Maio 2014 - Ainda sou do tempo

sexta-feira, 30 de maio de 2014

... das Pistolas de Fulminantes

sexta-feira, maio 30, 2014 0
... das Pistolas de Fulminantes


Noutros tempos, em que o politicamente correcto ainda não dominava o mundo, não havia problema nenhum em dar armas de brincar para as mãos das crianças mesmo que estas parecessem reais e por vezes fizessem barulhos muito semelhantes a uma pistola verdadeira. As Pistolas de Fulminantes fazia sucesso por causa disso mesmo, dava um estilo tremendo estar com uma destas na mão e a dar tiros bem barulhentos.

Para além das pistolas de água, as pistolas de fulminantes faziam um grande sucesso entre os rapazes, por norma eram mais utilizadas no Carnaval (para complementar uma máscara de cowboy por exemplo) mas podíamos as usar durante o ano todo, tínhamos era que ir à procura dos fulminantes para a mesma ou então ficarmos só com ela na mão que já dava um grande impacto.

A grande maioria destas pistolas era de metal, o que dava outro peso na mão e nos fazia sentir mais "homens" com uma e com um grande estilo como os heróis que víamos nos filmes ou na TV. Normalmente eram de marcas Inglesas ou Espanholas, com um realismo por vezes assustador, e quando carregada de fulminantes fazia um barulho e uma fumarada que nos fazia pensa que tínhamos mesmo disparado um tiro.

Hoje em dia é proibida a sua venda, e aliás vê-se cada vez menos rapazes a brincar com pistolas como noutros tempos, já que se achou que as mesmas iriam tornar as crianças cada vez mais violentas. Cheguei a ter um revólver do género "cowboy" e uma toda preta sofisticada, mais à espião, e grande gozo que me dava brincar com elas mesmo que não as disparasse.










quinta-feira, 29 de maio de 2014

... do Champomy

quinta-feira, maio 29, 2014 0
... do Champomy

Os mais novos sempre quiseram imitar os mais velhos, por isso tínhamos produtos a emular outros que faziam mal às crianças, como os famosos Cigarros de Chocolate. No caso do Champomy, imitava-se o champanhe, permitindo assim a que todos pudessem fazer um brinde numa festa qualquer.

Havia aquele momento numa festa em que os mais novos faziam birra por causa dos mais velhos irem brindar com vinho, cerveja ou champanhe. Não havia volta a dar, eles não iriam dar dessas bebidas aos mais novos e a coisa ficava por ali. Foi então que se começou a ver uns anúncios a algo que vinha solucionar o problema, o Champomy.

Este produto da Schweppes apareceu em 1989, e mostrava um grupo de crianças todo contente a abrir uma garrafa que parecia ser de champanhe, mas era na verdade de uma espécie de sumo de maçã que se assemelhava em tudo à sua contra-parte Francesa. Nunca bebi nenhum, mas achava sempre piada ao anúncio e como aqueles miúdos achavam-se muito adultos com um copo daqueles na mão.









quarta-feira, 28 de maio de 2014

... dos Queridos Inimigos

quarta-feira, maio 28, 2014 0
... dos Queridos Inimigos

Volto a recordar outro programa dos tempos que a TVI era só a Quatro, o Queridos Inimigos, que colocava dois concorrentes (um Masculino e um Feminino) numa série de provas engraçadas com a apresentação de Rogério Samora e Mila Ferreira.

Eu gostava da Quatro, era um canal que não exagerava nas coisas populares e apresentava séries bastante interessantes e programas engraçados. Já aqui falei do Doutores e Engenheiros, e falarei agora de outro concurso conhecido, o Queridos Inimigos. Este foi transmitido entre 1993 e 1994, com a apresentação de Rogério Samora e Mila Ferreira, pelo menos eu só assisti aos programas apresentados por esta dupla, mas após consulta ao http://enciclopediadecromos.blogspot.pt/, verifico que teve uma primeira temporada em que a companhia de Sanora era a Margarida Reis.



Mais um programa com música ao vivo e provas bem interessantes e divertidas que animavam o público tanto na plateia como em casa. Os dois apresentadores tinham uma boa química que ajudava à coisa, e uma das provas que me lembro era a de telefonarem para alguém ao calhas e terem que manter uma conversa durante x tempo antes de desligarem. Como em tudo na altura, havia sempre muito barulho à mistura quer durante as provas quer nos números musicais com bandas conhecidas a aparecerem como convidados especiais.

Lembro-me de ver aquilo ao fim de semana, mas parece que era transmitido durante a semana e depois repetido então ao fim de semana, algo estranho mas na altura podia ser assim que se fizesse as coisas na Quatro. Uma curiosidade era a de que Nuno Graciano aparecia neste programa como assistente, indo depois com a Mila Ferreira para o programa Doutores e Engenheiros.








... do Falco

quarta-feira, maio 28, 2014 0
... do Falco

Nunca tivemos problema em gostar de músicas das quais não percebíamos nada do que falavam, por isso não de estranhar que o Austríaco Falco tivesse tido algum sucesso por cá mesmo com as suas músicas cantadas em Alemão.

Johann (Hans) Hölzel nasceu a 19 de Fevereiro de 1957 na Áustria, começando a ter algum sucesso logo no seu primeiro álbum de 1982, com a música "Der Kommissar", um música em Alemão que falava do consumo de drogas e misturava rap com pop, criando uma melodia que cativou vários países Europeus ajudando-o a entrar no top desses países. Lembro-me que chegou a ter versão ou dos Ministars ou dos Onda Choc (aliás como outras das suas músicas).

Começou a experimentar com letras em Inglês para ver se conseguia entrar no mercado Norte-Americano, o único onde não tinha ainda muito reconhecimento e baseou-se no filme Amadeus para compor o "Rock me Amadeus" que se veio a tornar um dos seus maiores êxitos a nível mundial. Com esta música conseguiu finalmente entrar no mercado que lhe escapava, o do Reino Unido e o dos Estados Unidos, e foi logo direito ao topo onde ficou algumas semanas com esta melodia hipnotizante que misturava mais uma vez algum rap e pop.


Falco não fugia a polémicas, e o seu próximo Single "Jeanny" chegou a ser banido em algumas rádios e em alguns países, isto porque ao analisar a letra da música percebia-se que era de um violador e um assassino. A música falhou no mercado Americano, mas teve algum impacto no Europeu onde conseguiu uma boa perfomance.

Eu gostava do estilo do artista e das suas melodias, Vienna Calling e Rock me Amadeus eram as minhas favoritas e cheguei a ter k7's com elas e que ouvi até a exaustão. Falco morreu em Fevereiro de 1998, poucos dias antes do seu 41º aniversário numa altura que até planeava o seu regresso aos palcos.













terça-feira, 27 de maio de 2014

... do GI Jane

terça-feira, maio 27, 2014 0
... do GI Jane

Um daqueles filmes que surpreendeu por ter uma personagem feminina como protagonista, tal a violência física e psicológica presente em algumas cenas, mas foi por isso mesmo que muitos ainda se recordam dele, pela intensidade e força dessas cenas. GI Jane foi um digno representante de filmes de acção dos anos 80, tendo até direito a frases que ficaram na memória colectiva como acontecia nessa década.

GI Jane foi dirigido por Ridley Scott, tendo Demi Moore como protagonista e foi o sucesso do Verão de 1997 continuando depois a ser um sucesso quando se começou a alugar o filme ou a vê-lo na tv. Aqui acompanhamos a história da Tenente Jordan O'Neill, que vai prestar provas para fazer parte de um dos ramos mais fortes dos Militares (algo equivalente aos Navy Seals na realidade) de modo a provar que as Mulheres podiam fazer parte de todos os ramos da indústria militar.

O problema vai ser no Comandante Urgayle (Viggo Mortensen) que é tão bruto como o treino que dirige, e faz de tudo para fazer a vida negra a O'Neill que já enfrentava o escárnio dos seus colegas de treino (todos homens obviamente). No começo era-lhe dado algumas benesses por ser do sexo feminino, ter 30 segundos de vantagem numa prova por exemplo, mas ela começou a pedir para ser tratada por igual e foi assim que as coisas começaram a aquecer.

Paralelamente a isto tudo, vemos os interesses da política a misturarem-se com a dos militares, todos querendo aproveitar esta situação de O'Neill. A cena em que Urgayle espanca violentamente O'Neill (fazendo com que até os seus colegas a comecem a apoiar) é daquelas cenas que ninguém esquece, com uma frase fenomenal de Demi Moore, deixando o seu agressor sem saber o que pensar.

Um filme interessante e que vale a pena ver, mais que não seja pela boa interpretação de Demi Moore, num papel intenso e que torna o filme ainda mais agradável.
















segunda-feira, 26 de maio de 2014

... do Canty, o Cantinflas Português

segunda-feira, maio 26, 2014 0
... do Canty, o Cantinflas Português



As k7's audio faziam parte da nossa vida nos anos 80, e sempre que se ia numa longa viagem de carro era certinho que se ia ouvir alguma, e nem sempre eram de música, muitas vezes eram de anedotas como aquelas do Canty, o Cantiflas Português. Anedotas picantes que faziam as delícias dos mais velhos (especialmente o público masculino), enquanto que os mais novos não sabiam bem como reagir.

Canty, o Cantiflas Português era um dos maiores nomes no género de anedotas com picante, as suas k7's não podiam ser encontradas em todo o lado mas o certo é que havia sempre alguém que aparecia com uma delas e a ia partilhando com os amigos. Sempre com umas capas onde fazia lembrar o Cantiflas original, o nosso Canty gostava de pisar o risco ao contar as suas anedotas, não se fazendo rogado de mandar o seu palavrão mas de uma forma simples e tudo a ver com a piada que ia contar, não o fazia de forma gratuita.

Por vezes o "picante" nas suas anedotas era muito pouco, podiam ser contadas a todos da família porque ou era à base de innuendo ou o público não levava a mal já que não tinha asneirada. Era um dos maiores nomes da Discossete e gostava de se gabar de ser sempre um best seller das k7's, o que era comprovado com os volumes que eram editados das suas anedotas, uns a seguir aos outros. Eis alguns exemplos







sexta-feira, 23 de maio de 2014

... do Turbo Teen (o Rapaz Turbo)

sexta-feira, maio 23, 2014 0
... do Turbo Teen (o Rapaz Turbo)

Este é um daqueles desenhos animados estranhos, dos muitos que vimos na década de 80, ficávamos a ver apesar de percebermos que aquilo era muito mauzinho. Turbo Teen teve apenas 13 episódios, mas quem os viu nunca mais vai esquecer, de certeza.

Turbo Teen (Rapaz Turbo) é uma produção Ruby-Spears, realizados por John Kimball sendo transmitidos pela ABC entre 1984 e 85. Por cá foi em 1989 que pudemos acompanhar na RTP este desenho animado que mostrava um adolescente capaz de se transformar num carro.

Brett Mathews era um rapaz pacato, que depois de ter sido atingido por um feixe molecular de um laboratório secreto, vê-se fundido ao seu carro vermelho ganhando a habilidade de se transformar em carro quando está calor e em humano quando está frio. Com a ajuda dos seus amigos decide então combater o crime e viver algumas aventuras.

Os métodos de transformação dele em carro eram muito esquisitos, e nunca fui fã do estilo de animação da Ruby-spears e só ficava a ver isto em última instância.









quinta-feira, 22 de maio de 2014

... dos Pequenos Vagabundos

quinta-feira, maio 22, 2014 0
... dos Pequenos Vagabundos


Mais uma daquelas séries que atravessou gerações, não teve muitos episódios mas todos que a viram a recordam com saudade. Os Pequenos Vagabundos foram exibidos vezes sem conta na RTP, ficando assim na memória de todos que viram as aventuras destas crianças cheias de coragem.

Os Pequenos Vagabundos (Les Galapiats) foi uma produção Franco-Belga-Suiça-Canadiana com oito episódios de 26 minutos cada, com a particularidade de ter sido realizada a cores, uma raridade na altura. Na RTP só vimos estas aventuras a preto e branco, primeiro na década de 70 e depois na primeira metade dos anos 80 onde foi de novo repetida para gáudio de uma nova geração.

6 adolescentes de diversas nacionalidades travam amizade numa colónia de férias da Bélgica, e começaram a viver aventuras cheias de mistério, acção, tesouros, castelos e tudo sempre com terríveis ladrões por perto, deixando-nos pregados a ver como acabaria a aventura.

Jean Luc, Cowboy, Byloke, Lustucru, Franz, Christian e Marion-de-Nelges eram então este pequeno grupo de "vagabundos" que viveu aventuras que metiam inveja aos Cinco e faziam-nos sonhar com mistérios em castelos com tesouros e ladrões assustadores.

Lista de episódios
Le camp vert (o campo verde)
Un grimoire et un énigme (Magia e Enigma)
Le trésor des Templiers (O tesouro dos Templários)
L'homme à la Land-Rover (O homem do Land-Rover)
L'avion message (O avião mensageiro)
Le pot aux roses (O mistério)
La grande panique (Pânico máximo)
Le coup de filet (A captura)









... do Lothar Matthäus

quinta-feira, maio 22, 2014 0
... do Lothar Matthäus

Em ano de Mundial, recordar um dos jogadores que participou em vários, o capitão da selecção Alemã, Lothar Matthäus. Um futebolista de qualidade que comandava a sua equipa e impunha respeito aos adversários, sabendo aliar a sabedoria táctica a um grande empenho dentro de campo.

Lothar Herbert Matthäus nasceu a 21 de Março de 1961 na Alemanha Ocidental, vindo-se a tornar um dos melhores centros campistas dos anos 80 e 90, conhecido pela sua qualidade de passe, seus cortes extremos e precisos e o seu remate poderoso. Participou em cinco Mundiais (de 82 a 98), tem o maior número de jogos nessa competição (25) e conseguiu jogar ainda quatro Europeus, sendo o jogador Gernânico com mais jogos pela selecção (150), tendo chegado a marcar 23 golos.

Começou a sua carreira no  Borussia Mönchengladbach jogando lá entre 1979 e 1984, dando nas vistas na selecção da Alemanha Ocidental onde venceu o Euro 80 e jogou dois jogos no Mundial de 82, fazendo com que fosse contratado pelo Bayern de Munique onde veio a ganhar 2 Bundesligas e onde perdeu a final da Taça dos Campeões contra o Porto em 1987. Na equipa nacional começou a ser uma presença regular, marcando um golo no Mundial 86 e foi o escolhido para marcar a vedeta Diego Maradona na segunda final consecutiva em que a Alemanha chegava à final mas perdia.


Junto com o seu companheiro Andreas Brehme, foi para o Inter de Milão em 1988 e foi um êxito na Serie A onde conquistou logo um Scudetto e uma Supertaça, jogando depois o Mundial de 90 nesse país onde finalmente a Alemanha viria a ganhar a sua final após três presenças consecutivas. Foi depois que se deu a unificação e continuou como capitão mesmo assim. Em 1991 venceu a Taça Uefa com o Inter, e foi considerado jogador do ano pela Fifa (continuando a ser o único Alemão a receber essa honra).

Voltou ao Bayern em 92 para ganhar mais 4 campeonatos, 2 taças, 1 taça Uefa e chegando a mais uma final da Taça dos Campeões onde perdeu nos minutos finais contra um Manchester United endiabrado. Uma Alemanha reunificada chegou ao final do Euro 92 (onde perdeu com a surpreendente Dinamarca), mas o capitão não fez parte desta campanha devido a uma grave lesão. Depois da recuperação, continuou a sua carreira mas numa posição mais recuada, como um Líbero basicamente e foi assim que ajudou a selecção no Mundial de 1994 nos Estados Unidos, marcando mais um golo mas ficando pelos quartos de final, perdendo com a Bulgária.

Problemas com Klinsmann (o capitão que o sucedeu) e o seleccionador Berti Vogts fizeram com que ficasse ausente no Euro 96 (que a Alemanha venceu) e fosse um mero suplente no Mundial de 98. Terminou a sua carreira no Metrostars dos Estados Unidos, continuando depois a sua ligação ao futebol como treinador.

Sempre gostei de o ver jogar, era um grande capitão, sabia se posicionar muito bem dentro de campo e cortava jogadas perigosas como ninguém. Apesar disso sabia também marcar golos, avançar no terreno e sempre com bons passes para os seus companheiros. Figura na lista do Fifa 100, dos melhores jogadores de sempre escolhidos por Pelé, uma honra completamente merecida.











quarta-feira, 21 de maio de 2014

... do Match Day

quarta-feira, maio 21, 2014 0
... do Match Day


Match Day foi um dos jogos que mais sucesso fez no Spectrum, também o que podia falhar? Todos os que gostavam de futebol podiam se deliciar agora em sua casa também, e os que não tinham muito jeito a jogar podiam assim dar vida ao futebolista que havia dentro de si.

Criado pela Ocean Software em 1984, o jogo fez grande sucesso no ZX Spectrum, sendo também depois feito para outros aparelhos como o Commodore 64. Uma daquelas k7's que era trocada no recreio, todos queriam este jogo e os que não compravam, pediam uma cópia para gravar e ter assim oportunidade de jogar um dos primeiros "grandes" videojogos de futebol.

Match Day foi o primeiro a usar "grandes" jogadores com os quais podíamos correr, driblar e rematar, longe das vistas aéreas ou dos "homens-palitos" de seus antecessores. Só tinha duas equipas (mas dava para mudar os nomes) e podia-se ver o jogo de uma perspectiva isométrica, seguia-se o jogo como se tivéssemos na linha lateral.

Todos achavam espantoso o facto de podermos ver o jogo com jogadores num tamanho que nunca tínhamos visto, parecia quase real e podíamos ainda "ouvir" algo que nos parecia o ruído da multidão, mas que não passava de apenas ruído branco bastante desagradável ao ouvido, mas nesses tempos isso ganhava outra dimensão.







terça-feira, 20 de maio de 2014

... dos bonecos de PVC da Maia e Borges

terça-feira, maio 20, 2014 0
... dos bonecos de PVC da Maia e Borges


Os bonecos de PVC fizeram parte da infância de todos nós, era raro o desenho animado nos anos 80 que não tinha direito a uma colecção dessas e quase todas vinham da fábrica Portuguesa da Maia e Borges. Pequenos bonecos de plástico colorido e em poses que faziam sucesso na prateleira de qualquer quarto.

A Maia & Borges lda foi fundada em 18 de Junho de 1976 por Vítor Maia, e três anos depois passou de umas instalações alugadas para uma fábrica própria onde construiu umas instalações modernas que começaram a produzir brinquedos de qualidade e de acordo com as normas de segurança. Nos anos 80 a empresa atingiu o seu auge, com as suas colecções de personagens famosas como o Snoopy ou a Pantera cor de rosa a fazerem sucesso tanto em Portugal como noutros países, começando um caminho que ainda hoje trilha, fabricando bonecos que são vendidos em diversos países.

Neste momento 90% da produção é para o mercado externo, produzindo bonecos por encomenda para países como a Alemanha (um dos seus maiores clientes), produtos de qualidade pintados à mão e que desde sempre apaixonam os mais novos e os coleccionadores mais exigentes.


Estrumpfes, Snoopy, Pantera cor de rosa foram algumas das principais colecções da fábrica, que também dava vazão à demanda popular nos desenhos animados que faziam sucesso, como Bana e Flapi, Dartacão, Abelha Maia ou bonecos da Disney. São sempre chamados para produzir bonecos de mascotes de eventos como a Expo 98 ou o Euro 2004, prova inequívoca da sua qualidade e da confiança com que o público recebe uma figura desta fábrica.

Tive alguns bonecos produzidos por esta empresa, e passava bastante tempo a olhar para a prateleira onde os colocava, contente por ver aqueles vários personagens coloridos dos quais eu tanto gostava.








domingo, 18 de maio de 2014

... do Roque Santeiro

domingo, maio 18, 2014 0
... do Roque Santeiro


Já lá vão 700 posts, e para comemorar o número redondo, falarei de uma das melhores telenovelas de sempre, Roque Santeiro. Uma história carregada com sátira política, com um excelente elenco, que nos deu grandes momentos de televisão, que ainda hoje recordamos com saudade.

Roque Santeiro foi escrita por Aguinaldo Silva e Dias Gomes, tendo como base o original do próprio Dias Gomes, "Berço do Herói". Foi dirigida por Paulo Ubiratan e teve José Wilker à frente de um elenco fantástico de onde se destacaram nomes como Regina Duarte, Lima Duarte ou Armando Bógus, entre outros.

Foi transmitida pela Rede Globo no tradicional horário das 20 horas, entre 24 de Junho de 1985 e 21 Fevereiro de 1986, e foi um sucesso estrondoso de audiências, sendo ainda hoje a novela que mais audiência obteve no canal. O último episódio chegou mesmo aos incríveis 100 pontos e uma média de 95, e em Portugal o sucesso foi igual. Foi transmitida na RTP em 12 Outubro de 1987, numa altura que estávamos a atravessar uma pausa de novelas da Globo, e há já um ano que não era transmitida uma em horário nobre.

A trama conquistou o nosso país, e todas as revistas começaram a abordar assuntos relacionados com a novela (sendo lançada uma que só falava disso), havendo relatos que todos os políticos e pessoas famosas viam e vibravam com a telenovela. Foram lançados calendários pela Impala, cadernetas de cromos foram importadas do Brasil, e as tradicionais k7's piratas e LP's com as músicas de Roque Santeiro apareciam um pouco por todo o lado, mostrando a popularidade e força que estava a ter no nosso país.


A banda sonora era fantástica, fez inclusive com que fossem lançados singles no nosso País, de algumas das músicas de maior sucesso presentes na novela.

O Berço do Herói, onde tudo foi baseado, tinha sido censurado em 1963, e já tinha sido tentado ser transformado numa telenovela em 1975, mas que foi também censurada pelo governo após 30 episódios terem sido já gravados. Quando 10 anos depois puderam retornar as gravações, chamaram alguns dos mesmos actores que ou voltaram a interpretar os mesmos papéis (como Lima Duarte) ou passaram para outras personagens (como Milton Gonçalves).

Aguinaldo Silva escreveu a novela a partir do capítulo 41, mas o autor Dias Gomes pediu se podia voltar e escrever os episódios finais voltando assim à trama a partir do episódio 163, e escrevendo até ao 209º episódio com um final à lá Casablanca e que deixou tudo pregado ao pequeno ecrã. Por cá foi repetido o final no dia seguinte, algo que nem sempre acontecia mas que começou a ser algo comum a dada altura.

A história mostra como a pacata cidade (fictícia) de Asa Branca sobrevivia, usando o mito de um homem que morreu para salvar a mesma do perigoso bandido Navalhada. Pessoas começaram a atribuir milagres à sua pessoa, e então foi criada a ilusão de que ele era santo, e os poderes político e económicos da cidade fizeram com que esta dependesse muito dessa ilusão.

O pior foi quando se descobriu que afinal ele não tinha morrido, aquando da sua chegada à cidade prometendo acabar com toda aquela palhaçada. O regresso de Roque Santeiro é feito de forma intensa, com a brilhante música "de volta ao aconchego" (que teve uma versão de Nuno da Câmara Pereira e tudo), abanando completamente todos aqueles que tinham cargos importantes na cidade, e é giro ver como todos ficam abalados com aquilo. Tudo o resto gira mais ou menos em torno daquilo, desde a sua (falsa) viúva à sua eterna namoradinha, desde o Zé das Medalhas ao pobre perfeito que era um banana nas mãos de Sinhozinho Malta e outros poderosos da cidade, desde a malfadada boite da cidade (com um misterioso Lobisomem), a um grupo de artistas que vem rodar um filme sobre o Roque Santeiro.


Ninguém esquece dos momentos de humor entre Viúva Porcina (Regina Duarte) e Sinhôzinho Malta (Lima Duarte) com este a fazer-se de cachorrinho em muitas ocasiões, de como a filha dele (interpretada por Lídia Brondi) sofria com paixão pelo revolucionário Padre Albano (Cláudio Calvacanti) apesar de ter tido flirts com Roque e a personagem de Fábio Jr..

Vemos como o padre Hipólito (Paulo Gracindo) sofre com a abertura da boite de Matilde (Yoná Magalhães) e as beatices de Dona Pombinha (Eloísa Mafalda) que fazia a vida negra também ao seu marido banana, o perfeito Florindo Abelha (Ary Fontoura) que contava com o apoio da sua filha, a virgem Mocinha (Lucinha Lins). Essa sofria com o assédio do professor Astromar (Rui Resende), que foi um dos grandes suspeitos de ser o Lobisomem, um mistério que envolveu a novela a dada altura.

Enfim, foi mesmo uma telenovela fantástica, com um elenco brilhante e músicas extraordinárias a acompanhar uma trama que tinha mistério, humor, romance e drama tudo com as doses certas que nos faziam vibrar e esperarmos ansiosos o próximo capítulo. Tudo sabia o que era "Padre vermelho", do triângulo amoroso entre Roque-Sinhozinho-Porcina e de como era ganancioso o Zé das Medalhas (fantástica interpretação de Armando Bógus) e como tratava mal a sua doce mulher, ou ainda ver o galã Roberto Mathias (de Fábio Jr.) a fazer suspirar as mulheres da trama e da audiência.

Um sucesso que se repetiu quando a SIC decidiu transmitir a novela em 1993 no horário da tarde, apesar de muitos saberem da história, queriam a rever enquanto que outros viram-na assim pela primeira vez e se maravilharam com a trama como tinha sido no final dos anos 80.






sábado, 17 de maio de 2014

... do Runaway Train dos Soul Asylum

sábado, maio 17, 2014 0
... do Runaway Train dos Soul Asylum

Foi uma das músicas que mais ouvimos na década de 90, de uma banda que então era pouco conhecida em Portugal mas que dominou os tops com uma só música, Runaway Train. Uma letra pungente e imagens de crianças desaparecidas faziam com que o vídeo não passasse despercebido para ninguém.

Soul Asylum já tinha cerca de cinco discos, mas nunca foram daqueles grupos que tiveram a atenção do público em geral, mas isso tudo mudou em 1993, quando a música Runaway Train começou a ser passada em todas as rádios, na MTV e a receber atenção até de telejornais que abordavam a perspectiva de servir de veículo para descobrir crianças desaparecidas.

O disco da banda foi multi platina e ganhou o Grammy de melhor música Rock em 1994, chegou ao 5º lugar no top Billboard e ao segundo lugar no top dos Estados Unidos. Dave Pirner escreveu a música e Tony Kaye dirigiu o videoclip que foi um dos mais passados do ano na MTV, por cá foi um dos mais passados no Top + da RTP. Houve várias versões do vídeo, uma para os Estados Unidos, outra para o Reino Unido, e sempre a abordar o drama das crianças desaparecidas, mostrando inclusive imagens de crianças que ainda estavam a ser procuradas. Infelizmente ainda hoje muitas dessas não foram encontradas ainda.

Depois do vídeo dava-se um número para o qual se devia ligar se se soubesse informações sobre aquelas crianças. Um vídeo muito intenso e a música era ela própria o espelho da década, pungente e cheia de agonia tentando transmitir o drama daquelas situações.

Runaway Train
Call you up in the middle of the night
Like a firefly without a light
You were there like a slow torch burning
I was a key that could use a little turning

So tired that I couldn't even sleep
So many secrets I couldn't keep
Promised myself I wouldn't weep
One more promise I couldn't keep

It seems no one can help me now
I'm in too deep
There's no way out
This time I have really led myself astray

(Chorus)
Runaway train never going back
Wrong way on a one way track
Seems like I should be getting somewhere
Somehow I'm neither here nor there

Can you help me remember how to smile
Make it somehow all seem worthwhile
How on earth did I get so jaded
Life's mystery seems so faded

I can go where no one else can go
I know what no one else knows
Here I am just drownin' in the rain
With a ticket for a runaway train

And Everything seems cut and dry
Day and night, earth and sky
Somehow I just don't believe it

(Chorus)
Runaway train never going back
Wrong way on a one way track
Seems like I should be getting somewhere
Somehow I'm neither here nor there

Bought a ticket for a runaway train
Like a madman laughin' at the rain
Little out of touch, little insane
Just easier than dealing with the pain

(Chorus)
Runaway train never going back
Wrong way on a one way track
Seems like I should be getting somewhere
Somehow I'm neither here nor there

Runaway train never comin' back
Runaway train tearin' up the track
Runaway train burnin' in my veins
Runaway but it always seems the same











sexta-feira, 16 de maio de 2014

... do Anúncio do Cornetto

sexta-feira, maio 16, 2014 0
... do Anúncio do Cornetto

Hoje relembro um daqueles anúncios míticos, todos se lembram deste anúncio dos anos 80 a promover o Cornetto, o gelado que todos queriam comer. "Um Cornetto pra ti, um Cornetto pra mim" virou parte do vocabulário nacional muito por culpa destes reclames.


                  

quinta-feira, 15 de maio de 2014

... do Zandinga

quinta-feira, maio 15, 2014 0
... do Zandinga



Muito antes da Maya e as suas cartas, os Portugueses sabiam do futuro através das palavras de Lesagi Zandinga, um tárologo/bruxo/vidente que aparecia em tudo o que era programa de televisão com as suas previsões do ano que iria começar.

Não há muito sobre Lesagi Zandinga na Internet, o que é uma pena já que este é um daqueles nomes que qualquer um que viveu a década de 80 reconhece e se recorda facilmente de tudo relacionado com o mesmo. Era uma tradição na RTP, perto do final de ano, ali entre a mensagem de Natal do Presidente da República e a de Ano Novo, vinha as previsões de Zandinga, um bruxo (que era na verdade um parapsicólogo) de barba e cabelo farto que começava a dar as suas previsões para o ano seguinte.

Rapidamente o nome dele começava a entrar nas conversas do dia a dia, principalmente porque falhava muitas das suas previsões, desde a vitória de Freitas do Amaral a diversas "conquistas" do campeonato por parte do Sporting, era comum as previsões falhadas destes vidente. O que não impedia no entanto que no ano seguinte ele estivesse de novo na RTP e a falar com toda a segurança do que iria acontecer.

Eram comuns os risos e esgares nas pessoas que o entrevistavam, mas ele era uma pessoa carismática e isso ajudou também a que vingasse no futebol Português. Foi durante algum tempo uma pessoa ligada ao Penafiel, e ninguém esquece um mítico jogo que o Penafiel conseguiu empatar nas Antas frente ao FC Porto, e muito por causa de uns buracos que Zandinga fez na parte de trás da baliza onde Fonseca, o guarda redes Portista, iria ficar. O certo é que ele sofreu ali dois golos e falou sempre da impressão que lhe fez ver o "bruxo" ali de roda das redes.

Chegou a estar ligado ao Guimarães se não me engano, e falava-se muito de ir para o Sporting a dada altura, algo que não se proporcionou. Uma personalidade marcante dos anos 80 sem sombra de dúvida, fica aqui um excerto dele num programa da Teresa Guilherme na RTP.







quarta-feira, 14 de maio de 2014

... do Gel de banho Badedas

quarta-feira, maio 14, 2014 0
... do Gel de banho Badedas


Um daqueles produtos que marcou uma geração, quase todos se recordam do gel de banho Badedas porque era uma daquelas coisas que "dava estilo" nos anos 80, quando se começava a abandonar os sabonetes e apostar nestas coisas.

O Gel de banho Badedas é de origem Alemã, e nos anos 80 foi um produto que apostou em entrar em diversos mercados, sendo um sucesso em países como Portugal, Brasil ou Estados Unidos. Em Portugal ainda se apostava muito nos sabonetes, eram quase raros os sabonetes líquidos e ninguém pensava muito sequer em gel ou sais de banho.

Apostando em alguma publicidade, o sucesso maior do artigo vinha do seu perfume agradável e da intensidade de bolhas que produzia. Era bastante agradável estar rodeado daquelas bolhas, numa altura em que ainda se tomava muito banho de imersão na banheira, e um cheiro e perfume que nos relaxava e deixava-nos extasiados. Patchouli, Cedro e Madeira de Estanho fazem parte da fórmula deste gel que se tornou um produto raro nos dias que correm.

É vendido a preços bem altos em lojas online para aqueles que ainda procuram a intensidade que só o Badedas proporcionava..







terça-feira, 13 de maio de 2014

... do Marco - dos Apeninos aos Andes

terça-feira, maio 13, 2014 0
... do Marco - dos Apeninos aos Andes

Mais um anime de fazer chorar as pedras das calçadas, nos anos 70 e 80 eram comuns os desenhos animados onde orfãos nos faziam chorar por estarem sem as suas mães e viverem aventuras emocionantes. O Marco tornou-se um dos maiores símbolos desse tipo de programa, acompanhou várias gerações e emocionou todos com a sua procura constante pela sua mamã.

Foi mais uma produção dos estúdios Nippon, que adaptaram um dos maiores sucessos literários Italianos (a par de Pinóquio), o livro Cuore de Edmond de Amicis. O livro Cuore (Coração) data de 1888, uma espécie de diário de um jovem rapaz, sendo que a história de Marco é somente um capítulo desse livro. A série animada foi criada em 1976, e foi transmitida pela RTP numa versão dobrada em Português que foi estreada em 1977 mas foi repetida por diversas vezes na década de oitenta como era comum na estação pública.

Uma dobragem fantástica como de costume, com um genérico cantado de uma forma intensa que nos fazia logo perceber o que vinha aí, uma montanha russa emocional com um pobre rapaz em busca da sua mãe. O sucesso foi total, não tardou a colecção de cromos, de bonecos PVC, os LP's com músicas do desenho animado e até revistas de bd saíram com o pequeno Marco em destaque.

Marco Rocci (Fernanda Figueiredo) é um menino pobre Genovês que vivia feliz com a sua família, apesar da falta de dinheiro faz com que a mãe dele (Ana -Teresa Madruga) vá para a Argentina trabalhar. Quando ela deixou de enviar notícias de como as coisas corriam, tanto Marco como o seu pai Pedro (José Gomes) e o seu irmão mais velho António (António Feio) ficaram extremamente preocupados.

Marco, decide partir no barco Folgore para a Argentina, juntamente com o seu amigo inseparável, o macaco Amélio, para viverem aventuras em conjunto até ele conseguir encontrar e ter notícias da sua mãe. Juntamente com Heidi, é um dos desenhos que todos se lembram com carinho e emoção, recordando-se do que viveram quando viram isto pela primeira vez.

É num porto italiano 
mesmo ao pé das montanhas 
que vive o nosso amigo Marco 
numa humilde casinha. 
Ele acorda muito cedo 
para ajudar a sua querida mamã. 


Mas um dia a tristeza 
chega ao seu coração. 
A mamã tem que partir 
cruzando o mar p'ro outro país. 

Vais-te embora mamã!? 
Não me deixes aqui. 
Adeus mamã. 
Pensaremos em ti. 
E tu vais recordar 
como eu gosto de ti. 

Se não voltas eu irei 
à procura em toda a parte; 
não importa se for longe, 
hei-de encontrar-te. 









domingo, 11 de maio de 2014

... do Eduardo Mãos de Tesoura

domingo, maio 11, 2014 0
... do Eduardo Mãos de Tesoura

Eduardo Mãos de Tesoura (Edward Scissorhands) foi um dos primeiros grandes sucessos de Tim Burton, um dos filmes mais marcantes da década de 90 e um clássico moderno misturando fantasia, romance e humor negro.

Tim Burton concebeu a história baseando-se em parte na sua infância passada num subúrbio da Califórnia, e começou a preparar o filme enquanto rodava Beetlejuice. Depois do sucesso com Batman em 1989, não foi complicado ter o apoio do estúdio e Eduardo Mãos de Tesoura chegou assim aos cinemas em 1990.

O filme reuniu Burton com Winona Ryder (de Beetlejuice) e foi a sua primeira colaboração com Johnny Depp, que conquistou o papel apesar de haver interesse de outros actores como Tom Cruise ou Robert Downey jr ou ainda do desejo de Burton de ter Michael Jackson neste papel. Depp desejoso de se afastar do estatuto de ídolo adolescente, adorou a carga emocional do argumento e preparou-se vendo filmes de Charlie Chaplin, parar criar empatia com o público mesmo sem diálogo.

Para além disso tivemos o Vincent Price no seu último papel cinematográfico, Dianne West em grande forma, um jovem Anthony Michael Hall e banda sonora de Danny Elfman. Tanto Burton como Elfman consideram este trabalho com um dos seus mais pessoais e emotivos.

A vida de uma simples dona de casa (Dianne West), que trabalhava como vendedora de porta em porta, iria mudar muito, quando esta entra para uma mansão decrépita e encontra um jovem confuso e ingénuo, que mais parecia uma criança de tão inocente que era.

Só havia um problema, o seu aspecto, todo vestido de negro e com umas tesouras no lugar onde deviam estar umas mãos, mas mesmo assim ela decide arriscar e levá-lo para a sua casa apresentando-o assim à vida nos subúrbios.

Ele começa a interagir bem com os outros membros da família, que o ajudam a se adaptar a uma vida em sociedade apesar do medo inicial da filha do casal (Winona Ryder).



Eduardo acaba por se apaixonar por ela, e tenta se incorporar naquele bairro que começa a simpatizar com ele e sua habilidade em cortar as sebes dos jardins e os cabelos das pessoas com as suas tesouras. Ele começa a passar alguns maus bocados quando uma das vizinhas o tenta seduzir e com os ciúmes do namorado da Kim. Ele mesmo assim consegue conquistar Kim com sua inocência e provas do seu amor, como quando lhe faz uma escultura em gelo. Isto tudo cai por terra quando as pessoas começam-se a virar contra ele, mostrando que no fundo não se aceitam bem as diferenças e só assim parece quando temos algo a ganhar com isso.

Ele acaba por ter um ataque de raiva e voltar para a sua mansão em ruínas, sendo perseguido por uns vizinhos em fúria que acabam por não fazer nada porque ao mesmo tempo têm medo dele.

O filme tem momentos muito intensos, mas também alguns apontamentos mais leves, é um dos melhores trabalhos de Burton para mim e apesar de não ter um final feliz só prova a qualidade do filme, não sucumbindo à vontade de Hollywood em finais perfeitos e em que tudo acaba bem.















quinta-feira, 8 de maio de 2014

... do Elifoot

quinta-feira, maio 08, 2014 0
... do Elifoot


Elifoot é um dos jogos de manager que todos recordam com saudade, não ficando nada a dever a CM's e outros que tais. Simples, viciante e que nos entretinha durante horas a fio.

André Elias foi o responsável pelo jogo, era um adolescente ainda quando criou a primeira versão do jogo em 1987, usando os conhecimentos que tinha de BASIC e aproveitando a moda crescente dos computadores pessoais, André criou um jogo para apelar ao treinador de bancada que temos dentro de nós.

No final dos anos 80 saiu então a primeira versão para o ZX Spectrum, e fazia o jogador entrar num terreno não tão familar, em vez de se preocupar com aprender a fazer fintas e jogadas para golo, ele tinha que criar um plantel, gerir uma equipa, criar uma táctica, tudo coisas de um técnico e não de um jogador de futebol.



Continuaram a ser feitas versões, e mesmo com aparecimento de jogos como o Championship Manager, o Elifoot continuava a merecer as preferências das pessoas, atraídos pela simplicidade do jogo e o envolvimento que este provocava. Começou a ser conhecido em outros países e no Brasil é mesmo um enorme sucesso até os dias de hoje, há uma base grande de jogadores tanto no Brasil como em Espanha, outro país onde se tornou popular.

É considerado como o pai dos Managers, já que foi realmente o primeiro do género e é por isso mesmo relembrado com saudade por muitos quer em Portugal quer no Brasil. Foram 13 versões ao longo dos anos, e neste momento até app para telemóvel existe, fazendo com este jogo continue a conquistar os apaixonados pelo futebol que querem algo onde possam dar largas ao seu conhecimento futebolístico e gosto pelas tácticas.







terça-feira, 6 de maio de 2014

... da Starla e as Jóias Encantadas

terça-feira, maio 06, 2014 0
... da Starla e as Jóias Encantadas

Starla e as Jóias Encantadas foi um dos segmentos de maior sucesso a passar no Buéréré da SIC, um desenho animado baseado vagamente em lendas do Rei Artur e com um visual muito à "Galaxy Rangers".

A Bohbot (BKN) produziu a série em 1995, tendo a SIC transmitido em 1997 no Buéréré a versão dobrada em Português. Starla e as Jóias Encantadas teve duas temporadas, num total de 13 episódios que mostravam as aventuras de uma princesa e suas amigas, que montavam seus unicórnios e tentavam recuperar o mágico Merlin.

Merlin, Morgana, dama do lago, tudo referências da lenda do Rei Artur que podíamos encontrar neste desenho. Starla é a princesa do reino de Avalon, e tem a ajuda das suas amigas Tamara e Fallon para proteger o reino da feiticeira malvada Kale. O design das personagens e o usarem unicórnios nas suas aventuras fazia lembrar outro desenho, o que era normal já que o criador era o mesmo.

Fernanda Figueiredo, Cristina Paiva, António Semedo e Cristina Cavalinhos eram alguns dos nomes envolvidos na dobragem Portuguesa que foi utilizada anos mais tarde quando o desenho foi repetido no Panda Biggs tendo também chamado a atenção de uma nova geração.

O sol acordou,
despertou as cores
e iluminou em mil uma cores,
é a Starla
e as jóias encantadas.

O Merlin chegou
cheio de magia
e o mundo girou
reino de fantasia.
Starla
e as jóias encantadas.

São as jóias,
o poder,
a magia.

Há bons e há maus,
dragões e unicórnios,
a kale é um caos
em mil pandemónios,
magia da jóias encantadas.

São as jóias,
o poder,
a magia.

Starla e as jóias encantadas













segunda-feira, 5 de maio de 2014

... da série Sozinhos em Casa

segunda-feira, maio 05, 2014 0
... da série Sozinhos em Casa

A RTP apostava muito em séries de produção Nacional nos anos 90, mesmo que fossem adaptações de outras séries estrangeiras, e o Sozinhos em Casa é um dos melhores produtos dessa safra, uma sitcom fantástica com dois grandes actores, Henrique Viana e Miguel Guilherme.

Sozinhos em Casa estreou na RTP em 1993, numa adaptação de outros clássicos como The Odd Couple que colocava dois amigos completamente diferentes a viverem juntos. A realização foi do talentoso Fernando Ávila enquanto que os textos e diálogos tinham o dedo de "monstros" do audiovisual Português como Carlos Cruz, Mário Zambujal e Virgílio Castelo. Carlos Cruz também dava voz ao narrador que nos dizia o que tinha acontecido na vida destes dois amigos antes do começo de cada episódio.

:"No dia 12 de Março, ao meio-dia e quarenta e cinco a mulher de Félix Barata convidou-o, amavelmente, o marido a fazer as malas e sair de casa. Féliz partiu optimista, seria apenas uma tempestade passageira por isso pediu abrigo temporario ao seu amigo Oscar Ventura. Oscar vivia só alguns anos antes também sua mulher o tinha deixado pedindo encarecidamente para nunca a procurar. Será que dois divorciados podem viver Sozinhos em casa"



Óscar Ventura (Henrique Viana) era um conhecido jornalista desportivo que tinha uma forma de viver muito casual e sem muitas preocupações, para ele lavar as meias no lava loiças e deixar elas a secar na porta do frigorífico era perfeitamente normal. Tinha uma ânsia pela fama e pelo dinheiro fácil e era comum meter-se em esquemas que não davam bom resultado.

Félix Barata (Miguel Guilherme) trabalhava como fotógrafo, gostava de viver uma vida com regras e com tudo bem alinhadinho, para além de ser um maníaco das limpezas e um hipocondríaco de primeira (para além de ter graves ataques de sinusite). Como é lógico a vida em comum entre duas pessoas tão diferentes só podia dar situações muito engraçadas, e os textos ajudavam bastante nisso para além de um belo leque de actores convidados como António Assunção, Camacho Costa, Marques d'arede, Manuel Cavaco entre tantos outros.

Um dos episódios que mais gostei foi do Óscar a ser entrevistado para a televisão (pelo José Pedro Gomes) e não consegue dizer nada, e só se sente à vontade quando começa a contar episódios caricatos do Félix muito para gáudio da audiência mas tristeza do seu amigo. Foram mais de 50 episódios entre 1993 e 1994 e que podem rever na RTP Memória, algo que aconselho vivamente caso se queiram divertir um pouco.




                  


... do Artur Albarran

segunda-feira, maio 05, 2014 0
... do Artur Albarran


Foi um dos rostos mais conhecidos da televisão Portuguesa nos anos 90, percorreu os três principais canais e destacou-se tanto na informação como no entretenimento, tornando o nome Artur Albarran conhecido de todo o público Português.

Artur Manuel de Oliveira Rodrigues Albarran nasceu a 16 de Janeiro de 1953 em Moçambique, vindo para Portugal na sua adolescência começando a trabalhar no Rádio Clube Português um pouco antes do 25 de Abril. Teve alguns problemas políticos que o fizeram ter que fugir para França, indo mais tarde para Inglaterra onde fez escola na BBC e trabalhou no prestigiado canal como jornalista.

Depois de mais algum tempo no estrangeiro, voltou para o nosso país na década de 80, onde continua ligado ao jornalismo quer na imprensa escrita, quer na televisiva. Foi na RTP que começou a dar na vistas, apresentando noticiários e fazendo parte da equipa que criou a Grande Reportagem, mas foi no começo dos anos 90 que se destacou ao fazer parte da equipa que cobriu intensamente a guerra do Golfo.

Em 1993 mudou-se para a TVI, deixando o cargo que tinha de chefe da redacção da RTP e liderando assim a informação no canal Quatro, sendo a cara do noticiário e escolhendo toda a equipa. Apresentou noticiários e grandes espaços de debate, fazendo o canal ter uma identidade própria na informação. Foi seduzido por Emidio Rangel e Pinto Balsemão, e decidiu dar o salto para o entretenimento indo para a SIC e sendo o moderador do programa A Cadeira do Poder. O programa teve boas audiências e fez com que ele fosse usado para outros programas, como um reality show e um programa ao estilo do Isto só vídeo mas com imagens chocantes.

Foi no Imagens Reais que ele se tornou bem conhecido com a sua frase "A tragédia, o drama, o horror.." ao iniciar cada programa e tudo brincava com essa frase, fosse em programas humorísticos fosse na rua, esta feita a passagem para o entretenimento de forma total. No final dos anos 90 colocou-se à frente de uma empresa que veio a apresentar problemas financeiros e problemas jurídicos para o ex-apresentador, que teve que fugir de novo, desta feita para o continente Africano onde ainda se mantém nos dias de hoje.











sexta-feira, 2 de maio de 2014

... dos Contos do Mocho Sábio

sexta-feira, maio 02, 2014 0
... dos Contos do Mocho Sábio

Mais um programa infantil Português dos anos 90, numa altura em que ainda se apostava muito em séries e programas infantis. Os Contos do Mocho Sábio dava-nos a conhecer figuras históricas de uma forma serena e esclarecedora com algum carácter educativo.

José Jorge Letria criou os Contos do Mocho Sábio em 1992, e Francisco Ceia era quem dava corpo e voz ao Mocho, sendo o compositor dos temas do programa. O cantor (conhecido por dar voz ao tema de Tom Sawyer) dava azo a todo o seu talento neste programa, actuando, compondo e cantando num programa que tentava mostrar aos mais novos um pouco de história.

Víamos o mocho sozinho na sua toca, agarrava num livro, recitava umas palavras mágicas e aparecia uma personalidade histórica. Os dois ficavam à conversa e ficávamos a conhecer um pouco melhor essa personagem. Foram 12 programas e 12 históricos à conversa, no final de cada programa havia um tema musical cantado pelo Mocho sábio.