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Existem personagens intemporais, que atravessam gerações e conseguem atingir da mesma forma Avós, Pais e Filhos, e o Popeye é um belo exemplo disso. Este marinheiro esteve presente nas nossas vidas nas mais variadas formas, BD, Tiras de jornal ou desenho animado, todas elas ajudaram-nos a desenvolver um amor por este herói e até uma vontade de comer Espinafres para ver se ficávamos como ele.

Popeye foi criado por E.C. Segar em 1929, com tiras de sucesso que foram mais tarde (em 1933) adaptadas para o pequeno ecrã nuns desenhos animados criados pelos irmãos Max e Dave Felischer. As aventuras dele consistem em tentar agradar a sua amada Olívia Palito e por vezes disputar a atenção dela do seu rival brutamontes, que chamava-se curiosamente Brutus.

Eu odiava a personagem da Olívia Palito, para além de a achar feia demais para que dois homens lutassem por ela, irritava-me solenemente aqueles gritos e espasmos de braços dela a gritar por socorro e a chatear constantemente o meu herói Popeye. O engraçado na personagem é que fugia daquele padrão de beleza e feitio típico dos grande heróis, ele era feio, velho, e não tinha problemas em dizer palavrões ou até a tomar atitudes menos correctas se não tiver com muita paciência.

As tiras de jornais transmitiam isso também, que nos livros de banda desenhada era um pouco atenuado mas mantinha na mesma uma aura de anti-herói. Aí existiam também outros personagens que tinham mais destaque aqui do que nos desenhos animados, como um pequeno bebé, ou um amigo que adorava comer sem parar. A RTP transmitiu por diversas vezes na década de 80 animações do Popeye mas penso que foram mais as da King Feature e as do Famous Studio, na sua versão original e com legendas em Português, enquanto que no Brasil o herói fazia sucesso quer com a animação dos Irmãos Fleischer, quer com a outra dos famous Studios, que era de qualidade inferior mas que ajudou a personagem a ficar famosa com a constante transmissão pela SBT nos anos 80 e 90.

O herói era conhecido por ter muitas catchphrases, e estas foram traduzidas no Brasil, umas de forma fiel outras de forma a realçar a sua origem de Marinheiro e assim manter a mística da personagem. Existiram desenhos animados da King Feature e da Hanna-Barbera, ambos de qualidade inferior e que ajudaram infelizmente a que as pessoas tivessem uma pior imagem deste herói que tão bem retratado foi naqueles primeiros desenhos animados que eram produzidos para serem transmitidos nas salas de cinema nos Estados Unidos.

Existiram diversas animações, e até um filme de imagem real com um Robin Williams a tentar salvar aquele que foi um filme bastante difícil de se ver. Por isso a personagem continua aí viva, com animações em 3d tentando assim conquistar as novas gerações como já conquistou tantas outras noutros tempos.











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