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Um dos nomes mais marcantes no Futebol Português da década de 90, um jogador que escapou à mira dos três grandes mesmo conseguindo o feito de ser o melhor marcador do campeonato numa das temporadas em que envergou a camisola do Vitória de Setúbal. Yekini era um avançado possante que fazia tremer todas as defesas, todos sabiam que este era o homem a marcar.

Rashid Yekini nasceu a 23 de Outubro de 1963 em Kaduna, na Nigéria, deu nas vistas no Africa Sports da Costa do Marfim até que foi contratado pelo Vitória de Setúbal dando-lhe assim oportunidade de se mostrar no continente Europeu. Por cá mostrou o seu instinto goleador, com 90 golos em 108 entre 1990 e 1994, sendo que na temporada de 1993-94 foi o melhor marcador do campeonato com 25 golos.

Nessa temporada destacou-se no jogo onde o Setúbal goleou o Benfica (que se viria a sagrar campeão nessa época), por 5-2 num estádio do Bonfim completamente cheio para assistir a esta noite memorável onde o Nigeriano marcou 2 golos. Nessa temporada Chiquinho Conde foi um dos melhores parceiros que Yekini jamais teve, ajudando-o a marcar golos com bons passes e sendo também um dos principais na bela campanha do Setúbal no campeonato.

Tinha um sorriso quase ingénuo fora dos relvados, mas dentro deles metia respeito com o seu 1,85 Metros bem encorpados que não tinha problemas em ganhar bolas aos defesas centrais que apanhava pela frente. Benfica e Sporting tremiam sempre que iam ao Bonfim ou recebiam o Setúbal, lembro-me de muitos jogos terminarem com resultados de 4-3 ou algo do género, e nem Mozer, Hélder, Veloso, Marco Aurélio ou Peixe conseguiam muito perante este jogador.

Juntamente com Hassan e Karoglan fez parte de uma geração de futebolistas que davam muito nas vistas mesmo sem jogar nos 3 grandes do nosso país. Mesmo assim esteve perto disso, já que Sousa Cintra o tentou contratar mas ficou gorada a transferência devido a alguns problemas legais, acabando nós por ficar com o outro belo jogador que era Chiquinho Conde.


Foi uma das figuras principais da Nigéria no campeonato do Mundo de 1994, marcando o 1º golo do País neste evento e um dos pilares da equipa na boa campanha que fez nos Estados Unidos. A sua comemoração agarrado às redes da baliza chorando compulsivamente correram o mundo, sendo considerado um dos golos mais emotivos de todos os Mundiais. Foi por duas vezes bola de ouro Africana e ainda é o melhor marcador de sempre com 37 golos em 58 jogos pela selecção, tentou a sua sorte no campeonato Grego onde jogou pelo Olympiacos e em Espanha no Sporting Gijon mas nunca conseguiu os números que tinha alcançado por Portugal, motivo que o levou a voltar ao nosso País e a jogar pelo seu clube, o Vitória Setúbal.

No final da carreira estava longe da sua forma ideal, sendo assobiado por adeptos do seu país e tudo o que contribuiu para que apanhasse uma depressão e acabasse os seus dias na miséria após um mau investimento. Morreu a 4 de Maio de 2012, completamente sozinho e num funeral longe da pompa que um jogador como ele merecia.

Vive até hoje na memória dos adeptos do Vitória de Setúbal e de todos aqueles que acompanharam a sua carreira na sua passagem por Portugal e pelo Campeonato do Mundo de 1994. Lembro-me bem do jogo no estádio do Bonfim entre o Setúbal e o Sporting que ficou 2-3 com os 2 golos de Yekini a dizimar Costinha de forma certeira.








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