Junho 2014 - Ainda sou do tempo

segunda-feira, 30 de junho de 2014

... do Gorila Maguila

segunda-feira, junho 30, 2014 0
... do Gorila Maguila

Volto a um dos meus estúdios de animação favoritos , para falar de um dos seus produtos mais peculiares, o Gorila Maguilla que fez bastante sucesso na década de 60 no nosso país e não só.

The Maguilla Gorilla show foi mais uma produção dos estúdios da Hanna-Barbera, no velho estilo de ser acompanhado por mais uns segmentos de outra personagem animada (por cá passavam sempre só um desses segmentos). A série foi transmitida entre 1963 e 1966, sendo transmitida no nosso país pela RTP em 1967 na versão original com legendas em Português sendo depois usada como tapa buracos durante a década de 70 e 80, no Brasil foi transmitido pelo SBT e naturalmente foi dobrado em Português com a voz de Flávio Galvão na personagem principal.

Como muitos dos programas deste estúdio, o show teve algum sucesso no nosso país, com colecções de cromos e de bonecos pvc a fazer a delícia da criançada. Até chegou a haver campanhas da Olá a promover a oferta de bonecos relacionados com este programa. No Brasil existiu um lutador de boxe que recebeu a alcunha de Maguila por causa deste desenho, Adilson José Rodrigues ficou assim conhecido como Maguilla.



O Sr. Peebles é dono de uma loja de animais, e há muitos anos que tenta vender um gorila que tem desde bebé, o Maguila. Ele recorre a todo o tipo de promoções para ver se vender este primata, mas isso nunca acontece e ele acaba sempre por gastar o seu dinheiro na alimentação deste gorila esfomeado. Como outras personagens do estúdio, também Maguila se comporta como um humano, com uns calções presos com suspensórios, um laço borboleta e um chapéu de coco a abrilhantar o seu visual.

É um animal bastante divertido mas algo trapalhão, acaba sempre por se meter em grandes confusões e piorar a situação para o pobre sr Peebles. Maguila foi sempre usado pela Hanna-Barbera em diversas produções, provando que ainda hoje é uma das personagens mais queridas do estúdio e do público em geral. No original vinha acompanhado pelos segmentos do Gato Saloio e rato Maloio e do Xerife Coelho Ricochete.

Mais tarde deu naquele período pós-telejornal na versão em Português do Brasil, encantando assim de novo uma geração que continuava a ser seduzida pelas personagens da Hanna-Barbera.












domingo, 29 de junho de 2014

... do Monstro da Lagoa Negra

domingo, junho 29, 2014 0
... do Monstro da Lagoa Negra

O 3-D está muito na moda agora, mas nos anos 80 já havia filmes neste formato, e a RTP decidiu no começo dessa década fazer um grande alarido em torno disso, transmitindo o filme Monstro da Lagoa Negra. A campanha publicitária foi intensa, e todos correram aos quiosques e papelarias para conseguirem os óculos que lhes iria possibilitar ver este marco cinematográfico.

Creature from the Black Lagoon (O Monstro da Lagoa Negra) é um filme de 1954, filmado em 3-D (aproveitando a febre que havia no começo dos anos 50 em toda a América) e obrigando a usar aqueles óculos de cartão com pedaços de celofane vermelho e verde no lugar de "lentes". Realizado por Jack Arnold e escrito por Harry Essex e Arthur A. Ross, tornou-se um objecto de culto dando origem a sequelas e a que o monstro se tornasse parte da cultura popular e cinematográfica.

Um monstro anfíbio que consegue sair debaixo de água e consegue andar pela terra provocando o terror entre todos, em especial o público feminino, com o seu aspecto de homem-peixe com guelras e membranas salientes. Ricou Browning era o actor nas cenas subaquáticas e Ben Chapman nas cenas em terra, mostrando um sobrevivente de outras eras que aterroriza uma equipa que explorava a Amazónia e deu assim de caras com este "monstro".


Como tudo chegava atrasado a Portugal, foi só no começo da década de 80 que isto chegou com toda a pompa e circunstância ao nosso país, com a RTP a anunciar que ia transmitir esta maravilha cinematográfica em horário nobre e possibilitando assim a todos verem um filme em 3-D.

A publicidade aos óculos era enorme e todos sentiram necessidade de ter este objecto, correndo até às papelarias e quiosques e gastar uma boa massa para ter um pedaço de hastes em papelão com dois pedaços de celofane azuis e vermelhos a fazerem de lentes. Com o apoio da Radiola, aproveitou-se a coisa e fez-se um sorteio de televisores a cores para aguçar mais ainda o interessa das pessoas.

Logicamente que foi uma enorme desilusão, quer pelo filme em si, quer pela "tecnologia" do 3-D que era quase nula e só deu foi dores de cabeça às pessoas que ficaram acordadas à espera que isto começasse. Uma daquelas febres que não durou quase nada, mas que moveu um país que se dividiu entre os que foram comprar e aqueles que se deram ao trabalho de fabricar uns óculos em casa para poderem visionar esta maravilha do cinema.












... do Gary Lineker

domingo, junho 29, 2014 0
... do Gary Lineker

Gary Lineker foi um dos melhores avançados da década de 80 e um raro caso de fair play, nunca tendo recebido na vida um cartão vermelho ou amarelo. Um futebolista que dava tudo de si em campo e que encantou uma geração com um estilo de jogo elegante e eficaz.

Gary Winston Lineker nasceu a 30 de Novembro de 1960 em Leicester na Inglaterra, começando a sua carreia no final dos anos 70 no clube da sua cidade natal, o Leicester City. Ajudou o clube a subir pelas várias divisões em Inglaterra e em 1981 deu nas vistas ao ser o melhor marcador na segunda divisão desse país, e na estreia na divisão principal ficou apenas atrás do mítico Ian Rush, sendo por isso previsível que mais cedo ou mais tarde desse o salto para um clube de outras ambições, confirmado quando na sua segunda temporada entre os grandes foi o melhor marcador da First Division.

No final da temporada de 85, transferiu-se para os campeões Everton, sendo de novo o melhor marcador da liga e levando o clube ao segundo lugar na tabela. Na selecção do seu país começou também a dar nas vistas, sendo o melhor marcador no mundial do México em 1986, fazendo com que fosse o primeiro (e até hoje único) Inglês a vencer a bota de ouro.

Depois de 41 jogos e 30 golos no Everton, foi natural o salto para outro clube e desta vez no estrangeiro sendo contratado pelo Barcelona numa altura em que não era muito comum para um futebolista Inglês dar o salto para outro país.

Foi uma das escolhas do treinador Terry Venables, tendo ainda a companhia do Galês Mark Hughes. Chegando com grande atenção dos media e dos fãs devido à campanha que fez no Mundial, Lineker não desiludiu sendo o melhor marcador da equipa, e ajudando o Barcelona a vencer um jogo emocionante contra o Real Madrid conseguindo um hat-trick e fechando assim o jogo num 3-2 a favor dos de camp nou.

Venceu a taça do rei e a taça dos vencedores das taças pelo clube catalão, marcou 42 golos em mais de 100 jogos e saiu em 1989 quando o Holandês Cruyff pegou na equipa e o mudou de posição para o lado direito do meio campo.

Voltou então a Inglaterra e ingressou no Tottenham, onde venceu uma taça de Inglaterra e foi de novo melhor marcador da primeira divisão por duas épocas diferentes. Marcou mais de 60 golos nos pouco mais de 100 jogos pelos spurs, mas nunca atingiu a glória numa equipa que dificilmente subia além dos lugares a meio tabela.

No mundial de 90, marcou quatro golos e ajudou a Inglaterra a chegar às meias finais, provando mais uma vez ser um dos melhores na sua posição estando sempre no lugar certo na hora certa. Ficou a um lugar do recorde de golos de Bobby Charlton, conseguindo esse número em menos jogos que o veterano. Tem um dos melhores ratio de sempre entre jogos jogados e golos marcados, e tem o recorde impressionante de em 16 anos de carreira e mais de 500 jogos, nunca ter levado um cartão amarelo ou vermelho e marcado mais de 280 golos.

Um dos meus preferidos sem sombra de dúvida.











quinta-feira, 26 de junho de 2014

... do José Barata-Moura

quinta-feira, junho 26, 2014 0
... do José Barata-Moura

Um dos nomes mais influentes da década de 80, José Barata-Moura é um filósofo, professor e cantor Português, autor de cantigas infantis que ainda hoje são cantadas para a criançada. Membro activo também na política portuguesa, apoiando sempre o seu partido Comunista e as suas crenças e ideologias.

José Barata-Moura nasceu a 26 de Junho de 1948 em Lisboa, estudou em França e fez a licenciatura e o doutoramento em Filosofia na Faculdade de Letras da universidade de Lisboa entre a década de 70 e 80. Foi Reitor da Universidade de Lisboa entre 1998 e 2006, sendo professor catedrático desde 1986 da Faculdade de Letras. Esteve sempre ligado à vida universitária e à filosofia, sendo um conhecido e respeitado autor de livros e um convidado para diversas palestras sobre o assunto.

Com a sua barba imponente e os seus óculos, Barata-Moura tornou-se um rosto conhecido dos Portugueses com a sua participação como cantor de intervenção nos anos 70. Apareceu em programas como o Zip-Zip apesar de ter sempre algumas músicas censuradas pela ditadura, talvez por ser sempre uma voz discordante e um rosto associado ao Partido Comunista Português.

Por incrível que pareça este senhor de barba, óculos e camisas de fazenda, enveredou pelo mundo da música infantil e com um sucesso tal que se tornou como um tio para toda a geração dos anos 70 e 80 com programas televisivos como o Fungagá da Bicharada e presenças constantes em programas infantis e com discos editados durante toda a década de 80. Músicas como Olha a bola, Manel e Joana come a papa ficaram para sempre no imaginário infantil e ainda hoje são cantadas a crianças que as recebem com a mesma alegria que muitos de nós.












terça-feira, 24 de junho de 2014

... do Castle of Illusion Mickey Mouse

terça-feira, junho 24, 2014 0
... do Castle of Illusion Mickey Mouse

A Disney esteve sempre presente na consola da Sega, mas por norma eram os jogos relacionados com filmes que tinham sucesso, mas uma vez ou outra aparecia algum estrelando só uma das míticas personagens e nem por isso deixavam de apelar aos fãs tanto do estúdio como da consola. Mickey Castle of Illusion ainda hoje é lembrado com saudade por todos aqueles que jogaram isto no seu velhinho 16 bits.

Castle of Illusion Starring Mickey Mouse foi desenvolvido pela Sega em 1990, apresentando um jogo que conquistou rapidamente um público nos fãs de Mega Drive e mais tarde nos de Master System quando foi editado uma versão dele para a consola de 8 bits (normalmente era o oposto que acontecia).

Foi no Natal de 1990 que muitos puderam ver a personagem "bandeira" da Disney em toda a sua glória, num jogo onde ele era a estrela e tentava salvar a sua amada Minnie. A vilã da história era uma bruxa chamada Mizrabel, e o espírito do jogo misturava a acção de arcade com um feeling RPG ou jogo de estratégia. Os gráficos mais "sombrios" ajudavam ao ambiente da coisa e foi um dos títulos mais elogiados pela crítica, e um dos mais bem cotados nas revistas da especialidade.

Navegávamos pelo jogo e andávamos aos saltos com o Mickey, fazíamos ele disparar umas maçãs contra os inimigos que apareciam pelo caminho e tentávamos assim chegar ao fim do nível onde iríamos enfrentar um big boss. Tudo coisas que estávamos habituados nos outros jogos de arcade, mas este tinha algo de especial, desde a música aos gráficos bonitos (dentro do possível) para além da boa jogabilidade, tudo fazia com que Castle of Illusion fosse o jogo que pretendíamos jogar.

Foi feito um remake HD recentemente, e este continua a ser recordado com um dos melhores jogos da marca DISNEY para qualquer consola. Alguém mais se divertiu com isto?










segunda-feira, 23 de junho de 2014

... do Olho Vivo

segunda-feira, junho 23, 2014 0
... do Olho Vivo

Os anos 80 não seriam os mesmos sem a repetição de muitos programas que deram em décadas anteriores, por vezes chegavam a ter mais sucesso do que na sua primeira transmissão e a conquistarem por completo uma nova geração. O Olho vivo é uma dessas séries, vi-a nos anos 80 e fiquei apaixonado por aquele humor disparatado e o talento do actor principal.

Get Smart (Olho Vivo em Portugal, Agente 86 no Brasil) foi exibida entre 18 de Setembro de 1960 e 15 de Maio de 1970, num total de 5 temporadas com 138 episódios sendo transmitidos pelas 3 principais estações Norte-Americanas (NBC, CBS e ABC), sendo que nos anos 90 foi feito um remake pela FOX mas utilizando o elenco original (Don Adams e Barbara Feldon), tornando-se assim a única série a ser transmitida pelos quatro principais canais dos EUA.

Leonard Stern e Dan Melnick juntaram-se a Mel Brooks e Buck Henry para criarem uma série baseada na espionagem e guerra fria, aproveitando ainda a febre dos filmes do James Bond da década de 60. O episódio piloto foi gravado a preto e branco e transmitido pela ABC, que decidiu não comprar a série e estes foram parar à NBC onde já puderam filmar a cores e continuar com as loucuras programadas.

Don Adams foi escolhido para ser o Agente 86, Maxwell Smart, um agente secreto muito convencido e cheio de confiança, mas que era bastante desajeitado e muito ingénuo. A postura física de Adams ajudava à comédia da série, especialmente quando puxava de coisas esquisitas como o sapato que servia como "telefone" e o clássico "Cone de Silêncio" onde elaboravam os seus planos.

Adorava ver a personagem logo no genérico, onde ia passando por diversas portas até chegar ao quartel general da CONTROL, agência que protegia os EUA de todo o mal em especial da agência KAOS.

O chefe David Ketchum cumpria o papel sóbrio da série, interpretado por Edward Platt, tendo uma extrema paciência para tudo o que Smart fazia e até sentia alguma simpatia e carinho por ele.

A acompanhar o agente 86 tínhamos a bela Barbara Feldon como Agente 99, que ajudava bastante o seu parceiro a não se meter em grandes alhadas, mas muitas vezes era Smart que resolvia tudo apesar de ser sempre no seu jeito atrapalhado. Por vezes apareciam outros agentes mas a acção da série era sempre em torno destes dois e do seu chefe.

Vi a série na segunda metade da década de 80 na RTP, mas acredito que tenha dado anteriormente neste canal, já que era hábito repetirem as séries por diversas vezes. Lembro-me de ver no começo dos anos 90 aos Sábados de manhã ou aos Domingos e de me divertir sempre bastante com as desventuras de Maxwell Smart. No Brasil também teve bastante sucesso, tanto pela TV Record como pela Rede Bandeirantes, sempre com a dublagem Herbert Richers.

Nos anos 80 foi feito um filme para TV e no século XXI foi mesmo adaptado ao cinema, não tendo o mesmo impacto mas foi um filme que respeitou bastante o espírito da série original, com Steve Carell a captar na perfeição a ingenuidade e talento de Don Adams.

















... dos Malucos das Máquinas Voadoras

segunda-feira, junho 23, 2014 0
... dos Malucos das Máquinas Voadoras

Dick Vigarista e Mutley foram das personagens que mais se destacaram nos desenhos animados da Hanna-Barbera, não foi de estranhar por isso que tivessem direito a mais que um programa só deles e por isso depois das Corridas malucas, foi a vez das Máquinas voadoras. Apesar de terem trocado os carros por aviões e outros aparelhos que voavam, a loucura continuava a mesma e a essência das personagens também.

Dastardly and Muttley in Their Flying Machines (Esquadrilha Abutre/Máquinas Voadoras no Brasil e Malucos das Máquinas voadoras em Portugal) foi produzido pela Hanna-Barbera em 1969, dando assim destaque a duas das personagens mais populares do famoso Corridas Malucas. Vagamente baseado num filme, neste desenho podíamos acompanhar as tentativas de Dick, Mutley e o seu esquadrão de apanharem um pombo que levava mensagens importantes para os aliados.

Em Portugal a RTP transmitiu nos anos 70 e voltou a repetir em 1983 na sua versão original e com legendas em Português, anos mais tarde podíamos ver isto na TVI na versão dobrada em Brasileiro e depois no canal de cabo Cartoon Network outra vez na sua língua natal.

Dick Vigarista continuava o mesmo, com esquemas mirabolantes para conseguir o que queria e tratando mal o seu assistente canino, o Mutley, que se vngava por vezes do "dono" e ria-se com aquela gargalhada que todos adoravam. No esquadrão havia ainda o Zilly, que era bastante medroso e escondia-se várias vezes no seu uniforme e o único que percebia Klunk, o outro elemento do grupo que era também quem projectava e construía as aeronaves.

Vi isto com mais atenção no Cartoon Network, confesso que não me prendeu tanto apesar de achar alguma piada aos episódios que continha com os sonhos do Mutley, um desenho animado dentro de outro. E como sempre achava piada ao seu riso e de como reagia para ganhar uma medalha.










sábado, 21 de junho de 2014

... da música King of my Castle dos Wamdue Project

sábado, junho 21, 2014 0
... da música King of my Castle dos Wamdue Project

No final do Século XX as músicas com uma batida house ou tecno apareciam com mais frequência nos canais de música, rádios ou top's mundiais. Wamdue Project foi um single que dominou os tops com o seu teledisco em estilo anime e uma música animada com uma mistura que ajudou a conquistar as pistas de dança.

King of my Castle foi uma música criada pelo produtor Chris  Brann, sob o alias Wamdue Project em 1997. Com a voz de Gaelle Addison, a canção era mais calma apesar de ter já uma batida que depois foi aprimorada aquando da remistura pelo produtor de House, Roy Malone em 1999. Para complementar a coisa, criou-se um teledisco com imagens do Anime Ghost in the Shell, utilizando duas das coisas mais na berra nessa altura, Anime e música House.

A música foi #1 no Billboard, no Reino Unidos e em outros países europeus, sendo sempre presença nos três primeiros lugares e uma das mais tocadas nas rádios e televisões um pouco por todo o mundo. Portugal não foi excepção, numa altura em que a venda de Singles ainda era uma realidade, este single foi um dos mais vendidos e uma das mais ouvidas nesse verão.

Ahum, ahum

Must be the reason why I'm king of my castle
Must be the reason why I'm free in my trapped soul
Must be the reason why I'm king of my castle
Must be a reason why I'm making examples of you

Must be the reason why I'm king of my castle
Must be the reason why I'm free in my trapped soul
Must be the reason why I'm king of my castle
Must be a reason why I'm making examples of you

Ahum, ahum

Must be a reason why I'm king of
Must be a reason why I'm king of

Must be he the reason why I'm king of my castle
Must be he the reason why I'm free in my trapped soul
Must be he the reason why I'm king of my castle
Must be he a reason why I'm making examples of you

Ahum, ahum

Must be the reason why I'm king of my castle
Must be the reason why I'm free in my trapped soul
Must be the reason why I'm king of my castle
Must be a reason why I'm making examples of you

Must be the reason why I'm king of my castle
Must be the reason why I'm free in my trapped soul
Must be the reason why I'm king of my castle
Must be a reason why I'm making examples of you

Must be the reason why I'm king of my castle
Must be the reason why I'm free in my trapped soul
Must be the reason why I'm king of my castle
Must be a reason why I'm making examples of you









sexta-feira, 20 de junho de 2014

... da Tiazinha

sexta-feira, junho 20, 2014 0
... da Tiazinha

A década de 90 ficou marcada pela verdadeira loucura sexual que imperava nos programas televisivos, depois de anos de contenção muitos começavam assim a fazer tudo aquilo que queriam fazer mas não podiam, nuns países mais e noutros países menos. A Tiazinha foi então um expoente dessa liberdade televisiva, sendo um sucesso tanto no Brasil como em Portugal.

Suzana Ferreira Alves nasceu a 3 de Agosto de 1978 em São Paulo no Brasil, e começou a dar nas vistas no programa Hora H de Luciano Huck como assistente e dançarina do show. Mas foi ao encarnar a personagem Tiazinha que a sua carreira despontou, uma figura que encarnava os desejos de muitos homens, apelando para os feitiches sexuais e sado-masoquistas de muitos.

Ela despejava cera quente para cima de elementos masculinos do público e os depilava assim na hora, sem cuidado nenhum e para gáudio de todos. Com uma máscara, um chicote e lingeries sensuais, ela chamava a atenção de todos dentro do estúdio e fora dele tornando-se um dos maiores símbolos sexuais do Brasil nos anos 90.


Foi capa de muitas revistas masculinas, e em 1999 quando apareceu na Playboy conseguiu com essa edição se tornasse a segunda mais vendida da história da publicação Brasileira (ficando apenas atrás da edição que trazia A Feiticeira), algo compreensível já que estávamos no auge do êxito da personagem. Ela ganhava uma fortuna nos eventos em que aparecia e na venda de produtos que lançou com a sua marca.

Chegou a vir cá a Portugal por diversas vezes, fazendo sucesso e apostando no seu lado musical participando na música de outro artista, com um single que também vendeu bem no Brasil, mas já começava a ser o fim da Tiazinha que ganhou outro programa na Bandeirantes e tentava apelar agora a um público mais infantil.







quarta-feira, 18 de junho de 2014

... do Credifone

quarta-feira, junho 18, 2014 0
... do Credifone

Numa altura em que os telemóveis eram coisas de ficção científica, as Cabines Telefónicas eram verdadeiros salva vidas por vezes, fosse para algo urgente, fosse apenas para podermos falar com alguém sem encarecer a conta do telefone. Para não sermos apanhados sem trocos no bolso, havia o Credifone, um cartão que nos permitia usar a cabine e telefonar para quem queríamos sem grande problema.

A sigla TLP era algo bem comum nos anos 80, os Telefones de Lisboa e Porto, ainda sobre a alçada do estado e com os CTT como parceiros detinham o monopólio das cabines telefónicas e criaram uns cartões que permitiam aos clientes usar as mesmas sem necessitarem de estar sempre a colocar moedas. Pelo que lembro o Credifone era um cartão pré-pago, onde vinha dinheiro suficiente para x períodos que eram marcados na barra do cartão para sabermos o que tínhamos usado e quanto nos faltava.

As cabines tinham que possibilitar o uso do cartão, muitas vezes havia duas lado a lado, uma que permitia credifone para além das moedas e outra só para moedas. Os cartões não eram recarregáveis, ouvia-se um bip quando os períodos começavam a chegar ao fim e pronto tinha-se que comprar outro novo e aquele ficava sem efeito.

Existem rumores de que bastava colocar uma tira de fita cola ao longo da barra onde eram marcados os períodos para enganar a cabine, aquilo ficava marcado na fita, descolava-se e pronto. A dada altura os cartões deixaram de ser só práticos para serem também objecto desejado por coleccionadores, começaram a ser criados uns com imagens alusivas a eventos comemorativos, ou simplesmente com imagens especiais para satisfazer o coleccionador de cartões.

Quem utilizou disto?




segunda-feira, 16 de junho de 2014

... do Mini Chuva de Estrelas

segunda-feira, junho 16, 2014 0
... do Mini Chuva de Estrelas

Volto a ter um autor convidado, de novo Paulo Neto que vai recordar um dos programas emblemáticos da SIC de outros tempos, a Mini Chuva de Estrelas. Um programa que achei super deprimente, ao ver crianças todas cheias de maquilhagem (muitas vezes de forma exagerada), apresentado por Margarida Reis que também não achava muita piada.


Quem nunca fingiu ser um cantor famoso, no quarto, cantando ao som da rádio e/ou dos discos, com microfones improvisados (escovas de cabelo, canetas, colheres de pau, etc)? Esta típica brincadeira infantil foi sem dúvida a inspiração para o "Mini Chuva de Estrelas", programa que passou na SIC em duas temporadas durante os Verões de 1994 e 1995, durante o hiato da "Chuva de Estrelas" dos graúdos, nas noites de sexta-feira.

Apresentado por Margarida Reis, pelo programa passavam crianças entre os cinco e os dez anos, que tal como a sua versão sénior, eram entrevistadas num cenário a imitar um camarim e depois actuavam em palco, vestidas e caracterizadas conforme a estrela escolhida. A principal diferença é que não cantavam mas sim faziam playback da versão original, ainda que alguns petizes demonstrassem os seus talentos de canto na entrevista.

Depois da actuação, seguia-se a apreciação do júri, composto por Fernando Martins, Maria Vieira (que substituiu Teresa Ricou após umas sessões) e o convidado semanal, que decidiam qual era o vencedor em cada semana. (Na primeira temporada, era também atribuído um segundo lugar, algo que foi descontinuado na temporada seguinte). Também ao contrário do Chuva dos adultos, não havia apuramentos para a fase seguinte, pelo que não havia um vencedor absoluto.



O final era, como se impunha, em tons de apoteose e festa ao som do tema "Todos Juntos" (que continua gravado nos nossos discos rígidos) interpretado pela própria Margarida Reis e os Popeline (que eram uma espécie de equipa B dos Onda Choc)

Entre os cantores mais frequentemente imitados estavam Madonna, Michael Jackson, Dulce Pontes, Roberto Leal, Guns 'n' Roses, Bryan Adams e Mariah Carey. Mas o leque de imitações mirim que passaram pelo programa foi muito diversificado, indo dos cantores e grupos que faziam sucesso na época a glórias do passado (como por exemplo Elvis Presley, Liza Minelli e até Mirita "Maria Papoila" Casimiro), ou até mesmo desenhos animados como Jessica Rabbitt e a Pequena Sereia. Houve até mesmo casos de travestismo, pois recordo-me de duas meninas que encarnaram Jon Bon Jovi e Elton John e de um rapaz que não se acanhou em fazer-se passar pela metade feminina do Duo Ele & Ela! E num caso de full circle, houve duas concorrentes (uma delas minha conterrânea) a imitar Sara Tavares, a primeira vencedora do "Chuva de Estrelas".

Eu já conhecia o programa antes de este chegar a Portugal, pois durante um breve período em que houve antena parabólica na nossa casa, eu e a minha família víamos ocasionalmente a versão alemã (intitulada "Mini Playback Show"). Porém, este supostamente pueril e inofensivo programa gerou imensa controvérsia na época. A principal crítica era o facto dos petizes fazerem playback em vez de cantar mas também muitas vozes de vários quadrantes acusaram o programa de ser um produto exploratório - ou até mesmo sexualizante - para as crianças e que estas podiam ficar traumatizadas. Até surgiram vários boatos de que alguns dos pequenos participantes tinham ficado com problemas psicológicos e que tinham dado entrada em hospitais por causa disso. No entanto, o tempo demonstrou que este era mais um caso de muito barulho por nada, ocorrência tão típica no nosso país.

Hoje em dia, todos os concorrentes do "Mini Chuva de Estrelas" já são adultos, muitos deles provavelmente já são pais e a esmagadora maioria regressou alegremente ao anonimato após esses minutos de fama televisiva. Mas pelo menos uma das pequenas concorrentes veio-se a tornar uma conhecida actriz. Quem foi? Foi ninguém menos que Vera Kolodzig, que aos nove anos, ganhou a sessão em que participou imitando Marilyn Monroe com o célebre "I wanna be loved by you". Alguns anos mais tarde, seria escolhida para o papel principal da telenovela "Jardins Proibidos", dando aí início uma frutuosa carreira nas telenovelas da TVI. Também vim a descobrir que o cantor Tiago Teixeira, mais conhecido por T.T., também por lá passou mas não sei quem ele imitou.

E o que é feito de Margarida Reis, há muito afastada dos nossos ecrãs? Segundo um artigo que li há tempos num suplemento de televisão do Correio da Manhã, casou-se com um empresário americano e vive há vários anos nos Estados Unidos.

By Paulo Neto, escritor de livros como Motivos para Sorrir


















... do Chilavert

segunda-feira, junho 16, 2014 0
... do Chilavert

Sempre fui fã de guarda redes, e nos anos 90 existiram uns que se destacavam por sair da sua posição entre os postes e avançarem no terreno. Chilavert ia além disso e marcava golos de livres e tudo, um dos melhores na sua posição e um dos que marcou mais golos também.

José Luis Félix Chilavert González nasceu a 27 de Julho de 1965 no Paraguai, vindo-se a tornar um dos melhores guarda-redes dos anos 90 e o segundo na sua posição a marcar mais golos na sua carreira (mais só Rogério Ceni do Brasil). Chilavert começou a sua carreira profissional no Sportivo Luqueño, onde marcou 4 golos em 67 partidas, chamou a atenção do San Lorenzo da Argentina onde fez uma campanha sólida de mais de 120 jogos (curiosamente sem nenhum golo marcado), saindo em 1988 para Espanha onde viria a jogar duas temporadas no Zaragoza.

Mas foi o período no Velez Sársfield que o colocou na mira de todos, foi para o clube em 1991 e por lá ficou 10 anos vencendo 4 campeonatos da primeira divisão, foi ainda considerado o melhor guarda redes do mundo em 3 anos diferentes e um dos melhores do Mundial de 1998 na França.

Chilavert marcou na campanha do Paraguai para o Mundial de França e no certame quase que marcou de livre frente à Bulgária, sendo o primeiro na sua posição a tentar algo do género. Gostava muito de o ver jogar nessa altura e tentava sempre que me era possível acompanhar a sua carreira, ao contrário de Higuita ou Campos, ele era mais seguro entre os postes, algo não tão comum entre os guarda redes Sul Americanos e sempre que subia no terreno ou marcava um livre, tinha uma classe indiscutível que era perceptível a todos.

Não fez grande carreira na Europa, onde jogou em Espanha e em França, mas não deixou por isso de ser sempre olhado como um dos melhores e respeitado pelos seus adversários. Isto apesar de ter tido problemas com Roberto Carlos do Brasil, a quem acusou de racismo e provocações xenófobas e reagiu com uma sapatada que o levou a ser suspenso pela FIFA por três jogos.

Apesar das complicações ainda participou na campanha no mundial da Coreia em 2002, onde quase que marcou um golo à Espanha e ajudou a que o seu País fosse à fase final mais uma vez. Individualmente venceu vários prémios, desde o melhor jogador na Argentina, a melhor jogador Sul Americano, a melhor Guarda Redes do Mundo.

Nos clubes venceu a taça de França, campeonatos na Argentina e Uruguai e diversas outras taças. Tem o recorde do guarda redes que mais golos marcou por uma selecção e um dos que mais golos marcou ao longo de uma carreira. Foi sem sombra de dúvidas um dos meus preferidos.







sexta-feira, 13 de junho de 2014

... da Moranguito

sexta-feira, junho 13, 2014 0
... da Moranguito


Há personagens que conseguem ser fortes em quase todos os formatos que aparecem, cativarem fãs e conquistarem público mesmo que esses fiquem só por um desses formatos. A Moranguito é uma dessas personagens, um sucesso de TV, BD e até de brinquedos, conquistou várias gerações e foi uma das grandes heroínas dos anos 80.

A Moranguito (Stawberry Shortcake no original) foi criada em 1977 por Murriel Fahrion, que concebeu esta simpática menina para os cartões de aniversário da American Greeting. O sucesso foi quase imediato e rapidamente começou a aparecer noutro tipo de produtos, como posters, peluches e especiais de TV. Foram 6 curtas-metragens produzidas por diversas companhias entre 1980 e 1985, todas com algum sucesso que ajudaram a que a febre do Moranguinho fosse uma certeza na década de 80 nos Estados Unidos e noutros países.

Rapidamente foi construída uma galeria em torno da nossa heroína, tudo com nomes sugestivos como Bolo de Amora ou Tarte Framboesa, e tudo vestido de uma forma a relembrar aquilo que lhes dá nome. No caso dos bonecos, até tinham um cheiro similar ao produto do qual recebiam o nome, lembro-me de uma prima ter um desses. No meu caso lembro-me de ver alguns episódios disto na RTP, na sua versão original com legendas em Português a meio dos anos 80 (86 mais ou menos acho) e repetiu por diversas vezes como era hábito nesse canal.



Depois lembro-me de ler as revistas da editora Abril e de gostar um pouco daquilo, sempre fui um pouco fã destas coisas a fazer lembrar "equipas", como o Meu Pequeno Pónei ou os Ursinhos Carinhosos, com membros com um poder ou com uma característica especial. O conceito era simples, viviam todos felizes numa aldeia, onde cada um cultivava algo que lhes era querido, e depois tinham que enfrentar um vilão que queria mal a eles e fazer tortas ou algo assim já não me recordo bem.

Caderneta de cromos da Disvenda, figuras pvc, material escolar, de tudo um pouco começou a ser colocado à venda no nosso país para gáudio de todos os que eram fãs desta Moranguito. Mas no final dos anos 80 a coisa começou a esmorecer, e assim foi até 2002, quando tudo foi revitalizado e redesenhado para uma nova geração e voltou assim a ter algum sucesso embora temporário. Em 2009 houve uma nova tentativa de renovação da linha e a mesma voltou a ter algum sucesso, apesar de sempre longe da loucura que chegou a ser nos anos 80.














terça-feira, 10 de junho de 2014

... do Filme Splash, a Sereia

terça-feira, junho 10, 2014 0
... do Filme Splash, a Sereia

Uma daquelas comédias românticas (misturando elementos de fantasia) que marcou a década de 80, Splash a Sereia foi um filme que cativou o público mostrando o romance entre uma sereia e um habitante de terra firme.

Splash (Splash a Sereia em Portugal e Splash, uma Sereia na minha vida no Brasil) foi realizado por Ron Howard tendo um jovem Tom Hanks a protagonizar o filme ao lado da bela Daryl Hannah e secundado por actores de qualidade como John Candy ou Eugene Levy. O filme sobressaía das outras comédias românticas pelo factor fantasia presente no argumento, não fosse a protagonista feminina uma Sereia em terra firme. Saiu em Março de 1984 e foi um sucesso de bilheteira, agradando ao público e à crítica, sendo nomeado para um Óscar de melhor argumento.

Ajudou a popularizar o nome Madison nos EUA, sendo responsável pelo crescimento do número de meninas com este nome a partir da data de estreia e ajudou também a implementar Tom Hanks como um nome associado a bons números de bilheteira. Em Portugal foi um sucesso no VHS, tendo também tido sucesso quando foi transmitido numa Lotação Esgotada, fazendo com que tudo procurasse a TV Guia que tinha a capa do filme para o poder gravar.

Tom Hanks é um jovem executivo que tinha tido um encontro com uma Sereia quando era criança, mas reprimia essa memória pensando tratar-se apenas de uma alucinação. Anos mais tarde volta ao local e ao cair de novo na água, é salvo pela mesma sereia, algo que não se apercebe já que ela em terra firme ganha pernas como se fosse uma mulher normal.


Daryl Hannah é a Sereia, que após encontrar a carteira de Hanks no mar decidi ir à procura dele em terra firme apesar de não saber nada dos costumes e ser logo presa por estar semi nua. Eugene Levy era o cientista que suspeitava da existência da Sereia e está sempre atrás do casal tentando atirar água para cima dela, provando assim a existência da sua cauda de sereia. Apesar de sofrer muito fisicamente, lá consegue com que se perceba que ela é uma sereia, e Hanks fica chocado com isto acabando por a abandonar.

É só quando o seu irmão, interpretado por John Candy, o chama a atenção que ele decide ir salvar o seu amor, mascarando-se de cientista Sueco, dando azo a uma cena muito engraçada onde Candy mostra todo o seu talento na comédia. O filme acaba com Hanks e Hannah a entrarem para dentro de água e irem viver para um reino subaquático, num final feliz que agradava a todos.











... das Anedotas sobre Samora Machel

terça-feira, junho 10, 2014 0
... das Anedotas sobre Samora Machel

Sempre houve personalidades que se tornaram o centro de anedotas, nos anos 80 uma das mais usadas era a do Presidente Moçambicano, Samora Machel. Era comum ouvir os nossos Pais e Tios a rirem-se com as anedotas onde este senhor era a figura principal, mas não sabíamos bem sequer quem era ou o porquê de ser o centro destas piadas.

Samora Moisés Machel nasceu a 29 de Setembro de 1933, após concluir os estudos decide ir trabalhar num hospital em Lourenço Marques sendo que depois ingressa na FRELIMO chegando a presidente do grupo de rebeldes em Maio de 1970. Tornou-se o líder revolucionário que fez com que a Guerra da Independência de Moçambique fosse um sucesso e se tornasse o primeiro Presidente da Nação entre 1975 e 1986.

Não sei se por ressabiamento de se perder uma colónia, se por ter corrido com os Portugueses do país e ter liderado um governo de índole comunista, mas ele tornou-se o protagonista de uma série de anedotas nada abonatórias a seu respeito. Machel morreu num desastre de avião a 19 de Outubro de 1986. Eis algumas das anedotas da altura:

Porque é que o carro do Samora Machel está cheio de buracos?
Porque foi pintado à pistola.

Porque é que a casa de Samora Machel é redonda? 
- Para que os criados não mijem nos cantos.

De quantos criados precisa Samora Machel para pintar a casa? 
- Mil e um. Um para segurar o pincel e mil para abanar a casa.

Num intervalo dos trabalhos, Samora Machel e os seus colaboradores dizem adivinhas e contam anedotas.
- Camarada Presidente. Está um homem deitado. Quantos chinelos há debaixo da cama? - diz um deles.
- Um homem, um chinelo - responde Samora.
- Não, camarada. Um homem deitado, um par de chinelos debaixo da cama!- Bem. E agora: Estão dois homens deitados na cama, quantos chinelos lá estão?
- Dois homens, dois chinelos - responde o Presidente.
- Não, camarada Presidente. Dois homens, dois pares de chinelos! Não é verdade? Agora outra mais simples: Branco é, galinha o põe. Cai no chão, fica amarelo. O que é?
 - Ah, agora já não me enganam. Já sei: três pares de chinelos!

Samora Machel, homem muito dedicado à ciência, decide fazer a seguinte
experiência: pegou numa rã, cortou-lhe uma das patas e disse-lhe:
- Rã, salta!
E a rã saltou. Resultado da experiência: "Rã com três patas salta!"
Cortou mais uma das patas à rã e disse:
- Rã, salta!
E a rã saltou. Resultado da experiência: "Rã com duas patas salta!"
Cortou mais uma pata à rã e disse:
- Rã, salta!
E a rã saltou. Resultado da experiência: "Rã com uma pata salta!"
Cortou a última pata à rã e disse:
- Rã, salta! - e nada. - Rã, salta! - e nada.
Resultado da experiência: "Rã sem patas é surda!"

De lembrar que, como nas anedotas do Hitler, muitas destas eram contadas com um sotaque forçado que ajudavam a que ela tivesse mais "piada".







segunda-feira, 9 de junho de 2014

... do Jogo Quente ou Frio

segunda-feira, junho 09, 2014 0
... do Jogo Quente ou Frio



Sempre tivemos muitos jogos e brincadeiras para nos entretermos, alguns mais simples, outros mais complicados, muitos vindos de outras gerações e que nos eram passados para que nos divertíssemos como nossos pais haviam se divertido. O jogo Quente ou Frio era simples mas permitia alguns bons momentos de diversão, daquelas brincadeiras intemporais que qualquer criança acha piada e por isso ainda hoje continua a ser utilizada por algumas crianças.

No jogo Quente ou Frio bastavam 2 jogadores, mas por vezes o mesmo era jogado por várias pessoas apesar de ser quase sempre duas pessoas de cada vez. Na brincadeira, uma das crianças escondia um objecto e depois a outra tinha que procurar o mesmo, umas vezes de olhos vendados outras de olhos abertos. As únicas indicações que teria seria da pessoa que tinha escondido o objecto e iria gritando "frio, gelado" quando estivesse muito distante do objecto ou "morno, quente" quando começasse a aproximar-se e "a ferver, a escaldar" quando já estivesse mesmo em cima do objecto.

Simples e garantia de alguma distracção e divertimento em dias de chuva ou que não podíamos sair de casa. Por vezes também era uma das brincadeiras nas festas de aniversário na casa de alguém. Alguém aí passou aos filhos esta brincadeira?









... do Lionel Richie

segunda-feira, junho 09, 2014 0
... do Lionel Richie

Fez parte de uma das bandas de maior sucesso da década de 70, e a solo soube manter esse sucesso e ser uma das figuras de destaque da música nos anos 80. Lionel Richie é um cantor/compositor que deixou a sua marca no panorama musical que se goste ou não do seu estilo.

Lionel Brockman Richie, Jr, nasceu a 20 de Junho de 1949 no Alabama (EUA), e depois de ter feito parte de alguns grupos de R&B nos anos 60, juntou-se aos Commodores em 1968, banda que começou a fazer algum sucesso com as suas músicas Soul e Funk. Richie era cantor e tocava saxofone no grupo, começando depois a escrever baladas mais românticas que ajudaram a que os Commodores se tornassem um nome a ter em conta nos anos 70.  "Easy" e "Three Times a Lady", foram alguns dos sucessos que ele escreveu e cantou no grupo, mostrando que tinha um grande talento como compositor e começou assim a escrever para outros cantores, sendo que algumas delas se tornaram grandes êxitos.

"Lady" de Kenny Rogers é um bom exemplo disso, tornando-se uma das músicas mais tocadas de 1980, enquanto que no ano seguinte o dueto entre Richie e Diana Ross com a música Endless Love ajudou-o a ganhar uma tal notoriedade que o fez aventurar-se a solo no ano seguinte. Vendeu mais de 2 Milhões só nos Estados Unidos, sendo um dos maiores sucessos de sempre da Motown, e foi #1 em diversos Países do UK ao Canadá, do Brasil ao Japão passando pela Austrália ou mesmo Portugal.


Em 1982 lançou Lionel Richie, o álbum que viria a vender mais de 4 Milhões de cópias, com o single "Truly" a torna-se uma das mais tocadas desse ano. No ano seguinte bateu esses recordes (vendendo o dobro) e ganhando prémios como 2 Grammys, incluindo o de Álbum do ano. Can't Slow Down levou o artista também ao reconhecimento Internacional, com a música "All Night Long" a colocar a dançar o mundo inteiro com aquele ritmo Caribenho que beneficiou de um teledisco muito colorido e do facto de ter sido tocada por Lionel na cerimónia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Los Angels.

Mas 1984 foi um ano de mais #1's para Richie, a música "Hello" tornou-se uma das de maior sucesso da sua carreira (ainda hoje recordada e cantada por todos mesmo que de forma perjorativa), uma música romântica muito intensa que ainda foi acompanhada por outras como "Stuck on you" ou "Penny Lover". Cá em Portugal era impossível ficar indiferente às suas músicas, apareciam constantemente na rádio ou nos programas de Televisão e o artista fez parte da colecção de latas da Pepsi que comemorava os artistas ligados aquela marca, algo que aconteceu também no Brasil e em outros países.


Em 1985 compôs e interpretou "Say you, Say me" para o filme White Nights, que o levou a vencer um Óscar e a ser #1 na tabela Norte Americana. algo que voltou a repetir nesse ano quando colaborou com Michael Jackson no mega êxito "We are the World". Muitos chamavam-no do "Barry Manilow preto" devido às músicas que compunha e interpretava mas isso era diminuir o trabalho e talento deste artista, que já se tinha implementado no panorama musical e não necessitava de comparações.

Em 1985 fugiu um pouco às baladas e editou aquele que foi o seu último disco de sucesso, Dancing on the Ceiling, que apesar das suas músicas animadas e fora do que estávamos habituados a ver, teve um grande sucesso com os singles Say you, Say me e Dancing on the ceiling a treparem as tabelas de top um pouco por todo o Mundo. Ainda editou alguns álbuns, mas ficou sempre longe do sucesso que teve no começo dos anos 80, apesar de continuar sempre a aparecer em destaque em discos de outros artistas ou em programas de televisão.

Nos últimos tempos virou um sucesso nos países Árabes, fazendo digressões por lá de forma constante assim como pela Austrália ou Nova Zelândia. O artista chegou a voltar às suas origens R&B mas continua a ser fiel às músicas pop que o fizeram ser reconhecido internacionalmente.











domingo, 8 de junho de 2014

... do Crazy Taxi

domingo, junho 08, 2014 0
... do Crazy Taxi

Numa altura em que os jogos Arcade já não tinham o mesmo impacto que tiveram na década anterior, Crazy Taxi foi um sucesso em 1999 e continuou-o a ser quando foi transportado para as consolas caseiras e os computadores pessoais. Um videojogo onde conduzíamos um carro furiosamente por várias cidades e com a possibilidade de fazer várias manobras perigosas com o mesmo, numa altura em que estávamos habituados a levar um carro do ponto A até ao ponto Z.

Crazy Taxi foi desenvolvido pela Hitmaker e publicada pela SEGA que a lançou nas máquinas de arcade em 1999, rapidamente foi produzida uma versão para a Dreamcast, depois para a Playstation 2 e Nintendo Gamecube (pela Acclaim) e em 2002 para PC. O jogo foi recebido de forma positiva quer pela crítica quer pelo público, os seus gráficos coloridos, a sua jogabilidade viciante e as façanhas necessárias com o carro faziam com que todos gostassem de experimentar a condução deste Taxi amarelo.

Basicamente tínhamos que recolher clientes e levá-los ao seu destino o mais rápido possível, enquanto que pelo caminho podíamos ganhar pontos ao levar o táxi quase a bater em outros carros ou obstáculos pelo caminho, isso tudo enquanto seguíamos a grande seta verde que nos indicava o caminho a seguir. Para além disso podíamos ouvir música de bandas como Ofsspring enquanto conduzíamos que nem uns loucos, num jogo que nos deixava completamente viciados e recebia sempre notas acima de 90% em todas as revistas da especialidade.

Foram criadas várias sequelas, e o jogo continua ainda hoje a ser considerado um dos melhores e mais divertidos do género. Quem jogou Crazy Taxi por aí?









sábado, 7 de junho de 2014

... do Programa O Foguete

sábado, junho 07, 2014 0
... do Programa O Foguete

A RTP dava-nos sempre programas de variedades ao Sábado à noite, já falei de vários aqui no blog e hoje chegou a vez de falar do Foguete, o único que era filmado "dentro" de um comboio. Com grandes nomes do audiovisual, o Foguete misturava rábulas humorísticas com números musicais e algumas entrevistas.

Foram 10 programas que a RTP transmitiu no Verão de 1983, aos Sábados à noite e que nos fazia embarcar num comboio muito especial com uns funcionários e passageiros muito divertidos. António Sala, Carlos Paião e Luís Arriaga eram os criadores do Foguete, nome emprestado do comboio que nos anos 50 fazia a viagem entre Lisboa e Porto e que para além da sua rapidez proporcionava uma série de luxos a bordo nunca antes vistos.

Para além de o terem criado, os 3 artistas participavam nas rábulas e protagonizavam um dos maiores genéricos de sempre da Televisão Portuguesa, que víamos todos os Sábados com a mesma intensidade que da primeira vez. Sala era o Revisor, Arriaga o Barman e Paião o Maquinista, e ambos interagiam alegremente com os actores convidados que incluíam nomes como o de Fernando Mendes, naquele que foi o seu primeiro papel na televisão. Na música, e como de costume, passaram grandes nomes por este comboio, como José Cid, Doce ou Marco Paulo.

Achava muita piada ao genérico, filmado na estação de Alcântara e que mostrava os 3 criadores em palermices em torno de um comboio real. Quando as coisas começavam, achava sempre esquisito como podia acontecer tanta coisa num comboio, como ele de repente parecia tão grande e nunca se via as pessoas a tremer e a baloiçar nos seus lugares. Na altura a crítica não foi muito favorável, mas ainda hoje as pessoas se lembram da música do genérico e gostam de a cantarolar.



sexta-feira, 6 de junho de 2014

... das Confissões de Adolescente

sexta-feira, junho 06, 2014 0
... das Confissões de Adolescente

Lembro-me de gostar bastante da série Confissões de Adolescente, isto apesar da mesma ser mais direccionada ao público feminino, muito por culpa da química que existia entre o elenco e também das boas histórias apresentadas.

Confissões Adolescentes foi baseado no livro de Maria Mariana, sendo adaptado à televisão por Daniel Filho para a TV Cultura em 1994. Estreou a 22 de Agosto e para além de 4 jovens adolescentes, trazia ainda o veterano Luís Gustavo como o pai solteiro responsável por estas 4 garotas. No seriado (como chamam lá no Brasil) eram abordados temas como a menstruação, namoros, primeiros beijos e mostrando todos os problemas normais dos adolescentes como os conflitos no colégio e problemas com as amizades que se tinham.

Maria Mariana interpretava Diana, Georgiana Góes era Barbara, Daniele Valente vestia a pele da Natália enquanto que a personagem Carol (a caçula) teve duas actrizes, Débora Secco na primeira temporada e Camila Capucci na segunda quando Débora foi filmar a Próxima Vítima. Luís Gustavo era Paulo sendo o mais velho no elenco principal, que ainda contava com um elenco secundário com Analu Prestes ou Mariana Oliveira.



Não me lembro de tudo da série, mas que gostava da forma de ser de Carol, uma "maria-rapaz" que se vestia sempre com roupas largas, boné e jeans querendo é se divertir com as amigas sem se preocupar muito com os rapazes. Havia diferenças entre as irmãs, uma mais tímida, outra mais alegre e extrovertida  e por aí fora. Pelo que me recordo usava-se também o "falar para a câmara" como se tivessem a desabafar connosco, e isso criava outro tipo de intimidade com o público que via o programa.

Temas como a perda de virgindade, o primeiro beijo, a morte da mãe muito cedo e os típicos problemas de um qualquer adolescente. Lembro-me de um episódio em que Carol fica triste com um dia da Mãe e decide andar com más companhias e beber até cair, sendo apanhada pelo Pai que lhe chega a bater e tudo. Emoções fortes na série que chegam a mostrar como uma descobre que está grávida e como o pai reage mal à notícia, ao contrário das irmãs que a apoiam incondicionalmente.

Por cá acho que foi transmitido pela TVI, quase certeza disso, se bem que também posso ter visto no GNT, em todo o caso gostei bastante disto, que veio de um livro, virou uma série de televisão e em 2013 até foi feito um filme no Brasil utilizando a mesma história base. Por cá a dada altura foi feita uma peça de teatro que teve algum sucesso. Quem mais gostava desta série?







quinta-feira, 5 de junho de 2014

... da Farinha Maizena

quinta-feira, junho 05, 2014 0
... da Farinha Maizena
Sempre fomos um povo fã de papas, e o período entre os anos 60 e 80 foi rico em marcas que ficaram na memória colectiva, como a Farinha Maizena. Com o amido de milho em destaque, era a preferida de muitos bem quente e com canela por cima.

Os irmãos Duryea criaram uma embalagem mais higiénica e prática para vender a sua farinha de milho, algo que em 1865 era muito procurado nos Estados Unidos e desejado pelos seus nutrientes e sabor. O nome Maizena provém do termo Maiz usado pelos Espanhóis para se referirem ao Milho, sendo sempre embalada numa embalagem onde o amarelo predomina e chama a atenção.

Em 1905 chegou ao nosso país e instalou-se firmemente nas prateleiras dos supermercados acompanhada por outros produtos de então do mesmo género. Curiosamente nos primeiros tempos a sua principal utilização era para ajudar as senhoras a engomar a roupa, mas começou depois a ser usada como produto alimentar principalmente como uma papa que se dava às crianças pela manhã ou pela ceia, de preferência quente e com alguma canela por cima.

Começou a perder a corrida para as papas que apareciam a toda a hora, como a Milupa, Cerelac ou Farinha 33, mas continuou a ser utilizada na cozinha de muitos Portugueses, já que ajuda bastante no fabrico de molhos e sopas. Quem comeu ou fez desta farinha?






quarta-feira, 4 de junho de 2014

... do Bananaman

quarta-feira, junho 04, 2014 0
... do Bananaman

O Reino Unido por vezes dava-nos coisas muito surreais, e o Bananaman é um bom exemplo disso. Uma personagem que passou das tiras de jornais para os ecrãs de Televisão mas sem perder a sua loucura.

Bananaman foi criado por Steve Bright e Dave Donaldson com arte de John Geering em 1980, para umas tiras onde a personagem fazia paródia a heróis bem conhecidos por todos nós. O herói é uma fusão entre Super-Homem, Batman, Marvelman e Capitão Marvel, apresentando sempre uma comédia exageradamente física mas sempre temperada com o humor Britanico o que fazia ter algum sucesso e rapidamente começou-se a fazer uma adaptação para o pequeno ecrã.

Em 1983 a BBC aproveitou um grupo de humoristas de sucesso (os Goodies), para fazerem as vozes das personagens num desenho animado baseado no Bananaman. Produzido pela 101 filmes, teve 3 temporadas num total de 40 episódios e foi transmitido por cá pela RTP no seu segundo canal no final da década de 80. Lembro-me de apanhar alguns episódios ao final da tarde, por isso presumo ter sido esse um dos horários que a série teve por cá.

Eric Wimp (ou Eric Twinge no cartoon) era um adolescente que ganhava poderes de super herói a comer bananas, que o fazia transformar-se num adulto com poderes como o voo, super força e invulnerabilidade. Caso precisasse de mais força, comia mais bananas e conseguia assim ultrapassar os obstáculos a sua frente, se comesse muitas bananas, ficava obeso e de uma forma cómica não conseguia depois fazer nada.

Uma série algo divertida mas mais pelo surreal do que pelo argumento, no entanto lembro-me de me divertir com alguns episódios desta série. Quem mais via?