Outubro 2013 - Ainda sou do tempo

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

... do Fugitivo

segunda-feira, outubro 28, 2013 0
... do Fugitivo


Os anos 80 tiveram uma particularidade agradável, para além de todas aquelas séries de sucesso que apareceram, podíamos ainda ver (e no caso dos mais velhos rever) séries de grande sucesso de outras décadas como a de 60 e 70. Muitas acabavam por nos conquistar e vibrarmos tanto com aquilo como os nossos Pais já tinham vibrado, e a série do Fugitivo é um belo exemplo disso.

A série do Fugitivo foi criada por Roy Huggins e foi transmitida originalmente pela ABC entre 1963 e 1967, num total de 4 temporadas e 120 episódios. Teve a particularidade de ter as primeiras três temporadas filmadas a preto e branco e a última transmitida a cores, acredito que a RTP tenha transmitido isto nos anos 70, mas eu vi no final dos anos 80/começo dos anos 90 na RTP 2, numa altura que davam grandes séries do passado no horário nobre do segundo canal. Uma boa opção para quem não queria ver o Telejornal, e ficava assim a conhecer uma época dourada da Televisão Norte-Americana.

Foi uma das séries de maior sucesso da história, com a segunda parte do último episódio (transmitido em duas partes) a ter o maior nível de audiências de sempre com mais de 78 Milhões de pessoas a querer ver o destino final do Dr. Kimble. Esse recorde só foi batido muitos anos depois pelo episódio de Dallas onde revelavam quem tinha atirado em JR e pouco depois pelo último episódio de M.A.S.H.

A série mostrava-nos como o Doutor Richard Kimble (interpretado por David Janssen) é acusado injustamente de ter morto a sua mulher, e tenta provar a sua inocência fugindo da Polícia e tentando apanhar o verdadeiro culpado, um Maneta que ele tinha visto fugir da sua casa.

Apesar de ser um pediatra querido pelas pessoas, as constantes discussões que tinha com a sua mulher (incluindo nessa noite) não ajudaram o Doutor a escapar da suspeita de ter sido ele a assassinar a sua própria mulher.

Depois de ter conseguido escapar da polícia, ele decide fugir pelo País em busca do seu suspeito, aceitando pequenos empregos para ir sobrevivendo enquanto tentava escapar da perseguição implacável do Tenete Gerard (Barry Morse), um polícia muito inteligente e que quer cumprir a lei e apanhar o Doutor custe o que custar. Ele afirma sempre "se a lei o condenou, ele é culpado", mostrando não se preocupar com a suposta inocência de Kimble. Para o fim isso muda um pouco, já que ele começa a acreditar nessa teoria.

Lembro-me de gostar bastante da acção de alguns episódios, de simpatizar com o bom doutor e torcer para que ele conseguisse apanhar o culpado e assim limpar o seu nome. O engraçado da série era de que o "vilão" principal nunca aparecia, esse maneta aparece nuns quantos episódios apenas e com maior destaque no final da série obviamente. Um argumento intenso, uma típica série de "viajante bondoso que ajuda os outros e parte para outra terra" e um carismático protagonista ajudaram ao sucesso do programa e a fazer com que eu gostasse bastante de o ver.









domingo, 27 de outubro de 2013

... do Cavalo de baloiço

domingo, outubro 27, 2013 0
... do Cavalo de baloiço
Imagem retirada de http://fmpsinogau.blogspot.pt/

Na década de 80 ainda brincámos com muita coisa "rústica" e feita manualmente (muita vinda até de outras décadas), e enquanto criança lembro-me de passar muito tempo em cima do meu cavalo de baloiço, algo feito de madeira e bastante antigo mas que me divertia bastante e que achava muito bonito.

Era algo Português, e já fazia sucesso nos anos 60, um cavalo branco com uma crina "dourada", uma pintura simples e meia para o olhar e uma "sela" vermelha compunham este cavalo que servia basicamente para nos balouçarmos e imaginarmos que estávamos a cavalgar num belo corcel.

Ou então simplesmente para ajudar a adormecer ou acalmar um bebé, era normalmente um "brinquedo" que ia passando de geração em geração e que fazia quase sempre sucesso fosse qual fosse a criança que acabasse com ele. Alguém teve um igual?





sexta-feira, 25 de outubro de 2013

... da Rhythm of the Night dos Corona

sexta-feira, outubro 25, 2013 0
... da Rhythm of the Night dos Corona

Mais um passeio pelo Eurodance, e desta vez por uma das músicas que marcou muitos daqueles que começaram a sair à "noite" (ou às Matinés) dos anos 90, a Rhythm of the night dos Corona.

Lançada em Novembro de 1993, era o single principal do álbum de estreia (do mesmo nome) do grupo Italiano Corona, e o seu maior sucesso foi mesmo nas pistas de dança, era para aí que a música era destinada e não passava tanto na rádio como outros sucessos do Eurodance.

Teve em 1º lugar no top Italiano por 8 semanas consecutivas, sendo o 2º no top Britânico atrás de outro mega sucesso das pistas de dança, o Saturday Night dos Whigfield. A música esteve sempre nos top 10 dos Países Europeus e chegou a entrar também no da Billboard em 1995. Com samples de outras duas músicas, ela entusiasmava o pessoal nas discotecas com a sua energia e intensidade da vocalista. Chegou a ter várias covers de outras bandas (como os Pet Shop Boys) e continua até hoje como uma das mais recordadas dos anos 90.

This is the rhythm of the night
The night, oh yeah
The rhythm of the night

This is the rhythm of my life
My life, oh yeah
The rhythm of my life

You could put some joy upon my face
Oh sunshine in an empty place
Take me to turn to
And babe I'll make you stay

Oh I can ease you of your pain
Feel you give me love again
Round and round we go
Each time I hear you say

This is the rhythm of the night
The night, oh yeah
The rhythm of the night

This is the rhythm of my life
My life, oh yeah
The rhythm of my life

Won't you teach me how to love learn
There'll be nothing left for me to yearn
Think of me burn
And let me hold your hand

I don't wanna face the world in tears
Please think again I'm on my knees
Sing that song to me
No reason to repent

I know you wanna say it

This is the rhythm of the night
The night, oh yeah
The rhythm of the night

This is the rhythm of my life
My life, oh yeah
The rhythm of my life

This is the rhythm of the night
The night, oh yeah
The rhythm of the night

This is the rhythm of my life
My life, oh yeah
The rhythm of my life

This is the rhythm of the night
This is the rhythm of the night
Rhythm of the night
This is the rhythm of the night

This is the rhythm of the night
The night, oh yeah
The rhythm of the night

This is the rhythm of my life
My life, oh yeah
The rhythm of my life

This is the rhythm of the night
The night, oh yeah
The rhythm of the night

This is the rhythm of my life
My life, oh yeah
The rhythm of my life

This is the rhythm of the night




quinta-feira, 24 de outubro de 2013

... do Retroprojector

quinta-feira, outubro 24, 2013 0
... do Retroprojector

Sempre que entrávamos na sala de aula e víamos o retroprojector em cima de uma mesa, já sabíamos que vinha aí seca. Era o momento de levarmos com acetatos a mostrarem-nos dados e explicações sobre algo, que quase sempre resultavam numa aula aborrecida e que se salvava porque ficávamos quase sempre às escuras e isso passava despercebido.

O Retroprojector sempre foi um objecto mais utilizado nas salas de aula, utilizando os tais acetatos onde se escrevia com umas canetas próprias e depois projectava-se isso numa tela (ou parede que era o mais comum) para ser visto por toda a turma. Tanto podia ser em aulas de Matemática ou Físico-Química como em aulas de História ou Geografia, bastava o(a) Professor(a) querer utilizar isto em vez de andar a escrever no quadro com giz.

O pior era quando algum se lembrava de pedir um trabalho de grupo onde também tínhamos que usar isto, tínhamos que ir para ali para a frente usando aquilo que por vezes não ajudava nada no que queríamos mostrar/explicar. Aliás era sempre clássico o "Foca mais isso" ou "vira o acetato ao contrário". Outra coisa que achava pouco prática era o de termos sempre que tapar o texto, para que não se visse o que vinha aí, o que complicava ainda mais a operação toda.

*wikipedia moment*Seu funcionamento baseia-se na emissão de um feixe de luz, emitido por uma lâmpada, que atravessa a lâmina transparente que contém o texto, colocada sobre uma superfície também transparente. Esta superfície consiste numa lente – - lentes de Fresnel - que concentra a luz emitida pela lâmpada a fim de aumentar a luminosidade projetcada na tela.

O feixe de luz que atravessa a lâmina refracta-se numa lente convergente conjugando uma imagem real dos objectos (texto). Como este feixe de luz é interceptado por um espelho plano disposto logo acima da lente, esta imagem real torna-se um objecto virtual para o espelho plano. Este, por sua vez, conjuga na tela uma imagem real e ampliada deste objecto virtual.*wikipedia moment*

Penso que já não deve ser tão utilizado, mas era algo muito comum nas aulas de várias gerações. Quem se lembra disso?






quarta-feira, 23 de outubro de 2013

... dos Rebuçados Diamante

quarta-feira, outubro 23, 2013 0
... dos Rebuçados Diamante

Sempre houve uma boa variedade de rebuçados e doces para nos maravilharmos nas décadas de 70 e 80, mas os Rebuçados Diamante eram uns dos favoritos do pessoal. Com um sabor ácido e bons de trincar, estes rebuçados faziam as delícias das crianças e era uma festa sempre que algum adulto aparecia com um saco desses.

Ainda há um ou outro local onde se pode adquirir estes rebuçados (poucos mas há), há lojas especializadas que têm até um expositor da Heller (marca deles) e com dezenas destes doces lá dentro para podermos tirar às mãos cheias. Limão, Laranja, Morango, Ananás eram os sabores que vinham num saquinho, normalmente adorava os de Limão e Laranja, adorava o sabor bem ácido deles e de poder trincar facilmente e comer aquilo dessa forma.

Não deviam ser caros, já que era comum aparecer alguém com um saquinho desses para nos darmos, e sempre era melhor que outros que haviam aí no mercado. Ver se encontro uma destas lojas que ainda vende disto para matar a saudade.






terça-feira, 22 de outubro de 2013

... do Jacky Urso de Tallac (ou Jackie e Jill)

terça-feira, outubro 22, 2013 0
... do Jacky Urso de Tallac (ou Jackie e Jill)

Volto a falar de um desenho animado dos anos 70 e 80 que tinha como protagonista uns orfãos, algo habitual nessas décadas, devia ser um prazer que os criadores tinham em ver as crianças sofrerem por ver ali os seus heróis a ficarem sem mãe ou pai (ou os dois). Desta vez era um pequeno urso como personagem principal, num programa que teve dois nomes em Portugal, o Jacky o urso de Tallac e mais tarde o nome de Jackie e Jill.

Foi mais um anime produzido pela Nippon Animation (em 1977) e era baseado num livro de Ernest Thomson Seton com 26 episódios que foram transmitidos pela RTP pela primeira vez em 1979 e repetido por diversas vezes ao longo da década seguinte. Mais uma dobragem Portuguesa de qualidade e com um genérico bem divertido da autoria de Carlos Vidal (Avô Cantigas) e Tozé Brito. No final dos anos 90 o desenho animado voltaria à RTP, mas desta vez com o nome de Jackie e Jill e uma nova dobragem (assim como novo genérico).


Mais uma série que nos ensinava a amar os animais, mostrando como dois ursinhos (Jacky e Nuca) ganhavam amizade com um pequeno índio, uma criança que os ajudou muito depois da morte da mãe deles. Mais um daqueles desenhos animados que me faz recordar os dias de Inverno chuvosos, a ver isto e a deliciar-me com aqueles pequenos animais de ar fofo.

Para variar foi mais um sucesso de vendas com todo o tipo de merchandising à venda, com os bonecos de PVC à cabeça e a bela da caderneta de cromos do tempo que ainda tinham que ser colados com cola e não vir já prontos para colar.

Em dvd só foi editada a versão dos anos 90, com a nova dobragem e o novo genérico que fica a dever muito à versão original. Infelizmente não há vídeo da versão original porque a NIPPON mandou o blog Desenhosanimados tirar do ar a versão que lá estava (e era a única). Só encontrei em mp3 http://www.weblagu.com/Jacky---O-Urso-de-Tallac-id-eXBOMkdjX0c.html .

UPDATE: Graças ao David Martins do blog http://enciclopediadecromos.blogspot.pt/ temos aqui o vídeo original

Jacky o urso de Tallac - Genérico from cine31 on Vimeo.



Jacky, Jacky, corre mundo
Como é bom ser livre e feliz lá no fundo
Jacky, Jacky, come fruta
Com a barriga cheia está mais contente
E procura uma casita
Pois chega o Inverno e o frio já sente
Pouco a pouco, cai a neve
E um manto branco o bosque terá
Vem a noite, sente medo
Seus amigos dormem já
De manhã, nasce o sol
Todo o bosque despertará
Corre e salta o ursinho, sem nunca parar!











segunda-feira, 21 de outubro de 2013

... da série Os melhores Anos

segunda-feira, outubro 21, 2013 0
... da série Os melhores Anos

Muito antes dos Morangos com Açúcar, ou até dos Riscos, a série Portuguesa juvenil que tentava retratar a vida dos jovens e colocá-la na TV era uma chamada "Os melhores anos".  Ao contrário das outras duas, cor e animação era coisa que não marcava muita presença no pequeno ecrã, eram outros tempos e a ideia que se tinha era que os jovens eram muito calmos e com roupas que não chamavam muito a atenção.

Os Melhores Anos foi uma série de 13 episódios, que passou desde 22 de Setembro de 1990 até o dia 29 de Dezembro desse ano, uma ideia original de João Aguiar que também escrevia os argumentos e os diálogos do programa que foi realizado por Jorge Paixão da Costa. A acção desenrolava-se num liceu (C+S António de Melo que era na verdade a Escola Secundária Rainha Dona Amélia em Lisboa) e centrava-se numa turma do 9º Ano e naquilo que afecta os rapazes e raparigas nessa altura da vida.

Lembro-me pouco da série (fui mais fã dos Riscos uns anos mais tarde), mas era tudo abordado de uma forma soft e a representação era muito sofrível e apagada. Aliás como todo o cenário da série, os figurinos, tudo era muito "Não olhem muito para nós, estamos aqui para passar despercebidos".



No elenco tivemos nomes conhecidos, no lado dos professores tínhamos Vítor Norte como prof. de educação física, Alexandra Lencastre era a prof. de Inglês uma pessoa simples da província a estranhar a vida na grande Lisboa e Lídia Franco era a directora da turma (apesar de nunca se saber que disciplina lecciona) e era a grande vilã da série, má como tudo.

Nos alunos tínhamos a destacar-se um jovem chamado Peter Michael que interpretava o crânio da turma, e Vítor Emanuel como um jovem de um bairro desfavorecido que tinha chumbado de ano e se apaixonou por uma professora. Mas tínhamos também a jovem Sofia Solange, uma menina bonita que era a namoradeira da turma e fez muito rapaz do público suspirar por ela (apesar de andar sempre com muita roupa em cima).

Elenco:
Sofia Solange Sousa – Isabel
Peter Michael – Tadeu
Ricardo Costa – Zeca
Carla Cristina Carvalho – Joana
Maria Leonor Francisco – Célia
Filipe Malta – Tony
Vítor Emanuel Silva – Miguel
Nuno Miguel Magalhães – Paulo
Filipe Santos Dias – André
Bruno José Barroso – Chico
Alexandra Lencastre – Margarida
José Gomes – Josué
Lídia Franco – Dalila
Laura Soveral – Berta
Maria José Camecelha – Idalina
Rogério Claro – Sr. Francisco
Rogério Samora – Tiago
Vítor Norte – Cruz
Info tirada do site http://www.brincabrincando.com

Alguém mais via ou gostava desta série?




domingo, 20 de outubro de 2013

... do Ruptura Explosiva

domingo, outubro 20, 2013 0
... do Ruptura Explosiva

 Point Break foi um filme que ajudou a popularizar o Surf nos anos 90. Um filme de acção com 2 actores que ajudaram a que o filme ganhasse um estatuto de culto anos mais tarde, devido à sua química juntos e às cenas que protagonizaram neste filme.

Point Break (Ruptura Explosiva em Portugal e Caçadores Emoções no Brasil) foi realizado por Kathryn Bigelow (mulher de James Cameron que substituiu Ridley Scott, escolha inicial, na cadeira de realizador) tendo nos principais papéis Patrick Swayze, Keanu Reeves, Lori Petty e Gary Busey. O filme teve vários nomes possíveis, até decidirem ficar por Point Break, um termo usado no Surf, desporto que era um dos aspectos principais na película.

A história mostra-nos um bando de assaltantes de bancos que usam máscaras de ex-presidentes nos seus assaltos ( Ronald Reagan, Richard Nixon, Lyndon B. Johnson, e Jimmy Carter) e são o terror para a polícia que não os consegue deter nem os identificar. Angelo Pappas (Gary Busey) era um Veterano na força policial, que tem a desconfiança (palpite) que este bando é constituído por Surfistas, e aproveita a chegada de um novo colega para o infiltrar nesse mundo e tentar descobrir algo.

Johnny Utah (Keanu Reeves) faz então amizade com uma rapariga Surfista (Lori Petty) e aproveita isso para se aproximar de um bando de surfistas que caíam no padrão de desconfiança do seu parceiro, liderados por um carismático Surfista, Bodhi (Patrick Swayze).

O facto de ser uma antiga estrela de futebol Americano ajudou à inserção de Utah no grupo, e este cria uma relação especial com Bodhi que o acolhe e o ensina e trata quase como se fosse um irmão mais novo.

O filme tem momentos de acção de grande intensidade, os 2 saltam de aviões, fazem manobras de surf perigosas e grandes perseguições policiais. Há quem considere uma das cenas de surf como uma das melhores jamais feitas num filme, e o final mostra a paixão que esse desporto despoleta com o agente do FBI Utah a libertar Bodhi para que este entre numa onda que muito possivelmente o irá matar.

Lembro-me de ver isto na TV uma vez e de ter ficado fascinado com o filme, até o facto dos assaltantes usarem aquelas máscaras eu gostei, achei super original e interessante. Aluguei várias vezes a k7 VHS e gravei quando voltou a dar na TV, continuo a achar um dos melhores filmes "pipoca" dos anos 90.






... da Moeda de 200 Escudos

domingo, outubro 20, 2013 0
... da Moeda de 200 Escudos


Volta e meia tínhamos uma surpresa na carteira, já que se lembravam de criar uma "nova" moeda ou nota, e no começo da década de 90 tivemos uma que se veio juntar à moeda de 100 na moda das moedas bi-metálicas, com o valor de 200 Escudos.

Entrou em circulação em 1989, com a esfinge de Garcia da Orta na face da moeda e o valor do outro lado, esta moeda ajudava a que não gastássemos tão depressa uma nota de 500 Escudos, e era a moeda mais valiosa em circulação suplantando assim a de 100 que tinha saído na mesma altura. Era também bi-metálica em latão níquel e cupro-níquel, com um tom dourado na sua borda, talvez a querer mostrar o quão valiosa era.

Tinha 28 mm e o bordo serrilhado tendo estado em circulação até 2002, hora que saiu de cena juntamente com todos os outros. Eu gostava da moeda, quer pelo seu valor quer pela facilidade assim de comprar revistas de BD sem ter que trocar notas de 500 ou andar carregado com muitas moedas, já que o valor das revistas era sempre pelos 200 escudos.






sexta-feira, 18 de outubro de 2013

... do Virtua Racing

sexta-feira, outubro 18, 2013 0
... do Virtua Racing

Virtua Racing foi dos últimos grandes jogos de sucesso em Arcade e no Mega Drive, lembro-me de existir uma máquina destas (em forma de carro) no bar do liceu onde andava, Polivalente de Cascais, e de gastar lá umas quantas moedas. Logicamente que quando apareceu jogo para a consola tive que o ter também.

Ter o jogo não era fácil, foi dos mais caros de sempre para o Mega Drive (mais de 18 contos) e INDA penei um pouco para o conseguir, mas depois confesso que tive algumas horas de diversão agarrado ao jogo. Os gráficos eram "esquisitos" e completamente diferente do que estávamos habituados, mas a dinâmica dele era viciante, e não era complicado perdermos horas e horas nas mesmas pistas, tudo na ânsia de querermos bater os nossos próprios recordes.

O jogo foi lançado em Outubro de 1992, desenvolvido pela Sega AM2, que apostou forte no conceito de gráficos poligonais em 3D, sendo um dos títulos de maior sucesso do género, e abrindo caminho para algo que acabou por se tornar comum na indústria. O jogo era mais caro porque tinha que vir com algo extra, que nos permita usar um jogo tão "avançado" no Mega Drive.

Na máquina de arcade a diversão era ainda superior, com a possibilidade de enfrentarmos um amigo a proporcionar uns belos momentos com muita adrenalina à mistura. A velocidade sentia-se, de uma forma mais intensa que na consola caseira, e era isso um dos maiores trunfos do jogo, que puxava pela pessoa e fazia com que mesmo com apenas 3 pistas, não quiséssemos largar a máquina e deixar lá todo o nosso dinheiro.

Em casa o modo arcade era o mais usado também, a excitação de tentar completar as pistas dentro do tempo limite a conduzir algo que parecia supersónico era fantástico e compensava a quase ausência de cenários e até uma simplicidade no jogo em si. Gostei bastante e foi um dos meus jogos preferidos na consola, alguém mais jogou?







quarta-feira, 16 de outubro de 2013

... da série TV do Homem-Aranha

quarta-feira, outubro 16, 2013 0
... da série TV do Homem-Aranha

Como bom fã de super-heróis que sempre fui, ficava sempre entusiasmado quando via algo relacionado com esse mundo na televisão, o pior é que nem sempre isso era algo bom e aconteciam coisas meio deprimentes como a série de TV do Homem-Aranha.

Não me lembro se isto foi transmitido pela RTP, a primeira vez que vi isto foi no videoclube do meu bairro e tempos depois na TVI, que transmitia isto como telefilmes do Aranha aos Sábados da parte da tarde. Opção tomada também pela Globo no Brasil, que transmitia isto na sua Sessão Aventura e Sessão da tarde, obviamente dublado em Português do Brasil. Foram produzidos 13 episódios pela CBS, transmitidos entre 1977 e 1979, muitas vezes como especiais em vez de ser transmitida como uma série regular.

Não tive coragem de alugar (tinha perdido depois de ter alugado uns do Hulk), mas ainda dei uma espreitadela quando deu na TVI e comprovei todos os meus temores, aquilo era tão mau como parecia. O fato e a máscara eram horríveis (as botas de plástico por cima das calças matavam-me), o actor era canastrão e as cenas de acção eram poucas e muito más, nada funcionava bem neste programa.

Existia um elenco secundário, mas era a mesma coisa que não existir, eles raramente eram usados (até a Tia May, que praticamente não apareceu na série) e bem diferentes do que conhecíamos da BD.

Temos o caso do editor, que aqui era apenas um pão duro simpático que até engraçava com o cabeça de teia, nada a ver com o original, assim como o editor Robertson, que era basicamente um rapaz da mesma idade que Peter, aliás "rapaz" é uma expressão já que ambos pareciam estar nos seus 30 apesar de representarem ali malta mais nova.

Nicholas Hammond era quem fazia de Peter Parker, era um daqueles actores canastrões que ficava melhor em Dallas do que ali, sempre de olhar vago e com um cabelo tipo capacete de fazer inveja a Bobby Ewing.

E o nosso herói apareceu do nada, não houve morte de tio Ben nem nenhuma menção a algo do género, ele descobriu que tinha os poderes, decidiu coser um fato e toca de ir "combater" o crime. Para além de costureiro também soube inventar um lançador de teias enorme, que ficava ali no pulso a destoar mais do que um relógio da Fóssil. E a teia não "colava" como nas revistas, ela enrolava em torno dos bandidos e das chaminés e afins, era simplesmente deprimente ver o nosso herói naquelas figuras.

Nem a própria estação gostava muito da série (mas mais porque a CBS achava que estava a ficar muito conhecida como a estação dos super-heróis já que transmitia muitas séries do género), e apostava mais na série do Incrível Hulk, que era uma série mais adulta e não tão virada para o público Juvenil como era o caso desta.

Algo para esquecer mesmo, uma série de heróis que nem super vilões tinha..








segunda-feira, 14 de outubro de 2013

... do Cangurik

segunda-feira, outubro 14, 2013 0
... do Cangurik


Já falei aqui de como tínhamos muita escolha na área dos achocolatados para misturarmos com o leite, e o Nesquik apareceu tarde nessa corrida mas nem por isso ficou longe da preferência da criançada nos anos 80 e 90.

Uma das armas era uma forte aposta na mascote que criaram, o famoso Cangurik que supostamente era um canguru laranja que nos dava lições de como amarmos e tratarmos da Natureza, ao mesmo tempo que promovia o produto para misturarmos no leite. O mais engraçado nem era não usarem o Coelho que mais tarde se estabeleceu como mascote do produto, o que tinha piada era o desenho tosco desta personagem, parecia aqueles desenhos feitos por crianças a enfeitarem paredes de creches ou infantários.






















Era um canguru laranja com um nariz fino e comprido e um corpo disforme, mas nós não ligávamos nenhuma a isso, gostávamos dele como se fosse uma mascote toda xpto. E ele estava um pouco por todo o lado, saíam livrinhos com ele a ensinar-nos como tratar da natureza, de cuidar das árvores e isso tudo, calendários, horários escolares, mochilas e mais coisas que podíamos imaginar.

Era presença habitual nas revistas de banda desenhada (havia sempre anúncios ao Nesquik), e tornou-se das mascotes mais populares nos anos 80 em conjunto com o urso do Tulicreme.


sábado, 12 de outubro de 2013

... da Tartaruga Touché

sábado, outubro 12, 2013 0
... da Tartaruga Touché

Todos já sabem que sou fã do duo Hanna-Barbera, e a Tartaruga Touché era mais uma das produções desse estúdio que amava ver na minha juventude, ou até de ler as revistas estreladas por esta pequena personagem.

Tartaruga Touché e Dum-Dum foram produzidos pela Hanna-Barbera em 1962, sendo produzidas 2 temporadas num total de 52 episódios que foram transmitidos pela RTP nos anos 80 e 90 de forma irregular e depois pela TVI na versão dobrada em Português do Brasil. Foi mais um desenho animado da Hanna-Barbera com a participação do actor Lima Duarte na dobragem (era o Dum-Dum enquanto que Touché tinha a voz de Roberto Barreiros) e que por isso mesmo também teve algum sucesso nesse País.

Como outras produções do estúdio, este animação mostrava 2 animais antropomórficos com pequenas peças de vestuário (como vestirem apenas chapéu e um cachecol) e ambas as personagens tinham muito carisma e conquistavam tanto miúdos como graúdos com a sua simplicidade e simpatia. A tartaruga era valente e destemida, atacava sem medo os vilões todo lançado do ar segurando uma corda e atacando com a espada que tinha na outra mão os bandidos, gritando bem alto "Touché and away" (ou em Brasileiro "Viva Touché"). O genérico era genial mostrando ela a lutar com um relâmpago.. lindo.

Lembro-me de dar volta e meia na RTP como tapa buracos, e de mais tarde ser uma das presenças constantes naquele período pós Telejornal, junto com outras produções de humor desse estúdio. Saudades de me rir com as aventuras desta pequena Tartaruga espadachim e do seu parceiro calmo e pachorrento.





sexta-feira, 11 de outubro de 2013

... das Lojas Cenoura

sexta-feira, outubro 11, 2013 0
... das Lojas Cenoura
Era uma elite especial os que usavam roupa da Cenoura, eram poucos e orgulhavam-se disso. Em Cascais existia uma loja grande perto do Visconde da Luz, imponente e era o orgulho de um dos maiores nomes do vestuário infantil nos anos 70 e 80.

A marca neste momento penso que ainda pertence à Crispim Abreu (um grupo têxtil do Norte do País), que tentou revitalizar este nome em 2005, altura que adquiriu o grupo Cenoura, e chegou a abrir umas quantas lojas em centros comerciais como os Dolce Vita apostando em lojas modernas nos centros comerciais e no fascínio das lojas tradicionais como aquela que existia em Cascais.

Roupas com muita cor e estilo, era algo que se associava rapidamente à Cenoura, uma marca que vestia os pequenos "betos" da linha de Cascais (e não só) e que patrocinava grupos infantis como os Ministars. Habituei-me desde sempre a ver aquele logotipo enorme no topo da loja em Cascais, achava piada como o nome da loja ia diminuindo de tamanho e ficava parecido com uma Cenoura verdadeira, achava tudo aquilo uma ideia brilhante.


Passava lá diversas vezes, a caminho da rua da Polícia, mas nunca entrei nem me lembro de usar roupa de lá. Era sempre considerado algo de difícil acesso, com preços fora do alcance da carteira dos meus Pais e por isso nem via a necessidade de entrar lá dentro, era a ideia que os mais velhos me passavam. No entanto estava lá, era parte da paisagem, custou-me um pouco quando esta deixou de estar presente na Vila de Cascais, provando que as grandes marcas e os grandes símbolos também morrem e deixam de ter força.

Alguém aqui usou roupa de lá?








quinta-feira, 10 de outubro de 2013

... do Isto Só Vídeo

quinta-feira, outubro 10, 2013 0
... do Isto Só Vídeo


A câmera de vídeo era uma das coisas que os Portugueses não dispensavam no final dos anos 80 e na década de 90, filmava-se tudo e mais alguma coisa e por isso foi normal quando apareceu um programa que tratava essencialmente de mostrar a todos essas obras primas caseiras. O Isto Só Vídeo apareceu na RTP no começo dos anos 90 e este no ar até quase o final dessa década, tendo algum sucesso no seu começo e uma grande aceitação por parte do público.

Foi em 1992 que Virgílio Castelo apareceu nos nossos ecrãs apresentando este programa em pleno horário nobre da RTP 1, um programa simples que vivia dos vídeos caseiros Nacionais e Internacionais, sempre com a voz off do apresentador que atirava uma ou outra chalaça relacionada com o que víamos no vídeo. O programa dava às Terças-Feiras, não me recordo se teve sempre público ao vivo ou não, mas acho que a dada altura era dessa forma que podíamos ver os vídeos caseiros que enviavam para o programa e até tínhamos os vencedores do prémio da semana passada a receberem a sua recompensa.

Mas não era só de vídeos caseiros nacionais que o programa era feito, imitando os inúmeros programas que existiam no Estrangeiro (um ou outro já tinha passado fugazmente pela nossa TV), iam buscar imagens a n países, se o vídeo era amador ele estaria ali presente. Uma espécie de avô do Youtube estes programas, com a diferença de ter um apresentador e quase sempre uma narração com piada (ou sem) durante a transmissão desse vídeo.

Passado três anos o programa saiu do ar, e quando voltou tinha a apresentação de Rute Marques, que para além de não ter o mesmo carisma do seu antecessor, sofreu com o facto das pessoas começarem a ficar algo cansadas com o programa, o mesmo não evoluía muito e a dada altura o interesse esmorecia. O mesmo já tinha acontecido nas nossas vidas pessoais, já ninguém queria ver os casamentos, baptizados, aniversários ou férias dos amigos nas suas filmagens caseiras. Era a morte do nosso lado voyeur, apesar de que este tipo de programas volta e meia aparecer sempre nos nossos canais Nacionais, em qualquer um deles.






... do Homem do Circulo dos Leitores

quinta-feira, outubro 10, 2013 0
... do Homem do Circulo dos Leitores

Os anos 80 eram o paraíso dos vendedores ambulantes, era comum recebermos visitas destas pessoas que ganhavam a vida a vender coisas de porta a porta, e uma dessas visitas regulares era a do Homem do Circulo dos Leitores.

Existiam várias empresas do género (ou seja de venderem livros via um vendedor que nos apresentava um catálogo), mas o gigante do mercado era sem sombra de dúvida o Circulo dos Leitores, apresentava um catálogo gigantesco desde enciclopédias a livros infantis, passando por os romances de sucesso da altura. Todos os meses batia à porta um senhor que vinha munido de uma pasta onde trazia o catálogo que usaria para tentar seduzir os Pais a comprar uns livros, para eles ou para os seus filhos.

Apresentavam facilidades de pagamento, ou via cheque ou até acho que se podia pagar a esses senhores uma mensalidade recebendo logo os livros de antemão. O meu chegou a fazer algumas encomendas, livros de história, enciclopédias que achou que me poderiam ser úteis na escola e um ou outro livro infantil para me distrair.

A dada altura começou até a distribuir VHS, e sempre apostando neste esquema de porta a porta que continuou mesmo em pleno Século XXI. Não sei se ainda é recorrente, mas acredito que sim, que ainda haja destes vendedores a aliciarem pessoas a entrarem no maravilhoso mundo da leitura.








quarta-feira, 9 de outubro de 2013

... dos Glutões do Presto

quarta-feira, outubro 09, 2013 0
... dos Glutões do Presto
 
Todos sabíamos as marcas que as nossas Mães e Avós usavam na lida da casa, a dona de casa dos anos 80 era por norma muito fiel a uma marca, e por isso sabíamos de cor o que se usava lá por casa. Para lavar à mão o preferido lá de casa era o Presto, o que para mim era uma alegria, porque assim podia ver os glutões do anúncio em acção. Pura desilusão e um dos primeiros grandes desgostos de uma geração, o saber que não existiam os Glutões do Presto.

A embalagem era facilmente reconhecida por ter esses famosos glutões na caixa, segundo os anúncios televisivos e os das revistas, eram esses bichinhos que iriam comer as nódoas e limpar a nossa roupa, por isso era normal que muitos de nós abrissem a embalagem e esperassem encontrar lá dentro esses tais glutões. Por vezes até despejávamos na água para ver se eles surgiriam dessa forma.

O cheiro era agradável, o habitual em muitos dos detergentes o que fazia com que não nos importássemos de vasculhar naquele pó em busca de algo que julgávamos ser uma espécie de super heróis da limpeza. O detergente em si devia ser bom, para continuar a merecer a preferência das nossas Mães numa altura em que abundava a escolha nos detergentes, a versão máquina não as conquistava mas à mão era um dos líderes incontestáveis.












terça-feira, 8 de outubro de 2013

... do Domingos e Dionísio Castro

terça-feira, outubro 08, 2013 0
... do Domingos e Dionísio Castro

Os Irmão Castro foram 2 dos nomes mais sonantes do Atletismo Português na década de 90, especialistas em corridas de fundo que bateram alguns recordes Mundiais e tiveram presença constante nos grandes eventos de atletismo mesmo que nem sempre com os melhores resultados.

Domingos e Dionísio Castro nasceram a 22 de Novembro de 1963 em Guimarães, filhos de trabalhadores rurais humildes e que começaram a dar nas vistas nas corridas locais chamando a atenção de Moniz Pereira que os chamou para ingressarem o Sporting Clube de Portugal. Domingos foi vice campeão no Campeonato Mundial de Atletismo em Roma, uma completa surpresa e um excelente resultado que chamou a atenção de todos desde desporto.

Domingos participou ainda em 4 Olimpíadas, ficando em 4º lugar nos 5 Mil Metros em Seul (1988) 11º em Barcelona (92), 25º em Atlanta (96) e 18º em Sydney (2000). Competiu em 18 campeonatos de corta-mato consecutivos (ficando por 2 vezes entre os 10 primeiros), um feito para qualquer atleta e em 1997 conseguiu uma grande vitória na Maratona de Roterdão. Nunca conseguiu uma grande medalha ou um grande lugar num daqueles grandes eventos, mas esteve sempre presente e conseguindo sempre representar Portugal dignamente.

Dionísio também era especialista no fundo, foi a duas Olimpíadas (88 e 92) onde não conseguiu grandes resultados, chegando a desistir na Maratona de Barcelona. Nos três campeonatos do Mundo em que entrou conseguiu dois Oitavos lugar e um 14º, enquanto que nos Campeonatos da Europa ficou no 11º lugar em 1986 em Estugarda nos 10 Mil metros, e em Split conseguiu um 4º lugar nos 5 Mil metros (em 1990).

Foi recordista mundial nos 20 Mil Metros, sendo que ainda é o detentor do recorde Europeu nessa modalidade, um feito ainda por alcançar pelos atletas actuais.

Actualmente os 2 Irmãos gerem uma empresa que organiza eventos desportivos e representa atletas de várias modalidades (incluindo o Futebol).







segunda-feira, 7 de outubro de 2013

... da Rádio Correio da Manhã

segunda-feira, outubro 07, 2013 0
... da Rádio Correio da Manhã

Os anos 80 foram férteis em estações de Rádio, aparecia uma nova quase todos os dias e uma das que teve bastante sucesso foi a Correio da Manhã Rádio, do grupo Presslivre.

Carlos Barbosa, fundador do jornal Correio da Manhã, imaginou a rádio CMR com o mesmo nome como uma extensão do diário, embora fosse no fundo completamente diferente acompanhando a energia que fazia parte de todas as rádios Piratas da altura. O nome escolhido para dirigir a estação era o de Rui Pego, que formou uma equipa de luxo com profissionais vindos da Rádio Renascença e com alguns jovens valores que começaram ali a despontar.

Os começos desta estação destacavam-se pelo facto de não terem ninguém nos microfones, ou seja era música do começo ao fim da emissão e aqui optava-se até por algo que poucos faziam, a passagem de discos na sua íntegra. Rapidamente começaram a surgir as vozes que iam marcar a estação, que era basicamente uma rádio de Música e Notícias, com programas de autor apenas à noite ou nos fins de semana.


O melhor da rádio aconteceu no período entre 1987 e 1991, entre 92-93 a estação perdeu um pouco a sua identidade e começou a querer colar-se muito, ou até mesmo rivalizar, com a TSF. Em 1993 o projecto chegou ao fim e houve uma fusão com a Rádio Comercial ficando esta como a única estação legal.

Lembro-me de gostar bastante do programa de entrevistas de Pedro Rolo Duarte, e do programa "Silêncios de Ouro" que passava discos completos do começo ao fim, sem unir as músicas e deixando até as "Brancas" entre cada música no programa. Era algo fantástico poder escutar, ou gravar, um disco completo desta forma, muito bom mesmo. Outros programas de sucesso incluíam aqueles que promoviam a Música Jazz (como o Até Jazz), o Baile de Finalistas que promovia as músicas dos anos 50 e 60, ou o programa da Manhã conduzido por Mário Fernando.



domingo, 6 de outubro de 2013

... do Topo Gigio

domingo, outubro 06, 2013 0
... do Topo Gigio

Hoje fala-se de uma personagem que marcou várias gerações em todo o mundo, que marca presença na TV desde a década de 60 tornando-se uma personagem muito querida tanto em Portugal como no Brasil. Topo Gigio foi mais que uma figura de merchandising, foi uma personagem que roeu o caminho até ao nosso coração e nunca mais saiu de lá.

Topo Gigio foi uma criação de Maria Perego, uma Italiana sonhadora que criou em 1969 um rato que veio rivalizar em popularidade com outros ratos famosos, tanto em Itália como em muitos Países por esse mundo fora provando que as crianças gostavam mais de ratos do que os adultos. Começou a ser exportado logo após a sua criação, e o Brasil foi um dos primeiros a colocar este pequeno rato de olhar meigo e traquinas na Televisão num programa de sucesso com o actor Agildo Ribeiro. Nos anos 60 uma verdadeira febre afectou o País com tudo a querer ver as conversas do rato com o apresentador e as lojas foram inundadas por uma maré de merchandising.

Por cá ele só chegou na década de 80, num programa do pianista Rui Guedes, que adoptava o mesmo estilo de se colocar a conversar com este pequeno rato que tinha a voz de António Semedo. Mas o público Português já conhecia a personagem, apenas não com tanta regularidade ou destaque, mas ele era presença assídua no programa Sequim d'Ouro sendo co-apresentador ou apenas aparecer como convidado nesse programa.

Agildo Ribeiro e Topo Gigio
A RTP apostou bem na dupla Rui Guedes e o Rato Gigio (sim porque Topo é rato), marcando presença nos finais de tarde de Domingo de 1981, mantendo conversas animadas sempre temperadas com muita música da autoria de Guedes e de um grande nome da Música Nacional, o de José Cid. Muitas dessas músicas eram editadas depois em single, umas com sucesso, outras nem por isso mas sempre muito conhecidas do público Infantil, e mais ainda quando se decidiu que o Rato iria também cantar uma música para crianças Portuguesas irem para a cama.

Também tivemos direito a muito merchandising, e era uma daquelas figuras televisivas que agradava a todos, os Avós achavam piada ao pequeno animal, os mais novos vibravam com aquela personagem e os Pais achavam que até transmitia bons valores à criançada. Curiosamente em alguns Países isso foi caso de protesto, existiam pessoas que diziam que o rato apenas apelava ao lado bom da criança, deixando de lado a maldade necessária para o equilíbrio emocional e necessário ao crescimento da criança.

No Brasil já andava arredado da Televisão, mas existiram três tentativas de recuperar a personagem, com a TV Bandeirantes a colocar programas no ar em 1980, 83 e 87, mas longe do sucesso que teve nos anos 70 apesar de continuar a ser uma personagem querida pela criançada.


Cá continuou a marcar presença no Sequim d'Ouro mas deixou de ser uma presença regular na nossa TV, apesar de continuar na memória e corações de todos os que o viram e continuar a ser uma das figuras mais famosas que todos se lembram mal a vêem. Provavelmente ninguém mais apostou nesta personagem por causa dos valores altos cobrados pelos detentores dos seus direitos, a mesma razão que desaparece dos ecrãs mesmo em outros Países com maior poderio económico que Portugal. Uma curiosidade em vários Países era o facto do boneco apelar sempre a que as crianças não se esquecessem de rezar, chegava a incluir em muitas das suas músicas a necessidade de Orações, mais uma prova da boa influência que tentava ter nos mais novos.

Cadernos do Topo Gigio

Só voltou a aparecer regularmente por cá nos anos 90, quando Ediberto Lima abriu os cordões à bolsa e apostou nesta figura nostálgica para fazer companhia ao João Baião no Big Show Sic. A criança dessa década abraçou o ratinho com a mesma paixão dos da década transacta e levou o canal a apostar inclusive no desenho animado produzido em 1988 pela Nippon Animation e que era ainda inédito no nosso País.

Tem andado sumido dos ecrãs, mas nunca será esquecido por todos aqueles que cresceram entre as décadas de 60 e 90, muitos de nós ainda guardam os bonecos e peluches que receberam nessa altura de uma personagem que adorávamos ver no pequeno ecrã. Eu particularmente adorava a voz do António Semedo, achava que dava a personalidade certa ao ratinho e contribuiu em muito para o sucesso desta em Portugal.








quinta-feira, 3 de outubro de 2013

... do Capri Sonne

quinta-feira, outubro 03, 2013 0
... do Capri Sonne
Eu sei que a bebida ainda existe, mas aqui recordo de uma altura em que era um produto essencial para o nosso lanche, uma das nossas bebidas preferidas e que ansiávamos por beber, o Capri-Sonne foi uma das marcas mais importantes nos anos 80 e 90.

A marca em si existe desde a década de 60 (produzida originalmente na Alemanha), mas só chegou em força ao nosso País nos anos 80 e tornou-se uma febre entre os mais novos. Era a bebida de eleição quando se ia para a praia, sabia bem agarrar numa embalagem fresquinha e espetar lá a palhinha para degustarmos deste sumo que os mais velhos por norma odiavam. Nunca conheci um adulto que gostasse do Capri-Sonne com sabor a Laranja, apesar de ser um dos preferidos entre os mais novos.

Mas os adultos parecia não perceberem bem a magia deste sumo, a prova estava nas mães que insistiam em abrir a embalagem e verter o conteúdo para um copo. Era a maior das heresias, parecia que modificava por completo o sabor do sumo, que só o conseguíamos beber dentro daquela embalagem toda futurista (para nós) e engraçada.

O gosto a Maçã era outro dos preferidos pelo pessoal, e era uma presença indispensável nos lanches depois de uma jogatana de futebol. Existiram muitos sumos nos anos 80, mas este foi sem sombra de dúvidas um dos mais importantes.










quarta-feira, 2 de outubro de 2013

... do Conan, o Rapaz do Futuro

quarta-feira, outubro 02, 2013 0
... do Conan, o Rapaz do Futuro

Hoje fala-se de mais uma das obras míticas dos anos 80, um anime de enorme sucesso no nosso País e que faz parte do imaginário de muitos que cresceram nessa década, o Conan, o Rapaz do futuro. Confesso que não era dos meus favoritos e que nem segui muito dos episódios, mas não podia deixar de o mencionar pela importância que teve em muitos dos meus amigos e na TV por cá.

Conan, o Rapaz do Futuro foi uma criação de Hayao Miyazaki (o realizador da viagem de Chihiro), que no final da década de 70 idealizou a história (baseada no livro de Alexandre Key "the Incredible Tide") que foi então produzida pela Nippon Animation e transmitida pela RTP pela primeira vez em 1983, na sua versão original com legendas em Português, sendo repetida mais umas vezes ao longo dos anos 80. Mais tarde foi transmitida pela SIC numa versão dobrada em Português, que passou um pouco ao lado do público infantil Português.

O conceito da série abordava algo que nos assustava um pouco, a ideia de uma Terceira Guerra Mundial e esta então mostrava como a Terra podia ficar com a humanidade reduzida e quase à beira da extinção. Muitos tentaram fugir para o Espaço, isto porque era quase impossível viver no nosso Planeta, com este afectado por mudanças no seu eixo que fizeram com que os Continentes desaparecessem e fossem engolidos pelo Mar. Quando regressam, verificam que existem apenas pequenas ilhas, como aquela onde acabam por viver Conan e o seu Avô. Muita aventura acontecia nos episódios, mas confesso que me recordo pouco do que realmente acontecia neles, não era mesmo da minha preferência.

Alguém seguia isto?












terça-feira, 1 de outubro de 2013

... do Hit Parade

terça-feira, outubro 01, 2013 0
... do Hit Parade

O Hit Parade era uma das colectâneas mais aguardadas pelo pessoal nos anos 80, fosse em vinil ou k7, sabíamos que ali viriam os maiores êxitos de então e iríamos tocar aquilo do começo ao fim muitas vezes. Eram várias as compilações de sucesso, mas esta marcou muitos de nós e recordada com saudade.

Tive alguns Hit Parade mas na versão pobre, ou seja em k7, e realmente conseguia ter melhor qualidade do que as outras colectâneas nos anos 80, era uma selecção muito apurada e só volta e meia vinha um êxito de menor qualidade que atrapalhava a escuta do álbum.

Era editado pela Polygram (através da Polystar) e era quase sempre a compilação que ficava em 1º lugar à frente do "Jackpot" ou "Superdisco".Esse foi o caso do Hit Parade 87', um dos meus favoritos, apanhei o alinhamento no Viva80, eis:

Alinhamento
Disco 1
1 Los Lobos - La Bamba
2 Rick Astley - Never Gonna Give You Up
3 Suzanne Vega - Luka
4 Starship - Nothing's Gonna Stop Us Now
5 U2 - With or Without You
6 Carly Simon - It's Hard to Be Tender
7 Francesco Napoli - Balla Balla
8 Joanna - Um Sonho a Dois
9 Glenn Medeiros - Nothing's Gonna Change My Love for You
10 Afonsinhos do Condado - A Salsa das Amoreiras
Disco 2
1 Bon Jovi - Livin' on a Prayer
2 Xutos & Pontapés - N'América
3 Bryan Adams - Victim of Love
4 John Farnham - You're the Voice
5 Mler Ife Dada - Zuvi Zeva Novi
6 Whitney Houston - I Wanna Dance With Somebody
7 Communards - Tomorrow
8 Tom Kimmel - That's Freedom
9 Black - Wonderful Life
10 Anamar - Canção do Mar

Ficou em 1º e adorava a mistura de músicas Portuguesas e Brasileiras em conjunto com os grande êxitos Internacionais. Ouvia muitas vezes em repeat o Bon Jovi, John Farnham, Mler Ife Dada e os Los Lobos. Curiosamente gostava muito mais do 2º disco do que do primeiro. Não me recordo se foi assim em todos os Hit Parade, mas sei que ouvia sempre mais um do que outro apesar de gostar quase sempre dos dois.

Eram k7's que tinha que gravar porque já sabia que podia rebentar a fita de tanto as tocar e é das que recordo com mais saudades até a altura que as substituí pelas compilações do Fifo Dido nos anos 90.