Março 2014 - Ainda sou do tempo

domingo, 30 de março de 2014

... do Fizz Limão

domingo, março 30, 2014 0
... do Fizz Limão


Um gelado que marcou toda uma geração, o Fizz Limão da Olá fez parte de petições, de campanhas por locutores de rádio e até de uma canção em torno do sentimento de abandono de uma geração que já não podia trincar este gelado saboroso.

Quando apareceu foi normal o seu sucesso, sempre foi dos mais baratos e tinha um sabor muito "fresco", tudo a ver com o verão. Lembro-me de custar 10 escudos, de comprar alguns para sentir aquele gosto da casquinha de limão quando se trincava o sorvete, de gostar do sabor do mesmo e assim ser uma compra regular quando não se andava bem de finanças.


Um gosto a baunilha e muito a limão e estava feito um sorvete simples encaixado num pau, que quando desapareceu do cartaz da Olá deixou muitos de nós tristes até que o programa Caderneta de Cromos deu voz a essa geração e esses pedidos ganharam outra intensidade, de tal forma que a Olá voltou mesmo com o gelado ao seu cartaz e que agradou a todos, quer os mais velhos quer os mais novos. Isto porque para além do seu sabor agradável, é um sorvete com poucas calorias, deixando assim todos satisfeitos a saborear tal guloseima.



sexta-feira, 28 de março de 2014

... do Mister Ed

sexta-feira, março 28, 2014 0
... do Mister Ed

Ainda vimos muitas séries nos anos 80 que já tinham sido transmitidas muito antes de termos nascido, mas isso ainda contribuiu mais para termos achado essa década tão mágica em relação ao que víamos na Televisão, era uma mistura perfeita entre séries novas e outras antigas mas ainda carismáticas. Mister Ed tratava de um cavalo inteligente que falava com humanos, como não gostar disso?

Mister Ed esteve no ar desde 1961 até 1966, com 6 temporadas e um total de 143 episódios transmitidos pela CBS em pleno horário nobre. Por cá deu na RTP em diversas alturas na década de 70 e 80, atingindo algum sucesso com a história deste cavalo que falava e causava alguns problemas ao seu dono, Wilbur.

Wilbur Post (Alan Young) era um jovem arquitecto um pouco desajeitado que costumava conversar com o seu cavalo Ed (voz de Allan Lane) que só falava com Wilbur e gostava de pregar partidas e causar-lhe problemas. Era muito divertido ver o cavalo "falar" porque parecia muito real com os movimentos da sua boca, e até hoje não se sabe bem como isso era feito. Houve sempre a ideia de que isso foi conseguido por barrarem manteiga de amendoim nas gengivas do cavalo, mas já se desmentiu isso várias vezes e que era com fios de nylon e com cavalo treinado mesmo.

Em todo o caso foi uma série divertida e ainda bem que houve oportunidade de rever nos anos 80 porque tinha tudo a ver com essa década.








quarta-feira, 26 de março de 2014

... do Cadichon

quarta-feira, março 26, 2014 0
... do Cadichon

Por vezes a RTP transmitia uns desenhos animados de origem francófona, o estilo era diferente dos animes ou produções Americanas que estávamos habituados mas possuíam quase sempre qualidade quer a nível da arte quer a nível da história. Cadichon era baseado nas histórias de um livro e mostrava-nos as aventuras de um burro que conseguia perceber os Humanos.

Em 1858 a Condessa de Segur editava um livro chamado "Memórias de um Burro", e foi aí que a produtora Juana Productions se baseou no começo da década de 80 para criar a série de desenhos animados a que deu o nome de Cadichon. Foram duas séries de 10 episódios cada que foram transmitidas pela RTP no final dos anos 80 com uma dobragem em Português com nomes como Antonio Montez, Carlos Freixo e Luísa Salgueiro.

Eu gostava de ver isto, achava as histórias sempre muito interessantes e originais e a dobragem era fenomenal como quase todas da altura, era uma boa variante de tudo o que era transmitido na altura e dava-nos a conhecer uma realidade diferente muito devido ao livro onde se baseou.

Depois do seu dono partir para ir estudar, o burro Cadichon decide ir conhecer o Mundo, e após fazer amizade com a Isabel (depois de a ter salvo) vivem algumas aventuras que nos mostram como ele é muito mais inteligente do que pensávamos que podia ser, e safa-se de várias situações utilizando essa sagacidade e criando desfechos muito divertidos.







terça-feira, 25 de março de 2014

... dos Texas

terça-feira, março 25, 2014 0
... dos Texas

Os Texas fizeram sucesso nos anos 90 e começo do Século XXI, uma banda com um pop-rock agradável e vocalista carismática com algumas das suas músicas a serem um êxito Mundial.

Sharleen Spiteri (voz), Stuart Kerr (bateria, voz), Ally McErlaine (guitarra) e Johnny McElhone (baixo) juntaram-se como uma banda em 1988 (depois de alguns dos membros tocarem juntos desde 86), tirando a ideia para o nome do filme de Wim Wenders, Paris, Texas. Um nome curioso para uma banda Escocesa que tiveram a estreia na Universidade de Dundee em 1988 e que fizeram logo sucesso no primeiro Single de 1989, "I don't wanna a Lover" que entrou para o top 10 de diversos países na Europa e colocando assim o grupo no radar de todos.

A voz de Sharleen e a energia do grupo eram contagiantes, mas não souberam capitalizar isso nos 2 discos que se seguiram e estes não tiveram uma boa aceitação por parte do público. Foi preciso chegar a 1997 para a banda voltar à ribalta e de uma forma imponente, com o álbum White on Blonde que vendeu quase 2 Milhões de cópias e foi o primeiro grande sucesso de vendas dos Texas, com vários singles a entrarem para os primeiros lugares dos tops Europeus como Black Eyed Boy ou Say what you want.


O disco chegou à sexta platina e era comum ouvirmos as músicas dele na rádio aqui em Portugal, onde o grupo também vendeu bem e se tornou conhecido com as suas canções a serem também publicitadas na televisão. O álbum Hush de 1999 continuou na senda do sucesso com o single Summer Sun a conseguir conquistar um bom lugar nos tops Europeus.

O grupo mudou umas quantas vezes de baterista, e mais tarde outros membros também entraram e saíram, mas o espírito rockeiro esteve sempre presente com a banda a manter-se em actividade mas longe dos seus tempos áureos. O Greatest Hits de 2000 foi o último disco a obter certificado de Platina, mas as suas músicas continuam a ser ouvidas nos dias de hoje.









segunda-feira, 24 de março de 2014

... do René Higuita

segunda-feira, março 24, 2014 0
... do René Higuita

Um dos mais carismáticos guarda redes da década de 90, René Higuita foi uma das figuras principais da selecção da Colômbia que começou a dar nas vistas nessa altura e um jogador que chamava a atenção pela sua presença física em campo.

José René Higuita Zapata nasceu a 27 de Agosto de 1966, em Medellin, Colômbia começando a dar nas vistas mal começou a sua carreira nos anos 80, onde marcou 11 golos na sua época de estreia mesmo ocupando a posição que implica estar sempre na baliza. Aliás isso foi algo comum na sua carreira, ficou conhecido como o mestre do imprevisível, por gostar de sair com a bola nos pés ou por gostar de inventar na forma como saltava para defender uma bola.

Ele ajudou com que a Fifa ajudasse a implementar a regra de não se atrasar a bola para os guarda redes, mostrando que um jogador naquela posição não se deve limitar a utilizar só as mãos. Foi considerado um dos melhores de sempre, apesar de grande parte da sua carreira ter sido somente na América do Sul, em especial no Atlético Nacional da Colômbia onde venceu vários títulos incluindo a Taça dos Libertadores.


A sua loucura em sair com a bola nos pés também lhe trazia dissabores, sofrendo golos que prejudicaram muito as suas equipas. Em 1992 chegou a ir para o campeonato Espanhol e jogar no Real Valladolid onde marcou ainda 2 golos. Marcava sempre vários golos quer na selecção quer nos seus clubes, marcando livres directos ou pontapés de grande penalidade, contribuindo para o carisma que obtinha fora de campo.

Esteve na mítica selecção da Colômbia que deu nas vistas nos mundiais de 1990 e 1994, sendo que no mundial Italiano foi responsável pela eliminação da equipa quando perdeu a bola após sair da grande área com ela nos pés. Mesmo assim continuou sempre a ser alguém querido pelos fãs e pela imprensa Colombiana, e ninguém que goste de futebol fica indiferente à sua defesa espectacular num particular com a Inglaterra, onde defende um remate colocando-se numa posição que ficou conhecida como "Scorpions kick". Um dos meus momentos preferidos de todos que já vi no futebol.










domingo, 23 de março de 2014

... da Telescola

domingo, março 23, 2014 0
... da Telescola

Muitas crianças tiveram aulas com um professor muito diferente do habitual, um que estava dentro de uma Televisão. Isto tudo num programa de verdadeiro serviço público, a Telescola.

Este sistema de ensino via Televisão, iniciou as suas emissões a 6 de Janeiro de 1965, nos estúdios da RTP no Porto. Um método que permitia assim populações isoladas, e pessoas sem possibilidades, de irem a um estabelecimento de ensino para aprenderem algo, e crescerem um pouco pessoalmente com essa aprendizagem. O objectivo era servir as zonas rurais isoladas, mas o facto de passar religiosamente todas as tardes na RTP, permitiu que muitos mais se pudessem servir desta ideia, e ser assim um dos projectos Telescola de maior sucesso em toda a Europa.

Começou pelos quatro anos de escola primária e dois de ciclo preparatório, mas com a reforma do ensino na década de 70, o programa passou para os oito anos obrigatórios. Lembro-me de apanhar emissões da Telescola nos anos 80, altura em que esta começou a perder a sua importância e necessidade, com a evolução da tecnologia para os gravadores de voz e leitores de vídeo. O projecto continuou com as k7's de VHS, mas ficou aí mesmo limitado a essas zonas isoladas, e sem possibilidade de terem um professor a sério na sua escola.

Muitos de nós viram no conforto da sua casa, e faziam aquilo que por vezes queríamos fazer na escola, o desligar e ir brincar que era muito mais divertido. Ao longo dos anos, a telescola foi mudando a sua designação do inicial Curso Unificado Telescola, para Ciclo Preparatório TV e Ensino Básico Mediatizado (EBM). Um dos melhores projectos da RTP e que ajudou tanta gente a ter direito a algo básico, como é a educação e o direito à aprendizagem.









sábado, 22 de março de 2014

... do Pirolito Bilas

sábado, março 22, 2014 0
... do Pirolito Bilas

Uma bebida que nos fascinava quando éramos putos apenas por vir com um berlinde dentro, a garrafa tinha um aspecto completamente diferente do que estávamos habituados e o gosto era o que menos nos interessava no Pirolito.

O Pirolito era já apreciado nos anos 20, existindo várias fábricas em Portugal que produziam esta bebida gaseficada que consistia num xarope à base de ácido cítrico, água, açúcar e essência de Limão, basicamente o que conhecemos numa Sprite ou 7-up. Sinceramente não me lembro bem do sabor exacto disto já que não me passaram muitas garrafas pela mão, mas não devia andar longe disso. Um gargalo estranho e estreito fascinava-nos por mostrar um berlinde que fechava assim hermeticamente a bebida, e fazia um barulho no vidro da garrafa que muito gostávamos de ouvir.

O aspecto peculiar da garrafa foi idealizado por um Inglês, Hiram Codd, em 1872 e eram fabricadas por norma na Marinha Grande. Nos anos 50 preocupações com higiene cortaram com a produção desta bebida um pouco por todo o País, mas esta ainda conseguiu sobreviver e chegou até à década de 80 onde já perdia espaço nos escaparates comerciais e na preferência da criançada.

Mas quem não partiu uma garrafa para tirar o berlinde lá de dentro? Faria um sucesso junto da ASAE hoje em dia







quarta-feira, 19 de março de 2014

Entrevista.. Herman José

quarta-feira, março 19, 2014 0
Entrevista.. Herman José

Mais um dia de estreias no Blog, a primeira entrevista a uma personalidade que marcou a nossa vida de uma forma ou de outra, e não havia melhor forma de começar do que com o meu humorista preferido, o grande Herman José. Uma entrevista curta que amavelmente concedeu para todos os que visitam o blog ficarem a saber um pouco sobre os programas que gostávamos de ver nos anos 80 e 90.

 - Como percebeu que o que queria seguir era algo relacionado com o mundo do espectáculo?

Desde os quatro anos que só me sentia bem no palco, ainda nos tempos do jardim infantil. Estava traçado o destino !

- Após várias peças de teatro e espectáculos musicais, é convidado por Nicolau Breyner para a rábula Sr Feliz e Sr Contente, como surgiu essa oportunidade? Como encarou estar ao lado daquele veterano?

Pura sorte. O Nicolau descobriu-me no teatro em 1974, e foi uma felicidade imensa. Aos dezanove anos, o mundo só tem tons de cor de rosa !

 - A música está sempre presente na sua vida, Saca o Saca Rolhas, O Super-Homem Português e a canção do Beijinho são três temas que lhe trazem bastante sucesso, pensou em ficar somente pela área musical ou sempre teve a vontade também de representar/escrever textos de humor?

Só a música era muito redutor num pequeno País como Portugal. Daí a necessidade de alargar a outras áreas.



- Como era fazer essas viagens pelo País? O que sentia do público e o que o fazia continuar? 

Nos anos oitenta, uma forma de ganhar muito dinheiro, hoje em dia, uma forma de realização pessoal.

- Na década de 80 começam os seus programas de humor, o Tal Canal, Hermanias e Humor de Perdição. Se puder descrever cada um deles, quais as palavras que utilizaria? 

Inconsciência, resiliência, e maturidade.

- Como era o seu processo criativo? 

Solitário e doloroso.

- Sempre se soube rodear de um bom grupo de actores, como fazia os convites para eles participarem nos seus programas? 

Tinha um único critério: qualidade artística e humana.

- Começou a ser habitual fazer os programas de final de ano da RTP, qual o que lhe deu mais gozo fazer? 

A uma grande distância dos outros: o “Crime Na Pensão Estrelinha”


- Começa também a fazer rádio na TSF e Rádio Comercial, como foi essa experiência? Quais as principais diferenças que notava em relação ao que já estava habituado? 

Rádio foi sempre uma paixão desde criança. Muitas das minhas personagens, começaram pela voz.

- O Casino Royal fugiu um pouco ao que o público já conhecia de si, como foi a aceitação do programa em termos de audiências? 

Na altura não foi um programa bem aceite. Estava dez anos à frente do seu tempo.

- Na década de 90 começou nos concursos, deu-lhe algum gozo fazer esse género de televisão? O que recorda mais de programas como a Roda da Sorte ou com a Verdade me enganas? 

Era um trabalho cansativo mas delicioso. A Roda da Sorte foi um êxito avassalador, e representa o meu auge em termos de popularidade.

- Ainda se lembra das reacções que teve ao último episódio da Roda da Sorte? Qual foi o feedback recebido? 

Foi de pura estupefacção. Nunca ninguém tinha destruído um cenário com uma “shot gun”.

- O Parabéns foi o programa que sempre quis fazer? Com entrevistas, momentos musicais e umas rábulas de humor pelo meio? 

Gostei mais do HERMAN 98, um talk show com uma Big Band feito ao vivo num teatro de Lisboa.

- Qual o episódio mais caricato da sua carreira de humorista nos diversos programas que apresentou? 

A Linda Reis a encarnar a princesa Diana, é o momento mais desconcertante da minha vida artística.

- Quais os programas/séries que mais o marcaram aquando da sua infância ou crescimento?

Tive dois ídolos: os Monty Python e o Benny Hill.






terça-feira, 18 de março de 2014

... do Double Dragon

terça-feira, março 18, 2014 0
... do Double Dragon

Os Beat'em Up foram um dos géneros mais procurados pelos jogadores nos anos 80 e 90, foram vários os títulos nessa categoria e a maior parte teve sempre algum sucesso. Double Dragon foi um jogo que muitos jogaram, tanto no Spectrum como em outras plataformas e um daqueles que todos ainda se recordam.

Double Dragon foi lançado em 1987, produzido pela Technos Japan e distribuído na América e na Europa pela Taito Corporation. Foi dos primeiros jogos com Beat'em up a permitir cooperação entre dois jogadores e a ficar com a arma do adversário, originou duas sequelas e inúmeros spin offs para além de fazer com que outras companhias começassem a desenvolver jogos neste género.

Depois do êxito nos arcades foi importado para versões caseiras em todo tipo de aparelho desde o ZX Spectrum ao NES passando pelo Atari, Mega Drive ou Commodore 64. Nele tomamos controle do mestre de artes marciais Billy Lee ou o seu irmão gémeo, Jimmy, enquanto enfrentamos uma gangue que tem como refém o interesse amoroso de ambos (sim), a Marian.

Para além dos saltos, murros e pontapés, podíamos fazer algumas manobras especiais como puxar o cabelo ou se estivermos a jogar com amigo, um ficar a agarrar o inimigo para nós atacarmos. Enfim mais um daqueles jogos que servia para descarregarmos ali toda a violência dentro de nós e sairmos depois mais satisfeitos depois disso. Até chegou a haver um filme nos anos 90 baseado no jogo, prova que ainda continua a ter algum sucesso e ainda estar na memória das pessoas.











sábado, 15 de março de 2014

... das Chicletes Adams

sábado, março 15, 2014 0
... das Chicletes Adams

As pastilhas estiveram sempre presentes na nossa vida, e na década de 80 a caixa amarela das Chiclets Adams eram uma das marcas mais fáceis de reconhecer por todos.

As Chiclets Adams tornaram-se muito famosas graças a um anúncio muito divertido em que uma menina com um sotaque Brasileiro ensinava-nos como mascar uma, como reconhecer a marca com o sacudir da caixa, um reclame divertido, simples e muito agradável que ajudou a popularizar a marca.

Foi o fotógrafo Thomas Adams Júnior que inventou esta nova forma de mascar no Século XIX, aproveitando o convívio com um ex presidente Mexicano e uma espécie de resina que este mastigava e que havia sido descoberta pelos Maias. Começou a ser comercializada em farmácias e a ser um êxito junto dos mais novos, começando a criar novos sabores a a expandir o seu negócio comprando outras duas marcas a Dentyne e a Chiclets.

As famosas caixinhas de cartão com sabor Hortelã ou Tutti-frutti começaram a ser fabricadas no Brasil em 1942, e após o fim da Segunda Guerra Mundial começou a ser um dos produtos mais procurados pelos mais jovens, que viam nisso um acto de rebeldia e de marcar a sua posição. Sempre souberam fazer bom marketing e chamar a atenção para as originalidades do produto, desde a forma quadrada ao barulho crocante dela ao ser mastigada.

A marca continuou a evoluir e foi adquirida pela Cadury, mas tudo irá sempre lembrar da mítica caixa de cartão amarela, do abanar para ouvir o barulho e o de mastigar algo crocante. Sou sincero, não gostava nada delas, o sabor ia depressa embora e aquele gosto da crosta não me agradava muito.




sexta-feira, 14 de março de 2014

... do Orquídea Selvagem

sexta-feira, março 14, 2014 0
... do Orquídea Selvagem


Os anos 80 e 90 foram férteis em filmes com carga erótica muito elevada, Mickey Rourke entrou em alguns que marcaram este género, tanto para o bem como para o mal, e o Orquídea Selvagem cai um pouco mais nesta segunda categoria. Não deixou no entanto de ser um filme que muitos viram e ainda se recordam, foi um dos principais filmes dessa leva de filmes eróticos talvez pela intensidade das suas cenas (que muitos dizem serem reais).

Wild Orchid (Orquídea Selvagem) foi um filme de 1989, dirigido por Zalman King e tendo nos principais papéis nomes como Mickey Rourke ou Jacqueline Bisset. Zalman tinha sido o produtor de um dos maiores (se não o maior) filmes eróticos de todos os tempos, o 9 Semanas e meia, decidiu então escrever e realizar um filme dentro desse género chamando para isso o actor que tinha protagonizado o outro sucesso, o galã bad boy Rourke.

Na parte feminina decidiu-se por uma estreante nestas andanças, a belíssima Carré Otis e ainda a veterana com tudo no sítio Jacqueline Bisset. O filme é filmado no Rio de Janeiro e mostra como a jovem advogada (otis) se apaixona por um misterioso Milionário (Rourke) e envolvem-se numa relação tórrida onde o sexo é protagonista e senhor de toda a história.

Pouco depois os dois actores envolvem-se na vida real e muitos afirmam que as cenas entre os dois são reais, daí a intensidade nestas e toda a sexualidade que transparecia para o ecrã. A história era fraca e o filme é arrasado em todos os sites de críticas quer por verdadeiros críticos quer pelo público em geral. No entanto lembro-me de tudo querer alugar esta VHS ou ver o filme quando este foi transmitido na TV aberta.







quinta-feira, 13 de março de 2014

... do Fraidy Cat

quinta-feira, março 13, 2014 0
... do Fraidy Cat

Este foi um desenho animado com uma história bem original, cómica e meio adulta quase, mostrando-nos um gato que já tinha perdido quase todas as suas 9 vidas e fica extremamente medroso por causa disso. Fraidy Cat foi transmitido no começo da década de 90, numa altura que ainda apostavam em desenhos animados perto do horário nobre.

Fraidy Cat foi mais uma produção da Filmation, tendo sido originalmente produzida em 1975 e passada por cá em 1992 na TV2 (na altura a designação da RTP2) na sua versão original e com legendas em Português. Lembro-me de apanhar um ou outro episódio pela hora do jantar, e de gostar do conceito da coisa apesar do tom meio sobrenatural e quase mórbido da história.

Alan Oppennheimer era a voz de Fraidy, um gato que tinha já perdido oito das suas nove vidas e por isso vivia sempre com medo de perder a sua última, o pior era que para além disso tinha que lidar com os fantasmas das suas vidas passadas que apareciam sempre que ele dizia um número de um a oito ou uma palavra muito semelhante. Eles não ajudavam à coisa e ainda o faziam ficar mais assustado.

Os fantasmas iam desde um mágico a um cowboy, passando por um pirata ou um piloto, todos com as suas próprias características mas sempre a complicar a vida (e a última por sinal) de Fraidy. Alguém mais se lembra disto?







quarta-feira, 12 de março de 2014

... do Fialho Gouveia

quarta-feira, março 12, 2014 0
... do Fialho Gouveia


Fialho Gouveia era um daqueles comunicadores natos, uma pessoa com um carisma acima da média e uma simpatia contagiante que fazia com que gostássemos de ver os seus programas, que ficássemos interessados no que tinha para nos dizer.

José Manuel Bastos Fialho Gouveia nasceu a 30 de Abril de 1935 no Montijo, e foi enquanto estudava na Faculdade que começou a dar os primeiros passos como apresentador de rádio demonstrando logo uma grande facilidade de comunicação e empatia com os ouvintes, fazendo com que várias pessoas lhe sugerissem tentar entrar para o canal de Televisão que se começava a criar no nosso País.

Fez parte dos pioneiros da RádioTelevisão Portuguesa em 1957, aparecendo normalmente no Telejornal como apresentador ou entrevistador. Apesar disso nunca deixou a rádio, sendo uma das principais figuras das emissões da tarde da Rádio Renascença, com o programa Diário do Ar, estando envolvido sempre de alguma forma em vários programas de rádio ao longo da sua vida.

No final da década de 60 a sua carreira estava em alta, na rádio protagonizava uma revolução ao lado de nomes como Carlos Cruz, José Nuno Martins ou Adelino Gomes que em 1968 lançavam o programa PBX na Renascença com produção dos Parodiantes de Lisboa. Um ano depois era uma das caras do talk show que apaixonou o País, o Zip-Zip que apresentou ao lado de Carlos Cruz e Raul Solnado. Era algo completamente novo, um programa de variedades e com entrevistas gravado ao vivo no Teatro Villaret e que chegou a incomodar muita gente com o que este trio falava ali com uma grande coragem.


Foi um dos primeiros a ler o comunicado do Movimento das Forças Armadas no 25 de Abril de 1974, e foi das principais caras na inauguração da RTP 2, apresentando os primeiros programas noticiosos desse canal enquanto que no primeiro apresentou outro marco da história televisiva em Portugal, a Visita da Cornélia.

Continuou a dar cartas nos anos 80, década em que o conheci na Televisão fosse a apresentar o Festival da Canção fosse em concursos como o Par ou Ímpar ou a Arca de Noé. Sempre gostei de o ver, sentia empatia com o que dizia, gostava da sua forma de estar sempre com um sorriso no rosto e com o seu cabelo "prateado" a dar-lhe um ar sóbrio. Era como se fosse um tio do qual gostamos e respeitamos pela sua experiência de vida.

O Gesto é Tudo, Prata da Casa, E o Resto são Cantigas, Vamos Caçar Mentiras foram alguns dos outros programas em que esteve presente na década de 80, enquanto que na de 90 apareceu no Entre Famílias, A Filha da Cornélia ou o Com Pés e Cabeça. Só abandono a Estação do estado em 2002, falecendo dois anos depois a 2 de Outubro de 2004 com problemas cardiovasculares. Uma das maiores figuras da história da nossa Televisão, um apresentador que todos nos habituámos a ver à noite na nossa televisão e um rosto que deixa saudades.










... da Final Countdown dos Europe

quarta-feira, março 12, 2014 0
... da Final Countdown dos Europe

Uma daquelas músicas que nos anima logo mal começa a tocar, um verdadeiro hino ao "head-banging" e o maior êxito dos Europe. Final Countdown é um dos maiores símbolos dos anos 80, e ainda hoje continua a ser uma das músicas de maior sucesso em festas do género.

Foi no dia 14 de Fevereiro de 1986 que o grupo Sueco Europe lançou aquela que se tornou a música de referência para a banda, o Final Countdown. Tudo começou num riff que Joey Tempest tinha experimentado num piano uns anos antes, e a insistência do baixista John Levén para que se escrevesse uma canção com isso.

Com letras inspiradas na canção Space Oddity de David Bowie, a melodia não agradou a todos do grupo, com o guitarrista John Norum a expressar o seu desagrado e a achar que não iriam conseguir nada com aquilo. Mais tarde afirmou que foi bom o resto da banda não lhe dar ouvidos já que foi um hit tremendo, chegando ao #1 em mais de 25 Países e chegando ao top 10 nos Estados Unidos.

Um sucesso tremendo nos concertos, envolve todos no público e dá uma energia tremenda ao espectáculo.




We're leaving together
But still it's farewell 
And maybe we'll come back, 
To earth, who can tell? 

I guess there is no one to blame
We're leaving ground (leaving ground)
Will things ever be the same again?
It's the final countdown.

The final countdown.

Oh, We're heading for Venus (Venus)
And still we stand tall 
Cause maybe they've seen us
And welcome us all, yeah
With so many light years to go
And things to be found (to be found) 
I'm sure that we'll all miss her so
It's the final countdown.

The final countdown.

The final countdown (final countdown).

Oh...oh

The final countdown.

Oh...oh

It's the final countdown.

The final countdown.

The final countdown. (final countdown)

It's the final countdown
We're leaving together
The final countdown 
We'll all miss her so
It's the final countdown (final countdown)
Oh, it's the final countdown.






terça-feira, 11 de março de 2014

... do Kazaa Lite

terça-feira, março 11, 2014 0
... do Kazaa Lite
Sempre houve uma variedade de programas para podermos baixar (ou fazer download) de coisas que queremos da Internet, e a dada altura um dos mais populares era o Kazaa Lite.

Em 2001 o programa Kazaa era um dos mais utilizados por todos que queriam fazer downloads. Uma das principais vantagens era a de dar para programar a que horas queríamos que esses se realizassem, isto numa altura em que ainda tínhamos limites e "happy hours" para podermos baixar coisas, logo essa característica era bastante agradável.

Depois o programa em si era muito user friendly e tinha uma boa base de dados para procura do vídeo ou mp3 que procurávamos (ou fotos já que nessa altura ainda se procurava muita imagem dessa forma). A versão Kazaa Lite era a mais procurada porque era menos "pesada", tinha menos problemas com ad-ware e spyware e uma melhor utilização.

Antes dos torrents começarem a dominar a procura de downloads, era este programa que fazia frente a outros do género como o DC++ ou o Emule. Era um dos meus preferidos sem sombra de dúvida, e quando fazia um format ao computador, era sempre dos primeiros programas que instalava.












domingo, 9 de março de 2014

... de Twin Peaks

domingo, março 09, 2014 0
... de Twin Peaks

Uma daquelas séries de culto, completamente ignorada por uns, venerada por outros, Twin Peaks foi uma das séries que mais marcou a geração da década de 90. Uma boa dose de humor negro e um argumento cheio de surrealismo, duas das principais razões que fazem com que ainda hoje o programa seja recordado das mais diversas formas.

Twin Peaks foi criada por Mark Frost e David Lynch em 1990, foi transmitida pela ABC entre 8 de Abril de 1990 e 10 de Junho de 1991, enquanto que por cá passou em horário nobre na RTP, todas as Quintas-feiras à noite, enquanto que no Brasil foi a Rede Globo que transmitiu a série, todos os Domingos após o Fantástico. Um dia péssimo para os estudantes, o que fez com que ela não tivesse sucesso e só atingisse o estatuto de culto quando começou a sair por lá em VHS.

O nome da série vem da pequena cidade onde decorre toda a acção, é lá que podemos acompanhar a investigação do agente do FBI Dale Cooper, que tenta descobrir quem está por trás do assassinato da adolescente Laura Palmer. A coisa vai-se desenrolando lentamente, acompanhamos todos os pormenores e vemos como afinal a vida naquela pequena cidade tinha aspectos macabros que passavam despercebidos quando olhávamos para aqueles habitantes que pareciam levar uma vida pacata e normal.


Laura Palmer (Sheryl Lee) era a típica menina que todos gostavam, a rainha do baile, a mais popular e aquela que parecia levar uma vida sóbria e sem problemas. Logo aí começámos a perceber como era possível haver vidas duplas, afinal Laura era uma drogada e uma prostituta, uma rapariga que namorava com um mas ia para a cama com outros, até que acaba brutalmente assassinada e começa a aparecer nos sonhos do agente do FBI Dale Cooper (Kyle Machlachlan), que vai então para a cidade para descobrir quem é o seu assassino.

Dale apaixona-se pela cidade, o seu senso de humor sente-se à vontade aqui no meio dos seus habitantes. Podemos ver o sofrimento do pai de Laura que tem um esgotamento nervoso após a morte da filha, e como muitos dos moradores acabam por ser suspeitos da morte dela por terem tido relações de cariz sexual ou envolvidos no seu vício de cocaína.

O mais surreal vinha dos sonhos de Dale, desde a própria vítima que lhe aparecia nos sonhos para lhe dar pistas do seu assassino, a anões e gigantes que também contribuíam da sua forma para a investigação que decorria. Essa aposta no surrealismo faz com que ainda hoje existam séries que se lembrem e brinquem com esse aspecto do programa, até em episódios dos Simpsons isso é parodiado.

Já repetiu várias vezes em canais do cabo, confesso que não ligava muito à série quando esta passou pela primeira vez no nosso País, só mais tarde percebi melhor toda a loucura saudável de Lynch e o cunho que este deu a Twin Peaks.




quinta-feira, 6 de março de 2014

... do Na Cama com... Alexandra Lencastre

quinta-feira, março 06, 2014 0
... do Na Cama com... Alexandra Lencastre

Hoje é um dia importante para o blog, vai ser a estreia de um texto de outra pessoa e consequentemente de uma nova rubrica no blog, Memórias dos Outros, onde irei ter convidados a falar de algo que lhes marcou a memória. Para estreia tenho o escritor Paulo Neto, que vem aqui falar de um dos primeiros programas da SIC, o Na Cama com.. estrelando Alexandra Lencastre.

Em 1993 e 1994, as noites de sexta-feira na SIC ofereciam-nos dose dupla de beldades. Primeiro tínhamos Catarina Furtado, elevada a namoradinha de Portugal, a conduzir a primeira edição do "Chuva de Estrelas", depois tínhamos Alexandra Lencastre no (então) polémico talk show "Na Cama Com..."
Então ainda essencialmente reconhecida pelo grande público como a Guiomar da "Rua Sésamo", apesar de um já vasto currículo no cinema e no teatro e de se ter estreado em telenovelas em "A Banqueira do Povo", Alexandra Lencastre pretendia conquistar um público mais adulto com este programa de entrevistas, que se desenrolava num cenário de um quarto, com a apresentadora e os convidados sentados ora em cima de uma cama ou numa cadeira que por lá estivesse. O ambiente de intimidade do cenário pretendia que as entrevistas se desenrolassem num tom informal, descontraído e introspectivo, longe da formalidade e da solenidade com que se costumava entrevistar na televisão. O genérico mostrava um buraco de fechadura por onde se espreitava o cenário com Alexandra a ler um livro sentada na cama, enquanto se ouvia o imortal "Whiter Shade of Pale" dos Procol Harum, reforçava essa atmosfera íntima. O título do programa era uma alusão ao filme-documentário "Na Cama com Madonna" (1992).

Pelo programa passaram personalidades de vários quadrantes: música, televisão, desporto, política, etc. Por exemplo, o astrólogo Paulo Cardoso, Marco Paulo, Diogo Infante, Sérgio Godinho, Rita Blanco (esta levando à letra o título do programa aparecendo de pijama) e a actriz brasileira Glória Pires, que na altura brilhava na telenovela "Mulheres de Areia".

Porém o programa mais famoso foi aquele em que a entrevistada foi Lilian Ramos. Quem? Tratava-se de uma bailarina/modelo brasileira que surgiu nas bocas do mundo no Carnaval do Rio de Janeiro de 1994 ao ser fotografada junto do então presidente do Brasil Itamar Franco (que ocupara o cargo após a demissão de Fernando Collor de Mello por causa de um escândalo de corrupção). Acontece que nas fotos, Lilian Ramos surgia apenas vestida com uma T-shirt e sem nada por debaixo. Como havia fotógrafos mesmo por debaixo do camarote presidencial, as fotos forneciam uma vista privilegiada das partes íntimas de Lilian. O escândalo foi inevitável e quase se equacionou a demissão de Itamar Franco mas depressa o barulho desvaneceu. Esta ida a Portugal foi um dos poucos gestos de Lilian Ramos para capitalizar a sua inesperada fama. Mais tarde, ofendida com aqueles que a chamavam de interesseira e prostituta, Lilian Ramos acabaria ainda em 1994 por se radicar em Itália, onde vive até hoje. O seu site oficial é este.

Sob uma perspectiva actual, o conceito do programa é bastante inofensivo e se fosse recuperado hoje não seria nada que levantasse ondas. Mas na altura, tratava-se de um conceito ainda suficientemente ousado para que houvesse muita gente a criticar o programa, desde a mera ideia de haver uma cama metida ao barulho a uma alegada falta de respeito e de postura a que a apresentadora e os convidados se sujeitavam. Por causa disso, algumas figuras públicas que terão recusado ir ao programa. Estávamos em plenos anos 90 mas algumas correntes mais conservadoras ainda tinham a sua força...

Pois eu, então com 13/14 anos, apreciava o aspecto inovador do programa e achava que pelo menos era uma melhor ideia do que por exemplo, um "Em Cima da Árvore Com..."

By Paulo Neto, escritor de livros como Motivos para Sorrir






... do Hristo Stoichkov

quinta-feira, março 06, 2014 0
... do Hristo Stoichkov

Foi um dos jogadores que mais gostei de ver jogar, um verdadeiro génio na selecção e no Barcelona onde mostrou toda a sua qualidade técnica numa Dream Team onde estavam outros jogadores de grande qualidade. Hristo Stoichkov marcou a década de 90 como uma das maiores figuras do futebol Internacional, e ainda hoje é sempre considerado para as listas de melhores jogadores de sempre.

Hristo Stoichkov Stoichkov nasceu a 8 de Fevereiro de 1966 em Plovdiv na Bulgária, começou a sua carreira profissional no começo dos anos 80 e em 1984 assinava contrato com a maior equipa do seu País, o CSKA Sofia. Aí para além de demonstrar toda a sua qualidade futebolística, começou a dar mostras do seu mau feitio a ter uma luta muito feia numa final da taça que quase resultou num banimento eterno dos relvados. A coisa foi atenuada e ele pôde continuar a mostrar toda a sua qualidade conseguindo ser o Bota de Ouro em 1989 com 38 golos em 30 jogos.

Mudou-se então para o Barcelona, onde vestiu o número 8 e foi uma das figuras mais populares do Dream Team de Cruyff ganhando 4 campeonatos em 4 anos consecutivos e ajudando a conquistar a primeira taça Europeia para o clube.

Uma dupla lendária com Romário que fez com que os adeptos se rendessem ao Búlgaro e fosse o nome mais entoado pela claque durante os jogos. Também em Espanha demonstrou a sua falta de paciência, sendo suspenso por dois meses depois de ter quase agredido um árbitro.

Foram 77 golos em 151 jogos, uma ameaça constante na grande área dos adversários e um jogador que todos temiam enfrentar.

Passou uma temporada em Itália, no Parma, antes de voltar ao Barcelona para mais uma temporada e posteriormente ao CSKA Sofia antes de fazer uma viagem por países como o Japão ou os Estados Unidos onde terminou a sua carreira em 2003.

1994 foi o melhor ano na carreira do avançado, venceu a Bola de Ouro do France Football e foi uma das figuras do seu país no mundial dos Estados Unidos desse ano. Levou a selecção até às meias finais e foi o melhor marcador do torneio empatado com o Russo Salenko. Um talento puro que adorava ver jogar, era o meu preferido do dream team e só não era na sua selecção por causa de Balakov.

Enveredou pela carreira de treinador onde continuou a mostrar o seu mau génio mas onde não teve o mesmo talento que tinha como jogador. Deixou saudades e colocaria ele numa equipa ideal sem sombra de dúvidas.







quarta-feira, 5 de março de 2014

... das Pulseiras Tucson do António Sala

quarta-feira, março 05, 2014 0
... das Pulseiras Tucson do António Sala

Nos anos 80 houve uma febre que varreu o país (e foi repetida há pouco tempo com as Power Balance) de uma pulseira que curava tudo e mais alguma coisa e que só nos fazia bem, as Pulseiras Tucson que eram apoiadas pelo António Sala que virou a cara da marca em Portugal.

Eram umas Pulseiras de cobre com 2 bolinhas que se tinham que colocar no pulso de uma determinada forma, para baixo tinha um efeito e para cima outro. Logicamente que era tudo à base do Placebo que nos era impingido, afinal diziam que aquilo melhorava tudo na nossa vida, o stress, o mau-olhado e que aproveitava umas ondas magnéticas que melhoravam o nosso bem estar.

Ideias revolucionárias e que António Sala defendia com unhas e dentes em anúncios que fazia um pouco por todo o lado e a verdade é que isso fez muitos Portugueses comprarem e usarem esta pulseira. Mais recentemente tivemos umas de plástico, as Power Balance, que também prometiam mundos e fundos com termos mais técnicos e futuristas. Ambas desapareceram do mercado pela mesma razão, acusações de fraude e impossibilidade de provar que faziam aquilo que apregoavam.

Mesmo assim aposto que irá surgir algo semelhante daqui a uns anos, e mais uma vez as pessoas irão correr para comprar.







terça-feira, 4 de março de 2014

... do Pequeno Inventor

terça-feira, março 04, 2014 0
... do Pequeno Inventor

Um clássico da animação Polaca e penso que por isso mesmo deve ter sido no programa do Vasco Granja que tomei contacto com "O Pequeno Inventor". Um desenho animado onde podíamos ver um rapaz com uma grande imaginação a criar todo o tipo de coisas.

Pomysłowy Dobromir é o nome original do Pequeno Inventor, personagem criada por Roman Huzczo no começo da década de 70. Era o clássico desenho animado Polaco, onde as personagens não falavam mas diversos sons eram emitidos no decorrer das acções, isto tudo em cenários muito psicadélicos e com cores muito fortes.

Foram produzidos 20 episódios entre 1973 e 1975, transmitidos pela RTP no final dos anos 80 muito provavelmente no programa do Vasco Granja. Pudemos assim ver as aventuras de um menino muito engenhoso e inteligente, que ajudava o seu avô e tinha amizades com pássaros, usando as suas ideias para desenvolver soluções para os trabalhos que tinha que fazer na casa do avô.

Alguém mais se lembra destes desenhos?


(alguma info tirada do sempre útil http://desenhosanimadospt.blogspot.pt/)










segunda-feira, 3 de março de 2014

... do Livro "Os filhos da Droga"

segunda-feira, março 03, 2014 0
... do Livro "Os filhos da Droga"

Foi um daqueles livros que todos quiseram ler, um dos poucos que era promovido nos intervalos do Liceu por amigos ou amigas que já o tinham lido. Os Filhos da Droga é uma história forte e intensa que nos deixou embrenhados no livro de tal modo que quase tudo o sugeria logo de seguida ao seu grupo de amigos.

Christiane F. – Wir Kinder vom Bahnhof Zoo era o nome original deste livro Alemão de 1978, que recebeu em Português o nome de Os Filhos da Droga enquanto que no Brasil ficou como Eu, Christiane F., 13 Anos, Drogada e Prostituída. Foi escrito pelos jornalistas Kai Hermmann e Horst Rieck, segundo os próprios relatos de Christiane F e a sua vida regada a drogas e sexo.

No livro acompanhamos a vida da adolescente Christiane Vera Felscherinow (eternizada como "Christiane F."), que aos treze anos de idade se tornou viciada em drogas.Vemos como foi a sua infância numa pequena aldeia, onde o ambiente era humilde até à mudança com a família para Berlim. A mudança para a grande cidade não foi benéfica, o pai de Christiane (após o fracasso em estabelecer um empreendimento na cidade), começou a bater na sua mulher e nas duas filhas.

Isto leva a que a mãe de Christiane se divorciasse e levasse as meninas. Entretanto, depois de um tempo, a irmã de Christiane preferiu viver com o pai e sua amante. Aí começa a espiral de declínio da Christiane, começou a andar com más companhias, a experimentar cigarros e álcool, passando pouco depois drogas leves, como haxixe e LSD. Mais tarde num show de David Bowie experimentou heroína com o um amigo, que tinha dezassete anos. Depressa ela e o namorado ficaram dependentes da heroína e meteram-se na prostituição, roubando e sendo presos. Ela conseguiu sobreviver tal como o Detlef, mas muitos dos seus amigos acabaram por morrer. Eventualmente Christiane passa por um processo de desintoxicação, quando tenta retomar uma vida normal.

Também existiu filme disto, mas quase tudo recorda com intensidade o livro que muitos leram mesmo sem ser "obrigados" a isso como era costume na altura.







domingo, 2 de março de 2014

2º Aniversário do Blog

domingo, março 02, 2014 0
2º Aniversário do Blog

Chegamos assim ao segundo aniversário do Blog, o mesmo tem tido um crescimento fantástico e não consigo agradecer o suficiente a todos que visitam, partilham e voltam com gosto a este canto onde gosto de recordar tudo aquilo que me marcou um pouco ao longo da minha vida.

Irão existir mudanças graduais no Blog, este layout é apenas temporário mais para assinalar a mudança que aí vem e algumas que já foram sendo implementadas. Ao lado podem verificar que podem já se fazer fãs da página do Facebook recentemente criada, ali vai-se mais além do que se faz no blog e tenta-se criar uma comunidade que partilhe, troque ideias e memórias daquilo que mais gosta.

Irei tentar implementar fazer-se os comentários directamente para o Facebook e fazerem like ao post onde estão também. Futuramente o blog terá um novo layout e header mais condizente com o que tentará vos proporcionar, mais do que só as memórias irei ter também entrevistas com pessoas que marcaram de uma forma ou de outra o nosso crescimento, irei ter pessoas convidadas a escrever regularmente e por vezes partilhar só uma "Imagem do dia" ou "Vídeo do dia" que não precise de ter um post escrito a acompanhar.

Segundo o Blogger estamos nas Mil visitas diárias regularmente, segundo o Statscounter e o Site Meter ando pelas 300 visitas mais 500 pageviews mais ou menos. Números muito bons e acima da média para um blog com tão pouco tempo de vida, penso que o ambiente familiar que sentem ao entrar aqui contribui também para isso. Muito obrigado a todos e espero que continuem a acompanhar-me :)




sábado, 1 de março de 2014

... dos Brindes do Juá

sábado, março 01, 2014
... dos Brindes do Juá

Antes dos Jornais e Revistas começarem com as ofertas de tudo e mais alguma coisa, já o detergente para a roupa Juá fazia uso disso para aumentar as suas vendas. Copos, loiça de fogão, bonecos e muito mais coisas vieram dentro do pó da embalagem do detergente.

Ainda apanhei o detergente Juá, e ainda bem porque assim pude gozar de alguns dos seus brindes. "Juá a lavar, Sol a corar" era o slogan de uma marca que chegou a ser muito popular nos anos 60 e 70, muito por causa das suas campanhas de oferta de brindes que tanto se podiam dirigir à Mãe como aos filhos.


Serviços de loiça com chávenas, copos, talheres e tudo que se tinha direito, existiu um conjunto de copos castanhos que ainda acompanhou muitos de nós nas décadas de 80 e 90. Fervedores de alumínio. réguas mágicas, protectores para lápis e canetas.. valia tudo naquela altura.

Os filhos divertiam-se a remexer no pó à procura destes brindes, especialmente quando a dada altura vinham uns bonecos monocromáticos que faziam as nossas delícias. Outros tempos e outra cultura.

Imagem retirada de http://www.santanostalgia.com/



... das Marchinhas de Carnaval (mamãe eu quero e mais)

sábado, março 01, 2014 0
... das Marchinhas de Carnaval (mamãe eu quero e mais)
O Carnaval é sempre sinónimo de festas e muita diversão, logo a música tem um papel muito importante nisso e neste caso há umas marchinhas clássicas que acompanham os Carnavais há muitas décadas. Irei aqui abordar algumas das que todos conhecem e gostam de cantar e dançar.

A primeira Marchinha de Carnaval data de 1899, "Ó Abre Alas" elaborada por Chiquinha Gonzaga e fortemente influenciada pelas Marchas Populares Portuguesas. Não é tão "mexida" e animada como as que vieram depois mas mantém aquele ritmo que nós Portugueses tão bem conhecemos. Deixaram de ser tão calmas para terem um andamento mais acelerado e muito mais a ver com o que o Samba pretendia e os seus desfiles.

Mamãe eu quero é basicamente o "hino" do Carnaval, música curta, de refrão fácil e muito animada é cantarolada por crianças e adultos desde os anos 30, altura em que Vicente Paiva e Jararaca a compuseram e estreou como marcha no Carnaval de 1937. Foi regravada diversas vezes por nomes tão conhecidos como Carmen Miranda, ajudando-a a manter-se no léxico Carnavalesco e a ser uma das mais cantadas e tocadas nessa altura. Os anos 30 e 40 foram os melhores para as Marchinhas de Carnaval.


Me dá um dinheiro aí de Ivan, Homero e Glauco Ferreira é outro clássico que ainda toca nos dias de hoje, ainda mais curta que a de Vicente, a música brinca com aquilo que a grande maioria dos foliões deseja, um pouco mais de dinheiro. Cachaça não é água de Carmen Costa e Mirabeu pinheiro continua também a fazer sucesso tanto no Brasil como em Portugal (onde nem se consome muito essa bebida). muito provavelmente por apelar para o espírito alcóolico que domina este período.

Cidade Maravilhosa é talvez a "marcha" de Carnaval com mais sucesso mesmo fora dessa época, uma música que enaltece a beleza da cidade Brasileira e foi gravada em diversas versões mesmo fora do ritmo Carnavalesco com a qual foi originalmente composta em 1935 por André Fino e Silva Sobreira.

Qual a vossa favorita?