Abril 2013 - Ainda sou do tempo

terça-feira, 30 de abril de 2013

... das Drogarias e Bazares

terça-feira, abril 30, 2013 0
... das Drogarias e Bazares


Em Alvide, sítio onde cresci, sempre que se queria um certo tipo de produtos já se sabia onde se devia ir, à Drogaria do Seu Joaquim (e do seu filho João). Era um local onde se encontrava de tudo um pouco, e era  incrível como iríamos ali encontrar o que queríamos e como a pessoa atrás do balcão sabia onde ir buscar esse produto no meio daquilo tudo.

Esta drogaria era, como tantas outras, um pouco escondida do público, não era facilmente visível na rua mas também não necessitava disso, como tantas outras ela vivia do boca-a-boca e dos clientes fiéis que sabiam que era ali que deviam ir para comprar o que precisavam. Normalmente éramos atendidos pela Nora do seu Joaquim, já que os homens andavam a entregar as bilhas do gás (que se encomendavam ali) ou a arranjar janelas de vidro e coisas semelhantes.

Petróleo, Creolina, milho, alipste para os pássaros, esfregonas, tachos, detergentes para lavar o chão ou a roupa, de tudo um pouco encontrava-se ali e tudo isso convivia alegremente numa orgia de produtos tão diversos e tão juntos um do outro que faria um agente da ASAE entrar em coma profundo.

Não muito longe havia um Bazar, do seu Zé Luís, que não tinha tanta coisa "hardcore" como petróleo e afins, mas tinha as esfregonas, sabonetes, detergentes e até brinquedos e coisas para costura de uma forma mais prática e apelativa para o consumidor. Existiam também Supermercados, mas eram estes 2 sítios que conquistavam as pessoas na compra de determinados produtos, e sabíamos que podíamos também contar com as dicas indispensáveis para a solução de algum problema que tínhamos e que estávamos a precisar daquele produto para o resolver.

Gostava muito de ir tanto a um como outro, e foi na Drogaria que tive o meu 1º trabalho a sério (ainda antes dos 18 anos) e diverti-me um pouco mesmo a trabalhar um pouco no duro a ensacar milho ou a arrumar as coisas todas nos respectivos sítios. Ainda existe uma ou outra resistentes ao tempo e aos Hipermercados, mas já não é a mesma coisa.






segunda-feira, 29 de abril de 2013

... do Selo Fiscal para a matrícula escolar

segunda-feira, abril 29, 2013 1
... do Selo Fiscal para a matrícula escolar

As matrículas escolares eram sempre um pesadelo, e um dos maiores problemas era sempre o do Selo Fiscal que se tinha que colar num papel azul de 25 linhas e que era parte fundamental para que a matrícula fosse bem sucedida.

Antes de preencher os papéis para a nova matrícula escolar, já sabia que tinha que fazer uma visita a uma ruela em Cascais, depois da Rua Direita e ir a uma Tabacaria ou que era aquilo comprar o selo fiscal para a matrícula desse ano. O fundamental era acertar no Selo do valor certo desse ano, e raramente os sítios que vendiam tinham isso nesse valor exacto, e por isso davam-nos sempre vários Selos que no total iriam perfazer o valor necessário.

Depois o Encarregado de Educação tinha que assinar por cima deles de forma a tudo ficar ok e era assim que todo o processo podia então prosseguir para a secretaria da escola. Pior que isto só mesmo o preencher as Escolas onde queríamos ficar por ordem de preferência (sempre com medo que nos enviassem para outra) ou o acertas nas bolinhas que tínhamos que preencher na totalidade com o nosso BI e afins.

Tínhamos logo ali um forte contacto quer com a burocracia, quer com o nosso estimado estado fiscal. Dava por isso um certo gozo o colocar cola UHU no dito cujo e esmurrar com força na folha para que ele ficasse bem colado. Descarregava-se logo ali toda a frustração inerente ao processo da matrícula escolar.







domingo, 28 de abril de 2013

... do Green Sands

domingo, abril 28, 2013 0
... do Green Sands

Green Sands foi uma das bebidas míticas da década de 80, um refrigerante que era vendido como se fosse uma cerveja, fazendo por isso sucesso entre os jovens que queriam parecer cool a beberem uma cerveja apesar de ainda não terem idade para isso.

Hoje é muito mais fácil para um pré-adolescente consumir cervejas, mas nos anos 80 a coisa não era assim tão simples, e a Sociedade Central de Cervejas aproveitava isso para lançar um produto que conquistou tudo e todos, o Green Sands.

Aquilo era um típico refrigerante mas com um leve sabor a Álcool, o suficiente para convencer muitos que estavam a beber uma cerveja (até o aspecto no copo era o mesmo) e o equivalente ao que muitas mulheres costumavam beber, o comum Shandy.

Era uma bebida refrescante, que marcou muitos de nós que ainda hoje se recordam com saudade daquele sabor. Já existiram algumas tentativas de recuperar algo semelhante no mercado, mas continua tudo a preferir a boa e velha Green Sands.






sábado, 27 de abril de 2013

... da Samantha Fox

sábado, abril 27, 2013 3
... da Samantha Fox

A Samantha Fox foi um dos maiores ícones sexuais dos anos 80, enfeitava paredes de oficina e de quartos de rapazes adolescentes, era uma presença constante nas páginas centrais do Correio da Manhã e chegou até a fazer uma carreira musical com um single de grande sucesso.

Samantha Karen Fox nasceu a 15 de Abril de 1966 numa pequena localidade situada em Londres, Inglaterra e aos 16 amos era já uma modelo de sucesso no seu País. Tornou-se a imagem de marca da página 3 do The Sun, uma página conhecida pelas suas fotos eróticas (por vezes em topless), sendo eleita modelo do ano por 3 vezes e reformando-se dessa vida aos 20 anos para enveredar então pelo mundo da música.

Fox lançou o seu primeiro single a Março de 1986, "Touch me (i want your body)" que escalou os tops um pouco por todo o mundo, ficando no top 5 quer nos Estados Unidos que no Reino Unido e deixando a população Masculina em êxtase com a sua sensualidade e os gemidos presentes nesta música.

O sucesso levou a que a editora Jive Records apostasse nela, e nos 6 anos seguintes saíram 5 novos álbuns que nunca mais atingiram o sucesso do seu 1º single, apenas a música "Nothing gonna stop me now" voltou a entrar no top 5 de vendas. Mesmo assim a carreira dela era estável, e a ajuda de produtores conhecidos no mundo Europop fizeram com que a cantora conseguisse sempre estar um pouco na ribalta apesar de nunca conseguir igualar o sucesso da sua primeira música.

Mesmo assim vendeu mais de 30 Milhões de álbuns, e fez sucesso um pouco por toda a Europa tendo concertos esgotados e aparecendo em programas televisivos um pouco por todo o lado.

Em Portugal ela aparecia nas páginas centrais da revista de Domingo do Correio da Manhã, na revista Bravo e o seu primeiro single também alcançou grande sucesso no nosso País, tocando a toda a hora em algumas estações de rádio.

Apareceu em diversas séries de televisão e aos 29 anos voltou à página 3 do The Sun,  na comemoração dos 25 anos dessa rubrica do jornal Inglês em 1995 e o sucesso foi tanto que marcou presença em todos os dias dessa semana comemorativa tendo o jornal oferecido um poster A3 com a modelo em topless no final dessa semana.

Muitos anos mais tarde desiludiu muitos corações ao anunciar que era gay, acabando assim com a ilusão de muitos admiradores masculinos mas não a eliminando por completo do seu lugar de destaque nas paredes das oficinas por esse mundo fora. De recordar também a "luta" com outra "grande" oponente, a Sabrina, com a qual todos gostavam que chegasse a vias de facto.

Marcou toda uma geração, e foi sem sombra de dúvida uma das maiores pin up dos anos 80 e de todos os tempos, uma verdadeira sex symbol que aliava o corpo voluptuoso a uma sensualidade sem igual.








quinta-feira, 25 de abril de 2013

... dos Jogos de Basquetebol e Futebol da Tecnobrinque

quinta-feira, abril 25, 2013 2
... dos Jogos de Basquetebol e Futebol da Tecnobrinque

Existiam jogos que tinham tanto de simples como de barulhentos, e por vezes quanto mais barulho faziam, mais divertidos se tornavam. A Tecnobrinque era perita nisso, e nos anos 80 lançou vários jogos do género, sendo que um de Basquetebol se tornou num verdadeiro sucesso.

Era mais um jogo para jogar a dois em cima de uma mesa ou no chão, um jogo com botões e em que o "campo" era envolto numa redoma transparente de plástico para evitar que a bola saltasse para longe. O conceito não podia ser mais simples, a bola encontrava-se num buraco no campo e com os botões tínhamos que ir carregando freneticamente, com muito barulho à mistura obviamente, para que ela fosse andando de buraco em buraco e tentarmos encestar no cesto adversário.



A Tecnobrinque era sediada na Marinha Grande, especializava-se em brinquedos didácticos e técnicos e os dois jogos de redoma foram alguns dos seus campeões de vendas. Tive um destes e o meu vizinho tinha o de futebol, e isto garantia horas de muita diversão, barulho e bons momentos num jogo que nos entusiasmava muito apesar da sua simplicidade.

No de Futebol a diferença consistia numa pequena manivela, que mexíamos para a direita e para a esquerda e assim controlávamos o guarda-redes e tentava-se impedir o golo do nosso adversário. Era por isso mais complicado do que o de basquetebol, mas nem por isso menos divertido ou menos entusiasmante. Gerava até mais barulho da nossa parte também, com os gritos comuns de quem acertava e os de quem falhava.

Saudades deste tipo de jogos, que eram de fabrico Nacional e que entusiasmavam tudo e todos como se fosse algo de nível internacional ou com um grande marketing por trás.







... do Templo dos Jogos

quinta-feira, abril 25, 2013 2
... do Templo dos Jogos

O Templo dos Jogos foi um programa sobre videojogos transmitido pela SIC e mais tarde pela SIC Radical, um sucesso junto da malta mais nova que tinha assim um espaço onde podia ver vídeos sobre os jogos de consola que estavam na berra, ou ver uma análise que nos permitia perceber melhor tudo sobre esse jogo.

Existiam muitas revistas dedicadas ao mundo dos videojogos, mas na TV era muito escasso o tempo dedicado a esse mundo que tanto nos cativava, aliás era mais raro do que na década de 80 onde chegaram a existir rubricas dedicadas ao Spectrum e ao Amiga. Foi normal que a SIC, uma estação que primava por ser direccionada a um público mais jovem e irreverente, estreasse um programa deste género e em 12 de Dezembro de 1995 foi para o ar a primeira edição do Templo dos Jogos.

Se não me engano isto era transmitido de manhã (lembro-me de ver às Terças e aos Sábados acho), teve como apresentadores meninas bonitas como a Rita Mendes e a Christina Mohler e jovens bem apessoados como o João Abreu e o David Bernardo, tendo estado no ar durante algum tempo, primeiro na SIC e anos mais tarde na SIC Radical. O programa consistia em vídeos dos jogos que estavam a ser lançados, primeiramente o vídeo corria por detrás dos apresentadores que davam uma introdução ao jogo e depois o mesmo continuava a ser transmitido com uma música animada a acompanhar.

Também existiam os vídeos com reviews em voz off, reviews essas que eram criticadas por muitos por serem demasiado benéficas para a grande maioria dos jogos, mas lembro-me de ver notas muito fracas a alguns jogos que o pessoal gostava muito. Eu gostava bastante deste programa e foi um dos mais bem conseguidos deste género, sabia falar com os jovens sem cair em clichés ou discursos condescendentes, uma verdadeira pedrada no charco.











quarta-feira, 24 de abril de 2013

... do Tamagotchi

quarta-feira, abril 24, 2013 3
... do Tamagotchi

Os Tamagotchi dominaram a década de 90, um brinquedo electrónico que viciou tanto as crianças como os adultos. Um animal de estimação virtual que dava tanto ou mais trabalho que um real, mas logicamente não era tão divertido com um animal verdadeiro.

A Bandai, uma das maiores empresas de brinquedos, criou este aparelho e lançou-o no mercado em 1996, no Japão onde se tornou logo um grande sucesso. Por norma este brinquedo vinha numa num computador numa forma oval, com 3 botões que nos deixavam aceder às funções básicas que nos deixava tratar do animal no seu interior.

Não tive nenhum, mas no final dos anos 90 eles também foram uma febre em Portugal, e tinha uma namorada que estava constantemente agarrada a um. Tinha-se que dar de comer ao bicho, brincar com ele, limpar as suas porcarias e até dar-lhe remédio se ficasse doente. Era uma verdadeira canseira, e isto apitava de forma irritante quando precisava de algo, por isso não o podias ignorar durante muito tempo.

Existiam vários ícones no ecrã que nos permitia controlar todos esses aspectos da vida do bicho, e falo em bicho porque maior parte deles eram em forma de pequenos animais, mas também existia em forma de pessoas. Criava muitas confusões na escola, por causa das crianças levarem o aparelho para a escola e para dentro das salas de aula.

Em 2010 tinham já sido vendidas mais de 76 Milhões de unidades, continua a ser fabricado em diversos formatos, existindo até uma app para os telemóveis Android,








segunda-feira, 22 de abril de 2013

... do Riccardo Patrese

segunda-feira, abril 22, 2013 0
... do Riccardo Patrese

Ainda sou do tempo de passar a hora de almoço do Domingo a ver Fórmula 1 na RTP, decorei o nome de muitos pilotos e fiquei fã de tantos outros, e Riccardo Patrese era um dos que eu mais gostava.

Riccardo Gabriele Patrese nasceu a 17 de Abril de 1954 em Itália, foi um dos pilotos mais fiáveis do grande circo, era considerado um dos melhores número dois e foi assim o fiel parceiro de três Campeões do Mundo e é o terceiro piloto com mais grandes prémios corridos.

Correu durante 3 décadas diferentes, de 1977 a 1993 num total de 256 Grandes Prémios, 6 vitórias, 37 pódios e 8 pole positions. Chegou a ser conhecido como um dos pilotos mais loucos na pista, mas rapidamente emendou o seu estilo e começou a conduzir de uma forma prática e segura, que o levou ao feito de ter conseguido pontuar em todas as temporadas que competiu excepto no ano de 1985 (quando representava a Alfa Romeo).

Estreou-se na escuderia Shadows em 1977, mas no ano seguinte seguiu o líder da equipa e juntou-se à então recém fundada Arrows. Em 1978 viu-se envolvido num acidente que resultou na morte do piloto Ronnie Peterson, e depois de algumas acusações chegou a ser julgado em tribunal e tudo, sendo absolvido de todas as acusações.

Em 1982 juntou-se à Brabham, onde conseguiu as suas primeiras duas vitórias, mas ficava completamente na sombra do seu parceiro Nelson Piquet, que se sagrou campeão em 1983 e levou a que Patrese procurasse melhor sorte noutro lado.

Na Alfa Romeo foi vítima da falta de qualidade da equipa técnica, muitas vezes tanto ele como o seu parceiro faziam boas corridas, mas não conseguiam terminar e pontuar por coisas tão básicas como a falta de gasolina.


Duas temporadas depois e volta para a Brabham, mas já esta era uma sombra do que fora e mesmo com um dos melhores motores do circuito (um BMW) nunca permitiu a vitórias por parte dos seus pilotos. Mesmo assim nunca se ouviu da boca do piloto Italiano qualquer reclamação acerca das incompetências técnicas dessas equipas, algo que fez ganhar o respeito das pessoas responsáveis deste desportos e dos seus colegas de corrida.

Foi na Williams que fiquei mesmo fã do piloto, entrou para a equipa em 1987, para o lugar de um  lesionado Nigel Mansell e depois de ter impressionado os donos da escuderia, assinou um contrato e em 1989 mostrava o seu valor ao conseguir um honroso 3º lugar no campeonato de pilotos, mesmo sem ter conseguido nenhuma vitória.

O regresso de Mansell à equipa em 1991, fez com que a Williams ficasse ainda mais competitiva e puxou Patrese para a sua melhor temporada, com duas vitórias e um 3º lugar no campeonato, atrás de Mansell e Senna. Adorava como ele conseguia sempre andar na luta por um lugar que lhe desse pontos, e odiava quando este era um bom jogador de equipa e deixava Mansell o ultrapassar para vencer algumas corridas onde o Italiano seria o vencedor.

Com o domínio da Williams, todos os grandes pilotos queriam assinar pela equipa, o que levou ao piloto procurar lugar noutras paragens, acabando por assinar pela Benneton. As suas qualidades como homem e piloto levaram a Williams a oferecer-lhe um lugar na equipa para substituir o falecido Ayrton Senna e após a recusa, voltaram a pedir a Patrese para experimentar o novo carro em Silverstone mas este continuou pela Benneton apesar das constantes dificuldades de relacionamento com o novo piloto dessa equipa, Michael Schumacher.

Chegava assim ao final a carreira de um piloto que todos respeitavam, que apoiou incondicionalmente três grandes campeões mundiais e um Alemão convencido achou que não seria suficientemente bom para o apoiar. Não satisfeito com isso, esse mesmo piloto voltou da reforma para roubar o recorde de longevidade de Patrese. Mesmo assim nunca se ouviu uma palavra menos digna deste grande piloto Italiano que deixou saudades no desporto e na competição que tanto amou.





domingo, 21 de abril de 2013

... do Shinobi

domingo, abril 21, 2013 0
... do Shinobi

Já aqui falei de como os Ninjas eram populares na década de 80, e por isso foi normal que até existissem jogos baseados neste aspecto da cultura Oriental e o Revenge of Shinobi foi um dos mais populares desse género.

O jogo é uma sequela de Shinobi, um arcade muito popular em 1987, e foi lançado pela Sega para a consola Mega Drive em 1989. Foi um sucesso pela sua jogabilidade e banda sonora que ajudavam a que ele tivesse uma vida longa, recebeu nota máxima em muitas das revistas de jogos e nós só costumávamos reclamar da dificuldade que era derrotar alguns dos vilões em cada nível.

Era um típico jogo de plataforma em que víamos todo o cenário de lado, movíamos a personagem com o D pad enquanto que se usava o botão C para saltar e o A e o B para atacar, cada um com uma diferente técnica Ninjitsu que ia desde usar a katana para atacar sem piedade ou o atirar Shurikens contra os nossos adversários.

Eram 8 níveis diferentes, que nos faziam viajar do mundo desde o Japão aos Estados Unidos e enfrentando vilões muito parecido com personagens famosas como Godzilla, Batman ou Homem-Aranha. Eu não era muito fã deste tipo de jogos, mas confesso que adorava saltar com a personagem e atacar com a espada descendo em grande velocidade. E a música também ajudava, por norma era sempre o que estragava os jogos mas neste caso ajudava e muito a que este ficasse ainda mais viciante.

Continua a ser recordado hoje em dia como um dos títulos mais marcantes da consola, e aparece regularmente nos pacotes virtuais de consolas recentes como a Wii, PS3 ou X-box 360.







... dos Goonies

domingo, abril 21, 2013 0
... dos Goonies

A meio da década de 80 apareceu um filme que entusiasmou a criançada toda, um filme com a chancela Steven Spielberg e que nos dava uma boa dose de aventura, emoção e humor tornando-se um clássico do VHS, o filme dos Goonies.

A Warner Brothers, em associação com a produtora do Spielberg Amblin Entertainement, estreou o filme em 1985 e este teve um estrondoso sucesso. A história foi idealizada pelo próprio Spielberg, sendo depois escrita em forma de argumento por Chris Columbus, num filme que foi realizado por Richard Donner.

A história com 4 rapazes, cada um deles com uma característica especial, em busca de emoção e aventura entusiasmou-nos a todos nos anos 80, muitos de nós alugaram a k7 de VHS mais que uma vez e se deliciaram com esta aventura emocionante que tinha ainda a música fantástica de Cindy Lauper.

Após encontrar um mapa do tesouro no sótão de sua casa, Mickey (Sean Astin) chama os seus amigos, Brand (Josh Brolin), Bocão (Mouth) (Corey Feldman), Dado (Data) (Ke Huy Quan) e Bolão (Chunk) (Jeff Cohen) e partem em busca do tesouro de Willy Caolho.

Há duas meninas que se Juntam a eles nessa aventura Andy (Kerri Green) e Stef (Martha Plimpton) enfrentando um sem número de armadilhas que o dono do tesouro tinha deixado entre as cavernas e as trilhas subterrâneas. Para além disso os rapazes terão de enfrentar também uma família de bandidos italianos, Os Fratelli. Para salvá-los resta somente o valente Sloth (John Matuzak), um "monstro" com alma de herói que ganha amizade com o gordinho do grupo e salvam todos dos perigos em que estavam metidos.

Existiam momentos de humor um pouco por todo o filme, mas era aquela aventura emocionante de um grupo de miúdos em busca de um tesouro pirata que nos entusiasmava e nos prendia do começo ao fim.

Um filme bastante interessante e divertido, que virou uma marca das sessões aventura e um sucesso nos vídeoclubes com todos a quererem alugar a k7 e verem como seria o final desta história que todos queríamos depois viver com o nosso grupo de amigos.







sábado, 20 de abril de 2013

... dos Muppet Babies

sábado, abril 20, 2013 1
... dos Muppet Babies

Os Muppet Babies (ou os Marretinhas) foram os responsáveis pela onda de desenhos animados com versões infantis de personagens famosas, já falei aqui dos da Pantera cor de Rosa, mostrando-nos a maior criação de Jim Henson numa versão infantil e em Desenho animado.

Transmitida pela CBS, a série teve bastante sucesso tendo direito a 8 temporadas num total de 107 episódios que foram emitidos entre 1984 e 1990. Em Portugal foi transmitido pela RTP aos Sábados à tarde  em 1986, numa versão original legendada em Português. O programa foi produzido pela Jim Henson company e Marvel Productions, sendo escrita pelo próprio Jim Henson e dirigida por John Gibbs que mantiveram o espírito dos Marretas originais nestas suas versões infantis, mas conseguindo mesmo assim que estas tivessem um carisma e uma vida própria.

Os Marretinhas misturavam o desenho animado com imagens reais, normalmente de filmes ou de situações históricas bastante conhecidas por todos, o mundo era mostrado de um ponto de vista infantil, ou seja de baixo para cima, fazendo com que quase todos os objectos parecessem enormes. Um simples Sofá ficava enorme, e no caso da Ama (única personagem adulta regular) nem se via a cara dela, apenas a parte inferior do seu corpo (algo depois repetido em alguns cartoons como o Cow and Chicken).

Os bebés tinham uma imaginação muito activa e embarcavam frequentemente em aventuras por mundos imaginários e situações perigosa de onde eram eventualmente salvos quando uma qualquer eventualidade exterior à história – muitas vezes o aparecimento da Nanny que vinha indagar o motivo de tanto barulho – os trazia de volta à realidade, mostrando que, por exemplo, uma lula gigante que os tinha presos nos seus tentáculos era, na verdade, a extremidade inferior de uma cortina.

Por vezes filmes clássicos eram parodiados neste desenho animado, desde Star Wars a Indiana Jones passando por filmes antigos como Casablanca. Isto tudo retratando uma situação normal na vida de uma criança, como o medo de ir ao dentista ou as perguntas básicas de "de onde vem isto?" ou então em alturas naturais do dia a dia, como o abrir de um armário escuro que quase sempre significava que sairia algo de dentro desse mesmo armário.

O programa foi idealizado em parte pelo sucesso de uma cena no filme "The Muppets take Manhattan", onde Miss Piggy sonhava com a sua vida com um sapo Cocas adulto, e assim neste desenho animado mostravam todas as potencialidades da imaginação de um marreta, neste caso de um marretinha.

Eu gostava bastante disto, desde o seu genérico animado passando pelas cenas a parodiar os filmes clássicos, o humor do programa era ao nível dos programas originais. Não admira o sucesso que isto tivesse tido, não sei quanto tempo foi transmitido pela RTP, mas lembro-me de ver isto aos Sábados à tarde pelo menos a dada altura da década de 80. Podiam editar isto em dvd ou repetir num dos canais infantis, penso que ainda se vê muito bem hoje em dia.








quinta-feira, 18 de abril de 2013

... dos Granizados Fá

quinta-feira, abril 18, 2013 2
... dos Granizados Fá

Quem viveu a década de 80 deve-se lembrar bem dos granizados Fá, um daqueles produtos "alimentares" duvidosos que fazia a nossa cabeça com as suas cores vivas e a sua originalidade.

Era uma marca Portuguesa que tinha bastante destaque na publicidade, era comum encontrar anúncios a eles um pouco por todo o lado, desde as revistas aos quadradinhos até aos jornais que os pais liam. Aquilo tentava ser vendido com um verdadeiro produto alimentar, a dada altura vinha nos anúncios algo como "aprovado pelo instituto de qualidade alimentar" que não era mais que uma maneira de ajudar a convencer os nosso pais a comprar-nos algo tão "estranho" como aquilo.

Existiam vários sabores, lembro-me pelo menos dos típicos Laranja, Limão e Morango que eram os mais populares, mas acho que existiam mais sabores também. Aquilo vinha num tubo esguio de plástico, uma saqueta que rasgávamos e sorvíamos o produto como se não houvesse amanhã. Aquilo tinha a particularidade de ser bebido dessa forma ou então de ser congelado e depois chupado como se fosse um gelado.

Eu usava muito o produto dessa forma, sim havia gelados à venda nos cafés mas eram um pouco fora do alcance da minha bolsa e isto era uma forma mais económica de me refrescar no verão. Outra razão de preferir desta forma é que quando se bebia aquilo pela saqueta, tendo que chupar para sorver o líquido, por vezes cortava-mo-nos no lábio no plástico e aquilo não sabia tão bem depois.

Às vezes tenho saudades destes produtos carregadinhos de corantes, que nos faziam pensar que as Laranjas e os Morangos que comíamos eram tão diferentes daqueles que vinham em artigos deste género.





... dos Ténis Reebok Pump

quinta-feira, abril 18, 2013 1
... dos Ténis Reebok Pump



Os Reebok Pump foram um dos ténis de maior sucesso da década de 90, todos queriam ter este modelo e foi uma indicação do que seria a moda nos anos 90, onde a gimmick e  o aspecto eram mais importantes que o ser ou não prático e útil.

No final dos anos 80, a Reebok produzia uns ténis que faziam grande sucesso entre os jogadores da NBA, eram uns ténis que ajudavam a melhorar o desempenho de um jogador de basquetebol com o seu sistema de inflação. Esses ténis eram muito caros mas faziam muito sucesso junto dos jogadores, e dos universitários com algum dinheiro para esbanjar e a marca decidiu começar a tentar fabricar algo do género mas que fosse financeiramente acessível para todos.

Para isso começaram a fabricar ténis úteis para outros desportos também, como o ténis ou o futebol. Michael Chang começou a utilizar um modelo que variava do original pum nos seus jogos, e ajudou assim a que este tipo de modelo se tornasse popular junto de todos. No Wrestling, John Cena utilizava um modelo Pump quando tinha uma gimmick mais urbana e hip-hop, chegava a utilizar o bombear dos sapatos como parte do seu ataque, quando queria finalizar com um adversário já caído no chão.

Portugal não foi excepção e os sapatos fizeram algum sucesso por cá também, e nas Praças e Feiras do nosso País começaram a surgir n imitações para as pessoas com menos posses. Eu tive um desses modelos da feira, e podia não ter todas as funcionalidades do modelo original mas servia o seu propósito, o de dar um ar mais "cool" ao nosso vestuário. Os originais custavam cerca de 30 contos em 1991, o que era mesmo muita massa para gastar nuns ténis.

Os Reebok Pump eram macios e confortáveis (além de terem um ajuste personalizado), feitos em cabedal e malha conferem apoio e respirabilidade, enquanto a palmilha em espuma proporciona uma grande tração para os utilizadores, algo possível graças à sua tecnologia única.

Confessem que dava um gozo do caraças baixar-mo-nos e bombar a língua do ténis, era só tentar arranjar uma situação em que parecesse que ao fazer aquilo iríamos ter mais sucesso em algo. A Reebok tem lançado de novo este modelo, com um design mais moderno mas com o conceito do conforto do utilizador sempre em mente.








terça-feira, 16 de abril de 2013

... do Conga dos Miami Sound Machine de Gloria Estefan

terça-feira, abril 16, 2013 0
... do Conga dos Miami Sound Machine de Gloria Estefan

A música Conga foi uma das grandes febres de 1985, tornado-se uma das músicas mais marcantes da década e tornando-se uma imagem de marca para a banda Miami Sound Machne e para a cantora Gloria Estefan.

Era uma música Pop com uma forte componente de dança e um grande ritmo latino, que ajudou a canção a tornar-se um fenómeno mundial e a marcar uma época. Entrou para o top 10 da Billboard e vendeu mais de 500 Mil cópias em pouco tempo. O grupo mostrava a sua origem Cubana, bem patente nos ritmos das suas músicas, e fazia algum sucesso na comunidade Cubana em Miami na Florida, mas só atingiu o verdadeiro sucesso com este single.

O teledisco passava-se num clube chique, o Copacabana, e a banda vai actuar e domina a multidão mais serena com a sua música animada. Continuo a gostar muito desta música, e acho uma das melhores feel good songs de sempre.







... do Feno de Portugal

terça-feira, abril 16, 2013 2
... do Feno de Portugal

O sabonete Feno de Portugal fazia parte da nossa higiene pessoal nos anos 80, uma das marcas que jamais vamos esquecer e ainda hoje lembra-mo-nos do seu slogan.

O produto já existia há alguns anos, mais uma marca Nacional de sucesso e com alguma tradição, algo que se encontrava presente em quase todas as casas de banho da nossa família. Pertencia à Quimigal, era um produto da Unisol que apostava muito na publicidade a este artigo, e o anúncio com a jovem menina loura a  passear por um campo de feno e flores e com o slogan "Feno de Portugal, encanto da Natureza" (ou "Feno de Portugal, o aroma da Natureza") conquistou-nos a todos.

Todos temos o aroma do sabonete bem presente, era algo forte e intenso que impregnava as nossas roupas e tudo e apesar de ainda ser comercializado nos dias de hoje, perdeu completamente o lugar para a invasão dos sabonetes líquidos.





domingo, 14 de abril de 2013

... do Parker Lewis

domingo, abril 14, 2013 1
... do Parker Lewis

Parker Lewis (ou Parker Lewis can't lose) foi uma série adolescente diferente de todas as outras que já tínhamos visto, divertida, interessante e até com um toque de surrealismo, foi um dos programas mais marcantes da década de 90, e que ainda hoje é relembrado com saudade.

Por cá a série foi transmitida pela TVI no seu começo (quando ainda era o 4ª canal), e gozou de algum sucesso, diferenciando-se do resto da televisão mais cinzenta que estávamos habituados.

Foi transmitida originalmente pela FOX entre Setembro de 1990 e Junho de 1993, com 3 temporadas que perfizeram um total de 73 episódios emitidos. Roupas espalhafatosas, mensagens subliminares, elenco com carisma e muita diversão à mistura, eram a receita para um programa de sucesso um pouco por todo o mundo, e Brasil e Portugal não foram excepção.

A série desenrolava-se no liceu de São Domingo na década de 90, com os vestígios dos anos 80 ainda bem presentes em muitos aspectos da série, e mostrando assim como estava a ser feita essa transição pelos jovens deste mundo.

Isso era notório na moda, com as roupas super coloridas e espalhafatosas em contraste com camisas de flanela e outra roupa mais sóbria, mas também muito colorida.

O protagonista da série era Parker Lewis (Corin Nemec), um jovem popular que gosta de desfrutar da adolescência como poucos e que nos narrava as suas aventuras neste liceu. Aliás notava-se a influência de Ferris Bueller ao longo da série (o filme ainda gozava de algum sucesso), e este actor bebia muito nessa influência ao falar directamente para nós enquanto narrava  os acontecimentos da série, ou nos seus constantes esquemas para faltar às aulas.

Parker vivia com os seus pais, "Marty" Lewis (Timothy Stack) e Judy Lewis (Anne Bloom na 1ª e Mary Ellen Trainor nas outras duas temporadas), que eram proprietários de um videoclube, e com a sua pequena irmã Shelly Lewis (Maia Brewton), uma das suas maiores inimigas e com a qual estava constantemente a lutar.

Na escola anda sempre acompanhado pelos seus dois grandes amigos, Mikey Randall (Billy Jayne) e Jerry Steiner (Troy Slaten), que eram bastante diferentes um do outro, enquanto que um era todo rebelde e preferia mais andar de moto e ouvir música rock do que estudar, o outro era um pequeno génio, que ansiava pela atenção dos outros e que tinha todo o tipo de coisas dentro do seu sobretudo.

A protagonizar a série tínhamos ainda a maior inimiga de Lewis, a directora da escola Grace Musso (Melanie Chartoff), que queria por tudo expulsá-lo do liceu e não suportava a sua forma de estar e de ser, era também conhecida pelos seus gritos estridentes que partiam os vidros da sua porta a toda a hora. Ela era acompanhada por um rapaz maligno com um ar gótico-vampiresco, Frank Lemmer (Taj Johnson), que conseguia se teleportar quando queria e era extremamente fiel a Musso.

Era impossível não nos divertirmos a ver esta série, a constante subversão de Lewis às ordens da directora, os seus esquemas para tramar a irmã ou escapar dos seus deveres escolares ou então para fugir de, ou pedir ajuda a, outra personagem importante no liceu, o do enorme Kubiak (Abraham Benrubi), terminavam sempre numa boa gargalhada.

Os episódios mostravam de tudo um pouco, desde o bully na escola a outros problemas adolescentes, como as paixonetas ou dificuldades escolares, mas sem nenhum do drama a que estávamos habituados em séries anteriores. Tudo era sempre mostrado de uma forma mais leve e divertida, e nas primeiras temporadas até de uma forma algo surreal, com esquemas mirabolantes e situações levadas ao extremo.

A primeira temporada destaca-se por conseguir abordar factos importantes de décadas anteriores, são mostradas coisas importantes dos anos 60, 70 e 80. Fui grande fã desta série, adorava aqueles conflitos iniciais/finais entre o Lewis e a irmã, alternando com a informação dos créditos e o usual "Eat now?" do Kubiak quando se portava bem e pretendia uma recompensa. Aliás eram muitas as "catchphrases" na série, desde o "Synchronize watches" ao "No problem" do Parker, passando pelo "Eek!" do Jerry e o "Coolness" do Mikey.

Um dos meus episódios favoritos, é aquele que aborda a dependência de Jerry em relação ao seu Mega Drive e ao jogo Altered Beast, aliás ele era uma das minhas personagens preferidas e gosto como evoluiu a relação entre ele e a irmã mais nova do seu melhor amigo Parker. Marcou uma época e por isso mesmo pode parecer algo datada por vezes, já que é demasiado presa nos anos 90, mas o seu humor consegue passar por cima disso e vale a pena rever muitos dos seus episódios.













quinta-feira, 11 de abril de 2013

... do Quantos Queres

quinta-feira, abril 11, 2013 1
... do Quantos Queres

Quantos Queres era mais um daqueles jogos simples mas que nos entretinha durante horas, precisávamos somente de uma folha de papel e de lápis de cor ou canetas.

Era daqueles jogos que todos podiam participar, mas era muito mais popular junto das meninas do que dos meninos. Com uma folha de papel, dobrávamos a mesma até ficar no formato desejado para um Quantos Queres, depois nos cantos da folha (onde iríamos encaixar os dedos) pintava-se uma pequena bola colorida e na parte escondida da folha colocava-se o que pretendíamos chamar à pessoa.

Isto tanto podia ser algo fofinho, com algo gozão como até algo malandreco. Ficava ao nosso critério, depois pedíamos à outra pessoa dizer o número de vezes que queria que mexêssemos o quantos queres e no final para escolher a cor e depois dizíamos o que lhe tinha calhado.

Algo simples e típico da época em que se vivia em que algo num papel e com uma mecânica simples de jogo, era suficiente para uns bons momentos entre um grupo de amigos e amigas.





quarta-feira, 10 de abril de 2013

... do Muita Lôco

quarta-feira, abril 10, 2013 3
... do Muita Lôco

O programa Muita Lôco foi um dos maiores ícones daquilo que a SIC queria transmitir no seu início, o factor "TV em movimento" que era aqui mostrado num programa para jovens com alguma irreverência, loucura e totalmente diferente de tudo o que já tínhamos visto.

Muita Lôco foi mais um programa com uma forte influência Brasileira (via-se logo no nome), que queria assim dar "cor" e movimento à nossa TV, por vezes tão "cinzenta" e calma. O programa esteve no ar entre 1994 e 2000, sendo apresentado por José Figueiras e era basicamente um programa de entrevistas e entretenimento, com o público a poder colocar perguntas aos entrevistados e com alguns números musicais pelo meio.

Isto começou a dar ao Sábado pelo final da tarde acho, lembro-me de ver os primeiros programas e de como começou logo a surpreender tudo e todos, quando mostrou uma assistente de programa nada a ver com os padrões que a TV tinha-nos habituado. Ela chamava-se Paulina, e era uma menina de "peso", fugindo do conceito "modelo magra" que era associado a esse cargo num programa, ela começou meio tímida mas foi-se soltando com o passar do tempo.

Rodrigo Leal, filho de Roberto Leal, liderava a banda Muita Lôco, que animava o programa e que chegou a lançar cd's com algum sucesso. No programa tudo tinha muita cor, eram normais as combinações de roupa com cores tão berrantes como o Roxo e o Amarelo, a ideia era "chocar" com as escolhas das cores e não seguir o conceito de "fato" normal para apresentador e assistentes do programa.

Juntamente com o Big Show SIC, este programa era a cara da estação que queria ser irreverente e diferente, e José Figueiras conquistou ali um lugar no audiovisual Português, chegando a gravar um disco e continuando a trabalhar na SIC em diversos programas ao longo dos anos.








terça-feira, 9 de abril de 2013

... do Fruto Real

terça-feira, abril 09, 2013 0
... do Fruto Real

O Fruto Real era um dos grandes da indústria de refrigerantes na década de 70 e 80, e mais do que o sabor era os brindes que ele oferecia que conquistava a criançada.

Sempre fui mais fã do Sumol confesso, mas não dizia que não a uma garrafa de Fruto Real que vinha normalmente numas garrafas originais, com design interessante e que volta e meia oferecia uns brindes bem divertidos.

E eles não faziam a coisa por menos, sabiam chegar ao coração de uma criança utilizando os heróis do momento como foi o caso da colecção onde ofereciam imagens do Homem-Aranha no interior das suas caricas. Tínhamos que a tirar da carica e colocar em posters que nos eram oferecidos pela empresa, e que por norma tínhamos que pedir aos senhores que distribuíam o refrigerante pelos cafés.

Para além das imagens do Homem-Aranha, já por si razão suficiente para as querermos, podíamos ter a sorte de nos sair um brinde extra e quando a completávamos podíamos receber um crachá ou um pin do aracnídeo. Também houve uma colecção do género, mas envolvendo o herói do espaço Flash Gordon, na moda devido ao filme que tinha saído não há muito tempo.

Na Sumol por norma eram mais jogadores da bola que tinham direito  a aparecer na película da carica, e por isso era normal haver alguma divisão em qual a colecção que se preferia fazer.

Mas o Fruto Real até chegou a editar livros, uma série de livros de bolso com o nome de Biblioteca Fruto Real com alguns dos títulos mais clássicos da literatura como a Ilha do Tesouro ou Robinson Crusoé. Tudo razões para que este refrigerante ficasse na nossa memória e nas nossas papilas gustativas até os dias de hoje.








segunda-feira, 8 de abril de 2013

... do Johnny Bravo

segunda-feira, abril 08, 2013 4
... do Johnny Bravo

Johnny Bravo era um dos meus desenhos animados preferidos da série de cartoons produzidos pelo Cartoon Network, com alguns dos melhores profissionais do canal a série tinha um humor inteligente e diferente de tudo a que estávamos habituados.

Van Partible criou a série para o canal Cartoon Network, que estreou o programa em 1997 e tornou-se rapidamente uma imagem de marca das produções do canal, com alguns dos seus escritores e directores a tornaram-se famosos mais tarde com os seus próprios projectos, como Seth MacFarlane com Family Guy ou Butch Hartman com Fairly OddParents.

Começou a ser exibida nas rubricas What a Cartoon! e Cartoon Cartoons em 1997 e durou até 2004, com 4 temporadas e 67 episódios produzidos. Johnny Bravo (Jeff Bennet) era um jovem narcisista e machista que nunca tinha sucesso nas suas tentativas de conquista, que vivia com a sua mãe Bunny (Brenda Vaccaro) e era constantemente "aborrecido" por uma pequena menina, Little Suzy (Mae Whitman) e um nerd com óculos que o idealizava, o Carl (Tom Kenny).


Adorava os episódios com um humor sem sentido mas muito divertido, como aquele em que ele interrompe a hibernação de um urso, ou em que ele pensa que o mundo parou por ver a mesma hora a piscar sempre no seu leitor de vídeo.

A série girava muito em torno da estupidez de Bravo, e isso era usado ao extremo quer para o "engate", quer para situações do dia a dia. A qualidade da escrita notava-se nas referências à cultura Pop que conseguiam assim atrair um maior público, e a algumas piadas mais adultas ou com duplo sentido que passavam despercebidas em algo com aspecto mais infantil.

Adorava quando se usavam outras personagens, como o Batman Adam West ou personagens de sucesso da Hanna Barbera como um episódio fantástico com o elenco de Scooby Doo, ou ainda referências da cultura televisiva como segmentos baseados em episódios de séries como a Twilight Zone.


Infelizmente mudaram o estilo de animação e o estilo de humor, dando maior destaque a outras personagens do programa e perdendo assim alguma da sua originalidade e encanto. Algumas das suas expressões entraram para o dia a dia de muitas pessoas, e ainda hoje muitos referem a personagem quando querem falar de alguém extremamente narcisista ou machista.

Johnny Bravo era basicamente um James Dean com um visual baseado em Elvis Presley, e utilizavam isso muitas vezes no programa com referências ao Rei do Rock um pouco por todo o lado. Vi isto pela primeira vez no Cartoon Network na TV Cabo na casa de um amigo, e comecei a seguir fielmente mal coloquei cabo na minha casa, mas a série foi transmitida nos canais nacionais com dobragem em Português, com nomes como Carlos Freixo ou José Jorge Duarte. No Brasil também teve algum sucesso na sua versão dublada em Português do Brasil com nomes como Ricardo Juarez ou Alexandre Moreno.

Ainda hoje me divirto muito a rever isto no canal Boomerang, sem sombra de dúvida um dos melhores dos anos 90.





domingo, 7 de abril de 2013

... do Q*bert

domingo, abril 07, 2013 0
... do Q*bert

Q*bert foi um dos primeiros jogos de Arcade que joguei, um jogo simples mas viciante que foi depois transporto para diversas plataformas.

Warren Davis e Jeff Lee conceberam o jogo e o design da personagem, que a Gottileb lançou em 1982 e conquistou as salas de videojogos um pouco por todo o mundo. O jogo era simples, mostrava um bicharoco simpático com um nariz grande (que disparava projécteis), aos saltos por uma pirâmide de cubos com o objectivo de colocá-los todos da mesma cor e evitar os obstáculos.

O jogo agradou tudo e todos, e a personagem começou a aparecer em todo o tipo de merchandising tornando-se uma das mais reconhecidas da década de 80. Os inimigos de Q*bert consistiam numa cobra, Coily, que o perseguia pela pirâmide, em 2 gremlins (Slick e Sam) que mudavam a cor dos cubos, e Ugg e Wrong-way, 2 criaturas que atrapalhavam a viagem da personagem.

A personagem só perdia em popularidade para Pac-Man e Donkey Kong, devido a aparecer em todo o tipo de merchandising e até num desenho animado de algum sucesso. Eu gostava bastante deste jogo, era animado e sempre que se perdia dava logo aquela vontade de jogar de novo. Ainda hoje perco algum tempo se o começar a jogar, e isso só prova a sua qualidade.







sábado, 6 de abril de 2013

... do Ninja Americano (American Ninja)

sábado, abril 06, 2013 2
... do Ninja Americano (American Ninja)

As artes marciais estavam em grande nos anos 80, qualquer filme que abordasse este tema chamava a atenção de todas as crianças e adolescentes e o Ninja Americano foi um dos maiores sucessos do género.

American Ninja foi produzido pela Cannon e realizado por Sam Firstenberg, foi lançado em 1985 e foi um sucesso de bilheteira nos Estados Unidos. No Brasil era um dos filmes habituais da mítica Sessão da Tarde, enquanto que em Portugal foi um sucesso nas k7's de VHS que eram alugadas constantemente e estavam sempre esgotadas no Videoclube.

Michael Dudikoff e Steve James foram os protagonistas deste filme e da sua sequela, filmes que não primavam pela história mas sim pela acção e pancadaria e por isso eram um sucesso junto dos mais novos. Lembro-me de ir alugar isto com os meus vizinhos e ficarmos a ver o filme em grupo, a história passava para segundo plano e queríamos era ver os saltos e pontapés, as matracas e katanas em acção.

Dudikoff era um soldado que preferiu alistar-se no Exército Americano a ir para a prisão, e é numa base nas Filipinas que mostra o seu talento nas artes marciais e entra em combate com outro soldado, interpretado por Steve James, que acabaria por ficar seu aliado e o ajudar a salvar uma jovem indefesa de um grupo de Ninjas malvados.

A prova que a história não era o mais importante nestas coisas, é que no segundo filme volta a aparecer um bando de Ninjas malignos a atrapalhar a vida destes dois, mas nada que nos preocupasse muito.

Esse segundo filme não foi tão bem sucedido mas não impediu que houvesse uma terceira sequela, desta vez com David Bradley no papel principal e que revitalizou a franquia e permitiu que existisse um quarto filme que uniu Bradley a Dudikoff. Estes 2 filmes tiveram mais sucesso que a sequela original e retomaram o espírito do primeiro filme, mas como já se estava no começo da década de 90, já os Ninjas não tinham a mesma força e apesar de ter existido um Quinto filme, o mesmo passou completamente despercebido.

Tenho boas memórias deste filme, e de ter dificuldades em alugar o 4º volume já que desaparecia rapidamente do videoclube devido à grande procura por ele. Até acho estranho nesta onda de remakes ninguém ter pegado nisto, penso que com o actor certo podia ter algum sucesso.

Duas curiosidades interessantes, o filme era para se chamar American Warrior, chegou a ter trailers com este nome e tudo, mas à última da hora optou-se pelo Ninja e em boa hora o fizeram. Outra curiosidade é que seria Chuck Norris o actor principal para esta série de filmes, mas por razões desconhecidas (ele até trabalhava com esta produtora) isso não foi para a frente.






sexta-feira, 5 de abril de 2013

... dos 4 Ases

sexta-feira, abril 05, 2013 0
... dos 4 Ases

Quando era criança recebia muita BD como prenda, e nem sempre gostava do que me ofereciam mas em uma ou outra ocasião tinha gratas surpresas como foi o caso dos livros dos 4 Ases.

Os 4 Ases (Les 4 As) era mais um produto da escola Franco-Belga, direccionada para um público infanto-juvenil mas com piadas que podem ser apreciadas por qualquer um seja qual for a idade que tenha. Georges Chaulet tratava do argumento, enquanto que os desenhos ficavam ao encargo de François Craenhals que mostrava com um traço simples mas com uma forte identidade as aventuras de um grupo de 4 jovens.

Lastic é o chefe do grupo, um jovem empreendedor e sempre com muita energia, Doc, o "cérebro", um caixa de óculos que preferia ficar a ler os seus livros mas que não desperdiçava a chance de resolver um bom mistério. Do grupo faziam ainda parte Bouffi, o "gordo" que adorava comer mas era sempre muito voluntarioso e pronto a ajudar, enquanto que Dina era o elemento feminino: eis os 4 Ases, sempre acompanhados pelo seu cão Óscar.

Eram aventuras divertidas, com muito humor, aventura e algum mistério à mistura. Eles ajudavam a descobrir alguns mistérios, muito para o aborrecimento de 2 polícias incompetentes que não gostavam nada quando o grupo se intrometia e resolvia os seus problemas.

Em Portugal foram editados pela Difusão Verbo, em livros de capa dura com alguma qualidade sendo lançados cerca de 20 Álbuns, com o primeiro a ser publicado em 1980.

A Taça de Ouro é um dos meus preferidos, envolve um espião famoso que é apanhado sem querer numas filmagens do grupo que estava a participar num concurso de filmes amadores. O livro mostra as tentativas frustradas desse espião a tentar recuperar o filme, assim como as filmagens disparatadas do grupo para esse concurso.

Também gosto muito do Picasso Roubado e do Navio Fantasma, 2 dos livros com mais aventura do grupo e, claro, sempre com muito humor. Apesar de não ser muito conhecido por todos, recomendo a leitura de algum destes livros, aposto que se irão divertir.



Os 4 Ases e a serpente marinha (Les 4 as et le serpente de mer)1964HCCraenhals, ChauletÁlbum Difusão Verbo
Os 4 Ases e o aerodeslizador (Les 4 As et l'aérogliseur)1964HCCraenhals, ChauletÁlbum Difusão Verbo
Os 4 Ases e a vaca sagrada (Les 4 as et la vache sacrée)1964HCCraenhals, ChauletÁlbum Difusão Verbo
Os 4 Ases e o visitante da meia-noite (Les 4 as et le visiteur de minuit)1965HCCraenhals, ChauletÁlbum Difusão Verbo
Os 4 Ases e o pássaro misterioso (Les 4 as et le couroucou)1966HCCraenhals, ChauletÁlbum Difusão Verbo
Os 4 Ases e a taça de ouro (Les 4 As et la coupe d'or)1967HCCraenhals, ChauletÁlbum Difusão Verbo
Os 4 Ases e o dragão das neves (Les 4 As et le dragon des neiges)1968HCCraenhals, ChauletÁlbum Difusão Verbo
Os 4 Ases e o rali olímpico (Les 4 As et le rallye olympique)1969HCCraenhals, ChauletÁlbum Difusão Verbo
Os 4 Ases e a ilha de Robinson (Les 4 as et l'île du Robison)1970HCCraenhals, ChauletÁlbum Difusão Verbo
Os 4 Ases e o tirano (Les 4 As et le tyran)1971HCCraenhals, ChauletÁlbum Difusão Verbo
Os 4 Ases e a corrida ao ouro (Les 4 As et la ruée vers l'or)1973HCCraenhals, ChauletÁlbum Difusão Verbo
Os 4 Ases e o Picasso roubado (Les 4 As et le Picasso volé)1974HCCraenhals, ChauletÁlbum Difusão Verbo
Os 4 Ases e a bomba F (Les 4 As et le bombe F)1975HCCraenhals, ChauletÁlbum Difusão Verbo
Os 4 Ases e a salsicha voadora (Les 4 As et le saucisse volante)1976HCCraenhals, ChauletÁlbum Difusão Verbo
Os 4 Ases e o bando dos chapéus brancos (Les 4 As et le gang des chapeaux blancs)1977HCCraenhals, ChauletÁlbum Difusão Verbo
Os 4 Ases e o navio fantasma (Les 4 As et le vaisseau fantôme)1978HCCraenhals, ChauletÁlbum Difusão Verbo


Lista retirada do http://bdnostalgiaportugal.blogspot.pt/