ao segundo lugar, e às meias finais na Europa, sendo um elemento importante na equipa o que o ajudou a cumprir o seu sonho de jogar na Série A (na altura era considerado o topo da Europa) onde alinhou pela Fiorentina que depois de descer de divisão decidiu emprestar o jogador ao Milão.

Lá encarou o problema de ser o sétimo estrangeiro numa equipa onde abundavam estrangeiros titulares da suas selecções e onde a regra de apenas três poderem ser titulares continuava a imperar.

Esteve na equipa que foi campeã da série A e que venceu a Champions League, decidindo depois abandonar o país e assinar pelo Glasgow Rangers em 1994. Aí o seu estilo de jogo directo foi um sucesso, sendo indispensável no 11 titular e ajudando a que o clube dominasse o país com 9 vitórias consecutivas na primeira divisão Escocesa. Os fãs ainda hoje o consideram o maior e melhor jogador Estrangeiro a alinhar pelo clube, e recordam com saudade as suas exibições e golos marcados em solo Escocês.

Depois nunca mais foi feliz, alinhando por clubes como o Chelsea, Copenhaga ou Ajax. Mas na selecção continuou a dar nas vistas, sendo um dos jogadores fundamentais na caminhada para o mundial em França de 1998, a única que jogou, e perdendo apenas nos quartos de final para o Brasil, tendo marcado nesse jogo e feito uma boa exibição.

Ambos deixaram a sua marca no futebol Europeu, ambos merecem ser recordados como uns dos melhores da década de 80 e 90.








segunda-feira, 25 de agosto de 2014

... do Fiel ou Infiel

segunda-feira, agosto 25, 2014 0
... do Fiel ou Infiel


Foi um dos programas que marcou a "nova" TVI, quando esta já não era conhecida como o canal da Igreja e era já capaz de apresentar programação que estávamos mais habituados a ver no começo da SIC. O Fiel ou Infiel levava até bolinha no canto superior direito, prova que as coisas iam aquecer nos começos de madrugada de Sábado entre 2005 e 2007.

O humorista Brasileiro João Kléber vendeu a ideia de um programa onde se abordaria a questão de um casal ser fiel ou não, apresentando quadros em que até se promoveria isso, para ver se eram capazes ou não de trair a sua cara metade. Foi assim que nos finais de noite de Sexta-Feira, começo de madrugada de Sábado, começou a ser transmitido o Fiel ou Infiel, onde um grupo de actores tentaria seduzir um dos membros do "casal" convidado.

Entre 2005 e 2007 os Portugueses ficaram vidrados nisto, e era normal ficar-se online a conversar no mIRC ou no MSN sobre o que estava a acontecer na televisão. As discussões se aquilo tudo era real ou encenado eram comuns, afinal tudo cheirava a falso mas havia sempre quem não achasse isso e que era tudo verídico o que estava a acontecer.

Uma câmara escondida filmava o actor/actriz que tentava seduzir um dos membros do canal, por vezes as situações eram bem cómicas mas sempre um pouco a resvalar para o "escaldante". Não havia pudor em mostrar tudo o que fosse possível, daí a bolinha vermelha no canto superior do ecrã. Logicamente que todos ali eram actores, seguindo um guião pré-estabelecido quer os "ofendidos" pelo acto de traição, quer os sedutores e seduzidos. Mas a piada estava em ver as pessoas que acreditavam nas coisas e muitas vezes nas cenas que aconteciam.

Havia discussão da grossa, "porrada", e por vezes situações cómicas em que se gozava com algum traço característico de um dos intervenientes. O apresentador ajudava nisso, era carismático e sabia conduzir bem todo o programa, criando interesse por parte de todos e levando tudo de uma forma "desportiva" e engraçada.

Apesar de não ser um campeão de audiências, era normal tudo falar do fiel ou infiel, provando que afinal muitos assistiam aquilo e se divertiam também com todas aquelas situações.











domingo, 24 de agosto de 2014

... do Filme A Ponte do Rio Kwai

domingo, agosto 24, 2014 0
... do Filme A Ponte do Rio Kwai

Existem aqueles filmes clássicos que nos habituámos a ver porque os nossos pais gostavam de ver, filmes de cowboyada, filmes de guerra ou simplesmente filmes mais antigos que eles gostavam de ver. A Ponte do Rio Kwai é um desses exemplos para mim (e muitos que estão a ler, aposto) e daqueles filmes que não ligava muito quando era miúdo, mas quando fiquei mais velho soube o apreciar muito melhor.

The Bridge on the river Kwai (A Ponte do Rio Kwai) foi um filme centrado na Segunda Guerra Mundial, realizado por David Lean e com William Holden e Alec Guiness a abrilhantar um elenco diversificado e muito talentoso. Estreou em 1957 vencendo Sete Óscares da Academia e sendo escolhido em 1997 para ser conservado na biblioteca do congresso Norte-Americano, devido à sua importância histórica e cultural.

Uma co-produção entre Inglaterra e Estados Unidos, a história baseava-se livremente na construção da linha ferroviária de Burma que tinha utilizado civis e prisioneiros de guerra para a sua edificação. Quando era criança, a única coisa que me chamava a atenção era aquele assobio fantástico que ficou na cabeça de todos e não há quem não conheça essa melodia.

Alec Guiness interpretava o papel do Coronel Nicholson, um oficial Britânico à frente de um grupo de prisioneiros de guerra, que visava aumentar a moral e animar o espírito do seu grupo. Nicholson vê na construção de uma ponte a oportunidade para isso mesmo, apesar de isso ajudar os seus captores e o sádico Coronel Saíto (Sessue Hayakawa) e de aparentar ser um colaborador e apoiante do inimigo. Depois tínhamos as tentativas de fuga do Major Americano Shears (William Holden) que criava ainda mais divisão entre todos os prisioneiros, que mesmo que não fugissem queriam sabotar a construção da ponte.

Gosto de ver aqueles momentos em que Nicholson tentava fazer com que os seus homens fizessem um bom trabalho a construir a ponte, apesar das suas tentativas contínuas de sabotagem, apesar do valor militar que isso iria ter para os Japoneses. Estava em causa a ética e o valor do trabalho dos Ingleses, e isso prevalece fazendo com que a ponte vá ser inaugurada e utilizada pelos Japoneses. O problema é que em Inglaterra isso não é desejado e mandam um grupo ir até ao local para destruir a ponte, e pedem ao Major Shears para voltar com eles e ajudar nesse intento. Tudo o que acontece depois é fenomenal e aconselho a todos verem este filme, que é sem sombra de dúvidas um dos melhores do género e uns dos mais interessantes da história do cinema.












sexta-feira, 22 de agosto de 2014

... do Professor Baltazar

sexta-feira, agosto 22, 2014 0
... do Professor Baltazar

Hoje falo de mais um desenho animado que nos foi apresentado pelo grande Vasco Granja, um clássico do seu programa e um dos preferidos da criançada. O Professor Baltazar era um inventor bem intencionado. e um dos primeiros cartoons que vi a defender a ecologia.

O Professor Baltazar foi uma criação do Croata Zlatko Grgic, sendo produzido entre 1967 e 1978 pela Zagreb Films, num total de 4 temporadas com 59 episódios. Por cá foi transmitida nos anos 70 no programa Cinema de animação do saudoso Vasco Granja, era mais um daqueles "esquisitos de leste" que víamos antes de ver aquilo que queríamos, onde já sabíamos que iam ser cores esquisitas e muita maluqueira que por vezes nem percebíamos o que estava a acontecer no episódio.

No entanto tudo gosto de Baltazar, um cientista simpático e bem disposto, amava a natureza e promovia a ecologia no seu programa onde resolvia todos os seus problemas com as suas invenções bem diferentes e originais. Era bastante humilde e comedido, mas era bem criativo e as suas invenções eram sempre bem engraçadas, tudo apresentado de uma forma bastante colorida e pitoresca, típico dos desenhos animados daqueles países.

Nos anos 90 foi produzida uma série em 3D mas longe do sucesso da original, não sei se essa chegou a passar por cá ou não. Quem mais gostava deste simpático inventor?







quinta-feira, 21 de agosto de 2014

... do Aquaplay

quinta-feira, agosto 21, 2014 0
... do Aquaplay


O Aquaplay foi um dos brinquedos de maior sucesso na década de 80, existindo em várias variantes mas com uma componente em comum, todos eles se passavam dentro de água.

Um dos brinquedos mais populares no Brasil, o Aquaplay era produzido pela Estrela e chegou a existir cá em Portugal também . O conceito era simples (como em tudo naquela década), um recipiente de plástico onde se colocava água e se vedava, e depois controlava-se os botões (um ou dois por norma) para conseguirmos o objectivo do jogo.

O modelo mais popular era um com pequenas argolas, onde tínhamos que encaixar as argolinhas em dois pinos rodando os tais botões. Existia a variante com bolinhas que se tinham que colocar em tubos e depois os relacionados com desporto, nomeadamente um de futebol e um de basquete.

O sucesso da coisa fazia com que existissem vários modelos a serem lançados regularmente, até uns com personagens da Disney foram colocados no mercado, de modo a saciar à procura. Um brinquedo simples mas de grande sucesso entre os mais novos, muito provavelmente por envolver a água e coisas lá dentro, era sempre algo que nos fascinava.

Alguém teve um?








... dos Milénio

quinta-feira, agosto 21, 2014 0
... dos Milénio

No começo dos anos 90 proliferavam as boys band em Portugal, e uma das mais marcantes chamava-se Milénio. Cinco rapazes com boa apresentação que aproveitaram a onda lançada pelos Excesso e a cavalgaram durante uns anitos, aproveitando a ânsia do público pré adolescente por grupos do género.

Os Milénio apareceram em 1998, aparentavam ser bem mais novos que os Excesso (e mais gadelhudos), conseguindo assim apelar também para o público pré adolescente que podia não se interessar completamente pelos outros. Os cinco rapazes também pareciam evitar cantar em playback, apesar de serem muitas as vezes que isso acontecia, e tentavam se vender com cinco pessoas completamente diferentes para realçar mais o grupo.

O que ouvia na altura era que a banda era muito mais afável e fácil de conhecer do que os megahit Excesso, apareciam em reuniões de grupos de fãs, convidavam elas para os telediscos e faziam concertos de norte a sul do país. O sucesso apareceu logo desde o começo, com um hit dançável e animado com o nome "Meu universo és tu", mostrando que tinham vindo para ficar.



Tiago, Ruca, Ricky, Gato e Diogo eram os membros do grupo, o primeiro era o menino de olhos tristes que parecia sempre só e abandonado, Ruca tinha um ar malandro, Ricky o menino bonitinho, Gato o da voz forte e profunda e Diogo com a sua grande gadelha. Como disse a banda tinha aparições constantes por todo o país e em programas de televisão, mas passado algum tempo começaram a desaparecer elementos do grupo, primeiro ficaram só quatro e no final já só eram três que foram tentando aguentar a boys band mas já sem muito sucesso.

O segundo álbum em 2000 foi um estrondoso sucesso, com hits como "Estás onde não estás" a tocar em todo o lado. "Tu fazes parte de mim" foi outro single que andou pelos tops e nos liceus nacionais, um grupo que conquistou essa franja de público como nenhuma outra banda conseguiu. Os elementos foram desaparecendo ao pouco do panorama nacional, sendo que o Ricky ainda participou num Big Brother famosos onde se juntou com uma actriz Brasileira e voltou para o seu anonimato.

Chegaram a fazer um concerto no Pavilhão Atlântico, o que mostra bem a força que tiveram naqueles anos e que andaram pelos palcos de Portugal.









terça-feira, 19 de agosto de 2014

... do Terra Conflito Final

terça-feira, agosto 19, 2014 0
... do Terra Conflito Final

Volto à TVI e às séries que por lá passaram, na altura que era um canal bom mas quase ninguém via, e para relembrar uma série de ficção científica, o Terra conflito final. Trazia a chancela do criador de Star Trek e era mais uma a querer mostrar a convivência pacífica entre humanos e alienígenas mas sempre com muita desconfiança à mistura.

Earth: Final conflict (Terra; Conflito final) foi produzida entre 6 de Outubro de 1997 e 20 de Maio de 2002, baseava-se em ideias de Gene Rodenberry (criador de Star Trek) e teve supervisão da sua viúva, para ver se seguiam fielmente essas ideias. Produzida no Canadá, teve 5 temporadas e cerca de 110 episódios, sendo transmitido por cá na TVI (foi a escolhida para substituir os X-Files) no final da década de 90.

Eu não vi a série toda, por isso não sei se foi transmitida cá na sua totalidade. Tenho lembrança de pelo menos duas temporadas serem transmitidas em horário nobre, mas fartei-me das mudanças constantes das personagens principais (algo comum nesta série por causa das discussões em torno de ordenados) e deixei de acompanhar isto. Possivelmente terão transmitido as últimas temporadas no horário de madrugada, algo comum no canal nessa altura.

A história mostrava como no começo do Século XXI uma raça de outro planeta, os Taelon, ou Companions como gostavam de ser chamados, procuram refúgio na Terra , e em troca dariam a sua tecnologia avançada e o seu conhecimento e com isso todas as doenças e a fome no nosso planeta foram erradicados em três anos. Devido a sermos por natureza um povo desconfiado, formou-se um movimento de resistência que era contra a presença destes seres no nosso planeta e que achavam que eles queriam mais do que aquilo que diziam.

Da'an (Leni Parker) era a Companion da América do Norte, a que mais apareceu na série e a que mais destaque tinha na mensagem que o seu povo queria transmitir. Foi ela que escolheu o policial William Boone (Kevin Kliner) para estar encarregue da sua protecção, um policial sério e corajoso que nem sempre estava de acordo com a sua protegida e que só aceitou o cargo para ajudar a resistência. Boone foi substituído logo na segunda temporada (voltando só na quinta), enquanto que Lili Marquete (Lisa Howard) que era quem pilotava as naves (e se tornou também membro da resistência) saiu de cena no final da segunda, aparecendo esporadicamente nas duas temporadas seguintes.

Ronald Sandoval (Von Flores), Marcus "Augur" Deveraux (Richard Chevoileau),  e Jonathan Door (David Hemblen) foram algumas das personagens centrais ao longo da série, com aparições mais ou menos regulares em todas as temporadas. Mais tarde apareceram outros protectores e outros Aliens, sendo que na última temporada chegaram mesmo a substituir a raça Taelon e colocando no seu lugar uma de vampiros espaciais.


                

Gostei bastante da primeira temporada, de como Boone não queria proteger os Taelon e sim começar uma vida com a sua mulher. Depois desta ser morta, o líder da resistência (Doors) leva-o a crer que os aliens deviam estar envolvidos nesse acontecimento e que ele devia aceitar o pedido para ajudar a humanidade. Apesar de quando os protectores são escolhidos receberem um implante que faz com que fiquem fiéis aos companions, enquanto que ao mesmo tempo ganham poderes mentais, a resistência fez com que isso não afectasse Boone mas este tivesse direito aos poderes na mesma.

Boone era parceiro de Sandoval, que era completamente fiel aos Taelons e que afinal tinha sido ele a matar a sua mulher. Apesar das desconfianças e não concordar com todas as políticas, ele acaba por ficar amigo de Da'an, a carismática alienígena com a qual ele está sempre em contacto.

Foi por isso uma série com o conceito de humanos e seres de outro planeta a viverem em harmonia, com as vantagens e as desvantagens que isso podia trazer. Uma pena a constante mudança de personagens e o terem se desviado do conceito original a dada altura.





domingo, 17 de agosto de 2014

... do Kispo

domingo, agosto 17, 2014 0
... do Kispo

Uma daquelas marcas que se tornou sinónimo do produto em questão, algo comum em Portugal nos anos 80 e que fez com que mesmo nos dias de hoje se chame a determinado artigo pelo nome da marca que o tornou conhecido. A Kispo produzia blusões do género impermeável e fez com que todos os blusões do género ficassem conhecidos por Kispos.


A marca foi criada por um Suiço que vivia no norte de Portugal, que decidiu produzir blusões na década de 70 que se viriam a tornar moda em todo o país. Mesmo quem não vestia a marca conhecia o nome, e rapidamente todos começámos a chamar os blusões de género impermeável de Kispos, algo que ainda predomina nos dias de hoje.

A Kispo chegou a ser comercializada nos países nórdicos, e muitos anos mais tarde foi comprado sendo agora vendido de novo em colecções modernas e para homem, mulher ou criança. Nos anos 80 os mais na moda eram em vermelho ou azul, a mesma cor do logotipo da marca e lembro-me que ainda eram um preço nada agradável e quando alguém conseguia tinha-o que estimar bem.

Em todo o caso é impossível alguém não conhecer o nome desta marca e se referir a blusões do género por este nome mesmo que eles não sejam dessa marca.








sábado, 16 de agosto de 2014

... do Fraggle Rock

sábado, agosto 16, 2014 0
... do Fraggle Rock

Fraggle Rock é mais uma criação de Jim Henson, uma série de marionetas no mesmo estilo dos Marretas que apesar de não ter tido o mesmo impacto, cativou muitos dos que a viram e é recordada até hoje por muitos que assistiram a estas estranhas criaturas que viviam num mundo subterrâneo.

Jim Henson idealizou Fraggle Rock em 1983, criando uma série que teve 5 temporadas e cerca de 96 episódios que contavam com música de Dennis Lee e Philip Balsam. Henson considerou isto um dos seus melhores trabalhos, nele explorava de uma forma mais madura problemas de todos nós, como a relação entre grupos diferentes de criaturas, cada uma a acreditar numa determinada coisa e a defender essa crença até ao fim.

Apesar disso, a série apresentava um mundo colorido e divertido, que no final apresentava uma importante lição (lá está algo típico da década de 80) sobre diversas coisas, desde a amizade à aceitação de pessoas diferentes de nós. Esse mundo subterrâneo tinha uma enormidade de túneis e raças a viver nele, sendo que os Fraggle eram dos principais habitantes e os que mais utilizavam as diversas saídas que aquele mundo tinha para o exterior.

Uma delas dava para a casa do Doc, um inventor que era o único humano do programa, mas que ficava completamente alheio à presença destas criaturas, mas o mesmo não se podia dizer do seu cão, Sprocket, que dava conta deles mas não conseguia fazer com que o seu dono se apercebesse do mesmo.

Foi transmitido pela RTP em 1984, na sua versão original e legendada em Português, tendo sido repetido mais algumas vezes ao longo da década como era costume por cá. Confesso que não era fã da série, mas também nunca fui grande fã de marionetas e mesmo os Marretas foi algo que demorou a cair no meu gosto.









... do Return to Innocence dos Enigma

sábado, agosto 16, 2014 0
... do Return to Innocence dos Enigma


Uma das músicas que mais tempo teve no primeiro lugar do top nacional, um teledisco que víamos todas as semanas e o começo da febre por música no estilo Gregoriano. Return to Innocence dos Enigma foi um sucesso em vários países e um dos maiores hits da banda.

The Cross of Changes foi o segundo álbum da banda Germânica Enigma, e foi dele que saiu o single Return to Innocence, uma música que chegou ao #1 em mais de 10 países, e esteve no top 5 em muitos países, mostrando a força da canção e uma abertura do público a este género de música. Foi lançado a 4 de Janeiro de 1994, e foi uma das músicas mais tocadas do ano, sendo que Portugal não foi excepção, com o videoclip a passar todas as semanas no Top mais da RTP1.

Nele víamos as coisas a andar para trás, numas imagens bucólicas e campestres acompanhadas pelos vocais de Andreas Harde (Angel X) e de um canto Amis constantemente repetido (e que deu origem a processo já que se disse que foi sem autorização). Michael Cretu, produtor dos Enigma, tirou um sample do cd dos Amis e utilizou nesta canção enfrentando depois o processo judicial.

Este disco não tinha tanta influência de canto Gregoriano como o primeiro do grupo, mas ajudou a cimentar esse género sendo ajudado pelo aparecimento de várias bandas que usavam este género (como os Era).

Love, devotion
Feeling, emotion

Don't be afraid to be weak
Don't be too proud to be strong
Just look into your heart my friend
That will be the return to yourself
The return to innocence

If you want, then start to laugh
If you must, then start to cry
Be yourself don't hide
Just believe in destiny

Don't care what people say
Just follow your own way
Don't give up and use the chance
To return to innocence

That's not the beginning of the end
That's the return to yourself
The return to innocence




sexta-feira, 15 de agosto de 2014

... do Zé Gato

sexta-feira, agosto 15, 2014 0
... do Zé Gato

Foi uma das primeiras séries Nacionais de grande sucesso, estreando como uma das grandes atracções da "nova" Rtp 2 e ganhando uma dimensão tal que se tornou um dos programas preferidos de muitos Portugueses. Zé Gato foi um projecto de Rogério Ceitil, uma tentativa de fazer um policial a sério mas com poucos meios.

Zé Gato estreou a 6 de Dezembro de 1979 e esteve no ar até Agosto de 1980, foram 12 episódios realizados por Rogério Ceitil e com Orlando Costa no principal papel encabeçando um elenco que tinha ainda nomes como Canto e Castro ou António Assunção. Com argumento e diálogos a cargo de João Miguel Paulinho, Pedro Franco e Dinis Machado, a série tentava nos dar uma história rica e realista, que ajudava a colmatar as falhas que apresentava no decorrer da acção, muito por culpa da falta de meios e dinheiro com que se debatiam. Mesmo assim isso não fez com que as pessoas deixassem de gostar do programa, pelo contrário, apesar das perseguições de carro castiças ou algumas cenas menos bem conseguidas, todos vibravam com aquele policial à Portuguesa (numa altura em que estávamos habituados a séries do género mas vindas de outros países).

Como em quase tudo produzido nos anos 80, também este genérico ficou na cabeça dos Portugueses e todos gostavam de cantarolar "Quem és tu, Zé Gato..", um poema da autoria de Jorge Palma com música a cargo de ToZé Brito e Pedro Brito com este último a interpretar o tema no começo de cada episódio. Os primeiros 6 episódios foram emitidos às Quintas, e quando a série teve que parar por 6 meses devido ao actor principal ter partido uma perna, os restantes episódios foram para o ar às Terças-Feiras.


Zé Gato (Orlando Costa) era um agente correcto, corajoso e que não tinha receio de utilizar métodos menos ortodoxos para conseguir apanhar os bandidos. Tinha por hábito fazer rodar uma moeda nas mãos, uma espécie de tique que o distinguia e o acalmava. Tinha um informador (interpretado por Luís Lello e que tinha a alcunha do "matrículas") que no fundo era também o seu melhor amigo, um típico "mânfio" de rua que por vezes corria risco de vida para ajudar o seu amigo.

Zé Gato vai ainda sempre ao seu "mestre", um polícia reformado interpretado pelo grande Canto e Castro, que lhe dava sempre as melhores dicas como fazer o seu trabalho. Por fim havia ainda o chefe (António Assunção) que no fundo admirava o seu funcionário, mas tinha também alguma inveja já que não era tão competente como ele.

Teve a curiosidade de ser transmitido a Preto e Branco e depois a cores quando voltou ao ar, teve como convidados especiais nomes como Manuel Luís Goucha, Jorge Palma e Manuela Moura Guedes, ou então no mítico episódio dedicado à pirataria com os cantores Paulo de Carvalho, Carlos Vidal e Tozé Brito a abrilhantarem esta história. Foi uma das primeiras séries nacionais a ter uma grande aceitação do público e mesmo bastante sucesso e foi a semente para outra série que viria (da autoria também de Ceitil), a de Duarte e Companhia. Isso ficou vincado no último episódio de Zé Gato (curiosamente sem ele) onde Rui Mendes e António Assunção davam vida a dois polícias malucos num episódio onde a comédia abundava.

Já foi repetido por diversas vezes, mas ainda não foi editada em dvd, uma pena para os fãs da série.











terça-feira, 12 de agosto de 2014

... do Carlos Lopes

terça-feira, agosto 12, 2014 0
... do Carlos Lopes

Foi a 12 de Agosto de 1984 que Carlos Lopes conquistou a primeira medalha de Ouro Olímpico para Portugal, fazendo os Portugueses que ficaram acordados de madrugada para ver a sua corrida vibrarem de alegria. O atleta do Sporting fez história e abriu caminho para uma fase de ouro no atletismo nacional.

Carlos Alberto de Sousa Lopes nasceu a 18 de Fevereiro de 1947 em Vildemoinhos, crescendo numa família modesta onde começou a trabalhar muito cedo, e foi numa corrida casual com um grupo de amigos (que já praticava atletismo) que ganhou o gosto pela coisa, entrando na sua primeira prova oficial (uma São Silvestre) aos 16 anos de idade. Começou a participar em provas internacionais aos 17 anos, sendo o melhor Português no Cross das Nações em Marrocos.

O Sporting Clube de Portugal ficou atento ao potencial deste atleta e em 1967 acolheu-o na sua equipa, entrando numa era de semi-profissionalismo (onde tinha até dispensa do seu trabalho) e sendo treinado pelo grande Moniz Pereira. Em 1976 ganhou o campeonato do mundo de corta-mato no País de Gales, sendo por isso natural que fosse escolhido como porta-bandeira da representação Portuguesa nos Jogos Olímpicos em Montreal nesse mesmo ano.

Aí conseguiu a medalha de prata, a primeira de Portugal em muitos anos e a primeira no atletismo. Com a conquista de outra medalha de ouro no campeonato do mundo de corta-mato em 1984, as esperanças que os Portugueses depositavam nele para os JO que se iam disputar em Los Angels nesse ano. Esperanças essas que sofreram um rude golpe quando o atleta foi atropelado 16 dias antes da prova (curiosamente por um candidato à presidência do seu clube, comandante da TAP na altura), mas a recuperação foi rápida e total, tendo partido com a comitiva Portuguesa rumo a esta grande prova.

Lopes era considerado um dos favoritos, e só não era o principal porque nunca foi um verdadeiro maratonista, e a idade já pesava um pouco. Depois do boicote aos jogos de Moscovo, esta era a sua última oportunidade, e ele aproveitou-a bem com o apoio da Nike e com um treino que o fez chegar em primeiro às sete da tarde do dia 12 de Agosto (3 da manhã por cá) e ainda conseguir dar voltas à pista enquanto os outros caíam desfalecidos com o cansaço.

A marca de 2 horas 9 minutos e 21 segundos foi recorde até aos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008, mostrando que realmente foi uma prova soberba do atleta do Sporting, que continuou sempre activo no clube e ainda venceu mais um campeonato do mundo de corta mato em 1985. Esteve sempre por perto do clube do coração, sendo nomeado em 2013 director do departamento de atletismo.

Lembro-me bem da euforia que foi a vitória de Carlos Lopes, das pessoas estarem genuinamente contentes e do destaque dado em toda a imprensa, numa altura em que se dava tanta importância a um desporto qualquer como se dava ao futebol.







segunda-feira, 11 de agosto de 2014

... do Discman

segunda-feira, agosto 11, 2014 0
... do Discman

Com a popularidade dos cd's, era natural que houvesse uma evolução do Walkman para algo que permitisse ouvir os cd's enquanto estávamos fora de casa, e isso aconteceu com a invenção do Discman pela Sony a meio da década de 80.

Foi a Sony que ajudou a popularizar o Walkman, e quando a marca percebeu que as k7's começavam a dar lugar aos cd's, trataram de arranjar uma forma de fazer com que a qualidade dos cd's pudesse ser ouvida também na rua e não ficar apenas pelas pessoas que os ouviam em casa numa aparelhagem moderna.

Em 1984 colocaram no mercado o D-5/D-50, o primeiro leitor de cd portátil que recebeu o nome de Discman, para realçar o facto de levar um disco e não uma k7, mantendo a terminação "man" para o público o associar logo ao Walkman e que fazia a mesma coisa. O engraçado é que a marca queria sempre que se chamasse cd Walkman, foram as pessoas que começaram a usar o termo discman e depois este apareceu em alguns dos aparelhos.



A maior dificuldade foi desenvolver isto de forma a que não ficasse muito caro e que qualquer um o pudesse comprar, dar este produto às massas. Isto aconteceu quando outras empresas começaram a produção maciça deste artigo, Philips e Panasonic foram algumas das marcas que se destacaram e ajudaram a tornar o Discman um sucesso total que explodiu na década de 90 e que em Portugal não foi excepção.

Tive um da Panasonic, adorava o facto de poder mudar de faixa com muito mais facilidade do que mudava nas k7s, mas odiei os saltos que o cd dava quando havia um movimento brusco, para além de não fazer bem nenhum ao cd também esses pequenos saltos que davam. Assim como o seu antecessor, foi ultrapassado por outra tecnologia e começou a perder terreno para os leitores de mp3 e afins.










domingo, 10 de agosto de 2014

... da Novela Passerelle

domingo, agosto 10, 2014 0
... da Novela Passerelle

Volto ao tema das telenovelas e com uma Portuguesa dos anos 80, a Passerelle. Foi uma das que teve maior sucesso e que ficou na memória das pessoas, apesar de para mim ser uma das mais fracas e que na década seguinte a RTP deu-nos histórias muito melhores.

Chuva na Areia tinha mostrado a vida de pescadores, Palavras Cruzadas mostrou mais a elite e Passerelle quis apostar no mundo da moda mas também mostrar como era Portugal no comércio e no turismo. Escrita por Ana Zanatti e Rosa Lobato Faria, foi emitida pela RTP entre 4 de Outubro de 1988 e 17 de Março de 1989 no horário nobre da televisão estatal (20h30) e que segundo as autoras mostrava as histórias de duas irmãs que tinham seguido caminhos diferentes.

Produzida pela Edipim, Passerelle foi realizada por Nuno Teixeira com a direcção de actores a cargo de Armando Cortez. Teve a árdua tarefa de ocupar o lugar de Roque Santeiro no horário nobre, mas não se portou mal já que os Portugueses gostaram desta história e até hoje há quem se recorde de personagens como a de Catarina (Ana Padrão) e o seu patrão (o grande Tony de Matos), ou do empresário André Guimarães (Alexandre de Sousa).

O humor estava presente na trama, normal com pessoas como Ana Bola (que dirigia o suplemento de moda num jornal), Vítor de Sousa (seu esposo), Luísa Barbosa numa coscuvilheira bem intencionada, ou Carmen Dolores (mãe de Catarina). Não fiquei muito fã da novela, achava ela muito parada e com uma história que não me prendia muito, achava piada a algumas situações (como a criada que desfilava com as roupas da patroa ou a personagem de Florbela Queiroz e a de Júlio César), mas nem a consegui rever quando foi repetida na RTP Memória. Basicamente (e como Henrique Viana chegou a dizer) são muitas cenas de pessoas sentadas a falar, e pouca coisa a acontecer.

Natalina José, Paulo Trindade (que muitos consideraram uma revelação), Margarida Carpinteiro, Helena Isabel, Fernando Mendes, Filipe Ferrer e Tozé Martinho, são outros nomes presentes no elenco de uma das telenovelas mais marcantes da estação pública.











sexta-feira, 8 de agosto de 2014

... do filme Gémeos

sexta-feira, agosto 08, 2014 0
... do filme Gémeos


Hoje falo de mais uma boa comédia realizada por Ivan Reitman, o filme Gémeos tinha a particularidade de juntar dois actores muito diferentes (em todos os aspectos) numa história que realçava essas mesmas diferenças de uma forma divertida e encantadora.

O filme Twins (Gémeos) foi realizado em 1988, uma comédia do realizador Ivan Reitman e que tinha Danny DeVito e Arnold Schwarzenegger nos principais papéis. A história era simples mas que apelava ao sentimentalismo, dois irmãos gémeos que tinham sido separados à nascença e que só viriam a saber disso quando já estavam na idade adulta. Um deles após descobrir isso parte numa viagem longa para descobrir esse seu irmão, mal ele sabia que eles eram completamente diferentes um do outro.

A piada do filme começava logo na diferença física evidente entre os dois actores, DeVito pequeno e atarracado, Arnold grande e musculado, um moreno outro louro e na história, um é puro e ingénuo o outro malandro e sacana. Acabou por ser um sucesso de bilheteira, o que levou aos maiores salários de sempre na carreira destes dois actores, isto porque eles acordaram em receber 20% da bilheteira em vez de um salário normal. Quando percebemos que no final de tudo, Gémeos fez mais de 220 Milhões nas salas de cinema de todo o mundo, ficamos a saber que o salário deles foi algo de extraordinário, ainda mais se pensarmos que estávamos no final da década de 80.

Julius Benedict (Schwarzenegger) vivia numa ilha paradisíaca, tendo sido criado de uma forma pura e intelectual, e aos 35 anos descobre que tinha um irmão gémeo chamado Vincent (DeVito) e decide partir numa viagem à procura do seu mano. Quando o descobre, não liga às diferenças óbvias entre um e outro, ao contrário de Vincent que é cínico e aproveita-se da ingenuidade de Julius para o envolver nos seus esquemas e ao mesmo tempo o proteger de bandidos que queriam acabar com ele.

Ambos descobrem que afinal foram alvo de uma experiência genética, que envolvia a mistura de esperma de uma equipa de homens acima da média (intelectualmente, fisicamente e no aspecto desportivo entre outros) e de uma mulher extremamente bonita para criar a criança perfeita. Tudo isso resultou em Julius, o que os cientistas não esperavam era que o que tinha sobrado da experiência, as partes "Más" resultassem noutra criança, que se veio a tornar o Vincent.

O filme não é brilhante mas é bastante engraçado, a forma como Julius encara um mundo novo é refrescante, impossível não rirmos com ele a cantar no avião, com ele a estacionar o carro ou a mostrar-se a uma rapariga que acha atraente. Ao mesmo tempo achamos piada aos esquemas de Vincent, à sua forma peculiar de encarar a vida e como ele cresceu dessa forma. Depois de muitas confusões, partem em busca da sua mãe que acabam por encontrar no final.

Lembro-me de gravar isto quando foi transmitido pela RTP, e de ver bastantes vezes esse VHS, e de me rir sempre que o revia. Os envolvidos na história já falaram que há possibilidade de uma sequela, e que esta envolveria Eddie Murphy como o outro irmão perdido desta dupla. Vamos ver no que dá.










quarta-feira, 6 de agosto de 2014

... do Tó Maria Vinhas

quarta-feira, agosto 06, 2014 0
... do Tó Maria Vinhas


Tó Maria Vinhas foi mais um daqueles nomes que apareceu no panorama musical nacional nos anos 70 e desapareceu alguns anos depois. Teve algumas músicas de sucesso nos anos 80 e chegou inclusive a ter um grande êxito com uma canção que muitos achavam infantil, mas que na verdade não era mais que uma cantiga de apoio ao trabalhador.

Hoje em dia Tó Maria Vinhas dedica-se mais à escrita de músicas para muitos cantores populares do nosso país, mas em 1970 ele próprio enveredou pela gravação de temas, lançando alguns singles pela editora Alvorada. Os seus maiores temas de sucesso foram "O Passarinho" e "Formiga, Formiguinha", canções que continuaram a ser tocadas na década de 80 e que ficaram mesmo na memória popular.

O Passarinho tinha uma toada mais "rockeira", mas a maneira peculiar que este artista tinha a cantar as músicas afastava-a ao mesmo tempo desse género. O aspecto visual de Tó era o típico da altura, tanto podia ser de um cantor popular como de um pai ou tio nosso, simples e de aspecto modesto. Eu gosto bastante desta canção, mais até do que aquela que me era dada a ouvir bastantes vezes, a da formiguinha que me irritava solenemente pelo tom de voz deste cantor, com uma voz a fugir um pouco para o irritante.

Curiosamente, tudo tentava vender a música como se fosse também para crianças, mas hoje em dia analisando aquela letra, era mais uma daquelas a apoiar o proletariado e a enaltecer a classe trabalhadora. Em 1982 teve ainda um single de relativo sucesso com a música "Mademoiselle".Hoje em dia escreve (ou já escreveu) para artistas como José Malhoa, Tony Carreira e Emanuel entre outros, sendo um dos autores da música com a qual Sabrina venceu o Festival da canção.


Era um passarinho, queria voar
E lá no seu ninho, estava a pensar.
Tinha tanto medo, que olhando pró chão,
Batia ligeiro, o seu coração.

Era um passarinho, queria voar
E lá no seu ninho, estava a pensar.
Tinha tanto medo, que olhando pró chão,
Batia ligeiro, o seu coração.

E o sol gritou, tens de voar
É o teu destino, toca a saltar.
E o passarinho esvoaçou,
Caiu no chão e não chorou.

INSTRUMENTAL

Era um passarinho, queria voar
E lá no seu ninho, estava a pensar,
Tinha tanto medo, que olhando pró chão,
Batia ligeiro, o seu coração.

Era um passarinho, queria voar
E lá no seu ninho, estava a pensar.
Tinha tanto medo, que olhando pró chão,
Batia ligeiro, o seu coração.

Mas de repente, sem hesitar
Olhou o sol pôs-se a voar.
Estava no mundo, tinha de ser,
Perdeu o medo e foi viver.

INSTRUMENTAL

Era um passarinho, queria voar
E lá no seu ninho, estava a pensar.
Tinha tanto medo, que olhando pró chão,
Batia ligeiro, o seu coração.

Era um passarinho, queria voar
E lá no seu ninho, estava a pensar.
Tinha tanto medo, que olhando pró chão,
Batia ligeiro, o seu coração.

Era um passarinho, queria voar
E lá no seu ninho, estava a pensar.
Tinha tanto medo, que olhando pró chão,
Batia ligeiro, o seu coração.





segunda-feira, 4 de agosto de 2014

... do Bubsy

segunda-feira, agosto 04, 2014 0
... do Bubsy


Sempre fui fã de jogos de Arcade no Mega Drive, tentava jogar todos por muito semelhantes que eles fossem no seu conceito, e isto porque todos apresentavam coisas originais que os diferenciavam uns dos outros e faziam-nos querer jogar com eles. O Bubsy foi um desses que tinha um ar colorido e simpático e deu-me algumas horas de diversão.

Bubsy in claws encounters of the furred kind foi desenvolvido pela Accolade em 1993, com o designer Michael Berlyn a desenvolver um mundo colorido onde um gato tentava salvar o planeta de uns aliens que o invadiram (o título brinca com isso lembrando os encontros imediatos de 3º grau). Era engraçado porque na história o Bubsy defendia as bolas de lã desta invasão, o porquê de extraterrestres quererem aquilo não dá para perceber, mas que deu para um jogo divertido, isso deu.

O conceito do jogo era como qualquer outro do género, uns saltos, umas coisas para apanharmos, uns bichos para matarmos saltando em cima ou com outra coisa do género e uma música animada a acompanhar a coisa. Teve uma boa aceitação por parte do público e foi um sucesso tanto no Mega Drive como na Super Nintendo, as consolas para o qual foi desenvolvido em primeiro lugar (depois deu os saltos para os computadores também).

O êxito foi tal que foram feitas mais três sequelas, mas sem a equipa original da Accolade (e o criador da personagem) foi normal que se sucedessem as críticas negativas e fosse ignorado pelos fãs das consolas em geral. Até se chegou a pensar numa série de desenhos animados, um piloto foi planeado mas a coisa não foi para a frente, mas penso que teria sido algo bastante interessante de se ver.











domingo, 3 de agosto de 2014

... dos Três Duques

domingo, agosto 03, 2014 0
... dos Três Duques

Uma das séries mais icónicas dos anos 80, são poucos os que não se lembram de ter visto (e vibrado) com os saltos daquele carro carismático enquanto dois primos fugiam à polícia. Os Três Duques davam-nos a conhecer uma América mais rural, misturando humor e açcão de uma forma que seduzia tudo e todos e até hoje continua na nossa memória.

The Dukes of Hazzard (Os Três Duques em Portugal e Os Gatões no Brasil) foi uma série Norte-Americana criada em 1979 por Jerry Rushing e Gy Waldron (que se baseou num filme que tinha feito em 1975 chamado Moonrunners) e transmitida pela CBS. Foram 7 temporadas, de 1979 a 1985 com 145 episódios que nos mostraram as aventuras de dois primos que viviam no meio da América rural, sendo assim uma variante agradável de todas as outras séries passadas na cidade.

Lembro-me de ver isto na RTP à tarde, mais ou menos no começo da década de 80, de achar piada às perseguições de carros e aos saltos que o carro dava, para além da forma como eles entravam para dentro dele. A música do genérico também era engraçada, mas nada a ver com o que estava habituado nas outras séries, era como se fosse mesmo uma canção, uma música e não apenas um genérico que ficava no ouvido.

A série começou mais próxima do que tinha sido o filme Moonrunners, com um tipo de humor mais adulto e alguns innuendos mais hardcore, mas foi evoluindo para um género mais familiar e mais adaptado para todas as idades o que ajudou a que atingisse o sucesso que atingiu. Para além das perseguições constantes e dos saltos constantes de carros, das aparições sexy da prima dos Duke, o programa vivia do ambiente familiar de todas as personagens, da relação que tinham uns com os outros..

Beauregard "Bo" Duke (John Schneider) era o primo mais novo, louro e cheio de vida que preferia disparar primeiro e perguntar depois, sempre mais estouvado e sem paciência para as coisas do que o seu primo mais velho. Para além disso, é sempre facilmente distraído por alguma menina bonita, o que prova ser sempre o ponto fraco da dupla.

Lucas "Luke" Duke (Tom Wopat) é o moreno, mais velho e mais racional do que o seu primo, foi aquele que inventou a forma original de entrar para dentro do carro, algo que todos adorávamos ver e dava outro estilo à coisa.

Daisy Duke (Catherine Bach) é a prima, bonita e ingénua que trabalhava como empregada num restaurante e usava sempre uns calções provocantes que na vida real acabaram por receber o nome da personagem. Para fechar o clã Duke temos o Tio Jesse (Denver Pyle), um velhote simpático que é tratado por todos no condado como "tio Jesse" mas que tem sempre dificuldades em manter a sua quinta fora de dívidas.

As outras duas personagens de destaque eram os vilões, Boss Hog (Sorrel Booke) que era o homem mais rico da região, vestia sempre de branco e era bastante malvado tendo uma raiva tremenda para com os Duke e instigando sempre o seu cunhado (que era o xerife da região) a persegui-los, o Xerife Rosco Coltrane (James Best) era aquele típico vilão burro que era sempre facilmente enganado com troca de tabuletas ou coisas do género. No começo tinha a ajudá-lo outro ajudante ainda mais burro que ele, que era um primo afastado de Hog, mas depois desapareceu do programa.

A série tinha outros habitantes que apareciam regularmente, mas vivia sempre em torno deste núcleo central que tinha uma grande química e eram todos bastantes carismáticos. Isso incluía também o carro, que tinha o nome de General Lee, com uma bandeira da confederação pintada na parte de cima e dava saltos como poucos davam.

O programa teve a particularidade de numa das temporadas ter substituído os dois protagonistas, por causa de problemas com negociações de salários, algo que não correu muito bem e fez com a estação cedesse e aumentasse os ordenados dos primos originais e assim tudo voltasse como era no começo. Coy (Byron Cherry) e Vance (Christopher Mayer) foram escolhidos por serem parecidos com os outros actores e foi explicado na série que os outros primos tinham ido correr para Nascar. A maior razão para a queda de audiências e a falta de sucesso desta dupla, foi por causa de eles serem cópias básicas dos outros primos, afinal os argumentos já tinham sido escritos e apenas substituíram os nomes das personagens.

Muitos anos mais tarde foi feito um filme, que não teve muito sucesso mas que chamou a atenção de todos os fãs desta mítica série. Teve actores de renome envolvidos e soube captar bem o humor e o género rural da coisa, mas mesmo assim faltava aquela alma que nunca se consegue recapturar nestas adaptações ao cinema.










sábado, 2 de agosto de 2014

... do Saber Rider, os Cavaleiros das Estrelas

sábado, agosto 02, 2014 0
... do Saber Rider, os Cavaleiros das Estrelas


Volto aos Animes, e a um que foi transmitido por duas vezes no nosso País e em dois canais diferentes. Saber Rider, os Cavaleiros das Estrelas deu numa versão dobrada em Português e na sua versão original, chegando assim de uma forma diferente a duas gerações distintas.

Lembro-me de ver uma versão dobrada em Português no programa "Agora, escolha" naquele espaço onde tínhamos que votar para escolher a série que queríamos ver. Para variar as vozes nacionais eram bastante boas e faziam aquilo ganhar ainda mais espectacularidade, mas como tantos outros animes da época (e mesmo os de agora), foi coisa que nunca me seduziu muito. Anos mais tarde isto passou na TVI na sua versão original e legendada em Português, algo que me passou ao lado mas lembro-me que havia muitos colegas meus que gostavam de ver isto.

Seijūshi Bisumaruku é o nome original de Saber Rider and the Star Sheriffs, que por cá ficou com o nome de Cavaleiros das Estrelas. A versão original foi feita no Japão em 1984 pelos estúdios Pierrot, e em 1986 a empresa WEP comprou os direitos e reescreveu e gravou a série de novo nos Estados Unidos reaproveitando 46 dos 51 episódios originais.


Os Cavaleiros das Estrelas eram humanos em armaduras que lhes permitiam defender a Nova Fronteira, que era o nome dado aos vários planeta colonizados pelos terrestres num futuro distante. Eles tentavam assim proteger tudo e todos dos Nemesis, uma raça mais avançada que vive noutra dimensão e com a sua tecnologia superior roubar a matéria prima dos terrestres.

Mesmo assim os terrestres conceberam uma nave/robot, a Ariette que era controlada pelos Star Sheriffs, Cavaleiro de Sabre (voz de Rui Sá), Bola de Fogo (Carlos Paulo), Lara (Helena Isabel) e Colt (Joel Constantino). Curiosamente havia um triângulo amoroso entre Lara, Sabre e Bola de fogo, mas nada que nos interessasse muito, queríamos era cenas de acção e nisso o anime tinha com alguma fartura.

Não sei se há isto em dvd, mas por cá foi caindo no esquecimento apesar de haver os fãs quer da versão dobrada quer da versão original. Qual é que viram?