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Nas décadas de 70 e 80 a vida num recreio de uma escola não era tão promíscuo como agora, e para conseguirmos mais alguma coisa ia-se inventando jogos que possibilitassem nem que fosse um beijinho na cara, e o jogo do Bate-Pé foi um dos maiores expoentes dessas nossas invenções.

Lembro-me deste jogo ter bastante importância na escola preparatória, pelo menos foi onde me lembro de ver mais pessoal envolvido nisto ou de eu próprio ter participado em algo do género. O conceito era simples, ia-se para trás de um pavilhão e fazia-se 2 filas, uma de rapazes e outra de raparigas. Depois existiam várias possibilidades, a mais comum era de atribuir números às acções pretendidas, 1- beijo na cara, 2-beijo na boca (à "peixinho" por norma), 3- apalpar rapariga, etc.

Dizia-se o número do que pretendíamos e depois a pessoa em questão ou aceitava e fazia o que havia sido pedido ou então recusava e batia o pé. Existiam por vezes limites para as vezes que alguém podia bater o pé ao mesmo pedido, e então a pessoa tinha que ceder nessa altura mesmo que não o quisesse. Era sempre uma emoção forte este jogo, a única possibilidade de termos algo de meninas que por vezes só podíamos apreciar ao longe, mas era ao mesmo tempo tudo feito com muita inocência, típica das décadas em que vivíamos.









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