Abril 2014 - Ainda sou do tempo

quarta-feira, 30 de abril de 2014

... dos Entre Aspas

quarta-feira, abril 30, 2014 0
... dos Entre Aspas



Nos anos 90 o Pop Rock Português atravessava uma boa fase, muitas bandas a destacarem-se e entre elas estava o grupo Entre Aspas.

Os Entre Aspas começaram a dar os seus primeiros passos no começo da década de 90, quando a vocalista Viviane e Tó Viegas começaram a tocar como um duo em alguns bares. A cantora nasceu em França e veio para Portugal aos 15 anos, a sonoridade Francesa estava sempre presente na sua voz mas era isso também que lhe dava uma característica interessante e que chamava a atenção das pessoas.

Assinalaram numa agenda a data de concerto somente com umas aspas, nascendo daí o nome da banda e quando conseguiram que Luís Fialho e João Vieira se juntasse a eles, nascia o grupo que iria logo de seguida participar no 1º concurso de música moderna da câmara de Lisboa, onde ficariam num 3º lugar.

Com o apoio da BMG e produção do ex-Trovante Manuel Faria, é lançado o 1º álbum "Entre S.F.F." em 1993 e a música Criatura da Noite torna-se um êxito e catapulta o grupo para a televisão e inúmeros projectos como os Filhos da Madrugada, conseguindo assim chegar a cada vez mais pessoas e implementarem-se no nosso mercado.

Até o final da década foram lançados mais quatro discos, todos pela BMG e com a banda a ter uma rotação de integrantes, entrando para ele ex elementos de grupos conhecidos como Pop dell arte ou Rádio Macau. Em 1995 tiveram nas músicas Perfume e Sinal alguma aceitação por parte do público, mas foi em 1996 que fizeram Portugal inteiro cantar uma música da banda, com o "Uma Pequena Flor" a ser um enorme sucesso.

Acabaram no começo do Século XXI, mas deixaram bem marcada a sua participação na música Portuguesa, com um ritmo animado e umas músicas alegres e com um pop rock que refrescou o panorama nacional.






segunda-feira, 28 de abril de 2014

... do Pudim El Mandarin

segunda-feira, abril 28, 2014 0
... do Pudim El Mandarin


Volto a uma guloseima antiga, a mais um pudim neste caso e um que tinha sucesso tanto entre os mais novos como entre os mais velhos, o Flan Chino El Mandarin.

A marca tem uma fábrica na margem sul, estando no mercado Português há mais de 40 anos, sendo assim uma presença marcante em diversas gerações com especial destaque nos anos 70 e 80 onde estes pacotes económicos para Pudins Flan ou leite cremes faziam muito sucesso. O pudim El Mandarin conquistava-nos ainda pela capa com o velho oriental de ar sábio e muito satisfeito com o que tinha na mão, um belo pudim flan.

A minha mãe usava muito esta marca, mais que os Boca Doce, e por isso cresci sempre habituado a ver uma embalagem destas nos armários lá de casa. E o gosto era bom também, tanto podia ser somente o que vinha na embalagem ou então ela usava como base para outra sobremesa mais elaborada.

Líderes do mercado desde sempre, podem já não ser tão usados como antigamente mas de certeza que muitos de nós se lembrarão de degustar desta bela sobremesa na sua infância.






domingo, 27 de abril de 2014

... da Novela Fera Ferida

domingo, abril 27, 2014 0
... da Novela Fera Ferida


Volto às telenovelas e uma das últimas da Globo a passar na RTP, a novela Fera Ferida. Mais uma trama de Aguinaldo Silva com um elenco onde sobressaíam nomes como José Wilker, Susana Vieira ou Lima Duarte.

Fera Ferida foi a novela das oito da Globo entre 15 de Novembro 1993 e 16 de Julho de 1994, com argumento de Aguinaldo Silva, Ricardo Linhares e Ana Maria Moretzohn. Passou na RTP em 1994 se não me engano, e apesar de já haver a SIC que também transmitia novelas da Rede Globo, esta foi a que teve mais audiências e conquistou o público Português.

José Wilker ganhou um prémio de melhor actor no papel do Prefeito Démostenes, enquanto que Camila Pitanga e Murilo Benício (que ganhou o prémio revelação) se estrearam na Globo com um papel nesta história de amores e traições. Mas o elenco tinha ainda nomes como Joana Fomm, Susana Vieira, Lima Duarte, Edson Celulari ou Tarcísio Meira.


O Major Bentes (de Lima Duarte) roubava a cena sempre que aparecia, um homem ambicioso e prepotente que se achava o dono da cidade. A chegada de Salustiana Maria (Joana Fomm), uma mulher perigosa com quem o major tivera um envolvimento amoroso, complica-lhe a vida quando ela insiste para que ele assuma a paternidade de seu filho Cassi Jones (Marcos Winter). Mas era o Prefeito corrupto de José Wilker que dominava tudo, e nos divertia com a relação que tinha com Rosa Rubra (Susana Vieira) a mulher do seu maior inimigo político.

Ambos se vêm atacados por um novo rosto na cidade, Raimundo Flamel (Edson Celulari) que era na verdade Feliciano Júnior, filho do antigo prefeito da cidade Feliciano Mota da Costa, que é escorraçado da cidade e morto a tiro e provoca assim um sentido de vingança no filho que volta anos mais tarde para recuperar a cidade.

Das últimas novelas da Globo na RTP, já tendo sido repetida várias vezes no Brasil sempre com audiências acima da média. A música do genérico, com Maria Bethânia, foi um sucesso por cá como por lá.







quinta-feira, 24 de abril de 2014

... dos Livros da Anita

quinta-feira, abril 24, 2014 0
... dos Livros da Anita


Quantos dos que estão a ler isto não receberam já a dada altura um dos livros da Anita? Desde os anos 60 que são uma prenda comum para os mais novos (principalmente para as meninas) e continuam a ser publicados até aos dias de hoje, mesmo já não tendo o apelo de outrora. Um mundo simples e inocente, tentando mostrar a pureza do mundo aos olhos de uma criança.

Gilbert Delahaeye escrevia os textos que eram ilustrados de forma fantástica por Marcel Marlier, começando a sua colaboração em 1954 com o livro Anita na Quinta e no mesmo ano o Anita aprende a ler. Após a morte de Gilbert (em 1977), o seu filho Jean-Louis continuou o legado escrevendo as aventuras desta petiz que começou a ser publicada em Portugal em 1965. Rapidamente se tornou um sucesso e começou a ser uma prenda comum que as Avós ou Tias compravam para as meninas mais novas da família (e por vezes aos rapazes também).

A editora Verbo foi a responsável pela publicação destas aventuras tanto em Portugal como no Brasil, é uma das imagens de marca da editora e o selo Verbo Infantil existia basicamente para os livros desta pequena menina que tem vários nomes em diversos países mas que aqui ficou como Anita.



Anita tem uns 5 ou 7 anos e os títulos dos livros mostram as "aventuras" que alguém daquela idade pode ter, desde uma ida à quinta como ter aulas no Ballet ou ainda num balão. Também apareciam coisas "básicas", como o aprender a ler, o ir à escola, o estar com um burrito, tudo servia para escrever um livro. Anita estava quase sempre acompanhada pelo seu cão Pantufa, e por vezes pelo seu irmão.

Os textos nunca eram muito longos, serviam apenas de suporte para as magníficas ilustrações de Marcel e era isso que "contava" a história. Chegaram-me a oferecer 2 livros disto, mas isto realmente era mais para menina e nada daquilo me prendeu muito. Ainda hoje podemos encontrar estes livros à venda e aposto que muita Avó continua a comprar para oferecer à sua netinha.

O maior problema é que, apesar de isto retratar a pureza com que as crianças encaram o mundo, aquilo tudo ficou muito preso noutros tempos, é demasiado inocente e castiço para os dias de hoje, as coisas já não são assim tão surpreendentes ou básicas. Mesmo assim continua a ser editado e alvo de procura, logo há crianças ainda fascinadas com o mundo da Anita.





quarta-feira, 23 de abril de 2014

... da Sra Pimentinha

quarta-feira, abril 23, 2014 0
... da Sra Pimentinha

Mais um desenho animado que foi produzido no Japão mas cujas raízes se encontravam no Ocidente, neste caso na Noruega. A Sra. Pimentinha foi baseada nuns livros infantis Noruegueses, e mostrava as aventuras de uma senhora simpática que conseguia encolher e viver aventuras fantásticas com os seus animais.

O Studio Pierrot e o Gakken produziram este desenho animado em 1983, baseado nuns livros infantis do escritor Norueguês Alf Prøysen, que tinham o nome (traduzido livremente) de A Senhora Colher de chá. Com o nome de Sra Pimentinha foram produzidos 130 episódios, que tinham cerca de 7 minutos cada e foram transmitidos pela RTP com dobragem em Portugês, primeiro em 1986 no espaço Juventude e Família aos Sábados, passando depois para os Domingos onde ficou até 1987 ano que deixou de ser transmitida por cá. Esta série, ao contrário de tantas outras, não foi mais repetida pela RTP, apesar de também ter tido algum sucesso.

Antonio Montez e Luísa Salgueiro eram respectivamente o Sr Pimenta e a Sra Pimentinha, que viviam numa pequena aldeia pacata mas que não impedia que ela vivesse grandes aventuras quando, com a ajuda de uma colher mágica, ela encolhia até o tamanho dessa colher (algo que não conseguia controlar) e depois conseguia falar com os animais e insectos para além de ter a ajuda de uns meninos da aldeia também. Argentina Rocha e António Feio eram outros dos nomes desta dobragem, que se esforçaram por nos envolver naquelas aventuras e ficarmos interessados naquela senhora de idade mas que tinha muita energia.

Existiram cadernetas, livros para colorir e bonecos de PVC, a prova que era um programa de sucesso e que a criançada gostava de ver e os mais velhos não se importavam nada que ficássemos a ver.




terça-feira, 22 de abril de 2014

... do SimCity

terça-feira, abril 22, 2014 0
... do SimCity




Foi um dos maiores simuladores de sempre nos anos 90, todos que eram fãs do género jogavam SimCity e este tornou-se um daqueles jogos de eleição e um símbolo do género.

Foi mesmo no final dos anos 80 que surgiu o primeiro SimCity, criado por Will Wright e distribuído pela Maxis (que agora pertence à EA), um jogo no qual nos desafiava a construir e manter uma cidade activa e segura. Começou a ser um êxito no Commodore 64 e rapidamente surgiram edições para outros computadores pessoais, apesar da dificuldade que foi em convencer uma editora a produzir o jogo.

Isto porque Simcity apresentava um paradoxo, não era essencialmente um jogo para ganhar ou perder, podia demorar eternidades até algo semelhante a perder acontecer, o que interessava no jogo era ir construindo e desenvolvendo uma cidade e manter os seus habitantes felizes com tudo o que acontecia nela. O jogo era inicialmente para ser chamado de Micropolis, nome que acabou por se tornar popular (e outras variações deste nome) a partir de 2008 quando se tornou free source.

Curiosamente também o sucesso de SimCity originou variações deste nome (como o bem conhecido Sims), e em 1994 foi lançada a primeira sequela e aquela que se tornou mais popular entre os jogadores, o SimCity 2000. O facto de ter sido lançado para consolas como a Sega Saturn ou a Super Nintendo também ajudou, conquistando assim um público para além dos jogadores de PC. As melhorias eram significativas, já podíamos construir edifícios como prisões, escolas ou hospitais para além de termos que prestar mais atenção às construções de estradas ou ainda termos que criar zonas onde se podia extrair carvão ou ser construída uma represa.



Os orçamentos e impostos também se tornaram mais detalhados e maior interesse para o jogador implementar e fazer desenvolver a sua cidade. Os gráficos foram obviamente melhorados e podíamos apreciar melhor a construção de alguns dos edifícios para além do crescimento da cidade, que nos era transmitido por pequenas notícias de jornais que nos iam dando a conhecer como ia o nosso progresso e os principais acontecimentos da nossa cidade. O jogo tornou-se imensamente popular e ainda é jogado por muitos nos dias de hoje já que é considerado o melhor dos SimCity.

Em 1999 saiu o SimCity 3000, existindo de novo uma melhoria nos gráficos mas não havendo tantas mudanças como entre as duas primeiras edições. As maiores novidades prendiam-se no termos que prestar mais atenção na Agricultura, poluição e lixo acumulado, isso porque o valor da terra onde construíamos começou também a ser bastante importante e um dos principais factores desse jogo. Tentou-se tornar as coisas cada vez mais reais, com uns gráficos elaborados que continuaram a melhorar na próxima sequela como o SimCity 4.

Mas normalmente os apreciadores deste tipo de jogo não são atraídos pelos gráficos mas sim por outros aspectos do jogo, e por isso o 2000 continuou a ser merecedor das preferências dos jogadores.




segunda-feira, 21 de abril de 2014

... do Ponto de Encontro

segunda-feira, abril 21, 2014 0
... do Ponto de Encontro

O começo da SIC foi povoado por imensos programas que marcaram a TV em Portugal, quer por serem muito animados quer por serem muito sentimentalistas. O Ponto de Encontro é um dos bons exemplo dos sentimentalistas, um programa de sucesso que promovia o reencontro em familiares há muito separados.

Henrique Mendes foi o escolhido para apresentar o programa, um rosto que tinha sido afastado dos ecrãs da RTP após o 25 de Abril mas que muitos ainda tinham na memória. Uma boa escolha já que a empatia deste quer com os telespectadores quer com os convidados deu uma alma ao programa que ajudou em muito ao seu sucesso.

Ponto de Encontro estreou-se no horário nobre da SIC em 1994, não me lembro já do dia em que era transmitido mas foi mais um programa a seguir as linhas de Perdoa-me e All you need is love, ou seja procurava a lágrima embora não de uma forma tão intensa como os outros dois. Isso também por causa do apresentador, a sua voz calma, o seu ar sereno davam outro aspecto ao programa que propunha também outra coisa que mexe sempre com os sentimentos de todos, o reencontro de familiares perdidos há muito pelas vicissitudes da vida.

A longevidade do programa (esteve no ar até 2002) deu a entender que isto é algo comum em Portugal, quer a separação de famílias quer o nunca se terem encontrado como acontecia em alguns casos. Ou seja a pessoa sabe que tem família numa certa região, até podia saber nome e isso mas não fazer a mínima onde moravam ou como os contactar e nunca os ter sequer visto na vida.

Escrevia-se para a produção e esta fazia um esforço considerável para descobrir esses elementos, por vezes era uma tarefa quase impossível e os custos do programa deviam disparar com estas investigações. Após o sucesso dessa busca, combinava-se então a ida ao programa, aí começava o "falseamento" do que víamos depois, afinal parecia que as pessoas iam para lá sem saber se tinham encontrado ou não os familiares mas afinal já sabiam que sim, que já tinham sido encontrados e até podia haver acordo se podia haver "choradeira" ou não dando uma ideia das perguntas que o apresentador podia ou não fazer.

Mesmo assim as coisas funcionavam, o programa teve quase sempre boas audiências e quase todo o Portugal comentava e sabia do que ele tratava mesmo que não seguisse com atenção. Um dos maiores sucessos da SIC sem sombra de dúvidas.













domingo, 20 de abril de 2014

... dos Thunderbirds

domingo, abril 20, 2014 0
... dos Thunderbirds

Foi uma das séries envolvendo marionetas de maior sucesso, um clássico dos anos 60 que foi apaixonando gerações e fazendo com que os Thunderbirds se tornassem uma série de culto.

Os Thunderbirds foram criados por Gerry e Sylvia Anderson em 1964, com duas temporadas e um total de 32 episódios realizados. A RTP transmitiu pela primeira vez no final da década de 60, sendo retransmitida por diversas vezes nos anos seguintes como era apanágio do canal. Em 1993 foi a SIC a emitir a série, e como na RTP foi a versão original com legendas em Português.

O programa era filmado com a técnica Supermarionation, dando uma vida própria às marionetas e fazendo com que elas ganhassem uma mística e um carisma que nos conquistava facilmente. Thunderbirds tinham um visual forte, com naves e uniformes apelativos, numa altura em que a ficção científica estava em alta.

Na série víamos como esta organização visava ajudar as pessoas, partindo da sua base numa ilha remota, os Thunderbirds eram conduzidos pelos filhos do Milionário que financiava toda esta operação, e os aparelhos eram todos futuristas e de causar inveja a qualquer um. Um dos maiores vilões, o Hood, pretendia mesmo ficar com as máquinas para ele, era um dos principais motivos para ele causar problemas.

Pilotos corajosos, cientistas, e até damas aristocratas, tudo isto numa série vista por jovens e crianças mas como muitas produções Britânicas, tinha um humor e um argumento preparado para mentes mais velhas. No entanto foi sempre um êxito, e em 2004 foi mesmo produzido um filme com actores e tudo, realizado por Jonathan Frakes.











sexta-feira, 18 de abril de 2014

... do Ben-Hur

sexta-feira, abril 18, 2014 0
... do Ben-Hur

Assim como no Natal, a Páscoa também tinha (tem) uns filmes que costumam dar sempre por esta quadra, e o Ben-Hur é um bom exemplo disso. Um clássico cinematográfico com um Charlton Heston em forma e que a RTP transmitia sempre ou pelo Natal ou pela Páscoa.

Ben-Hur é daqueles épicos do cinema como já não se costumam fazer, uma epopeia dramática a mostrar a história de um príncipe Judeu que vira escravo dos Romanos e lidera mais tarde uma revolta para os libertar a todos. O filme estreou em 1959, realizado por William Wyler e com Charlotn Heston no principal papel. Com um orçamento de mais de 15 Milhões (impensável na altura) e um cenário gigantesco, tinha tudo para ser uma gigantesca dor de cabeça para o estúdio MGM.

Mas compensou, mesmo com o dinheiro gasto no marketing, rapidamente recuperou tudo o que se tinha gasto na receita da bilheteira e veio a ganhar 11 Óscares e tornar-se um dos filmes mais rentáveis de todos os tempos e considerado um património da história do cinema.

As cenas no circo Romano estão na memória de todos, grandes momentos de acção neste drama histórico fazendo com que tanto o público Masculino como o Feminino prestasse atenção ao que acontecia no grande ecrã. Ainda podemos ver Jesus no filme, mostrando todo o lado bíblico que ele queria transmitir. Junto com os 10 Mandamentos, Jesus de Nazaré ou Jesus Cristo Superstar, é sem sombra de dúvida um daqueles clássicos da Quaresma.












quinta-feira, 17 de abril de 2014

... da Lua de Joana

quinta-feira, abril 17, 2014 0
... da Lua de Joana


Este foi um daqueles livros que li na adolescência, e que me marcou para sempre. A Lua de Joana é um daqueles livros que se deve ler, tanto por ser interessante, como pelo tema que aborda e o alerta que dá.

O livro saiu em Outubro de 1994, pela autora Maria Teresa Maia Gonzalez, e conquistou toda uma geração, que acabou por o ler mesmo sem ser "obrigada" a isso, ou seja sem ser pela escola ou afins. Já leva 26 edições, e foi um dos livros mais fortes da Editorial Verbo nessa década, um livro que continuou a estar na berra mesmo no século XXI, onde foi adaptado para uma peça de teatro em 2007.

Joana é uma rapariga que perdeu a sua melhor amiga, Marta, que morrera de overdose. Joana decide escrever cartas para uma amiga que já morreu, contando-lhe todos os acontecimentos do seu dia a dia, algo que seria comum entre duas amigas. A relação com o seu irmão e a sua mãe (que dá mais atenção a ele que a ela), é bastante criticado por ela e ela sente-se sempre magoada por causa disso. Por outro lado, adora o seu pai e tem o quarto decorado com uma lua e muitos relógios, tudo prendas dele.

O irmão de Marta começa a dar-se com más influências, e começa a tomar drogas como a sua irmã. Joana tenta ajudá-lo, mas cai na tentação e também ela consome. Para comprar mais droga, Joana decide vender o seu conjunto de relógios. Pouco tempo depois, Joana perdoa a melhor amiga, pois entende que nunca podemos dizer “desta agua não beberei”.

Uma mensagem forte a mostrar que podemos criticar, mas podemos cair nesses mesmos erros também.








quarta-feira, 16 de abril de 2014

... dos Kelly Family

quarta-feira, abril 16, 2014 0
... dos Kelly Family

Uma banda que foi um sucesso nos anos 90, os Kelly Family eram uma família numerosa que cantava músicas melodiosas alternando covers com músicas escritas por eles. Foram um grande êxito na Europa, especialmente na Alemanha.

Os membros da Kelly Family nasceram nos Estados Unidos mas têm raízes Irlandesas, e começaram a actuar no início da década de 80, aparecendo em palco vestidos de uma forma simples (uma aparência meio à "cigano"), com cabelos enormes e com várias gerações unidas numa actuação que apelava à união familiar.

Eles viajavam pela Europa toda num autocarro enorme e num barco, levando assim uma vida vagabunda e que tinha tudo a ver com a sua aparência. Pais, filhos, irmãos, sobrinhos, todos participaram no grupo e por razões de doença ou morte iam sendo alternados mas mantendo sempre tudo com membros familiares.

Foram um grande sucesso na Alemanha, venderam mais de 20 Milhões de cópias mas só começaram a ter mesmo sucesso nos anos 90 com dois grandes singles, "I can't help myself" e "Fell in love with an alien".



As canções eram por norma muito intensas, chegaram a colocar as crianças a cantar recordando a sua mãe que tinha morrido há pouco, e fossem covers ou não tinham muitas vezes uma forte componente religiosa. A meio dos anos 90 tiveram o seu disco de maior sucesso, o "Over the hump" que vendeu mais de 5 Milhões de cópias por toda a Europa e os fez viajar em tourné por muitos países.

Vieram a Portugal em 1998, onde estiveram no Coliseu, no Campo pequeno e foram a programas de TV como A Roda dos Milhões. Eram parte integrante de qualquer Mix Tape que se fizesse nesta altura para se oferecer à rapariga que gostávamos e muito rapaz gostava das canções deles embora não gostasse de admitir.














domingo, 13 de abril de 2014

... da Casal Boss

domingo, abril 13, 2014 0
... da Casal Boss

Muitos começaram a andar de Mota com uma Casal Boss, uma marca Portuguesa que produziu motorizadas que foram um sucesso e ainda hoje são recordadas com saudade.

Isto começou ainda nos anos 50, quando João Casal não conseguiu autorização por parte do governo Português para começar a produzir motorizadas com motor Zundapp (provenientes da Alemanha), muito por culpa da pressão de outro fabricante, a Famel. Uniu-se então a dois irmãos e um primo, e tentou de novo na década de 60 conseguir o almejado alvará, desta vez já com uma oficina pronta para montar e preparar os motores que já começara a importar da Alemanha.

Apesar dos enormes protestos das fábricas que já existiam, a Casal e irmãos consegue licença para motores até 250cc, fruto de cultivar sempre uma boa relação com os governantes e de já ter uma boa estrutura montada. A Famel contra ataca e consegue a licença para importar os motores Zundapp para Portugal, esperando assim esmagar este novo concorrente, mas a boa relação de João Casal com a marca Alemã faz com que um dos seus principais engenheiros venha para Portugal e o ajude na construção de motores Casal de qualidade.



Foi em 1966 que apareceu a Scooter Carina, que veio satisfazer uma procura por motas do género mas com menor cilindrada (e conseguindo competir com as Vespa) e conseguiu assim ser uma das principais armas para a Casal se impor em Portugal. A Metalurgia produzia a todo o gás, é lançada a motorizada K160 e antes do final da década já compete com a Famel e a Vilar na produção de jantes de alumínio para motorizadas.

Os anos 70 são mais conturbados, a luta dos sindicatos pelo aumento dos salários (o que foi conseguido), o aumento do preço das matérias primas, a proliferação de pequenas fábricas e a obrigatoriedade de usar capacete com uma mota foram alguns dos factores para que houvesse uma quebra na facturação. Em 1973, é posta á venda a Casal K270 de 125cc, que sofreu um teste em estrada com a duração de 15 000 km em 48 dias, em que foram atravessados os seguintes países:
Portugal, Espanha, França, Itália, Jugoslávia, Bulgaria, Turquia, Grécia, Austria, Alemanha, Suiça, Dinamarca, Suéçia, Holanda e Belgica.

O fim de regime fascista veio prejudicar a companhia que foi definhando nos anos 80 e 90. Mas lembro-me de ouvir os donos de uma Casal Boss falarem com orgulho da sua motorizada, os dois modelos de maior sucesso foram Casal K168 Boss e Super Boss que fazem parte da história das estradas Portuguesas. Uma empresa que acabou por falir no começo do Século XXI e foi tratada com algum desrespeito pelos responsáveis camarários para uma companhia que levou o nome de Portugal para o estrangeiro e foi tão importante no nosso país.





sexta-feira, 11 de abril de 2014

... dos Anúncios do Marco Bellini

sexta-feira, abril 11, 2014 0
... dos Anúncios do Marco Bellini


A dada altura uma discussão entre uma família Italiana conquistou os Portugueses, os anúncios do Marco Bellini entraram no nosso vocabulário com a frase "Marco Bellini é que sabe".

A Iglo, uma das marcas de congelados com mais força em Portugal, decidiu investir no mercado emergente de comida Italiana (como Pizzas e afins) e em 1995 lança a gama Marco Bellini, que utiliza uns anúncios muito engraçados onde vemos dois Italianos a discutir numa cozinha de uma Pizzaria para ver qual o ingrediente mais importante numa Pizza, e é só quando a Mãe intervém e diz que é tudo porque foi assim que Marco Bellini disse e "Marco Bellini é que sabe".










quinta-feira, 10 de abril de 2014

... do Miami Vice

quinta-feira, abril 10, 2014 0
... do Miami Vice

Uma das séries que melhor captou o espírito dos anos 80, Miami Vice tinha música animada, carros potentes, roupas espalhafatosas, muito glamour e alguma acção numa série policial que não tinha nada a ver com que estávamos habituados a ver no pequeno ecrã.

Anthony Yerkovich criou esta série que foi produzida por Michael Mann e transmitida pela NBC entre 1984 e 1989 com 5 temporadas num total de 111 episódios. Miami Vice foi emitida pela RTP em pleno horário nobre na parte final da década de 80 e foi um sucesso estrondoso, as k7's com músicas que podíamos ouvir na série eram vendidas nas feiras e mostrou-nos que os polícias não eram só feios e brutos como em outras séries que tínhamos visto nesse canal.

Foi uma das primeiras séries a utilizar a cor como grande chamariz, sabendo também conciliar a música e a moda de uma forma que cativava a atenção de tudo e todos não deixando nenhum pormenor de parte. O público feminino suspirava a ver os galãs da série, o masculino vibrava com as cenas de acção e as perseguições de carros com tiros à mistura e música de grande qualidade. Tudo isto veio de um conceito que o director de entretenimento da NBC, Brandon Tartikoff, teve a dada altura e que resumiu em duas palavras "MTV Cops".


Don Johnson era James "Sonny" Crocket enquanto que Phillip Michael Thomas era Ricardo "Rico" Tubbs, dois detectives a trabalhar à paisana em Miami e por isso tendo sempre que acompanhar o estilo inerente aos habitantes dessa metrópole. Sonny era mais casual e desportivo, quase sempre de blazer branco e t-shirt justa, enquanto que Rico era mais sóbrio de fato impecável e estilo aprumado. As histórias dos episódios normalmente circulavam em torno da droga e prostituição, dois temas que ajudavam a manter o conceito da série sempre a grande ritmo.

Descapotáveis ou carros de grande cilindrada eram usados frequentemente nas perseguições de carros, enquanto podíamos ouvir durante a troca de tiros músicas de Phil Collins ou Russ Ballard. A série utilizava as canções originais, algo nada habitual nesta altura e que fez com que os produtores gastassem muito dinheiro no começo mas mais tarde as coisas ficaram equilibradas já que os artistas viam as suas vendas subir sempre que uma música deles dava num episódio.

Ferrari Daytona e Ferrari Testarossa foram dois dos carros que mais chamaram a atenção ao longo das cinco temporadas, sempre em grande velocidade e sempre com música animada a tocar durante esses passeios de carro. Uma série leve mas que deixou uma marca na indústria televisiva e é sem sombra de dúvidas uma das que mais influenciou as séries que viriam anos mais tarde.







quarta-feira, 9 de abril de 2014

... do Mighty Max

quarta-feira, abril 09, 2014 0
... do Mighty Max

A TVI apostava em alguns desenhos animados quando começou as suas transmissões, e um dos que teve mais sucesso foi o Mighty Max. O rapaz de chapéu vermelho conquistou os mais jovens e tornou-se numa imagem de marca da estação e da sua programação para os mais novos.

Mighty Max foi baseado numa linha de brinquedos de sucesso, sendo uma co-produção entre os Estados Unidos, a França e o Reino Unido. Foi transmitida originalmente em 1992, tendo duas temporadas num total de 40 episódios que foram emitidos pela TVI em 1994 numa dobragem Portuguesa com nomes como João Lagarto a abrilhantar o elenco.

A história consistia num rapaz que não gostava muito de ir à escola (algo normal), e que preferia passar os dias fora a passear ou brincar. Max (Carlos Macedo) vê a sua vida mudar quando recebe uma encomenda que tinha uma estatueta com um boné, um boné especial que lhe concedia a possibilidade de abrir portais no espaço-temporal e lhe foi atribuído por Virgil (João Lagarto), uma ave que tentava que o Universo mantivesse o seu equilíbrio cósmico.

A sua Mãe (Helena Isabel) e o guerreiro Norman (Jorge Sequerra) ajudavam Max nestas aventuras, especialmente a que o vilão Skullmaster (João Lagarto) não roubasse o boné a Max e ficasse ele com este poder de viajar pelo espaço-tempo. Uma série muito animada e moderna, muito a ver com a década que estávamos a entrar e diferente dos desenhos que estávamos habituados. Foi normal o seu sucesso e vieram vários semelhantes a este formato que tiveram também o seu espaço. Isto foi ainda repetido pela RTP e pelo Canal Panda, provando que ele continuou a cativar o público noutros anos.










... do Andre Agassi

quarta-feira, abril 09, 2014 0
... do Andre Agassi

Foi um dos maiores nomes do ténis nos anos 90 e começo do Século XXI, é considerado um dos melhores de sempre nesse desporto, e ajudou a popularizar o mesmo junto do grande público com o seu aspecto irreverente e à rock star. Andre Agassi é sem sombra de dúvidas um nome que tem que ser falado quando recordamos os grandes nomes do Ténis.

Andre Kirk Agassi nasceu a 29 de Abril de 1970 em Las Vegas, Nevada nos Estados Unidos, e veio-se a tornar um dos melhores tenistas de sempre, e um dos responsáveis pela revitalização deste desporto nos anos 90, com o seu estilo de estrela de rock e rebeldia no court. Começou a sua carreira profissional aos 16 anos, e nesse mesmo ano terminou acima do top 100 de tenistas (em 91), sendo que passado pouco tempo estava já no 25º lugar, batendo recordes de vitórias consecutivas e de dinheiro amealhado.

Fez um Milhão de dólares vencendo 43 torneios em 1988, e obteve um número de vitórias consecutivas que só foi batido em 2005 por Rafael Nadal. Com menos de 20 anos ficou como #3 Mundial atrás de Ivan Lendl e Matts Wilander, um feito inacreditável e que o deixou debaixo de olho de todos os amantes deste desporto. Ele começou a chegar às finais e meias finais dos torneios de Grand Slam e dando nas vistas por não querer participar no da Austrália e no de Wimbledon, este último porque, segundo ele, era cheio de regras e muito conservador.


O aspecto de Agassi era bastante espalhafatoso, era à estrela de rock com cabelo muito grande, fita no cabelo, brincos, calções com cores berrantes e camisas coloridas. Fugia por completo ao perfil vestidos de branco e cabelo cortadinho que estávamos habituados a ver dentro de campo. Começou a aparecer em publicidade e programas de televisão, e a chamar toda uma nova geração para este desporto, afinal nele também estava pessoal fixe e de bom aspecto.

No começo dos anos 90 começou a chegar regularmente às finais, mesmo que nem sempre vencesse, fazia grandes exibições e ia derrotando grandes nomes até chegar lá. Venceu a sua primeira final de Masters contra Stefan Edberg mas o que o colocou nas primeiras páginas, e popularizou o desporto, foi a sua rivalidade com Pete Sampras. Não podiam ser mais diferentes, um irreverente e animado, o outro calmo e sério, eram o típico "beto vs popular" de qualquer escola e isso cativou tudo e todos a seguir com regularidade os jogos.

Em 1992 venceu o seu primeiro Wimbledon, numa final excitante contra Goran Ivanisevic. Este jogo mostrou o facto de Agassi ser considerado um dos melhores a responder a serviços, já que o maior forte de Ivanisevic era o seu forte serviço. Sampras era sempre o seu maior adversário e o que liderava a tabela de melhores tenistas. Foi por isso que Agassi decidiu a meio dos anos 90 mudar o seu estilo, rapar o seu cabelo e arranjar um novo treinador que o ajudou a ser mais táctico e mais concentrado dentro do campo.


Em 1995 isso tudo deu frutos com Agassi a chegar ao #1 e a ficar lá por mais de 30 semanas, vencendo 73 jogos e perdendo apenas 9. Nas finais que teve contra Sampras conseguiu vencer a maioria das vezes, algo que não acontecia no começo da rivalidade dos dois jogadores. Continuou também a ser um jogador importante da selecção Americana na Davis Cup, vencendo o seu último torneio pelo seu País nessa altura.

Em seguida começou uma fase descendente, com as lesões e uso de algumas drogas a prejudicarem a sua imagem e a sua performance no campo. Foi preciso chegar o final da década para começar a dar a volta por cima, em 1999 venceu uma fantástica final de Roland Garros frente a Medvedev, tornando-se no quinto jogador a vencer todos os torneios de grand slam na sua carreira.

Continuou a ir a finais de torneios e a vencer alguns quando entrámos no novo Século, e teve o seu último duelo com Pete Sampras em 2002 na final do torneio dos Estados Unidos, onde Sampras venceu em 4 sets e deixou então a rivalidade nuns 20-14 a favor de Sampras. Em 2003 venceu o seu último grand slam, o torneio de Austrália e continuou a jogar por mais uns anos apesar de estar completamente fustigado e incomodado com dores em várias partes do seu corpo.

Gostava do estilo de Agassi, mas confesso que estranhamente preferia o Sampras nesta rivalidade, no entanto fez parte do motivo pelo qual dei tanta atenção ao Ténis nos anos 90.













terça-feira, 8 de abril de 2014

... dos Yo-Yo

terça-feira, abril 08, 2014 0
... dos Yo-Yo

O Yo-Yo é mais um daqueles brinquedos eternos, já existe há várias décadas e como em todo o produto do género, tem alturas em que é mais popular entre as crianças como foi o caso dos anos 80 e começo dos anos 90.

O produto existe desde 1920, quando o Filipino Pedro Flores (a residir na altura na Califórnia) que aproveitou a base de um jogo que já existia há centenas de anos no seu País e introduzir esse jogo nos Estados Unidos com uma imagem apelativa. Ele é citado como o inventor do yo-yo, apesar de sublinhar sempre que se baseou em algo que existia no seu país, mas ficou com a patente do produto na América e viu aquilo se tornar numa verdadeira febre.


O produto foi evoluindo de um simples brinquedo para algo à volta do qual se faziam campeonatos e tudo, e foi um jogador profissional que anos mais tarde ajudou a que isto se tornasse uma febre mundial. Foi na década de 40 que Jack Russel decidiu agarrar naquilo com que jogava profissionalmente, o yo-yo, e criar algo mais comercial e que pudesse entrar em campanhas de marketing.

Foi nos anos 80 que isso ganhou outro nível com os yo-yo Russel da Coca-Cola a conquistarem o mundo, e Portugal não foi excepção. Existiram muitas campanhas a oferecer-nos este produto e a dizer que este sim era o verdadeiro yo-yo e só com ele conseguíamos fazer as coisas que víamos nas revistas ou nos programas de Televisão.

Sim, em programas como o Clube Amigos Disney chegaram a haver concursos com yo-yos com as pessoas a mostrarem as suas habilidades e a fazerem coisas que pareciam impensáveis. Confesso que nunca tive muito jeito com isto, por vezes nem o simples ir para cima e para baixo eu conseguia, e quando inventava muito tinha que ter cuidado com os nós dos dedos da mão ou com os óculos.

Existiam vários truques e todos tentavam fazer esses da melhor forma possível, foi uma verdadeira febre e era impossível não tentar ter algum yo-yo, fosse ou não da Russel.











segunda-feira, 7 de abril de 2014

... do Com Pés e Cabeça

segunda-feira, abril 07, 2014 0
... do Com Pés e Cabeça


Vi pouco este programa mas não me esqueço de ter vibrado a ver este concurso bem animado e tão típico dos anos 80. Com Pés e Cabeça mostrava duas cidades em confronto em diversos jogos que punham à prova tanto a destreza mental como a física.

Com Pés e Cabeça era como um Jogos sem Fronteiras mas com mais provas "mentais" e não tinha tanta água, mas o conceito de cidades (ou Distritos neste caso) em competição saudável, diversão familiar e muita animação era o mesmo. Tinha apresentação do mítico Fialho Gouveia com a ajuda de Ana Paula Reis, nos jogos os comentários ficavam a cargo de Fernando Correia enquanto que Rui Pinheiro arbitrava esses mesmos jogos. A direcção musical ficava ao cargo de Carlos Alberto Moniz e o júri das provas consistia em Cândido Mota, Carlos Paião e Magda Cardoso segundo este programa que consegui apanhar no youtube, cortesia do utilizador Orlando Santos Silva.

Parece que era transmitido à Segunda-Feira e segundo o vídeo terá sido filmado em 1988. As provas físicas (no Pavilhão do Sacavanense) consistiam em adaptação de desportos mas com complicações extra, como as bolas serem demasiado pequenas ou com vestes que atrapalhavam os movimentos, enquanto que as outras provas consistiam desde a resposta de perguntas de cultura geral, a representação de pequenos textos dramáticos ou cómicos. Até provas para mostrar o talento musical apareciam, não havia mesmo facilidades e as equipas tinham que lutar arduamente pela vitória.

Havia também convidados musicais e um público sempre muito animado, era mesmo um daqueles concursos à antiga com grande animação e com poucos momentos mortos. Uma pena não se apostar mais em coisas do género. Fiquem com uma edição do programa que está no youtube.





... do Pac-Man

segunda-feira, abril 07, 2014 0
... do Pac-Man

É um dos maiores símbolos dos anos 80 e será provavelmente o jogo Arcade que todos reconhecem quer pelas imagens, quer pelos sons. Pac-Man encanta gerações através dos anos e continua aí popular como sempre e a viciar novos jogadores.

Namco lançou o jogo a 22 de Maio de 1980 no Japão, e em Outubro desse ano invadiu os Estados Unidos começando uma febre que se iria alastrar pelo resto da década, com a personagem do jogo a aparecer em todo o tipo de Merchandising. Canecas, desenhos animados, t-shirts, todo o tipo de coisa era vendido com imagens relacionadas com Pac-Man, aliás ainda hoje isso acontece e com algum sucesso.

Pac-Man também viciava os amantes de Arcade, destronando os Space Invaders e Asteroids com um tipo de jogo completamente novo, que deixou tudo e todos entusiasmados ajudando a que uma nova era de videojogos se iniciasse. Conseguiram 1 Bilião em moedas nas máquinas de Arcade e até hoje é a personagem relacionada com videojogos mais reconhecida por tudo e todos. Existiram inúmeras versões caseiras, algumas até em 3-d.

Basicamente controlamos um boneco amarelo (numa forma redonda) por um labirinto azul, enquanto comemos umas bolinhas e tentamos fugir dos fantasmas que nos perseguem. O objectivo é comer todas as bolas no labirinto, e para ajudar temos umas quantas bolas que nos ajudam a comer os fantasmas que nos perseguem. O fantasma Vermelho (Blinky) persegue-nos, o Rosa (Pinky) tenta-nos emboscar, o Azul (Inky) baralha-nos as ideias e o Laranja (Clyde) apenas anda por ali.

Lembro-me de gastar algumas moedas de 25 Escudos nisto, de adorar a música mas de não ser super fã do jogo em si.












sábado, 5 de abril de 2014

... da música Lambada dos Kaoma

sábado, abril 05, 2014 0
... da música Lambada dos Kaoma

Foi uma das maiores febres musicais ali no final da década de 80 e começo dos anos 90, uma música animada e mexida que pedia uma coreografia animada e que abria caminho para os êxitos de verão que iam começar a ser habituais na década de 90. O grupo Kaoma atingiu assim o auge com a Lambada, uma canção já existente e que com esta nova roupagem arrebatou os tops mundiais e as pistas de dança.

Os Kaoma eram um grupo Franco-Brasileiro que conheceram o sucesso em 1989 com o lançamento da música Lambada, que era uma adaptação da cover de Márcia Ferreira "Chorando se foi" (de 1986) que era uma tradução para Português de uma balada Boliviana de 1981 "Llorando se fue".

Foram vendidos mais de 5 Milhões de cópias em 1989, foi #1 em mais de 11 Países e era certo que a iríamos ouvir em qualquer discoteca ou festa com pista de dança. Todos queriam aprender a dança e se entusiasmavam com a energia que esta transmitia, era algo quase sexual e os ânimos esquentavam rapidamente ao dançar~se ao som desta música.

Ainda hoje é recordada como provam os samples de artistas bem conhecidos como foi o caso de Jennifer Lopez bem recentemente. A partir daí começamos a ter músicas latinas, caribe e afins todos os Verões que eram acompanhadas, ou não, por uma coreografia viciante. Chegou a haver um filme que utilizou a música para ver se tinha mais sucesso e com uma versão em inglês da mesma.

Por cá lembro-me que era impossível ir a uma feira ou praça sem ouvir esta música nas bancas à venda.

Chorando se foi quem um dia só me fez chorar
Chorando se foi quem um dia só me fez chorar

Chorando estará, ao lembrar de um amor
Que um dia não soube cuidar
Chorando estará, ao lembrar de um amor
Que um dia não soube cuidar

A recordação vai estar com ele aonde for
A recordação vai estar pra sempre aonde eu for

Dança, sol e mar, guardarei no olhar
O amor faz perder encontrar

Lambando estarei ao lembrar que este amor
Por um dia um istante foi rei

A recordação vai estar com ele aonde for
A recordação vai estar pra sempre aonde eu for

Chorando estará ao lembrar de um amor
Que um dia não soube cuidar
Canção, riso e dor, melodia de amor
Um momento que fica no ar

Ai, ai, ai
Dançando lambada





quinta-feira, 3 de abril de 2014

... do Kickboxer

quinta-feira, abril 03, 2014 0
... do Kickboxer

Os anos 80 foram um paraíso para os apreciadores de pancadaria no cinema, e para nós jovens imberbes era uma das primeiras coisas que procurávamos quando íamos alugar uma K7 VHS. O filme Kickboxer foi um dos maiores do género, ajudou a que fixássemos o nome Van Damme e que continue até hoje nas memórias de todos nós.

Kickboxer (Desafio do Dragão no Brasil e Golpe de vingança em Portugal) foi realizado em 1989, realizado por Mark DiSalle e David Worth com um jovem Jean-Claude Van Damme no principal papel contracenando com um antigo campeão do Mundo, o Dennis Alexio. Apesar de ser um filme muito "fraco" em história e interpretações, tem até hoje um estatuto de culto pelas cenas de treino e de luta dentro do ringue.


O filme foi um sucesso de bilheteira, e lembro-me de alugarmos o filme e vermos em grupo vibrando com as cenas de acção dele. Era o começo dos anos 90 mas o filme ainda transpirava muito da década anterior, tanto nos clichés de montagens de treino como em outros típicos dos filmes de acção.

Mas se calhar por isso mesmo que apelou tanto aos adolescentes que estavam a sair dos anos 80 habituados a ver este tipo de filme de porrada e conseguiu assim ainda ter um filme ao nível dos outros que costumávamos ver. Foi um sucesso de bilheteira apesar de ser completamente arrasado pela crítica, mostrando que muitas vezes isso não faz um filme ter mais ou menos espectadores.

No filme vemos como Van Damme (como Kurt Sloane) vê o seu irmão Eric (interpretado pelo campeão Alexio) ser espancado brutalmente num combate com o campeão Tailandês Tong Po (Michel Qissi), que deixa o seu adversário paralítico sem dó nem piedade. Kurt promete vingança e vai treinar com um famoso mestre que estava a viver isolado numa região isolada da Tailândia.

O filme depois mostra cenas de treino, raptos, violações e termina com um combate que deixou todos fascinados e fãs desta película. A prova do filme continuar na memória de todos é que continua a ser parodiado em algumas séries de humor ou de animação. Uma verdadeira pérola do cinema de pancadaria