Agosto 2013 - Ainda sou do tempo

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

... dos Horários Escolares

quinta-feira, agosto 29, 2013 0
... dos Horários Escolares

Era um frenesim completo o regresso ás aulas, por mais que não gostássemos do aproximar dessa data, acabávamos por gostar de ter que ir comprar novas coisas para levar para a Escola, e uma das coisas que mais nos animava era o de procurar o Horário Escolar mais giro para nós.

Havia de todas as formas e feitios, desde o cartão simples e espalmado, a um todo desdobrável e cheio de desenhos, desde aqueles que iam só até a Sexta-Feira ou os que ainda iam até Sábado, fazendo recordar uns tempos em que ainda haviam aulas a esse dia.

Ambar, Jumbo/Pão de Açúcar, Papelaria Fernandes eram alguns dos míticos nomes que nos forneciam sempre horários escolares, era engraçado ir às compras e ver ali pequenos molhos à nossa disposição onde podíamos ir tirar o que queríamos. Mas havia de tudo um pouco, desde horários da marca de tintas Robbialac aos dados pela Nesquik nos seus jarros de chocolate em pó, qualquer criança podia ter um horário diferente e original.

O horário consistia sempre numa grelha onde colocávamos a disciplina dessa hora, a sala onde íamos ter a aula e em baixo dados básicos como o nome e a turma que pertencíamos. O bom era quando podíamos olhar e víamos que não íamos ter muitas aulas de tarde por exemplo, em especial a Sexta-Feira, isso era sempre muito apetecível. Havia também os que aproveitavam e colocavam lá coisas extra, tipo explicações, Natação, esse tipo de coisas.

Um dos melhores momentos do regresso às aulas sem sombra de dúvidas.







quarta-feira, 28 de agosto de 2013

... da TV Tutti Frutti

quarta-feira, agosto 28, 2013 0
... da TV Tutti Frutti

Lembro-me bem de quando vi pela primeira vez um episódio da TV Tutti Frutti, fiquei apaixonado com a originalidade daquilo tudo, um bando de Frutas e Vegetais que andam e falam e têm um grande sentido de humor. Um clássico dos anos 80 tanto das revistas aos quadradinhos como da Televisão.

O Brasileiro Ely Barbosa teve a ideia para isto na sua horta, em 1975 e começou a conceber umas tiras de BD com personagens baseadas em vegetais e frutos que se podem encontrar em qualquer horta e não só. Chiquita Banana, Moranguinhos, Melâncio, João Banana entre outros como os meus preferidos, os Incríveis Amendoins.


Posteriormente levou a coisa mais longe e criou um programa de tv transmitido pela Rede Bandeirantes em 1983/84 e mais tarde (em 86/87) pela RTP, penso que chegou a dar aos Domingos à tarde e aos dias de semana de manhã. Foram 19 episódios com 45 minutos cada um, onde víamos a transmissão de uma emissora de TV onde os seus protagonistas eram todos frutos ou vegetais, tínhamos desde o Ananás que apresentava Espectáculos e Concursos, às Bananas que dançavam e cantavam até aos Amendoins que protagonizavam verdadeiros momentos de comédia de chorar a rir.

Foi um sucesso de crítica e de audiências, chegando a vencer prémios para melhor programa infantil derrotando candidatos como o Bozo, Balão Mágico e Globinho entre outros. Uma era dourada da TV Brasileira e que mesmo assim conseguiu-se destacar entre esta boa safra de programas juvenis-infantis. Também gostava bastante da revista da RGE, que nos dava várias aventuras das personagens, com destaque óbvio para os amendoins.

Letra
Aqui na Tv Tutti-Frutti
a tristeza á muito se foi.
Todos vivemos cantando,
e plantando a semente do amor.

Amizade, magia e um sorriso,
brotam sempre aqui entre nós.
Luzes, sons, imagens e cores,
com crianças cantando ao redor.

Porque a vida é um sonho tão lindo,
pra quem sabe sorrindo enfrentar.
Pelos muros formando arco-íris,
o prazer da emoção real.

Amizade, magia e um sorriso,
brotam sempre aqui entre nós.
Luzes, sons, imagens e cores,
com crianças cantando ao redor

O que é Tv é alegria,
muito verde pra se respirar.
Verduras, legumes e frutas,
vem com a gente cantar e brincar.

Amizade, magia e um sorriso,
brotam sempre aqui entre nós.
Luzes, sons, imagens e cores,
com crianças cantando ao redor










terça-feira, 27 de agosto de 2013

... do Top+

terça-feira, agosto 27, 2013 0
... do Top+

Sempre tivemos programas com os videoclips do momento na RTP, mas nada como o programa que estreou no começo da década de 90 e que esteve no ar por mais de duas décadas, o Top+. Tornou-se um clássico do começo da tarde de Domingo e que fez algum sucesso entre os adolescentes, já que não tínhamos ainda canais de música ao nosso dispor.

Foi em 1991 que a RTP chegou a acordo com a Associação Fonográfica Portuguesa, para ter em antena um programa que divulgasse o top nacional de vendas. Habituada a transmitir este tipo de programas ao Sábado, foi decidido que desta vez ele seria transmitido ao Domingo a seguir à hora de almoço, apanhando assim a família em casa e o público alvo, que era o dos jovens adolescentes que assim podiam conhecer melhor as novas tendências e escolher que disco haviam de comprar.

Top+ teve diversas produtoras, Miragem, Edipim e a Valentim de Carvalho, tendo ainda um número maior de apresentadores: Catarina Furtado (1991-1992), João Vaz (1991-1993), Sofia Louro (), Susana Oliveira, Margarida André e Lara Maia (1994-1996), Elisabete Caixeiro (), Carla Caldeira (), Pedro Ribeiro (1997-2001), Rita Seguro (1997-2000), Maria João Simões (2000-2002), José Carlos Malato e Ana Lamy (2002), Francisco Mendes e Isabel Figueira (2002-2012) (informação tirada do http://topdisco.blogspot.pt/ ).

Dos que mais me recordo à frente do programa foi Catarina Furtado, Carla Caldeira e Pedro Ribeiro, foram dos que mais marcaram o programa e ficaram ligados à essência do que a RTP pretendia para o Top+. Em questões de músicas no primeiro lugar do top, há uma que vem logo à cabeça, a dos Enigma "Return to Inocence", onde o teledisco com as coisas a andarem "para trás" ficou na nossa lembrança e até levou alguns de nós a comprar o disco.

Outros 2 campeões foram 2 hits de verão, O Bicho do Iran Costa e a MIlla do Netinho, tiveram bastantes semanas à frente da tabela e já sabíamos que iríamos apanhar com esse videoclip no final. A compilação dos Filhos da Madrugada também fez sucesso, e o programa ao longo dos tempos começou a evoluir e incluir top's Singles e top's colectâneas, para além de ter pequenas reportagens e entrevistas, ou até actuações ao vivo mais para o seu final.

Foi a AFP em 2013 que decidiu colocar um ponto final ao programa, uma pena, já que nem todos possuem serviços de cabo e assim ficam sem um programa diário que lhes dava uma variedade ímpar de música, e a conhecer as vendas do nosso País, já que os tops das lojas não reflectem esse mesmo top.








... do Instituto Universal Brasileiro

terça-feira, agosto 27, 2013 0
... do Instituto Universal Brasileiro

Para quem lia regularmente as revistas da Editora Abril, sabia que iria encontrar nas suas páginas uma publicidade ao Instituto Universal Brasileiro, algo que para o público Português não significava muito, mas para quem morava no Brasil podia significar uma mudança de vida.

O Instituto Universal Brasileiro foi fundado em 1941, e acabou por se tornar a maior escola à distância do Brasil nos anos 60 e 80. A empresa apostava grande na publicidade e era comum ver em revistas de fotonovelas ou os chamados formatinhos da editora Abril, anúncios para os cursos desta escola normalmente de duas páginas com uns destacáveis que as pessoas podiam enviar para se matricularem.

Existiram vários, o mais comum era o de duas páginas com uma foto de um casal sorridente a ver os cursos, e na página ao lado os cursos e o seu custo, mas a que recordamos melhor era a do anúncio feito em banda desenhada a mostrar um rapaz a virar mecânico de carros com esse curso, ou aquele que vira um artista de desenho e publicidade.


Apesar disto tudo existiam graves problemas financeiros no Instituto,  eles primavam mais pela quantidade de cursos do que pela qualidade e não tinham bons gestores à frente dos destinos da companhia o que chegou a provocar atrasos nos salários e nos financiamentos de cursos.

Nos anos 90 chegou a existir uma grande greve geral de funcionários, que provocou uma paragem total de todos os sectores do instituto. Mas quem via a publicidade nas revistas ficava com vontade de tirar um daqueles cursos, havia para todos os gostos: Mecânico, Costura, Electricista, Design e desenhos entre outros tantos cursos.

A sede mudou várias vezes de cidade, mas nem por isso a parte financeira estava assegurada e continuavam os atrasos nos salários apesar de existir uma maior procura destes cursos quando houve a mudança da moeda para o Real. Chegaram a ter 10 unidades em São Paulo, a funcionar a todo o gás e com mais de 200 Mil alunos matriculados na década de 80.








segunda-feira, 26 de agosto de 2013

... do Eric Cantona

segunda-feira, agosto 26, 2013 0
... do Eric Cantona

O futebol inglês sempre despertou grandes paixões, mas foi na década de 90 que começou a sua internacionalização, com um maior destaque a jogadores de outros Países, que começavam a emigrar para aquele campeonato e a dar nas vistas. Uma das maiores estrelas foi sem sombra de dúvidas o jogador Francês, Eric Cantona, que espalhou a sua magia pelos relvados Ingleses durante boa parte dos anos 90.

Éric Daniel Pierre Cantona nasceu a 24 de Maio de 1966 na cidade de Marselha, em França, começando a jogar profissionalmente em 1986 quando assinou contrato com o Auxerre, onde começou logo a dar nas vistas e a ser chamado à Selecção Nacional. Infelizmente o seu temperamento e os seus problemas disciplinares começaram também a dar nas vistas, sendo multado quando esmurrou o seu colega de equipa Bruno Martini, ou quando foi suspenso por três meses, depois de um carrinho mais duro sobre um jogador do Nantes.

Transferiu-se então para a equipa do Marselha, numa transferência recorde mas onde não foi muito feliz e foi alvo de sucessivos empréstimos devido ao seu constante mau comportamento. A coisa piorava quando ele também era ofensivo e problemático nas equipas onde jogava por empréstimo, e no Montepellier chegou mesmo a ser alvo de um baixo-assinado do plantel para que fosse despedido. Só que devido ao seu talento e apoio de estrelas como Laurent Blanc e Carlos Valderrama, a direcção manteve o jogador no plantel e este foi uma peça fundamental na conquista da Taça de França e que motivou o Marselha a reclamar o jogador para o seu plantel.


O seu talento dentro das 4 linhas era suplantado pelo seu mau feitio, após insultar o seleccionador, foi banido da selecção principal Francesa e continuou também a ter problemas pelas equipas onde jogou até que foi aconselhado a mudar de País para ver se as coisas melhoravam.

Foi aqui que comecei a conhecer melhor este brilhante jogador, quando foi para o Leeds United e ajudou esta equipa a conquistar o título de campeão da First League, a última realizada antes da mudança de nome para Premier League. Isto fez com que o Manchester United abrisse os cordões à bolsa e fosse buscar este jogador, e foi assim que ele ingressou na equipa que iria dominar o Futebol Inglês sobre a influência do King Cantona.

Na sua época de estreia ajudou o Manchester a vencer a primeira edição da Premier League com mais de 10 pontos de diferença, a primeira conquista grande do clube desde 1967 e que fez com que Cantona se tornasse o primeiro jogador a ganhar 2 títulos de campeão por 2 equipas diferentes em Inglaterra. Na época seguinte voltou a ser fundamental na conquista do título de campeão e vencer a taça de Inglaterra, começando a envergar a camisola 7 que seria a sua em todos os anos ao serviço do clube. Em 93/94 começaram também os seus primeiros problemas disciplinares, com a acumulação de cartões vermelhos a fazer com que falhasse alguns jogos importantes.




O problema foi na época seguinte, onde o jogador Francês perdeu completamente as estribeiras após uma expulsão, e agrediu um adepto rival com um pontapé à Kung Fu, que levou a que fosse castigado por mais de Oito meses. Apesar disto tudo, Alex Ferguson convenceu-o a permanecer no clube, evitando assim que cedesse ao assédio de clubes estrangeiros que queriam na mesma este controverso jogador.

Quando voltou à equipa, voltou a ser fundamental com as suas assistências para golo e alguns golos cruciais e assim fazer com que o Manchester United voltasse a ser campeão e a vencer o seu terceiro título em quatro épocas e foi de novo campeão na sua época de despedida, provando como era uma das peças fulcrais daquele Manchester de então.

Não foi à toa que chegou a ser capitão de Equipa mesmo após a sua suspensão, e em muitas sondagens aos adeptos ele continua a surgir como um dos melhores jogadores de sempre do clube e um dos melhores a envergar a mítica camisola nº7.

Eu gostava do seu estilo de jogo, do seu carisma e olhar arrogante, da gola levantada que fazia questão de usar para marcar a diferença e nos seus passes certeiros que garantiram muitos dos golos que as suas equipas marcavam.







domingo, 25 de agosto de 2013

... da Série Picket Fences

domingo, agosto 25, 2013 0
... da Série Picket Fences


Quando a TVI ainda era só o Canal 4, o seu horário nobre era preenchido por séries Norte-Americanas, e uma delas era a Picket Fences. Esta tinha uma particularidade em relação às outras, era seguido por um espaço de debate onde discutiam alguns temas abordados na série, mais uma boa ideia da TVI numa altura que as pessoas só queriam a pimbalhada da SIC.

Picket Fences foi criada e produzida por David E. Kelley, transmitida pela CBS entre Setembro de 1992 e Junho de 1996 num total de 4 temporadas onde ganhou 14 Emmys e 1 Globo de Ouro. Esta série Dramática foi transmitida pela TVI logo no seu começo, transmitida às Terças Feira se não me engano e seguida normalmente por um espaço de debate, onde uma jornalista (segundo a informação de Paulo Neto era a Rita Stock) e alguns convidados abordavam o que tinha acontecido no episódio transmitido, isto porque a série tinha temas actuais e muito fortes, condizentes com um programa do género.

O acção desenrolava-se na pequena cidade de Rome, no estado de Winsconsin, onde o Xerife Jimmy Brock (Tom Skerritt) tentava manter a ordem e criar os seus três filhos. Jimmy era casado com a médica da cidade, Jill (Kathy Baker) e lidavam com os problemas causados pela filha adolescente Kimberly (Holly Marie-Combs) que era filha do 1º casamento de Brock, e as traquinices de Matthew (Justin Shenkarow) e Zachary (Adam Wyilie)

A parte mais cómica e leve da série estava ao cargo do advogado Douglas Wambaugh (Fyvush Finkel), que era um velho bonacheirão que adorava causar barulho no tribunal e enfurecer o Juiz Henry Bone (Ray Walston), enquanto Douglas queria provar a inocência a qualquer custo (mesmo que clientes fossem culpados), o Juiz parecia decidir mais segundo a sua lógica moral do que as leis dos Estados Unidos. Existiam outros elementos no elenco, mas estes eram o núcleo principal e aquele onde giravam os temas abordados.

E a série não tinha receio de trazer coisas mais pesadas para aquele horário, Abortos, Questões sexuais como Homofobia, direitos dos gays ou mudanças de sexo, Eutanásia e poligamia são apenas alguns exemplo do que passava por ali, tudo de uma forma sóbria e serena, com um elenco de qualidade e que tinha uma grande química entre todos eles. Eu gostava de ver alguns dos episódios da série, apesar de depois não ficar a ver o debate promovido pela TVI.






... da Anna Julia

domingo, agosto 25, 2013 0
... da Anna Julia

O Verão é conhecido por ter sempre um ou mais hits animados que tocam um pouco por todo o lado, garantindo que ninguém escapa à música do momento e talvez até dançar ao seu ritmo. No final da década de 90 foi a vez da música Anna Julia, do grupo Brasileiro Los Hermanos.

Los Hermanos era uma banda Carioca de Rock Alternativo, formada em 1997 por Marcelo Camelo (Voz e Guitarra), Rodrigo Amarante (Flauta e Voz), Patrick Laplan (Baixo), Rodrigo Barba (Bateria) e Bruno Medina (Teclados). O grupo misturava Rock com MPB, Ska e até hardcore, algo que se notou muito no seu primeiro álbum homónimo e de maior sucesso, em especial pelo Single Anna Julia.

Só no Brasil atingiu a marca de disco de Ouro com mais de 100 Mil unidades vendidas, e foi um sucesso também em outros Países da América Latina e em Portugal. O vocalista escreveu a letra dedicando-a a uma menina por qual estava apaixonado, uma estudante de jornalismo, a música atingiu um tal sucesso que tocou em todas as rádios do Brasil e originou diversas versões noutras línguas, inclusive uma versão pelo ex-Beatle George Harrison.

Este single apesar de tudo não representava a banda, era uma música típica para rádio e que fizeram para ter sucesso e descolar a carreira, algo que a banda se arrepende e por isso raramente toca a música nos seus shows ao vivo. Mesmo assim foi um sucesso internacional e um dos maiores hits de verão dos anos 90.

Quem te vê passar assim por mim
Não sabe o que é sofrer.
Ter que ver você assim sempre tão linda.
Contemplar o sol do teu olhar, perder você no ar
Na certeza de um amor
me achar um nada,
Pois sem ter teu carinho
eu me sinto sozinho
eu me afogo em solidão...

Oh Anna Juliaaaaa (2x)

Nunca acreditei na ilusão de ter você pra mim.
Me atormenta a previsão do nosso destino.
Eu passando o dia a te esperar,
você sem me notar.
Quando tudo tiver fim, você vai estar com um cara,
Um alguém sem carinho.
Será sempre um espinho
dentro do meu coração.

Oh Anna Juliaaaaa (2x)

Sei que você já não quer o meu amor,
Sei que você já não gosta de mim,
Eu sei que eu não sou quem você sempre sonhou,
Mas vou reconquistar o seu amor todo pra mim.

Oh Anna Juliaaaaa (3x)

Oh Anna Julia, Julia, Julia
ouououou!









sábado, 24 de agosto de 2013

... da brincadeira do Corredor da Morte

sábado, agosto 24, 2013 0
... da brincadeira do Corredor da Morte



Nos anos 70 e 80 havia alguns abusos nas brincadeiras de criança, e uma das mais intensas era sem sombra de dúvida a do Corredor da Morte. Uma das preferidas dos Bullys e uma das menos desejadas pelos caixas de óculos e gordos da escola.

Quando era jogada por um grupo de amigos, era uma brincadeira normal, um pouco forte e intensa mas divertida, com a liberdade de podermos dar livremente os calduços que sempre gostávamos de dar à socapa. O pior era quando estávamos na escola (e isto era recorrente nos Liceus) e víamos os elementos menos desejados a formarem 2 linhas em paralelo e tínhamos que passar pelo meio, já sabíamos que estava ali a armadilha e todas as condições para um corredor de morte improvisado que nos iria custar muito.

Aí só tínhamos a opção de ir dar uma volta maior e assim evitar cair nessa armadilha, ou de arriscar e passar pelo meio como quem não quer a coisa. O pior era quando nem era por "armadilha" e exigiam mesmo que ficássemos no corredor da morte..

Isto tudo porque eles descarregavam ali tudo o que queriam fazer, não eram nada meigos nos calduços e por vezes elevavam a coisa com pontapés e tudo. Sim, eu era uma dessas vítimas de bullying por isso posso descrever bem o que acontecia, por norma sofri mais disto na Escola Secundária de Alvide, uma escola com muitos corredores entre pavilhões e a ideal para esse tipo de armadilhas.

Não sei se ainda se joga esta brincadeira hoje em dia, mas foi uma das desejadas de todo o Bully que se prezava na década de 80.








sexta-feira, 23 de agosto de 2013

... do Gelado o Dedo

sexta-feira, agosto 23, 2013 0
... do Gelado o Dedo


O Dedo é mais um gelado mítico da Olá, um daqueles que ficou na memória de todos mesmo que fossem ainda muito novos quando este sorvete esteve à venda. Um gelado com sabor a morango e um formato original, uma mão fechada com um dedo indicador levantado.

A Olá nunca teve receio de inovar ou de colocar novos sorvetes à venda todos os anos, e em 1982 aparecia no cartaz dos gelados da marca algo muito diferente do que estávamos habituados, um gelado em forma "humana" como se fosse uma mão fechada com um dedo esticado.

Custava 15 escudos e era um daqueles que agradavam à petizada tanto pelo aspecto como pelo sabor, é sempre seguro fazer algo com sabor a Morango, é sucesso garantido. Lembro-me que gostava bastante dele, mas não completamente de como ele "era", mas presumo ser um daqueles que era mais gelo que sorvete. Tinha direito a um anúncio de televisão e tudo, como este disponibilizado pelo blog do costume.









quinta-feira, 22 de agosto de 2013

... do Calimero

quinta-feira, agosto 22, 2013 0
... do Calimero

Há muitas pessoas que não gostam muito deste desenho animado por uma simples razão, porque foram chamados de Calimero a dada altura da sua vida e ficaram chateados com isso. Eu sou uma dessas pessoas confesso, não gostava nada quando me chamavam de Calimero a comparar-me a este pobre pinto que chorava por tudo e por nada.

O Calimero é um desenho animado de origem Italiana, criada por Nino e Toni Pagot que conceberam a personagem para um anúncio de um Sabão. Devido a ser uma personagem carismática, o Pinto teve direito a uma série de animação, produzida pelos estúdios Toei entre 1971 e 1973 com 47 episódios que foram transmitidos um pouco por toda a Europa.

Portugal não foi excepção, com a RTP a transmitir as desventuras deste pinto chorão durante a década de 70 quando ainda só transmitia a preto e branco na sua versão Inglesa e com legendas em Português, em 1985 e já a cores transmitiu a versão Italiana e com legendas em Português, e é dessa versão que me recordo.

Calimero é um pinto preto com uma pequena particularidade, ter ainda parte da sua casca de ovo na cabeça e ser um animal muito chorão, ingénuo e pessimista. Estava sempre a usar das frases "É uma injustiça" ou "Só fazem isto por ser assim pequenino", para reclamar de algo que lhe acontecia e que ele não achava nada justo.

Nos anos 90 foi produzida uma nova série de Desenhos animados onde acabaram com a onda pessimista do boneco e o colocaram em aventuras com um grupo de amigos. Desvirtuaram por completo a personagem e por isso não teve sucesso nenhum. Mas ainda hoje há uma geração inteira a apelidar alguém de Calimero por causa deste programa, raça do boneco que deixou cá uma herança..



quarta-feira, 21 de agosto de 2013

... da Revista Bravo

quarta-feira, agosto 21, 2013 0
... da Revista Bravo

A Revista Bravo em Alemão foi um forte caso de sucesso nos anos 80, tanto em Portugal como no Brasil, onde a mesma era comprada por jovens estudantes ávidos de material para decorar os seus cadernos e quartos. Afinal a mesma era comprada pelas fotos, posters e autocolantes que trazia no seu interior e não pelas suas reportagens.

Normalmente era sempre uma rapariga que comprava a revista, afinal a maioria das capas traziam ídolos masculinos do cinema, televisão e música da década de 80 e elas suspiravam ao comprar esta revista e tratavam logo de a esventrar para decorar um dossier, um caderno ou uma parede de quarto. Era encontrada facilmente nas bancas, muitas papelarias encomendavam mais que um exemplar, especialmente aquelas que ficavam no caminho para uma escola qualquer.

Eu imagino sempre as reacções dos donos das papelarias, devem ter recebido esta revista uma vez por engano "pff uma revista em Alemão? Como raio vou vender isto" e de um momento para o outro tornou-se um dos maiores best sellers de várias papelarias por esse País fora.

A revista existe desde 1956, e teve na sua primeira capa a actriz Marilyn Monroe, mas com o tempo a revista começou-se a dedicar aos ícones adolescente e a preocupar-se com o encher o máximo possível a capa dela com todo o tipo de imagem e texto a chamar a atenção para o que vinha no seu interior.

Era um sério caso de caos no design da capa, não se via quase nada, por vezes nem o nome da revista se conseguia ler, era tudo ali imagens umas em cima das outras. Tudo com os ídolos adolescentes do momento, uns que ainda não eram bem conhecidos do público mas que a revista ajudou a popularizar colocando eles na capa ou em posters no interior.

Sim, porque para além das fotos e autocolantes que trazia, vinham sempre uns posters que podíamos colocar na parede e assim termos o nosso ídolo mais perto de nós.

Take That, Madonna, Michael Jackson, Michael J Fox, Modern Talking, Samantha Fox, todos abrilhantaram as páginas da revista que faziam sucesso no recreio e nos pavilhões onde várias alunas (e alunos) se reuniam a folhear umas páginas numa língua completamente estranha e desconhecida para nós.

Quem comprava ou colou material da revista bravo nos cadernos? A revista ainda existe, até há (ou houve) uma edição nacional, mas está longe do frenesim que provocava em plenos anos 80 por essas escolas no Brasil e em Portugal.


terça-feira, 20 de agosto de 2013

... da Pochete à cintura

terça-feira, agosto 20, 2013 0
... da Pochete à cintura
A dada altura no final da década de 80 (e começo da de 90), era comum encontrar à cintura de muito homem (e rapaz) Português e Brasileiro uma mala, uma pochete onde se guardava de tudo um pouco e se achava a coisa mais fixe à face da terra.

Também tive destas, comprada na feira da Praça de Touros em Cascais e onde colocava pouco mais que a carteira e o porta-chaves, um ou outro calendário, cromos ou bonecos mas só para ajudar a encher a mala, nada mais. Até o meu Pai, nada fã de seguir as modas, teve uma, onde colocava coisas mais úteis que eu mas nem por isso mais necessárias. O problema era mesmo esse, não havia muito o que carregar ali, e aquilo era francamente pouco estético, parecia que estava algo ali a sair da nossa cintura.

Existiam de todas as cores e desenhos, prendia-se com um sistema similar ao das mochilas escolares e colocava-se à cintura. Foi muito forte no final dos anos 80 mas começou a desaparecer a meio da década de 90, quando o homem decidiu que queria continuar a transportar as coisas nos seus bolsos. Só voltou algo semelhante já em pleno século XXI, quando o homem moderno decidiu usar algo semelhante, mas desta vez ao ombro e peito.

Quem teve uma pochete à cintura?










segunda-feira, 19 de agosto de 2013

... da Rádio Miramar

segunda-feira, agosto 19, 2013 0
... da Rádio Miramar

Nos anos 90 começaram a ganhar fama as Estações de rádio com sotaque Brasileiro, e para além da mítica e mais popular Rádio Cidade, existia outra que captava a nossa atenção, a Rádio Miramar.

O que mais gostávamos nesta rádio era dos relatos de futebol, eram de uma animação extrema e marcaram uma época sendo copiados depois por outras estações e foram evoluindo para o que ouvimos hoje em dia em algumas estações. Muito disso vinha do grande Jorge Perestrelo, que imprimia animação nestes relatos e ensinou aos outros a escola de nos dar animação ao mesmo tempo que ouvíamos o que acontecia no relvado.

Não me lembro bem da posição no espectro radiofónico, mas devia ficar pelos 105 e qualquer coisa ou até os 107 (segundo me disseram era 107.7), sei que por vezes havia dificuldade em escutar esta estação. Na parte musical ficava a anos luzes da Rádio Cidade, e primava mais pela música de origem Brasileira e com géneros não muito ouvidos por cá. Duplas como Leandro e Leonardo ganhavam destaque devido ao tempo de antena na Miramar, aos Domingos de Manhã ouvia sempre um programa em que dava músicas deste género, e sabia de cor o "Temporal de Amor" que dava quase sempre todas as semanas.

Começou a ganhar uma tendência religiosa muito forte, e quando os relatos desapareceram, também tirei a estação do meu aparelho e segui a vida ouvindo outras estações.



domingo, 18 de agosto de 2013

... dos Jogos sem Fronteiras

domingo, agosto 18, 2013 0
... dos Jogos sem Fronteiras

Os Jogos sem Fronteiras faziam parte daqueles programas que reuniam a família toda em redor do pequeno ecrã, um programa leve e divertido ideal para as noites de Verão da RTP, que o transmitiu durante os anos 80 e 90 quase sempre com a apresentação do grande Eládio Clímaco.

O programa foi idealizado por Charles De Gaulle em 1963, que pretendia assim celebrar a amizade entre vários Países Europeus, e aproximando alguns povos que carregavam ainda as mágoas das grandes guerras mundiais, como os jovens Franceses e Alemães. A primeira emissão foi em 1965, opondo as cidades de Dax (França) e Werendof (Alemanha) e rapidamente começou a ter a participação de outros Países Europeus. Bélgica e Itália foram os primeiros, sendo que em 1967 chegou a vez da Suiça e da Grã-Bretanha, em 1970 foi a Holanda, 1977 o ano da Jugoslávia enquanto que 1979 trouxe Portugal para o meio destes jogos.

No final da década de 80 surgiram mais dois Países, a Espanha e San Marino enquanto que nos anos 90 foi a vez do País de Gales, Grécia, Malta, Hungria, Checoslováquia, Eslovénia e até a Tunísia. Tudo reunido nuns jogos que primavam pela diversão e pela água, com muitos jogos a envolver piscinas ou água de uma forma ou de outra.


Lembro-me de gostar bastante de ver este programa, e de vibrar sempre que Portugal vencia e não era tão poucas vezes como isso, havia localidades que tinham o condão de se darem bem nestes jogos, como Amadora ou Figueira da Foz.

Depois de uma primeira fase, o programa voltou em força em 1988, estando no ar até 1999 e uma das bandeiras da Eurovisão, o sistema televisivo que reunia as diversas estações de tv públicas da Europa. Eram uns oito ou onze programas, transmitidos no verão e em pleno horário nobre, por norma ao Sábado à noite se não me engano, e que fazia com que eu, a minha Avó e a minha Mãe nos sentássemos a ver este programa.

Por vezes os programas eram transmitidos no nosso País, com a apresentação do grande Eládio Clímaco, que fazia também a narração dos jogos e a tradução quando estes eram transmitidos noutros Países. A estreia de Portugal deu-se a 5 de Setembro de 1979, em Cascais sendo uma emissão histórica a cores (apesar de isso servir só para os outros Países) apresentada por Fialho Gouveia e Eládio Clímaco.



Ao longo dos anos estiveram ao lado de Clímaco nomes como Alice Cruz, Ana Zanatti, Luís de Matos, Ana do Carmo ou Anabela mota Ribeiro. Portugal teve cinco grandes vitórias, só ficando atrás da Alemanha com seis e sendo assim um dos Países mais vitoriosos destes jogos. San Marino era um nome que ficou na nossa memória, já que raramente conseguiam vencer algo e sempre que calhavam contra Portugal era certo que a vitória estava garantida.

Piscina, água, e muita diversão a ver estes jogos, dos quais até decorávamos os nomes dos juízes que fiscalizavam as provas, como o Guido Pancaldi ou o Gennaro Olivieri entre outros. Divertia-me muito com isto, podiam voltar com algo do género que acho que podia ser interessante, afinal no Verão queremos é programas do género.









... do Coma com Pão

domingo, agosto 18, 2013 0
... do Coma com Pão
Os anos 80 foram conhecidos por muita loucura alimentar, e uma delas veio de uma das nossas marcas favoritas, a Regina, que se lembrou de colocar no mercado algo para competir com os Tulicremes e Nucremas do mercado, o Coma com Pão.

Já comíamos bastante chocolate nos anos 70 e 80, mas não estávamos satisfeitos, procurávamos sempre além das tabletes, ovos ou pedaços de chocolate em forma de algo. Nós queríamos algo para misturar no leite, algo para barrar no pão, tudo o que fosse possível para sentir o doce gosto do chocolate na nossa boca.

Tínhamos algumas marcas no mercado para esse efeito, Nucrema e Tulicreme para o Pão, Suchard Express e Toddy para o leite só para mencionar alguns, mas apareciam sempre coisas novas no mercado e a conhecida marca de chocolates Regina decidiu ir mais além e inovar para além das pastas para barrar no pão e meteu no mercado umas barras de chocolate próprias para colocar no pão.

Aquilo era tudo um pouco estranho, mas isso também era comum na década de 80 em matéria de produtos alimentares, mas pronto nós em casa também víamos coisas estranhas e se havia quem colocasse banana no pão ou comia Cola Cao às colheradas, porque não colocar uma barra de chocolate dentro de uma carcaça?


Aquilo não era nada fino, era grande e saltava à vista quando se colocava entre duas fatias de pão ou numa carcaça, confesso que olhava para aquilo e não me apetecia muito comer. Também não comi muito disso, uma ou duas vezes para aí, e achava sempre estranho à textura daquilo apesar de não achar que ficasse mal de todo. O contraste do doce do chocolate com o pão era agradável, mas o facto de o que estava dentro do pão ser mais rijo do que estávamos habituados era esquisito e atrapalhava a degustação da coisa.

Em 2002 a Imperial ficou com o catálogo da Regina e anos mais tarde revitalizou este conceito para capitalizar na onda nostálgica que assola os consumidores actuais. Uma embalagem moderna mas que mostra o que se deve fazer com aquilo encontra-se um pouco por todos os supermercados no nosso País, com uma grande vantagem acerca do seu antecessor, agora sabemos o quão bom pode ser o pão com chocolate derretido dentro.

Ainda não experimentei, mas presumo que o pão com coma com pão dentro e um tempinho no micro ondas ou no forno fará maravilhas com aquilo e dar-nos algo que nem sonhávamos nos anos 80.


*Foto da Regina tirada do http://enciclopediadecromos.blogspot.pt/


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

... dos Jovens Heróis de Shaolin

sexta-feira, agosto 16, 2013 0
... dos Jovens Heróis de Shaolin

As artes marciais estavam em grande nos anos 80, devorávamos tudo o que estava relacionado com este método de defesa oriental e ka série dos Jovens Heróis de Shaolin tornou-se uma das favoritas para muitos de nós. Ficávamos vidrados na TV a ver as aventuras de 3 amigos que falavam numa linguagem muito estranha, que tinham aventuras fantásticas e que davam uns saltos fantásticos antes de andar à porrada.

O nome da série no original era Ying hung chut siu nin, produzida em 1981 e transmitida pela RTP a meio da década de 80 (86 presumo) aos Sábados à tarde, para gáudio de miúdos como eu que deliravam com os efeitos especiais manhosos da série que na altura eram mais que suficientes para nos conquistar.

A série foi transmitida na sua língua original e com legendas em Português, e apesar disso ficávamos agarrados logo desde o começo, com um genérico fantástico numa língua completamente estranha mas que tinha tudo a ver com o programa e o que este nos queria dar.

A série tinha bastante humor (algo que ajudou ao sucesso dela), mas as artes marciais eram tratadas com respeito, mostrando-nos o quão difícil era os treinos de Kung-Fu para todos aqueles que estavam no templo de Shaolin. A história focava-se em 3 amigos, Hung Hei Goon, Fong Sai Yuk e Woo Wai Kin, que tentam tornar-se mestres do Kung Fu enquanto que tentam colocar a Dinastia Ming no poder, destronando a Dinastia Ching.

Uma série divertida, viciante e que nos prendia ao ecrã e com vontade de praticar artes marciais.







quarta-feira, 14 de agosto de 2013

... do El Chato

quarta-feira, agosto 14, 2013 0
... do El Chato

Qualquer festinha de bairro, passagem de Ano ou Carnaval na década de 80 não ficava completa sem ouvirmos o medley de El Chato, que incluía o mega hit Que Bonita Eres. Música animada, dançável e que provocava a loucura em quem a ouvia sem suspeitarmos sequer quem era o seu autor.

Jean-Sébastien Abaldonato nasceu em Marselha na França a 5 de Abril de 1961, adoptando o nome artístico de El Chato e cantando músicas relacionadas com as suas raízes ciganas e ascendência Romena. Começou a cantar aos 5 anos, variando as suas músicas entre o Flamenco e a música mais animada com um toque latino, algo que o levou a lançar-se internacionalmente com o seu disco Best of Gipsy, atingindo um grande sucesso em Espanha e Portugal e também na América Latina (nos países de língua Espanhola).

O medley que Bonita Eres tocou muito um pouco por todo o lado, um extenso medley que reunia umas quantas músicas que nós a dada altura já sabíamos de cor e quando é que começava cada uma delas no decorrer do medley. Começou a editar músicas mais românticas depois dos anos 90 e a participar em comédias musicais no seu País, onde é um artista de créditos firmados.

Por cá será sempre recordado pelo seu medley, que marcou muitas passagens de ano, festas populares e carnavais do nosso País.








terça-feira, 13 de agosto de 2013

... do Jornal do Incrível

terça-feira, agosto 13, 2013 0
... do Jornal do Incrível

Por norma os mais novos não ligam nenhuma aos jornais, a não ser a parte das tiras cómicas, mas nos anos 80 via-se sempre grupos de miúdos agarrados a um jornal, e esse era o Jornal do Incrível.

A diferença era de que nos interessávamos muito mais pelas notícias que vinham ali, extraterrestres, ovnis, lobisomens e vampiros eram presença constante naquelas páginas, nenhum de nós via ou conhecia alguém que tivesse visto algo do género, mas se aparecia ali no jornal é porque devia ter acontecido.

Ele abordava o paranormal de uma forma pouco séria, muito espalhafatosa e que abafava assim o pouco que podia interessar naquele jornal. A verdade é que uma vez ou outra vinha assuntos interessantes e que até foram alvos de estudo por algumas organizações, isto tudo no meio de ovnis suspeitos ou coisas estranhas no interior do nosso Portugal.

Chegou a haver publicações do género noutros países, e por cá existiu uma nova versão deste jornal nos anos 90, que não teve o mesmo impacto ou sucesso.








segunda-feira, 12 de agosto de 2013

... do Mofli, o último Koala

segunda-feira, agosto 12, 2013 0
... do Mofli, o último Koala
Por vezes lembro-me de algo que vi na tv, mas tenho apenas pequenos fragmentos na minha memória e é complicado juntar eles todos e conseguir perceber afinal do que é que me estou a tentar lembrar. Este desenho animado do Mofli, o último Koala é um desses exemplos, o pior foi quando tentei pesquisar na net e percebi que a febre pela Austrália nos anos 80 deu origem a uns 5 desenhos animados diferentes, mas finalmente percebi qual é que me estava a tentar recordar e fica aqui então essa lembrança.

Uma produção da Televisão Pública Espanhola, a TVE, Mofli foi produzido em 1986, tendo sido feitos 13 episódios que foram transmitidos pela RTP na segunda metade dos anos 80, aos Sábados de manhã numa versão dobrada em Português. A ideia que tinha era que tudo se centrava em torno de um pequeno Koala que vivia isolado numa reserva, protegido de pessoas que queriam raptar o animal a qualquer custo.

Mais do que qualquer outro koala dos outros desenhos animados, este tinha um ar super fofo e meigo, sempre muito pachorrento e abraçado à sua árvore ou à sua melhor amiga humana. Pelo que li na Wikipedia, a acção desenrolava-se no começo do século XXI, numa pequena povoação da Austrália onde se encontrava o último espécime vivo deste animal Australiano. Logicamente que isso atraiu a atenção de caçadores e homens de negócio duvidosos que queriam lucrar com este pequeno animal.

Donos de circos, ladrões, caçadores, tudo tentava chegar perto da pequena Corina e assim apoderar-se do seu pequeno koala.

Do que me recordo, ele próprio escapava dos perigos de uma forma simples e sem muito esforço, e ficando ali sempre na sua vidinha com um ar fofo e sereno. Muitos sábados ou Domingos de manhã passei eu a ver isto com a minha prima numas férias em Castelo Branco, belas recordações apesar de escassas e aos soluços.











domingo, 11 de agosto de 2013

... do Cola Cao

domingo, agosto 11, 2013 0
... do Cola Cao

A Cola Cao ainda existe hoje em dia, mas longe da loucura de consumo de que era alvo nos anos 80, uma década que sorveu produtos do género como se não houvesse amanhã. Por isso lembrarei aqui da época em que dominou um pouco a nossa vida, quer com o seu produto base, quer com os seus derivados ou até o merchandising que produzia com fartura.

Nunca fui muito fã destes pós para misturar no leite, mas a dada altura consumiu-se alguns produtos do género lá por casa e só gostava dos brindes que alguns deles ofereciam, e era só por isso que os consumia ou até encorajava a minha Mãe a comprar estes artigos.

Cola Cao era produzido pela empresa Nutrexpa, uma empresa Espanhola que começou a produzir este artigo em 1946, começando depois um plano de expansão que passou pelo nosso País e chegou a ir parar à China. Aliás estes dois países são dos maiores consumidores deste pó que se mistura no leite e dá origem a uma bebida achocolatada deliciosa.

Açúcar, Cacau, Ferro, Cálcio e Noz de Cola são apenas alguns dos ingredientes que compõem este produto, que depois é só tirar com uma colher e despejar para um copo com leite dentro, ou colocar primeiro o pó e depois o leite e misturar tudo bem.

Havia até quem comesse aquilo só às colheradas, ou até mesmo dentro de uma carcaça com ou sem manteiga.


Começou a ficar ainda mais conhecida quando começou a colaborar com eventos desportivos como os Jogos Olímpicos, do qual se tornou um dos patrocinadores de maior destaque e que oferecia sempre aos seus consumidores alguns brindes engraçados aquando da realização desse evento. Os anúncios com desportistas também eram comuns e até me lembro de ver algo com o Pateta da Disney, mas posso estar a "imaginar" coisas.

Existiu sempre forte concorrência por parte de outros artigos, como o Nesquick para mencionar somente um, e com o aparecimento de pacotes com leite já achocolatado, começou a perder terreno numa sociedade que vive a correr e não quer perder muito tempo com coisas.

Mas os puristas continuam a preferir umas boas colheradas de Cola Cao, do produto original que agora há também uma versão Turbo, que se diz ser mais rápida a misturar-se com o Leite.










sábado, 10 de agosto de 2013

... do Diábolo ou Diablo

sábado, agosto 10, 2013 0
... do Diábolo ou Diablo


Há coisas que voltam sempre a ficar na moda, e nos anos 90 existiu uma febre em torno de algo muito antigo, uma espécie de iô-iô Chinês que servia para mostrarmos as nossas habilidades de marabalista, o Diábolo, também conhecido simplesmente como Diablo cá em Portugal, a abreviar a leitura do nome do "brinquedo".

O Diábolo ou Diablo deriva dos objectos chineses que existiam no século XII, aperfeiçoados por um Francês no começo do Século XX e que começaram a aparecer pelo Ocidente no decorrer desse século.


Quem é verdadeiramente habilidoso consegue fazer centenas de habilidades com este objecto, que consiste em 2 bastões de madeira presos um ao outro com um fio, onde se coloca o objecto de plástico (apesar de existirem diversos Diábolos de vários materiais, este é o mais comum), que é basicamente 2 semi esferas invertidas. Depois é divertir-mo-nos a atirar aquilo ao ar ou a fazer manobras circenses com aquilo, aliás é algo muito utilizado para treinos no Circo ou em alguns treinos de ginástica.

Por cá nos anos 90 esteve muito na berra, era comum ver crianças e adolescentes nos parques, praias e ruas a brincar com aquilo, sozinhos ou com os seus familiares a mostrar os seus truques a eles. De vez em quando via-se alguém mais profissional que conseguia fazer habilidades com mais que um Diablo ao mesmo tempo.

Não brinquei com isto porque sempre fui pouco habilidoso nestas coisas, alguém aí se divertiu com isto?






sexta-feira, 9 de agosto de 2013

... do General Chaos

sexta-feira, agosto 09, 2013 0
... do General Chaos

O bom do Mega Drive era o constante empréstimo de jogos entre amigos, e assim conhecermos e jogarmos títulos que nunca teríamos oportunidade já que nem nos passava pela cabeça comprar esse jogo. Foi um amigo que me emprestou o General Chaos, e fiquei completamente viciado na loucura inerente do jogo e passou a ser um dos meus favoritos da consola.

A Electronic Arts era mais conhecida pelos seus títulos relacionados com o desporto, mas em 1994 lançou um jogo desenvolvido pela Game Refuge que desafiava os géneros, era um jogo de guerra e estratégia mas com gráficos completamente adulterados e disformes dando um ar louco ao jogo que tinha tudo a ver com o que o mesmo queria nos proporcionar.


2 Generais estavam em luta, o Chaos e o Havoc, e nesse campo de batalha o nosso objectivo era conquistar a capital adversária, escolhendo uma equipa com 5 soldados, cada um com uma respectiva função que iam desde usar um lança chamas até o que atirava granadas para o campo adversário. Tínhamos campanhas ou combates pelo puro divertimento, vendo tudo de uma forma isométrica e com uns soldados disformes que iam para o campo de batalha sem medos e dispostos a sofrer todo o tipo de ferimentos.

O jogo era de estratégia, mas tinha luta também, quando 2 jogadores diferentes se aproximavam um do outro começavam a combater com murros e pontapés como se fosse um Street Fighter qualquer. Era impossível não nos rirmos a jogar isto, mas ao mesmo tempo também dava um gozo especial tentar vencer o jogo, já que este tinha alguma dificuldade e era desafiante tentar vencer a campanha. Uma pena não haver mais jogos assim.






quinta-feira, 8 de agosto de 2013

... da Super Vicky

quinta-feira, agosto 08, 2013 0
... da Super Vicky

Esta série é mais uma daquelas que me lembro vagamente de ver um dia na televisão (como a Roxana Banana), não tendo sequer a certeza se isso aconteceu mesmo ou não, mas creio que sim. No Brasil recebeu o nome de Super Vicky, por cá não faço a mínima, mas tenho a vaga ideia de algo como "Pequena Robô Vicki".

Small Wonder foi criada no começo da década de 80, sendo transmitido pela ABC e chegou a ter 4 temporadas com 96 episódios, estando no ar entre 1985 e 1989. No Brasil foi transmitido pela Rede Globo na sua Sessão Comédia em 87 e mais tarde a Record repetiu a série com algum sucesso. Por cá, tenho quase certeza de ter visto isto na RTP, a um dia de semana de manhã na sua versão original e com legendas em Português claro.

A série foi criada por Howard Leeds, e mostrava as aventuras de Vicki, uma andróide com aparência de uma menina de 10 anos, interpretada por Tiffanny Brissette, que vivia com a família Lawson, onde se encontrava o seu criador Ted (Dick Christie), a sua mulher Joan (Marla Pennington) e o seu filho Jamie (Jerry Supiran).

O nome verdadeiro da andróide é V.I.C.I (Voice Input Child Identiticant) tendo sido criado por Ted para poder assistir crianças incapacitadas, dotando-a de super força e super velocidade, e decide levá-la para casa de modo a crescer com a sua família e aprender a ser como uma verdadeira menina.

A piada da série consistia nisso (pode-se comparar o conceito ao de Alf), nas tentativas de se adaptar à vida humana e ao tentarem esconder dos outros ao seu redor. Ao contrário de Alf, esta podia aparecer normalmente já que parecia uma menina de verdade, mas volta e meia tinha reacções e expressões que demonstravam o oposto.

E o pior era, como em tantas séries desta década, os vizinhos chatos que apareciam por casa dos Lawson a qualquer altura e podiam ver algo que não deviam. Sim, porque volta e meia víamos o seu criador a abrir o painel de controle que se encontrava nas costas de Vicki ou ligando algo aos seus braços.

Do que me lembro de ver da série, a pequena actriz representava este papel na perfeição e quando o factor idade e o seu crescimento começaram a afectar a série, os criadores arranjaram um argumento onde mostravam que Ted ia fazendo upgrades ao Andróide para este simular o crescimento de uma criança.

Mais um daqueles conceitos surreais que me recordo com saudade apesar de ter visto isto muito intermitentemente.








quarta-feira, 7 de agosto de 2013

... das Aventuras de Jack Burton nas Garras do Mandarin

quarta-feira, agosto 07, 2013 0
... das Aventuras de Jack Burton nas Garras do Mandarin

Os filmes de aventuras fantásticas estavam em grande nos Anos 80, e em 1986 John Carpenter lança as Aventuras de Jack Burton nas Garras do Mandarin, um filme cheio de efeitos surreais e uma história fora do comum que ganhou o estatuto de filme de culto anos mais tarde.

Foi daqueles filmes que teve mais sucesso quando saiu a k7 VHS do que quando esteve no cinema, começou a ser aconselhado e a ser um daqueles filmes que os amigos emprestavam uns aos outros, contribuindo para isso com que ele ganhasse um estatuto de culto, depois de ter sido um fracasso de bilheteira quando esteve nos cinemas.

Uma mistura de filmes de Artes Marciais, Comédia, Acção e com alguns efeitos especiais que davam um visual confuso ao filme mas ao mesmo tempo apaixonante.

John Carpenter realizou este filme que teve Kurt Russel no papel principal e ainda Kim Catrall como a menina bonita da película. Com 20 Milhões de orçamento, o filme pouco fez acima dos 11 Milhões, para além de ter tido algumas críticas muito pouco positivas que deixaram Carpenter desiludido com Hollywood e o fizesse voltar a fazer filmes independentes.

Lembro-me de quando vi a capa do filme nas famosas capas para VHS que a TV Guia publicava, era algo tão fora do comum, um matulão com metralhadora ali no meio de chineses e num ambiente muito de artes marciais. Depois vi o filme na TV e fiquei fã, alugando mais tarde o filme no video clube também.

Jack Burton era um camionista (era o maior), que se vê envolvido na luta entre duas sociedades Chinesas e com uma forte componente mágica e oriental à mistura, com ele a interpretar o típico papel de action hero que não acredita no que lhe contam e ri-se dessas mesmas coisas.

Não vejo o filme há algum tempo, mas sei que Russel está muito bem nesse papel, aliás algo que ele veio a repetir mais algumas vezes no cinema, o herói de acção irónico que passou a ser um pouco standard algum tempo depois.











sexta-feira, 2 de agosto de 2013

... do Yakari

sexta-feira, agosto 02, 2013 0
... do Yakari

Yakari é mais uma daquelas BD's Franco-Belgas que marcou a nossa infância, não tinha a mesma força que os pesos pesados da altura, mas quem o conheceu não ficou indiferente a este pequeno Índio de ar meigo sempre em aventuras com o seu fiel cavalo.

Foi mais uma publicação da Difusão Verbo, que editou vários livros desta personagem que primava pelas cores vivas e histórias onde os animais tinham sempre grande destaque. Yakari é uma criação da dupla Suiça Job (argumento) e Derib (desenhos), estreou em álbum próprio em 1973 e tentava agradar uma audiência mais jovem com um teor mais inocente e infantil nas suas histórias.

Por cá estreou em 1974, na revista Jacaré, saindo em outras publicações do género até sair depois em livros da editora Difusão Verbo, que editou álbuns muito bonitos na década de 80 com a arte de Yakari a conquistar-nos com as suas cores e paisagens lindas. Em 1983 e 2005 a personagem chegou a aparecer na TV, em desenhos animados que por cá não tiveram o mesmo sucesso dos livros.

Sinceramente nem me lembro de ver nenhum desenho animado, mas lembro-me de ter uns livros e não desgostar da arte deles, apesar de preferir os outros rivais franco belgas, francamente mais divertidos e com histórias com muito mais sumo.





quinta-feira, 1 de agosto de 2013

... dos Transformers

quinta-feira, agosto 01, 2013 0
... dos Transformers

Já todos sabemos como os anos 80 foram peritos em nos fornecer desenhos animados que se tornaram míticos, e os Trasnformers fazem parte dessa fornada, deixando uma legião de fãs em todo o mundo que resiste forte e fiel até os dias de hoje.

A prova disso são as constantes versões de desenhos animados que continuaram a ser produzidas, ou até os filmes para o cinema que se tornaram grandes blockbusters e apresentaram estes robôs a uma nova geração. Assim como o He-Man, este foi mais um programa feito para TV para promover uma linha de brinquedos, que se tornou tão ou mais popular que a mesma.

Foi em 1984 que a Hasbro encomendou esta série, para promover a linha de brinquedos com o mesmo nome e que acabou por ser uma co-produção entre Americanos e Japoneses, algo que deu origens a alguns problemas devido às ideias diferentes para o programa e o que queriam fazer com ele. A empresa de brinquedos decidiu contactar a Marvel, com a qual já tinha tido experiências positivas em séries com o mesmo objectivo, e foi Jim Shooter (editor chefe na altura) que concebeu a premissa básica do que viria a ser este universo, com o confronto entre duas facções de robôs, os Autobots e os Decepticons.


A série foi entregue a um dos maiores talentos da companhia, Dennis O'Neill, mas todos os seus conceitos foram rejeitados pela Hasbro, e depois de muita escolha, Shooter entregou a série a Bob Budiansky que num fim de semana concebeu novos nomes e histórias que agradaram a companhia de brinquedos que deram luz verde para o comic e o desenho animado.

Juntamente com a Sunbow productions e com animação do estúdio Japonês Toei Animation, a mini série com 3 episódios foi transmitida em 1984 nos Estados Unidos e teve um tal sucesso que foram logo encomendados mais 13 episódios, naquela que viria então a ser a primeira temporada daqueles que ficaram conhecidos como a geração 1 de Transformers. Uma intro animada com mais uma daquelas músicas que ficava nos ouvidos de todos, o desenho animado foi um sucesso a escala global, mostrando um conflito entre robôs gigantes que tinham o bónus de se poderem transformar em automóveis (no caso dos bons) ou aviões (no caso dos maus).

Isto estreou na RTP a um Sábado de manhã em 1989, na sua versão original em Inglês e com legendas em Português, e lembro-me de ficar completamente vidrado nisto que virou rapidamente assunto de conversa na escola e todos começaram a ver isto religiosamente. Para onde ia o atrelado de Optimus Prime quando este se transformava, a esganiçada voz de Starscream ou porque raio Soundwave não era o líder dos maus quando até tinha que andar com a arma gigante em que o líder dos Decepticons se transformava eram alguns dos assuntos que dominavam a conversa.

Rapidamente começaram a aparecer também os anúncios para os bonecos que se encontravam à venda, um pouco carotes mas que entusiasmaram muitos de nós e atormentaram muitos dos nossos Pais, que ou optavam por umas versões baratas de uns carrinhos que se transformavam com menos glamour que estes robôs, ou cediam e compravam alguns dos mais baratos. Eu tive um Inferno (o que se transformava num camião de bombeiros) e uma das k7's animais do Soundwave.

A primeira geração destes robôs era bem carismática, e como tudo na década de 80, para além da acção tinha muito humor e alguns personagens castiços que serviam como comic relief. Nesse aspecto, Bumblebee foi um dos maiores sucessos. Nos Autobots tínhamos então Optimus Prime como líder e alguns dos seus membros consistiam em: Brawn, Bluestreak, Bumblebee, Cliffjumper, Gears, Hound, Huffer, Ironhide, Jazz, Mirage, Prowl, Ratchet, Sideswipe, Sunstreaker, Trailbreaker, Wheeljack, Windcharger, e Hauler.


Cada um deles com uma personalidade própria e que tinha um pouco a ver com o veículo em que se transformavam, desde um simpático carocha a um cool carro desportivo, desde um camião das obras a um carro de polícia. Já no caso dos Decepticons, era Megatron o temível líder, que se transformava numa arma gigante que era depois manuseada por Soundwave, um gigantesco leitor de k7's de onde saía uma pantera e uma ave tipo pterodáctilo.

Starscream, Skywarp, Thundercracker, Reflector eram outros dos vilões ao comando de Megatron, assim como Shockwave que ficava em Cybertron e guardava o Planeta com as viagens constantes do grupo entre a Terra e Cybertron. Dos vilões Starscream era o que mais se destacava, até porque ele estava constantemente a tentar retirar a liderança de Megatron e passava a vida a lamentar-se.

Na primeira temporada pudemos ainda ver a estreia dos Dinobots (Grimlock, Slag, Sludge, Swoop e Snarl), Insecticons (Shrapnel, Bombshell e Kickback) e ConstructiconsScrapper, Long Haul, Mixmaster, Bonecrusher, Scavenger e Hook) que eram respectivamente um grupo de dinossauros, insectos e veículos de construção sendo que estes últimos podiam-se juntar e se transformar num robô gigante chamado Devastator.


Foram criados 49 episódios para a segunda temporada de Transformers e foi aqui que comecei a perder um pouco o interesse já que começaram a surgir personagens literalmente do nada (não explicavam origem, background, nada) e começou a haver demasiadas personagens para terem tempo de antena e as coisas ficavam um pouco confusas. Única parte que achei piada foi a de que começaram a criar vários grupos de heróis e vilões que depois se podiam combinar e formar um Robô gigante e super poderoso. Foi algo que sempre gostei de ver num desenho animado e por isso este não foi excepção.

Em 1986 o sucesso do programa era tanto que foi feito um filme de animação baseado nesta geração, com um conceito mais adulto e que incluiu até a morte de algumas personagens importantes como Optimus Prime ou Starscream. Era um conceito mais futurista que continuou a ser explorado na terceira temporada, que foi transmitida por cá pela SIC, numa versão dobrada em Português que continuou a ter algum sucesso.

Para variar houve uma invasão de merchandising com uma revista de BD a ser publicada, uma caderneta de sucesso e obviamente os bonecos da Hasbro. Cheguei a ganhar alguns prémios com a caderneta, mas não era muito fã da revista aos quadradinhos, achava que a piada maior desta série (os robôs a transformarem-se) perdia-se completamente no papel. Tenho a 1ª geração em dvd e esta continua a ver-se muito bem, um belo desenho animado, carismático e com uma história interessante que apaixonou várias gerações ao longo dos anos.