Maio 2013 - Ainda sou do tempo

sexta-feira, 31 de maio de 2013

... dos Scooter

sexta-feira, maio 31, 2013 3
... dos Scooter

Os Scooter tiveram grande sucesso no final da década de 90 e no começo do Século XXI, conquistando a Europa com as suas músicas que abrangiam diversos estilos musicais e o carisma do seu vocalista.

Fiquei fã da banda desde a 1ª vez que os vi e ouvi no Canal Viva em 1998 com a música "How much is the fish?", e comecei a acompanhar mais este grupo chegando a adquirir cd's e dvd's deles. Gosto da energia que eles colocam na música, de algumas das suas covers e da variedade de estilos que colocavam nas canções que interpretavam.

Os Scooter são uma banda Alemã de Tecno-Dance Music, já venderam mais de 25 Milhões de discos e venceram mais de 80 discos de Ouro e Platina e tiveram mais de 20 músicas no top 10, sendo por isso o grupo Alemão de maior sucesso de todos os tempos.


H. P. Baxter (Vocalista e Guitarra) e Rick J. Jordan (Produtor, compositor, Guitarra e Teclas) juntaram-se em 1986 e depois de algum tempo em alguns projectos musicais, formaram este projecto em 1993, sendo os únicos 2 membros que sempre estiveram no grupo até hoje apesar de já terem tido vários elementos como o 3ª membro na banda. Destes destaco Jay Frog entre 2002 e 2006, foi um membro que trouxe outra alma ao grupo e ajudou este a ter algum sucesso.

O estilo meio Rapper de Baxter ajudou a que os Scooter ganhassem algum destaque, já que casava bem com o som mais Tecno do grupo e a música "Hyper, Hyper" mostrou bem isso, chegando ao 2º lugar do top Alemão e vendendo mais de 750 Mil unidades. Furou lugares no top de diversos Países Europeus assim como os seus dois singles seguintes, "Move you Ass" e "Friends".

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Em 1996 mudaram um pouco o seu som, reduzindo a intensidade da música e roçando o Pop com especial destaque para o single "I'm Raving", uma cover da música de Marc Cohn "Walking in Memphis" (tornada popular com a cover de Cher). Em 1998 voltaram a acelerar o seu som e lançaram um dos seus maiores sucessos, o "How much is the fish?", uma música Hard Dance que voltou a colocá-los no top 5 de alguns Países Europeus.

Hip-Hop, Dubstep, Hard Rock e Tecno eram alguns dos géneros musicais que podíamos encontrar nos álbuns de Scooter, e a banda virou o Século com alguns singles de sucesso como "Faster, Harder, Scooter" ou "Posse (i need you in the floor)". Quando decidiram lançar uma compilação dos seus maiores sucessos em 2001, decidiram gravar mais uma cover, a música "Ramp! (the Logical Song)" que chegou ao 2º lugar no Reino Unido e teve uma grande aceitação noutros Países Europeus também.


A banda esteve sempre bastante activa, apesar de ter menos singles de sucesso do que no começo, volta e meia o grupo conseguia colocar alguma música num top 10 de algum País Europeu e voltou à ribalta com a sua segunda compilação de sucessos em 2002. Mas em 2006 lançaram um single "The Question is what is the question" que teve 26 semanas no top, um recorde para o grupo.

Para quem duvida do sucesso e importância da banda, em 2009 um grupo de artistas lançou um cd de homenagem ao grupo com bandas como Bloodhound Gang, Status Quo e Sido a fazerem covers e samplings de músicas dos Scooter. Ela ainda continua no activo, mas afastada dos tops internacionais apesar de continuar fiel ao seu estilo que funde diversos géneros musicais.











quinta-feira, 30 de maio de 2013

... do John McEnroe

quinta-feira, maio 30, 2013 0
... do John McEnroe

John McEnroe foi um dos maiores nomes do Ténis Mundial, um dos melhores jogadores de sempre, com uma personalidade forte, e que o ajudou a ficar ainda mais famoso dentro e fora do campo. Era um jogador com uma técnica acima da média, um vólei fantástico e um mau feitio que o fazia ter explosões dentro do court, que faziam as delícias de muitos dos que viam os seus jogos.

Nascido na Alemanha, onde o pai dele se encontrava ao serviço da Força Aérea, McEnroe cresceu depois em Queens, nos Estados Unidos e começou a jogar logo aos 8 anos de idade. Desde cedo demonstrou logo um talento inato para o jogo, e aos 18 anos entrou como amador no torneio de Wimbledon, onde conseguiu ir até às meias finais (onde perdeu com Jimmy Connors), um recorde para um amador e a melhor perfomance de sempre para um tenista que vinha das qualificações.

Dois anos mais tarde, em 1979, venceu o seu primeiro grande Grand Slam (US Open) tornando-se o mais jovem vencedor desde Pacho Gonzales em 1948. Nesse ano, teve ainda uma grande vitória contra Bjorn Borg (no WTC Finals), terminando o ano com 10 títulos com singular e 17 conquistas nos torneios de pares,  o que marcou um recorde para a época de estreia de um tenista.

O seu mau feitio levava a que discutisse frequentemente com árbitros, apanha bolas e até com o público. Isto ajudou-o a formar uma imagem de Bad Boy rebelde, completamente de acordo com a década que se iniciava, e onde ele iria se tornar um dos seus maiores nomes.

Teve 3 grandes rivalidades, com Bjorn Borg, com Jimmy Connors e ainda com Ivan Lendl, com alguns destes jogos a serem dos mais importantes e emocionantes deste desporto, o que levou a que o Ténis ganhasse outra dimensão para o público em geral.

Isto levou a que os seus primeiros tempos em Wimbledon fossem meio complicados, em 1980 foi bastante assobiado pelo público (devido ao seu comportamento na meia final contra Connors) quando entrou para a final que ia ter contra Borg, que procurava a sua quinta vitória consecutiva no torneio Britânico.

Borg acabou por vencer este jogo, que é considerado por muitos como a melhor final de sempre em Wimbledon. No ano seguinte voltou a ter vida complicada neste torneio, foi multado diversas vezes e a imprensa Britânica colocou-lhe a alcunha de SuperBrat devido ao seu temperamento intempestivo. Foi neste ano que McEnroe usou por diversas vezes a frase "You cannot be serious", em direcção aos árbitros, algo que se viria a tornar a sua imagem de marca.

Em mais uma final contra Borg, o preferido dos Ingleses, o Americano saiu vitorioso, algo que voltou a repetir no US Open acabando assim uma rivalidade que tinha apaixonado todos os adeptos. Entre 1983 e 1985 foram os seus confrontos contra Lendl e Connors que dominaram as atenções do público, dando alguns excelentes espectáculos como a final de Roland Garros em 1984 entre Lendl e McEnroe, que Lendl venceu em cinco sets dramáticos e emocionantes.

Foi nesse ano que ele fez a melhor época de sempre no ténis profissional, com 82 vitórias e 3 derrotas, vencendo 13 torneios, 2 grand slams e foi o segundo na taça Davis. Nem a sua suspensão de 21 dias por causa do seu comportamento manchou essa época.

Foi um jogador que ajudou a revitalizar o interesse dos Americanos pela Taça Davis, o que levou o País a vencer duas finais em 1984 e 1985. Depois de um ano de pausa, McEnroe demorou a recuperar a sua forma, mesmo assim nunca teve longe do que se esperava de um jogador do seu calibre, vencendo categoricamente um Roland Garros em 1988 e estando sempre perto das finais nos outros Grand Slam. O seu mau feitio continuava em forma, sendo expulso do torneio Australiano em 1990 por insultar e ameaçar os oficiais desse grand slam.

Continuou a competir em bom plano até 1992, vencendo torneios importantes na categoria de pares e tendo grandes jogos nos torneios singulares mesmo que não chegasse regularmente a uma final. Entrou para o Ténis Hall of Fame em 1999, trabalhando como comentador em diferentes estações televisivas e tornou-se um dos nomes mais importantes na importância que voltou a ser dada ao campeonato de veteranos, mostrando estar ainda em boa forma e reeditando até algumas das suas maiores rivalidades.

É impossível ficar indiferente aos números da sua carreira, à qualidade do seu ténis e ao carisma da sua personalidade. Foi um dos meus tenistas preferidos e daqueles que ajudou a que eu me interessasse pelo desporto numa década onde foi possível ver tantos jogos bons e de grande qualidade.












... da Laranjina C

quinta-feira, maio 30, 2013 1
... da Laranjina C

Laranjina C foi mais um daqueles produtos marcantes no nosso Portugal, uma bebida muito popular que vinha numa garrafa original que faz com que ainda hoje permaneça no nosso imaginário.

Foi em 1926 que a empresa Francisco Alves e Filhos começou a sua actividade na Venda do Pinheiro, e no começo a sua distribuição raramente ultrapassava os limites do concelho de Mafra. Mas com o final da 2ª Guerra Mundial, a empresa dá o grande passo e lança no mercado a Laranjina C, com a sua garrafa original e distribuição a nível nacional. As garrafas da empresa ostentavam a forma da mole granítica de Mafra e a designação de Convento, ficando com uma forma arredondada a lembrar uma laranja.

Nos tempos dourados da companhia, era comum ver bastante publicidade à marca um pouco por todo o lado, chegando a patrocinar equipas de desporto como a de Ciclismo do Sporting Clube de Portugal. Ainda era uma marca forte nos anos 70, mas apanhei a sua fase descendente quando perdia o lugar para outros produtos nos anos 80.

Segundo sei a empresa chegou a acordo com uma multinacional e introduziu no nosso País o refrigerante Trinaranjus, tendo depois que optar por um dos sumos. Mesmo assim ainda bebi uns quantos, lembro-me de não desgostar do sabor mas de achar mais piada à garrafa onde vinha.









terça-feira, 28 de maio de 2013

... da Sirumba

terça-feira, maio 28, 2013 0
... da Sirumba

Ainda sou do tempo em que havia mais brincadeiras fora de casa do que dentro de casa, o exercício físico era uma constante e um dos nossos jogos preferidos era o da Sirumba.

Havia que chamasse isto também de Polícia e Ladrão, mas por norma era por Sirumba que esta brincadeira era mais conhecida. As regras do jogo eram simples, pintava-se uns quadrados no chão com uns corredores a separar esses quadrados e criavam-se duas equipas, uma com os Polícias e outra com os Ladrões.

Os Ladrões ocupavam os quadrados enquanto que os Polícias ficavam pelos corredores e tentavam apanhar/tocar os ladrões que iam tentando passar de um quadrado para o outro. Eles tinham que fazer isto e dar a volta ao campo, quando conseguiam isso gritavam bem alto SIRUMBA. Se a equipa de ladrões conseguisse isso, o jogo voltava ao começo e as equipas mantinham-se na mesma posição, e só quando os Polícias apanhavam alguém é que os papéis se invertiam.

Era o jogo ideal para o alcatrão, desenhava-se os quadrados com giz numa qualquer praceta (ou estrada pouco movimentada) e a diversão estava garantida. Até nas aulas de Educação Física isto jogava-se, já que treinava bem os reflexos e a coordenação motora. Uma bela brincadeira, simples e animada.










segunda-feira, 27 de maio de 2013

... do Batatoon

segunda-feira, maio 27, 2013 6
... do Batatoon

O Batatoon foi um dos programas infantis de maior sucesso em Portugal, foi transmitido pela TVI no final da década de 90 e foi um caso sério de popularidade no nosso País.

Sempre existiram programas com Palhaços na Televisão Portuguesa, existiu o Circo Alegria na RTP e na própria TVI foi transmitido um programa com o nome Vamos ao Circo, mas foi em Novembro de 1998 que se decidiu criar um programa de Palhaços que transmitisse também Desenhos Animados, tivesse sketches divertidos, números musicais e muitos passatempos e concursos didácticos e muito divertidos.

O palhaço Batatinha (António Branco) já era bastante conhecido do público Português, e juntamente com o seu parceiro Companhia (Paulo Guilherme) apresentou diversos programas e especiais televisivos e foram por isso a aposta lógica da produtora Miragem, que em Novembro de 1998 convence a TVI a transmitir um programa infantil diário, o Batatoon.

De um momento para o outro aquilo tornou-se um caso sério de popularidade, vendendo Merchandising de todo o tipo (cd's, material escolar, revistas, etc) e dominando por completo as audiências. Era transmitido em directo e com muito público infantil para vibrar e aplaudir os convidados musicais ou participar nos concursos que animavam o programa.

Também haviam algumas reportagens e sketchs humorísticos, e claro os desenhos animados, que incluíram alguns grandes sucessos como a Lenda do Zorro, Samurai X, Navegantes da Lua, Cow and Chicken, Dartacão ou Digimon.

O exagero do Batatinha conquistava as pessoas, todos se riam quando ele agarrava no comando gigante e dizia "Comando na mão, e carrega no botão" ou quando fingia entregar uma prenda ao telespectador mandando o artigo contra o cameraman. Havia também o Microgaitas (microfone do Batatinha) e o sapo Xixi (DJ que punha músicas) entre outras personagens que compunham o elenco do programa.

O programa chegou ao fim, segundo o que se diz, após uma discussão acalorada (chegando a vias de facto supostamente) entre os 2 palhaços no programa de 15 de Março de 2002, levando então a que o Batatoon chegasse ao fim e só voltasse a ser transmitido em 2006 aos Domingos de Manhã. Nunca mais voltou a ter o sucesso que tinha no começo do Século XXI, mas deixou a sua marca na história televisiva.











quinta-feira, 23 de maio de 2013

... da Cola Cisne

quinta-feira, maio 23, 2013 0
... da Cola Cisne

Ainda sou do tempo em que tínhamos que ter um tubo de cola sempre à mão, era usado tanto na escola como no dia a dia e na década de 80, havia uma que se destacava das outras, a Cola Cisne.

Vinha num tubo tipo bisnaga, e de lá saía uma pasta líquida meio transparente que usávamos então para colar muitas coisas. Era usada na escola quando se queria fazer colagens de material mais complicado, e em casa era usado pelos mais novos na colagem dos cromos nas cadernetas, já que ainda não existiam cromos autocolantes nessa altura.

Era preciso algum cuidado no uso desta cola, era daquelas que nos cagava todos e que depois fazia com que tudo se colasse a nós, para além disso se não se colocasse a quantidade certa a mesma iria esborratar e iria-se ver na parte de trás da folha. Era preciso algum jeito, havia quem optasse por fios finos pelos rebordos e outros que escolhiam pequenos montinhos em cada canto do que se pretendia colar.

E obviamente havia quem comesse a cola cisne, foi algo comum na escola primária e até havia quem mascasse aquilo como se de pastilha elástica se tratasse. Era uma espécie de plástico doce que seduzia a petizada a utilizar aquilo como se fosse uma guloseima.

Para mim o pior era quando ia à mochila ou estojo e via que o tubo tinha um furo, algo bastante problemático, pegajoso e de difícil resolução. Confesso que era muito mais fã dos sticks da UHU.




quarta-feira, 22 de maio de 2013

...do Bell e Sebastião

quarta-feira, maio 22, 2013 1
...do Bell e Sebastião

Bell e Sebastião foi mais um daqueles Animes estrelado por um orfão, algo tão típico na RTP dos anos 80, com uns animais fofinhos a acompanhar e toda uma história cheia de emoção e choradeira.

Foi um desenho animado adaptado do romance "Belle et Sébastien" de Cécile Aubry, uma conhecida argumentista, actriz, escritora e realizadora Francesa. Existiram 52 episódios, produzidos entre 1981 e 1982 e transmitidos pela RTP em 1983, numa versão dobrada em Português.

No programa podemos ver a amizade entre um pequeno garoto e um enorme cão branco do qual todos tinham medo, mas o pequeno Sebastião adopta o animal e chama-o de Bell. Juntos partem em busca da mãe de Sebastião, uma cigana que o tinha abandonado.

Não era muito fã deste desenho animado, já me cansava tanta desgraça e queria era divertir-me quando via este tipo de programas. Mas adorava a música do genérico e a dobragem Portuguesa era, para variar, muito boa.



Corre, corre Bell.
Corre, corre Bell.
Tiki, Tiki, Tiki, Tiki,
Tiki, Tiki, Tiki, Tiki.
Bell, Bell, Bell.

Olhas as montanhas lindas brilhantes
com o murmurar da água nascer.
Vamos ao pé delas somos viajantes,
e vamos brincar até anoitecer.

Corre, corre Bell.
Corre, corre Bell.
Tiki, Tiki, Tiki, Tiki,
Tiki, Tiki, Tiki, Tiki.
Bell, Bell, Bell.

Ao chegar aos montes lindos
o puchi vai sonhar.
Um sonho de alegria,
um sonho lindo de encantar.
E o Bell e o Sebastião
também sonharão.

O Bell é tão grande,
o puchi pequenino
são tão engraçados
a darem as mãos.
Somos destemidos e aventureiros,
somos muito amigos como três irmãos.

Corre, corre Bell.
Corre, corre Bell.
Tiki, Tiki, Tiki, Tiki,
Tiki, Tiki, Tiki, Tiki.
Bell, Bell, Bell.

Lá lá lá lá
Lá lá lá lá
Tiki, Tiki, Tiki, Tiki,
Tiki, Tiki, Tiki, Tiki.
Bell, Bell, Bell.






terça-feira, 21 de maio de 2013

... do Crocodilo Dundee

terça-feira, maio 21, 2013 4
... do Crocodilo Dundee

Lembro-me bem da primeira k7 VHS que aluguei, foi a do filme Crocodilo Dundee, uma daquelas comédias que marcou os anos 80 e que foi uma bela primeira escolha, já que ainda hoje me consigo rir com este filme simples mas bastante divertido.

Crocodile Dundee estreou em 1986 e lançou a carreira de Paul Hogan, para além de ajudar a cimentar o fascínio que se sentia pelo continente Australiano na década de 80. Algo normal, já que o filme foi feito mesmo para esse propósito, o de promover o País nos Estados Unidos e isso foi alcançado na perfeição, o filme foi o 2º mais rentável desse ano quer nos USA quer Mundialmente.

Com base na história de Rodney Ansell, o filme mostrava uma jornalista (Linda Kozlowski, que viria a casar-se com Hogan) Norte-Americana a viajar até a Austrália para escrever uma história sobre um guia que tinha sido atacado por um crocodilo. Quando percebe que os factos afinal tinham sido um pouco exagerados, começa a ficar interessada pela personalidade do Australiano e convida-o a visitar o seu País.

O filme já era engraçado na Austrália, o carisma de Hogan ajudava à coisa e existiam algumas cenas bastantes engraçadas com a dele a fingir ver as horas pela posição do Sol, quando tinha espreitado o relógio do amigo uns momentos antes. Mas é em Nova York que as coisas começam a ganhar outra intensidade e é impossível não nos rimos com as reacções de Dundee a tudo o que uma grande cidade lhe colocava à frente.

O sorriso e a ingenuidade da personagem conquistavam tudo e todos, um daqueles filmes que se podia ver em família e arrancar gargalhadas aos diversos membros da família, uma verdadeira comédia. Originou três sequelas que não conseguiram ter o mesmo impacto deste primeiro filme.










segunda-feira, 20 de maio de 2013

... do Trevo da Sorte

segunda-feira, maio 20, 2013 2
... do Trevo da Sorte

O Trevo da Sorte foi um daqueles concursos matinais que a RTP gostava de transmitir nos anos 90, primava pela simplicidade mas nem por isso passou despercebido e muitos de nós viram este programa com algum interesse.

Foi mais um concurso transmitido perto da hora do almoço, entre as 11h45 e o meio dia entre 1990 e 1991, integrado no magazine Ponto de Encontro e com a apresentação de um nome conhecido da Rádio, o Júlio Montenegro. O homem adequava-se bem à coisa, tinha aquele estilo sóbrio e calmo que um programa deste género exigia, lógico que ajudava a que o mesmo não tivesse muita animação mas na altura isso não era sempre o essencial para o sucesso de um concurso.


Existiam três concorrentes que tinham que responder a três perguntas que o apresentador colocava, e aquele que tivesse maior pontuação seguia em frente para a prova final, onde iria ter a companhia de um telespectador que participava via telefone e tinham que responder à pergunta com o número que o Trevo da Sorte decidia.

Assim habilitavam-se a ganhar um prémio, normalmente electrodomésticos, num programa que era o ideal para dormir a sesta se fosse transmitido depois da hora de almoço. Na passagem de ano de 90 para 91, o especial do Herman José (Crime na Pensão Estrelinha) tinha uma versão deste programa, que era "O Trevo da Morte" o programa onde morrer e quinar é o que está a dar.

Não era super fã do concurso, mas logicamente que vi alguns deles já que era daquelas coisas "Não está a dar mais nada, pronto fico a ver isto". Mesmo assim acho que os canais deviam voltar com este tipo de concurso pela hora de almoço.


Imagens retiradas de Brinca Brincando


domingo, 19 de maio de 2013

... das Pintarolas

domingo, maio 19, 2013 4
... das Pintarolas
As Pintarolas foram mais umas daquelas guloseimas que marcaram a década de 80, um simples tubo com umas "pastilhas" de chocolate de leite com capa de açúcar que fizeram as delícias de toda a criançada.

A Imperial é uma empresa que sempre fez parte do panorama nacional, mas foi na década de 70 e 80 que viveu a sua era dourada, com o lançamento de marcas muito fortes que dominaram por completo o mercado (ou que conquistavam o público com a sua qualidade e até "ar castiço"), como foi o caso das Pintarolas.

Foram lançadas no começo dos anos 80, parte de uma trilogia chocolateira fantástica da Imperial (que tinha lançado antes as Bombocas e depois disto as Fantasias de Chocolate), e tinham um ar muito alegre que chamava a atenção de qualquer criança que olhava para aquele tubo e pedia-o logo de imediato. Concorrência directa aos Smarties, as Pintarolas tinham mais "pinta" e pelo que me lembro eram bem mais saborosas.

Um tubo fino, que servia depois para a brincadeira, onde vinha um número de "pastilhas" de chocolate de leite, com um gostinho a cacau e uma fina camada de açúcar colorido que nos fazia comer aquilo às mãos cheias. Muitos de nós fingiam que estavam a tomar comprimidos, outros davam pequenas trincadas e uns engoliam vários de uma só vez, tudo servia para degustar as Pintarolas. Depois as nossas Mães ou tias tinham sempre a ideia de fazer bolos ou doces, ornamentados com pintarolas, o que dava uma importância ainda maior à coisa toda.







sábado, 18 de maio de 2013

... do Relógio Casio

sábado, maio 18, 2013 4
... do Relógio Casio

O relógio digital viveu a sua época de ouro na década de 80, muito por culpa da série F da Casio que ajudou a que este tipo de aparelho virasse um objecto de desejo e andasse pelos pulsos de muitos de nós.

A Casio dominou completamente este segmento nos anos 80, havia modelos para todos os gostos e preços, encontrava-se tanto nas Ourivesarias como nas Feiras o que ajudava a que se tornasse extremamente popular. A série F, lançada em 1985 ajudou a isso, foi o primeiro relógio digital ultrafino, com muitas funções que permitiam muitas apitadelas ao mexer no mesmo.

A marca já tinha no mercado outros aparelhos, como um relógio de pulso resistente ao impacto, mas foi este que ajudou a que ganhasse uma boa quota de mercado. Foi também uma das primeiras fabricantes de relógios digitais e analógicos e foi uma das pioneiras na fabricação de relógios que mostravam as horas em diferentes fusos horários e relógios com temperatura, pressão atmosférica, altitude e até mesmo exibição da posição GPS.

Outros relógios de sucesso, foram uns com calculadora, bastante populares na altura apesar do esforço monumental que era ter que olhar para aquele pequeno ecrã. Por cá a Casio também tinha os seus adeptos, normalmente os mais jovens que não eram nada fãs dos relógios com ponteiros e viam nisto a alternativa ideal e adequada ao espírito jovem e "futurista" que pretendíamos.

Estes relógios davam para tudo, como ainda agora recordaram nos comentários, havia aqueles que davam para ser também comando de TV e/ou VHS. Por isso havia soluções tanto para os sedentários, como para os atletas que gostavam bastante de utilizar os cronómetros existentes no aparelho.

Eu tive um que estimei bastante, usava tudo nele, desde o cronómetro ao alarme passando por aqueles momentos onde me punha debaixo dos cobertores para usar aquela pequena luz do ecrã.








quinta-feira, 16 de maio de 2013

... da Vereda Tropical

quinta-feira, maio 16, 2013 0
... da Vereda Tropical

Vereda Tropical foi uma das novelas com maior sucesso da década de 80, tanto em Portugal como no Brasil. Foi a estreia do autor Carlos Lombardi e tinha a particularidade de trazer a equipa da novela Guerra dos Sexos, algo que era usado na publicidade de Vereda Tropical no nosso País e que a tornou um caso sério de audiências.

Foi exibida no horário das 19 horas da Globo entre 23 de Julho de 1984 e 2 de Fevereiro de 1985, teve 167 capítulos e o sucesso no Brasil foi tanto que chegou a ter 62 pontos de Ibope e ajudou ao lançamento de um perfume com o nome de Vereda Tropical que vendeu bastante nesse Verão. Em Portugal começou a ser transmitida a 7 de Abril de 1986 mas foi para o horário do almoço na RTP 1 (pelas 12h30), o que não a impediu de ficar bastante popular entre o público Português e a atingir bons níveis de audiência.

Começaram a existir queixas dos Telespectadores acerca do horário em que era transmitida, e por isso a 2 de Junho a RTP começou a emitir a novela às 22h30 na RTP 2 desde o início, dando 2 episódios por dia até que no final de Julho os episódios inéditos eram emitidos à noite e à hora de almoço continuava a ser transmitido um episódio.

O humor foi o prato forte desta telenovela, recordada como um dos maiores êxitos do género. No dia 10 de Outubro, dia em que foi ao ar, na RTP 2, o último capítulo, Vereda Tropical foi notícia no Telejornal, que mostrou várias imagens do desfecho que nenhum telespectador poderia perder. Foi daquelas novelas que deixou saudades mal terminou, apesar de podermos continuar a ver ela à tarde até Novembro.

Walmor Chagas, Marcos Frota, Maria Zilda e Lucélia Santos eram alguns dos nomes que podíamos encontrar todos os dias na nossa Televisão, sendo que tínhamos de novo direito a um confronto entre Zilda e Santos, só que desta vez com os papeis de mocinha e de vilã trocados em relação à Guerra dos Sexos.

O Futebol e o Corinthians tinham grande destaque na trama, assim como o movimento sindicalista que assolava o Brasil na altura, tudo apresentado de uma forma leve e muito divertida.

Por cá o núcleo da cantina da dona Bina teve um enorme sucesso, tanto que chegou a virar uma peça de teatro e tudo, fazendo a actriz Geórgia Gomide virar um caso sério de popularidade no nosso País. Vereda Tropical podia ser vista um pouco por todo o lado, desde t-shirts com o logo da novela a serem vendidos em qualquer lugar até aos estabelecimentos que abriram com esse nome em Portugal.


Em Coimbra existe um Restaurante Vereda Tropical, na Rua Alexandre Herculano. Já em Ovar, podemos ver a Sapataria Vereda Tropical, na Praça da República. Por outro lado, em Cucujães (Oliveira de Azeméis) houve durante algum tempo o Vereda Tropical Minimercado, que fechou há muito tempo. Isto é prova suficiente do impacto que isto teve no nosso País e apesar de outras novelas serem sempre recordadas com muito carinho e saudade, este foi um caso sério de audiência e popularidade apesar de nem sempre ser mencionada dessa forma.






Alguma da informação foi retirada do site Brinca Brincando










quarta-feira, 15 de maio de 2013

... do Bate-Pé

quarta-feira, maio 15, 2013 0
... do Bate-Pé

Nas décadas de 70 e 80 a vida num recreio de uma escola não era tão promíscuo como agora, e para conseguirmos mais alguma coisa ia-se inventando jogos que possibilitassem nem que fosse um beijinho na cara, e o jogo do Bate-Pé foi um dos maiores expoentes dessas nossas invenções.

Lembro-me deste jogo ter bastante importância na escola preparatória, pelo menos foi onde me lembro de ver mais pessoal envolvido nisto ou de eu próprio ter participado em algo do género. O conceito era simples, ia-se para trás de um pavilhão e fazia-se 2 filas, uma de rapazes e outra de raparigas. Depois existiam várias possibilidades, a mais comum era de atribuir números às acções pretendidas, 1- beijo na cara, 2-beijo na boca (à "peixinho" por norma), 3- apalpar rapariga, etc.

Dizia-se o número do que pretendíamos e depois a pessoa em questão ou aceitava e fazia o que havia sido pedido ou então recusava e batia o pé. Existiam por vezes limites para as vezes que alguém podia bater o pé ao mesmo pedido, e então a pessoa tinha que ceder nessa altura mesmo que não o quisesse. Era sempre uma emoção forte este jogo, a única possibilidade de termos algo de meninas que por vezes só podíamos apreciar ao longe, mas era ao mesmo tempo tudo feito com muita inocência, típica das décadas em que vivíamos.









... do Força Astral (Star Blazers)

quarta-feira, maio 15, 2013 1
... do Força Astral (Star Blazers)

A RTP transmitia uma boa dose de Animes na década de 80, fossem as versões originais Japonesas fossem versões censuradas dos Estados Unidos como foi o caso de Star Blazers, que recebeu o nome por cá de Força Astral.


A série era baseada no Anime Japonês Uchuu Senkan Yamato (nave espacial Yamato), produzido no Japão a partir de 1974 por Yoshinobu Nishizaki e Leiji Matsumoto, um programa de enorme sucesso com uma história bem adulta e à frente do seu tempo, sendo um sucesso nos países onde foi transmitido, como no Brasil onde ficou com o nome Patrulha Estelar.

No ano de 2199, cria-se uma nave espacial baseada no navio Yamato, que fora afundado na segunda guerra mundial e famoso pela grande coragem dos seus homens sendo assim usado como a última esperança da Terra na resistência contra os ataques do terrível Império de Gamilon.


Esta versão ocidental fora adaptada de forma diferente para a América, visto que a série tinha fortes influencias na 2ª grande guerra que exaltava a marinha japonesa pela sua coragem, o que logicamente não podia ser explorado nesta versão. Assim muita coisa foi mudada para agradar ao público Americano, a começar pelo nome da nave Yamato que passou então a ser Argo. No anime, para quem se lembra e viu a série, há fortes indícios que os malvados Gamilons eram de facto uma alegoria aos Americanos, e existem várias batalhas no anime que são inspiradas em algumas das batalhas mais sangrentas entre Japoneses e Norte-Americanos.

Mesmo com todas estas mudanças, também este anime conseguia ter uma história adulta e uma carga emocional muito forte para além de acção constante e personagens com algum carisma.

Lembro-me de ver isto na RTP 2 pela hora do almoço a dada altura da década de 90, ficava fascinado com aquele genérico com uma música meio militar e com toda a acção que acontecia nos episódios. Tenho boas recordações e gostava de rever isto com alguma atenção.









terça-feira, 14 de maio de 2013

... do Breakout

terça-feira, maio 14, 2013 0
... do Breakout

O jogo Breakout da Atari faz hoje 37 anos, e merece ser relembrado como um dos jogos de Arcade mais viciantes de sempre e que marcou várias gerações.

Com fortes influências de outro grande produto da Atari, o Pong, Breakout foi lançado em 1976 e desenvolvido por Nolan Bushnnell e Steve Bristow. Apesar de ter estado em máquinas Arcade com monitores a preto e branco, o forte do jogo era nas diversas cores dos tijolos que tínhamos que destruir e o que por vezes cada cor podia esconder, por isso era colocado celofane colorido nesses monitores para ajudar a que o jogador tirasse todo o partido do jogo.

No jogo, uma camada de tijolos são alinhados no topo do monitor. Depois há uma bola que vai rebatendo nas paredes laterais e superiores do ecrã. Quando um tijolo é atingido, a bola rebate de volta e o tijolo é destruído. O jogador perde uma vida quando a bola toca a parte inferior da tela. Para prevenir que isso aconteça, o jogador move uma paleta para rebater a bola para cima, mantendo-a no jogo. Por vezes havia bónus nesses tijolos, como podermos controlar 3 bolas ao mesmo tempo, diminuir velocidade ou aumentar o tamanho da barra onde atirávamos a bola.

Simples, divertido e muito viciante tanto nas máquinas arcade como depois quando foi usado nas mais diversas consolas caseiras. Parabéns, Breakout.











segunda-feira, 13 de maio de 2013

... da Milla do Netinho

segunda-feira, maio 13, 2013 1
... da Milla do Netinho

Nos Verões dos anos 90, Portugal era quase sempre vítima de uma febre com origem Brasileira/Latina que durava o Verão todo, e em 96/97 foi o cantor Netinho que dominou os tops com a sua música, Milla.

Ernesto de Souza Andrade Júnior nasceu em Santo António de Jesus no Brasil em 1966, tendo adoptado o nome de Netinho quando decidiu entrar no mundo musical. Demonstrando desde cedo um grande interesse pela música, foi em 1984 que resolveu dedicar-se a sério nessa carreira, depois de ter estado num Carnaval onde ficou apaixonado pelo Trio Eléctrico.

Aos 22 anos era o vocalista da banda Beijo, que começaram a ser ouvidos um pouco por todo o País aparecendo até no programa Domingão do Faustão e tendo um grande êxito com a música "Beijo na Boca". Em 1994 lançou-se a solo, sendo bem sucedido e chegando ao seu primeiro disco de Platina no Brasil, sendo também um sucesso no resto da América Latina.

O oitavo disco da sua carreiram intitulado “Netinho ao Vivo!”, trouxe-lhe o seu maior hit, “Milla”. Gravado em Aracaju em 96, a canção foi cantada por todo o Brasil, bateu recordes de execução e foi regravada em mais de oito línguas, incluindo o Russo. Em Portugal a coisa não foi diferente e a presença do Cantor fez-se sentir nesse Verão, ajudando a que a música dominasse os tops e as rádios por cá, com ele a marcar presença nos programas de sucesso da altura. Em altura de Mundialitos de Praia e afins, era comum que a música fosse cantada por todos na praia e transformasse qualquer local numa verdadeira festa cheia de alegria.


Quem não se recorda da letra?


Oh Milla, mil e uma noites de amor com você,
Na praia, num barco, num farol apagado 
Num moinho abandonado, 
Em mar grande, alto astral,
Lá em Hollywood pra de tudo rolar,
Vendo estrelas caindo, vendo a noite passar,
Eu e você, na ilha do sol
Na ilha do sol

Tudo começou a um tempo atrás
Na ilha do sol
O destino te mandou de volta para o meu cais
(bis)

No coração ficou lembranças de nós dois,
Como ferida aberta, como tatuagem
Oh Milla, mil e uma noites de amor com você,
Na praia, num barco, num farol apagado 
Num moinho abandonado, 
Em mar grande, alto astral,
Lá em Hollywood pra de tudo rolar,
Vendo estrelas caindo, vendo a noite passar,
Eu e você, na ilha do sol

Tudo começou a um tempo atrás
Na ilha do sol
O destino te mandou de volta para o meu cais
(bis)

No coração ficou lembranças de nós dois,
Como ferida aberta, como tatuagem
Oh Milla, mil e uma noites de amor com você,
Na praia, num barco, num farol apagado 
Num moinho abandonado, 
Em mar grande alto astral,
Lá em Hollywood pra de tudo rolar,
Vendo estrelas caindo, vendo a noite passar,
Eu e você, na ilha do sol
na ilha do sol
(bis)






sexta-feira, 10 de maio de 2013

... de coleccionar Latas Refrigerante e Cervejas

sexta-feira, maio 10, 2013 0
... de coleccionar Latas Refrigerante e Cervejas

Não nos fartávamos de coleccionar coisas nos anos 80, fosse o que fosse o que interessava era ter uma colecção de algo nem que fosse algo tão banal como uma Lata de Refrigerante ou de Cerveja.

Temos que ter em conta que em Portugal o comum era beber estes artigos de garrafas de vidro, as latas apareceram tarde e fascinaram-nos como a novidade que eram. Apesar da chatice que era por vezes abrir uma lata destas para beber o nosso sumo, principalmente porque por vezes podia magoar o lábio, todos preferíamos comprar uma lata a uma garrafa e em pouco tempo começaram a aparecer pessoas que em vez de as deitar para o lixo, começaram a coleccionar as mesmas.

Existiam marcas atentas a isso e começaram a lançar latas para coleccionarmos, como a Pepsi ou a Coca-cola que lançavam latas relacionadas com algum evento como Mundial de Futebol ou Jogos Olímpicos, ou de artistas conhecidos como o Michael Jackson. Até as de Cerveja facilitavam a coisa, como a Sagres que lançava latas de vários tamanhos e com vários desenhos. Isto porque apesar deste passatempo ser normalmente de crianças ou adolescentes, existiam alguns adultos que achavam piada e ajudavam nessa colecção. Normalmente os do sexo Masculino, já que os do sexo Feminino reclamavam de aquilo ser puro lixo e não quererem limpar aquilo lá em casa.

O maior problema destas colecções era mesmo a arrumação e limpeza, por norma ficavam em cima de algum móvel completamente empilhadas, lógico que por vezes bastava um abanão nesse móvel e lá vinham as latas todas para o chão. Outros tinham mais paciência e arrumavam elas em estantes feitas para o efeito, ou até penduravam elas por fios no tecto do quarto, tudo servia para mostrarmos a nossa colecção. E todos os familiares e amigos dos familiares contribuíam, e era sempre uma alegria quando recebíamos latas estrangeiras, dava um toque especial àquilo e permitia-nos gabar-nos aos nossos amigos que também faziam a colecção.

Eu tive uma colecção destas, e bem grande, mas também tinha muitos problemas na arrumação desta, devido a estarem em cima de um móvel (grande) que se abanava muito facilmente. O facto de o meu pai ter acesso a latas de todo o lado do Mundo tornavam ela um pouco mais original em relação às dos meus amigos, até o dia em que elas caíram ao chão e decidiu-se que era hora de parar e colocá-las todas no lixo.

Alguém mais teve algo assim?








quarta-feira, 8 de maio de 2013

... das Lojas Singer

quarta-feira, maio 08, 2013 4
... das Lojas Singer


As Lojas Singer eram o sítio de eleição para qualquer Português que quisesse comprar um Electrodoméstico na década de 80 e 90, eram conhecidos pela variedade dos produtos à venda e pela qualidade dos aparelhos de marca própria.

A dada altura da década de 80 era comum encontrar uma Loja Singer no nosso País, existiam as de rua e aquelas dentro dos centros comerciais da altura, em Cascais existiam duas, uma perto da Rua Direita e uma dentro do Pão de Açúcar, provando a força daquela marca. Eram conhecidos por venderem a prazo, com os famosos Cheques pré-datados, e por ter uma boa selecção de Electrodomésticos. Lembro-me de comprar um Esquentador na loja do Pão de Açúcar, e do meu pai recorrer a esse sistema de cheques para efectuar o pagamento desse artigo.

A marca existe desde 1851, quando Isaac Singer se uniu a Edward Clark de modo a comercializarem em massa um produto futurista, algo que se viria a tornar imagem de marca da loja, a Máquina de Costura Singer. Começam-se a expandir pelo mundo inteiro, abrindo lojas em França e no Brasil, e em 1903 começaram a ter um maior volume de vendas Internacional, ultrapassando o que vendiam no próprio País.


Foram evoluindo com os modelos da máquina de costura que se tornaram uma referência Mundial nesse sector e algo que toda a dona de casa devia ter para costurar para si, ou para fora. Logicamente que com a sua expansão, também começaram a fabricar outros electrodomésticos e com as suas facilidades para venda a prazo começaram a ser um sério caso de venda a retalho.

Assim foi também no nosso País, quando chegaram a ter mais de 3 dezenas de lojas sendo que algumas eram de um tamanho respeitável e começaram também a marcar presença nos grandes Shoppings que começavam a aparecer em Portugal. Assim foi até 2009, quando pediram insolvência e foram desaparecendo aos poucos do nosso País restando apenas uma mão cheia de lojas. Lembro-me quando era comum os anúncios televisivos à Loja e quando ela também era o patrocínio de alguns dos programas míticos da RTP.








terça-feira, 7 de maio de 2013

... do Krassimir Balakov

terça-feira, maio 07, 2013 2
... do Krassimir Balakov


Quando comecei a seguir futebol a sério, o Sporting Clube de Portugal atravessava um longo jejum de títulos, mas nem por isso deixava de ter boas equipas e grandes jogadores, como foi o caso do Krassmir Balakov, um dos melhores nº 10 a jogar em Portugal.

Krassimir Guenchev Balakov nasceu a 29 de Março de 1966 na Bulgária, começou a jogar como médio no modesto Etar Tamovo em 1984/85, permanecendo lá até 1990, ano em que saiu então para a sua primeira aventura no estrangeiro, indo para o Sporting de Marinho Peres.

Foi uma das contratações de Sousa Cintra para atacar o título que já nos fugia há quase 10 anos, apesar de ser um médio quase desconhecido e vir na altura rotulado como extremo esquerdo. Chegou a meio da temporada 1990/91, e com apenas 24 anos começou a ser uma das apostas de Marinho Peres para o 11 titular da equipa, que na altura apresentava um bom futebol e estava recheada de bons jogadores.

Em 22 jogos marcou 8 golos e mostrou logo ali toda a sua enorme qualidade, começando a derivar para o miolo do terreno onde se iria tornar em breve o patrão do futebol do Sporting, com uma grande técnica aliada a uma enorme visão de jogo e uma qualidade futebolística acima da média.

Entre 1992 e 1994 tornou-se uma das maiores figuras do clube. um jogador acarinhado e querido por todo o público, um dos pilares do Sporting de Bobby Robson e o de Carlos Queirós marcando 21 golos numa temporada em que mostrou toda a sua potencialidade atacante.

Era um canhoto excepcional com um remate certeiro e um especialista em livres que o tornaram um dos melhores nº 10 da Europa, recebendo o Prémio Stromp em 1992, numa mostra do carinho que toda a nação Sportinguista sentia por ele e apreciação pela sua qualidade dentro do campo e fora dele.

Era um jogador sem vedetismos, sempre calmo e sereno nas suas declarações e mostrando sempre um enorme amor pelo clube que representava mesmo sem estar a ganhar títulos, algo que só veio a acontecer em 1994/95 na sua última temporada pelo clube onde venceu então a Taça de Portugal, muito pouco para a qualidade deste jogador.

Foram 168 jogos pelo Sporting, onde marcou 60 golos antes de ser vendido para o Estugarda da Alemanha, onde ajudou esse clube a conseguir algumas das suas melhores prestações na Bundesliga e a mostrar de novo toda a sua qualidade. Na selecção Búlgara, ajudou a que esta ficasse no 4º lugar no Mundial dos Estados Unidos, sendo uma das principais figuras dessa campanha.



Foi um dos meus ídolos, um dos meus jogadores preferidos e um que se conseguia destacar da equipa mesmo quando esta estava recheada de bons jogadores como Figo, Amuneke ou Paulo Sousa. Sempre que existia um livre directo a nosso favor, havia aquela sensação de meio golo como só um jogador destes podia proporcionar, era quase sempre o líder dentro de campo e que nos ajudava a lutar contra os campos inclinados que tantas vezes apareciam à nossa frente de modo a deixarem-nos fora da luta pelos títulos Nacionais.

Lembro-me bem do chapéu que fez a Preud'Homme, outro jogador de eleição e guarda-redes do nosso maior rival, de um derby contra o Benfica em que marcou um golaço aos 20 segundos do jogo, ou de um contra o Setúbal onde fintou 5 jogadores desde o meio-campo. Era realmente uma alegria ver um jogador destes e uma pena não ter sido premiado com mais títulos como tanto merecia.







segunda-feira, 6 de maio de 2013

... da Rua Jump 21

segunda-feira, maio 06, 2013 2
... da Rua Jump 21

21 Jump Street (Rua Jump 21 em Portugal, Anjos da Lei no Brasil), foi a série que ajudou Johnny Depp a ficar famoso, um drama policial que foi um sucesso mundial e que decorou muito caderno das adolescentes dos anos 80.

A série foi transmitida originalmente pela Fox entre 1987 e 1991, num total de 103 episódios em 5 temporadas que foram transmitidas pela Globo no Brasil e pela RTP em Portugal. O programa foi criado por Patrick Hasburgh e Stephen J. Cannel, numa tentativa da FOX conquistar o público mais jovem e um horário que era dominado pelas outras estações televisivas. Apesar das previsões do canal, a série revelou-se um sucesso, trouxe a estação para um público juvenil que há muito lhe fugia e o maior responsável por esse sucesso todo foi a presença de um jovem actor que se tornou um dos maiores ídolos adolescentes dos anos 80, o Johnny Depp.

Curiosamente ele lidou muito mal com isto tudo, entrando num processo judicial contra o canal para este o libertar do seu contrato, saindo no final da terceira temporada e podendo assim iniciar a sua carreira no cinema.

Ele inicialmente tinha recusado este papel, tendo sido outro actor a filmar o episódio piloto mas que não agradaram de forma alguma à Fox, que voltou a insistir com Depp fazendo ele voltar atrás na sua decisão.

Como o actor achava que isto não ia ter muito sucesso, assinou contrato para 6 temporadas e quando começou a ficar farto de ser o centro das atenções, de ser visto como um ídolo adolescente e das limitações do seu papel, quis sair da série e só conseguiu isso em tribunal.

Rua Jump 21 mostrava um grupo de jovens policiais, que devido à sua aparência podiam passar por adolescentes e ganhar a confiança dos mesmos. Eram frequentes os seus trabalhos à paisana em colégios e Liceus, normalmente para investigar problemas de droga mas neste programa era comum abordarem-se outros problemas, como a Homofobia, a promiscuidade sexual, as doenças sexuais ou até abuso de crianças. Esses problemas eram sempre resolvidos até o final do episódio que era sempre complementado com uma moral, típica da década que a série foi transmitida.

A ideia é baseada num programa utilizado pela polícia Norte-Americana, onde colocam um grupo de jovens polícias infiltrados entre os adolescentes. Não fui super fã da série, mas lembro-me de ver alguns episódios na RTP, se não me engano aos Sábados de Manhã e de não querer ver muito devido àquela moralidade toda em torno dos episódios que chegavam a torná-los algo maçadores.

Mas isto também era uma série mais para o agrado do público feminino, e isso via-se pelo sucesso das revistas Bravo onde vinham posters do actor lá dentro ou imagens que depois eram recortadas para decorar o caderno dessas adolescentes. Recentemente até foi feito um filme baseado na série, mas que não teve o sucesso esperado.










sábado, 4 de maio de 2013

... das Gárgulas

sábado, maio 04, 2013 1
... das Gárgulas

A Disney volta e meia tenta produzir algo que apele a um público mais adulto e masculino, e a série Gárgulas foi uma das suas tentativas mais bem sucedidas. Com um tom sombrio, era um desenho animado cheio de drama e acção, que conseguia assim atrair um público mais adulto e cumprir os objectivos da Disney.

Gargoyles (Gárgulas) teve três temporadas, transmitida originalmente entre 24 de Outubro de 1994 e 15 de Fevereiro de 1997 num total de 78 episódios que foram transmitidos pela SIC em 1997, com dobragem em Português que ajudou a que a série fosse um sucesso no nosso País também. Este desenho animado era algo completamente diferente do que estávamos habituados da Disney, tinha uma complexidade histórica e dramática muito forte apesar de ter sido concebida para ser uma série mais cómica e infantil, no género dos Gummy Bears.

Mas o seu criador, Greg Weisman, queria incorporar todo o tipo de lendas e mitos no programa e, devido a ser um ex-professor de Inglês, notava-se uma forte influência da literatura Shakesperiana em diversos personagens. Reis e Rainhas da Escócia, Rei Artur ou mesmo a Mitologia Nórdica, tudo era mostrado neste desenho, de uma forma pormenorizada ou não.


A série apresenta um clã de criaturas guerreiras conhecidas como Gárgulas, que são liderados por Golias. No ano de 994 D.C., protegem o castelo Wyvern e seus moradores na costa da Escócia, só que devido a uma traição, o clã é massacrado e um feitiço é lançado nos poucos sobreviventes que são condenados a dormirem como pedras até que o castelo seja elevado sobre as nuvens.

Assim ficam até que, em 1994, um bilionário chamado David Xanatos compra o castelo e o leva para o alto de seu arranha-céu em Nova York, rompendo assim o feitiço. Despertando na Manhattan dos dias actuais, os gárgulas decidem se adaptar ao novo mundo e a proteger os cidadãos de Nova York, ficando transformados em pedra durante o dia mas tomando os céus nas mais diferentes formas à noite. Devido à sua aparência, são forçados a se esconderem das pessoas que os temem, com excepção da detective Elisa Maza.


Uma bela série, com bons argumentos e uma boa animação tornando-se uma imagem de marca da Disney dos anos 90.












quinta-feira, 2 de maio de 2013

... do Gelado Tigre da Olá

quinta-feira, maio 02, 2013 2
... do Gelado Tigre da Olá

Era sempre uma alegria ver o novo cartaz da Olá sempre que se aproximava o verão, descobrir qual o novo sorvete da nova estação e comprar logo essa novidade. A dada altura da década de 80 apareceu um com o nome de Tigre, que combinava o sabor de Laranja e Chocolate.

A publicidade nas revistas aos quadradinhos era bem apelativa, mostrava um Tigre agarrado a o gelado e com o slogan "Um gelado com "Garra"!", e aquela combinação de sabores parecia bem agradável. Não foi dos mais caros no cartaz, custava 25 Escudos e por isso muitos decidiram experimentar logo esta novidade.

Os sabores realmente casavam bem, mas infelizmente foi mais um daqueles que tão rapidamente apareceu como desapareceu logo dos cartazes da Olá. Pode ser que a empresa um dia se lembre de o lançar de novo, numa edição para os nostálgicos.






quarta-feira, 1 de maio de 2013

... do Tanque de lavar a roupa

quarta-feira, maio 01, 2013 6
... do Tanque de lavar a roupa

Ainda sou do tempo de se lavar muita da roupa à mão, e um dos objectos mais importantes para isso era o Tanque para Lavar a Roupa, algo robusto, de cimento e que existiam na grande maioria dos quintais na década de 80 e que por vezes serviam para diversas outras coisas, tornando-o num objecto multiusos e muito prático.

Havia um no quintal da minha Avó e outro no meu quintal, ambos eram usados com alguma frequência mas nem sempre para os mesmos objectivos. O da minha casa era aproveitado para eu tomar banho quando era criança e vinha da praia, para lavar cobertores e tapetes ou os animais de estimação, enquanto que o da minha Avó era bastante usado para a sua função principal, o de lavar a roupa.

Era uma estrutura sólida, com 4 pés, um buraco no seu interior onde se colocaria a água e um "tapete" em relevo, onde se esfregava bem a roupa de modo a tirar toda a sua sujidade. De lado tinha um espaço à medida para colocar uma barra de Sabão Azul e Branco, a arma preferida das mulheres do antigamente para todo o tipo de coisas.

Existiam os tanques comunitários, do mesmo género mas em tamanho gigante, mas nos anos 80 já só eram usados para os grandes artigos ou para as vizinhas conviverem alegremente e pôr a conversa em dia. Tenho saudades de ver este artigo em todos os quintais, mesmo que para o final fosse usado apenas para armazenar artigos no seu interior. Um objecto que marcou tantas gerações e que era um grande auxiliar para a poupança das despesas da casa.





... do Top Gun - Ases Indomáveis

quarta-feira, maio 01, 2013 4
... do Top Gun - Ases Indomáveis

O filme Top Gun - Ases Indomáveis foi um daqueles que definiu a década de 80, uma película que apostou em forte na banda sonora e em definir a moda, com alguns produtos que todos queriam ter para ficarem mais parecidos com o protagonista.

Dirigido por Tony Scott e produzido por Don Simpson e Jerry Bruckheimer, o filme foi lançado pela Paramount Pictures em 1986 e revolucionou a indústria cinematográfica, mostrando que a música podia ajudar, e muito, a impulsionar o sucesso de um filme. A moda também foi algo importante, todos queriam os óculos de Sol e o blusão que a personagem do Tom Cruise usava, até houve uma febre de colocar "remendos"coloridos e publicitários em blusões para ficar mais cool.

Pete "Maverick" Mitchell (Tom Cruise), era um piloto conhecido pela sua irreverência no ar e é enviado para uma escola própria para o melhor dos melhores, a escola Top Gun. Ele vai para lá com o seu parceiro Nick "Goose" Bradshaw (Anthony Edwards), que é o oposto de Mav, mais calmo, ponderado e respeitador das regras.

Um dos momentos mais marcantes do filme é quando Mav corteja aquela que vai ser o seu interesse romântico, Charlotte "Charlie" Blackwood (Kelly McGills), cantando num bar a música romântica "You've lost that lovin' feelin'" para gáudio de todas as mulheres que estavam a ver o filme.

As cenas de acção e romance eram sempre acompanhadas por músicas que ficaram tão ou mais famosas que o filme, como Danger Zone do Kenny Loggins ou Take my Breath Away dos Berlin, isto apesar do par romântico ter pouca química e ela parecer bem mais velha que ele.

Na academia existia conflito com um dos pilotos, Tom "Iceman" Kazansky (Val Kilmer), que odiava a atitude descontraída e rebelde de Mav, e os seus instrutores também não eram muito fãs disso mas admiravam depois o seu comportamento no ar e a sua entrega à equipa.

Tom Skerritt e Michael Ironside eram dois dos actores mais experientes no elenco e interpretavam o papel desses instrutores. O filme fez mais pela Força Aérea do que todas as campanhas de recrutamento, deixou as forças armadas na moda e todos queriam se alistar à conta deste blockbuster.

O filme mostra a típica redenção do piloto rebelde e de como outros pilotos que eram contra esse piloto, acabaram por o admirar e ficar do lado dele. Foi um sucesso no VHS e depois começou a ser transmitido pela RTP, e quando foi transmitido pela primeira vez numa Lotação Esgotada e a revista da Tv Guia esgotou devido a trazer a capa para colocarmos na caixa da K7.

Ainda hoje o filme faz sucesso quando é transmitido por algum canal por cabo, muito provavelmente por deixar muitos a pensar noutros tempos em especial aqueles onde viram o filme pela primeira vez.