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Os rebuçados do Dr. Bayard eram quase razão para querermos ficar com tosse, sabiam bem (melhor que a maioria dos xaropes) e aliviavam um pouco uma das sensações mais irritantes de quando estamos doentes.

A embalagem mantém-se inalterável há décadas, havendo só pequenas mudanças nos sacos onde são vendidas e o sabor é o mesmo também. Um daqueles produtos Nacionais dos quais devemos sentir orgulho, mesmo sem publicidade por aí além, a marca ainda vende bastante e a fábrica produz cerca de 4 toneladas por dia.

Na década de 40 Lisboa enchia-se de refugiados Europeus, e é entre a amizade de um Francês com um "merceeiro" Português que irá nascer a marca e os rebuçados do Dr. Bayard. Quando o Dr. Bayard começou a ter dificuldades devido à sua estadia (forçada) longa pelo nosso País, foi o Sr, Álvaro Matias que o começou a ajudar, facultando-lhe bens de primeira necessidade da sua mercearia.

Quando a guerra terminou e o Doutor decidiu regressar ao seu País, não quis sair sem agradecer a ajuda do seu amigo Português e facultou-lhe a receita destes rebuçados. O Sr. Álvaro começou a fabricar os mesmos numa "fábrica" muito caseira, mas com a constante procura do produto começou a industrializar um pouco a coisa. Hoje em dia já é tudo mecanizado, mas o filho e o neto continuam a supervisionar tudo para que a receita continue com o mesmo sabor e as mesmas qualidades terapêuticas.

Gosto do sabor dos rebuçados, e lembro-me bem de serem uma constante na publicidade dos Parodiantes de Lisboa, o que dava para termos sempre em mente a função principal destes rebuçados.








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