Fevereiro 2014 - Ainda sou do tempo

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

... das Bisnagas e dos balões de água de Carnaval

quinta-feira, fevereiro 27, 2014 0
... das Bisnagas e dos balões de água de Carnaval

Continuam a existir pistolas de água, mas agora são quase sempre muito sofisticadas, lembro-me das simples bisnagas a imitar uma pistola pequena, e a qual usávamos para batalhas bem divertidas no Carnaval. Isso, em conjunto com os Balões de água, tornavam este período festivo bem molhado, isto quando não chovia durante essa época, como por vezes acontece.

Compravam-se destas simples bisnagas um pouco por todo o lado, desde papelarias a supermercados, tudo tinha estas simples pistolas (quase sempre numas cores muito berrantes), as quais tínhamos somente que encher com água para depois nos divertirmos. Muitas vezes eram até os nossos familiares mais velhos que nos ofereciam, viam nisso um divertimento inofensivo, mesmo quando por vezes eram eles os nossos alvos.

A coisa atingia outros níveis com os balões de água, isto porque podíamos ser vítimas de ir na rua e levar com um balão de água de alguém, que estava à janela, só à espera do momento certo para atirar um para cima de alguém. Outro momento desagradável que acontecia muito era quando se ia no autocarro e atiravam um contra a janela (ou pior quando era um ovo), e pior era aqueles que eram maldosos e punham outras coisas como lixívia ou assim dentro do balão.

Preferia as simples bisnagas, até porque depois até dava para matar a sede também, bastava metermos a pistola na boca e disparar algumas vezes lá para dentro.










quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

... do Streets of Rage

quarta-feira, fevereiro 26, 2014 0
... do Streets of Rage

Voltar aqui ao tema de um dos meus melhores amigos de infância, o meu Mega Drive. Sempre fui mais dedicado a jogos de Arcade e de desporto, mas volta e meia gostava de andar à pancada e por isso foi normal ter experimentado o Streets of Rage um dos títulos mais emblemáticos da consola da Sega.

Streets of Rage saiu em 1991 para o Mega Drive, era mais um daqueles jogos de luta em que víamos a acção de lado e neste caso podíamos ir andando de um lado para o outro enfrentando todo o tipo de obstáculos. Podíamos escolher três personagens e irmos então para um cenário onde iam aparecendo inimigos e podíamos usar itens que íamos apanhando pelo caminho, como garrafas ou canos partidos.

Adam Hunter era o mais forte dos três personagens, mas também mais lento o que nos podia prejudicar muito no decorrer do jogo. Blaze Fielding era o elemento feminino, o mais fraco dos três mas a mais rápida com um salto que nos permitia cobrir grandes distâncias e com um treinamento em Judo que nos dava confiança para enfrentar os inimigos que apareciam. Axel Stone era o mais equilibrado, não tão forte como Adam mas mais rápido do que este e mais forte mesmo assim que Blaze.

Um Boxista, um praticante de artes marciais e uma expert em Judo tentavam assim caminhar por uma cidade dominada pela violência onde até a polícia era impotente e também fazia parte do problema. Gostei do jogo mas neste tipo de jogos de luta fui muito mais fã do Street Fighter. Outra coisa que fez este título ter sucesso foi a sua banda sonora, de grande qualidade para uma consola de 16 bits, isto em conjunto com a sua jogabilidade faz com que ele seja considerado um dos melhores da consola. Teve 2 sequelas que tiveram algum sucesso também mas longe do que o primeiro jogo teve.









terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

... do Eu Show Nico

terça-feira, fevereiro 25, 2014 0
... do Eu Show Nico

Nicolau Breyner é um dos maiores nomes da Televisão em Portugal, e em 1980 dava cartas com inúmeros programas e novelas na RTP, sendo que muitos de nós recordam sempre com saudade o programa de variedades que ele tinha, o Eu Show Nico.

O Eu Show Nico teve duas encarnações, a primeira em 1980/81 e a segunda (e a que me lembro e muitos se lembram) em 1987/88 produzida pela Edipim e que podemos ver agora em repetição na RTP Memória. Isto dava se não me engano aos Domingos à noite, eu já conhecia o grande Nicolau Breyner de concursos como o Jogo das Cartas e das Novelas, mas miúdo como era não conhecia tanto esta faceta de showman comediante.

O programa de 81 tinha mais números musicais e personagens especiais convidadas, como o chinesinho limpopó do Badaró, enquanto que a de 88 apostava mais nos sketchs de humor com Nicolau e o seu elenco de actores e amigos e nuns momentos em que o actor estava no palco a falar connosco sobre assuntos da actualidade ao bom estilo de um talk show.

Todos ansiavam pela parte final do programa, e isto porque era aí que aparecia o quadro que todos mais lembram, o de um grupo de Piratas que cantava sempre no final uma cantiga bem animada e com uma letra a criticar algo actual e por vezes com conteúdo político.

Quem não se lembra do "Ah e o Pirata sou eu?" e o refrão da canção dos Piratas mantinha sempre esta letra:

Somos Piratas!
Somos Piratas!
Só não trazemos as gravatas
não sabemos fazer nós
Há mais Piratas,
E com gravatas,
que usam luvas
mas Piratas somos nós!








domingo, 23 de fevereiro de 2014

... do Cantinflas

domingo, fevereiro 23, 2014 0
... do Cantinflas

Lembro-me sempre de ficar a ver filmes ao Domingo à tarde na RTP 1, por norma eram sempre matinés animadas e os filmes do Cantinflas eram um clássico nesse final de tarde de Domingo. Um actor Mexicano com um talento excepcional para a comédia e umas expressões faciais hilariantes.

Fortino Mario Alfonso Moreno Reyes nasceu a 12 de Agosto de 1911 no México, numa família muito humilde e onde vivia na mesma casa com 12 irmãos num ambiente de extrema pobreza. Foi engraxador e motorista de táxi entre outras inúmeras profissões na sua juventude, uma vivência que ajudou depois na sua carreira cinematográfica onde interpretou diversas personagens a ver com estas diversas profissões.

Aos 20 anos teve a oportunidade de substituir um apresentador num teatro local onde participava como actor, o seu carisma e jeito cómico conquistou o público e ajudou a lançar a sua carreira. Adoptou o nome de Cantinflas e escreveu, dirigiu, produziu e protagonizou muitos filmes nas décadas de 40 e 50, liderando a era de ouro do cinema latino e se tornando uma personalidade de destaque a reconhecimento no seu País, chegando a se envolver na política local e tudo.


O seu sorriso jovial, o sotaque e o bigodinho característico eram as imagens de marca do actor, que era um excelente comediante e fazia-nos sempre torcer pela sua personagem que por norma sofria muito antes de ter algum sucesso naquilo que fazia. Chamou a atenção de Hollywood, Charlie Chaplin chegou a afirmar que era o maior comediante vivo e ganhou um golden globe quando participou no clássico filme de 1957, A Volta ao Mundo em 80 dias. Devido ao seu sotaque carregado e problema na fala, nunca teve grande sucesso em Hollywood mas por cá tivemos direito a ver muitos dos seus filmes, quase sempre ao Domingo à tarde e a arrancar gargalhadas a diversos membros da família.

Quase sempre um Peladito, personagem pobre, marginalizado e ignorado por todos na sociedade, mas que ia conquistando um lugar ao sol com a sua boa disposição e forma de estar. Achava piada ao seu sotaque e ao carisma que tinha, ao facto de muitas vezes estar a fumar enquanto falava, outros tempos em que isso era celebrado e não criticado como hoje seria.

Morreu a 20 de Abril de 1993 com 81 anos com um cancro no pulmão, o seu funeral parou o País e foram três dias de luto onde todos prestaram homenagem a esta grande personalidade que encantou gerações com o seu sorriso e seu bom humor.







sábado, 22 de fevereiro de 2014

... dos Conguitos

sábado, fevereiro 22, 2014 0
... dos Conguitos


Uma daquelas guloseimas que tinha tanto de divertido como de saboroso, todos achávamos piada às embalagens de Conguitos e também gostávamos do sabor do seu conteúdo.

Os Conguitos são uma marca de Chocolate sediada em Zaragoza, Espanha, fundada em 1961 e com o seu grande sucesso a residir numa pequena embalagem cor de laranja com um simpático personagem a simbolizar o chocolate preto que cobria o amendoim tostado.

Cá em Portugal era raro o café que não os tinha em escaparates no balcão, para gáudio das crianças que assim pediam aos pais que não se importavam e compravam isto, não devia ser muito caro e eram embalagens pequenas que serviam só mesmo para saciar um pouco a vontade de ter algo doce.

Foram adquiridos pela empresa Lacasa quando esta produziu o sucesso Lacasitos, uma espécie de smarties bem saborosos também. Existia a variedade Conguitos com chocolate branco, e também com uma mascote politicamente incorrecta na embalagem mas sem o mesmo sucesso. Ainda se podem encontrar à venda, mas já longe do impacto que tiveram nos anos 70 e 80.


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

... do Bouli

sexta-feira, fevereiro 21, 2014 0
... do Bouli

Um desenho animado com um boneco de neve como protagonista pode não parecer grande coisa, mas quando este pode nadar e ir a sítios com sol a coisa pode mudar de figura. Bouli mostrava as aventuras de um boneco de neve nessas condições e fez algum sucesso por cá.

Bouli era um desenho animado de origem Francesa, criado em 1989 por Daniel e Roger Voinson. Foram 78 episódios de 4 minutos cada que foram transmitidos pela RTP no Canal 1 em 1990 com dobragem Portuguesa com nomes como Helena Isabel ou Isabel Ribas e dirigida por António Feio.

A dona Lua vê Bouli (um boneco de neve) a derreter-se e decide dar-lhe uma segunda vida, fazendo com que pudesse suportar o calor e alta temperaturas e viver com os seus amigos num país só deles onde se divertem e riem brincando uns com os outros.

Não fui muito fã disto, mas lembro-me de ter algum sucesso e do pessoal querer os filmes em VHS.












... dos estojos canetas Molin

sexta-feira, fevereiro 21, 2014 0
... dos estojos canetas Molin


As canetas de feltro eram parte essencial da vida de uma criança. não passávamos sem poder colorir uns livros ou os nossos próprios desenhos e as preferidas de todos nós eram as canetas Molin. Existiam outras marcas, mas os estojos da Molin tinham algo de especial, e o cheiro delas era algo que todos reconheciam logo à partida.

Sempre gostei muito de pintar, mas também tive sempre um grande problema, o de ficar todo arrepiado e incomodado com o barulho de uma caneta de feltro quase gasta e sem tinta. Logo os estojos de caneta Carioca para mim não eram uma boa solução, eram a mais económica sem dúvida mas gastavam-se muito depressa e nem com o velho truque de colocar alcóol na esponjinha a coisa resultava.

Logo sobravam as Molin, com uns estojos todos bonitos e com umas cores muito mais vivas, as Carioca por vezes tinham um ar muito deslavado mas com a Molin era tudo com uma cor muito mais viva. Existiam os simples com 6 canetas (muito deprimente), os que quase todos tinham com 12 e aqueles que começavam a ser mais aceitáveis, os de 24. Isto dava-nos um certo estatuto, o podermos escolher entre uns três ou quatro azuis diferentes.

Mas os reis do recreio eram os que tinham aqueles estojos com 48, que se desdobrava e tinha uma panóplia enorme de cores que por vezes pouca diferença tinham uma para a outra. Eu tinha sempre muitos blocos de folhas brancas de desenho, muita casa com o sol por cima eu desenhei, muita árvore de natal com presentes coloridos por baixo, muito mar e barquinhos, tudo com muita cor.

Um clássico que ainda hoje continua a apaixonar todas as crianças, quem não quer ver o seu desenho colorido em toda a sua glória?




quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

... dos Censurados

quarta-feira, fevereiro 19, 2014 0
... dos Censurados

Os Censurados foram um dos maiores exemplos do Punk Rock Português, uma carreira meteórica no final dos anos 80 sendo dos artistas mais conhecidos e copiados para K7, uma banda que deixou marca apesar de não ter sido um verdadeiro sucesso comercial.

João Ribas era o vocalista da banda Ku de Judas, e foi o principal mentor por trás dos Censurados, reunindo consigo Samuel Palito, Orlando Cohen e Fred Valsassina. Era a alma de Ribas, sempre indignado e revoltado que levava a que as letras das músicas tivessem ainda mais impacto junto do público, eram bem recebidas pelos jovens que viviam então em plena era Cavaquista e os seus concertos ao vivo estavam sempre muito animados e com bastante público.

Feedback 01 em vinil ganhou adeptos em 1988, e o disco com o nome da banda foi alvo de análise e elogios pelo fanzine mais importante do mundo punk e hardcore. Provava que mesmo com as letras em Português, a prestação dos músicos e a energia que entregavam nos concertos tinha tudo a ver com o espírito Punk. Não vale nada e Senhores Políticos eram duas das músicas que já todos tinham em k7 muito antes do disco sair, as suas actuações ao vivo estavam sempre cheias e com pessoal a gravar para passar aos outros.

Ainda lançam mais dois discos, o Confusão e o Sopa no começo da década de 90, mas as coisas começaram a esmorecer apesar de ainda terem tido tempo de participar no disco de tributo "Os filhos da madrugada", uma carreira muito curta mas com um forte impacto na música Portuguesa. Ribas continua na mesma onda com os Tara Perdida, dando sempre muito de si nas suas letras mas longe do tom Anarquista dos Censurados.












... do Rui Barros

quarta-feira, fevereiro 19, 2014 0
... do Rui Barros

Um pequeno grande génio, uma boa frase para definir Rui Barros, um dos nossos futebolistas emigrantes de maior sucesso e um dos maiores nomes do desporto do nosso país. Um centro campista atacante de grande técnica e qualidade de passe acima da média, jogou em grandes clubes como Porto, Juventus e Mónaco, para além de marcar sempre presença na nossa selecção.

Rui Gil Soares de Barros nasceu a 24 de Novembro de 1965 em Paredes, Porto começando a sua carreira profissional no Sporting da Covilhã na temporada de 1984/85, indo no ano seguinte para o Varzim onde começou a dar nas vistas e a ser convocado para a selecção Nacional. Em 1987 foi para o Porto, onde foi uma das figuras principais na conquista do campeonato, sendo uma das apostas de Tomislav Ivic para o meio campo da equipa onde jogou 34 jogos e marcou 12 golos sendo considerado o jogador do ano.

Parte integrante da equipa que conquistou também a Supertaça Europeia e a Taça Intercontinental, marcando um golo na primeira mão frente ao Ajax e estando em bom nível diante do Penarol. Barros saiu no verão de 88 para a Vecchia signora, a Juventus de Itália onde lutou contra equipas como o Milão de Baresi e Gullit ou o Nápoles de Maradona. Exibiu-se sempre a bom nível, numa altura onde as equipas só podiam ter 3 estrangeiros e apenas 2 a jogar dentro de campo, Rui Barros foi presença constante na equipa Italiana e admirado pelos seus colegas, Maradona chegou a elogiar várias vezes o jogador Português em programas de televisão.



Por terras transalpinas ganhou a Taça de Itália e a Taça Uefa até que no princípio da década de 90 assinou pelo Mónaco, onde foi treinado por Arsene Wenger e jogou ao lado de jogadores como George Weah. Ficámos habituados a ver os seus jogos que davam de vez em quando na TV Portuguesa, e acompanhámos a final da Taça das Taças onde ele participou, num estádio da Luz quase vazio e onde defrontou (e perdeu) o Werder Bremen da Alemanha.

Ficou por lá 3 épocas, saindo em 1993 para o Marselha indo jogar ao lado de outro emigrante de luxo, o Paulo Futre e conseguindo um segundo lugar na liga Francesa. Barros era querido por todos, a sua pequena estatura não o fazia passar despercebido dentro e fora do campo, sempre com um sorriso simpático no rosto e com tempo para todos. Dentro de campo era muito veloz, com uma excelente técnica e conseguia ter uma boa visão de jogo com passes certeiros e golos de bom nível.



Voltou a Portugal e ao Porto onde foi uma das figuras do mítico Penta, de 1994 a 2000 chegando a ser o capitão da equipa e marcando golos muito importantes. Continuou pelo clube quando terminou a sua carreira, sendo treinador adjunto e parte integrante de outros marcos da história do clube. Pela selecção nunca conseguiu o mesmo sucesso, chegando a ser ignorado por António Oliveira aquando da convocação para o Euro 96.

Lembro-me de existir uma possibilidade de ele ingressar no Sporting no tempo do Sousa Cintra e de ter ficado animado com isso já que gostava bastante do jogador. Não se veio a concretizar e veio antes para o Porto onde foi o que foi.





terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

... da série Norte e Sul

terça-feira, fevereiro 18, 2014 0
... da série Norte e Sul

Em 1985 Patrick Swayze arrebatava o público feminino como o soldado galã na série Norte e Sul, um êxito de audiência nos Estados Unidos e anos mais tarde em Portugal também. Uma mini série que abordava os problemas que algumas famílias amigas enfrentaram durante a Guerra Civil Norte-Americana, com um elenco fantástico e muito bem conseguida.

Foram três as mini-séries com este nome, baseadas na trilogia de livros com o mesmo nome de John Jakes, com a primeira mini de 6 episódios a ser transmitida em 1985, tornando-se a sétima mais vista de sempre na TV Americana, levando a ABC a continuar na mesma senda e no ano seguinte transmitir mais 6 episódios baseados no segundo livro de Jakes.

A RTP emitiu os dois volumes em 1989, todas as Segundas-Feiras em horário Nobre e conseguiu conquistar tudo e todos que se renderam à história de dois amigos e do sofrimento das suas famílias aquando da separação que houve durante a Guerra Civil.

Patrick Swayze foi uma das principais razões para o sucesso da série, interpretando na perfeição o papel de Orry Main da Carolina do Sul, um verdadeiro galã que tinha como melhor amigo George Hazard da Pensilvânia, papel desenrolado por James Read, também ele muito apreciado pelo público feminino.

Ficaram amigos enquanto andaram na Academia Militar apesar das diferenças sociais e ideológicas, enquanto que os Mains viviam numa quinta com escravos, os Hazards eram de uma aldeia Mineira e trabalhadora do Norte. As suas esposas e as irmãs dos amigos ganharam destaque na série também mostrando as diferenças entre as duas famílias mas também algumas semelhanças.


O guarda roupa era fantástico, lembro-me de ver alguns episódios e achar aquilo tudo fantástico de tão real que parecia, e não era complicado gostar de uma série que tinha no elenco nomes como Gene Kelly, David Carradine, Robert Mitchum, Johnny Cash, Kristie Alley, Elizabeth Taylor ou Jonathan Frakes.

Em 1994 uma boa parte dos actores voltaram para uma terceira parte que não teve nenhuma aceitação por parte do público e foi muito criticada pela imprensa. Uma curiosidade interessante é que existiram muitos casamentos entre membros do elenco, talvez influenciados pela intensidade da história e o ambiente nas gravações.

Alguém via isto?











segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

... do Pong

segunda-feira, fevereiro 17, 2014 0
... do Pong

O Pong foi dos primeiros jogos arcade, um dos mais simples de sempre mas por isso mesmo também dos mais viciantes. Existiram versões caseiras que vendiam horrores e várias gerações jogaram isto com ou mais intensidade e paixão.

A Atari lançou o Pong em 1972,  sendo o primeiro jogo a conquistar a atenção de tudo e de todos sendo um sucesso comercial. O conceito era simples, duas barras nos lados opostos do ecrã ajudavam a simular um jogo simples de ténis, com um simples traço a dividir o "campo" e a termos que apostar nas batidas da bola de modo a esta ganhar velocidade e bater em vários sítios enganando o nosso adversário.

Allan Alcorn criou o jogo, e Harold Lee sugeriu em 1975 que se investisse numa versão carreira que foi dos artigos mais vendidos e procurados no Natal desse ano. Um dos maiores símbolos da década de 70, as pessoas iam de propósito a cafés e estabelecimentos que tivessem a máquina arcade para poderem jogar nela, e depois em casa famílias discutiam com intensidade em jogos disputados de Pong.

Mais tarde foi aparecendo em consolas Family Game ou assim, chegando a criar alguma curiosidade numa nova geração, mas a não conseguir competir com a evolução que aquela indústria ganhava ano após ano. Existe vários sites online que nos permitem jogar isto, mas é daqueles jogos que só tem alguma piada contra outra pessoa, contra o computador é fácil descobrir bugs que nos permitem sempre marcar.



domingo, 16 de fevereiro de 2014

... do Canal Viva

domingo, fevereiro 16, 2014 0
... do Canal Viva



A TV Cabo em Portugal tinha uma boa diversidade de canais no seu começo, mesmo os musicais, com canais que se podia pensar nada adequados ao nosso País mas que acabavam por ter uma grande aceitação. O Canal Viva é um bom exemplo disso, de origem Alemã mas que passava um tipo de música que era novidade para muitos de nós e que acabávamos por gostar e ficar fã da sua programação.

Nem sempre víamos os mais populares e conhecidos aqui, muitas vezes víamos bandas que nunca tínhamos ouvido falar quanto mais ouvir uma das suas músicas, era essa a grande vantagem do Viva sobre os seus concorrentes MTV, VH1 ou SOL Música. O Canal Viva começou as suas emissões em 1993 na Alemanha, e foi introduzido no pacote de canais da TV Cabo pouco depois e por lá ficou até a sua saída nos anos 2000.

A Time Warner decidiu lançar este canal para competir com a MTV e dar assim espaço à música Alemã, foi assim que por cá começámos a ouvir com frequência bandas como Rammstein, Scooter ou Guano Apes. Fiquei viciado nas duas primeiras graças ao zapping que fazia e apanhar de repente aquele som que me conquistou.

O sucesso foi tanto que chegou a existir um segundo canal na Alemanha, com música mais alternativa e independente, coisa que foi esmorecendo com o tempo até à venda do canal para o mesmo grupo que detém a MTV. Alguém mais via o Canal Viva?



sábado, 15 de fevereiro de 2014

... da NBA na RTP

sábado, fevereiro 15, 2014 0
... da NBA na RTP

A RTP ia sempre transmitindo desportos "alternativos", fora do que o público estava habituado a ver e quando conseguia comentadores que entendiam da coisa e tinham paixão por esse desporto essa aposta era sempre recompensada. No começo dos anos 90 este campeonato estava em alta no nosso país, e muito por culpa do programa NBA Action que o canal dava aos Sábados à tarde.

Carlos Barroca e o Professor João Coutinho eram os dois nomes que a estação pública colocou à frente deste programa. Nomes que já conhecíamos por antigas transmissões de jogos deste campeonato, sim nos anos 80 chegaram a existir umas transmissões de jogos importantes da NBA e devia ser pela insistência destes dois senhores que eram autênticos apaixonados por este desporto.

Sentia-se o quanto gostavam daquilo, a intensidade nos comentários e a paixão nos relatos era algo que o público absorvia e começava ele também a sentir. No programa NBA Action apostava-se na sequência de imagens espectaculares deste desporto, o melhor que tinha acontecido, o relato dos resultados e tudo sobre os bastidores deste campeonato.

Penso ver isto aos sábados pela hora do almoço ou pelas 16h, já não me recordo se no canal 1 ou na rtp2, e de vibrar com as jogadas e afundanços de nomes míticos como Larry Bird ou Magic Johnson. Acompanhámos assim também a era de ouro dos Chicago Bulls com nomes como Scottie Pippen, Horace Grant e Michael Jordan a entrarem nos nossos vocabulários, tudo ajudado com algum merchandising que começava a aparecer e cadernetas para coleccionarmos.

A parte preferida era sem sombra de dúvidas o top 10 de jogadas, onde revíamos assim a magia que acontecia lá por fora.









quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

... do Toffee Crisp

quinta-feira, fevereiro 13, 2014 0
... do Toffee Crisp

Há chocolates que nunca esquecemos, guloseimas que nos deixaram uma marca para sempre e o Toffee Crisp era um desses, dominando a década de 80 e fazendo recentemente um regresso aos centros comerciais Portugueses.

O Toffee Crisp é um produto da Nestlé, combinando de forma saborosa arroz tufado, caramelo e chocolate que começaram a fazer sucesso desde o começo da sua fabricação no Reino Unido na década de 60. Nos anos seguintes começou a entrar no mercado de vários Países, incluindo Portugal onde foi um dos mais procurados e desejados nos anos 80. Eu gostava bastante do sabor crocante e cremoso do chocolate, era uma das embalagens mais desejadas quando ia comprar ao supermercado.

O anúncio da marca também era giro, "Alguém, algures está a comer um Toffee Crisp". No final da década de 90 era já impossível encontrar um destes por cá, para desgosto de muitos e assim foi até 2011, quando a Nestlé decidiu recolocar o artigo no mercado devido a diversas campanhas e petições online.

Quem mais gostava deste chocolate?











quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

... do Misha o pequeno Urso

quarta-feira, fevereiro 12, 2014 0
... do Misha o pequeno Urso

O Ursinho Misha foi a primeira mascote de um evento desportivo a ter grande sucesso, aparecia um pouco por todo o lado nas cerimónias de abertura e fecho dos Jogos Olímpicos e chegou a ter uma série de animação de bastante sucesso.

Os Jogos Olímpicos de Moscovo em 1980 decidiram usar um pequeno urso como a mascote do evento, que acabou por ser um êxito estrondoso entre os mais novos e não só, existia todo o tipo de merchandising com a personagem, desde ursos de peluche a t-shirts passando por programas de televisão. A mascote foi desenhada pelo ilustrador de livros infantis Victor Chizihkov, design depois utilizado pelo estúdio Nippon para a criação da série animada do Ursinho Misha.

O desenho animado estreou em 1979 e passou um bocado por todo o mundo para deixar as crianças preparadas para a mascote que iria aparecer nos JO do ano seguinte.


A série passou na RTP em 1981 com dobragem Portuguesa, sendo repetido por diversas vezes ao longo dessa década como era hábito na estação. Nele podemos ver o pequeno urso Misha e a sua amiga Natasha a viverem aventuras na aldeia para o pai de Misha tinha ido viver. Não eram dos meus preferidos, mas cheguei a gostar de ver alguns dos episódios numa das vezes que apanhei aquilo a dar.

A voz de Misha era a de Fernanda Figueiredo e tínhamos ainda alguns veteranos das dobragens como Irene Cruz ou Manuel Cavaco no elenco.

O genérico era cantado pelo coro infantil da TAP e a letra seguia assim:

De um país distante chegou,
uma carta para ti.
Se a sacudo soa tal
como a felicidade.

Quando a contemplo à luz,
vejo-a como uma sombra.
Oiça-se como vai dizendo a canção.

Vamo-nos, vamo-nos para esse país,
vamos a bailar e a desfrutar sem fim.
Vamo-nos, Vamo-nos não há nada melhor,
que a vida vivida com amor.

Lai, lai, lai, lai, lai, lai.
Se me segues serás feliz.

Meu amigo Misha
Hoje o sol nasce p'ra ti.










terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

... do Desaparecido em Combate

terça-feira, fevereiro 11, 2014 0
... do Desaparecido em Combate

Chuck Norris era uma das estrelas dos videoclubes Portugueses e Brasileiros na década de 80, uma estrela de acção de filmes de classe B que nos saciavam a sede por violência e matança desenfreada. A saga Desaparecido em Combate é um dos maiores sucessos do actor, um clássico do VHS que todos os pais queriam ver e os filhos viam por arrasto.

Missing in Action (em Português Desaparecido em Combate e no Brasil Bradock o Super Comando) foi mais uma produção da Canon, dirigido por Joseph Zito e com Chuck Norris no principal papel. O filme teve origem num scritp de James Cameron de 1983, que se destinava ao filme Rambo II (o que explica as similaridades entre as duas películas) e os responsáveis da Canon inspiraram-se nisso e lançaram então o 1º Desaparecido em Combate em 1984.

Para prevenir acusações, os produtores decidiram filmar os dois primeiros capítulos desta franquia de uma só vez e lançá-los no cinema antes de sair o Rambo. O aspecto filme B (clássico nas produções Carolco-Cannon) não ajudou à coisa e tudo percebeu as semelhanças entre os dois e qual teria sido realmente copiado.


Missing in Action foi recebido com críticas negativas um pouco por todo o lado, mas foi um êxito financeiro sendo um dos filmes com maior bilheteira para Chuck Norris com um lucro de mais de 6 Milhões só nos Estados Unidos (chegou a ter mais de 20 Milhões após ter estreado em todo o mundo). Nele vemos como o Coronel James Bradock consegue escapar de um campo de concentração Vietnamita após 7 anos de tortura e encarceramento, anos mais tarde veio a descobrir que ainda existiam campos assim e participa então numa missão para acabar com essa tortura.

O filme saiu em Novembro de 1984 e a sequela em Março de 1985, muita pouca diferença entre os dois (e de novo antes de sequer sair o Rambo II) e nada comum nestas produções. Curiosamente a segunda parte  foi mais elogiada que a primeira, o que fez com que existisse uma terceira instalação em 1988 que foi um fracasso na bilheteira e a última produção do grupo Canon.

O meu Pai adorava os filmes do Norris e do Charles Bronson, por isso sempre que saía um tinha que alugar o VHS e trazer para casa onde acabava por ver também a k7. Este acabou por seduzir-me pelas cenas exageradas e a matança absurda que acontecia no decorrer da "história". A cena onde Bradock sai da água com uma arma enorme e começa a matar tudo e todos é mítica e um clássico sempre que se recorda esta produção.








segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

... do Cupido Electrónico

segunda-feira, fevereiro 10, 2014 0
... do Cupido Electrónico

Já aconteceram várias colaborações entre actores Portugueses e Brasileiros, em 1993 tivemos a oportunidade de ver uma série produzida no Brasil para ser transmitida por cá, com o nome de Cupido Electrónico. Um programa de humor que focava um pouco nas diferenças entre os dois países e nas aventuras de uma loja de vestidos de Noivas com uma dona muito casamenteira.

Cupido Electrónico teve 26 episódios, transmitidos entre 15 de Março e 07 de Setembro de 1993, uma criação de Jayme Camargo com produção da Septimis e TV Machete para a RTP, que a transmitiu em horário nobre no Canal 1, primeiro à Segunda-feira e depois à Terça. Apesar de se usar as imagens do Cascaishopping, toda a acção era gravada no Brasil onde o programa foi filmado com direcção de Cecil Thiré (curiosamente o filho da protagonista).

Tônia Carrero era então a protagonista, interpretando o papel da estilista Nenete que veio para Portugal tentar a sua sorte após um divórcio complicado. Chegando cá reencontrou Cardoso (Joaquim Rosa), dono do shopping onde viria a abrir a loja e com quem já tinha tido algo há uns anos atrás. Para capitalizar os sentimentos que a sua antiga paixão Portuguesa ainda sentia, Nenete fazia-se ainda mais de coitadinha e obrigava o seu costureiro (que ela tinha trazido do Brasil, e com o qual mantinha um caso amoroso) Roberto (José de Abreu) a fazer-se passar por gay.

Imagem retirada de http://www.brincabrincando.com/
O problema partia de Balbina, a irmã de Cardoso interpretada pela grande Luísa Barbosa que volta a fazer de vilã mas aqui com uma veia cómica sempre muito presente. Era a minha personagem favorita, sempre a chamar todos de estúpidos e contra a sirigaita brasileira que incomodava o seu irmão. Cuida com a ajuda dos seus dois afilhados, que a ajudam sempre nos seus planos mas estes fracassam sempre.

No papel dos afilhados encontramos os Portugueses Rita Blanco e Nuno Melo, que são mais simples e ingénuos que a sua madrinha. Não era muito fã da série, mas era aquela típica que eu ficava a ver porque não estava a dar mais nada, em todo o caso amava as cenas onde entrava a Luísa Barbosa. Lembro-me da série ser bem publicitada pela RTP que trouxe cá Tônia Carrero e a fez promover o cupido em diversos programas da estação.















... da 99 Luftballons/99 Red balloons

segunda-feira, fevereiro 10, 2014 0
... da 99 Luftballons/99 Red balloons

Duas versões em duas línguas diferentes mas um sucesso a escala mundial, eis o que a música 99 Luftballons/99 Red Balloons alcançou durante a década de 80. Uma canção pop com um refrão super animado qualquer que fosse a sua versão, foi o maior êxito da banda Nena e uma presença nos tops 10 em vários países nos anos 80.

A música 99 Luftballons foi o single de maior sucesso do álbum do mesmo nome da banda germânica Nena, uma canção que protestava contra o processo nuclear mostrando como o lançamento de uma série de balões de hélio na Alemanha, que faz com que os governantes Alemanha de Leste entendam nos radares como um ataque de mísseis e iniciam assim uma guerra nuclear.

Kevin McAlea escreve uma versão em inglês para a banda se internacionalizar, mudando um pouco a mensagem anti Nuclear mas permanecendo com a ideia fulcral da coisa. Pela América e Austrália a versão original permaneceu como a favorita enquanto que em muitos países da Europa (como o Reino Unido) foi a versão em Inglês a aparecer nos seus top's.

Por cá foi a versão original a fazer sucesso, assim como assim inventávamos sempre parte da letra, mas em Alemão a música parecia ter outro impacto e preferíamos ouvir aquela versão. A música continua a fazer parte da cultura pop, ganhando destaque no mítico jogo GTA Vice City e no filme Watchmen, muitos anos depois de ter sido lançada em 1983.















domingo, 9 de fevereiro de 2014

... do Pronto

domingo, fevereiro 09, 2014 0
... do Pronto

Um clássico da limpeza, a minha Mãe adorava o Pronto e usava-o bastante para os móveis que tinha lá por casa ou pedia-me para ajudar e limpá-los com isto, o que fazia apanhando uma moca desagradável com aquele cheiro intenso do qual não era nada fã.

O Pronto existe há décadas (pertencendo à empresa Johnson), e foi um dos preferidos das donas de casa Portuguesas na década de 80 para a limpeza e o cuidado dos seus móveis. A sua versão clássica em Spray era a preferida, prometia dar cabo das malditas marcas que os copos deixavam nas mesas, de proteger de salpicos vários e de dar um brilho a todos os móveis lá de casa.

Também existia a versão creme para cuidar de várias superfícies em madeira e óleos de cedro, tudo que prometia limpar e deixar a brilhar a nossa casa. Lembro-me bem do cheiro intenso deste produto, de o usar e passar com o também clássico pano alaranjado e puxar assim o brilho à mesa e alguns outros móveis lá de casa.










sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

... da Árvore dos Patafúrdios

sexta-feira, fevereiro 07, 2014 0
... da Árvore dos Patafúrdios


Uma excelente produção nacional, um trabalho fantástico de marionetes a anteceder o que viria acontecer em os Amigos do Gaspar. Na Árvore dos Patafúrdios víamos as divagações de um grupo de habitantes de uma árvore que pareciam pássaros mas não podiam voar.

A Árvore dos Patafúrdios  foi criada em 1984 e veio da mente de João Paulo Cardozo, teve 11 episódios que a RTP transmitiu por diversas vezes ao longo dessa década, por vezes em conjunto com a outra criação do mesmo grupo, o ainda mais conhecido Amigos do Gaspar. Também nesta série podíamos contar com letras e músicas de Sérgio Godinho, que deixou o seu legado na fantástica música "Por incrível que pareça...", que muitos ainda hoje cantam quando algo de surreal se sucede na sua vida.

Os bonecos de Carlos Dias e Inês Guedes de Oliveira viviam numa árvore e o seu maior sonho era o de poderem voar, era assim que víamos os episódios, com os seus habitantes a cantarem os seus lamentos a meio de algumas tiradas divertidas. Para além dos Patafúrdianos (cada um com sua característica marcante), tínhamos ainda os bichos de uma Maçã e um caixeiro viajante que penso que surgiu em todos os episódios a visitar o pessoal da árvore.

Gostei mais da produção que a sucedeu, mas mesmo assim gostei de ver e adoro a música que todos ainda se recordam... coloco aqui os vídeos que o http://desenhosanimadospt.blogspot.pt/ publicou no Youtube. Também é interessante ver as vozes que transitaram, e o design de um dos bonecos.













quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

... do Lander deo stick

quinta-feira, fevereiro 06, 2014 0
... do Lander deo stick

Um clássico da higiene corporal nos anos 70 e 80, o desodorizante Lander era utilizado pela grande maioria dos jovens (e não só) nessas décadas. Um stick numa embalagem original e que fugia ao padrão do que se utilizava para este tipo de higiene.

A Sagilda era a empresa que produzia este deo stick, a empresa situada nas Caldas da Rainha que sempre produziu sabões e que na década de 60 fabricava também este desodorizante, ou o distribuía sobre licença da Lander Co de Nova York. A embalagem é inconfundível, um frasquinho de vidro com uma tampa de metal e uma barra de desodorizante em stick que podíamos ir empurrando com a base conforme se ia usando.

Os aromas de Musk, Clorofila e Bouquet eram dos mais populares, e era comum encontrar isto nas malas de muito jovem para usar quando fosse necessário. A empresa ainda produz este produto que podemos encontrar em alguns locais à venda, assim como os seus sabonetes de glicerina e até sabonetes líquidos.

Curiosamente o mítico champô Foz também vinha desta fábrica, provando que em Portugal tínhamos coisas de qualidade e que dominavam os gostos dos consumidores.









quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

... da Cristina Caras Lindas

quarta-feira, fevereiro 05, 2014 0
... da Cristina Caras Lindas

Foi uma das caras da TVI quando esta ainda era o Canal Quatro, uma apresentadora simpática e com uma voz que envolvia o telespectador foi presença habitual nas emissões desse canal até o final da década de 90. Cristina Caras Lindas acabou por sair um pouco por vontade própria e até hoje anda um pouco arredada dos nossos televisores, apesar de ter um programa no canal por cabo.

Cristina Caras Lindas nasceu em Angola, começou a sua vida profissional no Canadá e uns trabalhos na rádio e na TV espanhola, veio para Portugal começou a aparecer regularmente na TVI. Primeiro como locutora e depois na apresentação de programas onde se destacava pela extrema simpatia que transmitia, quer pelo seu sorriso quer pela sua forma de estar.

Amigos para sempre e Caras Lindas foram dois dos trabalhos mais importantes que fez em Queluz, programas onde mostrava preocupação para com as pessoas e as tentava ajudar de alguma forma. Programas que mostravam histórias de vida e casos de solidariedade mas tudo de uma forma sóbria e elegante, como a própria apresentadora.

Também andou pela RTP onde apresentou o programa Jet 7 e o Festival RTP da Canção e fez alguns trabalhos como actriz até decidir fazer uma pausa porque achava que estava com a imagem muito gasta de tanto aparecer na TV. Infelizmente isso fez com que se esquecessem dela e ainda hoje não é convidada pelos 4 canais apesar de ter carisma e personalidade para apresentar programa em qualquer um deles. Passou pelo canal Saúde e já andou pelo canal de cabo da TVI, continuando a fazer coisas de solidariedade na sua vida privada e também se dedicando à escrita de livros.











terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

... do Dempsey and Makepeace

terça-feira, fevereiro 04, 2014 0
... do Dempsey and Makepeace

Séries onde o par de protagonistas vivem numa relação platónica em que deixam o público "será que se juntam?" sempre foram algo comum na Televisão, mas uma onde os actores acabam por se casar na vida real já não é tão comum. Dempsey and Makepeace teve essa particularidade, numa série onde detectives completamente diferentes um do outro eram forçados a formar uma dupla, que acabava por ser uma boa equipa e ganharem uma atracção que alimentaria a história daí para a frente.

Dempsey and Makepeace foi um drama policial criado por Ronald Graham e transmitido pela ITV entre 1984 e 1986, num total de 30 episódios divididos por três temporadas. A RTP transmitiu a série em 1987 em pleno horário nobre e esta obteve algum sucesso no nosso país, fazendo com que a Prisvídeo editasse anos mais tarde a colecção completa em DVD, sendo que somos dos poucos países onde isso aconteceu.

O Tenente James Dempsey (Michael Brandon) era um típico polícia nova-iorquino que tinha uma vivência de rua muito intensa, abordando os assuntos de uma forma mais apaixonada e emotiva devido a essa experiência nas ruas no meio do crime. Já a Sargento Harriet Makepeace (Glynis Barber) era uma Lady, uma nobre Britânica que apesar do seu nascimento em berço de ouro conseguia construir uma carreira numa profissão dominada por homens e onde sofria com o machismo e as exigências físicas deste trabalho.

Apesar da relutância inicial quando estes 2 polícias tão diferentes são obrigados a trabalhar em equipa, eles acabam por fazer uma óptima dupla e a ajudar a resolver diversos casos complicados. Obviamente com a convivência forçada, eles começam a construir uma relação que vai dando algumas dicas que pode haver um interesse romântico entre os dois e isso começa a ser utilizado nas próprias histórias.

Quando a série chega ao fim, a dupla acaba mesmo por contrair matrimónio, um fim original para algo que nasceu numa história para televisão. Um dos primeiros dramas policiais de grande sucesso, antes do boom que existiu no Século XXI neste sector, e continua a ser lembrado em alguns países como Portugal ou Polónia onde foi um retumbante sucesso.















... do Yekini

terça-feira, fevereiro 04, 2014 0
... do Yekini


Um dos nomes mais marcantes no Futebol Português da década de 90, um jogador que escapou à mira dos três grandes mesmo conseguindo o feito de ser o melhor marcador do campeonato numa das temporadas em que envergou a camisola do Vitória de Setúbal. Yekini era um avançado possante que fazia tremer todas as defesas, todos sabiam que este era o homem a marcar.

Rashid Yekini nasceu a 23 de Outubro de 1963 em Kaduna, na Nigéria, deu nas vistas no Africa Sports da Costa do Marfim até que foi contratado pelo Vitória de Setúbal dando-lhe assim oportunidade de se mostrar no continente Europeu. Por cá mostrou o seu instinto goleador, com 90 golos em 108 entre 1990 e 1994, sendo que na temporada de 1993-94 foi o melhor marcador do campeonato com 25 golos.

Nessa temporada destacou-se no jogo onde o Setúbal goleou o Benfica (que se viria a sagrar campeão nessa época), por 5-2 num estádio do Bonfim completamente cheio para assistir a esta noite memorável onde o Nigeriano marcou 2 golos. Nessa temporada Chiquinho Conde foi um dos melhores parceiros que Yekini jamais teve, ajudando-o a marcar golos com bons passes e sendo também um dos principais na bela campanha do Setúbal no campeonato.

Tinha um sorriso quase ingénuo fora dos relvados, mas dentro deles metia respeito com o seu 1,85 Metros bem encorpados que não tinha problemas em ganhar bolas aos defesas centrais que apanhava pela frente. Benfica e Sporting tremiam sempre que iam ao Bonfim ou recebiam o Setúbal, lembro-me de muitos jogos terminarem com resultados de 4-3 ou algo do género, e nem Mozer, Hélder, Veloso, Marco Aurélio ou Peixe conseguiam muito perante este jogador.

Juntamente com Hassan e Karoglan fez parte de uma geração de futebolistas que davam muito nas vistas mesmo sem jogar nos 3 grandes do nosso país. Mesmo assim esteve perto disso, já que Sousa Cintra o tentou contratar mas ficou gorada a transferência devido a alguns problemas legais, acabando nós por ficar com o outro belo jogador que era Chiquinho Conde.


Foi uma das figuras principais da Nigéria no campeonato do Mundo de 1994, marcando o 1º golo do País neste evento e um dos pilares da equipa na boa campanha que fez nos Estados Unidos. A sua comemoração agarrado às redes da baliza chorando compulsivamente correram o mundo, sendo considerado um dos golos mais emotivos de todos os Mundiais. Foi por duas vezes bola de ouro Africana e ainda é o melhor marcador de sempre com 37 golos em 58 jogos pela selecção, tentou a sua sorte no campeonato Grego onde jogou pelo Olympiacos e em Espanha no Sporting Gijon mas nunca conseguiu os números que tinha alcançado por Portugal, motivo que o levou a voltar ao nosso País e a jogar pelo seu clube, o Vitória Setúbal.

No final da carreira estava longe da sua forma ideal, sendo assobiado por adeptos do seu país e tudo o que contribuiu para que apanhasse uma depressão e acabasse os seus dias na miséria após um mau investimento. Morreu a 4 de Maio de 2012, completamente sozinho e num funeral longe da pompa que um jogador como ele merecia.

Vive até hoje na memória dos adeptos do Vitória de Setúbal e de todos aqueles que acompanharam a sua carreira na sua passagem por Portugal e pelo Campeonato do Mundo de 1994. Lembro-me bem do jogo no estádio do Bonfim entre o Setúbal e o Sporting que ficou 2-3 com os 2 golos de Yekini a dizimar Costinha de forma certeira.








segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

... da Novela A Viagem

segunda-feira, fevereiro 03, 2014 0
... da Novela A Viagem

Foi das últimas novelas Brasileiras que segui com atenção, um elenco impressionante e uma história interessante com o espiritismo sempre presente, a telenovela a Viagem foi um sucesso tanto no Brasil como em Portugal.

A TV Tupi já tinha apresentado em 1975 a novela A Viagem, tendo a mesma repercussão que a versão de 1994 da Rede Globo, escrita por Ivan Ribeiro e dirigida por Wolf Maya. Achei fantástica a forma como abordaram o espiritismo nesta novela, sem recurso a muitos clichés e usando conceitos como o da vida após morte ou fantasmas de uma forma bastante original e interessante.

Foram 167 capítulos transmitidos no horário das 19 horas pela Globo entre 11 de Abril e 22 de Outubro de 1994, sendo transmitido pela SIC em horário nobre e com grande pompa e circunstância. Foi um sucesso de audiências no Brasil com mais de 50 pontos de share e por cá a coisa não foi muito diferente no aspecto de todos verem a novela e ficarem entusiasmados com ela.


A autora deste remake decidiu aproveitar muitos dos actores que tinha utilizado em Mulheres de Areia mas em papéis completamente diferentes, mocinhos numa viraram vilões aqui ajudando assim a que o público pudesse ver outra faceta desses profissionais e não "cansar" os telespectadores a ver as mesmas caras em papéis semelhantes.

Guilherme Fontes foi fenomenal como o atormentado Alexandre, personagem que aprendemos a gostar e nos preocuparmos até sermos apanhados de surpresa pelo seu suicídio e vermos depois a sua "vida" no outro lado. Gostei muito do Falabella nesta novela e para mim foi uma das melhores interpretações da Christiane Torloni que arrasou como Dinah. Pudemos ver ainda actores como António Fagundes, Ary Fontoura, Andrea Beltrão, Maurício Mattar ou Lucinha Lins, um elenco de estrelas para uma história pensada para as 19 horas.

Na história, podemos ver como o mimado Alexandre (Guilherme Fontes) mata um homem durante um assalto. Depois vemos a luta de uma irmã para o libertar esbarrando na vontade de o advogado de acusação em prender o rapaz (muito porque a pessoa assassinada era o seu sócio). O advogado Otávio Jordão (António Fagundes) torna-se obcecado nessa missão e faz com que a irmã de Alexandre, Dinah (Christiane Torloni) o odeie, o que não melhorou quando Alexandre se suicida depois de algum tempo na cadeia.

A alma dele vai então para um local de sofrimento (o Vale dos Suicidas), cheio de fogo e gritos, aparecendo depois na "terra" para atormentar algumas pessoas e ter algum gozo nisso. Os efeitos especiais utilizados para isto tudo eram até bastante bons, a coisa nunca pareceu muito ridícula e foi sempre apresentada de uma forma quase "real". Até mesmo quando alguém era "possuído", as interpretações eram feitas de uma forma que casavam na perfeição com o que víamos no ecrã.

Foi giro ver como Dinah e Otávio acabam por se apaixonar, e ver como Alexandre estraga isso fazendo com que o advogado perdesse a vida num acidente de viação. Dinah perde a vontade de viver e morre nos braços da sobrinha Bia, e podemos ver depois o casal no céu a correr para os braços um do outro.

Uma novela intensa mas muito interessante com umas quantas histórias secundárias a terem algum destaque também.