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Os Paralamas do Sucesso atingiram um grande sucesso na segunda metade da década de 80 com músicas como "Alagados" ou "Lanterna dos Afogados", misturando elementos de Rock, Reggae e Ska, a banda marcou uma geração e continua ainda hoje em actividade.

Apesar de alguns dos seus fundadores serem de Brasília, esta banda foi formada no Rio de Janeiro, no cair do pano dos anos 70 por Herbert Viana (voz e guitarra), Bi Ribeiro (baixo) e Vital Dias (bateria) que sairia da banda no começo dos anos 80, entrando para o seu lugar João Barone.

Foi em 1984, com o álbum O Passo do Lui, que o grupo conseguiu grande sucesso junto do público e aclamação por parte da crítica. O disco teve sucesso atrás de sucesso ("Óculos", "Me Liga", "Meu Erro", "Romance Ideal", "Ska") que culminou com a actuação da banda no festival Rock in Rio, onde foram considerados uma das melhores actuações do festival.


Em 1986 lançaram o disco "Selvagem?", um álbum com uma mensagem política forte que vendeu quase 700.000 cópias e que teve na música Alagados (com Gilberto Gil) um dos seus maiores sucessos. A banda foi então convidada em 1987 a tocar no conceituado festival de Montreux, onde gravou um álbum ao vivo e que os inspirou a partir numa digressão pela América do sul onde ganharam grande popularidade na Argentina, Chile e Uruguay.

Bora-Bora foi um dos discos mais aclamados da banda, que em 1988 reinventou-se de novo e acrescentou metais ao seu som, misturando com letras fortes e introspectivas como a música "Quase um segundo" ou a "Uns dias". No ano seguinte o grupo lançou o álbum Big Bang, que continuou a ter um forte impacto junto do público, com músicas fortes como a "Lanterna dos Afogados" (a minha favorita).


O começo da década de 1990 trouxe um período menos popular para o grupo, com o público no Brasil a afastar-se um pouco da banda (devido às experimentações desta) e a crítica e imprensa especializada a não ser muito bondosa para eles. No entanto eles continuavam a ter grande sucesso no resto da América do Sul, em especial na Argentina, começando então a lançar discos em Espanhol e chegando a editar uma música com a participação de Bryan May dos Queen.

Na segunda metade da década de 90, os Paralamas voltaram a um estilo mais pop, com músicas de fácil compreensão e que tinham por vezes uma forte mensagem política, o grupo voltou a reconciliar-se com o público Brasileiro e a imprensa nacional. O disco Nove Luas, editado em 1996, vendeu 250.000 cópias num só mês, mostrando que a banda continuava forte e com o público a apoiá-la.

Quando a MTV Brasil chamou o grupo para gravar um álbum acústico, a escolha da banda em gravar alguns temas menos conhecidos assustou os responsáveis, que viram os seus receios infundados já que o disco vendeu mais de 500.000 cópias e ganhou um Grammy latino.


No começo do Século XXI o acidente que atirou Herbert Viana para uma cadeira de rodas parecia indicar o fim da banda, mas o artista provou que podia tocar de novo e o grupo voltou aos shows ao vivo, que estavam sempre lotados com o público curioso para ver como Herbert se comportaria e também porque a banda tinha voltado ao seu estilo original, com grandes sucessos na rádio e músicas que entraram na banda sonora de Novelas da Globo.

A banda continuou nas suas mudanças, voltando a um som mais pesado e cru com os metais em grande evidência, som que não me agrada na totalidade mas mostra como eles sabem sempre se adaptar e continuar na mó de cima. Fui grande fã da banda com o seu som dos anos 80 e 90, altura em que o grupo mereceu entrar para o quarteto "sagrado" das bandas Brasileiras.





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