Julho 2014 - Ainda sou do tempo

quinta-feira, 31 de julho de 2014

... da Cerelac

quinta-feira, julho 31, 2014 0
... da Cerelac

Voltamos às papas e a uma das mais importantes na vida de todos nós, muito por culpa de um anúncio televisivo que todos guardamos na memória, mas também pelo seu sabor e de termos comido muito disto. A papa Cerelac é por isso uma daquelas que muitos continuam ainda hoje a gostar de comer e a aproveitar todas as desculpas possíveis para isso.

A papa Cerelac teve a sua origem na Suiça, no Século XIX criada pelo engenheiro Alemão Henri Nestlé, que criou esta farinha láctea baseada em Leite, Farinha de trigo e Açúcar. Em 1923 o professor Egas Moniz fundou a Sociedade Produtos Lácteos, empresa que viria a estar na criação da Nestlé Portugal e que se dedicava à produção de leite em pó.

As latas da Cerelac eram muito populares e era comum encontrar na casa de muitos Portugueses para um bom pequeno almoço, ou para uma boa alimentação da criança da casa. Mas em 1986 a Nestlé substituiu a pesada lata por uma embalagem de cartão, aquela que viria a ficar conhecida pela maior parte de nós. E isto tudo também por culpa de um anúncio televisivo onde o "come a papa" era repetido na cantilena que já conhecíamos, e adorávamos, fazendo com que juntássemos as duas coisas e preferirmos esta marca por causa disso.


Sempre fui mais fã do Nesum, mas gostava de comer a Cerelac, por norma mais rala do que comia o Nestum, não sei porquê mas preferia dessa forma. A marca continuou sempre a crescer e ainda hoje é presença nas prateleiras dos supermercados e hipermercados e ainda é a preferida de muitos dos Portugueses.

Quem comia Cerelac?











quarta-feira, 30 de julho de 2014

... da banda Bauhaus

quarta-feira, julho 30, 2014 0
... da banda Bauhaus

A primeira banda de rock com um estilo "gótico", que assentava na perfeição com o seu som sombrio e melancólico, que encontrava na voz de Peter Murphy o veículo ideal para uma geração que encontrou ali algo que procurava mas nem sabia. O grupo Bauhaus marcou o final da década de 70 e começo dos anos 80, e até hoje é considerada uma referência por muitos que se inspiraram no seu som.

A banda Bauhaus surgiu em Inglaterra há 35 anos atrás, em 1978, constituída por Peter Murphy (Vocalista), Daniel Ash (Guitarra), David J (Baixo) e Kevin Hasks (Bateria). O seu single de estreia "Bela Lugosi's dead" tinha nove minutos de duração, uma loucura para uma banda estreante, mas ao mesmo tempo tudo a ver com o espírito do grupo.

O álbum In the Flat Field teve algumas críticas negativas na imprensa tradicional, mas foi bem recebido pelos fanzines e algum público "underground". Foi o primeiro disco de Rock Gótico, uma preciosidade e um item de coleccionador que ainda hoje é procurado por muitos. De lá saíram mais dois singles e até uma cover da banda de glam rock T-rex.


O crescente sucesso e popularidade fez com que o seu próximo disco ficasse mais sobre o olhar do público, e a verdade é que o single Kick in the eye chegou ao #59 nas tabelas, e o álbum Mask de 1981 surpreendeu por apresentar alguns novos instrumentos, um maior uso de teclas no seu trabalho mas sempre com aquele estilo sombrio que caracterizava o grupo.

Em 1982 saiu um novo disco, mas foi a cover de Ziggy Stardust de David Bowie que fez com a banda saltasse para o #15 nas tabelas e ganhasse uma oportunidade de aparecer na TV no mítico programa Top of the Tops. No ano seguinte saiu mais um álbum, mas com pouco envolvimento de Peter Murphy que padecia de Pneumonia nessa altura, numa fase em que havia algum descontentamento no grupo pelo vocalista aparecer por vezes isolado nas publicidades aos Bauhaus.

Foi por isso natural o fim deles em 1983, no meio de uma tour de sucesso e no último concerto não anunciaram a retirada mas comentaram "rest in peace". O disco que se seguiu foi um sucesso, o último da banda e conseguiu inclusive chegar à #13 posição nos tops e a receber críticas positivas um pouco por todo o lado.

Seguiu-se uma carreira a solo de alguns dos integrantes (com Murphy em destaque obviamente) e em 1998 houve uma reunião do grupo que deixou muitos extasiados e coincidiu com um novo disco. Em 2005 houve uma nova reunião e a banda provou ter enterrado o machado e deu ainda alguns bons shows.













terça-feira, 29 de julho de 2014

... do programa Você Decide

terça-feira, julho 29, 2014 0
... do programa Você Decide


O programa Você Decide era como um Agora Escolha da Rede Globo, mas a diferença é que eram episódios inéditos e o que nós podíamos decidir era como ele ia acabar, como ia ser o final desse episódio. Foi transmitido pela RTP e pela SIC, mas nunca teve muita aceitação por cá, talvez por não podermos fazer parte da votação, não sei.

Você Decide foi transmitido pela Rede Globo entre 1992 e 2000, num total de 9 temporadas e mais de 300 episódios emitidos no horário nocturno do canal Brasileiro. Por cá vimos ele pela primeira vez na RTP 1, que o transmitia aos sábados e que tinha a apresentação do António Sala, mas isto passou um pouco despercebido e as pessoas prestaram mais atenção quando a SIC transmitiu os episódios apresentados por António Fagundes, no final da década de 90 (1998 acho).

Paulo José idealizou este programa, onde um apresentador nos mostraria os finais alternativos para um episódio que veríamos e que depois as pessoas tinham que telefonar e votar naquele que queriam ver. Na apresentação dele tiveram nomes como Tony Ramos, Walmor Chagas, Lima Duarte ou Susana Werner e nos episódios também pudemos ver grandes nomes, alguns a aparecerem por mais que uma vez.

Não fui muito fã disto, aquele tipo de episódio de novela mas sem ser novela não me seduziu e como muitos por cá, não prestei muita atenção às emissões disto.











segunda-feira, 28 de julho de 2014

... do Palpitações (Tremors)

segunda-feira, julho 28, 2014 0
... do Palpitações (Tremors)

Palpitações (Tremors) foi um filme que misturava um pouco de horror, um pouco de western e um pouco de monstros com um carismático Kevin Bacon à frente de um elenco peculiar. A película ganhou uma vida nova quando saiu em VHS e saíram mais umas quantas sequelas e até uma série de televisão.

Foi a 19 de Janeiro de 1990 que a Universal lançou Tremors (Palpitações em Portugal e O Ataque dos Vermes Assassinos no Brasil), um filme realizado por Ron Underwood e com Kevin Bacon à frente de um elenco que tinha ainda nomes como Fred Ward ou Michael Gross (O pai de Michael j Fox no Quem Sai aos seus). Tornou-se um sucesso moderado de bilheteira e teve uma boa aceitação por parte da crítica e do público, que foi elevado quando saiu para VHS o que fez com que ao longo da década saíssem mais umas quantas sequelas.

Lembro-me bem quando vi isto na televisão, fiquei fã de todo aquele mistério e suspense em torno do bicho que estava a aterrorizar uma população de um vilarejo que ficava num deserto. Fiquei surpreendido de ver Michael Gross num papel de acção e achei piada ao estilo "filme b" que o filme transparecia apesar ser feito como se um blockbuster se tratasse. Mas eram aqueles diálogos todos, os momentos cliché de filmes de terror, tudo aquilo ajudava a que achasse piada a algo que me devia meter medo.


Kevin Bacon e Fred Ward são Val McKee e Earl Basset, uma espécie de "faz-tudo" de um local no Nevada onde viviam apenas 14 pessoas, que viram-se de repente sobre o ataque de uns vermes que se movimentavam debaixo da terra e faziam quase que tremores de terra por onde passavam. Entre os habitantes desse vilarejo, encontrava-se um maníaco por armas chamado Burt Gummer (Michael Gross) que viu a sua peculiar mania ser bastante útil à população já que só assim podia-se destruir os bichos que ameaçavam tudo e todos.

Os Graboids (nome desses vermes) eram sensíveis aos movimentos no solo, por isso a única forma de escapar era andar a saltar por rochedos ou telhados de casas. Isso deu azo a momentos divertidos, com todos a tentarem se movimentar com receio de serem apanhados. Mas a coisa chegava a meter medo em algumas ocasiões, a terra tremia por todos os lados e quando finalmente vimos os bichos, a coisa metia respeito.

Explosivos caseiros, tiros, tractores, tudo serve para matar os bichos num filme com açcão non-stop que deve ser visto por todos os fãs de filmes com Kevin Bacon ou filmes de "monstros". As sequelas já são de evitar, e ainda são umas 3, assim como a série de televisão.












domingo, 27 de julho de 2014

... do Nós os Ricos

domingo, julho 27, 2014 0
... do Nós os Ricos

Vou abordar mais uma série Portuguesa de sucesso do final dos anos 90, uma produção da CCA que contava com três actores cheios de talento, Fernando Mendes, Carlos Areias e Rosa do Canto. Nós os Ricos foi transmitido pela RTP em horário nobre de e ainda hoje é recordada por muitos como uma da mais divertidas do final do século XX.

Criada por Mário Zambujal (mesmo argumentista de Nico d'obra) em parceria com José Fanha, Nós os Ricos foi produzida pela Carlos Cruz audiovisuais (CCA) que era uma das parceiras mais importantes da RTP na década de 90 e teve como realizador Fernando Ávila. Foram 43 episódios transmitidos entre 1996 e 1999, transmitidos semanalmente pela RTP em pleno horário nobre numa fase de ouro para as produções nacionais.

Depois de um genérico bem engraçado (com música de Jorge Quintela) podíamos ver então como era a vida de um daqueles ricos "azeiteiros" com gostos muito brejeiros e espalhafatosos, vivido pelo Fernando "ainda não tão gordo mas já para lá caminhava" Mendes que era secundado de forma brilhante pelo Carlos Areias como seu mordomo e amigo e a companheira de sempre Rosa do Canto como sua irmã que vivia às suas custas.

A química entre estes 3 actores era fantástica e contribuía muito para o sucesso da série, que depois tinha um batalhão de convidados especiais que apareciam sempre pela mansão de berto a tentar receber uns tostões mas sempre sem sucesso. Canto e Castro ou Otávio de matos eram dois desses habituais que nos divertiam sempre que apareciam num episódio. Não era completamente fã da série, mas confesso que por vezes ria-me com algumas das decorações da casa e com as maluquices daquele novo rico cheio de manias.













sexta-feira, 25 de julho de 2014

... do Carrocel Mágico

sexta-feira, julho 25, 2014 0
... do Carrocel Mágico

Hoje falo daquela que foi a primeira série a ser dobrada em Portugal, um programa de origem Francesa que cativou crianças de várias gerações já que o Carrocel Mágico foi presença constante na RTP durante muitos anos. Quem não se recorda do mítico Franjinhas?

Serge Danot criou esta série em 1963, tendo também escrito e realizado a primeira série que foi ainda filmada a preto e branco e foi assim que a vimos por cá pela RTP em 1966, com a curiosidade de ser a primeira que víamos falada no nosso Português apesar de nem ter sido feita por cá. E a coisa tinha nomes do calibre de João Perry, Luís Horta ou Maria de Lurdes de Carvalho.

O Carrocel Mágico teve mais de 750 episódios, sendo que a primeira leva foi filmada entre 1963 e 1967 e depois de uma longa metragem em 1970, foram produzidos mais 100 episódios em 1973 que tiveram o mesmo sucesso da original. Em 1989 a AB produziu mais de 350 episódios que ainda conseguiram encantar uma geração mesmo que longe do impacto dos anteriores.



O cão Franjinhas foi uma das personagens que sobressaiu da série, apareceu no 6º episódio com a voz do João Perry e como em França ou Inglaterra era aquela que as crianças mais gostavam e mais queriam ver. O cão que fazia tudo por açúcar era muito fofo para passar despercebido, e ganhava em popularidade comparando com outras personagens como o Coelho Flávio, a Vaca D. Rosália, a menina Anica ou o Tio Realejo.

Por cá fez muito sucesso uma colecção de bonecos oferecida pelos Gelados Olá, uma caderneta de cromos das "antigas" e um peluche do Franjinhas que todos queriam ter. A série repetiu bastante vezes na década de 70 e nos anos 80, estando sempre presente apanhando assim várias gerações que puderam ver aquilo que cativou tantas crianças na década de 60.

Em 2009 foi feito um filme em 3D e uns episódios para TV, mas não tiveram a mesma aceitação que esta série teve noutros anos.








quinta-feira, 24 de julho de 2014

... do Lunar Jetman

quinta-feira, julho 24, 2014 0
... do Lunar Jetman

Lunar Jetman é considerado um dos melhores jogos feitos para o Spectrum, um daqueles que puxava bem pela máquina e que deixava muitos de nós a delirar com aquilo que, para a altura, nos parecia algo topo de gama e o máximo que os gráficos poderiam chegar.

Tim e Chris Stamper desenvolveram o jogo para a Ultimate Play the Game, que lançou o jogo em 1983 e que levou à loucura os fãs do ZX Spectrum, com algumas revistas a dar pontuações acima dos 90%, Lunar Jetman era a continuação de um jogo já existente, o Jetpac, e continua com o mesmo problema de ter combustível limitado.

Para o podermos jogar tinha que se ter 48k de Ram, algo que provava a complexidade desta aventura que para além dos problemas do combustível, tínhamos também um carro lunar todo apetrechado para podermos navegar com maior velocidade pela Lua. O problema era que este só era prático numa superfície plane, e por isso era necessário por vezes tapar as crateras antes de entrarmos para dentro dele.

Foi votado para a 31º posição nos 100 melhores jogos para o ZX Spectrum, e era uma daquelas k7's que percorria o recreio na altura do lançamento do jogo. Quem teve este título?







quarta-feira, 23 de julho de 2014

... da colectânea Jackpot

quarta-feira, julho 23, 2014 0
... da colectânea Jackpot

Foi uma das coisas mais desejadas dos anos 80, os Vinis do Jackot saíam anualmente e traziam algumas das melhores músicas desse ano, na sua grande maioria eram internacionais mas existiam também sempre algumas músicas Portuguesas no lineup do disco.

Muito antes dos Now, eram outras as colectâneas que dominavam o mercado discográfico, e na década de 80 o Jackpot era um dos principais discos a ter todos os anos. Em cada ano saía um que trazia aquelas músicas que tínhamos ouvido na rádio durante o ano todo, e o disco podia ir de um David Bowie a uns Gipsy King ou de um Mário Mata a uns Queen. Tudo tinha o seu espaço e numa altura em que não podíamos escolher facilmente qual faixa ouvir, isso tinha os seus contratempos. Tínhamos que ouvir o disco todo para ouvir aquela que queríamos ouvir, e gramar com isso algumas que não queríamos tanto.

O disco não era barato, lembro-me de ser mais de Mil escudos (dei por um 1.200$00), mas todos queriam ter esta edição da EMI Valentim de Carvalho. As capas eram simples mas atractivas, e a dada altura começou a sair a K7 também, mas não tinha o mesmo encanto do que o bom e velho vinil. Mas valia cada cêntimo, aquilo vinha colmatar uma falha nas outras compilações do género e trazia música de qualidade mas que nem por isso era a mais "comercial" ou "radio friendly".

Quem mais comprava este disco?




terça-feira, 22 de julho de 2014

... do Capitão Iglo

terça-feira, julho 22, 2014 0
... do Capitão Iglo


Foi um dos anúncios mais marcantes da nossa geração, todos adorávamos ver o Capitão Iglo a falar dos douradinhos da Iglo e de como eles eram bons para nós.

Os douradinhos surgiram no Reino Unido em 1954, e desde essa data que fazem as delícias da criançada e dos pais que assim conseguiam dar o mal amado peixe às refeições. Por cá foi em 1974 que a Iglo começou a comercialização deste tipo de produto no nosso país, mas foi em 1986 que a coisa explodiu quando decidiram incorporar um velho lobo do mar bonacheirão como imagem da marca.

O Capitão Iglo era um velhote com ar simpático que gostava de realçar os benefícios de uma boa travessa de douradinhos. Um dos mais marcantes era aquele onde ele era levado por um bando de crianças selva adentro, para salvar parte da tripulação que tinha sido presa por uma tribo nativa. E eis que ele oferece todo o "seu ouro" que era nada mais nada menos que uma travessa de douradinhos.

Em alguns anúncios era a voz de Canto e Castro (quem mais) que dava vida a esta personagem, e também talvez por isso a mesma foi tão acarinhada pela criançada Portuguesa. Sabiam que em Portugal é consumido mais de 66 Milhões de douradinhos por ano? É obra, e a prova que é realmente um prato apreciado por todos.

A dada altura tentaram substituir o velhote por um capitão jovem e cheio de vida, mas a coisa não teve sucesso e voltaram então a colocar um velhote em frente ao leme da marca e a fazer sonhar mais uma geração.






segunda-feira, 21 de julho de 2014

... do DOT da Sic

segunda-feira, julho 21, 2014 0
... do DOT da Sic

Um dos maiores enganos do final do Século XX, uma mentira propagada pela SIC que assim visava conseguir mais audiências através deste pequeno objecto, o DOT. Era algo que tínhamos que colar na nossa televisão e depois nem podíamos mudar de canal, isto tudo porque só assim nos habilitávamos a vencer prémios.

A SIC já tinha praticamente a liderança das audiências televisivas, mas isso não a impediu de uma ideia fantástica para que as pessoas nem sequer mudassem de canal e ficassem apenas a ver a programação e a publicidade deles. Imagino o quão caro não devem ter sido os minutos de publicidade nessa altura, o canal podia garantir que as pessoas iam ver aqueles anúncios e não iam fazer zapping, afinal ninguém queria perder os prémios. Foi a arma usada para combater a emergente TVI que começava a ameaçar a liderança com a estreia do Big Brother.

Foi então que apareceu o DOT, um pedaço de cartão com ar simpático que aparecia em publicidade no canal onde explicavam que bastava comprar este pequerrucho, colar no canto superior do ecrã e nunca mudar de canal, assim ficaríamos habilitados a vencer prémios magníficos.

O ano 2000 foi por isso dominado por estes pequenos pedaços de cartão arredondados, que se compravam junto com jornais ou revistas em qualquer tabacaria e fazia cafés inteiros, cabeleireiros e afins ficarem na conversa de como é que aquela "tecnologia" funcionava. E a coisa não era para menos, afinal como é que aquele pedaço de cartão, que só vinha pintado e com um pouco de cola sabia que a gente não mudava de canal?


TV Mais, Postos da BP, McDonald's eram alguns dos locais onde podíamos comprar estes pequenotes, e as vendas deles subiram em flecha depois de se associarem a este projecto, provando que não seria só o canal de TV e seus anunciantes a beneficiarem disto. Alguns dos prémios eram 80 automóveis, 80 abastecimentos de 50.000$00 de combustível BP, 112 scooters, 112 viagens e 112 Nintendo 64.

Era um microchip dentro do cartão? Era tecnologia avançada ao nível do que a NASA utilizava? Ninguém sabia mas era óbvio que aquilo não apresentava muita confiança, era de fabrico simples e não se percebia de facto como raio aquilo podia entrar em contacto com algo e saber que estivemos sempre no mesmo canal.

Segundo a empresa que desenvolveu o produto, a multinacional Holandesa TV MIles e uma entrevista dada ao Expresso pelo seu responsável Andrej Henkler , "O processo funciona como uma máquina fotográfica, em que os buracos do Dot são como a lente que focam o sinal. É essa informação combinada, que é registada em cada um dos buracos, que activa o Dot”.

Segundo informações do blog do Dioguinho , A base é uma película fotossensível que dispensa produtos químicos para ser revelado. Basicamente essa película iria reagir a um determinado tipo de luz, um sinal do tipo RGB (vermelho/verde e azul) desencadeava a alteração da composição. Caso mudasses de canal o processo iria ser interrompido porque ele só atuava consoante determinadas ondas de luz. Seriam estas as informações dadas pela multinacional.

Supostamente era feito um sorteio no Big Show Sic, mas nunca me lembro de ver ser anunciado algum vencedor ou sequer de muitos sorteios. Foi algo que tão rápido apareceu, e tão rápido desapareceu, mas que foi uma ideia de mestre isso ninguém pode duvidar.







Alguns dados gentilmente cedidos pelo http://dioguinho.pt/Sua página Facebook


... do Alessandro Nannini

segunda-feira, julho 21, 2014 0
... do Alessandro Nannini

Acompanhei regularmente a Fórmula 1 nos anos Oitenta e Noventa, e fiquei fã de muitos pilotos dessa altura, mesmo aqueles que não eram superestrelas ou vencedores regulares. Alessandro Nannini venceu apenas uma corrida, mas era um piloto carismático e daqueles que sobressaía no meio da multidão tornando-se o preferido de muitos entre o público.

Alessandro Nannini nasceu a 21 de Julho de 1959 em Siena, Itália, começando a sua carreira na Fórmula 1 no começo da década de 80, alternando com corridas pela Lancia já que lhe tinha sido negada licença para conduzir na prova cimeira automobilística. Foi no pouco competitivo e instável Minardi que ele se estreou e deu nas vistas com a sua rapidez e técnica ao volante, conseguindo muitas vezes resultados melhores do que o seu experiente parceiro, Andrea de Cesaris.

Em 1988 assinou contrato com a Benetton, para ser parceiro de Thierry Boutsen, conseguindo mais uma vez dar mais nas vistas que o seu parceiro mais experiente, Nannini chegou a subir ao pódio umas quantas vezes no 3º lugar, o que levou a que a escuderia oferecesse o lugar de primeiro piloto da equipa e ajudar no desenvolvimento do carro e na evolução do seu parceiro Johnny Herbert.


Venceu a sua primeira corrida quando os dois primeiros, Senna e Prost, saíram de pista e com outros bons resultados ficando no 6º lugar na corrida pelo título. Quando Nelson Piquet se juntou à equipa, foi natural que o Italiano descesse para o posto de segundo piloto, mas o certo é que ele conseguia sempre acompanhar o seu parceiro veterano (e campeão), e algumas vezes ficou até à frente dele nas corridas. Continuou sempre a dar nas vistas quando chegava a fazer grandes prémios onde competia taco a taco com Senna, e foi por isso normal que a Ferrari começasse a rondar o piloto e lhe fizesse uma proposta.

Infelizmente o Italiano teve um acidente de helicóptero grave que levou a que se submetesse a uma operação para que ganhasse de novo o uso da sua mão direita. A equipa Italiana decidiu mesmo assim honrar o acordo, e deu-lhe a oportunidade de fazer um teste para ver como se comportava, mas ele já não aguentava a pressão de um bólide de F1. Mesmo assim continuou ligado aos carros, em diversas competições com equipas como a Lancia ou Alfa-Romeo.

Foi mais um daqueles pilotos de "segunda linha" que eu apreciava ver aos Domingos nas corridas que davam na RTP, num tempo de emoções deste desporto e em que todos os participantes davam um pouco nas vistas.









domingo, 20 de julho de 2014

... do Tango e Cash

domingo, julho 20, 2014 0
... do Tango e Cash

Apesar de muitos acharem apenas um "mau filme", eu acho que Tango e Cash é daqueles filmes tão maus que dão a volta e depois até dá gozo ficar a ver. Cheio de clichés de filmes de acção dos anos 80, reuniu dois actores cheios de carisma que acabam por ser caricaturas deles mesmos o que até ajuda um pouco à coisa.

Tango & Cash foi um filme de 1989 com Sylvester Stallone e Kurt Russel nos principais papéis, com Teri Hatcher num dos seus primeiros papéis e Jack Palance como um vilão daqueles típicos de filmes daquela década, mas de uma forma tão exagerada que roça o fantástico. O filme teve a curiosidade de ter dois realizadores, primeiro foi Andrei Konchalovsky mas depois de alguns problemas foi Albert Magnoli que terminou a película.

Tornou-se um clássico do VHS, um daqueles filmes de polícia onde dois parceiros bastante diferentes um do outro tentavam co-existir um com o outro. Stallone era Tango, um polícia que gostava de andar bem vestido de fato e gravata, que adorava viver no limite e perseguir os bandidos de forma dura mas sempre "dentro da lei", enquanto que Russel era Cash, um daqueles polícias "sujos e porcos" que andava à vontade e também era bruto e duro a prender os bandidos, apenas gostava de torcer mais um pouco os limites da lei e do que podia fazer a eles.

Ambos são tramados por Palance e um grupo de bandidos que sofria com a acção destes polícias e são condenados a passar tempo numa prisão onde tudo pode acontecer e tudo os quer matar. Existe bastante acção no filme e com muito "humor", com os dois agentes a terem sempre uma "boca" a mandar enquanto fazem algo. Esse humor exagerado roça o ridículo por vezes, mas quando se viu o filme pela primeira vez tudo se ria e gostava desse mesmo humor. Existem cenas absurdas, como quando invadem a casa dos inimigos num carro todo artilhado, ou quando escapam da prisão, mas mais uma vez isso tudo era perdoado naquela altura e confesso que é um dos meus guilty pleasures este filme.











sexta-feira, 18 de julho de 2014

... dos GI Joe

sexta-feira, julho 18, 2014 0
... dos GI Joe

Mais um daqueles desenhos animados que marcaram uma geração, apesar de ser mais um produto dos anos 80, só vimos isto já nos anos 90, quando foi transmitido pela SIC aos Sábados de manhã. GI Joe já era uma linha de brinquedos quando o programa estreou por cá, mas nem assim deixou de ter sucesso e cativar muitos de nós.

G.I. Joe: A Real American Hero era já uma linha de brinquedo de sucesso da Hasbro, e como acontecia naquela década teve direito ao seu próprio desenho animado que veio a ter tanto sucesso como os bonecos que lhe deram origem (e ajudaram também na venda deles). A Sunbow Productions foi a escolhida, e depois de uns filmes e mini séries entre 1983 e 1984, a série regular estreou em 1985 e ao todo foram quatro temporadas que ombrearam no sucesso com outras do género como Transformers ou He-Man.

Os bonecos que representavam uma unidade militar Norte-Americana foram comercializados por cá no final da década de 80 (falarei nisso melhor noutra altura), mas só conseguimos ver o desenho no começo dos anos 90, ou seja tivemos primeiro os brinquedos e só muito depois a série. Como os bonecos tinham sucesso, foi normal que a série também tivesse, foi transmitida pela SIC aos Sábados de manhã logo no começo do canal.


Emitida na sua versão original e com legendas em Português, pudemos assim ver as aventuras de um grupo militar que protegia o mundo de uma unidade terrorista conhecida como Cobra e que desejava controlar o mundo (algo habitual nessa década). Curiosamente apesar dos tiros trocados, das batalhas imensas, não havia mortos nem sangue nesta série, ficava tudo apenas ferido ou escapava sem grandes mazelas. Como muitos desenhos animados dos anos 80, também estes apostavam numa moral no final do episódio (algo que como sabem eu odiava) terminando com a frase "and knowing is half the battle".

Já era "mais velho" quando isto começou a dar por cá, mas nem por isso deixei de vibrar com a série, só que não me "bateu" da mesma forma que as outras devido a estar mais velho e já não ver aquilo da mesma forma. Tinha um amigo meu que tinha bastantes GI Joe para brincar e por isso já conhecia alguma das personagens, sempre gostei do conceito de haver "especialistas" nas equipas e cada um com sua arma específica ou veículo de combate.

Houve personagens que se destacaram, o ninja Snake Eyes, o vilão Cobra Commander e seus aliados Destro ou Baronesa, ou então personagens adaptadas de outras coisas conhecidas como um Wrestler da WWE, o Srgt. Slaughter. Zartan, Bazooka, Wet Suit, Shipwreck ou Serpentor foram outros dos nomes que ficaram conhecidos, assim como os "Viper", nomes dados às tropas dos Cobra (que eram aos milhares).

Cobra Commander foi mais um daqueles vilões com visual interessante (quer com o capacete que não deixava ver nada, quer com a máscara estilosa que cobria rosto todo) que apesar de querer dominar o mundo e nunca vencer uma batalha, deixava-nos por vezes a torcer por ele. A linha teve ainda uma série de BD pela Marvel comics (e mais tarde por outras editoras), uma série nova de animação (de inferior qualidade e criada pela DIC) no começo da década de 90 e no Século XXI já foram feitos inclusive dois filmes. Prova que realmente foi uma daquelas marcas que não deixou ninguém indiferente nos anos 80.






quarta-feira, 16 de julho de 2014

... do Espaço 1999

quarta-feira, julho 16, 2014 0
... do Espaço 1999


Hoje recebo mais um autor convidado no Memória dos outros, para falar sobre uma das séries mais emblemáticas de sempre, o Espaço 1999. Nuno Amado, do blog Leituras de BD, leva-nos então numa viagem nostálgica para percebermos o quão importante era esta série para ele.

Acho que todas as crianças sonham com as estrelas (leia-se Espaço)!
Deve ser um dos principais motores da imaginação de um jovem normal, o que será que existe para além do negrume profundo do céu estrelado nocturno?
Outras espécies sencientes?
Mistérios fantásticos à espera de serem descobertos?
Viagens espaciais?
Seremos capazes um dia de viajar à velocidade da luz, ou usarmos wormholes?
Colonizar outros planetas?
Monstros?

A série Espaço 1999 caiu que nem uma pedra na minha juventude por isso tudo. Havia um espaço vazio neste tipo de registo, e Star Trek ainda não tinha sido exibido em Portugal! Sim, internacionalmente o Espaço 1999 veio ocupar a lacuna do término da série original Star Trek uns anos antes, mas aqui funcionou ao contrário… O Caminho das Estrelas veio ocupar o vazio deixado pelo Espaço 1999… enfim, Portugal!



O Espaço 1999 começou a ser exibido na RTP1 a preto e branco em 1977 e foi um êxito imediato por mexer muito com a nossa imaginação. Para mim ainda hoje foi das melhores premissas para uma série de FC puro: a Lua afastar-se da Terra com humanos “a bordo”! E aí começa a saga, com efeitos especiais muito bons para altura.

A série teve duas temporadas de 24 episódios cada uma, imaginados por Gerry Anderson e Sylvia Anderson para a ITV. Os cenários da série foram muito baseados no filme de Stanley Kubrik 2001: Odisseia no Espaço, mas nós crianças nem sabíamos que esse filme existia. Eu tinha 12 anos, portanto uma idade muito impressionável pelo fantástico, e a série bateu-me que nem um pedregulho. A primeira temporada teve episódios bastante mais complexos que a segunda, por vezes bastante filosóficos, e sobretudo provocava-me medo e calafrios… nunca mais me hei-de esquecer do episódio “Dragons Domain”! Tive pesadelos durante vários dias…

A segunda temporada foi mais virada para a acção, por vezes bastante mais infantil, em que surgiram bastantes novas personagens (incluindo uma transmorfa), e assistiu-se ao desaparecimento de outras que não se coadunavam com o novo rumo da série. Os fãs hardcore detestaram esta segunda temporada… eu por mim, e com a idade que tinha, foi um alívio! Mais acção e humor em vez do terror latente que muitos episódios da primeira me provocavam!

A acção andava sempre à volta do Comandante John Koenig, da médica Helena Russel, do piloto Alan Carter e do professor Victor Bergman. Na segunda temporada este último desapareceu, e foi feita a inclusão de Maya (a trás referida transmorfa). Na segunda temporada alguém resolveu colocar romance na série e passamos a ter dois casalinhos… o Comandante e a médica (casados na vida real), e o chefe de Segurança (Tony Verdeschi) e a transmorfa. Mais uma vez os fãs hardcore da série ulularam de fúria e repulsa!

A Terra decidiu colocar o seu lixo atómico e radioactivo na Lua para não contaminar mais o planeta. Mas todos os exageros levam à catástrofe, e após uma explosão nuclear em cadeia do lixo atómico a Lua é expulsa da órbita terrestre a grande velocidade. A partir daí a imaginação é o limite!
Raças estranhas, planetas diabólicos, eventos a roçar o paranormal e uma “deliciosa” aparição da sonda terrestre Voyager, que tinha destruído uma raça quase por completo, e vindo atrás dela os sobreviventes em naves de guerra procurando vingança…

Ainda hoje sonho com os Eagles. O que eu adorava aquelas naves espaciais!
Para a série foi inclusivamente feito um Eagle à escala! Delicioso!
Ainda não perdi a esperança de conseguir um dia ter uma miniatura de uma nave destas, é um dos meus sonhos geeks.



Podem ver todos os episódios no Youtube, de vez em quando vejo um, eu por catarse já vi o “Dragons  Domain” várias vezes!

(Ninguém me oferece um Eagle?)
:D

Texto de Nuno Amado do blog http://bongop-leituras-bd.blogspot.pt/ e https://www.facebook.com/Leituras.de.BD









... do Abraço a Moçambique

quarta-feira, julho 16, 2014 0
... do Abraço a Moçambique


Os anos 80 foram marcados pelo envolvimento de músicas em grandes causas sociais, e Portugal não foi excepção, com uma cantiga que visava apoiar o povo Moçambicano e que reuniu grandes nomes da nossa indústria musical. Abraço a Moçambique foi o nosso We are the world, um hino de solidariedade que era transmitido regularmente pela RTP e nas rádios nacionais.

Abraço a Moçambique foi um disco que resultou da parceria entre a RDP e a RTP, com o apoio das editoras nacionais que abdicaram dos seus direitos e cederam os artistas para a gravação desta grande canção. O disco foi gravado em 1985 nos estúdios da editora Rádio Triunfo, enquanto que a venda coube à Emi - Valentim de Carvalho, mas ambas as editoras (e todas as outras envolvidas) abdicaram de qualquer verba que lhes era devida e contribuíram assim para este plano de solidariedade que queria ajudar a combater a fome em Moçambique.

O mesmo aconteceu com os artistas envolvidos, e a coisa não se fez por menos já que colaboraram vários dos nomes mais conhecidos da nossa indústria musical e misturava veteranos com alguns nomes mais recentes. A direcção musical esteve a cargo de Pedro Osório, e no coro estiveram nomes como Jorge Palma, Janita Salomé, Júlio Pereira e dos Trovante, Brigada Victor Jara e Terra A Terra. Na música e por ordem de entrada foram estes os cantores presentes:

 Manuel Freire
- Paco Bandeira
- Pedro Barroso
- Raul Indiwpo
- Tonicha
- Maria Guinot
- Teresa Silva Carvalho
- Helena Isabel
- José Mario Branco
- Vitorino
- Alexandra
- Sérgio Godinho
- Samuel
- Paulo de Carvalho
- José Cid
- Lena D'Agua
- Carlos Mendes
- Luis Represas
- Rui Veloso

Todos os dias a seguir ao Telejornal (ou antes já não me recordo bem) podíamos ver e ouvir este tema que até entrava bem no ouvido e seguia a premissa das canções do género que se faziam lá fora, um refrão repetido constantemente ao longo da música para sabermos bem qual canção estávamos a ouvir.

O disco vendeu bem e foi um dos projectos mais bem conseguidos do nosso país, com a reunião de grandes nomes e uma música bem conseguida.


ABRAÇO A MOÇAMBIQUE

Tanta água nos separa
Tanta água e basta um passo
P'ra que a morte esconda a cara
Ao sentir o nosso abraço

Uma ponte assim estendida
Vai mais longe que os jornais
Rasga o espaço rumo à vida
Contra a fome e muito mais

Quero ver aí a semente azul da paz

Água pouca em terra dura
Quando a seca tira o pão
É doença que tem cura
No abraço de um irmão

Que é do riso dos meninos
Que é da música dos pais
Se cantar é o meu destino
Contra a fome é muito mais

Quero ver aí a semente azul da paz

Vamos abrir outro mar
Fazer a ponte cá dentro do peito
Dar um abraço que é dado a cantar
E o mar fica assim mais estreito

Vamos abrir outro mar
Fazer a ponte cá dentro do peito
Dar um abraço que é dado a cantar
E o mar fica assim mais estreito

Tanta água nos separa
Tanta água e basta um passo
P'ra que a morte esconda a cara
Ao sentir o nosso abraço

Uma ponte assim estendida
Vai mais longe que os jornais
Rasga o espaço rumo à vida
Contra a fome e muito mais

Quero ver aí a semente azul da paz

Vamos abrir outro mar
Fazer a ponte cá dentro do peito
Dar um abraço que é dado a cantar
E o mar fica assim mais estreito

Vamos abrir outro mar
Fazer a ponte cá dentro do peito
Dar um abraço que é dado a cantar
E o mar fica assim mais estreito.
















terça-feira, 15 de julho de 2014

... da Luísa Barbosa

terça-feira, julho 15, 2014 0
... da Luísa Barbosa

Uma daquelas actrizes que marcou o panorama audiovisual Português,  Luísa Barbosa esbanjava talento e interpretava personagens que nos faziam vidrar nela, especialmente quando fazia de vilã.

Luísa Barbosa nasceu a 16 de Maio de 1923, começando a sua carreira em produções teatrais de uma companhia independente de Viseu, onde chamou a atenção do grande Carlos César que a levou para a companhia que tinha fundado em Setúbal. Isto tudo foi feito no pós 25 de Abril, altura em que despontavam as companhias teatrais e começavam a aparecer as ideias para grandes produções televisivas.

Fez várias revistas e começou a aparecer no cinema em 1986, área em que voltou a trabalhar no final da década de 90. Mas foi na televisão que os Portugueses a conheceram melhor, apareceu na primeira telenovela Portuguesa, Vila Faia e foi ainda presença em Chuva de Areia e Passerelle, Uma presença imponente, e uma verdadeira força da natureza quando interpretava papéis de vilã da trama. Fez também papéis de "boazinha", normalmente como governanta ou algo do género, e mais tarde quando já era mais conhecida pelos seus papéis cómicos em algumas séries da RTP, foi também assim que apareceu nas novelas como em Desencontros, onde teve um desempenho bem engraçado como uma vidente.

Gente fina é outra coisa, Cupido electrónico ou Lições do Tonecas foram séries cómicas onde nos habituámos a ver esta grande senhora actuar. Confesso que era grande fã da actriz, um talento enorme qualquer que fosse a sua personagem, e colocava algum medo quando era má, porque o seu olhar metia mesmo algum medo. Faleceu a 21 de Agosto de 2003, com 80 anos e é uma pena não encontrar quase nada na internet sobre esta grande senhora.












segunda-feira, 14 de julho de 2014

... do Agora ou Nunca

segunda-feira, julho 14, 2014 0
... do Agora ou Nunca

Mais um daqueles programas "malucos" da SIC, que colocava as pessoas a falar do que tinham visto no dia a seguir e que teve um e outro momento que marcaram a história do canal. Agora ou Nunca teve apresentação de Jorge Gabriel, e era uma espécie de "Fear Factor" de outros tempos.

Agora ou Nunca animava as noites de Sexta do final da década de 90, transmitido entre 1996 e 1998, o programa teve duas temporadas e era transmitido pela SIC em horário nobre. O programa visava ajudar as pessoas a combater os seus medos, ultrapassar as suas fobias com uma série de desafios que animavam os espectadores dentro e fora do estúdio.

Com produção da sempre presente Endemol, foi o primeiro grande teste de Jorge Gabriel que com o seu jeito calmo e ar sereno ajudava a tranquilizar os concorrentes nervosos que nem sempre queriam enfrentar os seus maiores medos. As audiências dependiam das reacções dos participantes, do seu pânico e do seu histerismo que faziam o público rebentar em gargalhadas e se divertir com o sofrimento de outra pessoa.

Isto tudo porque às vezes eram medos não muito "normais", mas outros tinham razão de ser, como aquele que se veio a tornar o momento mais marcante deste programa, o do senhor que tinha medo de répteis e que teve que levar com um na sua careca enquanto gritava histericamente "ponha, ponha, ponha".

Não era muito fã do programa, mas lembro-me que teve algum sucesso e este episódio particular é lembrado por todos nos dias de hoje.










sábado, 12 de julho de 2014

... da Game Gear

sábado, julho 12, 2014 0
... da Game Gear

A Sega quis entrar no mercado das consolas portáteis, dominado pela Nintendo, e decidiu investir numa que se diferenciasse da sua concorrente directa com uma grande vantagem, permitia jogar a cores. A Game Gear tinha um grande obstáculo para o seu sucesso, o preço e o facto de estar tudo habituado ao Game Boy.

A Game Gear foi lançada pela Sega no Japão em 1990, saindo para a Europa e para os Estados Unidos nos anos seguintes e tentando assim ameaçar o líder do segmento das consolas portáteis, o Game Boy. O facto de ser a cores espantou muitos de nós, ela era em tudo semelhante ao Master System, tinha 8 bits mas permitia som em stereo e uma palete de 4016 cores (512 ao mesmo tempo). Tinha tudo para dominar o mercado, mas a própria Sega ajudou a que o produto não tivesse sucesso, não lançando jogos originais para este terminal, ao contrário do que acontecia com a consola da Nintendo por exemplo.

Para além disso havia outros inconvenientes, a Game Gear era bem maior do que a sua concorrente (não sendo nada prático o seu transporte) e o facto de levar 6 pilhas que se gastavam num instante com um ecrã que consumia muita energia. Se juntarmos a isso o facto de tudo estar já habituado a jogar com o Game Boy, contente com os jogos que saíam para essa consola e querendo ser igual aos amigos que tinham já um desses.



O aparelho chegou a vender mais de 11 Milhões de unidades, o que fazia ficar bastante atrás da Nintendo que vendia 10x mais isso. Para além de se poder jogar a cores, a Sega decidiu colocar outras funcionalidades, comprando um certo tipo de acessórios podia-se ver tv ou ouvir rádio na Game Gear, tentando assim fazer com que ela se destacasse do resto sendo mais que um simples videojogo.

Não tive nenhuma, mas lembro-me de jogar na de um amigo meu e realmente não era tão agradável nem tão prático como o Game Boy.











sexta-feira, 11 de julho de 2014

... da She-Ra

sexta-feira, julho 11, 2014 0
... da She-Ra

Com o sucesso da série animada de He-Man, a Mattel decidiu continuar a apostar neste campo e lançou uma versão feminina em tudo semelhante à linha dos Mestres do Universo. She-Ra aparecia então como a irmã gémea de He-Man, tendo problemas também no seu universo com um vilão super poderoso e vivendo grandes aventuras cósmicas como a sua contra parte masculina.

She-Ra: Princess of Power foi produzido pela Filmation em 1985, com Lou Scheiner como principal produtor e dirigido por Gwen Wetzler. Foram 2 temporadas com 93 episódios, que como no caso de He-Man foi baseado numa linha de bonecos da Mattel, e financiado pela produtora de brinquedos. Por cá foi transmitido pela RTP em 1986/87 sendo repetido mais uma ou duas vezes, sempre na sua versão original e com legendas em Português.

She-Ra foi apresentada num filme que compilava basicamente os 5 primeiros episódios da sua série, onde conhecíamos a princesa Adora e ficávamos a saber que tinha sido raptada em bebé pelo terrível vilão Hordak e que ela era afinal a irmã gémea do príncipe Adam. Com uma espada poderosa como a do seu irmão (que foi ele que lhe entregou), também ela transformou-se num ser poderoso e conseguiu assim combater as terríveis hordas do ditador que dominava o seu planeta.


Dirigida a um público mais feminino, também os rapazes ficavam interessados em ver isto, o estilo de animação era o mesmo dos Mestres do Universo, e os vilões até tinham um ar que impunha respeito, Hordak tinha um ar quase mais ameaçador do que o Skeletor.

Chegou a existir também cadernetas, bonecos, revistas de banda desenhada, mas ficou sempre aquém do sucesso do desenho animado original da Mattel. Em todo o caso marcou na mesma uma geração, e quem conhecia um sabia logo quem era o outro.

O facto de ser quase tudo cópia do outro não ajudava a que durasse muito, era a espada poderosa a transformar a princesa em guerreira, o seu animal de estimação dócil num animal pronto para a batalha, e os aliados e inimigos eram todos por vezes versões diferenciadas da sua versão em mestres do universo. Lembro-me que cheguei a gostar de alguns episódios, e achava o vilão principal muito bem conseguido.

Existiram episódios/filmes com as duas franquias em conjunto, que foram bastantes interessantes e ajudavam a consolidar o universo da versão feminina que era também a principal figura da linha de brinquedos.








quinta-feira, 10 de julho de 2014

... do Rudi Voller

quinta-feira, julho 10, 2014 0
... do Rudi Voller


Um dos jogadores que está no livro dos Mundiais de futebol como um dos melhores de sempre, Rudi Völler foi um avançado possante que marcou a década de 80 e um dos esteios de uma das selecções mais fortes da Alemanha. Chegou à final como jogador e como treinador da selecção, e foi uma das figuras da equipa do Roma nos anos 90.

Rudolf "Rudi" Völler nasceu a 13 de Abril de 1960, começando a sua carreira em 1977, marcando golos com regularidade e chamando a atenção do 1860 Munique onde jogou duas temporadas antes de ingressar em 1983 no Werder Bremen e chegando assim à Bundesliga, o principal campeonato na Alemanha.

Nesse ano conseguiu também também a sua primeira chamada à equipa da Alemanha Ocidental, onde se veio a tornar uma das principais figuras e um exímio atacante. No Bremen deu nas vistas e em 1987 depois de se ter sagrado melhor marcador da bundesliga, foi contratado pelo Roma, onde ganhou a taça de Itália e foi durante anos o melhor marcador da equipa, ganhando a alcunha do Alemão voador, pela sua graciosidade na grande área.

Esteve na Série A até 1992, altura que foi vendido ao Marselha de França para substituir outro grande avançado, Jean Pierre Papin, e onde voltou a deixar todos admirados com a sua capacidade goleadora e a sua presença dentro de campo.

Fez parte da equipa que venceu a taça dos Campeões Europeus em 1993, apesar desse título ter sido retirado alguns anos depois por acusações de suborno.

Quando o clube desceu de divisão, regressou para o seu país e alinhou no Bayer Leverkussen, onde veio a terminar a carreira em 1996, longe do fulgor de outrora mas ainda marcando alguns golos. Aí começou também a sua carreira de treinador, que o levou à selecção onde tinha sido feliz como jogador. Junto com Beckenbauer, chegou a uma final como jogador e como treinador, apesar de ter conquistado o título apenas como jogador.

Marcou 8 golos em fases finais do mundial, sendo internacional pelo seu país por 90 vezes e marcando 47 golos. Jogou em 3 Europeus de Futebol (começando em 1984) e esteve presente nos mundiais de futebol do final da década de 80 e começo dos anos 90. Faz parte dos três jogadores que marcaram um golo numa final do campeonato do mundo, começando o jogo como substitutos, e esteve presente em várias finais, sendo campeão em 1990 no mundial realizado em Itália.

No Europeu de 92 uma lesão logo no início enviou o jogador para casa, enquanto que no mundial de 94 problemas com Klinsmann o impediram de ser titular e de dar o contributo ao seu país. Conhecido pelo seu bigode e farto cabelo, Völler também tinha um sorriso que fazia com que fosse reconhecido mesmo à distância. Um grande jogador que era exímio na finalização e um dos mais elegantes na grande área.









terça-feira, 8 de julho de 2014

... do Nove Semanas e Meia

terça-feira, julho 08, 2014 0
... do Nove Semanas e Meia

Os anos 80 foram férteis em dramas eróticos, e um dos maiores símbolos disso é o Nove semanas e meia, um filme com cenas que são lembradas (e parodiadas) até hoje. Um êxito Mundial e que contribuiu para o sucesso desse género, fazendo com que aparecessem mais filmes eróticos de grande intensidade.

9½ Weeks (Nove Semanas e meia em Portugal e Nove e meia semanas de amor no Brasil) foi realizado por Adrian Lyne com Mickey Rourke e Kim Basinger nos principais papéis, um filme realizado em 1984 mas só lançado em 1986. Não foi um grande sucesso nos Estados Unidos, mas um êxito mundial com todos a ficarem vidrados na cena da cozinha, que até hoje é parodiada e lembrada em várias séries e filmes.

Elizabeth (Kim Basinger) é uma jovem bela e sexy que trabalha numa galeria de arte moderna, e se envolve com John (Mickey Rourke), um homem rico e poderoso de Wall Street. Eles apaixonam-se de forma muito intensa e começam por praticar fantasias sexuais cada vez mais picantes, o que torna a relação cada vez mais difícil de ser controlada. Ela começa a sofrer de uma dependência psicológica relativamente a John e entra numa depressão e ela própria começa a stalkar e atacar ele.

Na América foi criticado desde o começo, e ganhou algumas framboesas, os prémios para os piores filmes naquele país, mas na Europa foi mesmo um enorme sucesso e ganhou uma espécie de culto quando saiu depois em VHS. Todos tentaram de alguma forma repetir aquela cena na cozinha, o que deve ter provocado algumas intoxicações alimentares.









segunda-feira, 7 de julho de 2014

... do Homem da Atlântida

segunda-feira, julho 07, 2014 0
... do Homem da Atlântida

Existiram algumas séries que apesar de serem "más" ou muito fraquinhas, deixaram uma marca que nenhum de nós conseguiu esquecer, e o Homem da Atlântida é um bom exemplo disso. Um herói fora do comum com uma das caras que nos habituámos a ver mas por outras paragens, noutra série mas essa de muito sucesso.

Man from Atlantis (Homem da Atlântida em Portugal e O Homem do fundo do mar no Brasil) começou como uma série de 4 telefilmes que a NBC encomendou para a sua temporada de 1977. Com o galã Patrick Duffy no principal papel, esses filmes conseguiram com que a estação batesse a sua rival ABC e os filmes do Six Million dollar man. Foi por isso natural que o canal encomendasse então uma série de 13 episódios para a temporada seguinte, série essa que não teve o mesmo sucesso nem aceitação.

Foi transmitida pela RTP no final da década de 70 e começo dos anos 80, sendo que no Brasil foi a Rede Globo a emitir este programa que teve algum sucesso tanto num país como no outro. A editora Marvel Comics editou uma revista com a personagem, o que fazia sentido já que o seriado apelava mais às crianças que aos adultos, com argumentos básicos e dependia muito dos efeitos e das habilidades do herói que dava nome ao programa.


Foi a primeira série Norte-Americana a ser transmitida na China, tendo sido também emitida com sucesso em alguns países como a Itália, contrariando a própria qualidade da mesma. Mostrando que por vezes as pessoas só querem mesmo se distrair, não ligando tanto à história ou aos argumentos.

Patrick Duffy interpretava um homem com amnésia, que se suspeitava ser o único sobrevivente do mítico reino da Atlântida, um homem "meio peixe" com membranas nas mãos e afins e que conseguia respirar debaixo de água e tudo. Começa depois a ajudar uma fundação governamental e a viver algumas aventuras que podíamos acompanhar semanalmente na nossa televisão.

Uma série de curta duração mas muito intensa, que apaixonou muitos de nós apesar de se calhar nem conseguirmos ver 5 minutos dela hoje em dia.