2013 - Ainda sou do tempo

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

... do Cubo Mágico / Cubo de Rubik

segunda-feira, dezembro 30, 2013 0
... do Cubo Mágico / Cubo de Rubik

Este objecto é quase a bandeira de uma década, mostra-se isto e pensa-se logo nos anos 80, os anos de glória do Cubo Mágico, ou Cubo de Rubik que deu cabo da cabeça e entreteve ao mesmo tempo várias gerações. Ele continua à venda e a fascinar muitas pessoas, mas nada chega perto do fascínio que exerceu naquela década fantástica.

O Cubo de Rubik (Cubo Mágico) foi criado pelo professor de arquitectura Emõ Rubik, um Húngaro que era também escultor e criou este puzzle em 3-d em 1974, vendendo a licença para uma empresa de brinquedos em 1980 que começou a comercializar este pequeno puzzle de combinações que já vendeu mais de 350 Milhões de unidades em todo o mundo.

Ganhou vários prémios como um dos melhores puzzles criados e começou a ser alvo de várias iniciativas e concursos para ver quem resolvia isto mais rápido. As 6 faces do cubo são divididas em 9 quadrados com autocolantes de várias cores colados neles, Azul, Verde, Vermelho, Amarelo, Branco e Laranja por norma as cores utilizadas neste brinquedo/puzzle. Depois podíamos mexer as partes do cubo para tentar colocar cada face com uma cor só, tarefa que não era nada fácil (existem cerca de 40 mil combinações para se fazer isso) e muitos desistiam a meio ou faziam a batota de colar autocolantes nos cubos e dizer que tinham resolvido.

Aliás a dada altura vendia-se folhas com autocolantes para essas pessoas, um dos muitos produtos de merchandising em torno deste cubo, encontrava-se de tudo, até porta-chaves com mini cubos para resolvermos o problema ou apenas um cubo fixo para transportarmos no bolso com as nossas chaves.

Por cá a febre também existiu, com programas como os do Júlio Isidro a promoverem concursos para ver quem resolvia isto em tempo recorde, e até uma música foi feita e interpretada por Lara Li "O rapaz do cubo mágico". Eu tive um mas nunca consegui resolver aquilo, nem muita paciência para o resolver. Alguém aí conseguiu?










sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

... do Vento nos Salgueiros

sexta-feira, dezembro 27, 2013 0
... do Vento nos Salgueiros

Tivemos sempre bom acesso às produções de qualidade que vinham de Inglaterra, e a RTP deu-nos a conhecer tanto o filme como a série baseada no livro Wind in the Willows, ou como ficou conhecida em Portugal, o Vento nos Salgueiros.

Wind in the Willows (Vento nos Salgueiros), foi um livro infantil escrito por Kenneth Grahame em 1908 mostrando as aventuras de 4 animais antropomórficos numa Inglaterra bucólica de outros tempos e com outra classe e encanto. Grahame tinha escrito a história em diversas cartas para o seu pequeno filho, só depois se lembrou de as reunir e editar um livro que lhe rendeu uma fortuna, dando-lhe a oportunidade de deixar o seu emprego e tudo.

Começou a ficar mais famoso ainda quando a obra começou a ser adaptada para o teatro, dando um maior destaque ao sapo que continuou aquando das adaptações para TV. Em 1983 a Cosgrove Hall films produziu para a Thames Television um filme em stop motion que veio a ganhar um Bafta e um Emmy. O filme de 80 minutos foi transmitido pela iTV, com alguns actores conhecidos a emprestarem as vozes a estas personagens carismáticas e com música de artistas de bandas como Herman's Hermits.


Com o sucesso do filme produziu-se uma série que teve 5 temporadas e 65 episódios, transmitida entre 1984 e 1987 (a 5ª em 89) e que passou na RTP, já não me recordo se dobrada em Português se no seu original e com legendas, mas sei que a música do genérico era em Português e pela voz de Jorge Palma, eis a letra da música:

VENTO NOS SALGUEIROS

Enquanto eu seguia caminhando
Em uma manhã na primavera
Eu encontrei alguns viajantes
Em uma velha estrada rural

Um era um homem velho
O segundo uma moça
O terceiro era um jovenzinho
Que sorriu enquanto disse

REFRÃO:
"Com o vento nos salgueiros
Os pássaros no céu
Há um sol radiante para nos aquecer
Onde quer que deitemos...
Nós temos pão e peixes
E um jarro de vinho tinto
Para dividir em nossa jornada
Com toda a humanidade."

Então eu lhes pedi
Que me dissessem seus nomes e sua raça
Assim eu poderia me lembrar
De cada sorriso em seus rostos

"Nossos nomes, não querem dizer nada...
Eles mudam ao longo do tempo
Então venha se sentar ao nosso lado
E dividir nosso vinho"

REFRÃO

Então eu me sentei ao lado deles
Com flores por toda parte
Nós pegamos um manto
Estendemos no chão

Eles me contaram sobre os profetas
E povos e reis
E tudo de um Deus
Que tudo sabe

"Nós estamos viajando para Glaston
Sobre as estradas verdes da Inglaterra
Para ouvir sobre os problemas dos homens
Para ouvir suas dores
Nós viajamos o mundo todo
Sobre terra e mar
Para dizer a todas as pessoas
Como elas podem ser livres..."

REFRÃO

Tão tristemente eu as deixei
Naquela velha estrada rural
Pois eu sabia que nunca mais os veria
Um era um homem velho
O segundo uma moça
O terceiro era um jovenzinho
Que sorria enquanto dizia...



No filme foram omitidos alguns capítulos do livro e uma ou outra diferença, a série já foi bastante mais fiel à fonte. Vemos assim como uma Toupeira se cansa das limpezas da Primavera e decide ir apanhar ar e passear, indo parar a um local onde se encontra o Rato e o seu barco, depois de alguns passeios trava amizade com ele e começam a andar muito tempo juntos. No verão decidem visitar o Sapo, um animal rico que vive num salão imponente e por norma é sempre bastante animado e divertido, e está sempre a trocar de hobbys e de passatempos.

Mais tarde conhecem o Texugo, completando assim o grupo de animais que vive as aventuras juntos e se tornam bons amigos. Aparecem mais animais nas histórias e capítulos, mas este grupo torna-se aquele de onde parte toda a acção.

Nunca fui muito fã deste tipo de programa, feito por stop-motion mas este realmente tinha um encanto especial e lembro-me de gostar de ficar a ver com encanto aquelas paisagens todas e as aventuras que eles viviam.









quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

... do Sequim d'Ouro

quinta-feira, dezembro 26, 2013 0
... do Sequim d'Ouro


O Sequim d'Ouro era um dos programas clássicos para passar no Natal, um grupo de crianças a cantar músicas numa competição para ver quem vencia este prestigiado programa. Normalmente dava no dia 25, e nos anos 80 foi um clássico na RTP que continuou sempre a transmissão deste evento mesmo quando não tínhamos nenhuma canção a concurso.

Zecchino d'Oro é um festival de canções infantis que foi para o ar pela primeira vez em 1959, um evento anual que começou por ser somente com canções Italianas mas que em 1976 decidiu começar a convidar outros Países e estabeleceu aquele que viria a ser o modelo do festival até aos dias de hoje. Um júri infantil decide então entre as músicas a concurso aquela que merece levar o Sequim d'Ouro, prémio que era atribuído aos compositores da canção mas não aos intérpretes, algo que nunca achei muito justo.

Afinal as crianças (as estrangeiras) tinham que cantar a música na sua língua e também numa versão Italiana, algo nada fácil digamos mas que muitas cumpriam na perfeição. Portugal conseguiu vencer um destes festivais, na sua segunda participação em 1980, com a música interpretada por Maria Armanda "Eu vi um Sapo/Ho visto un rospo", uma música que todos cantaram nos anos 80 e um clássico infantil.

A dada altura o festival teve um convidado especial, o Topo Giggio que ajudava os apresentadores do programa a entreter as crianças. Nunca fui fã deste tipo de festival, mas que remédio tinha eu senão ficar com a família a ver este grupo de crianças a cantarolar na tv.





terça-feira, 24 de dezembro de 2013

... do Natal nos anos 80

terça-feira, dezembro 24, 2013 0
... do Natal nos anos 80

Sempre fui fã do Natal, vou aqui partilhar um apanhado do que foi alguns dos meus Natais nos anos 80 e uma altura em que se vivia ainda de forma intensa esta época tão agradável.

A minha família nunca foi de grandes posses, vivíamos num T0 apertadinho mas que se tentava sempre transformar na época natalícia. No começo do mês de Dezembro ia com o meu Pai para um pinhal perto de nós, onde iríamos procurar o ramo ideal para servir de nosso Pinheiro. Era sempre uma emoção andar ali pelo mato (onde agora é as Varandas de Cascais), e tentar escolher algo que servisse como árvore de Natal, raramente era um "Pinheiro" mesmo mas sim um belo ramo que servia perfeitamente para o seu intento.

Depois de cortado, trazia-se para casa onde se punha num vaso cheio de terra (e normalmente forrado com papel de embrulho) e deixavam-me a cargo da decoração. Os enfeites que usávamos tinham anos, lembro-me da luta que era sempre ao tirar a caixa de cima do nosso guarda fatos, de lutar para desembaraçar as fitas e as luzes para a árvore e de esperar que não estivesse nenhuma bola partida para assim estar tudo pronto para decorar o pinheiro.

As mãos cheias de resina era algo que se podia esperar nesta aventura, mas eu não me importava e gostava de inventar pequenas coisas como colocar bolas de algodão nos ramos para fingir que era neve. O lugar onde ela ficava variava sempre de ano para ano, e depois começava a colocar-se por baixo os embrulhos, caso já houvesse alguns.

Ainda sou do tempo de percorrer várias casas da viznhança e da família para se distribuir prendas, era uma viagem agradável num final de tarde friorento mas cheio de amor no ar, as pessoas cumprimentavam-se e desejavam Feliz Natal uns aos outros mesmo sem se conhecerem bem. A minha mãe também costumava ter o hábito de ir deixar óleo e outros ingredientes na casa de algumas amigas para estas fazerem doces de Natal para nós (presumo terem mais jeito ou como iam fazer várias faziam para nós também).

Só abria as prendas no dia 25 de Manhã, estas ficavam na minha mesa de cozinha por baixo de uma janela que tínhamos para fingir que o Pai Natal tinha vindo por ali deixar as mesmas, era uma bela ilusão e que me aquecia bem nesta altura. O carinho e o amor suplantavam os poucos brinquedos que recebia, ou a roupa que recebia e que não era fã, e esta era sem dúvida uma das melhores alturas para mim.









segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

... dos Ursinhos Carinhosos

segunda-feira, dezembro 23, 2013 0
... dos Ursinhos Carinhosos


Eu gostava do conceito dos Ursinhos Carinhosos, cada um com o seu "poder", quase uma tropa de Lanternas Verdes de extrema fofura, vi algumas vezes os desenhos animados e lia os livros de banda desenhada, mas apesar de gostar do conceito nunca fiquei muito "agarrado" nem a um nem a outro.

Os Care Bears (Ursinhos Carinhosos) foram uma criação da artista Elena Kucharik para uma linha de postais e cartões da American Greetings. A linha teve uma boa aceitação no seu lançamento em 1981, e 2 anos depois a Kenner começou a criar uma série de peluches, cada ursinho com uma cor diferente e uma insígnia própria na barriga. Mais tarde foi criada uns especiais para TV que deram origem à série de desenhos animados, transmitida entre 1985 e 1988.

A família dos Ursinhos Carinhosos habita na Nuvem Rosa (no original, "Care-a-Lot"), repleta de nuvens e arco-íris. Lá encontramos o Templo dos Corações, um salão em forma de coração vermelho, além da Casa da Vovó e o "Carinhômetro", que indica problemas relacionados aos sentimentos. Eles protegem a terra das sombras do mal e do vilão Coração Gelado que quer acabar com o amor todo no mundo.

Existiam outros animais também, os "primos" que vivem na Floresta dos Sentimentos e com as mesmas características dos Ursinhos, apenas eram outros animais como Leões, Coelhos, Macacos e afins. Ternura, Fiel, Dorminhoco, Amizade e Campeão eram alguns dos ursinhos mais comuns nos episódios da série.

Não me lembro se isto deu na TV por cá, se foi algo que só vi em VHS, sei que a dobragem era Brasileira e que era um daqueles Desenhos Animados cheios de cor e animação no estilo do Meu Pequeno Pónei. Vi na segunda metade da década de 80, e lembro-me de ler algumas revistas da Abril também e de ter a mesma sensação de quando via ou lia o Moranguinho, dava para passar o tempo e me divertir mas somente isso. Nos anos 90 lembro-me de ver isto na RTP com dobragem em Português.






domingo, 22 de dezembro de 2013

... do Battle City

domingo, dezembro 22, 2013 0
... do Battle City

Um vizinho meu teve um daqueles Family Game tão em voga no começo dos anos 90, por vezes ia para a casa dele e perdia horas a jogar naquilo. Era uma daquelas consolas com diversos jogos inseridos, e um dos meus preferidos era o Battle City.

Battle City era um shooter simples e viciante, tínhamos um tanque que usávamos para proteger uma águia (que estava atrás de uns tijolos) de outros tanques que a tentavam destruir. Produzido pela Namco para a sua consola Family computer, um dos antepassados das consolas da Nintendo, o jogo tinha diversos níveis onde o cenário ia mudando e se tornando mais complicado para defendermos a nossa águia ou derrotarmos os outros tanques.

Tínhamos que destruir os 20 tanques, por vezes tínhamos que destruir as paredes dos tijolos nos cenários para isso, esconder-mo-nos nos arbustos ou nas paredes de aço que iam aparecendo. Eu gostava da emoção e de como a dificuldade ia crescendo de nível para nível, um dos meus jogos preferidos dessa consola.










... dos Cestos com o lanche

domingo, dezembro 22, 2013 0
... dos Cestos com o lanche
Imagem retirada de http://show-toys.blogspot.pt/

Ainda pertenci a uma geração que levava uns cestos (de verga?) com o lanche para a escola, eram uns cestos um pouco grandes que tinham por norma um pau que depois ajudava a fechar o mesmo e onde levávamos um pequeno lanche para comer na escola primária.

Eu lembro-me de ter um e de o prezar muito, quando chegava a hora do lanche sabia logo qual era o meu apesar de por vezes estar misturado com mais uma dezena de cestos quase iguais uns aos outros. Lá dentro normalmente encontrava-se uma carcaça embrulhada num guardanapo de pano (ainda se usava muitos desses), que num dia de sorte vinha com tulicreme ou marmelada e num dia normal somente com manteiga.

Também vinha um daqueles copos com tampa e que vinham normalmente com leite, uma vez ou outra um pacote de sumo mas por norma era esse copo que vinha dentro. Algo comum de acontecer era a de se perder o pau que ajudava a fechar a tampa, algo que não devia acontecer mas que infelizmente acontecia com alguma frequência.

Tinham uma pequena asa para se poder transportar e era já habitual ver as crianças irem para escola com um cesto destes na mão. Alguém teve um?





sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

... dos Hanson

sexta-feira, dezembro 20, 2013 0
... dos Hanson

Sempre houve aquela banda juvenil que deixava todas as meninas doidas, é algo intemporal, algo que ainda hoje existe e continuará a existir. Na década de 90 um dos maiores símbolos dessa febre foi a banda Norte-Americana Hanson, 3 jovens irmãos que saltaram para o estrelato e fizeram muito coração de adolescente palpitar.

Este trio de irmãos esteve sempre ligado à música, começaram como pianistas e cantavam à Capella em diversos locais. Em 1992 começaram a tocar de forma mais profissional e gravaram dois álbuns independentes na sua cidade natal em Tusla, em 1995 saiu o Boomerang e em 1996 o MMMBop que tinha a versão original da música que iria ser um enorme sucesso mundial.

Isaac (Guitarra, Piano, Voz) era o irmão mais velho, Taylor (Piano, Guitarra, Voz, Bateria) o do meio e Zac (Voz, Bateria, Piano, Guitarra) o mais novo de todos, e no verão de 1997 tornaram-se uma sensação entre as adolescente femininas um pouco por todo o mundo. A culpa disso foi do álbum Middle of Nowhere, lançado a 6 de Maio de 1997 e que veio a vender mais de 10 Milhões de cópias em todo o mundo, o sucesso foi tanto que o Mayor de Oklahoma decidiu tornar o dia 6 de Maio no dia dos Hanson num certo ano.

MMMBop foi o single de maior sucesso da banda, um refrão simples e animado, uma música pop frenética que ficava no ouvido e que deixava as meninas a suspirar por estes meninos de cabelo comprido. A chamada música "pastilha elástica", que foi a base do grupo e da qual eles decidiram se afastar no lançamento do seu quinto álbum "This time around". Logicamente que isso afastou a banda do seu público fã e nunca mais voltaram a ter um single de sucesso ou com a intensidade que tiveram no final dos anos 90.













quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

... do Jaws - O Tubarão

quarta-feira, dezembro 18, 2013 0
... do Jaws - O Tubarão

Em dia de aniversário de Steven Spielberg, decidi rever um dos meus filmes preferidos deste cineasta, O Tubarão. Um daqueles que só vi em VHS ou na Televisão mas que me marcou para sempre, e um que adorava ver no cinema em toda a sua glória.

Jaws (O Tubarão) saiu em 1975, foi o primeiro grande sucesso do Steven Spielberg e um dos primeiros  Blockbusters e que veio revolucionar a forma como Hollywood encararia os filmes nas próximas décadas. Baseado no livro de Peter Benchley, o filme teve diversos problemas, desde a recusa de actores para integrarem o elenco, passando por problemas mecânicos da "estrela" da película e acabando nas discussões constantes entre dois dos actores principais. Apesar disso tudo, o filme foi aplaudido quer pelo público quer pela crítica especializada.

A história mostra como Martin Brody (Roy Scheider) tem algumas dificuldades no seu novo trabalho como Xerife numa pequena cidade, Amity, que vive dos turistas que recebe no Verão. E isto porque há um Tubarão à solta nas praias, mas o Mayor da cidade (interpretado por Murray Hamilton) não o deixa fechar as praias já que a cidade precisa do dinheiro, mas as coisas pioram com novos ataques do bicho e entram em cena duas novas personagens.


Richard Dreyfuss é o oceanógrafo Matt Hooper enquanto que Robert Shaw é o irascível caçador Quint que promete apanhar o animal. Partem então os 3 num barco e segue uma caça à fera bem emocionante e com boas cenas de acção. Muito sangue depois lá derrotam o bicho e o filme chega ao fim.

Três coisas a reter no filme, a excelente composição de John Williams que casou na perfeição com o estilo thriller da película, a cena que estão os 3 actores principais bêbados dentro do barco à noite e a deixa "you're gonna need a bigger boat". Gostei desde o começo do Tubarão, aquele estilo misterioso do filme a vermos muito pouco o animal, a música e a química entre os protagonistas deixou-me fã para sempre.

Mal eu sabia que o Tubarão aparece pouco por causa dos problemas mecânicos que afligia o "animal" que construíram para isto, mas sinceramente ainda bem que assim foi. As cenas filmadas do ponto de vista do bicho ficaram muito mais interessantes, e ajudaram na onda misteriosa e de suspense que o realizador pretendia.

Quanto à química, nem imaginava que Dreyfuss e Shaw não se gramavam, e se calhar foi isso que ajudou em dois personagens que deviam se odiar no ecrã. Shaw era também um grande bêbado e causou problemas nas filmagens, incluindo a tal cena deles todos bêbados no barco (levou a coisa muito a sério).

Um dos melhores filmes de sempre sem sombra de dúvida, aconselhável a todos que gostem de um bom thriller.











... do Jogo da Mala

quarta-feira, dezembro 18, 2013 0
... do Jogo da Mala

A geração de 80 ainda tinha o hábito de ficar sentada a ouvir rádio em casa (não nos carros como agora é hábito), acompanhados ou sozinhos conforme fosse o caso e se fosse numa casa de uma Avó, era certinho que iríamos ouvir muitos programas de rádio seguidos e um desses era o mítico Despertar da Rádio Renascença.

A minha avó sempre gostou mais da Rádio Comercial (onda média), especialmente dos programas do Ruy Castelar, mas havia alturas que ela acedia a mudança para a Rádio Renascença e em especial para o programa de António Sala e Olga Cardoso. O Despertares era um daqueles programas de horário nobre da rádio, era de manhã que as pessoas mais ouviam rádio e que gostavam de estar ali a ser entretidas com boas histórias e boa música.

Este programa ia mais além com um passatempo que visava premiar as pessoas, o Jogo da Mala. Durante a emissão do programa anunciava-se a quantia que existia dentro da mala, os ouvintes tinham que estar atentos e perceber isso e depois esperar que fossem os sorteados para quem o António Sala telefonaria a dar uma oportunidade de ganhar este dinheiro.

Se fossemos os sortudos, só tínhamos que responder com o valor certo e ganharíamos esse dinheiro. Mais simples era impossível, claro que nunca se conhecia ninguém que vencia estes passatempos, mas tinha-se sempre aquela esperança que alguém podia telefonar para nós. No livro de memórias de António Sala, ele conta uma história sui generis, a de uma senhora que recebeu o telefonema  e após falhar a quantia da mala (que o locutor disse ser de cinquenta contos) começou com um choradinho que aquilo ia-lhe dar bem jeito, que vivia mal com a sua família e passavam necessidades.

O Engenheiro Cansado de carvalho, membro da liga de amigos da Renascença, emocionou-se com a história e passou um cheque pessoal com essa mesma quantia para ajudar essa família, algo que o locutor anunciou emocionado e entusiasmado no final do programa. Só que as pessoas que viviam na zona daquela senhora, e que realmente ouviam o programa, avisaram logo que a senhora afinal até vivia bem e não tinha problemas financeiros. Sala decidiu telefonar então à senhora e dizendo que ia gravar a chamada para depois poder dar no programa, foi aí que a senhora confessou então que tinha exagerado e que realmente não necessitavam desse dinheiro.

Isto levou a que o filho da senhora movesse um processo contra Sala em tribunal e tudo, um caso caricato mas que prova o quanto o programa significava para algumas pessoas e o sucesso que tinha junto do público. Esta rubrica foi um dos maiores símbolos do programa durante décadas, não sei se ainda continua mas se assim for já não tem a voz experiente de António Sala que saiu da emissora católica em 2010.







terça-feira, 17 de dezembro de 2013

... do Blue Thunder (Raio/Trovão Azul)

terça-feira, dezembro 17, 2013 0
... do Blue Thunder (Raio/Trovão Azul)

Esta foi uma daquelas séries que teve uma passagem fugaz pelas nossas televisões, mas mesmo assim muitos ainda se lembram disto tanto em Portugal como no Brasil onde há quem recorde dela com saudade. Blue Thunder derivava de um filme com o mesmo nome, teve apenas 11 episódios e uma temporada que não tiveram o mesmo sucesso do filme.

O filme Blue Thunder estreou em 1983 e tinha Roy Scheider como estrela principal, que teve algum sucesso com a sua história e cenas de acção e a ABC decidiu então lançar uma série utilizando o helicóptero com o mesmo e capitalizar assim o buzz do filme. A RTP transmitiu isto por volta de 1985/86 acho com o nome de Raio Azul, enquanto que a Rede Globo deu o nome de Trovão Azul transmitindo a série pela mesma altura.

Este super helicóptero tinha umas armas de destruição todas futuristas e era equipado com a mais alta tecnologia e capaz de atingir grandes velocidades. Ele era capaz de ver através das paredes, gravar um suspiro ou destruir um quarteirão de uma cidade. No elenco tínhamos nomes como James Farantino, Bubba Smith, Dick Butkus ou Dana Carvey.


Ao contrário do filme, a série nunca teve grande sucesso e perdeu quase sempre o confronto das audiências sendo tirada do ar pela ABC quando esta soube que ia estrear uma série similar (Airwolf) e que podia assim ainda ter menos audiência. Começou em Janeiro de 1984 e terminou em Abril do mesmo ano, apesar disto tudo há alguns Países que recordam-se sempre deste helicóptero mais pela série do que pelo filme, e Portugal é um desses Países.




segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

... da Mola Maluca Ondamania

segunda-feira, dezembro 16, 2013 0
... da Mola Maluca Ondamania

Existiam brinquedos que nos divertiram muito na nossa infância, mas que agora ao olharmos para trás não percebemos bem como isso foi acontecer. A Mola Maluca (Slinky no original e em alguns Países Ondamania) é um desses exemplos, basicamente ficávamos a olhar para uma mola que normalmente se colocava a "descer" escadas e ficávamos contentes por isso mesmo.

Foi um daqueles brinquedos que foi criado "por acidente", a ideia surgiu de um engenheiro que trabalhava num estaleiro de navios de guerra, onde a sua função era criar umas molas que ajudassem a estabilizar e transportar alguns equipamentos no alto mar. O Engenheiro Richard James teve essa ideia em 1943 quando ao esbarrar numa dessas molas a viu cair por uma série de livros, para cima de uma e depois para o chão onde ficou em pé. Ele achou então que aquilo podia ser uma bela ideia para um brinquedo e pediu então um empréstimo de cerca de 500 dólares para fabricar as suas primeiras 400 unidades.

Aquilo virou uma moda tal que rapidamente se tornou um sucesso de vendas que continuou pelos anos fora e voltou a ter alguma força na década de 80, nos anos 90 já tinham sido vendidas mais de 300 Milhões de unidades. A partir dos anos 60 a empresa ficou sob o controle da mulher de Richard, que continuou a apostar em forte neste brinquedo e a manter o mesmo a um preço muito acessível. Segundo ela, este devia ser o brinquedo para as crianças que não tinham muito dinheiro e que assim podiam ter algo simples e muito divertido.

 Nunca tive nenhuma mola destas, nem muito interesse em ter uma, mas confesso que achava alguma piada a ver aquilo a descer as escadas por si mesmo, mas passado 3 degraus ficava farto e não percebia como alguém queria continuar a ver aquilo.







sábado, 14 de dezembro de 2013

... dos Refrescos Royal

sábado, dezembro 14, 2013 0
... dos Refrescos Royal

Nunca fui muita fã dos sumos em que bastava misturar água para se fazer mais sumo, quer as variedades líquidas quer nos em pó, mas lembro-me de beber uns quantos Refrescos Royal em casa de amigos e de comprovar que realmente isto não era a minha onda.

Era um produto da Kraft Food inc, e teve algum impacto por cá apesar de ter a forte concorrência de outras marcas já mais implementadas no nosso País. Já apanhei o final disto, já que acho que o auge deste produto foi nas décadas de 60 e 70, com uns quantos anúncios televisivos e campanhas nas revistas. Até brindes existiam, como umas figuras Disney  ou uns cromos do Tintin.


Imagem de http://www.santanostalgia.com

No Brasil e em outros Países da América Latina a marca teve mais sucesso, e uma campanha muito forte com uns super-heróis a representar os frutos que davam sabor aos refrescos. Lembro-me vagamente de ver algo por cá, mas não sei se não foi publicidade nas revistas Brasileiras ou algo assim, mas achei piada a esse conceito.

Os sumos vinham em saquetas, que traziam uns pós que misturados com água, gelo e açúcar daria origem a um bom refresco. Hoje a marca subsiste no nosso País mas na forma de Gelatinas e um ou outro produto, já não na forma de refresco em pó.

Imagem de http://www.santanostalgia.com






sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

... do Pluma de Alce

sexta-feira, dezembro 13, 2013 0
... do Pluma de Alce

Os índios ainda tinham muito destaque na tv da década de 80, e em desenhos animados chegaram a existir uns quantos que aproveitavam para nos ensinar as mais diversas coisas, como no caso do Pluma de Alce que nos ensinava os perigos da estrada e os cuidados que devíamos ter na rua.

O Pluma de Alce (Plume d' Elan) foi um desenho animado criado por Claude Clement em 1979 e produzido pela DIC e Belokapi. Lembro-me de adorar o genérico do programa e de gostar de ver as pequenas aventuras deste também pequeno índio, eram episódios com cerca de 5 minutos que nos explicavam coisas da prevenção rodoviária entre outros conselhos úteis.

Foi transmitido pela RTP em 1984, no programa Jornalinho, mas tenho ideia de ter visto isto noutros anos e em outros horários, provavelmente mais um tapa buracos da RTP. Plume d'Élan era um pequeno índio, reguila e animado que queria ajudar as outras crianças a descobrirem os perigos que existem tanto na cidade como campo, com especial destaque para os perigos da estrada. Nos episódios alternava-se entre a animação e a imagem real para percebermos melhor o que queriam explicar em relação à prevenção rodoviária.

Mais alguém se lembra?





... do Bip da Coca Cola

sexta-feira, dezembro 13, 2013 0
... do Bip da Coca Cola


Na segunda metade da década de 90 andava tudo armado em médico, com um Bip/Pager no cinto (ou bolso) que apitava sempre que recebiam alguma mensagem. Um antepassado dos telemóveis e o seu serviço de SMS e que se popularizou graças à campanha da Coca-Cola que facilitou a aquisição deste aparelho por muitos de nós.

O Bip e Pager trata-se de um objecto móvel que nos permitia receber uma mensagem alfa-numérica a qualquer altura e assim sermos avisados de algo ou sabermos que tínhamos que contactar alguém e dirigir-nos a uma cabine telefónica e telefonar para o número em questão. Isto tinha um serviço associado, que quem nos queria contactar usava para depois transmitir uma mensagem pré-definida ou ditar uma mensagem para quem estivesse do outro lado da linha que assim depois digitava e enviava para o nosso Bip/Pager.

Motorola, Coca-Cola e Telecel são os 3 nomes que pensamos logo ao falar deste objecto, eram as mais comuns associadas a eles e ao serviço que tínhamos que utilizar para usufruir do bip. Os telemóveis eram ainda muito recentes e absurdamente caros além das mensalidades que eram necessárias para o podermos utilizar, por isso isto era uma alternativa economicamente mais viável para quem queria estar sempre contactável.

A Coca-Cola ainda ajudou mais nisso, numa mega promoção onde podíamos adquirir um aparelho destes ao juntarmos um certo número de tampas de garrafa. Eu não tive nenhum, nem nunca contactei com nenhum, mas lembro-me de alguns amigos terem isto e da inutilidade do objecto já que nunca recebiam mensagem nenhuma.

Alguém teve?











quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

... dos Pretenders

quinta-feira, dezembro 12, 2013 0
... dos Pretenders


Quando comprei o meu primeiro Discman, decidi comprar também logo um cd para experimentar o aparelho ao sair da loja e a escolha recaiu no best of dos Pretenders, uma banda da qual gostava da sonoridade e uma compra da qual não me arrependi. Bom rock, uma excelente voz e boas malhas que me fizeram ir a abanar a cabeça enquanto ouvia o álbum alto e a bom som.

Os Pretenders formaram-se em Inglaterra no ano do meu nascimento, em 1978, com Chrissie Hynde (Vocalista, Guitarra), James Honeyman-Scott (Piano, Guitarrista, coro), Pete Farndon (Baixo, coro), e Martin Chambers (Bateria, percussão e coro). Tudo começou quando Hynde saiu de Ohio para Londres, aí e após impressionar Dave Hill da Anchor Records, formou uma banda com alguns conhecidos e gravaram uns singles de onde se destacava o cover à musica dos Kinks "Stop your Sobbing" e o 3º single deles foi o primeiro grande sucesso da banda, "Brass in Pocket" sendo #1 em alguns Países e uma das maiores músicas de sucesso do começo da década de 80.

O primeiro álbum (com o nome da banda), foi um sucesso de crítica e público tanto nos Estados Unidos da América como no Reino Unido. Aliás esse primeiro disco é ainda hoje considerado um dos melhores de sempre por várias instituições reconhecidas, tanto num País como noutro. Em 1983 Hynde despede Farndon que estava a causar grandes problemas na banda por causa do seu abuso no consumo de drogas, no entanto meses depois é Honeyman-Scott que morre devido a uma overdose (se bem que um ano depois chega a vez de Farndon morrer com o mesmo problema).


Hynde viu-se assim forçada a refazer a banda, mas mantendo sempre o espírito aguerrido e semi alternativo que caracterizava os Pretenders e que levou a que tivessem logo outro single de sucesso mesmo com a nova banda, "Back on the Chain gang". Diversos problemas levaram a constantes mudanças no grupo, o perfeccionismo da fundadora e líder da banda levavam a que dispensasse membros que não atingiam o nível que ela pretendia e contratasse outros de um álbum para o outro.

Mesmo assim os singles de sucesso não paravam, em 1986 tiveram outro dos seus maiores singles, o "Don't get me wrong" que entrou para o top 10 da Billboard e tornou-se uma das músicas mais conhecidas da banda. É também uma das minhas preferidas e uma das que mais colocava em repeat, perdendo só para o último single de grande sucesso dos Pretenders, a "I'll Stand by You" de 1994 e que foi o último single a entrar para o top nos Estados Unidos e dos últimos #1 da banda no Reino Unido.

A banda foi tendo menos destaque nos anos 90 e piorou com o começo do Século XXI, apesar de ainda se manter em actividade e com os dois membros originais vivos sempre presentes nas diferentes formações que o grupo já teve. Já foram introduzidos no Hall of Fame do Rock n Roll e é inteiramente merecido, uma vocalista aguerrida e um som que marcou os anos 80 um pouco por todo o lado.








... da Estação de Serviço da Galp para carros em miniatura

quinta-feira, dezembro 12, 2013 0
... da Estação de Serviço da Galp para carros em miniatura

Ainda sou do tempo de receber as prendas de Natal pela manhã, fazendo de conta que o Pai Natal tinha vindo pela "chaminé" (coisa que não tinha) ou mesmo a que os familiares nos tinham presenteado. Tive a sorte de a meio da década de 80 receber aquela que era a oferta que muitos dos meus amigos pretendiam, a estação de serviço da Galp. Foi uma das minhas prendas favoritas e com a qual brinquei muito.

Não me recordo se existiram anúncios para este brinquedo, se foi uma acção promocional da galp ou alguma parceria com uma empresa de brinquedos, o certo é que conhecia muitos dos meus amigos que a desejavam e muito invejaram esta minha prenda. Curiosamente nem fazia parte dos meus pedidos ou desejos para esse Natal, mas obviamente que foi-me impossível resistir à obra de arte que era esta estação de serviço com um elevador embutido.


A montagem não era complicada, quase tudo de encaixes fácil e com uns autocolantes que tínhamos que colar em locais estratégicos, quer com o símbolo da Galp quer com desenhos a fingir que eram lojas no interior da estação serviço. Uma pequena estrada de acesso e estava assim pronta a usar. Lembro-me da minha reacção à prenda e de como festejei efusivamente quando a Tia que me ofereceu tal presente surgiu lá em casa, e como ao mesmo tempo surgiu a tia que me ofereceu uma camisola e a reacção não foi tão efusiva e ter que ouvir um grande sermão depois. Sempre odiei como tínhamos que reagir de forma hipócrita a algo que não queríamos, por mais que fosse algo que precisávamos, o Natal é para brinquedos. Ponto final.

Agarrei em todos os meus carrinhos, os da Majorette eram perfeitos, e comecei então a fazer muitas subidas por aquele elevador ou paragens imaginárias para se colocar gasolina no posto à entrada dela. Alguém mais teve?











quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

... do Celebrity Deathmatch

quarta-feira, dezembro 11, 2013 0
... do Celebrity Deathmatch


Quando comecei a ter TV Cabo, existiam alguns programas que eu adorava ver porque apelavam ao lado "Norte-Americano" que há em mim e que nuca foi muito bem "alimentado" pela RTP. O Celebrity Deathmatch foi um deles, com um humor muito ao meu estilo e povoado de piadas relacionados com cultura pop da qual sempre fui fã.

Foi uma das séries de maior sucesso da MTV, não me recordo se deu em algum outro canal (SIC Radical parece uma boa escolha), mas tenho quase a certeza que não. Celebrity Deathmatch era um daqueles programas de Claymation, feitos com bonecos de um género tipo "barro/plasticina" que permite uma variedade enorme de expressões faciais de de acontecimentos físicos que nos faziam chorar a rir com tudo aquilo. Filmado em stop-motion, nele podíamos ver 2 apresentadores com uma forma única de apresentarem um programa onde basicamente 2 celebridades andavam à porrada num ringue de wrestling.

Podíamos ver confrontos que exageravam as diferenças que existiam entre essas duas celebridades, ou apenas duas pessoas famosas que em confronto davam uma ideia engraçada. O melhor disto era mesmo o exagero no gore, havia sempre muito sangue e muita violência à mistura, era comum o combate acabar com alguém a cortar o pé ou a mão à outra pessoa ou algo super violento que não estávamos nada à espera.


Foi criado por Eric Fogel e existiram cerca de 75 episódios, transmitidos entre 1998 e 2002. A série voltou a ser transmitida por diversas vezes mas sempre longe do sucesso desta primeira temporada, ao todo foram cerca de 96 episódios que andaram pelos vários canais da MTV até 2006.

Johnny Gomez (Maurice Schlafer) e Nick Diamond (Len Maxwell) eram os comentadores residentes e as personagens principais do programa a par do árbitro Mills Lane. Johnny era o mais profissional e sério dos dois, enquanto que Nick era um bêbado que volta e meia arranjava sempre problemas nos comentários. Nos combates o mais giro era a assistir a discussões e "porrada" entre duas coisas que geravam por vezes discussões entre os fãs, como um combate entre Men in Black e X-Files por exemplo.

Stone Cold Steve Austin era um convidado regular na série, aparecia por diversas vezes como comentador convidado e chegou a entrar no ringue mais que uma vez obviamente. Tudo isto começou após um simples combate que opunha Chalres Manson e Marilyin Manson, que aproveitando a febre por programas violentos que assolava os EUA (e não só) no final da década de 90, deu origem à série que acabou também por ter grande sucesso.










terça-feira, 10 de dezembro de 2013

... do Fernando Pereira

terça-feira, dezembro 10, 2013 0
... do Fernando Pereira

Era um dos bigodes mais conhecidos dos anos 80 e 90, os Portugueses adoravam ver e ouvir o rei das vozes Fernando Pereira que tão depressa imitava uma Tina Turner como um Paulo de Carvalho. Um verdadeiro entertainer, um imitador, cantor e apresentador de TV que nos habituámos a ver no nosso ecrã a apresentar programas ou a dar espectáculo com as suas imitações.

Fernando José Venâncio Pereira nasceu a 14 de Março de 1959 em Lisboa, tornou-se cantor profissional em 1982 e começou a fazer várias digressões pelo País onde maravilhava os Portugueses com as suas imitações no palco onde conseguia (na perfeição) cantar tanto vozes masculinas como femininas. Lembro-me de o ver e ouvir numa festa em Penamacor nos finais da década de 80 e como tudo estava parvo a ouvi-lo a cantar Tina Turner, Michael Jackson ou Paulo de Carvalho, tudo na perfeição.

Chegava a fazer mais de 150 actuações ao vivo, um verdadeiro recordista dos espectáculos ao vivo dessa década. Nos anos 90 aparecia mais regularmente na Televisão, e mostrou-se ser um bom apresentador conseguindo bons resultados à frente de programas como o Casa Cheia da RTP. Os discos que lançava também vendiam bem, chegando muitas vezes a alcançar a marca da Platina, algo que não era muito fácil nessa altura.

O seu bigode era imediatamente reconhecido, tornando-se uma das suas imagens de marca juntamente com o seu sorriso e smoking preto. O seu talento vocal é reconhecido e admirado por todos, em 1986 no Simpósio Internacional da voz foi examinado por diversos médicos e especialistas, que o consideraram um caso único entre Milhões, e em 1995 no 1º congresso mundial da voz foi um dos convidados especiais do evento ao lado de nomes como Jose Carreras ou Teresa Berganza.

Nos anos 90 esteve em grande nos Estados Unidos, com espectáculos regulares e um convidado importante em programas de TV e nos Casinos e casas de espectáculos mais importantes. Só no casino do Donald Trump foram mais de 78 espectáculos, um feito ao alcance de poucos e sempre com casa cheia. Voltando a Portugal, continuou essa tendência de se mostrar em Casinos e apresentou no da Póvoa e do Estoril espectáculos de sucesso como um em que encarnava o António Variações e deixava todos rendidos à sua perfomance.

Gostava bastante dele com artista, confesso que me fazia confusão como ele conseguia imitar na perfeição tanto artista diferente e todos eles nada "fáceis" ou "comuns" de se imitarem. Ele não ficava pela imitação de Ramalho Eanes ou Cavaco Silva (coisa que muitos faziam com relativa facilidade), ia sempre mais além e conseguia-nos deixar de boca aberta. Confesso que me faz muita impressão vê-lo sem bigode e que perdeu muito do seu carisma sem essa parte integrante do seu ser.








segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

... dos Monchichis

segunda-feira, dezembro 09, 2013 0
... dos Monchichis

Este foi mais um daqueles desenhos animados que só vi um ou outro episódio mas que ficou para sempre na minha memória. É certo que os Monchichis não ficavam apenas pela TV, tinham também uma forte presença com bonecos e peluches que muitos queriam ter

Monchichis foi mais uma série de animação produzida pela Hanna-Barbera, depois da Mattel ter encomendado 13 episódios que foram depois vendidos para vários Países onde não tiveram o mesmo sucesso que a linha de brinquedos.

A linha de brinquedos surgiu no Japão em 1974, criado por Koichi Sekiguchi que chegou a ter uma série de TV (só pelo Japão) e que contribuiu para a popularização do brinquedo nesse País.

No ano seguinte começaram a exportar os brinquedos para outros Países, começando pela Alemanha e pela Austrália e indo pelo resto da Europa aos poucos conquistando toda uma nova geração.

Com o sucesso que a linha de brinquedos tinha, a empresa Mattel decidiu comprar os direitos de distribuição para comercializar os brinquedos nos EUA. Apesar de também ter alcançado um bom resultado, a empresa decidiu investir numa série de TV para ver se conseguia ter ainda um melhor resultado.

Isso não veio a acontecer, a série não teve grande sucesso mas nem por isso significava ter uma menor qualidade, os desenhos não eram de má qualidade e os bichinhos eram fofos e engraçados. Eram pequenos macacos bem fofos que viviam numas árvores, mais uma série com animais a serem as estrelas principais e com grandes aventuras onde enfrentavam uns inimigos com a ajuda de um poderoso mago.

A série foi transmitida em Portugal na sua versão original com legendas em Português, eu lembro-me de ver isto aos Sábados de Manhã na RTP 1, mas não sei se não deu em mais algum horário ou se foi repetida ao longo da década como era apanágio do canal público. Sei que até achei alguma piada a alguns dos episódios que vi, mas não era daqueles que me fazia correr para o televisor mal começasse, era apenas mais um desenho animado que eu podia ver e me divertir.

Quanto aos bonecos não tive, mas as minhas primas tiveram alguns, confesso que não achava muita piada a eles. Algum de vocês teve um?







quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

... do Carlos Manuel

quinta-feira, dezembro 05, 2013 0
... do Carlos Manuel

Carlos Manuel foi um dos melhores do Futebol Português, jogou nos 2 grandes clubes de Lisboa e encantou tudo e todos pela selecção, sendo um dos responsáveis pelo apuramento para o Mundial do México em 86. Um médio criativo, que desde cedo mostrou o seu talento e que continua ainda no futebol, desta feita como treinador principal.

Carlos Manuel Correia dos Santos nasceu na Moita, em Setúbal, a 15 de Janeiro de 1958, começando a dar os primeiros pontapés na bola aos 4 anos, quando recebeu um equipamento de futebol em miniatura e chorou para que lhe arranjassem também umas chuteiras. Foi o Padrinho que conseguiu satisfazer o pedido, mandando fazer umas por medida e talvez percebendo que se a paixão era tanta, talvez o talento estivesse à altura. Fervoroso adepto do Sporting, desejava imitar os seus ídolos de campo e tinha a paixão de jogar futebol profissionalmente embora tivesse passado a sua juventude em outros desportos como o Hóquei em Patins, ténis de mesa ou bilhar enquanto sonhava com outra coisa que amava, o ser um Forcado e participar assim numa Tourada.

A dada altura decidiu fazer testes no Barreirense onde chumbou, e desolado foi até à CUF, onde deslumbrou e foi aceite no mesmo dia, mas devido aos problemas que o clube atravessava na altura do PREC, acabou por ir para o Barreirense, onde explodiu com todo o seu talento de forma profissional. A sua forma física era impressionante, e isso devia-se ao facto de trabalhar na CP, onde tinha que manobrar com uma marreta de 8 quilos entre os treinos de futebol, e assim pouco tempo depois da sua estreia, já tinha os grandes clubes à luta pela sua contratação tendo sido o Benfica o vencedor e levando-o assim para a Luz em 1979

.Carlos Manuel era daqueles jogadores que explodia dentro de campo, tecnicamente quase perfeito e que se entregava de alma e coração ao clube que representava, e provou que, mesmo sendo adepto do Sporting, dava tudo de si para vencer, e foi um dos maiores símbolos do Benfica na década de 80.

Foi campeão por 4 vezes, vencendo cinco taças de Portugal e conseguindo assim também ser convocado regularmente para a selecção Nacional onde marcou presença no Euro de 1984 e marcando o golo que apurava Portugal para o México 86.

Portugal ia a Estugarda, defrontar uma Alemanha que não perdia em casa há 36 anos, Carlos Manuel com um remate potente e certeiro foi o David a derrotar Golias, e conseguindo assim com os seus companheiros uma vitória importante, que apurava assim o nosso País para o Mundial que ia ser bastante polémico. Figura frontal, o jogador dizia sempre o que pensava, o que lhe trouxe bastantes dissabores e dificuldades tanto na selecção (onde foi considerado dos maiores culpados de Saltillo), quer no Benfica onde foi quase escorraçado, e acabou por emigrar para a Suiça onde alinhou por uma temporada no Sion.


Já um jogador nos seus Trinta, voltou a Portugal para representar o clube do seu coração, o Sporting. Foi uma das "unhas" de Jorge Gonçalves e assumiu naturalmente o papel de patrão do meio campo leonino onde jogou durante duas épocas. Esteve assim ainda a bom nível no final dos anos 80, começo dos anos 90, sendo nomeado capitão de equipa por Manuel José e recebendo o prémio Stromp pelo seu desempenho e dedicação ao clube.

Eu gostava bastante de ver ele jogar, foi um dos meus favoritos do plantel do Sporting e gostava da sua forma de estar que dentro quer fora do campo. Lembro-me bem quando saiu do Sporting a reclamar com Raul Águas a dizer que com ele só jogavam os amigos. Pela selecção foi o único a cumprir a promessa de não jogar por Portugal enquanto Silva Resende fosse o responsável da federação, mostrando assim a sua dignidade e palavra mostrando que prezava muito os seus valores e os colocava acima de qualquer questão.

Ainda jogou pelo Boavista e pelo Estoril, enveredando depois numa carreira de treinador que acabou por levar a Alvalade onde não teve uma passagem feliz apesar de ser envolto por grande esperança de todos os adeptos leoninos que viam nele uma boa aposta após a sua época a treinar o Salgueiros.

Um jogador memorável e um dos melhores do futebol Português, exibindo-se sempre a grande nível e marcando muitos golos importantes quer pela selecção quer pelo Benfica ou Sporting.






quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

... dos Bares de sala

quarta-feira, dezembro 04, 2013 0
... dos Bares de sala

A dada altura uma moda percorria o País, todos queriam ter um bar na sua própria sala mesmo que não fossem muito dado a bebidas alcoólicas, era apenas algo que ficava ali num canto da sala mesmo que acabasse por não ser utilizado como bar.

Este tipo de coisa ficava a um canto da sala, umas construções grandes em madeira (Pinho e Mogno ou algo semelhante a estas duas eram as madeiras mais utilizadas) que cobriam assim os 2 cantos da sala com um mini bar composto por umas quantas prateleiras com portas em vidro (onde se deveria colocar as bebidas), um balcão (em forma circular por norma) e os bancos onde os convidados deveriam se sentar.

Conheci algumas pessoas com este tipo de bar, uma tia minha tinha um, e nunca soube de nenhuma delas usar aquilo como bar, de alguém se ter sentado ali e bebido algo, de se servirem de bebidas que ficavam por detrás do balcão e acabava por ser apenas uma peça de decoração como tantas outras na sala. Outras acabavam por desistir e colocavam comida ou outro tipo de coisa por detrás das portas de vidro e a coisa acabava por ficar ali como um mausoléu abandonado ao canto da sala e que tudo evitava olhar para não se lembrarem que tinham construído algo do género na sua sala.

Uma moda que teve o seu apogeu nos anos 80 e foi morrendo lentamente na década de 90. Alguém tinha um bar destes?






segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

... da Autópsia ao Alien

segunda-feira, dezembro 02, 2013 0
... da Autópsia ao Alien

A meio dos anos 90 a RTP decidiu transmitir em horário nobre um vídeo que andava a causar alguma polémica, uma suposta autópsia a um alien que tinha sido feito em Roswell, no Novo México. O canal Estatal chegou a promover um debate e tudo, convidando personalidades e médicos especialistas para analisarem este "documentário".

Ray Santilli era o produtor deste pequeno filme, segundo ele teria sido fornecido por um militar que depois lhe entregou e ele tentou restaurar o máximo possível. Isso servia para "explicar" e má imagem do documentário, cheia de grão e por vezes com imagens pouco distintas, mas o certo é que isso tudo ajudava à coisa e muita gente acreditou naquilo e quem era miúdo na altura ficou deliciado com algo do género.

A FOX foi a primeira estação a transmitir o filme e depois vendeu os direitos a várias estações um pouco por todo o Mundo, a RTP comprou os direitos (talvez na ânsia de se sobrepor às privadas) e deu assim um grande tempo de antena a isto tudo. Lembro-me de ver isto com toda a atenção, de olhar atento para ver se era real ou não e de adorar as reacções do Dr. José Pinto da Costa que se insurgia contra aquilo tudo e com a forma atrapalhada e desastrosa com que os supostos doutores conduziam a autópsia.

Ele começou a desarmar aquilo tudo por ali, ele não queria entrar pelas outras coisas que lhe pareciam absurdas, mas o facto daqueles doutores não se comportarem como verdadeiros profissionais numa sala daquelas não lhe deixava margem para dúvidas acerca da falsidade daquilo. Mas muitos ainda tinham dúvidas, porque para além da autópsia, existiam também uns pequenos artefactos que se diziam ser de origem extraterrestre,

O produtor veio a admitir muitos anos mais tarde, quando produziu uma comédia que goza com esta autópsia, que aquilo foi tudo falso e feito por ele e um artista plástico. Mas ao mesmo tempo veio dizer que realmente recebeu o vídeo de uma autópsia, mas que a filmagem não estava em condições e ele tentou reproduzir ao máximo as coisas.

Se não me engano a RTP para além do debate e do documentário, transmitiu um filme qualquer de Roswell, foi uma noite em cheio para os fãs do género nos quais eu me incluía. Na comédia já foi parodiado por diversas vezes, por cá o Herman não perdeu tempo a brincar com isto e até no Seinfeld isto foi comentado numa discussão entre Kramer e Newman.











domingo, 1 de dezembro de 2013

... do Toki

domingo, dezembro 01, 2013 0
... do Toki

O jogo de que vou falar foi o primeiro jogo que joguei no Mega Drive pós-Sonic (já que esse vinha com a consola), uma prenda de anos da minha Tia e da minha Prima e um dos jogos com o qual mais me diverti a jogar na consola, o Toki.

Este jogo foi um grande sucesso nas máquinas de arcade e na sua versão para o Amiga, mostrando as aventuras de um herói tipo Tarzan chamado Toki (em algumas partes é conhecido como JUJU)que foi transformado num Macaco (ou gorila) por um feiticeiro que queria dominar a terra onde o herói vivia. Felizmente que ele percebeu que ainda mantinha as suas faculdades Mentais e que tinha ainda o bónus de poder lançar bolas de fogo pela boca, usando isso para tentar chegar ao palácio e derrotar esse feiticeiro.

A Sega transformou um pouco o jogo, uns reclamaram outros adoraram, e lançou o Toki going ape spit para o Mega Drive com uns gráficos um pouco melhorados mas sem algumas das coisas que os jogadores estavam habituados no Arcade, como a possibilidade de ter variadas bolas de fogo por exemplo. Mesmo assim podíamos cuspir também chamas ou outro tipo de energia que nos ajudava a passar de nível.

Eu gostava do jogo, só não achava piada a uma personagem que era tipo um macaco mas era muito lento nos seus movimentos, tirando isso gostava de disparar as bolas de fogo, de andar ali a passar de nível tomando sempre atenção quando é que me tinha que baixar ou saltar que nem um maluco. A música do jogo ajudava a que ficássemos viciados no mesmo, e os níveis eram interessantes e bem desenhados (lógico que também tinha um nível aquático, coisa que sempre odiei). Foi um dos jogos Arcade mais interessantes da consola na minha opinião. Quem jogou?





sexta-feira, 29 de novembro de 2013

... de Picotar na escola

sexta-feira, novembro 29, 2013 0
... de Picotar na escola

A escola primária é sempre uma alegria, o estarmos a descobrir coisas novas, o termos novos amigos e o fazermos por vezes coisas divertidas nas aulas, como quando tínhamos que picotar algo.

Era naquela altura em que a Professora mandava fazer trabalhos manuais, algo que gostávamos sempre, já que significava que não íamos estar ali com tabuadas ou a tentar fazer letras bonitas, era o agarrar em tesouras, papel, cola, lápis e divertir-mo-nos a fazer algo criativo.

Só precisávamos de uma esponja, e um instrumento que era basicamente um alfinete, ou algo do género um pouco afiado, que tinha um bom cabo no fim, para agarrarmos e picotarmos como se não houvesse amanhã. Eu gostava disto, de fazer o recorte de algo, do barulho do alfinete no papel (por norma acho que era papel lustro) e na esponja, o poder fazer traquinices com aquilo e ameaçar alguém, tudo servia.

Não sei se ainda se pratica isso, com tantas coisas politicamente correctas e afins podem ter abolido isso, mas quero pensar que sim e que ainda se divertem a valer como eu me divertia com o simples acto de picotar.








... do Palhaço Croquete

sexta-feira, novembro 29, 2013 0
... do Palhaço Croquete

Nunca fui muito fã de Palhaços, mas na década de 80 havia uma dupla que fazia muito sucesso entre a pequenada, o Croquete e o Batatinha. Falarei aqui um pouco da memória que tenho da personagem interpretada por António Assunção.

O palhaço Croquete era o alter ego do actor António Assunção, um profissional do ramo que sempre se sentiu atraído por esta vertente da vida circense e começou a exercer a actividade na década de 70, depois de ter sido convidado por um amigo para fazer uma pequena actuação numa festa num Hotel conhecido de Lisboa. A sua perfomance foi um sucesso, e chamou a atenção de um colega palhaço com o qual viria a formar uma dupla que iria apaixonar Portugal.

António Branco interpretava o palhaço Batatinha, e como tinham a felicidade de viverem na mesma terra (naturais de Cascais), foram afinando as actuações e criando uma cumplicidade que fez a dupla crescer e fazer espectáculos por todo o nosso País. Foram cinco anos de enorme sucesso, com programas regulares na RTP e presenças obrigatórias em toda a festa infantil que quisesse ter sucesso.


Palhaços à solta (1980), Croquete e Batatinha, Férias em Festa ou Circoflê (1983) foram alguns dos programas da dupla que se separou em 1986 para surpresa de todos e enorme desgosto para António Assunção. Nunca se soube bem as razões para esta separação, mas era óbvio de quem tinha partido essa decisão e que se veio a mostrar na carreira meteórica que o Batatinha teve após essa separação.

Croquete esteve mais afastados dos holofotes mas nem por isso da carreira de Palhaço, onde continua a ser um nome respeitado e em actividade (já com mais de 30 anos de carreira) participando em diversas festas e espectáculos quer da sua terra Natal quer em outras localidades onde tenham saudades daquele que nos fez companhia durante tanto tempo.

Editou vários discos e ganhou por isso a alcunha de Palhaço Cantor, tendo também ainda feito algumas pequenas participações como actor em algumas produções da TVI como a novela Doce Fugitiva. Como disse nunca fui fã de palhaços, mas como filho de Cascais, tive em muita festa que tinha o Palhaço Croquete como principal atracção e apesar de não apreciar, não deixo de respeitar todo o seu esforço e profissionalismo.








quinta-feira, 28 de novembro de 2013

... dos Blusões de penas da Duffy

quinta-feira, novembro 28, 2013 0
... dos Blusões de penas da Duffy

O Blusão de penas da Duffy era um dos elementos fundamentais para quem queria estar na moda na década de 80, uma marca nacional que fez com que todos desejassem andar com aquele símbolo ao peito e mais quentinhos no Inverno.

Sempre nos habituámos a vestir casacos, sobretudos ou kispos, por isso o blusão de penas foi quase um verdadeiro acontecimento, a malta nova queria toda andar com um mesmo que isso impossibilitasse haver muito contacto físico com outra pessoa que usasse um também. Sim um abraço entre 2 utilizadores de blusões Duffy era quase impossível por vezes, mas a verdade é que ficávamos quentinhos e na moda e isso era sempre o mais importante.

O esverdeado e o azul eram os modelos mais populares, assim como a possibilidade de tirarmos as mangas e vestirmos um menos "volumoso" mas quentinho na mesma. Isto tudo era feito em Portugal, pela empresa Pato Rico e nos anos 70 e 80 eram um dos campeões de vendas do Centro Comercial Apolo 70 em Lisboa.

Hoje em dia a empresa, entre outras coisas, dedica-se à produção de Edredão e Almofadas (de muito sucesso em Países como França ou Alemanha) sendo que estes blusões são apenas uma recordação de muitos do seu tempo de liceu.









terça-feira, 26 de novembro de 2013

... do Bonanza

terça-feira, novembro 26, 2013 0
... do Bonanza


Volto a abordar aqui no blog, uma daquelas séries que deu pela primeira vez muito antes do "meu tempo", mas que tive a oportunidade de ver e vibrar como os que a viram pela primeira vez, numa das muitas reposições que a RTP fez desta série de Western. O Bonanza tinha tudo para agradar a um miúdo, cowboyada com muita acção e aventura, e também alguma comédia à mistura.

Bonanza foi transmitido pela NBC pela primeira vez em Setembro de 1959, tendo ficado no ar até 1973, num total de 14 temporadas e mais de 400 episódios. A RTP transmitiu pela primeira vez um episódio desta série a 14 de Maio de 1961, e foi um verdadeiro sucesso já que as pessoas só estavam habituadas a ver filmes de Cowboys no cinema, e podiam assim ver regularmente uma boa "cowboyada". Infelizmente não podíamos desfrutar de tudo o que a série oferecia, afinal um dos seus maiores atributos foi o de ser um dos primeiros Western a cores, e a NBC promovia bem isso mostrando as paisagens lindas do Rancho Ponderosa.

A primeira vez que vi a série também foi a Preto e Branco, mas mesmo assim senti-me fascinado com todo aquele mundo e fã de um actor que ia gostar muito de seguir em tudo o que ele protagonizou para a tv, o Michael Landon. Ele era o irmão caçula, o rebelde bonitão da família que se metia algumas vezes em sarilhos e tentava se guiar pelo forte código moral imposto pelo seu Pai e respeitado pelos seus Irmãos.



Lorne Greene tinha a figura imponente necessária para o chefe desta família, e Ben Cartwright era mesmo uma pessoa a respeitar e a tomar em atenção. Ben recordava das suas ex Mulheres com saudades, e tratava todos os irmãos (cada um de uma mãe diferente) da mesma forma. O irmão mais velho do grupo (Adam) era interpretado por Pernell Roberts, uma pessoa serena e culta que tinha cursado arquitectura e chegou a projectar a casa do Rancho Ponderosa. Roberts saiu a dada altura, em desacordo com algumas das decisões na série, e com uma vontade de regressar ao palco.

Hoss era o irmão do meio, um grande bonacheirão que adorava divertir-se e tinha uma visão da vida muito optimista. Interpretado por Dan Blocker, era um dos favoritos de muitos dos que viam a série, sentiam-se atraídos pela sua boa disposição e a sua maneira de ser. Blocker faleceu e foi retirado da série, um rude golpe mas que a produção da série decidiu substituir por completo, matando a sua personagem no ecrã também.

Foi a primeira vez numa série de horário nobre que isso acontecia, por norma costumavam ou colocar outro actor no mesmo papel, ou inventar outro membro da família. Quando Roberts saiu, a produção tentou isso com vários actores (incluindo o Zorro Guy Williams que fez de Primo Cartwright). A série teve alguns problemas de audiências nos seus primeiros anos, quando era transmitida aos Sábados à noite, mas a NBC continuou forte na aposta por ser uma das primeiras séries filmada a cores, e ser rodada num local paradisíaco e cheio de paisagens lindas para o efeito. Quando a série começou a dar ao Domingo à noite, atingiu um grande sucesso e até ao seu final foi sempre uma das séries mais vistas dos Estados Unidos.

Um belo genérico com uma música animada, um elenco que tinha uma grande química e cowboys aos tiros e montados em cavalos, era complicado não gostar de Bonanza, e a série realmente cumpria todos os requisitos para um rapaz ficar fã dela.