Junho 2013 - Ainda sou do tempo

sábado, 29 de junho de 2013

... dos Filmes Indianos

sábado, junho 29, 2013 0
... dos Filmes Indianos

Lá em casa havia um acordo para o aluguer de VHS ao fim de semana, podia trazer um ou dois filmes para mim, mas tinha que alugar um Filme Indiano para a minha Mãe e a minha Avó poderem ver. Lógico que eu era obrigado a ver esse filme também (normalmente era a escolha para o Sábado à noite), e nem sempre isso era uma boa experiência.

Os Filmes Indianos eram um género muito apreciado em Portugal, na década de 70 era hábito muitos dos nossos Pais irem ao cinema ver os filmes de Bollywood, os meus Pais tinham boas memórias de ida ao Cinema São José em Cascais e por isso queriam prolongar essas boas memórias com o aluguer destas k7 VHS.

O meu maior problema com aquilo é que os argumentos eram muito como as novelas da TVI de há uns anos para cá, vias um e era a mesma coisa que teres visto uns 10, variavam muito pouco nas histórias mas havia uns muito divertidos.

Uma coisa era comum nestas fitas, volta e meia começavam a cantar do nada e sem muito nexo, o que deixava a minha Avó e a minha Mãe a delirarem mas a mim à beira de um ataque de nervos.

Depois ou tinham muita acção ou muito romance, por vezes até alguma comédia à mistura, quer pelo carisma dos protagonistas quer pelo absurdo nas cenas de acção, quer fossem propositadas ou não.

Histórias com base em Romeu e Julieta, outros em alguns filmes conhecidos de Hollywood e sempre com personagens vestidas de uma forma extravagante e muito colorida, eram assim a maior parte dos filmes que eu alugava no Alvideo clube.


Um ou outro eu conseguia ver até ao fim, mas a grande maioria só via aos bocadinhos, uma ou outra cena sempre à espera que o filme acabasse depressa. Doce ilusão, já que estes filmes por norma duravam sempre pelo menos umas 3 horas, algo complicado para aguentar quando não se estava a gostar muito da coisa.

Caiu em desuso cá por Portugal, o que acho um pouco absurdo, não se encontram filmes em DVD a não ser nas lojas de Martim Moniz e afins, mas só com legendas em Inglês (quando vem com isso) o que torna complicado o visionamento por parte do seu público alvo.

Mais alguém era obrigado a ver estes filmes?











sexta-feira, 28 de junho de 2013

... dos Barcos com Gelado

sexta-feira, junho 28, 2013 0
... dos Barcos com Gelado

Uma das coisas que recordo com mais saudades dos anos 80, era como existia tanta coisa que comprávamos para comer ou outra coisa qualquer, e no final podíamos brincar com essa coisa ou com o que isso trazia. A dada altura existiam uns gelados que vinham num pequeno Barco, e como esses barcos serviam depois para algumas horas de diversão.

Isto foi algo que não se encontrava em todo o lado, provavelmente da mesma marca "manhosa" de gelados sem muito sabor que vinham dentro das cabeças do Dartacão e dos seus amigos, mas melhor que o gelado era mesmo o barquinho onde ele vinha, algo simples de plástico mas que servia o seu propósito de navegar por banheiras nunca antes navegadas ou até em pequenos rios que tivéssemos perto da nossa casa.

Eu tive vários brancos, usava com os meus tropinhas de plástico e fingia várias invasões a terras imaginárias, ou então pequenos bonecos de pvc e vivia aventuras emocionantes fazendo pequenas ondas na banheira para testar a resistência do barco, e a verdade é que ele aguentava-se bem.

Curiosamente também tinha o hábito de fazer jangadas com os paus dos gelados, mas isso fica para outro post, este serviu para me recordar destes barquinhos simples de plástico que tanto me divertiram.









quinta-feira, 27 de junho de 2013

... do Poderoso Mightor

quinta-feira, junho 27, 2013 2
... do Poderoso Mightor

A Hanna-Barbera foi uma das nossas maiores amigas nos anos 70 e 80, eu via quase todos os desenhos animados que eram transmitidos na nossa televisão, e o Poderoso Mightor não foi excepção. Um dos poucos super-heróis dessa produtora, com um design interessante e um grande carisma que dava gozo ver tanto na televisão como nas revistas aos quadradinhos.

Criado pelo conceituado Alex Toth, foi uma das primeiras experiências da companhia em criar uns desenhos animados com mais acção, mais no género de super-heróis, e o Poderoso Mightor foi uma ideia original, mostrando um herói no tempo dos Dinossauros, onde o alter ego era um simples homem das cavernas chamado Tor.

Tor tinha uma clava mágica, que usava para se transformar a si e à sua mascote (ao estilo de He-Man anos mais tarde), ele virava o super herói Mightor enquanto que o seu dócil Dinossauro transformava-se numa fera voadora. Ele ficava com uma força sobre humana e bastante coragem para enfrentar todos os perigos, para além disso a Clava emitia uns raios que lhe permitia atacar os seus inimigos.



Isto foi transmitido por cá ocasionalmente, um dos muitos tapa buracos da RTP, e eu vibrava sempre que aquilo começava a dar. Penso que era a versão dobrada em Português do Brasil, País onde o desenho animado teve algum sucesso com a sua própria dobragem obviamente. Lembro-me mais de ler as aventuras de Mightor nas revistas da editora Abril.

Foram duas temporadas com 68 episódios, de uns 6 minutos cada mostrando este simples homem da caverna a proteger o vilarejo onde vivia com a sua clava mágica, que lhe tinha sido entregue por um eremita após ter sido salvo por Tor e sua mascote. Nos Estados Unidos era transmitido em conjunto com outro desenho animado, do Moby Dick, mas cá penso que só dava o do Mightor.

Cheguei a desenhar muitas vezes a personagem, Toth tinha um jeito tremendo para nos dar personagens com um aspecto heróico e imponente, alto, musculado e com um design simples, uma máscara e uma pequena capa. Bons tempos estes, faz falta uma produtora como a Hanna-Barbera hoje em dia.








... das Peta Zetas

quinta-feira, junho 27, 2013 2
... das Peta Zetas

Era incrível as coisas que podíamos comprar para comer durante a década de 80, guloseimas para todos os gostos e feitos que dependiam muitas vezes de um marketing inteligente para sobreviverem nas prateleiras. As Peta Zetas são um bom exemplo disso, era vendido como algo "espacial", aprovado pelos Astronautas e afins.

Foi um Químico que inventou esta guloseima ainda nos anos 50, William A. Mitchell concebeu este produto que era uma mistura de Açúcar, Lactose, Xarope de Milho e alguns condimentos em 1956, sendo patenteada pela General Foods Americana mas sem grande sucesso comercial. Não ajudou a criação de um mito urbano, em que se comessem esta guloseima e bebessem Coca-Cola ao mesmo tempo, podia haver uma explosão no estômago.

A empresa Espanhola Zeta Espacial compra então os direitos de produção e muda o nome de Pop Rocks para Peta Zetas começando a exportar para outros Países como Portugal, onde fez um sucesso tremendo. Apareceu em todo o lado e na publicidade mostrava um Astronauta todo contente a recomendar a ingestão deste produto, dizendo que é algo espacial e recomendado por todos os que andam pelo Espaço.

Curiosamente quando começaram a importação para os EUA, as Peta zetas chegaram a ter mais sucesso que o seu predecessor, provando que um bom marketing faz toda a diferença. Aquilo tinha vários "sabores", mas a piada era que quando metíamos aquilo na boca aquilo começava a fervilhar e "ardia" um pouco, era logo pura diversão para toda a criançada dos anos 80.

Quem não tentou falar com a boca cheia de Peta Zetas e ouvir aquele barulho estrilhante?










quarta-feira, 26 de junho de 2013

... do Michele Alboreto

quarta-feira, junho 26, 2013 0
... do Michele Alboreto

Michele Alboreto é mais um daqueles nomes que recordo com saudades dos tempos em que via Fórmula 1 regularmente, foi um daqueles pilotos que marcou a década de 80, principalmente no período em que esteve ao volante de um Ferrari. Apesar de só ter tido uma temporada ao mais alto nível, o piloto Italiano ficou no coração de muitos pelo seu estilo de condução e maneira de ser.

Nascido em Itália a 23 de Dezembro de 1956, Michele Alboreto começou a conduzir em competições num carro construído por si e pelos seus amigos, começando depois uma ascensão rápida pelos diferentes escalões do automobilismo até chegar à Fórmula 1. Venceu um campeonato na Fórmula três, e foi isso que lhe deu um bilhete para a Fórmula Dois (ao volante de um Minardi), onde teve algum tempo até assinar contrato com a Lancia para entrar no campeonato de carros desportivos e competir em provas como as 24 horas de Le Mans.

Em 1981, aos 24 anos, ingressou na Fórmula 1, conduzindo um Tyrell-Cosworth verde com o qual conseguiu em 1982 o primeiro lugar no Grande Prémio de Las Vegas e terminando a temporada no oitavo lugar do Mundial de Pilotos. Em 1983, apesar da vitória no Grande Prémio de Detroit, não conseguiu muitos mais pontos, acabando o campeonato num 12º lugar, o que não impediu a Ferrari de o contratar e levá-lo assim para uma Escuderia que lutava pelos lugares cimeiros.


Alboreto venceu um grande prémio logo na sua época de estreia, algo que não era conseguido por um piloto Italiano ao serviço da Ferrari desde 1966, ele que já se tinha tornado o primeiro piloto Italiano dos Tifossi em mais de uma década, continuando essa temporada a um bom nível apesar de não ter vencido mais nenhuma corrida.

Mas foi em 1985 que Alboreto ficou na boca de todo o mundo, com uma temporada fantástica vencendo dois grandes prémios e terminando no segundo lugar do Mundial de Pilotos (que Prost venceu) e muitos consideraram ele o maior rival do Francês nesse campeonato, e que só não deu mais luta devido aos problemas da Ferrari que fez com que ele não conseguisse terminar as últimas cinco corridas da temporada.

O ano seguinte ainda foi pior, com os erros mecânicos a custarem caro à escuderia, levando ao abandono do Alboreto em 7 corridas da temporada fazendo com que fosse um campeonato para esquecer. Em 1987 a contratação de Gerhard Berger fez com que Alboreto perdesse o estatuto de primeiro da equipa, e levando a com que os Tifossi não renovassem com ele em 1988, levando assim ao fim uma relação que durou 80 Grandes Prémios (um recorde nessa altura).



Depois de negociações falhadas com a Williams (que lhe ofereceu um lugar, mas retirou essa proposta à última da hora deixando-o com poucas opções de escolha), foi a Tyrell que lhe ofereceu um lugar, muito com a ajuda do patrocinador de Alboreto, a Marlboro.

Aos 32 anos o piloto encontrava-se longe da forma física ideal, e entrou na década de 90 ao volante de equipas menores como a Arrows (Footwork), Italia e Minardi que não o ajudaram em nada com carros que eram pouco fiáveis e davam constantes problemas mecânicos. Em 1994 num grande prémio de Ímola, que já estava assombrado pelas mortes de Senna e Ratzenberg, Alboreto tem um incidente aparatoso onde a sua roda direita voa em direcção às box's causando alguns acidentes entre vários mecânicos e membros das equipas.

O piloto Italiano voltou aos carros desportivos e a provas como as 24 horas de Le Mans, conseguindo vencer esta prova em 1997 e ajudando-o a competir ao mais alto nível até à sua morte em 2001, ao volante de um Audi r8 num acidente aparatoso. Alboreto teve morte imediata, morrendo assim fazendo aquilo que mais gostava e deixando saudades entre os fãs do desporto automobilístico.








segunda-feira, 24 de junho de 2013

... do What is Love de Haddaway

segunda-feira, junho 24, 2013 0
... do What is Love de Haddaway

What is Love é um dos maiores hinos do Eurodance, fez sucesso no começo da década de 90 e no seu final quando um sketch de Saturday Night Live reavivou o interesse por esta música de Haddaway.

Gravada em 1992, foi o sucesso desse ano e do seguinte nas pistas de dança da Europa e fez parte de todas as compilações de dança que almejassem ficar num bom lugar do top de vendas. Com a sua batida movimentada e ritmo frenético, What Is Love foi #1 em alguns Países da Europa e da Ásia, chegando a disco de Platina na Áustria e Alemanha, chegando ao Ouro nos Estados Unidos e Reino Unido.

Foi #11 no top Billboard dos Estados Unidos e chegou ao Segundo lugar no Reino Unido, provando que era uma das músicas mais fortes do Eurodance e uma das que iria continuar a ter sucesso ao longo dos anos. Os actores Will Farrel e Chris Kattan encarregaram-se disso num sketch que tinham no programa Saturday Night Live, onde interpretavam dois irmãos que iam a clubes de dança com uma terceira pessoa (um actor convidado como Sylvester Stallone ou Jim Carrey) e onde "abanavam o capacete" ao som desta música.

Continua a ser uma das minhas músicas preferidas do Eurodance, e uma daquelas músicas que é impossível de ouvir sem nos abanarmos um pouco.



What is love 
Oh baby, don't hurt me 
Don't hurt me no more 
Oh, baby don't hurt me 
Don't hurt me no more 

What is love 
Yeah 

Oh, I don't know why you're not there 
I give you my love, but you don't care 
So what is right and what is wrong 
Gimme a sign 

What is love 
Oh baby, don't hurt me 
Don't hurt me no more 
What is love 
Oh baby, don't hurt me 
Don't hurt me no more 

Whoa whoa whoa, oooh oooh 
Whoa whoa whoa, oooh oooh 

Oh, I don't know, what can I do 
What else can I say, it's up to you 
I know we're one, just me and you 
I can't go on 

What is love 
Oh baby, don't hurt me 
Don't hurt me no more 
What is love 
Oh baby, don't hurt me 
Don't hurt me no more 

Whoa whoa whoa, oooh oooh 
Whoa whoa whoa, oooh oooh 

What is love, oooh, oooh, oooh 
What is love, oooh, oooh, oooh 

What is love 
Oh baby, don't hurt me 
Don't hurt me no more 

Don't hurt me 
Don't hurt me 

I want no other, no other lover 
This is your life, our time 
When we are together, I need you forever 
Is it love 

What is love 
Oh baby, don't hurt me 
Don't hurt me no more 
What is love 
Oh baby, don't hurt me 
Don't hurt me no more (oooh, oooh) 

What is love 
Oh baby, don't hurt me 
Don't hurt me no more 
What is love 
Oh baby, don't hurt me 
Don't hurt me no more (oooh, oooh) 

What is love?














domingo, 23 de junho de 2013

... da Caneta de 10 Cores

domingo, junho 23, 2013 1
... da Caneta de 10 Cores

Volta e meia aparecia algo relacionado com material escolar, que servia mais para nos divertir do que propriamente para nos ajudar na escola, e a caneta de 10 cores é um bom exemplo disso.

Nos anos 90 havia muito o hábito de ter o caderno cheio de cores, era um hábito das alunas do sexo Feminino mas que muitos alunos do sexo Masculino também faziam questão de seguir. Normalmente ou se tentava escrever com canetas de cor diferente o nº da lição, o sumário e a data para se diferenciar do resto do texto, ou então sublinhava-se com uma caneta fluorescente para diferenciar do resto do que escrevíamos na aula.

A caneta de 10 cores foi a pensar nisso tudo de certeza, em vez de se estar a destapar e a tirar várias canetas do estojo, podíamos estar logo com uma caneta na mão que resolvia todos esses problemas. O maior inconveniente era somente o da grossura da caneta, não era muito prática para a dinâmica de uma aula e o peso dela também não ajudava muito à coisa, junte-se a isso o facto que se perdia mais tempo a carregar nos botões das várias cores do que a escrever e era algo que distraía mais os alunos do que ajudava.

Quem não tentou carregar várias cores para baixo ao mesmo tempo? Quanto tempo aguentavam a caneta sem a estragar? Rapidamente começou a ser algo mais para diversão do que para ajuda, começaram a aparecer várias canetas com personagens infantis de sucesso ou desenhos mirabolantes para querermos algo que iria servir basicamente para ficarmos a carregar nas várias cores para cima e para baixo.












sábado, 22 de junho de 2013

... do Out Run

sábado, junho 22, 2013 0
... do Out Run

Out Run foi um daqueles jogos que fez um sucesso enorme fosse qual fosse a máquina onde fosse jogado, desde o velhinho Spectrum ao Mega Drive passando pelo Commodore Amiga, viciou tudo e todos com a sua jogabilidade e com todo o estilo que emanava do jogo.

Os anos 80 giravam todos em torno de cosumismo e de queremos coisas belas e estilosas, por isso um jogo onde se guiava um Ferrari vermelho com uma loura ao lado por paisagens paradisíacas só podia fazer sucesso. Foi campeão de vendas e ganhou um prémio de jogo do ano pela crítica especializada, e o público também o aprovou, fazendo filas para o jogar nas máquinas de arcade ou para comprar as suas versões caseiras.

Out Run foi lançado em 1986 pela Sega, idealizado por Yu Suzuki e destacando-se pela sua máquina arcade (que se movia conforme as curvas) e com os seus gráficos muito à frente para a época e a sua música viciante que tinha tudo a ver com a década onde nos encontrávamos.

Mais do que um jogo de corridas, é simplesmente um jogo em que nos dá gozo conduzir, ali ao volante de um Ferrari Testarrosa e com a nossa parceira loira a tentarmos chegar ao fim da etapa e a apreciar a paisagem ao nosso redor. As versões caseiras tinham algumas limitações, conforme a máquina onde era reproduzido, mas nem por isso deixou de fazer furor e de ser viciante.

Um jogo que marcou a década e continua até hoje como um jogo lembrado por todos com algum carinho e saudade.








quinta-feira, 20 de junho de 2013

... do Mercúrio Cromo

quinta-feira, junho 20, 2013 0
... do Mercúrio Cromo


Criança que era criança nos anos 80 andava sempre arranhada e cheia de nódoas negras, já falei aqui do Hirudoid, que usavam para as nódoas negras, e hoje será a vez do Mercúrio Cromo que era usado mais para os arranhões.

Presença habitual na casa dos parentes mais velhos, o Mercúrio Cromo e tintura de iodo era o que se usava numa era pré-Betadine, para desinfectar aquelas feridas abertas e arranhões com mau aspecto. Mas com uma particularidade, aquilo ardia que se fartava, muito mesmo, era de ir às lágrimas levando ao extremo "o que arde cura".

Era pior que o álcool por vezes, mas as nossas tias e avós eram bem fãs de nos despejar isto nos joelhos ou cotovelos (por norma onde nos arranhávamos mais). Acabou por ser retirado do mercado por acreditarem que fazia mais mal que bem ao nosso organismo, e ninguém sentiu muito a falta disto não, mil vezes o fresquinho Betadine, sem sombra de dúvidas.

Em todo o caso duvido que muito Brasileiro e muito Português não tenha andado com manchas vermelhas nos braços e nas pernas, e com algumas lágrimas nos olhos depois de terem sido vítimas deste "medicamento".





quarta-feira, 19 de junho de 2013

... dos Cornetto de Tangerina, Whisky, Moka, Limão e outros sabores

quarta-feira, junho 19, 2013 1
... dos Cornetto de Tangerina, Whisky, Moka, Limão e outros sabores



Sempre fui fã dos Cornetto, sem sombra de dúvidas que o de Morango é o meu gelado preferido da Olá, mas ao longo dos anos a marca colocou um sem número de sabores neste gelado que se tornou como que uma bandeira da companhia. Vou relembrar aqui alguns desses sabores, como o de Tangerina ou o de Whisky.

O Cornetto surgiu pela primeira vez num cartaz da Olá em 1979, numa altura que estes cartazes ainda eram na horizontal e com umas 2 mão cheias de sorvetes para o pessoal escolher. Nesse ano surgiram aqueles que ainda hoje perduram, o de Morango e o de Chocolate, bem saborosos com um sabor a nata/baunilha misturada com algum sabor, num cone de bolacha que sabia ainda melhor ao chegar ao fim, com aquele resto de gelado num fim da bolacha a ser um fim em beleza.



Em 1982 aparece um novo sabor, o de Tangerina que se juntou aos dois originais e ao de Moka que tinha estreado um ano antes. Já haviam se tornado no produto mais caro do cartaz, com uns exorbitantes 30 escudos que faziam com que fosse um gelado que só se pudesse comer de tempos a tempos. Apesar de bem saboroso e fresco, o de Tangerina desapareceu do cartaz logo no ano seguinte, voltando em 84 mas saindo de novo no no seguinte para dar lugar ao novo com sabor a... Whisky.

Este sorvete foi uma ideia no mínimo original, juntando-se aos 3 já existentes (o de Moka continuava firme junto dos 2 originais), e dizendo a uma criança que podia comer um gelado com um gosto a algo que nos proibiam de beber. Isto tudo na estreia do primeiro cartaz grande e na vertical da Olá, que trazia também a estreia de outros sorvetes como um que se tornaria mítico, o Calippo.


Até o final da década e no começo dos a Olá continuou a testar novos sabores, Limão, Nata, Frutos Silvestres foram alguns dos Cornettos que podíamos experimentar sabendo que podia ser o último ano em que podíamos degustar aquele sorvete.

A marca ajudava ainda mais, com uns anúncios míticos e uma música que todos nós sabemos cantar e que teve composição do grande Pedro Osório. Qual foi o vosso Cornetto preferido destes que já desapareceram?





terça-feira, 18 de junho de 2013

... do Apanha Bolas da Sumol

terça-feira, junho 18, 2013 0
... do Apanha Bolas da Sumol


Nos anos 80 era comum os brindes nos produtos que comprávamos, fossem ou não direccionados para um público mais infantil e quase todos eram bastante divertidos. A dada altura a Sumol lembrou-se de nos presentear com um brinquedo básico mas que nos dava horas de diversão, um simples cone com uma bola agarrada com um cordel.

Não sei se isto tinha algum nome específico, mas vou chamar de Apanha bolas já que é o nome que encontro pela Internet, e também porque basicamente era aquilo que se fazia com este objecto. A Sumol já tinha nos oferecidos brindes semelhantes aos do seu concorrente Fruto Real, no caso deles eram as cabeças do Homem-Aranha ou do Tintim e no caso da Sumol eram cabeças de futebolistas, mas isto era muito mais à frente.

Este brinde era mais complicado de se arranjar, tinha-se que juntar umas quantas caricas e ainda algum dinheiro (50 Escudos acho) para se conseguir isto. Eu tive um verde, que consegui porque um amigo do meu pai trabalhava numa carrinha de distribuição do refrigerante e trouxe-me um.

Não tinha nada que saber, agarrava-se bem no cone e movimentava-se com alguma energia a bola tentando enfiá-la no buraco do cone. Alguns dedos esfolados e bolas na testa, mas não era motivo suficiente para deixar de brincar com isto, muito pelo contrário. Mas como todos os brinquedos que tínhamos, passado algum tempo era encostado a um canto e dava lugar a uma nova febre.














segunda-feira, 17 de junho de 2013

... do Vickie, o Viking

segunda-feira, junho 17, 2013 1
... do Vickie, o Viking

Todos nós lembramos com saudades alguns dos desenhos animados transmitidos pela RTP na década de 70 e 80, eram programas cheios de carisma e personalidade (como a Heidi ou o Marco) e foi um pequeno Vicking que começou isto tudo, foi o Vickie que iniciou esta safra de desenhos animados que nos alegraram a infância e nos marcaram para sempre.

Vickie, o Viking (Wickie, o Viking), era baseado numa série de livros infantis do autor sueco Runer Jonsson, tendo sido adaptado para televisão por um estúdio de animação japonês, sendo produzida entre 72 e 74 com o apoio de um canal Austríaco e transmitida depois por vários canais Europeus. Por cá a RTP transmitiu isto na sua versão Alemã e com legendas em Português em 1974, sendo que apenas o genérico tinha dobragem Portuguesa e que fez muitos vibrarem com a simplicidade da letra e do refrão e o cantarem vezes sem fim.

Como tantos outros. foi repetido algumas vezes nos anos 80, chegando assim a uma outra geração que também vibrou com as aventuras deste pequeno Vicking. As coisas quando são boas são intemporais, e por isso mesmo quando a TVI transmitiu isto quase no final da década de 90, foi normal que fizesse de novo algum sucesso e que cativasse mais uma geração de crianças.

Vickie era um menino muito alegre e com uma grande energia, filho de Halvar (chefe da aldeia viking de Flak) e Ilda. Desde cedo que ele mostrava toda a sua astúcia e inteligência, começando a acompanhar o pai e os seus guerreiros em algumas das suas expedições e aventuras, isto porque sempre que uma situação se apresentava complexa e de difícil resolução para o seu pai e para o resto dos vikings, ele pensava, pensava, ...esfregava o nariz e a ideia surgia-lhe.

Assim o episódio acabava sempre bem para contentamento da sua mãe, que não via com bons olhos estas suas expedições junto dos outros Vickings.

A série era recheada de personagens carismáticas, como o bom gigante Fax, o músico Ulme, com a sua inseparável harpa, o alegre Gorm, os inseparáveis e casmurros amigos Snorre e Tjur ou a amiga de Vickie, Ilvy. Isto para não falar do seu pai, Halvar, um chefe terrível e fanfarrão mas que no fundo era um coração mole, que se metia em muitas trapalhadas que o seu filho tinha depois que tentar resolver.

Foram 78 episódios de 23 minutos, que foram um sucesso tremendo por cá e deram origem ao típico merchandising como os bonecos de PVC ou as cadernetas de cromos da Disvenda. Já houve inclusive uma longa metragem feita por actores de carne e osso, sem muito sucesso, e fala-se da possibilidade de se realizar um filme de animação baseado nesta personagem carismática.

Hei Hei Wickie,
Hei Wickie hei,
Levanta bem a vela,
Hei hei Vickie,
Hei Vickie hei,
No alto mar navega.
Nananananananananananana WICKIE!

O lobo mau o faz tremer,
A tempestade ele receia,
mas no final sempre terá,
Uma feliz ideia!

Hei Hei Wickie,
Hei Wickie hei,
Levanta bem a vela,
Hei hei Wickie,
Hei Wickie hei,
No alto mar navega.
Nananananananananananana WICKIE!









domingo, 16 de junho de 2013

... da Arca de Noé

domingo, junho 16, 2013 0
... da Arca de Noé

Ainda sou do tempo da RTP nos presentear com todo o tipo de concurso a toda e qualquer hora do dia, tanto na RTP 1 como na RTP 2, e um dos que nos marcou a todos na década de 90 foi sem sombra de dúvidas a Arca de Noé.

O programa foi pela primeira vez para o ar em 1990, apresentado pelo grande Fialho Gouveia e ia para o ar na RTP 2, penso que aos Sábados à tarde e um ano mais tarde passou para a RTP 1, onde continuou a ter um enorme sucesso mesmo quando a apresentação ficou só a cargo da Ana do Carmo.

Um programa que falava sobre a vida dos animais já era algo bastante interessante, alia-se a isso o factor concurso em que se aprendia mais sobre os animais ganhando alguns prémios e o sucesso estava garantido. A música do genérico, da autoria de Carlos Alberto Moniz e José Jorge Letria, era fantástica e ainda hoje muitos de nós conseguem cantar a mesma sem nos enganarmos, ela deixava logo a geração mais nova toda desperta para o programa que aí vinha.

Em todos os programas falava-se de um respectivo animal (e nesse dia existia um exemplar dessa espécie no estúdio), com 3 concorrentes e um convidado famoso a terem que responder perguntas sobre esse animal e assim poderem ganhar alguns prémios.


Encontrava-se cupões para o concurso em algumas revistas da época, era a época onde se recortava, preenchia-se e enviava-se cupões para poder participar nos concursos televisivos, e mesmo não tendo prémios por aí além (primava-se mais pela educação das pessoas em relação à vida dos animais) este era mais um desses concursos que as pessoas tentavam participar.

O animal que dava tema ao programa tinha também direito a uma música, que era normalmente cantada por Carlos Alberto Moniz mas também existiram muitos artistas convidados a cantar neste programa, desde Paco Bandeira a Marina Mota, e quase todas elas eram bem divertidas e interessantes, dando-nos a conhecer um pouco mais sobre esse animal.

Lembro-me de ver isto aos Sábados à tarde pelo menos, de gostar daqueles cenários coloridos e sempre a fazer lembrar um pouco uma selva e tanto o Fialho Gouveia como a Ana do Carmo eram pessoas muito carismáticas que nos prendiam bem ao ecrã. A Arca de Noé esteve no ar até 1993, altura em que deixou de ser emitido pela RTP apesar de continuar a ter bastante sucesso, tanto que em 1994 uma nova edição do programa voltou a ser transmitido e desta vez apresentado por Carlos Alberto Moniz.

Esta encarnação era dirigida aos mais pequenos, mantinha um factor de concurso mas para crianças dos 8 aos 13 anos e apostando cada vez mais na vertente educativa que um programa destes conseguia ter. Era algo bastante interessante e que marcou várias gerações, quem não se lembra da letra?

Vamos fazer amigos entre os animais
Que amigos destes não são demais na vida
Que vêm aqui mostrar
Que têm uma família como eu e tu

Só que esta mora numa outra casa
Que se chama (Digam!)
Arca de Noé!
Vamos lá ver como é
Arca de Noé
Há animais que falam como nós
Como eu e tu
Há animais que falam como nós
Como eu e tu




sábado, 15 de junho de 2013

... do Abanderado

sábado, junho 15, 2013 1
... do Abanderado

Abanderado é uma daquelas marcas que marcou os anos 80, a sua roupa interior fez sucesso muito por culpa dos anúncios que colocavam na tv e que nos deixavam a cantarolar as músicas que ouvíamos nos seus reclames.

Esta marca Espanhola era conhecida pelas suas cuecas e camisas interiores, mas eram os anúncios às cuecas que faziam bastante sucesso e fizeram com que muitos de nós usassem uns slips destes, ou por sermos nós a comprar ou por alguém nos oferecer (também por influência desses anúncios).

A Abanderado começou a sua produção em 1963, e não tenho conhecimento se chegou a ir mais longe na Europa ou se ficou apenas pela Península Ibérica, mas em Portugal e durante os anos 80 essa aposta foi bastante forte, e presumo que com algum sucesso já que eram uma presença constante na TV e nas revistas.

Rapazes bem constituídos apenas em Slips e acompanhados de músicas bem animadas com slogans como "os homens usam Abanderado, porque as mulheres querem abanderado" e coisas do género, eram a fórmula típica para um reclame desta marca e o certo é que eles ficaram na cabeça de muitos de nós.

Alguém aí usou Abanderado?










quinta-feira, 13 de junho de 2013

... da Fitinha do senhor do Bonfim

quinta-feira, junho 13, 2013 4
... da Fitinha do senhor do Bonfim


A fitinha do Senhor do Bonfim foi mais uma daquelas coisas que marcou a "moda" na década de 80 e 90, uma fita colorida que se usava normalmente como pulseira e que supostamente nos ajudava a cumprir os nossos desejos mais íntimos, ou então porque ficava fixe no nosso pulso.

Em Portugal a mesma começou a ficar muito popular na segunda metade dos anos 80, encontrava-se à venda em muitas bancas de rua e apesar de muitos saberem da coisa dos desejos e afins, usava simplesmente por gostar da cor e porque muitos do grupo já usavam uma no pulso também.

Mas a fita do senhor do Bonfim remonta ao ano de 1809, era conhecida como medida do Bonfim, devido ao facto de medir exactos 47 centímetros de comprimento, a medida do braço direito da estátua de Jesus Cristo (imagem foi feita em Portugal, em Setúbal, no século XVIII), Senhor do Bonfim, postada no altar-mor da igreja mais famosa da Bahia. Inicialmente era usada no pescoço, onde se colocava uma foto ou medalha que o fiel usava para cumprir promessa ou para agradecer pela sua prece ter sido atendida.



Não se sabe quando houve a transição para o pulso, mas foi assim que todos a conheceram nos tempos modernos e assim que a mesma subsiste até hoje. Devemos usar a fita até esta se desfazer de modo natural no nosso pulso, só assim os nossos desejos se irão cumprir, não devemos forçar esse processo nem a tirar do pulso a momento algum.

A pulseira é atada em 3 nós, sendo que cada nó corresponde ao desejo feito mentalmente e que nunca deve ser pronunciado em voz alta, para não correr o risco deste não se concretizar. Poucos sabem de outros factos desta pulseira, como a de que cada cor corresponder a um Orixá, e só se devia usar a cor daquele a que nos sentimos mais próximos.

Alguém chegou a usar esta pulseira para cumprir algum desejo? E também foi na conversa que se tinha que atirar depois ao mar para este se realizar?





quarta-feira, 12 de junho de 2013

... do Alex Kidd

quarta-feira, junho 12, 2013 0
... do Alex Kidd

Alex Kidd foi uma das personagens mais famosas dos videojogos nos anos 80, foi a primeira grande mascote da SEGA e uma que ajudou a popularizar a consola Master System. Um rapaz de 14 anos que vivia grandes aventuras num universo colorido e cheio de emoções.

O jogo mais conhecido desta personagem surgiu em 1986, Alex Kidd in Miracle World, que chegou a vir incorporado na consola Master System e Master System II da Sega, sendo a prova da aposta da companhia para que este se tornasse a nova mascote da produtora de videojogos para substituir a anterior que não andava a ter muito sucesso na questão de popularidade.

Alex era um rapaz pequeno com orelhas grandes e que vestia normalmente um macacão colorido, dizia-se que tinha 14 anos mas que essa idade não correspondia aos anos humanos e que este já tinha centenas de anos. os jogos mais populares da personagem eram do tipo arcade, e ganhou uma legião de seguidores por este mundo fora. Mas em 1991 a SEGA substituiu-o pelo Sonic, e a personagem foi relegada ao esquecimento, aparecendo por vezes em cameos num ou noutro jogo.







terça-feira, 11 de junho de 2013

... do Feira dos Bonecos

terça-feira, junho 11, 2013 0
... do Feira dos Bonecos

As Marionetas ainda estavam em grande nos anos 80, com vários programas na RTP onde os protagonistas eram estes bonecos simpáticos e cheios de personalidade e um dos que recordo com alguma saudade é o Feira dos Bonecos.

Era um programa produzido por Portugueses, dava aos Domingos de manhã se a memória não me falha e apresentava sempre uma história bastante conhecida, uma fábula ou um conto popular, de uma forma divertida e simples de entender por parte das crianças. A ideia que tenho é de ter sido transmitido na primeira metade da década de 80, de existir um palhaço (marioneta claro) que apresentava as histórias e destas serem sempre bastante animadas.

Nunca fui totalmente fã de marionetas, mas estas eram bastante castiças, feitas por Emília Perestrelo representando histórias escritas por Natércia Correia. Outra coisa engraçada no programa é que o mesmo era transmitido como se fosse num Teatro verdadeiro, dando um ar imponente e menos infantil aos bonecos que apareciam. Encontrei dois vídeos no blog Desenhos Animados, ficam aqui para o pessoal recordar comigo.










segunda-feira, 10 de junho de 2013

... do iogurte Yoplait

segunda-feira, junho 10, 2013 0
... do iogurte Yoplait

O iogurte é algo que faz parte da infância de qualquer um de nós, e a Yoplait foi uma das marcas que nos acompanhou na década de 80, com uma publicidade forte e produtos que marcavam a diferença na prateleira do Supermercado.

A Yoplait surgiu no mercado Francês em 1967, quando mais de 100 Mil fazendeiros Franceses de seis corporativas diferentes juntaram-se para desta forma vender melhor os seus produtos. As seis pétalas no símbolo da companhia representam essas seis corporativas, enquanto que o nome era uma junção de dois nomes dessas corporativas.

Em 1971 começaram a sua odisseia no mercado Norte-Americano, e aos poucos foram conquistando um lugar no mercado com as suas ideias inovadoras e revolucionárias.

Foram os primeiros a produzir iogurtes com baixo índice de gordura (os low fat) e a criar um iogurte líquido pronto a beber. Eu lembro-me bem quando o Yop apareceu cá em Portugal, era uma loucura poder beber assim um iogurte de Morango, e aquilo era mesmo bom, ainda hoje continua a ser o meu preferido e a minha forma favorita de comer iogurte.

Depois de entrar nos mercados Africanos e Asiáticos, foi na década de 80 que começou a sua grande expansão pelo mercado Europeu, e Portugal foi um desses países. Foi fabricado e distribuído pela Gelgurte, uma fábrica da Guarda que produziu isto até 2010, quando não foi renovado a parceria com a marca Francesa.

A marca continua a ter sucesso noutros Países, está presente em mais de 50 países ao redor do mundo, sendo a número 1 e 2 do mercado em 39 desses países, comercializando uma linha de produtos composta por 2.500 intens. Seus maiores mercado são a França, Estados Unidos (onde são vendidos diariamente cerca de 8.5 milhões de embalagens do produto) e Reino Unido, tendo ainda forte presença no Canadá, Austrália e México. Mundialmente, a cada minuto, são consumidos cerca de 15.000 potes de YOPLAIT.








... da Moeda de Cinco Escudos

segunda-feira, junho 10, 2013 1
... da Moeda de Cinco Escudos

Voltamos a viajar pelo tempo dos Escudos, desta vez a lembrar uma das mais antigas do nosso Escudo, a moeda de Cinco Escudos.

A primeira moeda de Cinco Escudos que apanhei era um pouco grande, foi aquela que apanhou todos da geração de 70 e 80 antes da sua substituição em 1989. Era cunhada em Cupro-Níquel com um diâmetro de 24,5 mm e um bordo serrilhado, pesava 7 gramas e era prateada, algo comum nas moedas dessa década.

A face tinha uma caravela enquanto que do outro lado podíamos ver o padrão dos descobrimentos, e era uma daquelas que enquanto crianças gostávamos de colocar por baixo de um papel e rabiscar para ver as gravuras da moeda a aparecerem no papel com toda a nitidez.

Esteve em circulação desde 1963 até 1989, dando lugar a uma moeda mais pequena, dourada e sem o mesmo charme. Cunhada em Latão-Níquel era bastante mais leve que a sua antecessora e também mais pequena com um diâmetro de 21 mm e continuando a ter um bordo serrilhado. Entrou em circulação em 1987 e esteve nos nossos bolsos até 2002, mas nunca gozou da mesma utilidade e popularidade da antiga. Talvez por nunca reagirmos muito bem a estas moedas mais douradas/escuras, apelidando-as de "pretas" e tentando sempre despachá-las à primeira oportunidade.





domingo, 9 de junho de 2013

... das Golden Girls (Sarilhos com elas / Supergatas)

domingo, junho 09, 2013 0
... das Golden Girls (Sarilhos com elas / Supergatas)

Eu achava alguma piada à série Sarilhos com Elas (Golden Girls no original, Supergatas no Brasil), mostrava que os mais velhos também podiam ser divertidos, e tinha uma daquelas personagens que saltava do ecrã com a sua personalidade desbocada e nada a ver com a idade que tinha.

Foi mais uma criação de Susan Harris (Já responsável por outras séries famosas como Soap), tendo tido sete temporadas que foram transmitidas entre 1985 e 1992, ajudando a quebrar alguns preconceitos que existiam acerca de personagens da terceira idade em séries televisivas. Deu no horário nobre da RTP na segunda metade da década de 80, mas posso dizer que também cheguei a ver isto por volta da hora de almoço (ou pelo início da tarde) na rtp 1 ou 2.

Era frequente abordarem temas sexuais no programa, ou outros temas que mostravam que apesar da idade que tinham, viviam uma vida activa e acreditavam que ainda tinham muito para dar e a sua vida não estava terminada. Todas as protagonistas venceram pelo menos um Emmy, e a série foi também alvo de vários Emmys e Globos de Ouro que atestaram da qualidade da mesma e do sucesso que teve em todo o mundo.

A série mostrava quatro mulheres acima dos Cinquenta anos vivendo juntas na mesma casa, cada uma com a sua personalidade e filosofia em relação à vida mas unidas por uma grande amizade. Apesar de haver muitas discussões devido a essas personalidades diferentes, acabavam quase sempre a abraçar-se ou a comer um bolo na cozinha.

Dorothy Zbornak (Bea Arthur) tinha um temperamento muito complicado, divorciada de Stanley (que tentava várias vezes a reconciliação) era um pouco amarga e algo desconfiada das coisas. Era a mais inteligente do grupo e por vezes a voz da razão.

Sophia Petrillo (Estelle Getty) era a mãe de Dorothy que acaba por ir viver com ela e com as suas companheiras depois de um incêndio no lar onde vivia. Apesar da sua aparência frágil e idosa, esta era bastante desbocada e tinha sempre uma resposta na ponta da língua. Criticava constantemente as companheiras da sua filha, com comentários mordazes e certeiros que era raro não arrancarem uma gargalhada do público.

As duas companheiras de Dorothy não podiam ser mais diferentes, uma era toda atiradiça e extrovertida, Blanche Deveraux (Rue McClanahan) era uma típica beldade sulista, que depois de enviuvar decidiu viver uma vida sexual muito activa e aparecia com um namorado novo em quase todos os episódios. Já Rose Nylund (Betty White)  era mais calma e ingénua, cheia de histórias estranhas sobre a sua terra natal e sem o mesmo interesse por uma vida sexual activa que as suas companheiras tinham.

As atitudes exageradas de Sophia eram o que atraía muitos de nós nesta série, se bem que agora é das coisas que se calhar menos gostamos de ver, pelo exagero típico dos anos 80 dessas mesmas atitudes que eram somente para provocar shock value e que afastavam por vezes um pouco a atenção dos assuntos abordados nos episódios que eram até bastantes interessantes e pertinentes.

Uma série de alguma qualidade e que provou que não precisamos de ter só séries juvenis na nossa televisão, aliás chegámos a ter uma versão Portuguesa das Golden Girls, que também era interessante e com um elenco de qualidade.











sexta-feira, 7 de junho de 2013

... dos PinyPon

sexta-feira, junho 07, 2013 0
... dos PinyPon

A década de 80 teve a sua dose de brinquedos míticos, daqueles que nos marcaram e ficaram na nossa memória para sempre e os PinyPon da Famosa são um bom exemplo disso. Uns brinquedos pequenos e cheios de carisma que davam tanto para meninos como para meninas apesar de serem muito mais populares com o sexo feminino.

Isto porque este brinquedo fazia lembrar em tudo os Playmobil, até vinham em pequenas caixas com o boneco a representar alguma profissão e tudo. Existiam também depois séries que vinham com algo mais elaborado, como uma fábrica ou uma casa de férias. Era uma daquelas prendas comuns, as mães não se importavam de dar isto porque sentiam que era algo sem maldade e engraçado e os pais porque era algo que não era muito caro.



Era impossível não achar piada a um destes bonecos, eram sempre bastantes coloridos e com um ar castiço,  e o nome era também um pouco engraçado e entrou no nosso dia a dia. Começámos a usar como alcunha para alguém pequenino, normalmente uma rapariga, e ainda hoje é utilizado para esse efeito.

Os bonecos viveram um revivalismo em 2009 e conseguiram ter algum sucesso continuando à venda até hoje, a conquistar uma nova geração como conquistou a dos anos 70 e 80. Continuam com o seu aspecto colorido e cheio de carisma, com a possibilidade de trocar peças de um boneco para o outro prolongando a vida útil do mesmo e dando ainda mais diversão para as crianças.










... do Serguei Bubka

sexta-feira, junho 07, 2013 3
... do Serguei Bubka

Serguei Bubka (ou Sergey Bubka) foi um dos maiores desportistas da década de 80, campeão olímpico em 1988, Bubka dominou o Salto à Vara e foi uma daquelas figuras míticas do desporto Olímpico e do Atletismo.

Serguei Bubka nasceu a 4 de Dezembro de 1963 na Ucrânia, começando-se a destacar muito cedo neste desporto do Salto à vara ultrapassando os 2,70 Metros com 11 anos e aos 16 já conseguia ultrapassar a marca dos cinco Metros.

Ele tinha uma personalidade muito forte, típica das pessoas da União Soviética, frio e calculista surpreendia tudo e todos nos eventos em que participava e ganhou o primeiro campeonato do Mundo em 1983, logo no primeiro campeonato em que participou. Com um salto de 5,70 Metros, não havia dúvida que Bubka estava sobre o olhar de todo o mundo após esta conquista em Helsínquia.

Foi um daqueles atletas prodígio que quis mostrar que a sua primeira conquista não tinha sido obra do
acaso, trabalhava sempre para se superar e para ultrapassar todos os recordes deste desporto. Em 1984 conseguiu seus primeiros recordes mundiais, estabelecendo uma marca de 5,81 metro, sendo também o seu primeiro em competições em ambientes fechados. Ao ar livre, marcou outro com 5,85 m, que ele mesmo superou quatro vezes (o de recinto fechado bateu-o por três vezes). Naquele ano bateu nove recordes mundiais, no total. Um feito extraordinário.

Foi vítima do boicote olímpico da União Soviética aos Jogos Olímpicos de Los Angeles, onde podia ter ganho a sua primeira medalha, tendo assim que esperar pelos jogos olímpicos de Seul em 1988, onde mostrou assim a todos que era mesmo a maior autoridade no Salto à Vara.

Ia então vencendo os campeonatos mundiais. Até ao de Sevilha, ganhou todos: Roma 87, Tóquio 91, Estugarda 93, Gotemburgo 95 e Atenas 97.

Tinha os seus altos e baixos, mas era um atleta que tentava recuperar sempre a sua forma e voltar às vitórias e às medalhas de Ouro. Num campeonato mundial após um atleta bater o seu recorde do mundo, Bubka não se deixou ir abaixo e passado dez minutos saltou e estabeleceu um novo recorde. Nos anos 90 a coisa foi esmorecendo a nível olímpico, mas nos campeonatos mundiais sobre tecto fechado continuava imparável batendo os recordes mundiais em 1993 e 1995, permanecendo sempre num bom nível até o seu abandono em 2001.

A prova da força deste atleta é que os seus recordes perduram até hoje, o recorde de 6,15 Metros de 1995 continua intocável sendo que o campeão actual não consegue mais que 6,05 Metros.

Medalhas
Jogos Olímpicos
Competidor da  União Soviética
OuroSeul 1988Salto com vara
Campeonatos Mundiais
Competidor da  União Soviética
OuroHelsínquia 1983Salto com vara
OuroRoma 1987Salto com vara
OuroTóquio 1991Salto com vara
Competidor da  Ucrânia
OuroStuttgart 1993Salto com vara
OuroGotemburgo 1995Salto com vara
OuroAtenas 1997Salto com vara
Campeonatos Mundiais – Indoor
Competidor da  União Soviética
OuroParis 1985Salto com vara
OuroIndianapolis 1987Salto com vara
OuroSevilha 1991Salto com vara
Competidor da  Ucrânia
OuroBarcelona 1995Salto com vara
Campeonato Europeu
Competidor da  União Soviética
OuroStuttgart 1986Salto com vara