Fevereiro 2013 - Ainda sou do tempo

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

... da Hora Coca Cola Light

quinta-feira, fevereiro 28, 2013 1
... da Hora Coca Cola Light

A meio da década de 90 sempre que alguém falava "São Quatro e meia", tudo se ria logo e começava a trautear a ,música do anúncio que tornou a frase conhecida, o anúncio à Coca-Cola Light.

O anúncio mostrava o frenesim de um grupo de senhoras num escritório qualquer, todas corriam a avisar as outras de que eram Quatro e meia. Aquele festival de roupa típica dos anos 90 corria para janela e espreitavam para uma obra cá em baixo, e ao som da música I Just want to make love with you de Etta James, via-se um trabalhador das obras todo jeitoso e musculado a tirar a t-shirt e a beber uma lata de Coca-Cola Light. No outro anúncio via-se um grupo de mulheres a chegar apressadas a um escritório, afirmando ter marcação para as quatro e meia, passado um pouco ouvia-se a música e na janela podíamos ver um homem todo musculado a beber uma lata de Coca-Cola Light enquanto descia por um andaime.

Simples e eficaz, o anúncio foi um sucesso mundial e Portugal não foi excepção, lembro-me de falarmos no liceu do anúncio e das meninas estarem bastante entusiasmadas com ele. O primeiro foi mostrado em 1994 com o modelo Lucky Vanous em destaque, enquanto que em 1998 era Robert Merrill a ser alvo dos olhares das mulheres.

Este anúncio foi recuperado agora, tendo a marca escolhido o modelo Andrew Cooper para assinalar os 30 anos da marca.














quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

... do Benny Hill

quarta-feira, fevereiro 27, 2013 1
... do Benny Hill

Benny Hill foi um dos grandes nomes da comédia Britânica, mostrando um outro lado do humor deste País, longe daquele humor mais subtil ou inteligente que conhecíamos através de outras personagens, o Benny Hill Show fazia sucesso com um humor mais simples e básico.

The Benny Hill Show teve várias incarnações, sendo produzido pela Thames Television entre Janeiro de 1955 e Maio de 1991. O programa era composto por diversos sketchs, quase sempre envolvendo meninas bonitas com poucas roupas, comédia física com música animada e muita palhaçada à mistura. A dada altura chegou a ser apresentado pelo humorista, e a ter um aspecto de programa de variedades com artistas ao vivo.

Adorava as cenas de perseguição (normalmente entre um velho e uma jovem) com imagem acelerada, dos acentuados innuendos sexuais e das expressões faciais do Benny Hill. A música era sempre muito divertida também, e aquele contraste de velhos débeis tarados com meninas jovens e bonitas fazia-me rir sem dificuldade.


A RTP transmitiu diversas temporadas do programa nos anos 80 e 90, muitas das vezes em horário nobre, e o artista era bastante popular e acarinhado entre o nosso público, sendo tão apreciado (ou mais) do que os outros humoristas Britânicos.

Um dos sketchs que mais gostava envolvia o Benny Hill a mandar uma moeda para um Poço de Desejos e a coisa sempre a correr mal para ele. E reafirmo que adorava os olhares e as expressões faciais dele, o homem tinha muito talento nesse aspecto da representação. O programa no seu auge chegou a ter mais de 20 Milhões de telespectadores, sendo um sucesso internacionalmente também e tornando-se numa das caras mais conhecidas do humor Britânico.









terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

... da Ana Faria e os Queijinhos Frescos

terça-feira, fevereiro 26, 2013 0
... da Ana Faria e os Queijinhos Frescos

Confesso que a Ana Faria e os Queijinhos Frescos não eram a minha banda infantil preferida, mas a verdade é que sem eles não existiriam os dois mega grupos seguintes, e marcaram toda uma geração e o panorama musical Português.

Ana Faria teve um grande sucesso em 1982 com o seu disco "Brincando aos Clássicos", com adaptações das sinfonias clássicas de Mozart, Beethoven e outros, tendo no coro de algumas músicas os seus três filhos (que mais tarde se tornariam nos Queijinhos Frescos) e a participação de nomes como António Chainho ou Zé da Ponte.

Em 1984 sai então o LP e K7 Ana Faria e os Queijinhos Frescos, que chegou a disco de Platina (numa altura que isso implicava uns bons milhares de vendas) e lançou este tipo de ideia de adaptar músicas Internacionais bastante conhecidas para Músicas Infantis e em Português.


LP e k7

Lado A

1-Qual é a razão(No milk today)-Ana Faria, João, Nuno e Pedro
2-Quando eu for avó(When i'm 64)-Ana Faria
3-O Bebé(Babysitter boogie)-Ana Faria
4-Num barco de luar(Letra e Música:Ana Faria)-Ana Faria
5-À meia noite(Thriller)-João

Lado B

1-Onde tás, ó Zéi?(Shaddap your face)-Ana Faria e Nuno
2-Marcha dos Queijinhos Frescos(Letra e Música:Ana Faria)-Ana Faria
3-O casamento(Tradicional Portuguesa)-Ana Faria
4-História de Pernas para o ar(Les Sabots d'Hélène)-Ana Faria
5-Canção dos Pom-Poms(Smurfenlied)-Ana Faria e Pedro
6-Canção do Pedro, o mais fresco dos queijinhos(Letra e Música:Ana Faria)-Pedro

Versões e arranjos de todas as canções excepto "À meia noite" e "O Bebé":Ana Faria
Arranjos das canções "À meia noite" e "O Bebé":Ramon Galarza
Produtor:Heduino Gomes
Som:Tó Pinheiro da Silva, assistido por Paulo Jorge Ferreira
Estúdio, corte e passagem:Valentim de Carvalho, SARL
Fotografia:Estúdios Luís Soares
Fotocomposição:Garamond
Editora:CBS Portugal

Músicos:
Viola Ritmo:Zé Carrapa
Baixo:Zé da Ponte
Percussão:Ramon Galarza
Teclas:António Emiliano
Viola Solo:Silvestre Fonseca
Flauta:Pedro Teixeira

Coro:
Ana Isabel, Ana Pereira, João Gomes, Lina Falé, Margarida Correia, Marta Correia, Marta Vale, Nuno Gomes, Paula Ferreira, Pedro Gomes, Pedro Leitão, Raquel do Vale, Rita Samoreno, Ruth do Vale, Susana Jorge, Vanessa Fernandes e Vera Loureiro.
Bebé:Daniel Teles
(info: blog Onda Choc)


No ano seguinte fizeram a música para o programa Jornalinho, e lançaram mais um disco, o Batem Corações, que chegou a disco de Ouro. A actividade do grupo foi diminuindo com o tempo, só lançaram mais 2 singles e Ana Faria envolveu-se então no projecto da criação dos Onda Choc.

Este grupo ficou conhecido pelas suas músicas melodiosas, letras castiças e muita animação. Deixa saudades e faz falta nestes tempos modernos um grupo do género.






segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

... dos Furby

segunda-feira, fevereiro 25, 2013 1
... dos Furby

Os Furby foram um dos primeiros brinquedos-robô que viraram febre mundial, uma espécie de peluche que se mexia e falava que virou moda no final da década de 90.

A Tiger Electronics lançou este brinquedo nos EUA no Natal de 1998, com uma grande campanha de marketing e uma publicidade agressiva que tornou o brinquedo um "must have" desse ano, vendendo cerca de 1.8 Milhões de unidades só nesse Natal.

No ano seguinte venderam 14 Milhões de unidades, começaram a ser comercializados um pouco por todo o mundo e traduzidos para mais de 24 idiomas. O boneco tinha um conceito bastante original, ele começava a falar somente a sua linguagem "o furbish" e com o tempo ia aprendendo a "nossa" linguagem e começava a dizer frases no nosso idioma.

Nos três primeiros anos o brinquedo vendeu cerca de 40 Milhões de unidades, e agências de segurança e empresas chegaram a proibir os bonecos nas suas instalações com medo que eles aprendessem a linguagem repetindo aquilo que ouviam.

Furby tem 24 nomes, três diferentes tons de voz, seis cores de peles e quatro cores de olhos. Eles podem executar mais de 300 combinações de movimentos dos olhos, ouvidos e boca e dizer até 800 frases diferentes. Eles também podem interagir uns com os outros através de uma porta de infravermelho, colocada sobre seus olhos.

Por cá não foi uma grande febre, mas no Brasil teve algum sucesso. O tamagotchi (algo mais ou menos dentro do mesmo género) fez mais sucesso no nosso País, mas o conceito deste boneco foi bastante original e continua a ser comercializado hoje em dia, apesar de longe do sucesso do final da década de 90.






domingo, 24 de fevereiro de 2013

... do Papel de Lustro

domingo, fevereiro 24, 2013 3
... do Papel de Lustro

Ainda sou do tempo em que o Papel de Lustro fazia parte integrante do material escolar, principalmente na Primária, sendo utilizado de mais que uma forma e algo que aprendemos a gostar de mexer e trabalhar com ele.

Os trabalhos manuais na Primária incluíam muitas vezes o uso deste papel, fosse para recortar, colar, dobrar ou picotar. Eu gostava bastante do papel em si, das suas cores fortes e vistosas, mas odiava trabalhar com ele porque vinha ao de cima a minha falta de jeito para os trabalhos manuais.

Por vezes tínhamos que o picotar com a mítica esponja e alfinete, ou recortar e colar numa folha ou cartolina como se fosse um desenho feito a caneta. Ainda se vê à venda, mas o peso da sua presença é muito menor comparando com o que tinha nas décadas de 70 e 80.

Alguém mais não tinha jeito nenhum com este papel?








sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

... do canal Sol Musica

sexta-feira, fevereiro 22, 2013 3
... do canal Sol Musica


O canal Sol Música era um dos meus canais preferidos da TV Cabo, transmitia basicamente música Portuguesa e não tinha apresentadores a atrapalhar a emissão.

O canal fazia parte do pacote base da ZON (na altura TV Cabo) nos primeiros tempos da companhia, emitindo música Portuguesa, Espanhola e alguns hits Internacionais. Pertencente à empresa Espanhola Chello Multicanal, a dada altura decidiu dividir-se o canal em dois, com o nosso País a ficar com o Sol Música Portugal e ficando a transmitir quase exclusivamente só música Portuguesa, com alguns (poucos) hits internacionais pelo meio.

Isto era interessante porque podíamos ouvir Pop/Rock Português (mesmo que por vezes cantado em Inglês) que não era transmitido nos outros canais, conhecer bandas novas com qualidade e não ficar limitado ao "pimba" que imperava nos canais Nacionais, ou aos mesmos hits de sempre na MTV.

Em 2005, devido às baixas audiências, o canal foi cancelado no nosso País, deixando uma lacuna que até hoje ainda não foi preenchida.




... da Heidi

sexta-feira, fevereiro 22, 2013 3
... da Heidi

Portugal rendeu-se aos encantos de uma pequena menina que vivia nos Alpes Suiços com o seu Avô, a Heidi. Foi presença constante na RTP durante as décadas de 70 e 80, cativando assim diversas gerações de meninos e meninas com a história enternecedora desta pequena Orfã.

A escritora Suiça Johanna Spyri criou esta personagem num livro editado em 1880, e em 1974 o conhecido estúdio Nippon Animation, em conjunto com a Eizo Zuiyô, adaptou a história para um desenho animado que foi um sucesso internacional. Foram 52 episódios de mais um anime de fazer chorar as pedras da calçada, com cenários lindíssimos de Hayao Miyazaki (que viajou do Japão para os Alpes Suiços para desenhar os fundos da série) e banda sonora a cargo de Takeo Watanabe.

Para terem uma pequena noção, a  RTP transmitiu isto pela primeira vez em 1976 (na versão Japonesa legendada em Português), mas na sua primeira repetição (pouco tempo depois) já a apresentou com a dobragem Portuguesa que a ajudou a ficar famosa e a ser repetida por diversas vezes ao longo de toda a década de 80.

Heidi (Carmen Santos) é uma menina órfã que vive com sua Tia Dete (Isabel Ribas) desde pequenina. Um dia, a Tia arranja trabalho em Frankfurt e decide deixar Heidi aos cuidados do seu Avô paterno (Canto e Castro) que vive nas montanhas. Nunca se soube o nome do Avô, e ele no começo impunha bastante respeito e até algum medo, mas com o tempo começamos (assim como a pequena orfã) a gostar daquele velhote que começou também a gostar muito da sua neta.

A aldeia onde ele vivia também não gostava muito dele (tanto que nem sai da sua casa nas montanhas), mas os dois criam rapidamente uma empatia com a simpática pequena a conquistar aquele velho isolado. Um pequeno pastor chamado Pedro (Irene Cruz) vira o maior amigo de Heidi, que brincava sempre com ela nas montanhas onde viviam.

O problema foi quando um dia, a Tia Dete regressa às montanhas para levar Heidi para Frankfurt. A menina vai viver para a casa de uma família rica, onde conhece Clara (Ana Madureira), uma jovem muito só e parapelégica. Apesar de ficar amiga de Clara, Heidi não é feliz pois têm saudades das montanhas, do avô e do seu amigo Pedro.

Via isto com uma vizinha amiga, nunca fui muito fã do programa devido ao excesso de carga emocional deste e de ter um ar muito "para menina". Mas confesso que me emocionei e até me diverti em alguns episódios onde prestava mais atenção. Logicamente que gostava mais de cantar a versão da música do Avozinho inventada nos recreios das escolas.






quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

... do Fúria Cega

quinta-feira, fevereiro 21, 2013 1
... do Fúria Cega

O filme Fúria Cega (Blind Fury) foi um daqueles grandes sucessos do VHS, daqueles filmes que alguém alugava e depois com o seu relato convencia outros a alugarem. Mais um filme envolvendo Ninjas na década de 80 que conquistou tudo e todos pela sua história um pouco fora do comum.

O filme foi realizado por Phillip Noyce, e estreou em 1989 distribuído pela Tri-star Pictures, sendo sucesso nos videoclubes e locadoras do Brasil e Portugal no início dos anos 90. A história era adaptada de uma série de filmes Japoneses com Samurais como protagonistas, Zatoichi.

Eu gostei bastante do filme, acho que o Rutger Hauer é bem convincente no seu papel de invisual, e o seu carisma faz o resto. Lembro-me de rir com a cena da criança a fazer-lhe o manguito e a gozar com ele, e ele a agarrar-lhe o dedo assim do nada e de adorar a lâmina escondida na bengala.

Nick Parker (Rutger Hauer) um ex-soldado da Guerra do Vietname fica Cego em combate e aprende artes marciais com os moradores de um vilarejo, passando a usar uma lâmina escondida em sua bengala para se defender. Ao voltar para seu país, passa a cuidar do filho de um amigo, que morrera em combate e cuja esposa fora assassinada, ele luta contras os bandidos aproveitando-se da sua capacidade sensorial superior para se defender, em uma batalha cheia de acção.

Um filme divertido, com algumas cenas interessantes mas que depende inteiramente do carisma do seu protagonista. Quem gostar do actor, ou de ninjas, deve ver este filme.









quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

... do Buck Rogers no Século XXV

quarta-feira, fevereiro 20, 2013 1
... do Buck Rogers no Século XXV

Buck Rogers no Século XXV foi uma série de Ficção científica do final da década de 70, utilizando uma personagem famosa que já tinha sido adaptada a diversos formatos e com a produção de Glen A. Larson.

A personagem tinha sido criada em 1928 por Philip Francis Nowlan, e já tinha sido adaptada a Livros, Tiras, Rádio e Televisão e era já uma vontade antiga do produtor Glen A. Larson que depois do sucesso da série Galactica, avançou para este projecto. No início a ideia era ser feito uma série de filmes, inspirados pelo sucesso de Star Wars, e a Universal chegou mesmo a lançar um filme em 1979 que teve algum sucesso e levou a NBC a encomendar uma série.

Foram 2 temporadas transmitidas entre 1979 e 1981, num total de 37 episódios que tiveram algum sucesso, numa série que ficou ali entalada entre a Galactica e o V Batalha Final, conquistando uma legião de fãs e agradando ao público em geral.

A série poupou dinheiro utilizando muitos dos cenários e materiais da série Galactica, ou então ideias não utilizadas como o design das naves Starfighter que tinham sido conceito original dos Vipers e vieram do mesmo criador, Ralph McQuarrie.

Buck Rogers (Gil Gerard) era um astronauta Terrestre que depois de ser acidentalmente congelado nos anos 80, desperta somente no Século XXV onde acaba por se tornar um patrulheiro acompanhado por um Robot minúsculo chamado Twiki,

A série era povoada por muitas mulheres, sempre em fatos de licra justos, que ajudaram a reforçar a fama de galã do protagonista e a ser um sucesso junto dos adolescentes, o que levou a que fosse encomendada uma segunda temporada.

As mudanças na segunda temporada só prejudicaram a série, tentando imitar Star Trek e passando os episódios todos numa nave ou em planetas desertos, que prejudicaram a imagem do protagonista e levaram ao seu cancelamento.

A RTP  transmitiu isto na primeira metade da década de 80, na sua versão original e legendada em Português, lembro-me bem da música de genérico intensa com uma narrativa emocionante mas não fui muito fã da série. apesar de me ter divertido com um ou outro episódio.




terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

... do After Burner

terça-feira, fevereiro 19, 2013 0
... do After Burner

After Burner foi mais um jogo de sucesso da Sega, tanto nas máquinas Arcade como na consola Mega Drive, um jogo de combate onde pilotávamos um avião que podia disparar misseis ou tiros de metralhadora.

Foi um dos primeiros jogos do criador Yu Suzuki, saindo em 1987 para diversas plataformas e que permitia aos jogadores pilotarem um Jacto Tomcat F-14, que permitia diversas manobras aéreas e muita diversão a pilotar o mesmo.

Lembro-me de jogar num simulador arcade numa galeria comercial perto da minha escola preparatória, de gastar muita moeda de 25 escudos enquanto que pilotava o avião e atirava sem parar.

Quando saiu para Mega Drive, joguei a sequela (que saiu logo no mesmo ano também), que tinha umas pequenas variações, como ter mais níveis, poder disparar mais mísseis mais depressa entre outras coisas.

Maior parte das pessoas jogou esta sequela, o que era um pouco normal na consola, eram sequelas que eram basicamente upgrades/revisões do primeiro jogo e tinham por isso maior sucesso comercial junto do público.

A mistura entre jogo de guerra e jogo de arcade era perfeito, uns comandos um pouco mais complicados (podia ser jogado com joystick) para quem estava habituado a jogar só com o comando normal, mas mais um jogo que dava alguma diversão durante umas boas horas.








segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

... das Histórias do Avozinho

segunda-feira, fevereiro 18, 2013 3
... das Histórias do Avozinho

Ainda sou do tempo em que recebíamos todos os meses na nossa casa um senhor bem vestido, que vinha com um catálogo em mãos para que os nossos pais encomendassem livros que iam desde enciclopédias educativas a livros de banda desenhada. Lembro-me quando compraram uma caixa que trazia umas histórias com ilustrações, as Histórias do Avozinho.

Os livros vinham com o nome de Raul Correia como autor e com arte de Carlos Alberto dos Santos,  eram editados pela editora Amigos do Livro, que tinham um destes vendedores de porta a porta, que lá convenceu os meus pais a comprar isto para mim.

A caixa tinha uns 11 livros, com histórias daquelas típicas com moral no fim e com uns desenhos a acompanhar o texto de modo a cativar mais a minha atenção e que ajudavam a perceber melhor a história. Eram livros grandes, de capa dura que ficavam bonitos numa estante e que ajudavam a resistir mais ao manuseamento que só uma criança sabe fazer a um livro.

As imagens eram extremamente bem pintadas com o talento de Carlos Alberto dos Santos a vir ao de cima e davam uma outra importância à história, que por vezes era um pouco sombria e "pesada" para uma criança ler.

A classificação etária era dos 7 aos 9, mas era comum encontrar mortes e outras coisas fortes nestas histórias que podiam ser em prosa ou em poesia. A minha favorita era a do Lenhador com os Gnomos, da qual colocarei completa no final do post. Cada livro trazia por norma 7 histórias.

Podiam reeditar estes livros, a mensagem deles era boa e as histórias curtas mas interessantes.











... das bolachas Belinhas, Tuchas e Joaninhas

segunda-feira, fevereiro 18, 2013 4
... das bolachas Belinhas, Tuchas e Joaninhas

Não estávamos mal servidos no departamento de bolachas na década de 80, e hoje falarei de 3 marcas que faziam as delícias de muitos de nós, as bolachas Belinhas, as Tuchas e as Joaninhas.

As bolachas Belinhas eram as mais populares, com uma saborosa cobertura de Cacau (para variar das que vinham sempre com chocolate de leite), as suas embalagens prateadas faziam sucesso no recreio sempre que alguém puxava por uma. Se bem que o nome Belinhas tinha outra conotação no recreio, aquele comum calduço na testa que todos se divertiam a fazer e a dizer "toma lá belinhas".

Eram fabricadas pela Aliança, ao contrário das Tuchas e Joaninhas que eram da Triunfo (e que se encontram de novo à venda como podem ver pela foto) mas que eram igualmente saborosas e alvo da cobiça dos outros sempre que tínhamos um pacote só para nós.

As Joaninhas especialmente, eram completamente cobertas de chocolate e comiam-se numa só dentada, não escondo que eram das minhas favoritas e das que pedia mais para ter lá por casa. Já as Tuchas (que eram um pouco Waffer) não eram tanto do meu agrado, apesar de não recusar uma se ma oferecessem :D.

Todas estas bolachas tinham em comum o chocolate, e por isso as juntei neste post, no futuro falarei de outras de sucesso mas mais "secas".






sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

... do programa Contra-Ataque

sexta-feira, fevereiro 15, 2013 3
... do programa Contra-Ataque


Os finais da manhã de Sábado eram dedicados ao desporto na TVI (ainda conhecida como canal 4), num programa que falava de todos os desportos, com maior destaque para o futebol, o Contra-Ataque.

Era o ideal para começar o fim de semana, o programa tinha várias reportagens e cativava o público com o à vontade transmitido pelos jornalistas envolvidos e o espírito do programa. O primeiro apresentador foi Nuno Ferreira (actual director da SporTV) mas foram os jornalistas José Carlos Soares e José Gabriel Quaresma que mais marcaram este programa. O primeiro dava um ar divertido a todas as reportagens que apresentava, em especial quando se falava do Futebol Brasileiro, o segundo teve à frente do programa mais de 8 anos depois de também ter apresentado várias reportagens no programa.

Era um belo Magazine de informação, normalmente faziam uma antevisão da jornada na primeira parte enquanto que na segunda davam destaque a outras modalidades. Não havia ali polémicas nem conflitos, o destaque era dado ao desporto e quando havia reportagens a dar destaque aos jogadores era tudo feito para mostrar o lado humano do futebolista, o seu lado mais pessoal.

Existiam por vezes convidados em estúdio, personalidades como o Eusébio apareciam para ser entrevistados e as conversas iam sempre para o desporto em si e não para os casos polémicos (que sempre houveram). O programa esteve no ar até 2010, sempre ao Sábado mudando só ligeiramente os seus horários mas mantendo-se sempre no final da manhã/começo da tarde do fim de semana.

Faz falta um programa assim nos dias de hoje, uma forma descontraída de ver o desporto rei, de saber sobre outras modalidades com reportagens interessantes e esclarecedoras.









quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

... das Lojas dos 300

quinta-feira, fevereiro 14, 2013 1
... das Lojas dos 300

A dada altura da década de 90, começaram a aparecer um pouco por todo o lado umas lojas Económicas que pretendiam substituir os bazares de antigamente, as famosas Lojas dos 300. Umas mais pequenas, outras maiores, estas lojas começaram a conquistar os Portugueses ao ponto de começar a ser comum comprar tudo nelas.

Lembro-me de quando elas começaram a aparecer na minha zona, era comum haver passeios com o objectivo de ir visitar essas lojas mesmo que depois não se comprasse nada nessas visitas. O ponto forte de muitas dessas lojas eram os bibelots, existia todo o tipo de bonequinhos e parafernália para oferecermos às nossas Mães, Tias ou Avós para elas depois colocarem a enfeitar os seus móveis.

Depois começou a existir de tudo um pouco, baldes com esfregona, tupperwares, ou toalhas de banho.Os "300 Escudos" em algumas lojas começaram a ser apenas o nome da loja, com apenas alguns artigos abaixo ou com esse valor. Outras continuaram fiéis, mas começaram a expandir-se começando a vender coisas como detergentes para a máquina ou sumos.

As lojas dos Chineses de hoje provam como continuamos a ser fãs de lojas do género, as Lojas dos 300 habituaram-nos a isso mas tiveram o azar de apanharem com o fim do Escudo e a entrada do Euro, o que lhes estragou o nome sonante e carismático que tinham.







quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

... do Era uma vez o Espaço

quarta-feira, fevereiro 13, 2013 0
... do Era uma vez o Espaço

Já tinha falado aqui do desenho animado Era uma vez a Vida, mas antes desse já tinham sido produzidas duas séries com as mesmas personagens e que tiveram também algum sucesso no nosso País. Hoje falarei da segunda série, ambientada no espaço sideral e chamada por cá de Era uma vez o Espaço.

Esta série tinha um aspecto muito diferente se comparando com as outras duas congéneres, enquanto o Era uma vez.. o homem e o Era uma vez.. a vida assentavam numa forte componente educativa, este entrava por uma componente mais dramática e de aventura, apostando mais na componente diversão.

O criador era o mesmo, o Francês Albert Barillé, que idealizou 25 episódios que foram produzidos pela produtora Procida em 1982, e que foi transmitida pela RTP em 1984 numa versão dobrada em Português e que nos surpreendia logo com a espectacular música do genérico.


A excelente banda sonora de Michel Legrand ajudou a que as aventuras no Espaço fossem mais emocionantes, e a versão Portuguesa da música do genérico dava um ar grandioso à coisa e nos deixava entusiasmados logo no começo.

A história mostra-nos as aventuras de Pedrito e da sua amiga Psi (Margarida Rosa Rodrigues), que eram uns novatos na Polícia de Omega que era chefiada pelo pai de Pedrito, o Coronel Pedro (Virgílio Castelo).

As personagens da primeira série apareciam aqui, adaptadas a novos papeis de acordo com o espírito de ficção científica do programa (assim como mais tarde foram adaptadas a personagens do corpo humano), o que ajudava a cimentar o interesse dos fãs e o sucesso da franquia que se multiplicava pela venda de revistas, cadernetas e diverso merchandising.

Havia portanto ainda o famoso Mestre (Canto e Castro), o "robô" Metro (Teresa Madruga) e o Comandante Ruivo (Orlando Costa) na parte dos bons e o Coronel Velhaco (Canto e Castro) e o Nanico (António Feio) no lado dos vilões.

Muitos confrontos entre várias civilizações, sendo que a Terra fazia parte de uma confederação que ajudava a proteger as pessoas das investidas do Coronel Velhaco e das suas tropas. Existia na mesma algum humor, típico nestas produções do Era uma vez.., mas esta série primava mais pela acção e a aventura.

Lembro-me de ver quando repetiu no decorrer da década de 80 (e na de 90 também), mas de não me puxar tanto o interesse como as outras duas, que curiosamente (ou talvez não) enveredavam por uma componente mais educativa, que nos ajudava a aprender coisas ao mesmo tempo que nos divertíamos.






terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

... da colectânea Romantic Rock

terça-feira, fevereiro 12, 2013 0
... da colectânea Romantic Rock

Os cd's intitulados Romantic Rock, faziam parte daquelas colectâneas com as quais sabíamos que podíamos contar todos os anos. Saía quase sempre perto do dia dos Namorados, ou era reeditado em alguns anos, e podia assim ser uma prenda que podia agradar a todos os amantes das Baladas Românticas.

Foi no final da Década de 90 que a editora Sony começou a lançar estes cd's, primeiramente eram uma colectânea só com um disco, mas depois começaram a ser edições duplas, para capitalizar assim uma maior fatia de músicas românticas Nacionais e Internacionais.

A inspiração vinha da colectânea Germânica Kuschel Rock, que era campeã de vendas neste sector, e que chegou a ser importada e vendida por cá no começo do Século XXI, devido ao sucesso do Romantic Rock.

As capas tinham sempre o mesmo padrão, um casal abraçado a exibir uma cumplicidade e/ou momento de extremo romantismo. Uma praia, uma noite passada perto de uma fogueira, eram alguns dos cenários escolhidos para as capas dessas colectâneas, tudo para percebermos que se levássemos aquele cd, podia ser que tivéssemos sorte.


Michael Bolton, Celine Dion, Rod Stewart, Paulo Gonzo eram alguns dos nomes habituais nestas colectâneas, que numa ou noutra edição repetiam algumas músicas clássicas, como o Lover Why dos Century ,que apareceu em mais que um Romantic Rock. O cd ia quase sempre para o top de vendas, e chegou a ter quase 10 edições, até ter sido abandonado e nunca mais termos tido uma colectânea do género para ajudar na prenda do dia dos namorados.

Playlist do Romantic Rock 4 de 1998, um dos que vendeu mais:


 01. My Heart Will Go On - CELINE DION
02. Truly Madly Deeply - SAVAGE GARDEN
03. Un-Break My Heart -TONI BRAXTON
04. Angels - ROBBIE WILLIAMS
05. Woman In Love - BARBRA STREISAND
06. Julia Says - WET WET WET
07. The River - BRUCE SPRINGSTEEN
08. Sara - FLEETWOOD MAC
09. When Susannah Cries - ESPEND LIND
10. Angel Of Mine - ETERNAL
11. I'm Not Giving You Up - Gloria Estefan
12. Corazonado - RICKY MARTIN
13. I'm Kissing You - DES'REE
14. Earth Song - MICHAEL JACKSON
15. Pagava P'ra Ver -PAULO GONZO
16. My All - MARIAH CAREY
17. Can You Feel The Love Tonight - ELTON JOHN
18. I Believe In You And Me - WHITNEY HOUSTON
19. Stars - SIMPLY RED
20. I Don't Want To Talk About It - ROD STEWART
21. All My Life - K-CI & JOJO
22. She's Always A Woman - BILLY JOEL
23. Said I Loved You ... But I Lied - MICHAEL BOLTON
24. You Have Been Loved - GEORGE MICHAEL
25. If I Was A River - TINA TURNER
26. The Same Moon - PHIL COLLINS
27. Hard To Stay I'm Sorry - AZ YET FEAT. PETER CETERA
28. Too Much "Too Much" - SPICE GIRLS
29. Dreamland - ART GARFUNKEL


Como dá para ver existia uma boa mistura entre músicas que faziam sucesso naquele momento, com baladas clássicas intemporais, e ainda um artista Português pelo meio. Uma pena terem deixado de produzir este tipo de colectâneas, parece que se tornou errado ouvir baladas ou músicas românticas, a ultima edição foi em 2003 com o cd Romantic Rock 8.












segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

... do Automan

segunda-feira, fevereiro 11, 2013 1
... do Automan

Glen A. Larson nem sempre acertava nas séries que produzia, e no caso de Automan a coisa não lhe correu muito bem. Apesar de terem sido feitos apenas 12 episódios, a série marcou todos os que a viram e ainda hoje é mencionada em conversas nostálgicas sobre séries antigas.

A série era obviamente inspirada no filme Tron, que tinha saído no ano anterior, mas diferente o suficiente para não ser acusada de plágio. Foram 12 episódios transmitidos pela ABC entre 1983 e 1984, que a RTP transmitiu na sua versão original e legendada em Português com o sub-título "O Homem Automático", enquanto que no Brasil, o programa foi transmitido pela Rede Globo.

Walter Nebicher (Dezi Arnaz Jr.) era um oficial de polícia que era também um génio da computação, criando um programa de computador que materializa um holograma no mundo físico na forma do ser conhecido como Automan (Chuck Wagner) a fim de auxilia-lo contra o crime. Automan possuía um traje feito de circuitos reluzentes que cobria praticamente todo o corpo, e mantinha uma cabeça humana normal. Ele era acompanhado por Cursor, uma bola de luz flutuante que podia desenhar no ar com feixes de luz objectos que depois se tornavam materiais e funcionavam normalmente (em teoria, um princípio muito parecido ao anel do Lanterna Verde). Estes objectos brilham com um padrão parecido ao próprio Automan, e chegam até a violar algumas leis da física, era comum as curvas a 90 graus enquanto se conduzia o automóvel.

Automan e Cursor geralmente só se materializam a noite, dada a tremenda quantidade de energia para os manter operacionais. Automan era invulnerável a balas e explosões, além de que podia disparar relâmpagos pelas mãos. Ele também podia se fundir com Walter Nebicher num só ser. Para todos os personagens regulares na série (exceto Roxanne, associada de Walter), a identidade de Automan é “Otto J. Mann,” agente governamental que ajuda Walter em suas investigações.

Não era muito fã da série, mas achava piada às cenas com o carro, especialmente por causa das curvas apertadas que atiravam as pessoas que iam dentro do carro, menos o Automan claro. Mas confesso que desejei muito ter um cursor para me desenhar tudo o que queria.











... das Bibliotecas Itinerantes da Calouste Gulbenkian

segunda-feira, fevereiro 11, 2013 1
... das Bibliotecas Itinerantes da Calouste Gulbenkian

As Bibliotecas Itinerantes da Calouste Gulbenkian fazem parte do imaginário de diversas gerações, possibilitavam a leitura de livros para aqueles que não tinham fácil acesso a estes, ou promoviam a leitura junto das Escolas um pouco por todo o País.

A Fundação Calouste Gulbenkian criou este serviço em 1958 segundo uma ideia de Branquinho da Fonseca, que tinha como objectivos “promover e desenvolver o gosto pela leitura e elevar o nível cultural dos cidadãos, assentando a sua prática no princípio do livre acesso às estantes, empréstimo domiciliário e gratuitidade do serviço.” Isto chegava um pouco a todo o território nacional, com especial incidência nas Aldeias ou locais em que não existiam Bibliotecas Municipais ou não tinham fácil acesso a elas.

Na década de 70 eram muitas as vozes na Fundação que eram contra este serviço, devido aos seus poucos lucros e as muitas despesas que acarretava este tipo de Bibliotecas, mas com o 25 de Abril as coisas continuaram na mesma e quando Vergilio Ferreira assumiu o cargo de director do programa das bibliotecas itinerantes, isto voltou a ganhar uma nova vida.


De 1981 a 1996 ele contribuiu para que isto promovesse cada vez mais uma animação cultural que devia estar ao alcance de todos, com leitura de contos, exposições ou encontros com autores. Sempre vivi relativamente perto de uma biblioteca de bom nível (curiosamente uma Calouste Gulbenkian em Cascais), mas lembro-me de ver a carrinha perto da minha escola Primária de modo a promover a leitura junto dos mais novos e também da escola Preparatória (apesar desta até ter uma boa biblioteca).

A carrinha era toda ela carismática, o modelo Citrôen HY era o escolhido pela fundação para promover as Bibliotecas Itinerantes, com duas portas na traseira que abriam de par-em-par para além de uma parte lateral que abria para cima de modo a facilitar o acesso e a visibilidade desses livros que nos ajudavam a viajar e a conhecer outros mundos. Lembro-me de requisitar alguns livros infantis perto da minha escola Primária, contos de fados ou histórias fantásticas que ajudaram a deixar o bichinho da leitura dentro de mim.

Acredito que tenha sido um excelente serviço para aqueles que não tinham acesso a nada, e sinto orgulho por ter existido algo do género por cá e que ajudou tantos a ganharem o gosto pelo mundo maravilhoso dos livros.





sábado, 9 de fevereiro de 2013

... de Os Deuses devem estar Loucos

sábado, fevereiro 09, 2013 0
... de Os Deuses devem estar Loucos

Os Deuses devem estar Loucos (The Gods must be Crazy) foi um dos grandes sucessos do cinema dos Anos 80, um filme simples sem uma grande história ou grandes efeitos mas que deliciou o público e foi um sucesso de bilheteira.

O filme foi escrito e realizado por Jamie Uys e apesar de ter sido uma produção de África do Sul, foi lançado como se fosse do Botswana devido ao embargo Internacional à África do Sul. O filme foi lançado em 1980 e anos mais tarde saiu uma sequela que me lembro de ir ver ao mítico cinema Oxford, apesar de não ser tão engraçado.

O filme mostra a história de Xixo, um bosquímano do Kalahari (protagonizado por N!xau, um fazendeiro Namibiano) cuja tribo não tinha contacto ou conhecimento do mundo além desta. Quando um avião passou pela tribo deixa um presente inesperado, depois do piloto jogar fora uma garrafa de vidro de Coca-Cola e esta cair perto da aldeia. Inicialmente esse artefacto estranho parece ser um presente dos deuses, com muitos usos a serem descobertos, mas só ajudou a gerar conflitos já que há somente um frasco para dividir entre todos da tribo. Então, decide-se que o frasco deve ser jogado fora do planeta. Xi se oferece para a tarefa, e e é nesta viagem que a diversão começa, quando ele encontra membros da civilização ocidental pela primeira vez. O filme apresenta uma visão diferente da civilização vista por Xi.

Xi acidentalmente encontra um lugar chamado Janela dos Deuses e chamou a esta de Transvaal Oriental, África do Sul (hoje Mpumalanga), e atira a garrafa de lá. Aquela região está entre as escarpas das terras altas e terras baixas da África do Sul. Xi descobriu que havia uma camada contínua de nuvens que obscureciam a paisagem lá embaixo, dando uma ilusão e convencendo Xi de que era lá que ele devia jogar o frasco.

Era um filme clássico para as matinés de Domingo, dava para toda a família divertir-se e rir com as desventuras daquele homem ingénuo que caía sempre em situações hilariantes. Apesar do filme render mais de 100 Milhões de Dólares, ele recebeu pouco menos que 2000 Dólares, mas mais tarde o realizador corrigiu esse erro dando mais dinheiro a ele e uma mesada até a sua morte.
















sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

... das Bombas de Carnaval

sexta-feira, fevereiro 08, 2013 2
... das Bombas de Carnaval

Não sou nada fã da época Carnavalesca, mas quando era criança havia coisas que atenuavam todo este "Carnaval", e uma delas era as bombinhas e as bombas de Carnaval que todos utilizavam.

As que eu mais usavam eram aquelas bombinhas vermelhas pequenas, que vinham normalmente numa fileira todas unidas umas às outras e faziam barulho mas não eram assim tão perigosas. Era mais umas que se podia comprar facilmente um pouco por todo o lado, e normalmente o pessoal gostava de as colocar dentro de um tacho para que o barulho fosse mais intenso e desse mais impacto à coisa toda.

Depois havia os foguetes e bombas variadas que faziam muito mais barulho e eram bastante mais perigosas. Não eram tão fáceis de encontrar, e só os meninos mais velhos apareciam com estas coisas e se tornavam logo grandes heróis junto do resto do pessoal.

Uma das preferidas era a chamada "Abelha Maia", que quando acendida rodava apresentando várias cores antes de explodir. Era bastante cara, para a altura, e vinha com uma imagem "adulterada" da Abelha Maia na embalagem.

Eram outros tempos em que isto era relevado pelos adultos, que sabiam que brincávamos com isto mas davam-nos apenas pequenos sermões e pouco mais.






... do Sporting de Sousa Cintra

sexta-feira, fevereiro 08, 2013 0
... do Sporting de Sousa Cintra

Numa altura de eleições no meu clube, espero que se rompa com a tendência elitista e Monárquica instituída desde os tempos do Roquete e se volte ao tempo de Presidentes apaixonados pelo clube, como foi o caso de Sousa Cintra.

José de Sousa Cintra foi presidente do Sporting Clube de Portugal entre 1 de Julho de 1989 e 2 de Junho de 1995, marcou o clube e o futebol Português com o seu jeito castiço e apaixonado pelo clube que queria ver campeão mais do que tudo na vida.

Quando comecei a ver o futebol mais a sério, era ele o presidente e continuou a sê-lo durante o período em que eu ainda andava na escola, e por isso ainda vivia mais intensamente tudo a ver com o clube. Era o rosto do clube e aquele que aparecia nas primeiras páginas, sempre envolvido em histórias mirabolantes devido à sua paixão pelo clube, ou cómicas, devido ao seu jeito castiço de ser.

Veio de uma família humilde, nascendo a 26 de Outubro de 1944 na Raposeira, Algarve onde começou a trabalhar muito novo e onde aprendeu a ter o seu negócio próprio, vendendo caracóis a vários estabelecimentos e juntando assim dinheiro para viajar para Lisboa. Aos 15 anos trabalhou com ascensorista no Hotel Tivoli e a vender aguarelas, algo que lhe rendeu muito dinheiro e ajudou a construir uma pequena fortuna. Passou 4 anos na Marinha, onde se tinha voluntariado, e viu o 25 de Abril de 1974 com alguma preocupação, já que lhe foram expropriado alguns bens. Não baixou os braços e voltou a se dar bem nos negócios, especialmente nos ramos das águas.

O seu clube do coração vivia uma crise grave com as acções do seu presidente Jorge Gonçalves, e quando este teve que abandonar o Sporting, Sousa Cintra decidiu candidatar-se e mesmo com apenas 6 dias de campanha venceu uma das mais eleições mais participadas do clube, com mais de 60% de votos dos sócios, batendo assim os outros três concorrentes.


A sua presidência (apesar da não conquista de títulos) nunca foi alvo de grande oposição e nas eleições de 1991 e 1993, ele foi reeleito sem oposição directa. Ele era um Presidente popular, talvez por romper com a tradição aristocrática do clube e mostrar o outro lado dos associados deste grande clube. Foram 6 anos de altos e baixos, onde apesar do bom futebol e de grandes plantéis, não existiam conquistas pela equipa principal de Futebol, apesar do investimento feito pelo presidente em quase todos os anos à frente do clube.

Ele começou por segurar Luís Figo e Emílio Peixe numa altura que se falava na saída deles, começou a contratar alguns bons nomes do futebol nacional, europeu ou africano, muitos deles titulares nas suas selecções e construindo assim um plantel que teria o seu expoente máximo nas equipas entre 1992 e 1994.

Mas o homem sabia que o Sporting não era só futebol, e foi um dos maiores responsáveis pelo sucesso em outras modalidades, numa altura em que essas também eram apoiadas e amadas pelos associados. Numa altura em que os grandes nomes ameaçavam abandonar o clube, ele travou essas saídas e levou a que recuperassem a hegemonia no corta-mato (com 6 Taças Campeões Europeus consecutivas), fossem tri-campeões no Voleibol, conquistou a Taça das Taças em Hóquei em Patins e começou a construir uma hegemonia no Ténis de Mesa que se manteve durante anos.

Lembro-me de comprar às Terças Feiras o Jornal do Clube e de ler sempre sobre essas conquistas, apesar de na modalidade principal as mesmas serem escassas. Mas ele aparecia sempre com grande ânimo e moral com chavões como "este ano é que é" e com contratações quase sempre sonantes. Foi buscar treinadores como Manuel José, Marinho Peres, Bobby Robson ou Carlos Queirós, e jogadores como Ivkovic, Balakov, Amuneke, Naybet, Valckx, Juskowiak, Paulo Sousa entre tantos outros e jovens promessas como Cherbakov, Filipe, Capucho, Nelson, Costinha ou Sá Pinto.


Era conhecido por perder a paciência facilmente com os treinadores, e substituir estes apesar de até estarem a ter bons resultados só por causa de um mau resultado ou uma má exibição. O maior exemplo disso veio com a despedida do Inglês Bobby Robson, que tinha a equipa nos primeiros lugares do campeonato e foi despedido após uma exibição fraca na Europa, sendo substituído por Carlos Queirós com o qual o presidente esperava conseguir bons resultados já que o plantel era bastante jovem e tinha algumas das estrelas da selecção orientada pelo Professor.

Apesar das boas exibições com o Professor ao leme da equipa, não se conseguiu nenhuma conquista e começaram a aparecer diversos problemas no plantel pelo desentendimento entre o treinador e algumas das estrelas da equipa. Era algo já comum nas equipas de Sousa Cintra, bom futebol, algumas boas exibições mas nunca se conseguia conquistar nada no futebol, com Marinho Peres e Manuel José chegamos a ir longe na Taça Uefa mas ficou-se por aí.

Fora do campo o Presidente ia sempre marcando pontos com os sócios, no verão quente roubou Paulo Sousa e Pacheco ao rival Benfica e viu escapar por um triz João Vieira Pinto (algo que acabaria por ser fatal ao clube).

Tinha um discurso humilde e apaixonado, sem problemas em comprar guerras com os rivais ou as instituições que mandavam no futebol. Tinha uma chama e paixão a defender o clube que conquistava tudo e todos e que lhe trazia simpatia por qualquer adepto do futebol.

Foi uma pena ver que nos últimos tempos apoiou as direcções do clube que fizeram caminhar o clube para a ruína desportiva e financeira, para além de nunca terem demonstrado a paixão que ele demonstrou pelo clube. Lembro-me de também nem sempre ser rodeado pelas melhores pessoas no clube, que ajudaram inclusive a destruir um pouco a sua imagem, e de ser mal aconselhado, das entrevistas onde ficava a falar de um modo entusiasmado chamando jogadores simples de "novos Eusébios" (no caso do Careca) ou prometendo logo o título no começo do ano.

A entrevista a uma rádio onde joga uma garrafa de água pela janela do carro (que estava fechada) também foi alvo de chacota, mas ao mesmo tempo comprovava o seu ar castiço e que deixava com que as pessoas relevassem estes pequenos percalços. Não me importava de ter de novo um presidente assim,.






quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

... da Calculadora Professor Corujinha

quinta-feira, fevereiro 07, 2013 1
... da Calculadora Professor Corujinha

A Calculadora do Professor Corujinha foi uma das muitas tentativas para que o pessoal se interessasse mais pela Matemática e foi um sucesso de vendas em Portugal e no Brasil.

Na década de 80 a Matemática continuava a ser o patinho feio das matérias escolares, algo que pais e professores tentavam contrariar mas sem muito sucesso. A companhia Texas Instruments decidiu entrar nesta cruzada e lançou a Calculadora do Professor Corujinha, uma calculadora com um design apelativo para as crianças e com o bónus de dar problemas para as crianças fazerem em vez de apenas os resolver.

Ela propunha problemas matemáticos às crianças e até dava os parabéns quando elas os solucionavam de uma forma correcta. Existiam vários anúncios nas revistas da Disney e da Turma da Mônica, que ajudavam a que no fundo muita criança até quisesse ter esta coisa relacionada com a matemática.

Alguém aí teve?


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

... das Raspas e Estalinhos de Carnaval

quarta-feira, fevereiro 06, 2013 1
... das Raspas e Estalinhos de Carnaval

O Carnaval da década de 80 ainda era muito politicamente incorrecto para os dias de hoje, qualquer criança podia ir a uma papelaria (sim vendiam-se destas coisas aí), drogaria ou quiosque de rua para comprar algo que lhe podia dar cabo de um dedo. No post de hoje relembro duas coisas que me divertiam muito, as Raspas (alguns conhecem por Castanholas) e os Estalinhos de Carnaval.

As tiras de Raspas eram das minhas coisas preferidas, eram baratas e fáceis de usar, bastava chegar perto de um muro e encostar elas a ele e começar a correr raspando elas por esse muro. Elas faziam um barulho tipo estalo, a nossa mão ficava quente devido a essa raspagem e o muro ficava com o rasto delas marcado nesse espaço.

Havia quem juntasse duas e as estalasse nas mãos, com as duas mãos fechadas e unidas, e por isso algumas pessoas identificam isso como castanholas devido ao barulho que faziam quando estalavam desta forma.


Com moedas de 5 escudos já se podia comprar outra diversão para esta época Carnavalesca, os Estalinhos do Carnaval, pequenos sacos de papel fino e colorido com algo tipo pólvora lá dentro que quando atirado para o chão com alguma força, fazia um estalido forte que podia até assustar um pouco alguém quando apanhados desprevenidos (ou desprevenidas já que tentávamos sempre assustar as meninas).

Era algo que se comprava também um pouco por todo o lado, e que não exigia nenhum curso para nos podermos divertir, apenas uns saquinhos numa mão e um chão firme para onde os atirar. O estalido não era grande mas o efeito divertia-nos bastante, depois havia sempre os boatos e teorias de que já tinham feito um saco grande usando a pólvora de vários saquinhos e que havia quem ficassem sem dedos atirando esses mesmos sacos.

Uma das maiores diversões do Carnaval, irei abordar outras nestes próximos dias, para lembrar uma época em que eu até gostava desta data.





terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

... dos Pólo Norte

terça-feira, fevereiro 05, 2013 1
... dos Pólo Norte

Os Pólo Norte foram uma das bandas de referência dos anos 90 em Portugal, um estilo pop-rock agradável e umas letras interessantes ajudaram o grupo a quebrar o marasmo que imperava no panorama musical Português no final da década de 90.

A banda foi fundada em 1992 na região de Belas, concelho de Sintra, por Miguel Gameiro, António Villas-Boas, Rodrigo Ulrich, Francisco Aragão, Tó Rodrigues e Tiago Oliveira. O sucesso veio logo em 1995, com o seu primeiro álbum (produzido por Fernando Cunha) "Expedição" com temas interessantes como uma versão cantada do poema Amor é...


Mas as músicas de maior sucesso foram "Lisboa" e "Grito", que eram tocadas constantemente nas rádios e começaram a atrair algum público. No ano seguinte conseguem chegar ao Disco de Ouro com as vendas do seu segundo álbum, "Aprender a ser Feliz" que conseguiu muitas das suas vendas devido ao single que deu nome ao disco.


Começaram a dar espectáculos um pouco por todo o País e a aparecer em programas televisivos, sendo uma mudança agradável em relação à onda Pimba que assolava o País e devidamente publicitada pela SIC.Passaram três anos até lançarem um novo disco de originais, mas em 1999 o álbum "Longe" ajuda a cimentar o grupo como uma força do nosso panorama musical, foi um sucesso de vendas e despertou o interesse de várias editoras que disputaram a banda para a terem no seu leque de artistas.

A BMG ficou com os direitos do grupo lançando de seguida um álbum com os sucessos da banda ao vivo na Aula Magna. e em 2002 um novo disco de originais, "Pura Inocência", de onde saiu uma música para uma Telenovela da TVI.


A banda não esmoreceu, e em 2005 reinventou-se um pouco no disco "Deixa o Mundo Girar", que tinha uma onda muito mais rock do que os seus antecessores, com músicas que não seguiam uma onda tão calma e eram um pouco mais pesadas. Todas as músicas foram compostas por Miguel Gameiro (Letra e Música), e masterizadas nos estúdios Abbey Road.

O sucesso do disco foi tanto que foi reeditado em 2007, e continua a ser considerado por muitos como o melhor do grupo. Nesta fase final a formação da banda era: Miguel Gameiro (voz), Tó Almeida (guitarra), Marco Vieira (baixo) e Luís Varatojo (Bateria). Ouvi o 1º disco até à exaustão e continua a ser o meu favorito deles, se eles voltassem para um concerto dos seus maiores sucessos eu estaria lá sem falta.








domingo, 3 de fevereiro de 2013

... do Napron

domingo, fevereiro 03, 2013 3
... do Napron

O Napron era algo que fazia parte de qualquer casa nas décadas de 70 e 80, era comum ver esta peça de bordado em cima de alguns móveis, do Televisor ou dos sofás das casas dos nossos familiares e amigos. Era algo omnipresente e que nos habituámos, até ao dia que começou a cair em desuso e a lentamente desaparecer das nossas casas.

O Napron era uma peça de bordado de renda, normalmente não era muito grande e podia ter n formatos, desde oval a rectangular, desde quadrado a redondo, existiam para todos os gostos, sendo na sua esmagadora maioria brancos e muitos deles eram simplesmente todos perfurados, servindo apenas para decoração mesmo.

Eu percebia a lógica dos quadrados e rectangulares, normalmente com muito tecido e poucos buracos, que se punham por baixo de um vaso ou de uma jarra de modo a facilitar a limpeza do pó desse móvel e do artigo que estava por cima do Napron. Agora aqueles todos rendilhados ou esburacados escapavam um pouco ao meu entendimento, o efeito decorativo daquilo não era o melhor e não servia para estancar o pó já que este entrava pelos buracos todos, por isso qual a lógica daquilo?

Na casa da mãe de um amigo meu, o Napron era rei e senhor, para além de ver por cima de quase todos os móveis da sala, eles estavam também no sofá onde nos sentávamos. E eram uns 3 ou 4, ali à medida de onde encostávamos a cabeça e nada cómodos para esse efeito. Depois havia o típico em cima do Televisor, que ainda tinha direito a ter uns 3 bibelots por cima para que o que estivesse em cima da TV pudesse competir com o que estava a ser transmitido no ecrã.

Era algo oferecido nos enxovais das meninas, e que ficavam por cima das arcas que por norma guardavam esses enxovais (ironia das ironias). Era uma das peças de bordado mais comuns até que começou a desaparecer aos poucos das casas, e hoje já não se encontram com tanta facilidade.