Janeiro 2014 - Ainda sou do tempo

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

... das formas para picolé/gelado da Tupperware

sexta-feira, janeiro 31, 2014 0
... das formas para picolé/gelado da Tupperware
Imagem retirada de http://soniameirinho1988.blogspot.pt/
Ainda sou do tempo em que nos tínhamos que nos esforçar para conseguir umas guloseimas, e muitas vezes até tínhamos que fabricar em casa mesmo, a dada altura estava na moda aproveitar umas formas para picolé da tupperware para fazermos uns "gelados" de tudo o que podíamos imaginar.

A minha Mãe teve disto e fazia comigo alguns picolés para eu poder sorver com vontade no Verão, por norma fazia com fruta mesmo (triturava tudo e metia o líquido para a forma, açúcar e siga para o congelador), mas eu gostava de fazer com sumos e afins, achava piada poder obter de outra forma uma coisa que eu gostava mas estava habituado a consumir de uma certa maneira.

Não tinha nada que saber, só o calcular bem o açúcar, já que aquilo depois de congelado podia ficar quase sem sabor se não fosse colocado o açúcar na quantidade certa. Também fazia com Sunquick, algo que eu não gostava nem em forma líquida nem em sorvete, mas a minha Mãe lá tentava fazer com que eu consumisse aquilo.

Era algo à base de gelo, mas nem assim deixávamos de querer fazer algo naquelas formas, afinal era a forma de consumirmos uma espécie de gelado que caía mesmo bem naqueles dias quentes de Verão.











quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

... do Jogo da Glória

quinta-feira, janeiro 30, 2014 0
... do Jogo da Glória

Confesso que me fazia confusão aquela simbologia toda no Jogo da Glória, mas este era um dos maiores clássicos nos jogos de tabuleiro nas década de 70 e 80, algo que nos mostrava conceitos como o Inferno ou o Purgatório, tudo obstáculos enquanto procurávamos atingir a Glória.

 O Jogo da Glória diz-se ter sido criado na Alemanha pela idade média e ter sido popularizado na França do Século XVI.  Existiram sempre vários tabuleiros deste jogo, mantendo sempre o conceito da espiral com 63 casas, onde existem prémios e castigos até atingir aquilo que todos queríamos, a Glória.

A Majora publicou uma das edições clássicas deste jogo que tenta simbolizar o percurso que todos fazemos nesta vida, existiam vantagens (como quando calhávamos na casa das andorinhas) e desvantagens (como quando caíamos no Purgatório e tínhamos que esperar até alguém ir lá parar), tendo que evitar ao máximo cair na casa do Inferno ou da Morte e tentar chegar à Glória.

O simbolismo místico era assustador neste jogo "para crianças", com a repetição da importância de números como o 7 e o 9, num jogo de sorte e azar em que dependíamos do que nos saía no lançamento dos 2 dados. Existiram versões do jogo com aviões em vez de pombas, mas todo o conceito era o mesmo e tínhamos que passar pelas mesmas provações para atingirmos a meta.










quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

... do País dos Sapatos

quarta-feira, janeiro 29, 2014 0
... do País dos Sapatos

Volta e meia víamos desenhos animados vindos do Reino Unido, que fugiam um pouco ao que estávamos habituados a ver, eram mais calmos e simpáticos, quase sempre com alguma mensagem adjacente e uma boa moral por detrás de toda a história, não somente no final. O País dos Sapatos mostrava-nos como os sapatos velhos também têm uma vida e alguma importância, ou pelo menos no seu próprio país.

The Shoe People (O País dos Sapatos) foi criado por James Driscoll em 1987, foram produzidos 52 episódios de 5 minutos cada que foram transmitidos em mais de 60 Países, sendo que em Portugal a RTP transmitiu isto em 1988, não me recordo se dobrado em Português ou  a versão original legendada em Português. Esta série conseguiu ainda o feito de ser a primeira do Ocidente a ser transmitida pela União Soviética, algo impensável e que fez com que fosse um enorme êxito por lá, vendendo mais de 25 Milhões de livros relacionados com este programa.

O País dos Sapatos existia na parte de trás de uma loja de sapatos, eram sapatos velhos deitados fora pelos seus proprietários mas que ali têm todos alguma função ou importância e a sua própria casa. Botina, o Sargento, Margot, Chefe Bota ou Flip Flop eram alguns dos seus habitantes. Vi alguns episódios e assim como no caso dos farrapinhos não desgostava disto, eram pequenas histórias com um charme próprio e que nos distraíam, não se podia pedir mais do que isso.










... dos Modern Talking

quarta-feira, janeiro 29, 2014 0
... dos Modern Talking

O pop nos anos 80 dava-nos muita coisa, e por vezes havia alguns grupos que gostávamos mas tínhamos vergonha de admitir e os Modern Talking foram isso para muito rapaz dessa década. Um duo de cantores que apelava muito ao público feminino apesar de terem um ar que gostavam mais de estar só um com o outro.

Em 1984 Thomas Anders, um moreno de 21 anos com cabelo preto comprido, junta-se a Dieter Bohlen, um louro com 30 anos e mullet (cabelo à MacGyver) para se tornarem um duo de sucesso na sua terra natal, Alemanha, mas também um pouco por todo o mundo.

Com o nome Modern Talking tiveram logo um grande sucesso no seu primeiro disco, "You're my Heart, You're my Soul" foi uma presença constante nas rádios e um single que escalou os tops da Europa, numa altura que o duo actuava por todo o continente Europeu aparecendo em diversas estações de Televisão. Vendeu mais de Oito Milhões de cópias e esteve no top 10 em mais de 35 Países, estando no 1º lugar na Alemanha por mais de 6 semanas e ajudando o primeiro cd do grupo a chegar à Platina vendendo mais de meio milhão de discos.


Lançavam dois discos por ano entre 1985 e 1987, conseguindo um grande sucesso também com a música "Cheri, Cheri Lady" que repetia uma fórmula da dupla, refrões que ficavam no ouvido e eram cantados em falsete acompanhados por uma melodia viciante. "Brother Louie" ajudou a que o grupo vendesse de novo mais de meio milhão de unidades na Alemanha e a entrar em mercados como o do Canadá ou o do Reino Unido onde foi a única música do grupo a entrar para o top 10. A dupla tinha sucesso na Ásia, foi das primeiras bandas a furar os mercados que baniam a música pop e por isso foi o primeiro contacto que muito desse público teve com este tipo de música.

A mesma coisa aconteceu anos mais tarde na Rússia e ex províncias da URSS, até hoje são imensamente populares nesse tipo de País assim como em alguns da América do Sul. No Brasil fazem sucesso em inúmeras regiões fora do eixo Rio-São Paulo, razão pela qual nunca se aventuraram numa tourné por estes locais apesar da sua grande popularidade. "Atlantis is calling (S.O.S for love)" e "You can win if you want" foram outros dos grandes êxitos do grupo.

Apesar do imenso sucesso a dupla separou-se em 1987, rumores de haver uma relação homossexual entre os dois membros foram um dos aspectos para essa separação, mas outras divergências contribuíram para isso. A dupla continuava a aparecer nos charts e nas rádios, assim como nas revistas Bravo onde eram um dos mais queridos pelas meninas que compravam a revista pelos pósters.

Venderam mais de 120 Milhões de discos, a BMG afirma que são o grupo de maior sucesso da Alemanha ultrapassando inclusive os Scorpions em números de vendas. Voltaram em 1998 com uma nova roupagem da música "You're my Heart, You're my Soul" que voltou a ser um grande sucesso. Confesso que gosto bastante das músicas do grupo e dos seus refrões em falsete.







segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

... do Tarzan Taborda

segunda-feira, janeiro 27, 2014 0
... do Tarzan Taborda


Foi daquelas personalidades castiças e carismáticas, uma estrela que ainda estava em destaque nos anos 80 e fez parte da infância de muitos de nós com os seus comentários nos programas de Luta Livre que davam na Televisão. Tarzan Taborda levou o nome de Portugal para o estrangeiro, foi campeão Mundial e Europeu e chegou inclusive a entrar em alguns filmes de Hollywood.

Albano Taborda Curto Esteves nasceu a 27 de Maio de 1935, na Aldeia do Bispo em Penamacor, Castelo Branco. Desde cedo desenvolveu um apreço especial pelo culturismo e o cuidar do seu corpo de modo a ficar perfeitamente em forma e delineado, passou então a exibir-se em combates de Luta Livre em Angola começando a dar nas vistas e a viajar por todo o mundo entrando em diversos campeonatos oficiais.

Foi Penta campeão Mundial e ainda venceu o campeonato Europeu por 4 vezes, tendo lutado mais de 4 Mil combates sem ter perdido um único encontro. Isso fazia com que fosse chamado para vários combates de exibição em diversos pontos do mundo, chegou a actuar em Bagdad para Saddam Hussein até finalmente se aposentar na década de 80.

Para além disso ele chegou a actuar como bailarino no Lido em Paris e duplos em filmes de Hollywood ao lado de estrelas como Alain Delon ou John Wayne. Uma carreira multi facetada e a grande nível, em grande destaque entre os anos 50 e 70, quando enchia o Coliseu de Lisboa ou o Parque Mayer em combates que estariam em destaque na imprensa e pela capital, mostrando a força que ele tinha em chamar uma multidão.

Nos anos 90 ele fez parceria com António Macedo para comentar as transmissões da WWF na RTP, lá a sua voz inconfundível apaixonava tanto jovens como adultos, mostrando a sabedoria que tinha do desporto apesar de ali ele fazer sempre questão de frisar que era tudo pelo espectáculo e não era "real". Pelo meio lembrava-se de dar conselhos aos telespectadores, como a melhor forma de combater as varizes ou as constipações.

Uma personalidade única e carismática do nosso Portugal que faleceu aos 70 anos a 9 de Setembro de 2005. O mestre da Dupla Patada e um dos maiores de sempre no Wrestling faleceu enquanto ainda ia transmitindo os seus ensinamentos a jovens aprendizes que iam para o seu ginásio ávidos de saberem mais e aprenderem com um dos melhores.









sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

... da Mira Técnica

sexta-feira, janeiro 24, 2014 0
... da Mira Técnica


Ainda sou do tempo de acordar de manhã muito cedo para ver os desenhos animados e levar com a Mira Técnica, acabando por ficar a olhar para ela sempre na esperança que desaparecesse para dar então lugar ao começo da emissão.

A Mira Técnica foi uma presença constante nas emissões da RTP desde o seu começo até perto do final da década de 90, não é que ainda não esteja presente mas já não tem a "importância" e a visibilidade que tinha em outros tempos. Nos anos 50 e 60 era até o que ocupava mais tempo de emissão, já que a estação emitia poucas horas por dia, apresentando na altura uma mira simples com um barulho estridente que nos mostrava então que estávamos a receber bem o sinal, e assim poder ver bem a emissão mal esta começasse.


No final era quase sempre acompanhada pelo hino Nacional antes de começar mesmo a mira e assim encerrar as emissões desse dia. Quando começaram as emissões a cor, a mesma passou a ter também outra utilidade, a de podermos regular a cor e o brilho do nosso televisor. Por vezes em vez de um barulho estridente tinha uma música qualquer a tocar.

Mas é a geração que cresceu na década de 80 que mais se recorda deste pormenor da emissão de uma estação de televisão, já que tínhamos que levar com ela todos os Sábados de manhã quando acordávamos para ver os desenhos animados muito antes de ser ainda hora para isso. Aos dias de semana era uma guerra para nos tirarem da cama e irmos para a escola, mas ao Sábado ainda o sol não tinha raiado e por vezes já íamos a correr para a TV.

No meu caso tinha que ter o cuidado de baixar logo o som, a única TV que tínhamos ficava naquilo que servia também como quarto dos meus pais e por isso não os podia acordar. Lembro-me da frustração que era de ver aquilo e de depois ir tentando passar o tempo à espera que aquilo saísse do ecrã. Ia buscar qualquer coisa para comer, ia tentando brincar ali às escuras até ao momento que finalmente começasse a emissão e viessem aí os desenhos animados.

Mais tarde foi uma parte importante também no começo da SIC, que brincava com a sua mira técnica no começo de cada emissão onde davam também o hino animado da estação.









... do Zubizarreta

sexta-feira, janeiro 24, 2014 0
... do Zubizarreta

Sempre gostei de ver guarda-redes jogarem, adorava a elegância de alguns destes jogadores e do quão preponderantes eram para o sucesso de uma equipa. A dada altura apanhei muitos dos melhores nessa posição, e Andoni Zubizarreta é sem sombra de dúvidas um membro dessa elite, um senhor entre os postes e um mago na arte das grandes defesas.

Andoni Zubizarreta nasceu a 21 de Outubro de 1961, em Álava começando a dar nas vistas na década de 80 onde passou 6 temporadas ao serviço do Atlético de Bilbau, chamando assim a atenção do colosso Barcelona que o contratou em 1986 por um valor recorde para um jogador naquela posição (actualizando o valor dá mais de um Milhão e meio de Euros), que foi assim substituir o eterno Urruti, conseguindo conquistar os adeptos e os treinadores e falhando apenas 4 jogos nos quatro campeonatos consecutivos do clube Catalão.

Foram quase 10 anos no colosso Espanhol, saindo apenas em 1994 e acabando a sua carreira (ainda em alto nível) no Valência. No clube Catalão foi um dos esteios da Dream Team de Cruyff, formando com Ronald Koeman uma defesa sólida que tentava proteger a baliza numa equipa que privilegiava o ataque. Os dois foram protagonistas na vitória histórica em Wembley, com cortes precisos e defesas magníficas.



Foram quase Mil jogos oficiais, um total de 950 jogos sendo que 622 foram na primeira divisão, um recorde ainda em vigor nos dias de hoje. Na selecção também foi titular indiscutível, estando presente em 7 grandes competições e sendo o dono da baliza em 6 delas. Foram 4 Campeonatos do Mundo e 2 Europeus, onde marcou presença e tentava ajudar a selecção Espanhola a atingir os níveis que esta nunca conseguiu chegar. Chegou a ter o recorde de mais jogos sem sofrer golos pela selecção, até Iker Casillas bater esse valor em 2011.

Extremamente seguro entre os postes, tinha uma voz de comando insuperável e por vezes conseguia defesas quase impossíveis. Tive a felicidade de poder acompanhar muito da sua carreira e vibrar com as suas exibições.












quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

... do Top Secret

quinta-feira, janeiro 23, 2014 0
... do Top Secret

Sempre gostei de filmes com humor non-sense, com situações bizarras e histórias sem sentido. Top Secret caía na perfeição nesta descrição, e o filme foi um pequeno sucesso entre o pessoal que alugava e comentava com os outros todos as situações estranhas mas divertidas desta história mirabolante.

O filme Top Secret foi idealizado pelos criadores do Aeroplano, David Zucker, Jim Abrahams e Jerry Zucker. A protagonizar a história tínhamos um jovem Val Kilmer, a estrear-se assim no grande ecrã e a aprender com veteranos como Omar Sharif.

Como em Aeroplano, a história é o que menos interessa aqui, o importante são as cenas completamente sem sentido, como o alguém atirar-se para cima de uma granada e ela explodir as coisas em seu redor e não a pessoa que se deitou em cima. Também tínhamos uma jovem mulher na praia, deitada de barriga para baixo que ao levantar-se deixou a marca dos seus seios em 2 buracos na areia, ou o velho que estava a ver algo com uma lupa, e quando a retira vemos que o seu olho é mesmo daquele tamanho. Adoro a cena onde fazem tudo em "reverse", com o grande Peter Cushing a aparecer em grande estilo.

Um filme divertido que parodiava assim os filmes de espiões e os musicais de Elvis Presley, mostrando um jovem cantor Americano a ajudar a Resistência Francesa e a passar por várias situações hilariantes que destoavam por completo da seriedade que a situação impunha.











quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

... do Amazing Stories do Spielberg

quarta-feira, janeiro 22, 2014 0
... do Amazing Stories do Spielberg

Steven Spielberg sabia espalhar a sua magia no pequeno ecrã também, e esta série foi um bom exemplo disso, um conceito interessante com base numas revistas que o realizador lia quando criança e que decidiu depois adaptar para a Televisão. Amazing Stories tinha a mesma base de outras séries do passado como a Twilight Zone, mostrando histórias fantásticas que nos deixavam fascinados com o que podia acontecer.

Amazing Stories foi criada por Steven Spielberg e transmitida pela NBC entre 1985 e 1987, com 2 temporadas que tiveram os maiores elogios da crítica e do público em geral. No Brasil passou no começo dos anos 90 na Rede Globo, a mesma altura que a RTP também decidiu transmitir esta série em pleno horário nobre.

Lembro-me de ver isto pelas 21/22 horas com um vizinho meu, e de gostar de algumas das histórias mirabolantes que por lá apareciam. Uma série que misturava horror, ficção científica e aventura com uma boa dose de humor e non sense pelo meio. Foram 45 episódios ao longo de 2 anos, 12 nomeações para os Emmys e um sem número de actores conhecidos a aparecerem nos episódios. Kevin Costner, Mark Hammil, David Carradine e Danny DeVitto entre outros foram alguns dos nomes que apareceram nesta série e dando assim outro ênfase à história apresentada.

Maior parte das histórias vinham do próprio Spielberg, que usava isto como veículo para estas ideias fantásticas que tinha e por vezes baseadas no que tinha visto na revista que o acompanhou na infância. Quando a NBC decidiu não renovar o programa, o realizador usou a ideia que tinha para um episódio de "Batteries not included" para um filme cativante como já o tinham sido muitos dos episódios. No aspecto da música, tivemos o conhecido compositor John Williams a colaborar estreitamente com Spielberg.

Eram contos de fantasia que puxavam pela nossa imaginação, uma série de qualidade que sabia utilizar a fantasia, o suspense e o humor de uma forma que tornava qualquer história realmente fantástica.






terça-feira, 21 de janeiro de 2014

... do Tahiti Duche

terça-feira, janeiro 21, 2014 0
... do Tahiti Duche

Falar hoje de uma marca que já não é comercializada no nosso País, um gel de duche que tinha um anúncio cativante e que deixava todos a cantarolar a música desse reclame. O Tahiti Duche fez parte assim do banho de muitos de nós que começavam a deixar os sabonetes e abraçar assim os sabonetes líquidos.

Uma pequena caixa aparecia nos supermercados e prometia revolucionar a higiene diária de muitos de nós, um gel de duche que cativava pelas suas embalagens originais e cheiros activos. Nos finais dos anos 80 um anúncio ajudou a promover ainda mais esta marca por cá, nele apareciam imagens de uma paisagem paradisíaca e todos à espera que começasse a chover, depois víamos jovens desnudadas a tomarem duche e a lavarem-se com este gel enquanto uma música repetia constantemente "Tahiti duche.." ficando tudo a cantarolar isso durante uns dias.

Ele fazia muita espuma, e isso em conjunto com os seus fortes cheiros fazia as delícias dos mais novos que achavam piada àquela forma diferente de tomar banho, nada a ver com o que se estava habituado até então. Continua a ser fabricado e comercializado na França, mas há muito que abandonou os escaparates do nossos super e hipermercados.











segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

... das anedotas do Hitler e do Hans (ou Heinz)

segunda-feira, janeiro 20, 2014 0
... das anedotas do Hitler e do Hans (ou Heinz)

Sempre gostámos de pisar o risco, os anos 80 ainda eram apologistas do "politicamente incorrecto" e por isso podia-se fazer piadas e rir-se de tudo um pouco, inclusive com o holocausto. As anedotas do Hitler faziam sucesso no recreio das escolas nessa década, todos gostavam de as contar e de "fingir" um sotaque Germânico carregado enquanto dizíamos as maiores barbaridades e nos ríamos com a estupidez de algumas dessas piadas. Neste post vai-se recordar isso, sem apoiar as ideologias do Nazismo nem com a intenção de tornar "leve" uma questão tão traumática e horrorosa como o Holocausto.

É daquelas coisas que não se sabe como ou quando começou, mas volta e meia aparecia um na escola com uma anedota destas e punha-se a contar todo divertido. O maior problema era de que as piadas ficavam rapidamente conhecidas e tornavam-se repetitivas, por vezes fazia-se variações da mesma anedota com finais diferentes para ajudar a prolongar a vida delas, mas a coisa ficava por aí. Exemplo de variações:

Heinz diz aos judeus:
- Vamos fazer um jogo de futebol. Quem marcar golo vai para casa.
Os judeus estavam todos contentes quando Hitler diz:
- Heinz tira as balizas.

Ou:

Heinz diz aos judeus:
- Vamos fazer um jogo de futebol. Quem marcar golo vai para casa.
Os judeus estavam todos contentes quando Hitler diz:
- Todos para o campo minado..

A personagem principal era o Hitler, muitas vezes acompanhado pelo seu assistente Hans (ou Heinz conforme as lembranças) e obviamente os Judeus, fundamentais para algumas das punchlines. Recordar então algumas das anedotas, e lembrem-se de as contar em voz alta com o tal "sotaque" Germânico que fazíamos exageradamente.


Hitler estava no topo de uma falesia, colocando judeus nas mais diversas 
posições (horizontal, vertical, dobrado da cintura para baixo, etc.) e 
atirando-os logo em seguida. Heinz curioso pergunta a Hitler. 
Heinz: Mas que fazes, Hitler? 
Hitler: Não me chateies que eu estou jogando Tetris!

Hitler está num campo de concentração e vê uma crianca toda feliz no meio 
daquela desgraca. 
Hitler: Porque é que estas contente? 
Crianca: Porque amanha faço 6 anos!! 
Hitler: Eheh... não fazes não!!

(Heinz remexendo as cinzas do cinzeiro!!) 
Hitler: Heinz, quem procuras?!!!!

O Hitler diz para os judeus!
- Hoje vao comer esparguete.
Os judeus diizam: Hitler, Hitler, Hitler
O Hitler diz:
- Heinz, traz o arame farpado.


Hitler: Hoche terrmos carrne de pôrcô parra o almoço! 
Todos: Eeeeeehhhhhhhhhhh!!!!!!!! Viva!!!!!!! 

Hitler: Calem-se seus pôrrcôs!!! 


Hitler: Hoje fão todos chocar futebol! 
Todos: Eeeeeehhhhhhhhhhh!!!!!!!! Viva!!!!!!! 
Hitler: Hans! Lefa ôs chudeus parra campo de minâs! 
Hitler: Hoche fou mandar mêtade de focês parra casa! 
Todos: Eeeeeehhhhhhhhhhh!!!!!!!! Viva!!!!!!! 
Hitler: Trrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr (disparos). Eu disse "mêtade". 

Como se põem 50 judeus e quatro oficiais da Gestapo num mini? 
Simples... dois oficiais à frente e dois atrás e os cinquenta judeus 
todos no cinzeiro!

Num campo de concentração nazi o comandante junta todos os Judeus em 
filas iguais e grita bem alto. 
- QUEM COMEU MEU BOLICAO ? 
- QUEM COMEU MEU BOLICAO ? 
Como ninguém responde: 
- Hans !!! Elimina a 1a fila. 
Ratatatata ... e assim foi. 
- QUEM COMEU MEU BOLICAO ? 
- QUEM COMEU MEU BOLICAO ? 
Como ninguém responde: 
- Hans !!! Elimina a 2a fila. 
Ratatatata ... e assim foi. 
- QUEM COMEU MEU BOLICAO ? 
E as tantas um Judeu todo enfezado levanta o braço. 
- ME DE O CROMO. 



(espero que todos percebam que isto é numa de recordar uma daquelas lembranças infantis comuns a muito de nós em que nos ríamos de tudo e mais alguma coisa, obviamente que não se apoia o nazismo nem se diverte com o que aconteceu)






domingo, 19 de janeiro de 2014

... dos Jetsons

domingo, janeiro 19, 2014 0
... dos Jetsons

Hoje lembro mais uma produção da dupla Hanna-Barbera, que mostrava uma família simples que vivia um futuro fantástico, com carros voadores e robôs a viverem entre humanos. Os Jetsons eram portanto o oposto de outra família muito conhecida do estúdio, ficaram longe do sucesso da sua contra-parte pré-histórica, mas conseguindo deixar mesmo assim boas lembranças em muitos de nós.

Os Jetsons estrearam em 1962 em pleno horário nobre da ABC (mais uma produção da Hanna-Barbera para esse horário), competindo assim com sitcoms com actores de carne e osso que passavam em outras estações. Os primeiros 24 episódios foram transmitidos nesse horário (e a cores, sendo um dos primeiros programas a passar no canal nesse formato), passando depois para os Sábados de manhã onde ficaram até a década de 80.

No Brasil chegou a ser passado na década de 60, pela TV Excelsior, e mais tarde foi a SBT a mostrar as aventuras desta família futurista. Por cá não sei se passou antes dos anos 80 (mas conhecendo o historial da Hanna-Barbera no nosso País, acredito que sim), mas durante a década de 80 eles passavam na TV em algumas ocasiões, mas nunca de uma forma regular.


Os Jetsons viviam numa utopia futurista, com robôs e aliens a fazerem parte do dia a dia, e (assim como nos Flintstones) maior parte das piadas vinham das invenções malucas que permitiam melhorar a vida das pessoas. A série teve só 24 episódios, mas nos anos 80 foram produzidos mais episódios (mais de 40) com algumas diferenças em relação à série original. Essa (como a sua contra parte da pré história), brincava muito com referências e personalidades conhecidas da década de 60 e tinha as famosas gargalhadas enlatadas. Para além disso os dos anos 80 apostavam mais nos computadores e coisas mais estilizadas, enquanto que o dos anos 60 mostrava as coisas como as pessoas imaginavam que o futuro iria ser. Nos anos 90 chegaram a ter um filme que teve algum sucesso.

George Jetson era o típico chefe de família, um homem de 40 anos que tentava cumprir bem o seu trabalho para sustentar a sua família e agradar o seu patrão, o Sr Spacely (que o despedia em quase todos os episódios para depois o recontratar no final). George era casado com Jane, uma mulher nos seus trinta que cumpria a tradição (pelos vistos no futuro as coisas continuavam assim) de ficar por casa a educar os seus filhos e a tratar da casa. Se bem que neste caso era a empregada, uma robô chamada Rosie, que fazia toda a lide diária.

Nos filhos Judy Jetson mostrava que os adolescentes com 15 anos iriam continuar a mesma coisa no futuro, preocupada com a moda e nas saídas com os seus amigos, enquanto que Elroy era um rapazinho de 6 anos super inteligente e que adorava brincar com o seu cão Astro. Tanto Astro como Rosie apareceram muito mais na versão de 1980 do que na original.

Não era tão fã desta série como era dos Flintstones, mas divertia-me com alguns dos episódios e principalmente com as confusões que o George se metia.










... da Música dos Sapos (We All Stand Together)

domingo, janeiro 19, 2014 0
... da Música dos Sapos (We All Stand Together)

Depois da canção Eu vi um Sapo, tivemos direito a mais uma música que tinha este animal em destaque, aquela que apelidámos da Música dos Sapos que os mais novos adoravam ver e riam-se com o que acontecia no ecrã para além de cantarolar a música do videoclipe. We all stand together tornou-se um clássico que era mais conhecido do que o filme do qual fazia parte, e que muitos de nós nem sequer viram.

We All Stand Together era interpretada por Sir Paul McCartney e o coro dos "sapos" (na verdade o coro da Catedral de St. Paul e os Kings Singers) que nos animava com esta canção que muitos tentavam passar como cantiga de embalar. Foi lançada em Junho de 1983, mas McCartney relançou a mesma no Natal de 1984 altura que esta ganhou grande notoriedade e chegou ao número 3 do top do Reino Unido.

A música fazia parte do filme de animação Rupert and the Frog Song, que muitos de nós não viram e conheciam somente este videoclip que passava frequentemente no Top Disco ou no magazine Sete Folhas ao Sábado na RTP 1. Em 1985 chegou ao 1º lugar dos tops de muitos Países, uma música animada e divertida feita para crianças e que muitos adultos interpretavam da pior forma, criticando-a e considerando como o começo do declínio do ex-Beatle.


Os mais novos não achavam isso, adoravam imitar os "sapos gordos" com o "pom pom pom" e passar a música a imitar o coachar do animal. Podíamos não saber o resto da letra nem a perceber, mas aquela parte era certo e sabido que todos sabiam cantarolar.

Win Or Lose, Sink Or Swim
One Thing Is Certain We'll Never Give In
Side By Side, Hand In Hand
We All Stand Together
Play The Game, Fight The Fight
But What's The Point On A Beautiful Night?
Arm In Arm, Hand In Hand
We All Stand Together
La-
Keeping Us Warm In The Night
La La La La
Walk In The Night
You'll Get It Right
Repeat
Win Or Lose, Sink Or Swim
One Thing Is Certain We'll Never Give In
Side By Side, Hand In Hand
We All Stand Together











quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

... do Paradise Cafe

quinta-feira, janeiro 16, 2014 0
... do Paradise Cafe

Um dos títulos mais emblemáticos do Spectrum, um jogo que todos queriam jogar porque tinha aquela aura "proibida" e que abordava abertamente o tema do sexo, algo que não tínhamos fácil acesso na década de 80. O Paradise Café levava-nos então a um mundo de prostitutas e ninjas, onde podíamos violar velhas e tentar não ser "empalados" pelo Reinaldo.

O conceito do Paradise Café era tão simples como isto, comandávamos um jovem que procurava entretenimento adulto e não preciso de explicar muito para perceberem exactamente que entretenimento ele procurava. Foi um dos maiores sucessos do ZX Spectrum, lançado em 1985 pela Damatta, era um dos jogos mais copiados e trocados no recreio por jovens que queriam ver na sua tv aquilo que achavam que ia ser um belo de um regabofe.

Primeiro tínhamos que aguentar o famoso tempo de espera da k7 a carregar, a melodia Sinclair ia-nos enchendo os ouvidos enquanto aguardávamos ansiosos por ver aquilo que não conseguíamos ver com regularidade, seios e mulheres desnudas.

Ao entrarmos dentro do café podíamos comprar coisas que nos poderiam ser úteis no jogo, como armas ou então torrar o dinheiro em bebidas ou droga, algo completamente surreal para um jovem nos anos 80. A pistola era-nos fundamental para podermos assaltar velhotas e conseguirmos o dinheiro necessário, alguns optavam por outra alternativa, que era a de violar as velhotas sem dó nem piedade. Um jogo realmente hardcore para a altura, um verdadeiro GTA.


Os Ninjas e os Polícias eram outras presenças no jogo, ambas ligadas de forma indirecta já que tínhamos que matar os Ninjas para estes não terem oportunidade de nos roubarem e ficarmos sem a carteira. Isso significaria que ficaríamos sem documentos e a polícia iria levar-nos para a prisão, algo que não queríamos de forma nenhuma.

Podíamos assim continuar em frente no jogo até sermos abordados pela puta que nos mandava entrar e nos convidava a desfrutar do seu corpo. O não era inaceitável, iria chamar-nos de maricas e nós ainda influenciados pelo Marty McFly não iríamos querer isso de forma nenhuma. Numa cama por debaixo de um crucifixo (belo pormenor) podíamos então combinar e vermos se tínhamos dinheiro para as três opções, oral, anal e vaginal.

E não queríamos ser apanhados sem dinheiro, porque senão ela chamava o Reinaldo que vinha para nos castigar, e como ele era um rapaz alto, negro e nu, o castigo não prometia ser nada agradável para nós. Um jogo que era uma verdadeira pérola chunga dos anos 80, um clássico que vale mais pela memória do que aquilo que o jogo era em si. Jogo completamente em Português e que deixou boas memórias em pessoas de outros Países também.







quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

... do Programa Ai, os Homens

quarta-feira, janeiro 15, 2014 0
... do Programa Ai, os Homens

Este foi um daqueles programas que marcou a SIC, um dos mais emblemáticos da estação na década de 90 que ainda hoje é recordado por muitos de nós. Ai os Homens teve apresentação de José Figueiras, seguindo a linha de programas com muita animação e movimento que caracterizavam a estação naquele período.

Ao contrário do que se estava habituado a ver, aqui o destaque era dado aos homens que apareciam com pouca roupa, eram sujeitos a diversas provas para mostrarem o seu talento físico (e não só) a diversas mulheres da plateia e em casa a ver pela televisão. Para além dos concorrentes tínhamos personagens fixas que conquistaram rapidamente o público, como o humorista António Feio encarnando a personagem Johnny Bigodes ou os Bodybuilders "Ulisses" e "Hércules" com os quais os concorrentes tinham que competir e comparar os físicos numa das provas.

Foram transmitido entre 1995 e 1999, mostrando jovens desconhecidos a exibirem-se perante 150 mulheres que estavam no público e votariam nos concorrentes que seriam eliminados e atirados à piscina. Todos as semanas existia uma convidada também, que avaliava e votava os homens assim como as raparigas da plateia. Prova de dança, declaração de amor, prova livre, eram algumas das coisas pela qual tinham que passar aqueles que queriam vencer o concurso e ser o homem mais desejado pelas mulheres e vencer o prémio cobiçado de Mil contos.









terça-feira, 14 de janeiro de 2014

... do Anúncio da Nescafé

terça-feira, janeiro 14, 2014 0
... do Anúncio da Nescafé

Um dos anúncios mais míticos da nossa Televisão, uma marca forte do nosso mercado, uma música fantástica e uma paisagem linda completava aquele que foi um dos "reclames" que todos se lembram e reconhecem aos primeiros acordes da música.

A Nescafé está presente no nosso País há mais de 55 anos (sendo que a empresa em si fez 75 anos em 2013), e no final da década de 80 e começo dos anos 90 ficou na cabeça de todos nós com um anúncio fantástico a destacar o lançamento do produto Nescafé Selecção.

Um Wolkswagen Carocha, um pôr do Sol, uma resistência, uma caneca com café Nespresso bem quente e a música de Johnny Nash "I Can see clearly..." a acompanhar isto tudo foram os ingredientes necessários para que ficássemos vidrados neste anúncio e até ficássemos à espera que ele passasse na Televisão. Víamos como uma menina que estava triste ao chegar, ficou logo com outro ânimo ao beber uma boa caneca de Nescafé ao som da música e a apreciar a paisagem.

Considero um dos anúncios mais interessantes de sempre, acho muito bem conseguido e um dos que mais gostava de ver na nossa TV. Sem palavras, o produto em destaque e uma boa música é só o que era necessário para a coisa resultar, e como resultou..










segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

... do Ginger Ale

segunda-feira, janeiro 13, 2014 0
... do Ginger Ale

O Ginger Ale já foi uma bebida bem popular, normalmente pelos membros do sexo feminino ou pelos mais novos, ainda continua à venda por diversos estabelecimentos mas longe da popularidade que já gozou entre nós.

A versão comercializada no nosso País foi a de Dry Ginger Ale, uma versão mais suave do Ginger Ale original que servia para se misturar com as bebidas alcóolicas na altura da lei seca. Canada Dry e Schweppes eram as marcas de eleição, por vezes servidas com uma fatia de limão no copo para dar outro toque à bebida.

A minha Mãe era consumidora ávida desta bebida, que eu por vezes provava e comecei depois a pedir também para mim. Era diferente dos refrigerantes que estava acostumado, e parecia quase uma bebida de adulto, mais sofisticada e que dava outro estilo.

Ainda vejo a bebida a ser comercializada, mas poucos ainda têm o hábito de a pedir, sendo ultrapassada pelas colas ou então outras bebidas alcóolicas.









domingo, 12 de janeiro de 2014

... da série A Vida Continua

domingo, janeiro 12, 2014 0
... da série A Vida Continua

Esta foi uma daquelas séries que não teve muito destaque aquando da sua transmissão por cá, mas que quem viu recorda-se bem da sua música de genérico e do destaque dado ao menino com síndrome de down, o Corky. A Vida Continua mostrava como era a vida de uma família que criava um adolescente nestas condições, e todas as dificuldades que ele passava no seu dia a dia por causa das reacções alheias.

Life Goes On (A Vida Continua) foi criada por Michael Braverman e transmitida pela ABC entre 12 de Setembro de 1989 e 23 de Maio de 1993, num total de 4 temporadas. Por cá lembro-me de dar aos dias de semana, depois da hora de almoço e na RTP 2 se não me engano (penso que também passou muito no Agora, Escolha).

A música do genérico era fantástica, a "O-bla-di, O-bla-da" cantada por Patti LuPone e o resto do elenco, transmitia uma boa energia e captava bem o espírito da série. Para a altura tinha um conceito corajoso, o de ter um protagonista portador do síndrome de down e mostrando que essas pessoas têm sonhos e querem o mesmo que outros apesar de terem que enfrentar muitas dificuldades. Vimos ele andar pela escola, arranjar emprego e até casar já perto do final do programa.

Elizabeth (Patti LuPone) e Drew (Bill Smitrovich) Thatcher tentavam criar da melhor forma os seus dois filhos que tinham alguns problemas em darem-se com outras pessoas. A filha Becca (Kellie Martin) era a típica menina inteligente mas com problemas sociais e em se dar com os outros da sua idade, enquanto que Charles "Corky" (Chris Burke) tinha nascido com síndrome de down, sofrendo por isso por vezes o preconceito de outros que não entendem bem ou aceitam esta condição.

Alguém mais via isto?




... do Jean Alesi

domingo, janeiro 12, 2014 0
... do Jean Alesi

Simpatizava muito com o Jean Alesi, um piloto que não dava nas vistas mas mostrava sempre ter alguma competência na pista e ser um cavalheiro fora delas. Fez boa parte da sua carreira na Ferrari, onde foi um dos preferidos dos Tiffosi apesar de não vencer nenhum campeonato e apenas ter ganho um grande prémio.

Giovanni Alesi nasceu a 11 de Junho de 1964 em Avignon, França, descendente de Italianos e adoptando mais tarde o nome de Jean Alesi. Começou a sua carreira nos Rallys e andou depois pela Fórmula 3 onde começou a chamar a atenção do desporto máximo do automobilismo com suas perfomances e foi chamado pela primeira vez em 1989 pela Tyrell-Ford para substituir Michele Alboreto, conseguindo terminar num brilhante 4º lugar.

No começo da década de 90 o piloto Francês correu regularmente na Fórmula 1 ao volante de um Tyrell-Ford e conseguindo dar nas vistas na sua estreia quando passou grande parte da corrida à frente de Ayrton Senna, mostrando o que conseguia fazer num carro equipado com um motor Ford V8, bastante inferior ao Honda V10 de Senna. Alguns segundos lugares e boas corridas depois e ele começou a ser disputado por todas as equipas de topo da Fórmula 1.


Acabou por assinar pela Ferrari (deixando para trás uma proposta da Williams), cumprindo um sonho de infância e juntando-se ao seu compatriota Jean Alesi, conseguindo para além disso entrar numa das equipas mais fortes do circuito e aumentando assim as hipóteses de poder vencer uma corrida. O problema foi que a entrada do piloto Francês coincidiu com uma fase menos boa da equipa Italiana, ao mesmo tempo que a Williams ressurgia no circuito com um carro muito forte.

Dois anos depois recebeu a companhia de Gerhard Berger, formando uma dupla interessante e uma equipa de respeito apesar de não conseguirem fazer muito com os carros da Ferrari. Alesi era muito admirado pelos Tiffosi, os adeptos da Ferrari, por causa do seu estilo agressivo e atitude incansável procurando sempre o melhor resultado apesar do carro que tinha em mãos. Só conseguiu uma vitória em 1995, e foi para a Benneton quando esta deixou Shumacher ir para a Ferrari de modo a renovar a equipa Italiana.

Berger foi muito mais feliz que o Francês na Benneton, onde mostrou muita irregularidade e uma falta de concentração que levou à sua dispensa. Andou pela Sauber e pela recém criada Prost onde voltou a mostrar o seu talento e conseguindo quase sempre terminar em lugares pontuáveis. Acabou a sua carreira em 2001, ao volante de um Jordan, curiosamente a equipa com que tinha começado a correr na Fórmula 3000.








sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

... do Ulisses 31

sexta-feira, janeiro 10, 2014 0
... do Ulisses 31

O conceito deste desenho animado é fantástico, o aliar um clássico como a Odisseia de Homero à ficção científica dando assim a conhecer a uma geração jovem uma das histórias mais interessantes de todos os tempos. Ulysses 31 foi um sucesso em Portugal, com tudo e mais alguma coisa relacionado com a série a vender que nem água.

Ulisses 31 (ULysse 31) foi mais uma produção do estúdio DIC, numa parceria Franco-Nipónica e transmitida entre 1979 e 1981 sendo importada para toda a Europa onde alcançou quase sempre o sucesso entre os mais novos. Com inspiração na clássica obra "Odisseia" de Homero,  o programa foi criado por Jean Chalopin e Nina Wolmark, que mostravam a luta épica dos Deuses Gregos com Robôs e naves espaciais à mistura mantendo-se minimamente fiéis à ideia base do livro e dando um twist "moderno", aproveitando a febre espacial e mantendo na mesma um aspecto "clássico".

A qualidade do desenho dava um ar sereno e clássico como os Deuses deviam ser, mas ao mesmo tempo mantinha a acção e energia que os animadores Japoneses sabiam imprimir nas séries de animação. A série foi transmitida pela RTP em 1983, na sua versão original e com legendas em Português mas com uma curiosidade, o genérico era cantado na nossa língua.


O Ulisses
O Ulisses
vai voando pelas galáxias
mais veloz que uma estrela fulgás.

"O Ulisses
O Ulisses
Desta luta já mais se rende,
é valente, forte e sabe lutar."

Ulisses
luta pelo bem e pela paz.
Ulisses
a tua missão é destruir o mal.
Ulisses
dos planetas e galáxias.
Nunca nada te pode parar.

Eu sou Nono,
pequeno Robô
seu amigo fiel.

Eu sou Nono,
pequeno Robô
seu amigo fiel.
Letra retirada de http://desenhosanimadospt.blogspot.pt/

A nave Odisseus era onde toda a acção decorria, lá podíamos acompanhar o jovem Telémaco que acompanhava Ulisses, o seu pai e o responsável pela paz solar. Para além disso tinha a companhia inseparável de Nono, um robô que era o típico sidekick da altura, servindo como alívio cómico em determinadas alturas.

Telémacos é raptado por Ciclope enquanto Ulisses explorava um planeta estranho e diferente, ele consegue salvar o seu filho mas desencadeia então a fúria de Poseidon e passam a ser perseguidos por Zeus que coloca Ulisses num novo universo (Olympus) e este só poderá regressar quando encontrar o reino de Hades.

Material "pesado" para jovens, mas que todos devoravam com prazer. A prova era depois ver todos agarrados aos diversos livros que saíram relacionados com a série, a caderneta cromos, os bonecos PVC, etc. Foi uma pequena febre com este desenho animado que foi repetido várias vezes ao longo da década.







quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

... do Sonasol Verde

quinta-feira, janeiro 09, 2014 0
... do Sonasol Verde

O detergente Sonasol é um dos produtos mais antigos ao qual os Portugueses ainda gostam de se manter fiéis, começou por ser uma simples barra de sabão e foi evoluindo ao longo dos anos para ser um produto que serve para limpar tudo lá por casa, desde o chão aos vidros da janela.

Este produto apareceu na sua forma original em 1951, com uma barra de Sabão que prometia ser a mais eficaz na lavagem da roupa quer fosse no tanque, no rio ou na máquina. Era numa fábrica em Marvilla, Lisboa, que as barras eram fabricadas pela Sociedade Nacional de Sabões, e prometia resultados fantásticos na lavagem de roupa com um Sabão activado que permitia retirar a sujidade sem esfregar.

Durante a década de 50, lançam a garrafa de vidro do Super Sonasol, produto que prometia lavar várias superfícies, louças, chão e afins. O sucesso da marca continua e por isso esta continua a inovar e a criar novos produtos, e é nos anos 70 que lançam aquela que se vem tornar a imagem da empresa, a garrafa de Sonasol Verde.
Nos anos 80 é a vez dos produtos Magic, uma gama variada que tinha como slogan "a cor lava, o perfume fica". Apesar do sucesso, a SNS vende o nome Sonasol à Henkel que transfere a produção para a fábrica de Alverca e aposta forte na publicidade com um anúncio que ficou na memória de todos os Portugueses.

Foi em 1991 que vimos um mordomo provar a eficácia do produto com a passagem do algodão e a frase "O Algodão não engana". No final da década começam a produzir novas garrafas de gel sanitário entre outros novos produtos, provando que a Sonasol não iria morrer e que continuaria nas prateleiras dos supermercados Portugueses como continua até hoje.

Apesar de pertencer a uma multinacional, tudo continua a pensar neste produto como uma marca nacional e que ainda merece o carinho de muitos consumidores Portugueses.










quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

... dos Brinquedos da Pepe

quarta-feira, janeiro 08, 2014 0
... dos Brinquedos da Pepe

Quase todos que foram criança até a geração 90, brincaram com certeza com brinquedos fabricados pela Pepe, uma empresa Portuguesa, que deu todo o tipo de brinquedos que uma criança podia querer para se divertir. Ainda se conseguem encontrar brinquedos desta empresa, mas está já longe do sucesso que teve noutros tempos.

José Augusto Júnior era um homem talentoso, que fabricava brinquedos em folha e madeira em 1928, abrindo na década seguinte uma fábrica que foi evoluindo e mudando de nome, até ser na década de 70 a maior produtora de brinquedos em Portugal. Brinquedos coloridos, com um charme próprio castiço e que todos podiam comprar, era raro o menino que não tivesse um carro desta marca, ou uma menina que tivesse um ferro de engomar, ou um acessório de cozinha de brincar da Pepe.

Máquinas de costura, tábuas e ferros de engomar, táxis, carros variados, havia um pouco de tudo para a nossa diversão. Lembro-me de ter um dos produtos "comuns" desta marca, um jovem em cima de uma pequena mota que puxava uma espécie de cesta atrás, como se fosse uma "carrinha caixa aberta", onde podíamos colocar algo e nos divertirmos a andar com aquilo de um lado para o outro.



Em 1977, e já com o nome de Pepe, começa a dedicar-se exclusivamente à produção de material feito em plástico, continuando assim pelos anos 80 com algum sucesso ainda, mesmo já com a concorrência de muita marca estrangeira e mais "apelativa". A dada altura começou a ser proibido a fabricação de brinquedos com este tipo de material, levando ao fecho da fábrica, mas não ao desaparecimento dos seus brinquedos, que costumam aparecer ainda por qualquer feira ou mercado do nosso País.

Lembro-me das minhas primas terem umas máquinas costura e umas pequenas tábuas e ferros de engomar, e de eu brincar muito com uma ambulância e a tal mota com o cesto atrás. As cores daquilo apaixonavam-me sempre, um plástico muito colorido e que fascinava qualquer criança naquela altura.






terça-feira, 7 de janeiro de 2014

... da Novela Vale Tudo

terça-feira, janeiro 07, 2014 0
... da Novela Vale Tudo

Esta foi mais uma das Novelas de grande sucesso em Portugal, capa recorrente na TV Guia e com uma trama que conquistou o nosso País assim como tinha conquistado o público Brasileiro. Vale Tudo foi mais uma criação de Gilberto Braga, transmitida pela RTP em 1989 numa versão compactada para o estrangeiro.

A Novela Vale Tudo foi uma produção da Rede Globo, com 203 episódios transmitidos entre 16 de Maio de 1988 e 6 de Janeiro de 1989 no horário das 20 horas, substituindo Mandala nesse horário e se tornando um grande sucesso, sendo a segunda Telenovela de maior audiência no Brasil, perdendo só para o Roque Santeiro. Em Portugal a RTP transmitiu isto também em horário nobre, sendo a novela que substituiu Sassaricando a 6 de Dezembro de 1989 e terminou somente a 22 de Junho de 1990 num total de 140 episódios (versão compactada para o estrangeiro).

As actrizes Glória Pires e Beatriz Segall deram show como as vilãs da história, a segunda foi mesmo considerada a maior vilã de sempre na teledramaturgia Brasileira. Já a personagem de Glória Pires foi considerada como a filha mais ingrata da TV, chegando a vender o seu próprio filho e deixando a sua mãe na rua.

Imagem do site http://www.brincabrincando.com
Regina Duarte portou-se bem também, revelando-se num papel de mãe traída e abandonada, uma mulher com boa moral e que tenta ultrapassar todas essas dificuldades através do trabalho honesto. A sua frase "O Sangue de Jesus tem poder" virou um forte bordão, por cá Varela Silva e Margarida Carpinteiro consideraram Regina um monstro na arte de representar pelo papel aqui interpretado.

Em programas diversos chegava-se a discutir cenas da novela e a importância quer de algumas personagens quer da banda sonora, uma das mais fortes até então seja a sua versão Nacional seja a versão Internacional.

A prova de como os Portugueses viveram esta Novela aconteceu num episódio com Reginaldo Faria, que se encontrava a viajar num comboio e foi abordado por alguns passageiros que o "confundiam" com a personagem que interpretava e o questionavam porque é que estava ali a andar de comboio já que era muito rico e tinha até jactos privados.

A trama escrita por dois "Monstros" como Aguinaldo Silva e Gilberto Braga que abordaram a crise de valores de uma forma brilhante, mostrando personagens que faziam de tudo para conseguir o que queriam e como o refrão do genérico dizia

 "Brasil
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio?"

Segundo Gilberto Braga ele queria abordar até que ponto valia ser honesto no Brasil naquela altura.

Sinopse tirada de http://www.brincabrincando.com

Se Raquel (Regina Duarte) acredita que a única maneira digna de se viver é obedecendo a uma consciência ética, para Maria de Fátima (Glória Pires), sua filha, honestidade é um valor que está fora de moda, valendo tudo em nome da ascensão social. Nessa medida, sem que a mãe saiba, vende a casa onde as duas viviam e parte para o Rio de Janeiro, em busca de uma oportunidade para dar um grande golpe. Juntamente com César (Carlos Alberto Riccelli), seu cúmplice desde o início, planeia arranjar um marido rico e a escolha acaba por recair sobre Afonso (Cássio Gabus Mendes), herdeiro da milionária Odete Roitman (Beatriz Segall).

Identificando-se com Fátima, Odete promete-lhe todo o apoio se ela conseguir separar Raquel do executivo Ivan (António Fagundes), que a matriarca deseja unir à sua filha, a alcoólica Heleninha (Renata Sorrah), mulher traumatizada com a convicção de que é responsável pelo acidente que vitimou o seu irmão mais velho. Fátima consegue cumprir o desejo de Odete e casa-se com Afonso. Raquel ainda tenta denunciar as suas maldades, mas Odete aplaude a iniciativa de Fátima em querer subir na vida, sem desconfiar de que a nora não só tem um amante, o aludido César, como ainda o sustenta com o dinheiro da família.

Imagem de http://www.brincabrincando.com


Raquel entretanto também consegue um lugar ao sol e, depois de vender sanduíches na praia e de cozinhar para fora, torna-se proprietária de uma cadeia de restaurantes, sofrendo sabotagem por parte de Odete, que a vê como uma ameaça à felicidade de Helena. O plano de Fátima prossegue e, ao ficar grávida, a possibilidade de conseguir uma óptima pensão em caso de divórcio aumenta as suas expectativas. Porém, a sua integridade começa a ser posta em causa, primeiro por Celina (Nathália Timberg), irmã de Odete, e depois pelo próprio Afonso. Ao ser descoberta, Fátima é colocada sob vigilância até que a criança nasça e se saiba quem é o pai. O resultado do exame de DNA é claro, diagnosticando, sem sombra de dúvidas, que o filho não é de Afonso.

Expulsa da vida dos Roitman, Fátima jura vingança e aproxima-se de Marco Aurélio (Reginaldo Faria), braço direito de Odete na companhia de aviação TCA. Enquanto isso, César envolve-se com a matriarca, que se apaixona loucamente por ele a ponto de enfrentar toda a família em nome de tal relação. Todavia, não demora muito para Odete descobrir que o amante continua mancomunado com Fátima e a partir daí a sua vida atravessa os seus piores momentos. Por um lado, Helena fica a saber que era a mãe e não ela quem conduzia o automóvel no acidente fatal em que perdeu o irmão. Por outro, Odete é informada que desde há muito vinha a ser roubada por Marco Aurélio dentro da TCA e, no mesmo dia, passadas poucas horas, é assassinada com três tiros de revólver.

Contrariamente ao que seria esperado, quem matou Odete não foi nenhum dos seus inimigos: Odete morreu simplesmente porque Leila (Cássia Kiss), esposa de Marco Aurélio, descobriu o caso que ele mantinha com Fátima e resolveu vingar-se. De tão transtornada que estava, não identificou quem acompanhava o marido, disparando os três tiros sem pensar. O desfecho de Vale Tudo não é moralista: se Raquel prospera com a cadeira de restaurantes, Fátima consegue dar a volta por cima e arranja um casamento de conveniência com um príncipe homossexual que quer manter as aparências. César acompanha-os, compondo um triângulo amoroso muito pouco ortodoxo…

Imagem de http://www.brincabrincando.com

Infelizmente não pudemos ver uma das cenas mais marcantes, aquela em que Marco Aurélio escapando impune a tudo faz um "manguito" para a câmara, algo que foi cortado neste compacto internacional. Mas não faltaram cenas marcantes nesta novela, em especial entre Glória Pires e Regina Duarte, e no Brasil a morte de Odete Roitman foi assunto de comentário e discussão por vários dias, com as pessoas a tentar adivinhar o assassino(a) da maior vilã da trama.

Uma novela intensa e com um argumento muito em elaborado, parte da era de ouro das telenovelas Brasileiras e uma que deixou saudades.





segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

... do Duende Verde

segunda-feira, janeiro 06, 2014 0
... do Duende Verde

Não, não vou falar do vilão do Homem-Aranha, mas sim de uma série que passou na RTP no final dos anos 80, uma produção Nacional que nos ensinava jogos tradicionais através de um programa que mais se assemelhava a uma pequena fábula.

O Duende Verde passou na RTP em 1987, não foi um programa que me interessasse, mas cheguei a ver um ou outro episódio. Tenho ideia de ter visto isto ao Domingo de manhã, mas posso estar enganado claro, não há muita informação disso na Internet e o pouco que consegui (imagens e vídeo incluído) foi do blog Desenhos Animados.

Criada por Nuno Delgado e Nélson Pinto, a série mostrava-nos um pequeno Duende (Madalena Sousa Pinto) brincalhão que adorava espreitar o mundo dos Humanos e perceber melhor como as coisas funcionavam, em especial os nossos jogos. Os diálogos eram escritos por Alice Vieira, e no mundo dos duendes existia ainda o Grão Duende (Álvaro Sousa Pinto) que sofre com as fugas do Duende Verde para o mundo dos humanos (fugindo assim também à escola), e também a sua amiga, a Duendina (Joana Filipe).

A música estava a cargo de Fernando António Fonseca dos Santos, e mais uma vez era um daqueles genéricos que ficou na mente de muitos de nós. Foram apenas alguns episódios, gravados na Estufa fria com membros do teatro Papa Léguas a servirem como elenco para uma série juvenil educativa que tentava incutir nos jovens o interesse pelas nossas tradições.