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O Fantasma é daquelas personagens intemporais, esteve presente em inúmeras gerações e continuará a encantar outras tantas quer seja no papel, quer seja na Televisão ou até mesmo no cinema. No meu caso vi-o pela primeira vez em revistas aos quadradinhos, depois nos desenhos animados e logo depois no jornal, conhecendo 3 universos distintos deste herói que existe há mais de 75 anos.

Começou a ser publicada em tiras de jornais a 17 de Fevereiro de 1936, estando em publicação até 2006, prova da longevidade da personagem. Lee Falk foi o criador e o autor dessas histórias (ele que também era o criador de Mandrake, o Mágico), enquanto que a arte ficava a cargo de Phil Davis, mostrando assim as aventuras do primeiro super-herói em uniforme, passando rapidamente a ser publicado também em revistas de Banda Desenhada, primeiro com a republicação das tiras de jornais, e depois com histórias completas e originais.

Eu tive algumas dessas revistas, as publicadas pela RGE, e não eram poucas, existiam as mensais, os Almanaques, as edições especiais, tudo mostrando as aventuras do herói de uniforme vermelho.. ou Roxo, já que o vi com ambas as cores e não sabia qual seria a verdadeira.

Mais tarde percebi que era a Roxa, e que a Vermelha era a utilizada em alguns Países, como o Brasil onde o herói era muito popular e foi publicado por várias décadas, com destaque para as revistas da Rio Gráfica Editora.

O constante uso de uma caveira tornava a personagem apetecível para os mais novos, o uniforme tinha uma caveira na fivela de um cinto, o herói usava um anel como caveira e vivia numa caverna em forma de Caveira. Isto tudo em conjunto com as duas pistolas que ele utilizava e a sua atitude aguerrida e corajosa, fazia com que fosse fácil gostar deste herói.

O Fantasma não tem poderes, apenas uma força acima da média e uma grande agilidade física, e assim como outras personagens no futuro (como o Batman) vive do receio que provoca nas pessoas, do misticismo em torno da sua identidade. Ele é conhecido como o Espírito-que-caminha, por causa de ser visto por várias gerações de tribos que acham que ele é sempre a mesma pessoa, e não sabem que se trata de várias gerações de combatentes ao crime.

Lembro-me de ler também as tiras no correio da Manhã e não achar tanta piada como às revistas da RGE. Nos Estados Unidos foi sempre publicado por diversas editoras, ainda o é hoje em dia, e foi alvo de adaptações para a TV, quer em forma de desenho animado quer em séries ou filmes. Um dos que teve mais sucesso foi o dos Defensores da Terra, que mostrava o herói acompanhado por outras personagens conhecidas, algo que já falei aqui no blog e que ainda hoje é lembrado com saudade.

No Brasil a demanda pela personagem era tanto que a dada altura eram publicadas regularmente revistas que traziam histórias de todo o mundo, desde os Estados Unidos à Suécia, de Holanda à Dinamarca e até a ter algumas criadas no Brasil por artistas como Walmir Amaral. Foi publicado pela RGE e Editora Globo, mas também foi editado pela EBAL, Saber, L&PM, Livraria Civilização, Opera Graphica, Editora Activa (selo da Opera Graphica), Nova Sampa e Mythos Editora.

Teve um filme que ganhou estatuto de culto, diversas séries e interpretações da personagem (como uma num futuro distante) provaram a força deste herói, que ainda hoje apaixona muitos de nós que gostam de ler e coleccionar as suas revistas ou histórias.

















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