Março 2013 - Ainda sou do tempo

domingo, 31 de março de 2013

... do Onda de Verão

domingo, março 31, 2013 0
... do Onda de Verão

A RTP tinha por hábito transmitir programas populares e divertidos no Verão, uma forma de cativar o público com programas baratos e que ajudavam a preencher a grelha da programação numa altura de menor consumo televisivo. O Onda de Verão foi um desses programas, transmitido em 1993 e com o mítico Luís Pereira de Sousa a apresentar.

O Onda de Verão foi mais um daqueles programas que percorria o País, montavam palco numa praia qualquer com um cenário simples e que promovia diversas provas e passatempos divertidos que divertiam os participantes, os telespectadores e o público presente na praia.

O programa tinha também alguns momentos musicais e normalmente era apresentado por uma dupla, liderada pelo carismático Luís Pereira de Sousa, um veterano da RTP que era obrigado por contrato a apresentar esses programas( muito para seu desagrado mas nada que se notasse no pequeno ecrã, devido ao grande profissionalismo do apresentador).

Pessoas a competir umas com as outras, concursos que promoviam a ecologia e a limpeza das Praias, ou provas simples como braços de ferro ou concursos de Miss Praia ou Mister Croquete, ver a pessoa que ficava com mais areia colada ao corpo por exemplo.

Não era super fã deste tipo de programas, mas era uma época que víamos de tudo e volta e meia via isto e cheguei a participar numas provas na Praia da Conceição em Cascais.







sexta-feira, 29 de março de 2013

... do Pulgas na cama

sexta-feira, março 29, 2013 0
... do Pulgas na cama

O jogo Pulgas na cama foi mais um daqueles jogos que todos quisemos ter, muito por culpa de um anúncio fantástico que nos fazia pensar que isto era pura diversão.

Bed Bugs fez parte daquela geração de jogos do final da década de 80, começo de 90, que primava por apresentar um conceito básico com muita cor e muito barulho à mistura. No Brasil ficou como Pulgas Malucas, distribuído pela Estrela, enquanto que em Portugal ficou como Pulgas na Cama e era um jogo da MB.

Um jogo ideal para 3/4 pessoas, que consistia em tentarmos apanhar com umas pinças coloridas uns bichos de plástico, de diversas cores, aos saltos numa cama que fazia um barulho tremendo de modo a manter os "animais" em movimento. O jogador tinha que apanhar a pulga da cor da sua pinça, e atrapalhar os outros de modo a ser o primeiro a apanhar mais pulgas.

Em Portugal o anúncio de TV era um sucesso, com a voz do mítico Canto e Castro, mostrando um homem aflito com pulgas na cama e depois imagens de umas crianças a jogar o jogo. No Brasil optou-se pela animação, tornando o anúncio muito apelativo para as crianças dessa forma.





quinta-feira, 28 de março de 2013

... do Microsoft Encarta

quinta-feira, março 28, 2013 0
... do Microsoft Encarta

Houve uma altura em que as Enciclopédias digitais eram uma boa solução para não termos que ir até uma biblioteca, ou para não perdermos muito tempo à procura do que precisávamos nas Enciclopédias lá de casa. Microsoft Encarta era o nome mais forte nesse tipo de produtos, e a meio da década de 90 todos queríamos ter uma versão desta enciclopédia.

Ela foi criada em 1993, sendo que em 1996 era comum o uso desta enciclopédia e todos gostávamos de usar este programa. Tinha o conceito de uma enciclopédia comum, mas o apelo de ser algo utilizado no computador com uma forte componente visual, e bem prático para pesquisarmos algo que queríamos mesmo no meio de milhares de artigos.

Existiram versões em Português, Inglês, Alemão, Italiano, Holandês, Francês, Espanhol e Japonês e a partir de 2003 começou a ser editada em DVD, com a versão de 2005 a ter mais de 68 mil artigos, vídeos e imagens. Cheguei a utilizar bastante este programa, e era até divertido aprender desta forma com outros componentes visuais que não somente as edições em papel.

Hoje em dia tornou-se obsoleta com a Internet e sites como a Wikipedia, mas marcou uma geração e ainda hoje é lembrado por muitos de nós.








... do Zé Colmeia

quinta-feira, março 28, 2013 1
... do Zé Colmeia
O Zé Colmeia (Yogi Bear) era uma das minhas personagens preferidas da Hanna Barbera, gostava da sua atitude positiva e dos seus esquemas para conseguir as cestas de piquenique pelas quais tanto ansiava. Seguia a linha de outras personagens do estúdio, com um parceiro baixinho que o seguia fielmente e a desafiarem constantemente a autoridade.

Eu conheci primeiro a personagem pelas histórias em quadradinhos, da editora RGE, e só mais tarde apanhei o desenho animado na Televisão. Isto porque cá em Portugal ele dava apenas ocasionalmente, muitas vezes como tapa buracos (como tantos outros da Hanna-Barbera) mas no Brasil foi sempre um sucesso com a típica dobragem Brasileira que dava ainda mais charme à personagem.

Zé Colmeia é um urso antropomórfico, conhecido por usar um chapéu e uma gravata verde que adorava roubar comida dos visitantes do parque Jellystone (a imitar os parques Yellowstone), onde vivia com o seu parceiro e amigo Catatau (Boo Boo). Foi criado em 1958 por William Hanna e Joseph Barbera, aparecendo como personagem secundário nos desenhos animados do Dom Pixote, onde aparecia num episódio de 6 minutos e meio num dos segmentos do programa.

O sucesso da personagem foi tanto que em 1961 já tinha o seu próprio show, desta vez era ele que tinha personagens secundários em segmentos do seu programa (Snaglepuss e Yakki Doodle) e conquistou o público com os seus planos desvairados para fugir e/ou enganar o Guarda Smith.

Era um desenho animado típico da Hanna Barbera, com as imagens de marca comuns do estúdio (como os mesmos cenários repetidos até à exaustão), bem divertido e sem pretensões a ser um grande programa com grandes histórias e animação fora do comum.

As histórias em quadradinhos seguiam essa linha, tanto quando foram editadas pela RGE, como mais tarde quando foram lançadas pela editora Abril. Lembro-me bem de ser um dos meus pedidos habituais nas visitas às papelarias com o meu pai, esperando assim que ele me comprasse uma para que eu me mantivesse quieto e calmo. Devido a serem normalmente muito baratas, era comum esse pedido ser acedido.

Ria-me sempre com os esquemas absurdos que ele elaborava para ou roubar uma cesta de piquenique ou conseguir comida de graça, dentro ou fora do parque. O desenho animado durou bem até a década de 90, com diferentes encarnações ao longo dos anos, ao contrário da BD que deixou de ser editada e publicada por muita pena minha. Há pouco tempo saiu um filme baseado na personagem, e até é bastante engraçado e fiel ao espírito do programa idealizado nos anos 60.

Para mim uma das melhores personagens deste estúdio, e ainda hoje me consigo rir com as suas peripécias.

















quarta-feira, 27 de março de 2013

... do Magic Johnson

quarta-feira, março 27, 2013 0
... do Magic Johnson

A NBA estava em força no nosso País nos anos 90, com um programa regular e algum merchandising à venda, como cadernetas de cromos ou t-shirts com alguns dos jogadores mais famosos. Magic Johnson era um desses jogadores e um dos que mais me chamou a atenção.

Earvin "Magic" Johnson Jr. nasceu em 14 de Agosto de 1959 no estado Americano de Michigan, e que chamou logo a atenção enquanto jogava Basquetebol Universitário sendo escolhido pelos Los Angels Lakers no draft de 1979 e tornando-se numa das maiores figuras de sempre da equipa e da história da NBA.

Comecei a acompanhar este desporto como alguns de nós, pelo programa NBA Action que dava aos Sábados na RTP com comentários do Prof. João Coutinho e do Carlos Barroca. Estes dois tinham um entusiasmo e uma emoção nos comentários dos jogos e dos lances da jornada que era impossível não ficarmos entusiasmados também. Quem não se lembra do constante "Tremendo" do (já falecido) Professor Coutinho? Entretanto começaram a aparecer cadernetas e podíamos assim saber ainda mais coisas e vibrarmos com as imagens espectaculares de uma das melhores fases da NBA.

Depois de alguns anos a ser um destaque na Universidade de Michigan, Johnson ficou surpreendido e contente por ter sido a primeira escolha dos Los Angels Lakers em 1979 e ter assim uma oportunidade para jogar ao lado de um dos seus ídolos, o jogador Kareem Abdul-Jabbar.


No seu ano de estreia ajudou a que a equipa conquistasse a final do campeonato, sendo uma das figuras principais dos Lakers e sendo mesmo escolhido como MVP no final, como o Rookie do ano e para a equipa All Star.

Nos anos seguintes uma lesão atrapalhou a sua ascensão na NBA, mas quando voltou mostrou todo o seu talento e influência na equipa fazendo com esta lhe desse a assinar um contrato Milionário e cedeu às suas queixas sobre um treinador e despediu este fazendo com que o jogador ficasse um pouco mal visto por alguns colegas e pelo público da NBA.

O que é certo é que com o treinador Pat Riley os Lakers foram de novo à final e Magic foi de novo o MVP numa equipa muito forte dos Lakers. Magic era forte e elegante no seu jogo, era impossível não ficarmos entusiasmados sempre que este pegava na bola. A rivalidade entre os Celtics e os Lakers na década de 80 deu-nos excelentes confrontos entre dois dos melhores jogadores de sempre, Larry Bird e Magic Johnson.



Esta rivalidade apaixonou o mundo todo e ajudou a um reavivar da atenção para a NBA e um aumento das audiências, ali estavam diversos mundos em conflito, jogador branco contra jogador negro, jogador típico de Hollywood (típico de LA) contra jogador típico da classe trabalhadora (típico de Detroit) e a própria rivalidade entre as duas equipas.

Na segunda metade dos anos 80, o jogador ajudou a que os Lakers fossem a primeira equipa a vencer dois campeonatos seguidos, algo que não acontecia desde a dupla vitória dos Celtics no final da década de 60, vencendo na primeira conquista os Celtics e logo de seguida os Detroit Pistons de Isaiah Thomas.

No começo da década de 90 a equipa perdia terreno para os Chicago Bulls, liderados pelo MVP Michael Jordan, e em 1991 o jogador fez um anúncio que chocou o mundo ao anunciar que era HIV positivo e que se iria assim retirar do jogo. Apesar dessa retirada os fãs colocaram-no na equipa All-Star em 1992 para que este jogasse no jogo entre os melhores da NBA, algo que provocou muitos protestos por parte de alguns dos jogadores como Karl Malone que temiam que se Johnson sofresse um corte no jogo contaminasse os outros jogadores.

Fez ainda parte da Dream Team que foi aos jogos Olímpicos em 1992, onde venceu a medalha de Ouro, e tentou uma volta à NBA que esbarrou sempre em muitos protestos por parte dos jogadores que tinham medo de ser contaminados com o vírus HIV, aliás Magic aproveitava o destaque que tinha como jogador para promover a aceitação da sociedade às pessoas infectadas com o HIV.

Foi um dos melhores bases de sempre, apesar de ter jogado noutras posições, e ajudou para uma revitalização do desporto que culminou na loucura que foi a NBA na década de 90.











terça-feira, 26 de março de 2013

... das Sombrinhas de Chocolate da Regina

terça-feira, março 26, 2013 1
... das Sombrinhas de Chocolate da Regina

Chocolate é daquelas coisas que sabe bem em qualquer idade, mas quando somos crianças é um dos maiores prazeres da vida e a Regina foi uma das marcas que mais nos acompanhou na década de 70 e 80, especialmente pelos seus produtos que nos marcavam como as suas Sombrinhas de Chocolate.

Era um produto simples, pequeno mas que pedíamos cheios de gana sempre que os víamos no balcão do estabelecimento onde nos encontrássemos naquele momento. Aquilo tinha 15 x 3 cm e tinha apenas 18g de chocolate de leite saboroso e que era divertido observar devido a ter a forma de um guarda chuva fechado e com um cabo igual a um guarda chuva também.

Vinham embrulhados em diversas cores diferentes, assim como os cabos deles, e era sempre algo que nos manteria quietos e satisfeitos durante algum tempo, primeiro a comer o chocolate e depois a brincar com o pauzinho de plástico da sombrinha. A Imperial, nova dona da Regina, tem apostado na volta de produtos clássicos da empresa e este também já se encontra à venda de novo um pouco por todo o lado para divertir uma nova geração.










segunda-feira, 25 de março de 2013

... da série Early Edition

segunda-feira, março 25, 2013 0
... da série Early Edition

Early Edition (Edição Especial em Portugal, Edição de Amanhã no Brasil) foi uma série que mostrava o quão problemático podia ser a vida se encontrássemos à nossa porta o jornal do dia seguinte.

Eu gostei bastante da primeira temporada desta série, o conceito era interessante e o actor principal bastante carismático tornado-se mais uma série para eu seguir com atenção na TVI. A série foi criada por Ian Abrams e Vik Rubenfield, sendo transmitida pela CBS entre 1996 e 2000, com 4 temporadas e 90 episódios produzidos que foram transmitidos pela Rede Record no Brasil e pela TVI em Portugal.

Gary Hobson (Kyle Chandler) recebe todas a manhãs um jornal em sua porta trazido por um gato, mas este jornal não era como os outros, ele trazia as notícias do dia seguinte, ou seja, antecipava tudo o que ainda ia acontecer.

Quando se começou a aperceber do que tinha em mãos, Gary começou a tentar evitar desastres, resolver problemas e evitar que o pior aconteça às pessoas de Chicago. Ele contava com a ajuda de Chuck Fishman (Fisher Stevens), o seu melhor amigo que tentava sempre tirar vantagem da situação e mostrar ao amigo como podiam lucrar com esta vantagem de receber o jornal do dia seguinte.

A secretária e assistente de Gary, Marissa Clark, (Shanessia Davis-Williams), começa também a ajudá-lo nesta missão, mostrando como uma deficiente visual podia também mudar as coisas e ajudando os outros.

Uma série interessante e divertida, mostrando como era complicado tentar evitar as coisas sem ser apelidado de maluco pelos outros. Era transmitida pela noite dentro na TVI e era uma daquelas séries que nos prendiam ao ecrã.











domingo, 24 de março de 2013

... dos filmes do João Broncas

domingo, março 24, 2013 0
... dos filmes do João Broncas

Ainda sou do tempo em que ir alugar um filme era uma aventura, por vezes trazia-se uma k7 VHS com um filme que não conhecíamos, nem percebíamos bem do que se tratava, mas acabávamos por nos divertir bastante com esse filme. Os filmes do João Broncas são um bom exemplo disso, umas comédias que fizeram as delícias das crianças e adultos na década de 80.

Alvaro Vitali nasceu a 3 de Fevereiro de 1950, e trabalhava como electricista até ter participado em alguns filmes do Fellini, que era conhecido por dar assim oportunidades a desconhecidos. Começou a dar nas vistas com as suas expressões faciais de teor cómico, e na década de 70 criou a personagem Pierino, começando a entrar em filmes que eram um sucesso de bilheteira em Itália.

Nos anos 80 esses filmes começaram a fazer sucesso nas fitas em VHS um pouco por toda a Europa, com especial destaque para Portugal e Espanha, que adoraram os filmes deste pequeno actor que sabia como poucos fazer-nos rir às gargalhadas.

Em Portugal recebeu o nome sugestivo de João Broncas, para combinar com o tipo de filmes que ele protagonizava, onde interpretava sempre personagens em idade colegial (apesar de já ter alguma idade) que se metia em bastantes encrencas.

O humor era básico, assentava muito nas expressões faciais de Vitali e depois descambava para trocadilhos sexuais (muitas vezes acompanhado por meninas semi-nuas ou em trajes menores) e/ou humor físico, com muita pancada e peidos à mistura.

Ria-me muito com estes filmes, que faziam sucesso também com os meus pais, e tinha preferência para aqueles ambientados em orfanatos e/ou escolas. O facto de poder ver mulheres semi nuas faziam-me ver os outros filmes dele, mas esses não tinham tanta piada.










sábado, 23 de março de 2013

... do Galo Meteorológico

sábado, março 23, 2013 0
... do Galo Meteorológico


Galo Meteorológico fazia parte da decoração das casas nos anos 80, era comum ver um perto de uma janela ou de uma porta de entrada e muitas pessoas olhavam bem para ele antes de sair de casa ou sequer abrir a janela.

Nunca percebi o porquê da escolha do Galo para este efeito, mas ali estava ele imponente todo feito num material felpudo e àspero em cima de uma base de madeira. Nessa base vinha uma pequena legenda que indicava o que as diferentes cores podiam significar. Normalmente era o Azul para sol e calor e depois ia mudando conforme o tempo lá fora, se tivessem nuvens ia ficando noutro tom de Azul, que ia virando um tipo de Roxo até chegar a um tipo de Rosa o que significaria frio e chuva lá fora.

Como criança escapava-me por completo a "tecnologia" que permitia tal previsão, mas o certo é que ele não falhava, podíamos confiar cegamente na previsão deste galo para escolher a roupa com a qual iríamos sair de casa. Agora já tudo tem aplicações que permitem saber o estado do tempo e já não se precisa deste objecto castiço que encantava as crianças que não entendiam o seu funcionamento.




sexta-feira, 22 de março de 2013

... de brincar ao Quarto Escuro

sexta-feira, março 22, 2013 0
... de brincar ao Quarto Escuro

A brincadeira do Quarto Escuro é daquelas brincadeiras imortais que atinge duas faixas etárias, a infantil e a juvenil. Cada uma delas encara a brincadeira de forma diferente e por isso a mesma pode continuar na nossa vida em diferentes etapas da mesma.

Nos anos 80 uma festa de aniversário infantil era quase sempre na casa do aniversariante, e dependendo do tempo lá fora, de haver ou não quintal e de haver ou não mais que um quarto, uma das brincadeiras certas de acontecer era a do Quarto escuro. Era uma brincadeira simples e inocente, entrávamos dentro do quarto, apagava-se a luz e depois entrava uma pessoa de olhos fechados, fechava a porta e tinha que tentar nos encontrar e nos reconhecer mesmo às escuras.

Gerava sempre algumas gargalhadas e alguma confusão, mas tudo se resolvia e era uma brincadeira que se repetia constantemente. A dada altura íamos entrando na adolescência mas a brincadeira continuava a ser comum em alguns encontros entre rapazes e raparigas, mas agora já tinha outra conotação, o rapaz tentava sempre aproveitar para se roçar e/ou apalpar uma rapariga. Gerava muito mais confusão do que a sua versão infantil, mas gerava as mesmas gargalhadas.

Quando só havia rapazes esta brincadeira também podia ser jogada, apenas se juntava um pouco de violência à mesma e era comum acabar com moches a torto e direito e pontapés e murros para tentar reconhecer a outra pessoa. Era portanto um Quarto Escuro que podia acabar com nódoas negras...







... do Captain Jack

sexta-feira, março 22, 2013 0
... do Captain Jack

Captain Jack foi mais um daqueles grupos a navegar no sucesso da Eurodance na segunda metade da década de 90, um grupo Alemão que atingiu o sucesso em 1995 com o lançamento do single Captain Jack.

Captain Sharky e Liza da Costa foram os membros fundadores da banda, que misturava música Pop Europeia com música de dança, algo comum nos anos 90 em muitas bandas da Europa, o chamado Eurodance. Música de dança com uma vocalista feminina e um Rapper masculino em que o refrão era repetido até à exaustão. No teledisco de maior sucesso "Captain Jack", mostravam uma forma de treinamento militar em forma de música de dança e numa coreografia dançável.

O elemento masculino da banda fez parte do exército Norte Americano, e então o seu uniforme era baseado nisso e nos US Marines. A música foi um enorme sucesso e teve no top 10 na maior parte dos Países da Europa, mas logo depois a banda começou a mudar de elementos com quem muda de t-shirt e nunca mais atingiu o sucesso do seu single original.

Lembro-me de vibrar bem com esta música e de me divertir bastante com o teledisco, uma das minhas preferidas do género Eurodance.




Hey yo Captain Jack
(Hey yo Captain Jack)
Bring me back to the railroad track
(Bring me back to the railroad track)

Running to the railroad track
Run along with Captain Jack
Run to peace camp back
Run along with Captain Jack
Badadadeedado, left right, right left
Badadadeedado, run along with Captain Jack

Forward march!

Hey yo Captain Jack
(Hey yo Captain Jack)
Bring me back to the railroad track
(Bring me back to the railroad track)
Gimme a gun in my hand
(Gimme a gun in my hand)
I want to be a shootin man
(I want to be a shooting man)
Left, right, left
(Left, right, left)
The military step
(The military step)
The air force rap
(The air force rap)
The seventeen is the best
(The seventeen's the best)
Go... left, go right, go pick up the step, go left, go right, go left
(Go... left, go right, go pick up the step, go left, go right, go left)

We are running to the railroad track
Run along with Captain Jack
Badeedado badeedado, run along with Captain Jack
Run into the peace camp back
Run along with Captain Jack
Deedado, badeedado, badeedadeedadeedado
Badadadeedado, left right right left
Badadadeedado, run along with Captain Jack

Company attention!
Forward march!

Hey yo Captain Jack
(Hey yo Captain Jack)
Bring me back to the railroad track
(Bring me back to the railroad track)
Gimme a bottle in my hand
[ From: http://www.metrolyrics.com/captain-jack-lyrics-captain-jack.html ]
(Gimme a bottle in my hand)
I want to be a drunken man
(I want to be a drunken man)
Left, right, left
(Left, right, left)
The military step
(The military step)
The air force rap
(The air force rap)
The seventy is the best
(The seventy is the best)
Goooooo... left, go right, go pick up the step, go left, go right, go left
(Goooooo... left, go right, go pick up the step, go left, go right, go left)

We are running to the railroad track
Run along with Captain Jack
Badeedado badeedado, run along with Captain Jack
Run into the peace camp back
Run along with Captain Jack
Deedado, badeedado, badeedadeedadeedado
Badadadeedado, left right right left
Badadadeedado, run along with Captain Jack

Hey yo Captain Jack
(Hey yo Captain Jack)
Bring me back to the railroad track
(Bring me back to the railroad track)
Gimme a woman in my hand
(Gimme a woman in my hand)
I want to be a fuckin man
(I want to be a fucking man)
Left, right, left
(Left, right, left)
The military step
(The military step)
The air force rap
(The air force rap)
The seventeen is the best
(The seventeen is the best)

Forward march!

We Are
Running to the railroad track
Run along with Captain Jack
Badeedado badeedado, run along with Captain Jack
Run into the peace camp back
Run along with Captain Jack
Deedado, badeedado, badeedadeedadeedado
Badadadeedado, left right right left
Badadadeedado, run along with Captain Jack








quarta-feira, 20 de março de 2013

... dos Estojos Canetas Rotring

quarta-feira, março 20, 2013 0
... dos Estojos Canetas Rotring

As aulas de Educação Visual implicavam sempre a compra de material diferente do costume, e a dada altura era necessário adquirirmos uns estojos da Rotring, com canetas e outros acessórios.

Canetas finas para delinear os desenhos, lapiseiras com recargas para um desenho simples e elegante e uma borracha branca para apagar qualquer erro que surgisse. Também havia uns com compassos e transferidores, réguas, etc. Tudo o necessário para desenharmos no papel cavalinho, outro objecto mítico desta aula tão cheia de objectos que marcaram a nossa vida escolar.

Alguém teve um destes Estojos?










segunda-feira, 18 de março de 2013

... do Ouriço

segunda-feira, março 18, 2013 2
... do Ouriço

Volta e meia apanhávamos algo na TV que podíamos só ver uma vez mas marcava-nos para sempre, para mim um desses exemplos foi quando apanhei um episódio da série Portuguesa de desenhos animados com um Ouriço como protagonista.

Logicamente que nem fazia ideia que aquilo era Português, era um desenho animado que me cativou a atenção e me fez ficar agarrado ao ecrã e para mim isso era o suficiente. No blog desenhos animados descobri mais um pouco de algo que se calhar também muitos de vocês viram e gostaram mas deixaram aí num canto obscuro da vossa memória.

Eu lembro-me bem de um em que ele procurava uma casa nova, adorei a cor do desenho animado, a simplicidade dos animais que me apaixonava e era diferentes daqueles de ar esbugalhado ou hiper meigo dos animes que dominavam a nossa televisão na altura. A produtora Topefilme foi a responsável para levar para a RTP o desenho animado do Ouriço, uma criação de Artur Correia e Ricardo Neto e transmitidos pelo canal estatal entre 1979 e 1989, sendo transmitido um por ano normalmente.

Segundo informações, apesar de normalmente serem realizados pelos seus criadores, existiram alguns episódios animados por Carlos Cruz e Artur José e na parte musical a artista Eugénia Melo e Castro compôs as canções que se ouviam nos filmes sendo que interpretou a sua grande maioria. Isto chegou a ser animado como uma daquelas cantorias para nos mandar para a cama também.

Aquilo era simplesmente fabuloso, eu adorei o da procura do Ouriço por uma casa. enfrentando chuva e vários perigos com uma música fabulosa a acompanhar essa aventura. Lembro-me bem também da personagem do Esquilo Carteiro e de como todos não "falavam" e apenas emitiam sons como os adultos no Peanuts. Aconselho vivamente tudo a ver estes desenhos animados e é uma pena não haver mais produção Portuguesa do género.









domingo, 17 de março de 2013

... do Toddy

domingo, março 17, 2013 0
... do Toddy

Tínhamos grandes marcas de achocolatados na nossa Infância, e uma das de maior sucesso era a Toddy. Para além do bom sabor a chocolate, tinha as vantagens de trazer brindes que dava para a malta se divertir bastante com eles.


A Toddy foi fundada em 1930, pelo Porto-Riquenho Pedro Santiago, combinando as características de duas bebidas: da escocesa Toddy, à base de gema de ovo, mel, creme de leite e uísque e da caribenha Rum Toddy, à base de cacau, melaço de cana e rum.


Em 15 de março de 1933, Pedro Santiago obteve licença do governo provisório de Getúlio Vargas para comercializar o produto no Brasil. A aposta foi em grande, chegando a contratar aviões para escreverem em fumaça no céu o nome do produto, publicitando-o pelos céus do Rio de Janeiro. A marca começou a fazer sucesso e conseguindo ganhar terreno a marcas já implementadas no mercado como a Nescau, não faltou muito para que o Toddy marcasse presença nas mesas de todo o Brasil.

Nas décadas de 50 e 60 chegou ao nosso País, depois de também ser um sucesso nos Estados Unidos e alguns Países na Europa, e também começou a ganhar terreno e a ser um sucesso nas mesas do Pequeno Almoço. Até 1962, o produto era comercializado em latas, que para serem abertas era necessário utilizar uma espécie de chave, mas a marca revolucionou o segmento quando passou a comercializar o produto em potes de vidro.



Em 1981 a marca americana Quaker Oats tomou conta do produto, promovendo uma grande reformulação da marca e das suas embalagens, que passaram a ser de plástico, muito mais seguras e higiénicas mas mantendo o gosto característico deste achocolatado.

No ano seguinte veio outra grande mudança, com a introdução do TODDYNHO, o primeiro leite aromatizado num pacote pronto para beber do Brasil, que logo se transformou em sucesso absoluto junto da criançada. Assim eles podiam levar o leite para todo o lado, desde o recreio escolar às brincadeiras na rua. Por cá também tínhamos mudanças, desde o Toddy Pronto ao Toddy para barrar.



Outra coisa que fazia sucesso por cá (não sei se no Brasil também havia brindes), eram os brindes de oferta nas latas. Um dos de maior sucesso foi o brilhante mas simples Toddycopetro (só o nome era genial) que consistia num pequeno pau com umas hélices em que friccionávamos com as duas mãos e o fazíamos voar. Outro brinde de sucesso foi este de futebol que mostro aqui nesta imagem tirada do blog Santa Nostalgia.

No Brasil sei que o maior sucesso era mesmo do Toddynho, que marcou toda uma geração e encantou a criançada com uma mascote simples mas ideal para a faixa etária pretendida, tratado como um companheiro de aventuras, um amigo imaginário para as crianças. Ajudou o facto de ser disponibilizado em outros sabores que fizeram sucesso, como o de Morango, ou o de campanhas fortes publicitárias como a da personagem num rio de chocolate.

A marca foi sempre conhecida pelo seu logo, com umas letras estilizadas, que apesar da modernização ao longo dos anos manteve sempre o mesmo charme e design. Com a compra da companhia pela Pepsi Co em 2001, existiram algumas mudanças na fórmula e houve um expandir da marca para outros produtos que ainda não eram comercializados.

Nunca fui grande fã de pós de chocolate para leite e afins, mas lembro-me de beber e gostar mais do Toddy do que do Cola-Cao por exemplo.







sábado, 16 de março de 2013

... do Anuncio do "Tou Xim?" da Telecel

sábado, março 16, 2013 0
... do Anuncio do "Tou Xim?" da Telecel

A Telecel foi uma das primeiras operadoras de Telemóveis em Portugal, e uma das mais inovadoras nos seus anúncios televisivos e em 1995 colocou Portugal inteiro a dizer "Tou Xim" cada vez que atendia o telemóvel.

Os Telemóveis ainda eram uns verdadeiros tijolos, quase todos com antena que se puxava ou não, e era preciso cativar cada vez mais o povo a comprar este objecto. A Telecel era uma das operadoras, a 0931, e uma das que apostava no humor e na irreverência para se destacar no mercado (para além de um slogan fenomenal "Onde você estiver, está lá"), e para o Natal de 1995 transmite constantemente na televisão um anúncio que se tornaria um marco na publicidade do nosso País.

Ideia do mestre Edson Athaíde, o anúncio mostraria um pastor de cabras/ovelhas num qualquer morro nacional levando as mesmas a pastar, de repente ouve-se um toque de telemóvel e os animais ficam arrebitados tentando perceber de onde vem o barulho até que o pastor puxa do seu aparelho e exclama num tom de voz carregado de sotaque "Tou xim? Um momento.. É PARA MIM" . João Vaz é o actor que interpreta o Pastor e está fenomenal nestes poucos segundos que ficaram para a história.

O meu primeiro telemóvel foi um Telecel, e não tenho dúvidas que foi por causa de anúncios como este que acabei por escolher esta operadora (da qual não tive reclamação nenhuma a fazer já agora, eram bem competentes). Sinto saudades de anúncios assim, simples mas bastante engraçados.









sexta-feira, 15 de março de 2013

... do Micro Machines

sexta-feira, março 15, 2013 2
... do Micro Machines

Ainda sou do tempo em que os jogos de consola não precisavam de grandes gráficos para nos viciarmos neles durante horas, e o jogo do Micro Machines para o Mega Drive é um bom exemplo disso.

A Codemasters lançou o primeiro jogo baseado nos carros de brinquedo da Micro Machines em 1991, o jogo foi compatível com algumas das consolas de maior sucesso da altura como a Mega Drive da Sega ou a SNES da Nintendo, o que ajudou na popularização do jogo e a um sucesso que levou ao lançamento de mais 8 jogos baseados nesta franquia entre 1991 e 2006.

Joguei o 1º jogo em 1993 e fiquei completamente viciado com simplicidade do jogo mas na emoção que era tentar vencer todas as corridas, por mais absurda que a pista ou os obstáculos nela fossem.


Aquilo ia desde barquinhos numa piscina com patos de borracha e sabonetes a atrapalhar a uma mesa de escritório com afias e réguas a complicar-nos a vida.

Eram 4 pilotos a competir, o Azul, o Vermelho, o Amarelo e o Verde e sempre que "morríamos" desaparecíamos numa nuvem de fumaça e podíamos depois voltar à pista.

Havia umas pistas mais fáceis e outras mais complicadas, era uma questão de decorarmos os obstáculos e as curvas da pista. No segundo jogo o vício foi ainda maior, o cartucho tinha entrada para mais 2 jogadores permitindo assim que 4 jogadores competissem ao mesmo tempo e ainda novos veículos como helicópteros.

Lembro-me de perder quase uma noite porque estava quase a chegar ao fim do jogo, e da frustração que foi quando o final se resumia à cara do jogador a sair de dentro de uma taça. Mesmo assim um dos meus jogos preferidos para o Mega Drive e um dos que mais joguei.



quarta-feira, 13 de março de 2013

... dos Ficheiros Secretos (Arquivo X/X-Files)

quarta-feira, março 13, 2013 7
... dos Ficheiros Secretos (Arquivo X/X-Files)

A série Ficheiros Secretos (Arquivo X no Brasil, X-Files no original) foi um marco na Televisão e uma das séries mais importantes da década de 90, as frases "I want to believe" e "The truth is out there" estavam por todo o lado e tanto em Portugal como no Brasil a série foi um sucesso absoluto.

A série esteve no ar quase 10 anos, de 1993 a 2002 com 9 temporadas, 202 episódios que deram origem ainda a 2 filmes anos mais tarde. No Brasil foi transmitido pela rede Record, enquanto que em Portugal foi transmitido pela TVI na segunda metade da década de 90, tornando-se uma das imagens de marca do canal.

A Segunda feira à noite era sagrada, todos sabíamos que era dia de X-Files e por isso a seguir ao jantar mudávamos para a TVI para assistir a mais um episódio desta série que nos conquistava com as suas teorias da conspiração, a abordagem constante à possibilidade da vida Alienígena entre os Humanos e o carisma dos seus 2 protagonistas.

David Duchovny era Fox Mulder, um agente do FBI que crê no Sobrenatural e na existência de vida Extra Terrestre, vivendo atormentado pelo rapto da sua irmã (segundo ele por aliens) e ganhando com isso inimigos e sendo alvo de gozo dentro do FBI.


A sua parceira Dana Scully, interpretada por Gillian Anderson, servia como uma âncora para a realidade, com o seu sentido céptico da vida tentando encontrar sempre razões lógicas e explicações científicas para as teorias de Mulder.

A série vivia do mistério nos seus plots, do suspense e de alguma acção temperada Q.B. com alguns momentos de humor e até química romântica entre os 2 protagonistas do programa. Durante as primeiras sete temporadas há uma evolução na história que permite descobrir que existia realmente uma invasão Alienígena, com a própria Scully a render-se às evidências que culminam no rapto de Mulder por parte desses aliens (uma forma de afastar o actor devido a conflitos em tribunal entre ele e os produtores), que é assim substituído pelo actor Rober Patrick (John Dogget) nas duas últimas temporadas com Mulder a aparecer apenas esporadicamente.

Scully recebe ainda a ajuda de Monica Reyes (a actriz Annabeth Gish) que acaba por ficar como protagonista quando Scully abandona o FBI. A série tinha ainda 2 personagens muito importantes, o supervisor de Mulder e Scully, Walter Skinner (Mitch Pilegi) e o Smoking Man (William B. Davis), para além de outras que apareciam regularmente, como o grupo de geeks a quem os agentes pediam ajuda em alguns casos.

Uma série que marcou a cultura Pop e ainda hoje é referenciada como uma das melhores da TV. Nem sempre tinha paciência para os constantes monstros diferentes todas as semanas, mas gostava de alguma das teorias e o fio condutor das histórias da série.













segunda-feira, 11 de março de 2013

... do Vicks Vaporub

segunda-feira, março 11, 2013 3
... do Vicks Vaporub

No Inverno quando começava com a tosse e o nariz a fungar, já sabia que não estaria longe o dia em que a minha Mãe me iria barrar o peito com Vicks Vaporub.

Vicks Vaporub era um creme com cheiro a Mentol e Eucalipto que vinha num pequeno frasco e nos era barrado no peito antes de adormecermos, ajudava a acabar com aquela sensação desagradável da tosse e do peito apertado com a constipação que nos afligia.

Era um creme fresco que sabia bem ao aplicarem no peito e ao adormecermos ele actuava e fazia-nos acordar quase sempre melhor dessa sensação horrorosa da tosse constante. Sempre era melhor que a outra solução, a de ficar com uma toalha na cabeça a inalar uma panela quente cheia de água e folhas de eucalipto.

Compensava o facto de acordarmos com o pijama todo melado e colado ao corpo, era uma das poucas coisas que sabíamos que iria resultar mesmo.





domingo, 10 de março de 2013

... da Borracha para Caneta

domingo, março 10, 2013 3
... da Borracha para Caneta


A Borracha para apagar tinta de caneta foi uma das maiores mentiras que vivemos, todos nós tentámos entusiasmados a utilizar mas resultava somente num papel todo rasgado e destruído e obrigando-nos a repetir tudo de novo quando bastava apenas riscar aquele erro.

Todos nós tivemos uma caneta destas, normalmente era da Pelikan, mais fina que as outras normais para borracha e com 2 cores, a vermelha/alaranjada para lápis (que ocupava maior parte da borracha) e uma pequena parte a azul que supostamente daria para apagar a tinta da caneta.

Todo o rapaz ficou contente com isto, era comum termos cadernos todos riscados de erros e com algum mau aspecto e assim isso poderia evitar isto. Na verdade ficávamos com algo que parecia uma rede, isto quando não tentávamos (porque alguém dizia que resultava) molhar um pouco a parte azul que ajudaria a apagar.

Mais tarde aprendi que em outro tipo de papel, como cartolina, a coisa resulta mesmo e que é também utilizada por alguns informáticos para a limpeza de PC's e coisas internas. Em todo o caso foi um dos objectos que mais nos marcou na escola e na infância, até mais tarde ser substituída pela chique caneta correctora.













... do Bana e Flapi (Puchi)

domingo, março 10, 2013 0
... do Bana e Flapi (Puchi)

Bana e Flapi (ou anos mais tarde Puchi o Esquilo) foi mais um da enorme lista de desenhos animados da década de 70 e 80 que nos divertia e fazia chorar ao mesmo tempo. Um grupo de animais de ar querido que fez a delícia de quem viu a série e se apaixonou pelas histórias deste Esquilo de nome Bana ou Puchi, conforme o ano em que o vimos.

Foi mais um desenho animado com a chancela do estúdio Nipónico Nippon Animation, por isso tecnicamente é mais como um Anime, produzida em 1979 e baseada nuns livros infantis de 1922 de Ernest Thompson.

Bana (ou Puchi) era, para variar, um esquilo orfão que se tinha separado da sua família, numa altura que estavam a cortar as árvores da sua floresta, e foi recolhido por um pequeno rapaz, o Tino, que o encontrou desamparado e assustado e o levou para a sua quinta. Aí uma pequena gata acolheu-o como se fosse um filhote dela e o protegia dos perigos da quinta, em especial do cão de lá.

Quando acontece um incêndio na quinta, Bana vê-se abandonado de novo já que os donos salvam apenas os seus animais domésticos deixando assim o esquilo sozinho e assustado. Ele volta assim para o Bosque onde nasceu, onde enfrenta inúmeros perigos mas aos poucos, porém, vai-se integrando e chega a ajudar os animais da floresta com os conhecimentos que ganhou na quinta no meio dos seres humanos e animais domésticos.

Ele descobre ali novos amigos, como  Flapi, um esquilo fêmea com a sua idade bem como outros, tais como o Avô Mocho, o Sr. Sénior, o Sr. Riscado, ou os ratos Não e Nem entre outros que viviam constantemente perseguidos pela matreira Sra. Raposa. Os dois esquilos protagonistas eram muito carismáticos, Bana com a sua ruiva pelagem, o seu colete verde e o inseparável guizo e Flapi, a sua amiga ou mesmo namorada, com uma pelagem castanha e uma flor junto à orelha.

A primeira vez que isto foi transmitido por cá, foi na segunda metade da década de 80 pela RTP com o nome Bana e Flapi, com uma dobragem em Português e tendo um mítico genérico cantado pelo grande Armando Gama. Em 1989 a RTP voltou a transmitir a série, mas desta vez com o nome de Puchi, com uma nova dobragem em Português e uma nova canção de genérico.

Esta segunda dobragem tinha um ar mais sóbrio que a primeira, começando logo pela música que não tinha um feeling tão alegre e divertido como na primeira. Ambas tiveram bastante merchandising relacionado com elas, como as míticas figuras em PVC ou as cadernetas de cromos da Disvenda. Mais um daqueles desenhos animados que me faz logo lembrar de tardes chuvosas de Inverno passadas a ver isto.














sábado, 9 de março de 2013

... dos Três Amigos

sábado, março 09, 2013 0
... dos Três Amigos

Os Três Amigos (Three Amigos) foi uma daquelas comédias que vi por acidente mas que fiquei logo fã, tanto dos três actores que a protagonizam, como do tipo de humor non-sense presente neste filme.

O filme saiu em 1986 e foi escrito por Lorne Michaels, Steve Martin e Randy Newman, tendo algumas coisas inspiradas no clássico Seven Samurai de Akira Kurosawa mas transformado numa comédia de Western com um feeling de sketch do Saturday Night Live.

 Lucky Day (Steve Martin), Dusty Bottoms (Chevy Chase), and Ned Nederlander (Martin Short) eram três estrelas do cinema silencioso, que tiveram sucesso numa série de filmes onde eram uns heróis pistoleiros que salvavam as pessoas. Quando uma filha do líder de uma aldeia aterrorizada por um bando de bandidos vê um destes filmes, pensa que eles podem ser a solução para os seus problemas e manda um telegrama a pedir ajuda.

Os actores pensam que aquilo é um convite para um show ao vivo, e como tinham sido despedidos do estúdio de onde trabalhavam partem imediatamente para essa aldeia. O resto do filme assenta numa série de sequências cómicas onde eles pensam que estão a representar, enquanto na verdade estão enfrentando um perigoso bando de criminosos. Depois há umas cenas surreais, como o Arbusto que canta ou quando tentam chamar o Espadachim invisível, que se tornam das melhores cenas do filme.

É uma comédia decente, tinha potencial para mais mas vale pelo carisma e talento dos três protagonistas, que segundo o Spielberg até podiam ser outros se ele tivesse aceitado fazer o filme (acabou por ir realizar o ET).






quinta-feira, 7 de março de 2013

... da batata frita Pála-Pála

quinta-feira, março 07, 2013 3
... da batata frita Pála-Pála

A primeira batata frita de pacote que muitos de nós comeram, foi de certeza uma da mítica marca Pála-Pála, uma daquelas marcas tão fortes que muitos associavam logo o produto a essa marca.

Foi uma das primeiras marcas a comercializar este tipo de produto no nosso País, e na década de 70 e 80 era comum ver um gaiato todo contente quando lhe davam um pacote destes para a mão. Elas tinham um gosto muito peculiar, típico do fabrico caseiro, e quase sempre muito achatadas e com uma dobra a fazer lembrar a Pala do boné do miúdo da embalagem.

O miúdo da embalagem aparecia em diversas páginas de anúncios em diversas revistas ajudando a que a marca ganhasse ainda mais força. Em 1987 a empresa PepsiCo instalou-se em Portugal e adquiriu a empresa que detinha a marca Pála Pála, a PME Laprovar, e no ano seguinte iniciou um agressivo programa de expansão.

Começou por lançar as Ruffles (ainda com o nome Pála Pála por cima),batatas com corte ondulado sendo assim uma completa novidade, expandindo depois para o mercado dos Fritos e Doritos no início dos anos 90 e aumentando a fasquia com a abertura de uma fábrica no Carregado. Em 1996 lançam as primeiras batatas fritas clássicas com a marca Matutano.

Em todo o caso muita gente, em especial os de idade mais avançada, referiam-se a estas batatas (fosse qual fosse a marca) como batata Pála Pála. Há pouco tempo a empresa relançou esta marca, mas não com a mesma qualidade e gosto caseiro.








terça-feira, 5 de março de 2013

... da série A Bela e o Monstro

terça-feira, março 05, 2013 0
... da série A Bela e o Monstro

O conto de fadas da Bela e o Monstro (A Bela e a Fera/Beauty and the Beast) já deu origem a diversos filmes e séries de TV, em 1987 tivemos direito a uma que teve algum sucesso e que tinha Ron Perlman e Linda Hamilton nos principais papéis.

A série foi criada por Ron Koslow e incidia principalmente no relacionamento entre Vincent (Ron Perlman), um mítico, nobre fera, e Catherine (Linda Hamilton), uma experiente promotora pública em Nova York, mostrando ainda uma comunidade utópica secreta de excluídos sociais que vivem em um santuário subterrâneo.

A série teve 3 temporadas, entre Agosto de 1987 e Agosto de 1990, com 56 episódios que foram transmitidos pela CBS nos Estados Unidos, e mais tarde pela RTP em Portugal com relativo sucesso. Segundo me lembro a série dava ao final da tarde, não sei se aos dias de semana se aos fins de semana.

Uma coisa que variava em relação ao conto de fadas, era de que Vincent não era sempre retratado como uma pessoa com uma grande beleza interior, tinha bastantes defeitos e isso era mostrado ao longo da série. A máscara usada por Ron Perlman era fenomenal e lembro-me de divertir-me a ver alguns episódios, tinha aquela mistura ideal de romance e acção que podia prender uma criança no final dos anos 80.






... dos Queen (anos 70)

terça-feira, março 05, 2013 0
... dos Queen (anos 70)
Quando ouvi Queen pela primeira vez, fiquei perdidamente apaixonado pelas letras e pela música desta banda Britânica, tornou-se sem dúvida a minha banda preferida de todos os tempos. Fui adquirindo todos os cd's do grupo, revistas com reportagens sobre ela e dvd's musicais que ajudaram a que ficasse ainda mais fã deles tal a energia em palco do grupo liderado por Freddie Mercury.

A banda foi formada em 1971, com Freddie Mercury como vocalista, Brian May na Guitarra e voz de apoio, John Deacon no Baixo e Roger Taylor na Bateria e voz de apoio. Os primeiros trabalhos do grupo eram mais do género do Rock Progressivo, mas com o tempo foram alterando um pouco o seu repertório continuando na toada do Rock mas com músicas que podiam ser tocadas na Rádio e agradar a todo o tipo de público.

Aliás é normal ver pessoas fãs de todo o género musical, desde Metal a Pop ligeiro, a gostarem de ouvir Queen, é quase consensual o som da banda, agrada a todos. Lançaram 18 álbuns que chegaram a número um, 18 singles que também ficaram em primeiro lugar no topo de vendas de diversos Países e 10 dvd's que, exacto, chegaram também ao 1º lugar de vendas. Venderam cerca de 300 Milhões de discos e entraram para o Rock n Roll Hall of Fame em 2001 pela importância da banda no panorama musical.

Os primeiros dois álbuns (com o nome do grupo), foram bem recebidos pela crítica e um sucesso no Reino Unido, mas foi com o disco Sheer Heart Attack (1974) que a banda atingiu o êxito internacional, muito por culpa do single Killer Queen.

E em 1975 lançam um dos melhores discos de todos os tempos, A Night at the Opera, um álbum que chegou a ser tripla Platina nos Estados Unidos e um sucesso em todo o mundo, com a sua sonoridade diferente e a qualidade das músicas que nele vinham.

Love of my Life era uma balada poderosa da mente de Brian May, mas foi Bohemian Rapsody o single de maior sucesso, ficando mais de 9 semanas no 1º lugar e a ser considerada ainda hoje como uma das melhores músicas de sempre. O grupo mostrava como podia surpreender apresentando músicas sempre diferentes, mas todas com uma força incrível que era sustentada pela voz fabulosa de Freddie Mercury e do show que este dava ao vivo.

São das poucas bandas que consegue editar um Greatest Hits em 2 cd's onde se ouve todas a músicas com a mesma intensidade e gosto. Iam desde músicas com uma forte componente Gospel como a Somebody to Love até músicas mais pesadas como a Tie your Mother down (que se tornou uma das favoritas do público nos espectáculos ao vivo).

A década de 70 estava a chegar ao fim, mas todos os anos saía um álbum da banda que produzia muitas vezes mais que um single de sucesso. Em 1977 lançam o News of the World, de onde saíram os 2 singles mais conhecidos do grupo, o We are the Champions e o We will Rock you, que se tornariam 2 hinos desportivos de escala mundial.

Já eram um sucesso nos Estados Unidos, enchendo concertos no Madison Square Garden, mas a cada disco lançado cimentavam mais a sua presença além fronteiras e conquistavam o tão complicado mercado Norte-Americano. Entre 78 e 79 saíram singles de sucesso como Fat Bottomed Girls, Bicycle Race, Don't Stop me Now e Crazy Little thing called Love, músicas que mostravam a harmonia vocal do grupo, a sua capacidade de inovação e o talento de todos os membros da banda.

Todos eles escreveram singles de sucesso, todos eles deram contribuições importantes para o sucesso dos Queen e provavam que não dependiam só enorme talento e carisma do seu vocalista. Os Queen continuaram a ser grandes na década de 80, e abordarei isso num próximo post.













segunda-feira, 4 de março de 2013

Primeiro Aniversário do Blog

segunda-feira, março 04, 2013 0
Primeiro Aniversário do Blog

O blog completou há pouco tempo o seu primeiro aniversário, decidi deixar aqui umas palavras de agradecimento num post fora do habitual, mas necessário para que saibam o quanto estou grato a todos por andarem nestas viagens nostálgicas comigo.

Sempre fui o elemento saudosista do grupo, muito por culpa da minha boa memória e por ter realmente amado quase tudo da minha infância, e por isso era natural querer passar isso para um blog. O problema sempre foi em eu ser um calão de primeira, tive 2 blogs do género que acabei sempre por parar de escrever neles a dada altura.

O momento parecia o ideal por isso arranquei de novo numa aventura do género, tento sempre incutir algo pessoal nos meus posts mostrando como vivi essas experiências e como me marcaram. Tento dar o máximo de informação que encontro e tentar que quem leia viaje também para outros tempos.

O blog tem tido um crescimento considerável,  vai com 98 951 visualizações de páginas, e tem tido uma média de quase 5 mil visitas mensais e perto das 9 mil visualizações de páginas mensais. É obra e orgulho-me destes números e agradeço a todos os meus amigos Portugueses e Brasileiros que visitam regularmente o blog.

Quem o acompanha sabe que falo aqui de tudo um pouco, e isso é bem demonstrado no top 5 dos posts mais visitados do Blog. Mostra tanto a variedade de assuntos sobre os quais escrevo, como as diferentes décadas que já abordei aqui.

Em 1º lugar temos um jogo de computador popular nos anos 80 e 90 (o Bomberman), em 2º um desenho animado que vem desde a década de 70 (o Pica-Pau), no 3º temos um marco na música dos anos 90 (as Spice Girls), em 4º um tipo de calçado intemporal (os Ténis Stan Smith da Adidas) e no 5º encontramos um ícone desportivo dos anos 80 (o grande Ayrton Senna).

Espero que continuem a gostar e a acompanhar-me nestas viagens nostálgicas e que se divirtam e recordem com saudades outros tempos felizes das nossas vidas. Voltemos à programação habitual.






... da Grande Noite do La Féria

segunda-feira, março 04, 2013 1
... da Grande Noite do La Féria

Grande Noite foi um dos programas do La Féria para a RTP, numa altura em que ainda se dava a devida importância ao teatro e a este tipo de espectáculo de variedades. Com uma mistura de actores veteranos e novatos, o programa foi do agrado de Portugueses e deu início a uma série de colaborações do Encenador com o canal estatal.

Era um programa de variedades, com sketchs a ver com a produção do programa, e com cenas ao estilo do teatro de revista em cima do palco. Logicamente que isso tudo também envolvia muita música, muita dança e com cenários e roupas muito espalhafatosas ao estilo do La Féria. Eu gostei muito deste programa, na altura andava em teatro e tinha ainda mais interesse em ver isto, mas a verdade é que os textos eram bastante interessantes e as actuações eram por vezes acima da média.

Para além de actores veteranos e consagrados como José Viana ou Carlos Quintas, ficámos a conhecer pela primeira vez na Televisão (em grande destaque) nomes como o Joaquim Monchique ou o João Baião, 2 actores brilhantes que tiveram assim o reconhecimento por parte do público e começaram uma carreira na Televisão que perdura até hoje.

Um programa divertido, interessante e que promovia um produto tão tipicamente Português. Pode-se ver ainda na RTP Memória de tempos a tempos. Foi transmitido pelo Canal 1 em horário nobre, dava uma vez por semana (à Quinta acho ou então Terça) e esteve no ar entre 1990 e 1993, abrindo espaço para outros programas do género na RTP.








domingo, 3 de março de 2013

... do Hirudoid

domingo, março 03, 2013 0
... do Hirudoid

Ainda sou do tempo de chegar a casa cheio de nódoas negras, e isso significava que teria que besuntar essa mazela com pomada Hirudoid, uma das melhores companheiras das brincadeiras Infanto-Juvenis das crianças dos anos 80.

Esta pomada não faltava nos armários de medicamentos de uma Mãe ou Avó prevenida, já se sabia que iria ser necessário usar esta pomada na criança que estava a brincar na rua. O Hirudoid é uma pomada que actua como anti-inflamatório e anti-coagulante, um gel refrescante que ajudava a amenizar a dor que afligia a criança.

Eu gastei muitos tubos destes na minha infância, estava constantemente cheio de Nódoas negras e isto era uma das melhores soluções para isso. Hoje em dia há muita escolha neste tipo de pomadas, mas nos anos 80 esta pomada era a rainha e senhora em todas as casas onde existiam filhos ou filhas com "bicho carpinteiro".