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Eu sempre gostei de ver telenovelas, quando era criança ia olhando para aquelas que a minha Mãe e Avó viam e ficava preso a uma ou outra, depois comecei a seguir elas regularmente mas comecei a ficar um pouco cansado das tramas de algumas delas, e a última Novela Brasileira que vi com algum interesse foi esta, A Próxima Vítima.

Foi a Novela das oito da Globo entre 13 de Março e 3 de Novembro de 1995, com 205 capítulos e com a assinatura do grande Sílvio Abreu, sendo emitida em Portugal pela SIC em horário nobre sendo uma das novelas de maior sucesso por cá nos anos 90. O fervor com que a novela foi seguida por cá foi tanto, que chegou a justificar a que fosse escrito um final diferente para a trama para o nosso País (e outros que a novela foi depois negociada), sendo diferente daquele que foi transmitido no Brasil.

Lima Duarte, José Wilker, Suzana Vieira e Tony Ramos eram alguns dos nomes fortes do elenco numa trama que apresentava uma série de assassinatos misteriosos, homossexualidade e drogas numa história intrigante que deixou todos presos e a tentar descobrir quem era o verdadeiro assassino. A única coisa comum entre as várias vítimas, era uma folha de Horóscopo Chinês, que adensava ainda mais o mistério para o telespectador e para o detective que investigava o caso.


O autor apostou ainda em várias polémicas, de uma forma inteligente e pouco habitual, como no núcleo negro de classe média alta que ajudou assim a mostrar se os problemas que por vezes existem no Brasil se devem à classe social ou à cor da pele. As relações entre pessoas com idades muito distantes uma da outra causaram também alguma polémica, assim como a vida de pecado da personagem de José Wilker, que era casado por interesse com uma pessoa mais velha que ele, mantinha um caso de anos (com 3 filhos e tudo) com a amante protagonizada por Suzana Vieira e tinha ainda um caso tórrido com a jovem Claudia Ohana.

Aracy Balabanian foi mais uma vez o destaque de um núcleo da novela, o da Mansão Ferreto onde ela encarnava um Don Corleone de saias, que dominava os negócios da sua família e manipulava as pessoas para fazer o que ela pretendia. Cecil Thiré foi o assassino no Brasil, enquanto que por cá foi a personagem de Otávio Augusto a responsável pelas mortes ao longo da novela. Curiosamente quando as novelas foram repetidas no Brasil e em Portugal, inverteram os finais e ficámos então com o final que tinha acontecido no Brasil, e lá com o de Portugal.

Não fui completamente fã do final que deu por cá, o forjar a morte e depois suicidar-se não achei que fosse o melhor para acabar com a trama, mas precisava rever de novo para analisar melhor. Confesso que não cheguei a ver o fim do Brasil, mas pareceu-me mais lógico devido ao comportamento da personagem ao longo de toda a história.

Foi daquelas novelas que parou o País, a transmissão do último episódio foi um sucesso de audiências tanto cá como em outros Países como a Rússia ou a Venezuela, onde chegaram a parar mesmo o País, dando folga para as pessoas poderem ver como acabava e quem era o assassino.







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