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Antes das consolas e dos computadores pessoais, eram os microcomputadores da Sinclair que faziam sucesso, O ZX Spectrum era desejado por toda uma geração de adolescentes nos anos 80 e marcou uma época, sendo recordado até hoje quer no Brasil quer em Portugal.

Sir Clives Sinclair nasceu a 30 de Julho de 1940, e depois de passar a década de 60 e 70 de roda de amplificadores, rádios e calculadoras, decidiu começar a produzir microcomputadores que fossem acessíveis a todos e foi assim que o ZX Spectrum começou a sua caminhada para dominar a década de 80. Em Portugal foram distribuídos pela Triudus e pela Landry (que incluía manuais em Português e tudo) enquanto que no Brasil era a Microdigital que produzia um clone deste microcomputador e o vendia com algum sucesso.

Depois do ZX80 e ZX81, Sinclair decidiu batizar o novo modelo de ZX Spectrum já que este permitia a leitura a cores e não só a preto e branco como os modelos anteriores. Foi assim que em Abril de 1982 saíram os modelos 16k e 48k, que continuavam a poder-se ligar à Televisão mas desta vez conseguiam apresentar uns gráficos coloridos, O modo de texto do Spectrum era constituído por 24 linhas de 32 caracteres, que equivalia a uma resolução gráfica de 256 pixéis na horizontal e por 192 pixéis na vertical. O Spectrum podia produzir 15 cores, 8 cores de base, numeradas de 0 a 7. Preto (0), Azul (1), Vermelho (2), Magenta (3), Verde (4), Cyan (5), Amarelo (6) Branco (7).



Para além disto era necessário um teclado de 40 teclas, que rapidamente todos se adaptaram e usavam para jogar no computador ligado à nossa Televisão. A dada altura eram poucos os que não tinham uma versão do ZX Spectrum lá em casa, a facilidade de arranjar jogos era estonteante, uma simples k7 áudio servia para o efeito e no recreio da escola eram comum ver vários rapazes a trocarem jogos entre sim ou a gravarem jogos uns para os outros.

Numa época que a pirataria era Rainha, era também fácil de encontrar em qualquer galeria comercial uma loja onde se vendiam jogos piratas, eram copiados na hora e era só darmos uma volta e pagarmos depois ao senhor pelo facto de ter gravado para uma k7 o jogo que queríamos. Por vezes até tínhamos uma lista impressa na parede (no próprio Spectrum claro), para sabermos o que podia ser adquirido e o seu preço.

As capas dos jogos eram sempre bastante interessantes, mais do que os jogos muitas vezes que padeciam do som monótono e irritante e uns gráficos fracos que mesmo assim eram suficientes para nos viciar e prender ao ecrã. Outra coisa típica deste aparelho era o tempo que demorava a carregar/ler os seus jogos, com um barulho ensurdecedor e que em algumas ocasiões nos fazia perder a paciência devido ao tempo que demorava para iniciar o jogo.

Mesmo assim não há ninguém hoje em dia que não recorde com saudade este aparelho.






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