... dos estojos canetas Molin - Ainda sou do tempo

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

... dos estojos canetas Molin



As canetas de feltro eram parte essencial da vida de uma criança. não passávamos sem poder colorir uns livros ou os nossos próprios desenhos e as preferidas de todos nós eram as canetas Molin. Existiam outras marcas, mas os estojos da Molin tinham algo de especial, e o cheiro delas era algo que todos reconheciam logo à partida.

Sempre gostei muito de pintar, mas também tive sempre um grande problema, o de ficar todo arrepiado e incomodado com o barulho de uma caneta de feltro quase gasta e sem tinta. Logo os estojos de caneta Carioca para mim não eram uma boa solução, eram a mais económica sem dúvida mas gastavam-se muito depressa e nem com o velho truque de colocar alcóol na esponjinha a coisa resultava.

Logo sobravam as Molin, com uns estojos todos bonitos e com umas cores muito mais vivas, as Carioca por vezes tinham um ar muito deslavado mas com a Molin era tudo com uma cor muito mais viva. Existiam os simples com 6 canetas (muito deprimente), os que quase todos tinham com 12 e aqueles que começavam a ser mais aceitáveis, os de 24. Isto dava-nos um certo estatuto, o podermos escolher entre uns três ou quatro azuis diferentes.

Mas os reis do recreio eram os que tinham aqueles estojos com 48, que se desdobrava e tinha uma panóplia enorme de cores que por vezes pouca diferença tinham uma para a outra. Eu tinha sempre muitos blocos de folhas brancas de desenho, muita casa com o sol por cima eu desenhei, muita árvore de natal com presentes coloridos por baixo, muito mar e barquinhos, tudo com muita cor.

Um clássico que ainda hoje continua a apaixonar todas as crianças, quem não quer ver o seu desenho colorido em toda a sua glória?