Setembro 2013 - Ainda sou do tempo

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

... de comer bolos de aniversário com rosas e/ou relva decorativa

segunda-feira, setembro 30, 2013 0
... de comer bolos de aniversário com rosas e/ou relva decorativa


Uma das coisas que mais odeio é a moda actual de fazer bolos naquela pasta horrorosa de açúcar, só porque querem um bolo todo xpto e com um ar super artificial. Nos anos 80 lembro-me de haver bolos bem elaborados, quase todos xpto e serem bem saborosos na mesma, adorava os relacionados com futebol e aquela relva, assim como era um dos que pedia sempre a rosa do bolo.

Eram dos mais clássicos, bolo simples e com umas rosas "rijas" a decorar e que no final eram pedidas por muitos dos presentes na festinha, era sempre a mesma coisa. Por vezes nem era pelo sabor, que nem sempre era bom, era mesmo a coisa de ficar com aquele objecto tão bonito e que estava ali de forma imponente no bolo.

Outro grande clássico era o bolo para os rapazes, ambientado num campo de futebol e com uma doce e suave relva que todos gostavam de saborear. Era doce e bem agradável, impossível não comermos e ficarmos a querer um pouco mais..

Para além dos belos momentos da festa, o bolo tinha outro encanto nessa altura, uma pena que agora prefiram a artificialidade ao sabor e ao encanto.





sexta-feira, 27 de setembro de 2013

... do Ora Bolas Marina

sexta-feira, setembro 27, 2013 0
... do Ora Bolas Marina

A SIC no seu começo apostou em muitos artistas que nem sempre eram bem utilizados pela RTP, dando-lhes mais liberdade e programas em horário nobre e a actriz Marina Mota foi um dos artistas a beneficiar desta estação privada, sendo um dos rostos mais fortes do canal.

Mais conhecida por ser a mulher do conhecido actor Carlos Cunha, Marina Mota começava a ter algum destaque no começo da década de 90, chegando a ter uma série (de alguma qualidade) na RTP 1 com um tipo de humor mais "subtil" do que aquele que abraçaria na mudança para a SIC. Para além do Marido, a actriz rodeou-se de um grupo que a acompanhou em diversas aventuras televisivas, como a actriz Natalina José ou o actor Fernando Ferrão.

Houve sempre quem acusasse Mota de tentar ser uma Ivone Silva, e com este programa tinham todos os direitos a isso, já que até um sketch de "homenagem" ela tinha fazendo de bêbada como a saudosa actriz no Sabadabadu. Os restos dos sketchs tanto podiam ter alguma piada como rondar o brejeiro e abrir caminho a um estilo que seria seguido pela estação durante a década de 90, o super hiper Pimba. O exagero das gargalhadas enlatadas, os gritos de Marina Mota que mostrava ter ali pulmões que davam para apagar muitos bolos de aniversário tornaram-se imagem de marca do programa.

Não era completamente fã, adorava o genérico com a sua música cantada com sotaque alentejano e brincando com figuras geométricas, e achava piada ao nome do grupo "hard rock" Us-Batná-vó", mas eram raros os sketchs que me arrancavam uma gargalhada que não fosse um pouco forçada. Mesmo assim esteve três temporadas no ar, de 1993 a 1995, e foi substituído por outros programas do género da actriz.


vídeo









quinta-feira, 26 de setembro de 2013

... do Tabaco Português Suave

quinta-feira, setembro 26, 2013 0
... do Tabaco Português Suave


Hoje relembro aqui outra marca de tabaco muito popular nos anos 80 e 90, o Português Suave, que chegou inclusive a ter 3 produtos ao mesmo tempo no mercado tal era a procura e demanda por esta marca. Mais uma marca Portuguesa que dominou os hábitos dos fumadores Nacionais, mas que foi perdendo essa preferência para as marcas estrangeiras que inundaram o nosso País.

Foi mais uma produção da Tabaqueira, que comercializou esta marca em 1929 e a deteve até 1997, altura em que vendeu os direitos para a Philip Morris International que acabou de vez com a marca em 2011, passando a ter só no mercado a marca L&M. Antes disso já o tabaco teve que mudar de nome para ficar só Português, já que por lei não se podia ter associado a uma marca de tabaco palavras como "Suave" ou "Light" e afins, por isso a mudança era algo que esteve sempre associado a esta marca da Tabaqueira.



Foram os primeiros cigarros sem filtro aquando do seu lançamento, e foram também os últimos a sair de circulação em 2003 quando se passou a produzir apenas com filtro. Em 1980 apareceram os Long Size amarelos, e em 1999 existia a diferenciação entre a marca Vermelha e a marca Azul.

Ocupando o 6º lugar no ranking de vendas, as coisas começaram a ficar complicadas para esta marca e assim foi normal assistir o fim da mesma que há muito que deixara de merecer a preferência dos fumadores.






terça-feira, 24 de setembro de 2013

... do Fantasma

terça-feira, setembro 24, 2013 0
... do Fantasma

O Fantasma é daquelas personagens intemporais, esteve presente em inúmeras gerações e continuará a encantar outras tantas quer seja no papel, quer seja na Televisão ou até mesmo no cinema. No meu caso vi-o pela primeira vez em revistas aos quadradinhos, depois nos desenhos animados e logo depois no jornal, conhecendo 3 universos distintos deste herói que existe há mais de 75 anos.

Começou a ser publicada em tiras de jornais a 17 de Fevereiro de 1936, estando em publicação até 2006, prova da longevidade da personagem. Lee Falk foi o criador e o autor dessas histórias (ele que também era o criador de Mandrake, o Mágico), enquanto que a arte ficava a cargo de Phil Davis, mostrando assim as aventuras do primeiro super-herói em uniforme, passando rapidamente a ser publicado também em revistas de Banda Desenhada, primeiro com a republicação das tiras de jornais, e depois com histórias completas e originais.

Eu tive algumas dessas revistas, as publicadas pela RGE, e não eram poucas, existiam as mensais, os Almanaques, as edições especiais, tudo mostrando as aventuras do herói de uniforme vermelho.. ou Roxo, já que o vi com ambas as cores e não sabia qual seria a verdadeira.

Mais tarde percebi que era a Roxa, e que a Vermelha era a utilizada em alguns Países, como o Brasil onde o herói era muito popular e foi publicado por várias décadas, com destaque para as revistas da Rio Gráfica Editora.

O constante uso de uma caveira tornava a personagem apetecível para os mais novos, o uniforme tinha uma caveira na fivela de um cinto, o herói usava um anel como caveira e vivia numa caverna em forma de Caveira. Isto tudo em conjunto com as duas pistolas que ele utilizava e a sua atitude aguerrida e corajosa, fazia com que fosse fácil gostar deste herói.

O Fantasma não tem poderes, apenas uma força acima da média e uma grande agilidade física, e assim como outras personagens no futuro (como o Batman) vive do receio que provoca nas pessoas, do misticismo em torno da sua identidade. Ele é conhecido como o Espírito-que-caminha, por causa de ser visto por várias gerações de tribos que acham que ele é sempre a mesma pessoa, e não sabem que se trata de várias gerações de combatentes ao crime.

Lembro-me de ler também as tiras no correio da Manhã e não achar tanta piada como às revistas da RGE. Nos Estados Unidos foi sempre publicado por diversas editoras, ainda o é hoje em dia, e foi alvo de adaptações para a TV, quer em forma de desenho animado quer em séries ou filmes. Um dos que teve mais sucesso foi o dos Defensores da Terra, que mostrava o herói acompanhado por outras personagens conhecidas, algo que já falei aqui no blog e que ainda hoje é lembrado com saudade.

No Brasil a demanda pela personagem era tanto que a dada altura eram publicadas regularmente revistas que traziam histórias de todo o mundo, desde os Estados Unidos à Suécia, de Holanda à Dinamarca e até a ter algumas criadas no Brasil por artistas como Walmir Amaral. Foi publicado pela RGE e Editora Globo, mas também foi editado pela EBAL, Saber, L&PM, Livraria Civilização, Opera Graphica, Editora Activa (selo da Opera Graphica), Nova Sampa e Mythos Editora.

Teve um filme que ganhou estatuto de culto, diversas séries e interpretações da personagem (como uma num futuro distante) provaram a força deste herói, que ainda hoje apaixona muitos de nós que gostam de ler e coleccionar as suas revistas ou histórias.

















segunda-feira, 23 de setembro de 2013

... dos Fantasmas que brilham no escuro da Matutano

segunda-feira, setembro 23, 2013 0
... dos Fantasmas que brilham no escuro da Matutano

Já aqui falei por alto dos brindes que vinham nos pacotes da Matutano, mas ao encontrar esta foto hoje na net decidi falar em concreto de um dos meus favoritos (de longe), o dos fantasmas que brilhavam no escuro. Eu devorava pacotes só para tirar lá de dentro o brinde, e tive muitos repetidos mas nem me importava, eu queria sempre mais para colar um pouco por todo o lado.

Eram tipo uns autocolantes rijos, meio viscosos e completamente recortados, os desenhos eram simples mas muito engraçados, eram uns fantasmas em diversas poses e profissões como a de bombeiro ou médico, ou então como um índio ou um toureiro.

O meu local preferido para os colar era na minha cama, colava na cabeceira e colocava por vezes o candeeiro mesmo focado neles, depois apagava as luzes todas e ficava ali com aquele brilho meio esverdeado sobre mim. Adorava, sinceramente ainda hoje gostava de os ter e de fazer isto, não sei explicar o fascínio mas era mesmo algo que me apaixonava e fazia ficar ali simplesmente a olhar para eles e os admirar.

Mais tarde fizeram o mesmo género de brinde, mas com uns animais, não tinha o mesmo carisma e encanto e não achei muita piada, e foi daquelas colecções que tive muita pena de ver chegar ao fim. Dos meus brindes preferidos de sempre (junto com os TOU do Bollycao).












domingo, 22 de setembro de 2013

... do Chapi Chapo

domingo, setembro 22, 2013 0
... do Chapi Chapo

Houve desenhos animados na nossa infância que nos marcaram mais por serem surreais do que propriamente por gostarmos de os ver, e Chapi Chapo é um bom exemplo disso. Uma produção Europeia em Stop Motion que fez sucesso na sua primeira passagem nos anos 70 e na sua reposição na década de 80.

Criada por Italo Bettiol e Lonati Stephano em 1974, Chapi Chapo foi uma série Stop-Motion Francesa com 60 episódios produzidos pela Belokapi. A RTP transmitiu por cá no final da década de 70, com a curiosidade de ser ainda a Preto e Branco tornando ainda mais surreal aquilo tudo. Quando repetiu nos anos 80, já muitos de nós a conseguimos ver a cores, como no meu caso que dei uma ou outra olhada a isto mas mais por causa da magnífica música de François de Roubaix que me captava a atenção.

O conceito da série era simples, eram 2 miúdos que se viam em braços com alguns problemas e os quais resolviam sempre antes do final de cada episódio. Simples e directo, tudo colorido com um mundo abstracto cheio de figuras geométricas que tornavam aquilo tudo muito estranho.

Quem se lembra de ver isto?





sábado, 21 de setembro de 2013

... dos Mealheiros

sábado, setembro 21, 2013 0
... dos Mealheiros

O mealheiro era uma tradição já antiga, tentava-se ajudar a que os jovens aprendessem a poupar, a juntar o dinheiro em vez de o gastar logo na primeira ocasião para isso. Até à década de 80, muitos dos Mealheiros só se abriam um última instância, quando já estavam cheios ou quase cheios. Nos anos 80 já começaram a ser com uma abertura mais fácil e a perder o fascínio de outros tempos começando a cair um pouco em desuso nas décadas seguintes.

Era complicado o Mealheiro dos anos 80 ser igual aos das décadas anteriores, afinal estes foram os anos dourados para o consumismo e o capitalismo, éramos bombardeados com anúncios que nos faziam desejar tudo e mais alguma coisa, e não estávamos para esperar que o Porquinho ficasse cheio.

O Porquinho era o animal escolhido para os mealheiros, qual a razão para isso não sei, mas era um clássico e havia de todos os formatos, sendo o mais usado o Porquinho de Porcelana, aquele que se partia no final para podermos tirar o dinheiro lá de dentro (e comprar outro mealheiro, algo muito estúpido para mim). Eu tive um do género mas já com uma daquelas rodelas de abertura fácil por baixo, ou seja se eu quisesse abria-o e tirava lá de dentro as moedas que queria e voltava a fechar e a colocar mais lá dentro.



O banco Montepio foi um grande impulsionador dos Mealheiros em Portugal, desde sempre que oferece algo do género a quem abre contas por lá e nos anos 80 tinha um clássico que só se podia abrir no banco com uma chave própria. Mais seguro que isso era impossível, era o mealheiro que recebia mais notas que moedas, já que os nossos parentes sabiam que não iríamos tirar nada lá de dentro a não ser que alguém nos levasse ao banco.

Começaram também a aparecer mealheiros de metal, por norma num formato tipo lata e que ou se abriam por cima ou também não tinham nenhum tipo de abertura e tínhamos que os inutilizar para poder tirar o dinheiro lá de dentro. O meu pai costumava fazer um caseiro, com aquelas latas compridas do Whiskey, fazia uma ranhura de lado e selava a tampa. Colocava lá dentro só moedas de 100 e 200, para depois ter-se uma bela maquia quando se abrisse, mas o certo é que eu passava boas horas a sacudir a lata para que caíssem algumas moedas pela ranhura, e era bem sucedido.

Mais tarde até houve algo um pouco mais tecnológico, o Porta Moedas Multibanco, que não deixava de ser uma espécie de mealheiro. Uma pena ser um hábito que foi-se perdendo e está longe da popularidade que já teve e da importância que tinha na nossa educação económica.






sexta-feira, 20 de setembro de 2013

... da More Than Words dos Extreme

sexta-feira, setembro 20, 2013 0
... da More Than Words dos Extreme

Há sempre aquelas músicas que apesar de serem muito boas, acabamos por enjoar por estarem sempre a passar na rádio ou na TV, e a More Than Words dos Extreme é um bom exemplo disso. A música esteve em todas as colectâneas possíveis e imaginárias, tornou-se um clássico de algumas românticas e das rádios que a passavam a toda a hora, e por isso mesmo algumas pessoas já só conseguem ouvir a música com alguns meses de intervalo.

O álbum Extreme II: Pornograffitti saiu em 1990 e teve nesta música o seu maior sucesso, esteve nas posições cimeiras dos tops um pouco por todo o mundo e uma boa dose de airplay por parte das rádios Nacionais e Internacionais. A combinação perfeita entre a voz melodiosa de Gary Cherone com a guitarra acústica de Nuno Bettencourt fez com que esta balada ganhasse contornos épicos, uma letra simples onde se pedia à pessoa amada para mostrar o quanto ama alguém com mais que palavras, com actos, atitudes, situações que mostrassem o amor sentido, muito para além das simples palavras.

A balada fugia muito ao estilo da banda até então, um funk metal com uma harmonia e batida nunca vistas até então, Bettencourt estava numa rara forma e dedilhava com um fervor e paixão que muitos músicos aplaudiram e consideraram até muito complicado de imitar ou reproduzir. Isso ficou atestado com os vários prémios que a música e os artistas receberam, todos se renderam a esta combinação de voz e guitarra que tornaram uma balada imortal.

Nos Estados Unidos conseguiu o #1 lugar do Top 100 da Billboard e chegou ao Disco de Ouro com mais de 500 Mil discos vendidos em 1991, sendo que os 200 Mil discos vendidos no Reino Unido deram-lhes o Disco de Prata naquele País. Um sucesso à escala mundial e que eu ouvi muitas vezes no meu Hit Parade de 1991. Em Portugal a coisa tinha outro impacto pelo facto de o guitarrista ser Português, foi clássica uma entrevista dele com a t-shirt do Benfica o que deu um grande orgulho a alguns de nós.

Saying I love you 
Is not the words I want to hear from you 
It's not that I want you 
Not to say, but if you only knew 
How easy it would be to show me how you feel 
More than words is all you have to do to make it real 
Then you wouldn't have to say that you love me 
'Cause I'd already know 

What would you do if my heart was torn in two 
More than words to show you feel 
That your love for me is real 
What would you say if I took those words away 
Then you couldn't make things new 
Just by saying I love you 

More than words 

Now that I've tried to talk to you and make you understand 
All you have to do is close your eyes 
And just reach out your hands and touch me 
Hold me close don't ever let me go 
More than words is all I ever needed you to show 
Then you wouldn't have to say that you love me 
'Cause I'd already know 

What would you do if my heart was torn in two 
More than words to show you feel 
That your love for me is real 
What would you say if I took those words away 
Then you couldn't make things new 
Just by saying I love you 
















... do Claudio Taffarel

sexta-feira, setembro 20, 2013 0
... do Claudio Taffarel

O Brasil nunca teve muita sorte com os seus "goleiros", sempre se preocupou mais em produzir avançados que marcassem golo e brincassem com a bola, do que com quem defendia as redes da sua Baliza. Nos anos 90 mesmo assim houve um que se destacou, o Claudio Taffarel, que ajudou a selecção a chegar ao tão ansiado título Mundial que já lhes fugia há tanto tempo.

Claudio Andre Mergen Taffarel nasceu a 8 de Maio de 1966 em Santa Rosa no Brasil, no meio da pobreza de uma família de descendentes Italianos e Alemães que o fez sempre sonhar com um melhor futuro e numa carreira de sucesso como futebolista. A sua estreia profissional foi no Internacional, em 1985 e rapidamente começou a dar nas vistas sendo uma das grandes revelações do Brasileirão de 1986, acabando inclusive por ser convocado para a selecção do seu País.

Virou ídolo da torcida e um dos mais amados em todo o Brasil, e as suas exibições na baliza não passaram despercebidas aos grandes da Europa e no começo da década de 90 foi contratado pelo Parma de Itália. Algo que ainda tinha mais impacto na altura, já que havia um limite de estrangeiros a poder utilizar pelas equipas Europeias, que raramente queimavam uma vaga dessas na baliza e especialmente com um guarda redes do Brasil.

Venceu a copa de Itália e uma competição Europeia, sendo titular indiscutível tanto no clube como na Selecção. Devido aos problemas com as vagas, e aos problemas com as suas exibições (tanto defendia muito como sofria golos fáceis), foi emprestado ao Reggiana na temporada de 93/94 e aí voltou a brilhar a grande nível, tendo sido considerado o melhor goleiro do campeonato e garantindo a convocação para o Mundial nos Estados Unidos.

Aí ajudou o Brasil a conquistar o campeonato que há tanto lhes fugia, foi bastante sóbrio e deu uma segurança extra aos seus companheiros com essas exibições. Era conhecido por defender grandes penalidades, brilhou tanto nos seus clubes como na selecção a esse nível, e o conhecido narrado Galvão Bueno chegava a sublinhar isso nos seus relatos com um "Vai que é sua Taffarel!".

Foram 104 jogos pelo seu País, presença em 3 copas do Mundo que lhe garantiram um lugar no Hall of Fame da selecção Brasileira no Museu do Futebol. Em 1995 voltou ao seu País, sendo contratado pelo Atlético Mineiro num valor recorde que teve direito a trio elétrico e tudo no regresso do jogador ao seu País de origem. Foi o 4º goleiro com mais jogos no clube, 191 onde sofreu 203 golos e venceu 3 títulos importantes pelo seu clube.


Sempre muito querido pelos adeptos, voltou a sair para o Estrangeiro em 1998, mas não sem antes falar com a torcida e chegar inclusive a deixar uma carta publicada num jornal a explicar as suas razões. Aí brilhou a grande nível vencendo numa só época o campeonato Turco, a taça, a Taça Uefa frente ao Arsenal e a Supertaça Europeia frente ao Real Madrid. Defendeu grandes penalidades de muita importância e outras defesas importantes que ajudaram o clube a atingir o 2º lugar IFFHS.

Mais uma vez virou ídolo por completo da torcida, algo que dura até aos dias de hoje que até fez com que fosse contratado para ser o treinador de guarda redes do clube. Um jogador carismático, sempre muito querido pelos adeptos e que colmatava as suas falhas com defesas brilhantes e grandes perfomances nas defesas de grandes penalidades.

Eu gostava do jogador, lembro-me que por várias vezes foi falado que podia vir para o Sporting, algo que sempre acolhi com alegria e boa vontade. Nunca se concretizou e ele teve a carreira que teve tanto na Europa como no Brasil, provando que apesar de tudo era um guarda redes acima da média.








quinta-feira, 19 de setembro de 2013

... das Borrachas com cheiro

quinta-feira, setembro 19, 2013 0
... das Borrachas com cheiro

Nos anos 80 e 90 era comum encontrar uma menina com uma colecção de borrachas com um cheiro agradável, não serviam muito para a escola já que borravam mais do que limpavam, mas eram muito bonitas e cheiravam muito bem.

Para além do cheiro, estas borrachas vinham em vários formatos e nas mais diversas cores, podiam até vir com personagens conhecidas dos desenhos animados. Normalmente eram as meninas que tinham estes objectos, mas muito rapaz também gostava de as cheirar e coleccionar, apenas não admitia no recreio sob o risco de levar porrada com fartura.

Alguém aí coleccionou?











quarta-feira, 18 de setembro de 2013

... dos Kalkitos

quarta-feira, setembro 18, 2013 0
... dos Kalkitos

Muito gostávamos de usar papel e lápis na nossa infância, e adorávamos tudo o que despertasse a nossa imaginação e os Kalkitos preenchiam na perfeição esses dois requisitos. Podíamos recriar uma batalha épica ou apenas um acampamento de escuteiros, tudo era possível nas revistas Kalkitos, ou então colocávamos em cadernos ou no nosso quarto, ficava à nossa escolha.

Os Kalkitos foram um sucesso tanto no Brasil como em Portugal, eram editadas umas revistas próprias para colocarmos estes decalques divertidos, ou então podíamos comprar os pacotes vários que se vendiam um pouco por todas as bancas e papelarias do País. No Brasil já tinha havido coisas do género, mas foi quando a Gilette apostou neste mercado que a coisa arrebentou no final dos anos 70 e começo da década de 80.

Em Portugal foi também a Gilette a lançar as revistas onde podíamos decalcar e nos divertir, vinham no tamanho normal ou um gigante (normalmente com grandes paisagens) e podiam ir desde uma BD do Astérix ou Dom Pixote a uma batalha da Segunda Guerra Mundial ou um cenário em pleno espaço sideral.


Vinha com uma folha transparente, tipo papel vegetal, com as personagens e/ou objectos a serem decalcados, e para esse efeito tínhamos que usar algo pontiagudo, normalmente um lápis que se usava para provocar fricção na parte de trás da folha e assim darmos vida à paisagem e decidirmos como o cenário devia ficar.

Podíamos até adulterar por completo as coisas, colocar personagens de banda desenhada num cenário de guerra "real", ou colocar bombardeiros numa floresta paradisíaca. Kalkitos possuía diversos cenários, com os seguintes títulos: Gladiadores na Arena, O Porto, A Lâmpada de Aladim, Os Bombeiros, Alice no País das Maravilhas, Robin Hood, A Batalha da Inglaterra, Beduínos, Futebol, Motocross, Submarino Atômico, Os Animais do Polo, A Batalha na Floresta, Expedição Alpina, Ataque ao Castelo, Máscaras Italianas, A Cidade do Futuro, Asterix, Dom Pixote, Zé Colmeia, Os Kamikazes, O Cavalo Selvagem do Oeste, Esqui, Búfalo Bill, Batalha Espacial, Balé, Genghis Khan, A Tenda Vermelha, Popeye na Ilha, Pinóquio, David Crockett, Desfile de Modas, Exploração da Galáxia, entre outros.

Também houve o "Transfer" da Editora Abril, mas não teve o sucesso nem o carisma dos Kalkitos, que até ao final da década de 80 foram os líderes na preferência da criançada. Depois foram desaparecendo do mercado em ambos os Países, e hoje vivem apenas na memória de todos nós que nos divertimos a criar cenários fantásticos com a ajuda de pequenos decalques.









terça-feira, 17 de setembro de 2013

... de Brincadeiras de criança no quarto sem brinquedos

terça-feira, setembro 17, 2013 0
... de Brincadeiras de criança no quarto sem brinquedos

Ainda sou do tempo em que ir para o quarto sem brinquedos e sem televisão, não era necessariamente uma má coisa, a nossa imaginação trabalhava a todo o vapor e tratava de encontrar diversão em todos os cantos do quarto, desde o subir por uma porta à Homem-Aranha, ao saltar em cima da cama.

Toda a criança gosta de saltar em cima da cama, deve ser o ver-se mais alto do que o costume, o barulho das molas a darem de si a cada salto que damos, a sensação na barriga e o vento na cabeça de estarmos ali aos saltos sem parar e a ver o nosso quarto de outra perspectiva. Sem sombra de dúvidas uma das nossas brincadeiras preferidas, de todo o sempre.

Logicamente uma que significava quase sempre uma boa chinelada e um castigo certo, afinal isso estava a dar cabo do nosso colchão, apesar de para nós isso não ser motivo para pararmos de fazer isso. Outra brincadeira comum também se passava em cima do colchão, por norma por baixo dos cobertores e fazendo-se uma espécie de "caverna" ou "forte" e imaginarmos que estávamos numa qualquer situação emocionante e não simplesmente por baixo de um lençol.

Uma das mais emocionantes era a que nos fazia tentar subir pela nossa porta do quarto, esticávamos bem os braços e as pernas e tentávamos subir pelas duas "paredes" opostas da entrada para o nosso quarto. Parecíamos o Homem-Aranha e ficávamos ali todos orgulhosos, apesar de por vezes ser complicado descer dali sem a ajuda de alguém, algo que iria significar mais um castigo.

Nem falo da animação que podia ser se tivéssemos uma caixa vazia de cartão no nosso quarto, essa caixa podia virar facilmente um barco, uma nave espacial ou outra coisa qualquer na nossa imaginação. Sempre fomos forçados a imaginar muita coisa, e estes momentos no quarto, sem podermos brincar com mais nada eram mais um desses casos, e que por vezes podia significar na mesma em muita diversão.







segunda-feira, 16 de setembro de 2013

... da Próxima Vítima

segunda-feira, setembro 16, 2013 0
... da Próxima Vítima

Eu sempre gostei de ver telenovelas, quando era criança ia olhando para aquelas que a minha Mãe e Avó viam e ficava preso a uma ou outra, depois comecei a seguir elas regularmente mas comecei a ficar um pouco cansado das tramas de algumas delas, e a última Novela Brasileira que vi com algum interesse foi esta, A Próxima Vítima.

Foi a Novela das oito da Globo entre 13 de Março e 3 de Novembro de 1995, com 205 capítulos e com a assinatura do grande Sílvio Abreu, sendo emitida em Portugal pela SIC em horário nobre sendo uma das novelas de maior sucesso por cá nos anos 90. O fervor com que a novela foi seguida por cá foi tanto, que chegou a justificar a que fosse escrito um final diferente para a trama para o nosso País (e outros que a novela foi depois negociada), sendo diferente daquele que foi transmitido no Brasil.

Lima Duarte, José Wilker, Suzana Vieira e Tony Ramos eram alguns dos nomes fortes do elenco numa trama que apresentava uma série de assassinatos misteriosos, homossexualidade e drogas numa história intrigante que deixou todos presos e a tentar descobrir quem era o verdadeiro assassino. A única coisa comum entre as várias vítimas, era uma folha de Horóscopo Chinês, que adensava ainda mais o mistério para o telespectador e para o detective que investigava o caso.


O autor apostou ainda em várias polémicas, de uma forma inteligente e pouco habitual, como no núcleo negro de classe média alta que ajudou assim a mostrar se os problemas que por vezes existem no Brasil se devem à classe social ou à cor da pele. As relações entre pessoas com idades muito distantes uma da outra causaram também alguma polémica, assim como a vida de pecado da personagem de José Wilker, que era casado por interesse com uma pessoa mais velha que ele, mantinha um caso de anos (com 3 filhos e tudo) com a amante protagonizada por Suzana Vieira e tinha ainda um caso tórrido com a jovem Claudia Ohana.

Aracy Balabanian foi mais uma vez o destaque de um núcleo da novela, o da Mansão Ferreto onde ela encarnava um Don Corleone de saias, que dominava os negócios da sua família e manipulava as pessoas para fazer o que ela pretendia. Cecil Thiré foi o assassino no Brasil, enquanto que por cá foi a personagem de Otávio Augusto a responsável pelas mortes ao longo da novela. Curiosamente quando as novelas foram repetidas no Brasil e em Portugal, inverteram os finais e ficámos então com o final que tinha acontecido no Brasil, e lá com o de Portugal.

Não fui completamente fã do final que deu por cá, o forjar a morte e depois suicidar-se não achei que fosse o melhor para acabar com a trama, mas precisava rever de novo para analisar melhor. Confesso que não cheguei a ver o fim do Brasil, mas pareceu-me mais lógico devido ao comportamento da personagem ao longo de toda a história.

Foi daquelas novelas que parou o País, a transmissão do último episódio foi um sucesso de audiências tanto cá como em outros Países como a Rússia ou a Venezuela, onde chegaram a parar mesmo o País, dando folga para as pessoas poderem ver como acabava e quem era o assassino.







domingo, 15 de setembro de 2013

... dos Lápis de cor da Viarco

domingo, setembro 15, 2013 0
... dos Lápis de cor da Viarco

Nunca fui muito fã de pintar com lápis de cor, sempre preferi as canetas de feltro, mas havia trabalhos ou desenhos que pediam o cuidado que só o lápis podia dar, e no meu tempo de escola os Lápis da Viarco ainda eram os preferidos por muitos de nós.

Situada em São João da Madeira, Portugal, a fábrica da Viarco foi uma das maiores produtoras de Lápis de Cor que todos usávamos nas escolas primárias durante a década de 60,70 e 80. As caixas eram bem bonitas, com ilustrações diversas que iam desde simples meninos na brincadeira a animais bonitos e fofos ou até algo com um forte cunho Nacionalista.

As caixas que nos entregavam continham 6 lápis, que tínhamos que usar para colorir algo num livro, ou pintar um desenho que já tínhamos efectuado a lápis. Uma empresa Portuguesa de referência, única no País e que apesar das dificuldades que já passou continua a existir nos dias de hoje, com uma forte presença em eventos relacionados com as artes plásticas o que ajuda a que a empresa tenha um bom nome quer no nosso País quer um pouco por todo o mundo.

Não gostava da cor "esbatida" com que as coisas ficavam com lápis de cor, e o meu pouco jeito dava um ar ainda mais deslavado à coisa, o que não ajudava a que gostasse de usar este material. Ainda para mais, forçava-me a prestar atenção e a ter que usar o afia sempre que necessário, para aquilo estar bem afiado e pronto a usar.





... do Nigel Mansell

domingo, setembro 15, 2013 0
... do Nigel Mansell

Já falei aqui várias vezes da Fórmula 1 dos anos 80 e 90, mas é complicado não recordar estas temporadas como umas das mais emocionantes da história do desporto e cheias de personalidades marcantes. Para além das rivalidades constantes que animavam a pista e o público, tínhamos verdadeiros cavalheiros no circuito, pessoas que sabiam se comportar e um dos maiores exemplos disso era o Nigel Mansell.

Nigel Ernest James Mansell nasceu a 8 de Agosto de 1953, em Worcestershire, Inglaterra e teve uma carreira na Fórmula 1 que durou mais de 15 temporadas, e tornou-se o piloto Britânico mais bem sucedido de sempre na história deste desporto. Foram 31 vitórias (é o sexto piloto com mais vitórias no circuito), até 2011 deteve o recorde de mais pole positions numa só temporada e é uma presença constante nos top's de melhores pilotos de sempre.

Mansell não era um piloto que desse nas vistas como tantos outros da sua geração, não conduzia de forma espectacular nem era agressivo ou com grandes discursos na imprensa promovendo rivalidades que chegavam ao extremo. Mas na pista fazia o seu trabalho de forma competente, demorou o seu tempo para vencer campeonatos (foi dos pilotos que mais grandes prémios teve antes de conseguir uma vitória no campeonato) mas teve sempre uma carreira exemplar e uma rivalidade com Nelson Piquet que ajudou a animar as coisas.


Em 1980 foi-lhe oferecido um teste na Fórmula um pela Lotus, que passou com distinção e foi contratado pela equipa, onde ficou por 4 anos, conduzindo carros instáveis e onde consegui terminar as corridas apenas por 24 vezes (em 59 corridas), e ficando muitas vezes atrás do seu colega de equipa, Elio de Angelis. Apesar disso a boa relação que tinha com o dono da equipa, fazia com que tivesse um estatuto de piloto número um na mesma, algo que mudou quando Chapman faleceu e o ambiente na Lotus ficou tudo menos agradável para o piloto Britânico.

Não foi por isso de estranhar que em 1985 mudasse de equipa, e assinasse pela Williams onde ficaria como parceiro de Keke Rosberg (o campeão em 1982), que não aceitou muito bom a sua vinda para a Williams mas que rapidamente mudou de ideias e começou a dar-se bem com o piloto Britânico formando uma boa dupla na Fórmula Um. Na sua primeira época conseguiu 2 vitórias consecutivas, as primeiras na sua carreira e que em conjunto com os bons resultados que os motores Honda ajudavam a conseguir, ajudou-o a estabelecer uma reputação como um dos melhores do circuito.

Em 1986 teve com parceiro o campeão mundial Nelson Piquet, que começou os seus jogos mentais com Mansell e a tentar o perturbar e ficar sempre à sua frente. Isso levou a um campeonato emocionante, onde no final tanto Prost, Piquet ou Mansell podiam ser os campeões. A disputa dos 2 colegas de equipa continuou em 1987, onde Piquet conseguiu ser tri-campeão mundial num campeonato onde segundo o Brasileiro "foi a vitória da sorte sobre a estupidez" e que tinha sido também muito mais regular que o Britânico.


Com a perda dos motores Honda, os Williams começaram a perder a competência na pista e em 1989 o Britânico tornou-se o último piloto a ser escolhido pessoalmente por Enzo Ferrari (pouco antes da sua morte), que chegou-lhe a oferecer um Ferrari F40 de presente. Mansell conseguiu ser o primeiro piloto a vencer uma corrida na sua estreia pela Ferrari, e também o primeiro a vencer com um carro com mudanças semi-automáticas. A perfomance do piloto na Ferrari não foi má de todo, mas quando a equipa contratou Alain Prost as coisas mudaram de figura, e o Britânico começou a ser relegado para segundo piloto, algo que não lhe agradou nem um pouco e que o levou a regressar à Williams.

Esse regresso não foi pacífico, ele tinha uma lista de exigências que queria ver concretizadas, e uma delas era de ser sempre o número um da equipa de forma clara. Este regresso ajudou a Mansell consolidar a sua carreira, disputou de forma aguerrida algumas corridas com Senna, mas provando o seu cavalheirismo nunca entrou em grandes rivalidades e chegou a ter momentos de grande amizade, como a cena onde deixa Senna sentar-se no seu carro quando estava a dar a volta da vitória e assim dar boleia ao piloto Brasileiro que estava apeado.

1992 foi o ano de Mansell, conseguiu cinco vitórias consecutivas (recorde único que só foi batido por Schumacher em 2004) e 9 vitórias na temporada, conseguindo assim vencer um campeonato que disputou a dada altura com o piloto Brasileiro Ayrton Senna. Apesar disto tudo continuava com problemas na Williams, que fez com que o piloto se retirasse da fórmula 1 e experimentasse os carts da Indy, onde conseguiu ser campeão na sua época de estreia e tornou-se no único piloto a ter os dois títulos ao mesmo tempo.

Ele ainda voltou ao desporto maior do automóvel, e a sua experiência como campeão o tornou um alvo muito apetecível. Nunca mais teve perto de um campeonato e abandonou pouco depois o circuito, com os seus três vice campeonatos e um título de campeão na carteira para além de muitos recordes que demoraram anos para serem batidos. Nunca fui grande fã do piloto (nem o jogo de consola gostei), mas tinha grande respeito por ele e pelo que já tinha conseguido na fórmula um.











sábado, 14 de setembro de 2013

... do Comanchero

sábado, setembro 14, 2013 0
... do Comanchero

O Italo-Disco era grande nos anos 80, as suas músicas dominavam os tops de vendas em muitos Países, e Portugal não era excepção. A meio da década foi uma música chamada Comanchero que animou o pessoal e nos fez dançar ao ritmo de um pop electrónico animado e um teledisco fenomenal.

Os Raggio de Luna eram uma banda Italiana formada por Aldo Martinelli, Mandy Ligios (Comancero), Fabrizio Gatto e Simona Nanini. Souberam se lançar no mercado discográfico Internacional adoptando um nome mais fácil de perceber e decorar, o de Moon Ray.

Em 1984 lançaram a música que fez dançar toda a Europa, Portugal incluído, de seu nome Comanchero e que contava a história de uma Índia dessa nobre tribo. A música continha os ingredientes habituais do Italo-Disco, uma boa batida, electrónico quanto baste e refrões repetitivos ajudavam a conquistar as pistas de dança e os tops Nacionais.

Mais interessante ainda foi o videoclip da música, feita com os recursos da altura (muito provavelmente com um ZX Spectrum) e que apresentava cores garridas e gráficos estranhos enquanto que a imagem se focava numa jovem Índia que ia cantando e dançando a um ritmo quase frenético. Fez parte das compilações da altura, qualquer Hit Parade ou Polydor que se prezasse tinha Comanchero na sua hit list, e lembro-me de ter uma k7 com esta música e de muito vibrar ao ouvir ela.







quinta-feira, 12 de setembro de 2013

... do Popeye

quinta-feira, setembro 12, 2013 0
... do Popeye

Existem personagens intemporais, que atravessam gerações e conseguem atingir da mesma forma Avós, Pais e Filhos, e o Popeye é um belo exemplo disso. Este marinheiro esteve presente nas nossas vidas nas mais variadas formas, BD, Tiras de jornal ou desenho animado, todas elas ajudaram-nos a desenvolver um amor por este herói e até uma vontade de comer Espinafres para ver se ficávamos como ele.

Popeye foi criado por E.C. Segar em 1929, com tiras de sucesso que foram mais tarde (em 1933) adaptadas para o pequeno ecrã nuns desenhos animados criados pelos irmãos Max e Dave Felischer. As aventuras dele consistem em tentar agradar a sua amada Olívia Palito e por vezes disputar a atenção dela do seu rival brutamontes, que chamava-se curiosamente Brutus.

Eu odiava a personagem da Olívia Palito, para além de a achar feia demais para que dois homens lutassem por ela, irritava-me solenemente aqueles gritos e espasmos de braços dela a gritar por socorro e a chatear constantemente o meu herói Popeye. O engraçado na personagem é que fugia daquele padrão de beleza e feitio típico dos grande heróis, ele era feio, velho, e não tinha problemas em dizer palavrões ou até a tomar atitudes menos correctas se não tiver com muita paciência.

As tiras de jornais transmitiam isso também, que nos livros de banda desenhada era um pouco atenuado mas mantinha na mesma uma aura de anti-herói. Aí existiam também outros personagens que tinham mais destaque aqui do que nos desenhos animados, como um pequeno bebé, ou um amigo que adorava comer sem parar. A RTP transmitiu por diversas vezes na década de 80 animações do Popeye mas penso que foram mais as da King Feature e as do Famous Studio, na sua versão original e com legendas em Português, enquanto que no Brasil o herói fazia sucesso quer com a animação dos Irmãos Fleischer, quer com a outra dos famous Studios, que era de qualidade inferior mas que ajudou a personagem a ficar famosa com a constante transmissão pela SBT nos anos 80 e 90.

O herói era conhecido por ter muitas catchphrases, e estas foram traduzidas no Brasil, umas de forma fiel outras de forma a realçar a sua origem de Marinheiro e assim manter a mística da personagem. Existiram desenhos animados da King Feature e da Hanna-Barbera, ambos de qualidade inferior e que ajudaram infelizmente a que as pessoas tivessem uma pior imagem deste herói que tão bem retratado foi naqueles primeiros desenhos animados que eram produzidos para serem transmitidos nas salas de cinema nos Estados Unidos.

Existiram diversas animações, e até um filme de imagem real com um Robin Williams a tentar salvar aquele que foi um filme bastante difícil de se ver. Por isso a personagem continua aí viva, com animações em 3d tentando assim conquistar as novas gerações como já conquistou tantas outras noutros tempos.











quarta-feira, 11 de setembro de 2013

... da Bota Botilde e do Limão

quarta-feira, setembro 11, 2013 0
... da Bota Botilde e do Limão

Nos anos 80 ainda havia a preocupação de criarem brinquedos que fizessem com que as crianças se mexessem, e um dos mais famosos fazia com que andássemos aos saltos com algo agarrado ao nosso pé. Por cá existiram duas variações desse brinquedo, o Limão e a Bota Botilde.

O brinquedo do Limão era mais económico, e por isso mais popular, minhas primas tiveram um e era ver elas ali no quintal aos saltos com aquilo no pé, a tentar bater recordes pessoais. Outros tinham uma variação disto, que tinha a mítica mascote do programa "1,2,3" como adereço, a bela da Bota Botilde. O conceito e a função era a mesma, só mudava mesmo o adereço no final deste brinquedo.

Lembro-me também de existir algo que "cronometrava" as voltas que dávamos com aquilo no pé. Algo que estimulava os reflexos e melhorava a nossa condição física, que nos divertia apesar da sua simplicidade e o facto de podermos fazer aquilo com um sem número de objectos diferentes.







terça-feira, 10 de setembro de 2013

... das Lições do Tonecas

terça-feira, setembro 10, 2013 0
... das Lições do Tonecas


Foi um dos programas mais importantes da história da Rádio em Portugal e anos mais tarde também da Televisão, quando a RTP colocou no ar uma versão das Lições do Tonecas, que teve um enorme sucesso e marcou uma nova geração.

Luís Aleluia foi o actor que deu vida à personagem, que na rádio tinha sido de Henrique Samorano enquanto que o grande Morais e Castro encarnava o papel do professor que já tinha sido de Oliveira Cosme. Foi em 1934 que surgiu a primeira encarnação das Lições do Tonecas, no Rádio Clube Portugês com os textos de José Oliveira Cosme a divertirem uma geração que se reunia em torno do aparelho de rádio para se distrair um pouco.

A RTP decidiu transformar isto numa série em 1996, apostando num estúdio simples a fazer de sala de aula com um grupo de meninos e meninas sempre presentes a fazerem de conta que eram um grupo de alunos compinchas desse malandro que era o Menino Tonecas. Um menino que tinha rugas de fazer inveja a muito velho e era quase do mesmo tamanho do professor, e nem as roupas "juvenis" dele, quase sempre de calções com suspensórios, boné e camisas muito coloridas ajudavam à coisa. Tonecas chegava sempre atrasado, e tinha sempre uma boca pronta para o Professor e uma resposta sempre muito divertida de tão parva que era.

O divertida pode ser exagero, por vezes era algo muito forçado, mas a química entre Aleluia e Morais e Castro compensava isso e tornava a coisa mais engraçada ainda do que as gargalhadas enlatadas faziam crer. O programa teve muitos convidados especiais, desde actrizes conceituadas como Luísa Barbosa, a humoristas consagrados como Badaró, todos eles convidados pelo professor e que também acabavam por sofrer com a ingenuidade e à vontade do menino tonecas.

Isto teve no ar durante bastantes anos, e a dada altura havia de tudo um pouco relacionado com o programa desde cd's de música a t-shirts e material escolar.









segunda-feira, 9 de setembro de 2013

... do Quitoso

segunda-feira, setembro 09, 2013 0
... do Quitoso

Se havia algo que preocupava a criançada (e os Pais) na década de 80, era o de se apanhar piolhos e ser assim apelidado de "Piolhosa(o)". Por isso era normal que o Quitoso fosse um dos produtos mais procurados dos anos 80, e presença indispensável em casas com crianças em idade de andar na escola Primária.

O Quitoso vendia-se em qualquer farmácia de bairro, tinha anúncios em revistas e na Televisão e devem ser poucos os que se lembram de outro nome de outro produto para os piolhos, tal o sucesso do Quitoso. A dada altura até parecia fixe usar aquilo, os anúncios na Televisão vendiam isso de uma maneira que aposto que houve alguns meninos a pedir para comprarem Quitoso.

Não me lembro se tive que usar disto, provavelmente sim já que era comum as pragas de Piolhos de tempos a tempos, lembro-me de uma colega na primária que era alvo constante deste bicho e a Mãe colocava pó para as formigas e isso no cabelo. Não ajudava nada à coisa nem à fama da rapariga no recreio, coitada.

Acho que havia em pó e em champô, e muitos não devem guardar boas recordações deste produto que marcou os anos 80.







domingo, 8 de setembro de 2013

... do Blandiblub

domingo, setembro 08, 2013 0
... do Blandiblub

O Blandiblub foi daqueles brinquedos estranhos que mesmo assim apaixonou muitos de nós, um balde pequeno de plástico com uma mistela verde pegajosa com a qual brincávamos alegremente apesar de pouco dar para fazer com aquilo.

A Mattel criou este produto em 1976, com o nome original de Slime, que era uma mistela verde de produtos não tóxicos e que tornou-se um grande sucesso na década de 80. Goma era um dos produtos bases deste artigo, que servia basicamente para nós andarmos com aquilo na mão, a ver escorrer algo que parecia com um monte de ranho e que em pouco tempo começava a ficar sujo e pouco higiénico para brincar com aquilo.



Tudo se colava a ele, pêlos, pó, etc, tudo ia ficando naquela mistela verde e que depois já não dava para nada. Lá fora chegou a existir vários produtos como o slime, normalmente como acessório de outro brinquedo como o fantasma dos Caça Fantasmas ou um vilão dos Mestres do Universo.

Havia os que brilhavam no escuro, ou os que já vinham com coisas dentro, havia para todos os gostos mesmo. Ainda existe no mercado, embora longe do sucesso dos anos 80, onde a sua mistela verde e fria era desejada por muitos de nós.

Alguém brincou com isto?









... do Tabaco SG Ventil, Gigante, Filtro etc

domingo, setembro 08, 2013 0
... do Tabaco SG Ventil, Gigante, Filtro etc

O tabaco sempre fez parte da nossa vida, havia sempre um pai (ou pais) e tio fumador na família que víamos constantemente a fumar e que até nos pedia para ir comprar tabaco em algumas ocasiões. Nos anos 80 uma das marcas mais fortes era a Portuguesa SG, com vários maços a dominar o mercado na geração mais velha, já que a mais nova tinha tendência a ir para outras marcas.

A Tabaqueira começou a comercializar e produzir a marca SG em 1958, com o nome a ter origem na empresa que produzia originalmente estes cigarros, a Sociedade Geral (uma empresa que estava presente em vários ramos da economia Portuguesa). Na minha casa o meu Pai era fã do SG Gigante, por várias vezes tinha que lhe comprar um maço no café ou taberna do bairro, num tempo em que não me pediam a identificação porque sabiam que estava a comprar para o pai.



Ele era o típico fumador Português, emborcando cigarros em cadeia, uns atrás dos outros e era presença constante também no final de cada refeição. A minha Mãe era fumadora ocasional, por norma era o SG Filtro (ou então a outra marca do mercado, o Português Suave), a embalagem azul escura que contrastava com o vermelho forte do SG Gigante. Volta e meia via lá por casa a embalagem cinzenta do SG Ventil, mas penso que só era comprado quando não havia os outros disponíveis.

Nunca gostei do fumo, do cheiro ou do sabor de um cigarro, mas lembro-me de brincar com as embalagens vazias, em especial com aquele selo prateado que selava a embalagem. Achava algo tão institucional e "sério" e punha em papéis vários para fingir que eram documentos "sérios". 50 escudos por norma dava para comprar um maço pelo que me lembro, e foi variando os preços ao longo da década mas nunca fugindo muito disto. Também me lembro de por vezes ver isqueiros com esta marca em grande destaque.

Alguém fumou desta marca?







sexta-feira, 6 de setembro de 2013

... do Sandokan

sexta-feira, setembro 06, 2013 0
... do Sandokan


Havia séries que se tornavam tão populares que davam origem a brincadeiras no recreio da escola, e Sandokan é uma dessas séries. A história do Pirata charmoso e aventureiro agradava ao público feminino mais velho, e apelava também ao público masculino mais novo, que via ali um exemplo a seguir e uma boa ideia para brincadeiras de recreio.

Sandokan era baseado nos livros de Emílio Salgari, conseguindo captar o espírito dos livros e levando assim as aventuras do Tigre da Malásia para o pequeno ecrã. Kabir Bedi foi o actor que deu vida ao pirata, o actor Indiano foi escolhido pela RAI para estrelar a mini-série que estavam a produzir para as estações de Televisão de toda a Europa. A série teve 6 episódios, produzidos em 1976 e transmitidos pela RTP por diversas ocasiões na década de 70 (ainda a preto e branco) e na de 80 (a P&B e a Cores também), na sua versão original e com legendas em Português.

A série foi gravada em localidades de extrema beleza na Malásia e no Bornéu (como eram descritos nos livros), e mostravam as aventuras de Sandokan, um membro da realeza que vítima de uma traição vê-se fora do seu trono, e vira então um pirata aventureiro que todos temiam. Foi mais uma daquelas séries com um genérico fenomenal, que marcou todos os que a viram e que ainda hoje a sabem cantar mal ouvem os primeiros acordes.

Para além de tudo isto foi editada uma caderneta (com 300 fotogramas da série), que ajudou a popularizar ainda mais a personagem junto dos mais novos que para além de quererem brincar como se fossem este temível Pirata, sabiam também cantarolar uma cantilena infantil a brincar com o Sandokan e o facto de não usar cuecas nem sutiã.










quarta-feira, 4 de setembro de 2013

... do filme A Mosca

quarta-feira, setembro 04, 2013 0
... do filme A Mosca

"Be afraid.. be very afraid!" era a frase que podíamos ver na capa da k7 de VHS do filme A Mosca, um clássico de terror que muitos de nós só viram na TV ou em VHS, já que não tínhamos idade para ir ver ao cinema quando estreou por cá em 1987. Uma frase que caía muito bem no espírito do filme, que nos assustou verdadeiramente e nos marcou para sempre em relação à tecnologia do teletransporte.

O filme é realizado e co-escrito por David Cronenberg, tendo Jeff Goldblum e Geena Davis nos seus principais papéis e um dos maiores sucessos da Fox em 1986. A história é vagamente baseada num filme de terror de 1958, mas que foi reescrita várias vezes, primeiro por Charles Pogue e depois quando Cronenberg entrou a bordo para dirigir o filme. O cineasta exigiu que deixasse a sua marca no argumento, mas foi humilde o suficiente para dar crédito a Pogue na mesma, já que deixou alguma das suas ideias lá e sem outras não chegaria onde chegou.

O filme é bastante interessante e tem uma interpretação muito forte por parte de Goldblum, um cientista que tenta impressionar uma jornalista (Geena Davis que na altura era namorada dele na vida real) mostrando a sua mais recente invenção, 2 máquinas que lhe permitiam tele transportar algo de um lado para o outro. Só havia um pequeno problema, não conseguia fazer esse processo com algo que tivesse carne no seu organismo, provando isso com pedaços de carne e mais tarde com um babuíno que serviu como teste quando Goldblum pensava ter já solucionado o problema.

Mais tarde decide testar ele próprio o aparelho, mas algo corre horrivelmente mal quando uma simples mosca entra no dispositivo, há algo que funde o adn dos 2 seres e faz com que o cientista vá-se tornando lentamente numa verdadeira mosca.

A maquilhagem tratou de tornar isto num processo verdadeiramente grotesco e que no decorrer do filme nos enoja e nos assusta de uma forma muito intensa. A coisa é feita gradualmente, mostra primeiro uma melhoria física e psicológica na personagem, e uma forte vontade de comer grandes quantidades de açúcar a toda a hora.

Goldblum estava com um físico intenso na altura, imponente e que ajudou a olharmos para esta transformação de uma forma mais séria, e a percebermos melhor as mudanças e como aquilo foi denegrindo a sua condição física.

Deu origem a sequela que não teve nem a mesma qualidade nem o mesmo impacto, mas este continua sem sombra de dúvidas com um dos filmes que mais nos marcou e que certamente gravámos quando deu numa Última sessão ou num Pela Noite dentro.






terça-feira, 3 de setembro de 2013

... dos Cigarros de Chocolate

terça-feira, setembro 03, 2013 0
... dos Cigarros de Chocolate

Ah o tempo do politicamente incorrecto, onde era possível colocar uma criança a fingir que fuma num pacote de cigarrinhos de chocolate, enquanto que agora só se pode ver crianças a fumar mesmo o cigarro de nicotina e esta guloseima foi lançada ao esquecimento.

Nos anos 70 ainda era considerado chique fumar, dava um certo glamour e era ver os homens um pouco por todo o Mundo (Portugal e Brasil não foram excepção) a fumar em cadeia. Então ninguém levou a mal quando alguém se lembrou de colocar no mercado uns cigarrinhos de chocolate de leite, para qualquer criança poder imitar o seu pai (e quem não gostava de fazer isso?) mas em vez de colocar um cigarro na boca, podia então "deliciar-se" (entre aspas porque o chocolate era mau, não era nada de especial mesmo) com este pedaço de chocolate enrolado e fingir que fumava.

No Inverno lembro-me de tudo fingir que soprava o fumo deste "tabaco", usando a condensação do hálito que o ar frio permitia e ainda fazia-nos ter mais pinta com esse look. Era comum ficar-mos com este cigarro na boca quase até o chocolate derreter, só para o estilo e só depois é que comíamos. A marca PAN foi uma das mais populares, com as suas embalagens com um menino negro e outro branco a darem um ar de fumantes e a entusiasmarem-nos a parecer algo que só nos poderia fazer mal.

Curiosamente nem todos os que andavam com isto viravam fumadores, provando por isso que o politicamente incorrecto dos anos 70 e 80 não era assim tão descabido, dependia um pouco da educação e do bom senso incutido em nós pelos nossos progenitores.







segunda-feira, 2 de setembro de 2013

... do ZX Spectrum

segunda-feira, setembro 02, 2013 0
... do ZX Spectrum


Antes das consolas e dos computadores pessoais, eram os microcomputadores da Sinclair que faziam sucesso, O ZX Spectrum era desejado por toda uma geração de adolescentes nos anos 80 e marcou uma época, sendo recordado até hoje quer no Brasil quer em Portugal.

Sir Clives Sinclair nasceu a 30 de Julho de 1940, e depois de passar a década de 60 e 70 de roda de amplificadores, rádios e calculadoras, decidiu começar a produzir microcomputadores que fossem acessíveis a todos e foi assim que o ZX Spectrum começou a sua caminhada para dominar a década de 80. Em Portugal foram distribuídos pela Triudus e pela Landry (que incluía manuais em Português e tudo) enquanto que no Brasil era a Microdigital que produzia um clone deste microcomputador e o vendia com algum sucesso.

Depois do ZX80 e ZX81, Sinclair decidiu batizar o novo modelo de ZX Spectrum já que este permitia a leitura a cores e não só a preto e branco como os modelos anteriores. Foi assim que em Abril de 1982 saíram os modelos 16k e 48k, que continuavam a poder-se ligar à Televisão mas desta vez conseguiam apresentar uns gráficos coloridos, O modo de texto do Spectrum era constituído por 24 linhas de 32 caracteres, que equivalia a uma resolução gráfica de 256 pixéis na horizontal e por 192 pixéis na vertical. O Spectrum podia produzir 15 cores, 8 cores de base, numeradas de 0 a 7. Preto (0), Azul (1), Vermelho (2), Magenta (3), Verde (4), Cyan (5), Amarelo (6) Branco (7).



Para além disto era necessário um teclado de 40 teclas, que rapidamente todos se adaptaram e usavam para jogar no computador ligado à nossa Televisão. A dada altura eram poucos os que não tinham uma versão do ZX Spectrum lá em casa, a facilidade de arranjar jogos era estonteante, uma simples k7 áudio servia para o efeito e no recreio da escola eram comum ver vários rapazes a trocarem jogos entre sim ou a gravarem jogos uns para os outros.

Numa época que a pirataria era Rainha, era também fácil de encontrar em qualquer galeria comercial uma loja onde se vendiam jogos piratas, eram copiados na hora e era só darmos uma volta e pagarmos depois ao senhor pelo facto de ter gravado para uma k7 o jogo que queríamos. Por vezes até tínhamos uma lista impressa na parede (no próprio Spectrum claro), para sabermos o que podia ser adquirido e o seu preço.

As capas dos jogos eram sempre bastante interessantes, mais do que os jogos muitas vezes que padeciam do som monótono e irritante e uns gráficos fracos que mesmo assim eram suficientes para nos viciar e prender ao ecrã. Outra coisa típica deste aparelho era o tempo que demorava a carregar/ler os seus jogos, com um barulho ensurdecedor e que em algumas ocasiões nos fazia perder a paciência devido ao tempo que demorava para iniciar o jogo.

Mesmo assim não há ninguém hoje em dia que não recorde com saudade este aparelho.