Novembro 2012 - Ainda sou do tempo

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

... da Moeda de 20 Escudos

sexta-feira, novembro 30, 2012 3
... da Moeda de 20 Escudos


A moeda de 20 Escudos foi sem sombra de dúvidas uma das moedas que mais me passou pelas mãos, era comum ter sempre alguma moeda ou no bolso ou dentro da carteira.

Era uma das mais usadas para a compra de carteiras de cromos, uma das que mais vinha em alguns trocos e uma das mais usadas na compra de guloseimas. A moeda era de cupro-níquel, e que representava os descobrimentos tanto na face como na parte de trás da moeda. O seu desenho em relevo e dentado era excelente para uma brincadeira comum na década de 80, a de rabiscar uma folha de papel com a moeda por baixo para que o desenho dela ficasse na folha.

A moeda entrou em circulação em 1987 e só saiu em 2002, por isso é normal que tenha sido bastante usada por todos nós e uma das rainhas no Pão por Deus.



quarta-feira, 28 de novembro de 2012

... da Cloche

quarta-feira, novembro 28, 2012 6
... da Cloche


A Cloche era um objecto estranho na cozinha da minha mãe, aquilo parecia-me tão diferente dos tachos e panelas que não conseguia perceber a utilidade daquilo. Mas a Cloche era bastante útil, era nela que a minha mãe fazia bolos com fartura, e que utilizava para assar castanhas que ficavam na perfeição.

A Cloche era um mini forno em aço inox, munido de duas potentes resistências (uma na tampa, e outra na base) e que servia como um forno, dava para fazer assados lá e bolos na perfeição ou então simplesmente para aquecer a comida. Como tanta coisa nos anos 80, a segurança não era a coisa que mais importava aos fabricantes e lembro-me de muita queimadura simplesmente por tocar ao de leve naquilo.

Foi um antepassado dos micro ondas e ainda há pessoas que utilizam isto para fazer algo que não querem fazer no forno, ou no aparelho mais moderno. Não sei se as vantagens de economia eléctrica compensam ou não, mas se formos pelo sabor tenho excelentes lembranças disto e acho que compensa sim a sua utilização.




... do Ecco the Dolphin

quarta-feira, novembro 28, 2012 2
... do Ecco the Dolphin


O jogo Ecco the Dolphin foi um dos mais importantes lançamentos para a consola Mega Drive da Sega. Um jogo de aventura que prometia muito, mas que não agradou a todos e muito por culpa da sua jogabilidade.

O jogo foi editado pela Novotrade International e foi lançado em 1992 para a consola Mega Drive, e as expectativas eram grandes com a revista Inglesa MEGA (da qual eu era fã graças a um amigo que a comprava) a fazer uma grande campanha pelo jogo. O jogo graficamente era agradável, simples mas com cenários coloridos e bonitos enquanto que na parte musical, o jogo também era bem melhor do que muitos feitos para a consola.

O problema era na jogabilidade, não era fácil de perceber o que se tinha que fazer e depois, mesmo quando se percebia, ainda era um pouco complicado de se conseguir fazer o que se pretendia. Tínhamos que ter atenção a que o Golfinho viesse à superfície (ou aproveitasse algum buraco de ar numa caverna) para respirar, e de o fazer "cantar" que permitia falar com outros animais ou interagir com alguns objectos e avançar no nível.

Para atacar era basicamente fazê-lo avançar rapidamente, isto destruía quer os inimigos quer alguns pequenos obstáculos que nos impediam de avançar no jogo. Os inimigos podiam ser simples cavalos marinhos ou polvos gigantes. A história envolvia um golfinho que via todos os seus amigos, e restante vida marinha, desaparecerem via uma tromba de água misteriosa que o fez procurar ajuda de modo a tentar reencontrar os seus amigos. Mais tarde ele percebe que tem que viajar no tempo e ir até a Atlântida e recuperar algo que permitisse resolver esta situação.

Dava para jogar algumas horas com ele, mas era um jogo que não apetecia pegar tantas vezes como em outros jogos da consola.










terça-feira, 27 de novembro de 2012

... do Bem Amado

terça-feira, novembro 27, 2012 0
... do Bem Amado


O Bem Amado é uma das melhores novelas de sempre, foi a primeira Telenovela a cores da Rede Globo e chegou a ter uma "sequela", numa série que manteve o mesmo nível de qualidade da novela.

O Bem Amado foi uma telenovela de Dias Gomes, emitida pela Rede Globo entre Janeiro e Outubro de 1973, e que a RTP 1 transmitiu em horário nobre. No Brasil foi a primeira novela a cores e a primeira a ser emitida no horário das 22 horas, já por Portugal (como ainda eram raros os televisores a cores), muita gente viu a mesma em preto e branco.

A novela era baseada numa peça de teatro do mesmo autor, e teve uma interpretação magistral de Paulo Gracindo que fez na perfeição o papel de Odorico Paraguaçu, um político corrupto e cheio de artimanhas que é também dono de Fazendas e candidato a perfeito de Sucupira. Odorico era demagogo e prometia tudo e mais alguma coisa para garantir a sua eleição, o que fazia com que a maioria dos eleitores o adorasse e em especial as mulheres da vila.

Paulo Gracindo conquistou tudo e todos (pude confirmar isso depois numa repetição no GNT), com um carisma acima da média sendo um verdadeiro político, num discurso cheio de palavras pomposas e uma retórica vazia onde o actor inventava muito do texto que era proferido pelo político. O jeito como Odorico abreviava conversas e raciocínios – “Botando de lado os entretantos e partindo pros finalmentes” –, os eufemismos que usava – “os cachacistas juramentados”, “a imprensa escrita, falada e televisada”, “as donzelas praticantes” –, e os peculiares advérbios que despejava em cada frase – “Deverasmente”, “Pra frentemente!”, “Pra trasmente!” – caíram no gosto popular e entraram para o folclore nacional.



Odorico consegue ser eleito construindo um cemitério (algo que não existia em Sucupira), mas começa a ser alvo de chacota quando ninguém morre para estrear o cemitério e a oposição começa a apoquentar o seu domínio sobre a população. Mesmo assim ele continua com o apoio cego do seu secretário Dirceu Borboleta (Emiliano Queiroz), um gago tímido e com o hábito de coleccionar borboletas, e das irmãs Cajazeiras, três solteironas sexualmente reprimidas que eram beatas mas iam nas cantigas do Odorico e cada uma tinha uma relação às escondidas com ele aliciadas pela promessa de casamento.

O que me lembro mais da novela aquando da sua primeira transmissão, é da personagem Zeca Diabo, interpretado por Lima Duarte, um pistoleiro redimido que volta à sua terra Natal aliciado por Odorico de modo a matar alguém para inaugurar o cemitério. A comédia maior da novela é que todas as tentativas para que alguém morresse saíam sempre frustradas, quer antes da vinda de Zeca Diabo, quer mesmo depois da presença dele na vila.

Começam então a acontecer escândalos que enfraquecem o poder do Odorico sobre a população, como aquele em que ele coloca microfones no confessionário da Igreja para descobrir os segredos dos seus inimigos, mas que acaba com Dirceu Borboleta a descobrir que afinal o filho da irmã Cajazeira com que ia casar era do seu patrão odorico. Dirceu enlouquece e estrangula a mulher, o que leva ao perfeito a perder o apoio das restantes irmãs que levam inclusive o corpo da irmã para ser enterrada noutro local, impedindo assim a inauguração do cemitério.


Odorico decide então contratar Zeca Diabo para que este finja atirar nele e assim parecer que há um atentado à sua vida, e capitalizar isso nas próximas eleições. O problema surge quando Zeca Diabo, que tinha aprendido a ler com uma das irmãs, descobre que tinha sido Odorico o mentor da sua prisão injusta anos atrás e leva este a atirar nele e assim fazer com que finalmente o cemitério de Sucupira seja inaugurado, com o corpo da pessoa que o inaugurou e o mandou construir.

Não sei se foi a novela ou a série que  foi transmitida pela RTP em 1984, mas não prestava muita atenção nela e somente em algumas das personagens, como a do Zeca Diabo a qual eu gostava de imitar correndo no recreio da primária e fazendo parvoíces gritando que era a personagem. Anos mais tarde revi a novela com atenção e percebi o quão boa ela era, mas gostei ainda mais da série que foi feita nos anos 80 e teve durante cinco anos no ar, sendo transmitida cá pelo GNT com bastante sucesso.

A novela foi a primeira a ser exportada pela Rede Globo, o que abriu as portas a algo que começou a ser prática comum na estação, e Portugal foi um desses países que transmitiu depois a Novela.

A novela tinha várias personagens carismáticas, e uma delas era a do Pescador Zelão das asas (Milton Gonçalves), um homem cheio de fé que desde que tinha escapado com vida de um temporal havia jurado um dia voar até às alturas para provar a sua fé.


Zelão tentava cumprir a sua promessa a Bom Jesus dos Navegantes construindo diversas asas de pano, madeira e outros materiais, mas falhando sempre neste intento. Na cena final, Zelão sobe no alto da torre da igreja. A imagem congela e a voz de um narrador diz: “Aqui, a nossa história pára, pois tudo o que sabemos daí em diante é de ouvir contar. Não é que a gente não acredite, pois caso um dia você vá a Sucupira vai ver que lá ninguém duvida.” A cena volta a ganhar movimento. Zelão faz o sinal da cruz e, diante dos rostos pasmos dos moradores de Sucupira, se atira do alto da igreja. Todos murmuram entre si que ele está voando, e uma tomada do alto mostra o ponto de vista de Zelão planando sobre a praça. A voz do narrador, então, retorna: “E Zelão vôou. Se você duvida, é um homem sem fé” .

Uma novela divertida, interessante e bem escrita com um pouco de crítica política e à ditadura militar que só um autor como Dias Gomes conseguia fazer. A sequela foi bem mais leve nisso mas bem divertida e com a ressurreição do Perfeito que voltou assim para o poder e para as irmãs beatas.









segunda-feira, 26 de novembro de 2012

... do Nico d'Obra

segunda-feira, novembro 26, 2012 2
... do Nico d'Obra


Nico D'Obra foi mais uma sitcom protagonizada por Nicolau Breyner e transmitida pela RTP na década de 90. Foi um dos melhores programas deste actor, rodeado por um elenco fantástico e um conjunto de artistas convidados de muita classe numa sitcom que era bem engraçada.

A série foi criada por Mário Zambujal, e transmitida entre 1993 e 1996 com 113 episódios que mostravam as aventuras de 2 casais vizinhos e amigos na cidade de Lisboa. Nicolau Breyner era Nico, um motorista de táxi que fervia em pouca água e tinha sempre umas ideias mirabolantes para um dinheiro fácil muito para desespero de Alice (Ana Zanatti) a sua esposa, mais calma e inteligente que o seu marido.

Nando (Fernando Mendes versão magra) era o melhor amigo de Nico, que ia sempre na conversa dele e nos estratagemas que Nico inventava e depois tinha que ouvir a sua mulher Lila (Rosa do Carmo) que era muito amiga de Alice.



A série era transmitida pelas 22h30, e destacava-se pelo bom humor destes 4 protagonistas que tinham uma química fantástica que ajudava a prender o telespectador ao ecrã. O facto do programa ter convidados como Rui mendes, Sofia Sá da Bandeira, Antonio Cortez entre outros também ajudava à qualidade da série que ainda hoje pode ser vista na RTP Memória.




domingo, 25 de novembro de 2012

... do Roger Ramjet

domingo, novembro 25, 2012 0
... do Roger Ramjet


Roger Ramjet foi mais um daqueles desenhos animados tapa buracos da RTP, e na década de 90 começou a ser um dos que dava em horário nobre, logo depois do Telejornal.

Roger Ramjet foi produzido em 1965, teve 5 temporadas de onde se destacava o bom humor e a animação tosca mas com uma acção frenética que entusiasmava todos os que viam o programa. O desenho animado mostrava as aventuras de um herói patriota e moralista (e não muito inteligente), e de um esquadrão de crianças que o apoiava e que tinha que o salvar em muitas ocasiões. Apesar disso ele era bastante forte, depois de tomar umas pílulas que lhe davam o poder de vinte bombas atómicas por 20 segundos, e distribuía sempre pancada com fartura pelos seus inimigos.

Achava piada a alguns diálogos neste desenho animado, tinha por vezes um humor mais adulto do que a animação dava a indicar, e apesar de ser por vezes muito previsível, o programa divertia bastante e dava para umas boas gargalhadas.










sexta-feira, 23 de novembro de 2012

... do Doogie Howser M.D.

sexta-feira, novembro 23, 2012 1
... do Doogie Howser M.D.


Doogie Howser M.D. foi uma série Norte-Americana que mostrava um jovem prodígio que se tornava médico muito cedo, e que para além dos problemas inerentes a essa profissão, tinha ainda que lidar com os problemas da adolescência.

Doogie Howser (Neil Patrick Harris) era um jovem dotado, aos 9 anos já tinha terminado o liceu e aos 14 obtinha o diploma que o permitia ser médico e a trabalhar num hospital. Para além das dificuldades de se ter que afirmar como médico aos 16 anos, Doogie trabalhava no mesmo hospital que o seu pai o que complicava ainda mais as coisas.

Ao viver com os pais, Doogie tentava ter também uma vida adolescente normal e para isso contava com a ajuda do seu amigo Vinnie Delpino (Max Casella), que o ligava assim a uma vida mais normal e condizente com a sua idade. A particularidade desta amizade era o facto de Vinnie o visitar entrando sempre pela janela, ele subia até ao 1º andar onde vivia Doogie e entrava pela janela de modo a poder estar com o seu amigo.

Outra coisa que me lembro bem da série, era no final de cada episódio Doogie escrever num diário, num computador com algo tipo MS Dos. A série teve 97 episódios e 4 temporadas, transmitidas entre 1987 e 1993, foi emitida pela RTP no começo da década de 90 na RTP 2 e tornou-se também uma série recorrente no programa Agora, escolha. Foi criada por Steven Bochco, que queria mostrar assim a vida de um jovem super inteligente mas sem recorrer à imagem de nerd desengonçado, tão típica naquela década para personagens do género.









... do Turbo Video Driver da Tec Toy

sexta-feira, novembro 23, 2012 2
... do Turbo Video Driver da Tec Toy

Na década de 80 apareciam por vezes aqueles brinquedos que eram apenas sonho de consumo para muita criança, muitos pais não iriam gastar aquele dinheiro todo num brinquedo barulhento, e a criança ficava assim apenas pelo desejo de querer aquele brinquedo que parecia ser fenomenal.

O Turbo Video Driver foi um desses brinquedos, fez muito sucesso no Brasil e algum sucesso em Portugal. A companhia Tec Toy distribui este simulador no Brasil, mas não faço ideia de quem tenha distribuído isto por cá. O brinquedo tinha um visor e um volante e simulava como era a condução de um carro, com as mudanças e pedais necessários para esse efeito.

Lembro-me de jogar isto na casa de um amigo meu e da barulheira desenfreada que aquilo fazia, e de como era pouco visível a imagem no visor, mas era até algo bem divertido para quem gostava ou era fã de carros.








quarta-feira, 21 de novembro de 2012

... do Sporting de Carlos Queirós

quarta-feira, novembro 21, 2012 1
... do Sporting de Carlos Queirós

O começo da década de 90 foi entusiasmante para o adepto do Sporting Clube de Portugal, ano após ano víamos melhorias significativas no plantel, e de 1992 a 1995 acreditámos verdadeiramente que podíamos ser campeões. No liceu nunca a expressão "este ano é que é" era usada com tanta fé, algo que o presidente Sousa Cintra gostava de alimentar, mas que parecia mesmo que podia ser verdade naquelas épocas.

O verão quente de 93 alimentou a esperança do adepto leonino, Sousa Cintra aproveitava a crise do velho rival e ia roubar então Paulo Sousa e Pacheco, falhando apenas na contratação do menino de ouro João Pinto (que iria ser algo fatal no trajecto da equipa). Contratando jogadores como o internacional Croata Vujacic (para colmatar a saída do central Barny apesar de Robson não o ter pedido), e os Guarda Redes do Boavista, Costinha e Lemajic (para o lugar do mítico Ivkovic que tinha saído no final da época anterior), Cintra exigia assim a Bobby Robson a conquista do título que escapava à equipa há mais de uma década. Afinal a estrutura da equipa mantinha-se e nela estavam nomes como Balakov, Cherbakov, Cadete, Valckx e Juskowiak que justificavam um pedido destes por parte do presidente do clube.

A equipa continuava a jogar um bom futebol, atractivo e ao primeiro toque, enquanto que a simpatia do treinador Inglês conquistava tudo e todos com o seu discurso atabalhoado misturando as duas línguas, e mostrando que uma equipa jovem podia dar uma luta feroz em todas as frentes que o clube estivesse. Mas depois de um bom começo de época, bastou a chegada do famigerado Natal (época festiva nada apreciada pelo clube) e as derrotas no campeonato (uma frente ao Porto e outra frente ao Boavista), para além da eliminação da Taça Uefa para trocar o Inglês pelo Professor Carlos Queirós (sonho antigo do Presidente) e que já tinha treinado muitos dos jovens que constituíam o plantel do Sporting.

1993-1994
Nélson, Paulo Sousa, Paulo Torres, Figo, Valckx, Peixe, Balakov,
Cadete, Capucho, Pacheco, Juskowiak, Lemajic (GR), Costinha (GR),
Poejo, Vujacic, Iordanov, Carlos Jorge, Cherbakov, Marinho, Porfirio,
Leal, Filipe, Amaral, Paulo Tomás, Renato

Queirós encontrou uma equipa no 1º lugar do campeonato (empatada com os outros dois grandes), mas em queda anímica que piorava com a troca de treinador, já que o Inglês era muito querido tanto pelos adeptos como pelos jogadores. Aliás isso deu origem a uma tragédia que ensombrou a equipa, o acidente de carro de Cherbakov que vinha do jantar de despedida do seu ex-treinador e que o atirou para uma cadeira de rodas. acabando assim com um jogador muito promissor.

Ele estreou-se a vencer contra o Beira Mar, mas perdeu de seguida contra o Benfica na Luz e empatou as duas partidas seguintes, deixando a equipa e os adeptos um pouco frustrados devido a termos tido um bom início de campeonato que começava assim a ficar em risco para nós. Mas Carlos Queirós também percebia de futebol e conseguiu com que a equipa começasse a jogar um bom futebol, atractivo e de qualidade que levou a termos sete vitórias consecutivas e a começarmos a ser um incómodo para os líderes do campeonato e a levar a entrar em acção as arbitragens manhosas que nos impediam de ir mais além.

Tudo começou contra o União da Madeira, num jogo que terminou empatado a zero e com o Sporting reduzido a oito unidades e situações como aquela em que um jogador do União evita um golo com a mão apesar de não ser guarda redes. Os resultados continuavam a aparecer e a equipa ficava então no 1º lugar empatado com o Benfica e a com 4 pontos de avanço sobre o Porto.


Por isso não foi de estranhar que no jogo das Antas, Fernando Couto e Paulinho Santos tivessem carta branca para agredir e provocar os outros jogadores, e que conseguiram a expulsão de Juskowiak, Peixe e Vujacic, criando assim baixas na equipa para o derby Lisboeta que se avizinhava. A derrota nas Antas por 2-0 deixou a equipa a um ponto do Benfica, e esse jogo seria então decisivo para o campeonato. Na Luz a equipa entrou bem e esteve por duas vezes a ganhar o jogo, mas uma má decisão do Professor (que tirou Paulo Torres e deixou uma clareira naquela ala) aliada a uma grande exibição do João Pinto levou a uma goleada histórica onde o Benfica vence por 3-6 e parte assim rumo à conquista do campeonato.


A equipa descontrolou-se e perdeu logo a seguir na Madeira, acabando em 3º lugar com 51 pontos, a 3 do Campeão, que correspondiam a 23 vitórias, 5 empates, 6 derrotas, 71 golos marcados e 29 sofridos. Na Taça de Portugal a equipa chegou à Final, onde perdeu numa finalíssima (ou seja num segundo encontro) com o FC Porto, que era agora treinado por Bobby Robson, acabando assim mais uma época sem nenhuma conquista, apesar de se poder queixar mais uma vez de alguma perseguição por parte dos árbitros e não só. Convém lembrar que nessa época não deu para contratar Carlos Xavier, Oceano e Yekini devido a um problema com a Ovarense que reclamava pagamentos na contratação de Luis Manuel, e que a Federação tomou partido impedindo assim o clube Leonino de contratar jogadores.

Carlos Queirós é mantido no comando da equipa, e vê o afastamento de alguns jogadores (alguns devido a incompatibilidades com o Professor) colmatado com contratações de qualidade como Oceano, Carlos Xavier, Amuneke, Pedrosa, Sá Pinto, Marco Aurélio, Luís Vasco, Chiquinho Conde e Naybet.

1994-1995
Nélson, Figo, Sá Pinto, Vujacic, Balakov, Costinha, Marco Aurélio,
Naybet, Oceano, Juskowiak, Chiquinho Conde, Peixe, Amunike,
Carlos Xavier, Filipe, Iordanov, Capucho, Nuno Valente, Lemajic (GR),
Valckx, Paulo Torres, Dani, Cadete, Pacheco, Pedrosa, Marinho, Varão
Tr: Carlos Queiroz

A equipa apresentava uma qualidade acima da média, existiam dois jogadores para cada posição que permitiam por vezes apresentar dois Onze diferentes e ambos com alguma qualidade para a luta pelo título. Eu sei porque no Sensible Soccer para a Mega Drive fazia isso constantemente e muito gozo me dava, porque mesmo no banco tinha sempre jogadores com "nome" e que me davam alguma tranquilidade. Os adeptos das outras equipas admitiam isso e olhavam assim com outros olhos para este Sporting, 

Figo e companhia davam um verdadeiro show de bola, e isso ficou provado no jogo para a Taça Uefa contra o Real Madrid, onde a equipa arrasou por completo a equipa de Buyo (que viu várias vezes a bola embater na trave) e perdendo com alguma injustiça, devido à ingenuidade da equipa e ao facto dos avançados serem muito perdulários. No campeonato a equipa foi líder até ao final da primeira volta, mostrando um bom futebol e com resultados completamente esclarecedores do domínio e da qualidade do plantel do clube.

Mas começou a aparecer alguma instabilidade com a complicação na renovação de contrato de Luís Figo (que gera uma novela imensa), e nos conflitos entre o treinador e jogadores como Balakov ou Jorge Cadete. Isso leva a uma mudança nos resultados do campeonato, em especial com uma derrota surpreendente em Alvalade contra o Estrela da Amadora que levou a equipa a cair para o segundo lugar e ficar assim atrás do Porto que seguia a sua campanha para o título com o treinador Bobby Robson à frente da equipa.



O jogo decisivo foi em Alvalade, e mesmo após uma tragédia onde a queda de um varandim provocou a morte de 2 adeptos, o jogo decorreu e acabou com uma derrota por 1-0 permitindo assim a vingança do Inglês sobre Sousa Cintra e Carlos Queirós. Mas para variar houve as famosas histórias que visavam sempre prejudicar o clube Leonino, sendo a maior aquela que levou a que o jogo que acabou com uma vitória de 1-2 do Sporting sobre o Benfica na Luz fosse anulado e repetido, isto porque Caniggia havia sido expulso "injustamente" e na repetição o Benfica venceu por 2-0 naquele que viria a ser um jogo fantasma, já que a vergonha desta decisão foi tão grande que levou à intervenção da FIFA que anulou este segundo jogo.


O Sporting terminou em 2º lugar, o que já não acontecia há dez anos, com 55 pontos, a 7 do Campeão, que correspondiam a 23 vitórias, 9 empates, 2 derrotas, 59 golos marcados e 21 sofridos. Neste caso venceu-se a Taça de Portugal numa vitória sobre o Marítimo por 2-0 com 2 golos de Iordanov, num jogo em que Sousa Cintra participou da festa apesar de já não ser o presidente do clube fazia já uma semana.

Foi o campeonato que mais me custou, tanto pela qualidade do plantel como por ter sido uma das melhores oportunidades nos Dezoito anos do nosso jejum para ganharmos com alguma qualidade e justiça. O Professor nunca foi bem aceite pelos adeptos, e a sua personalidade conflituosa com alguns jogadores não ajudaram a que ele tivesse mais sucesso no clube. Ainda começou a temporada seguinte, mas rapidamente ficou claro que não tinha condições e foi afastado logo no começo.











terça-feira, 20 de novembro de 2012

... da Macarena dos Los Del Rio

terça-feira, novembro 20, 2012 4
... da Macarena dos Los Del Rio

Macarena foi uma das músicas que marcou a década de 90, um sucesso arrasador que combinava uma música de dança com um refrão fácil a uma coreografia ainda mais fácil que conquistava miúdos e graúdos, tornando-se um sucesso de vendas.

Los del Rio são um duo Espanhol que canta música pop Latina e que teve o sucesso à escala mundial com esta música de dança em Espanhol, editada num álbum em 1994 e que se tornou um sucesso nos 2 anos seguintes tocando em todas as discotecas e em todo o lugar que se fosse. É considerada como um dos maiores exemplos de um "One hit wonder" e como um dos maiores sucessos de sempre da música Latina.



Podem-se gabar do feito de ter sido uma das 6 músicas de língua estrangeira que chegou a #1 do top Billboard, e ficou no top 100 por mais de 60 semanas, um dos maiores recordes de sempre. Vendeu mais de 11 Milhões de cópias, tornando 2 artistas desconhecidos em Milionários que continuaram a ter algum sucesso até o final da década com espectáculos um pouco por todo o mundo.

Nunca tive muito problema em gostar, e dançar, estas modas de verão e one hit wonders, mas a verdade é que nunca fui fã desta e sempre me enjoou muito devido ao constante airplay que tinha em todas as rádios e tv's.















... do Lutador (Over the top / Falcão)

terça-feira, novembro 20, 2012 0
... do Lutador (Over the top / Falcão)



O Lutador (Over the top/Falcão- campeão dos campeões) é daqueles filmes que deve o seu sucesso ao facto de ser um filme tipicamente anos 80, e que ganhou sucesso no aluguer de VHS em que todos que viam diziam depois aos amigos para alugar também.

Sylvester Stallone era já um nome grande na década de 80, e por isso era normal que qualquer adolescente alugasse todo o filme dele que surgisse no videoclube do bairro e no final dessa década eu e o meu vizinho decidimos trazer então este filme. Ele não tinha a acção e a pancadaria que estávamos habituados, mas algo nele nos prendia na mesma e nos fazia gostar dele como havíamos gostado do Rambo ou do Cobra.

Stallone protagonizava este filme de 1987, de um camionista que tentava recuperar o seu filho ao mesmo tempo em que competia num campeonato de braço de ferro. Era um drama de acção, um bastante fraco mas que tinha todos os ingredientes necessários, uma discussão familiar, luta pela custódia de uma criança, criança essa que não conhecia o pai e o odiava, montagens musicais com eles a conhecerem-se melhor e uma mudança de sentimento entre pai e filho que dava origem a um final feliz.

Era preciso pouco para nos divertirmos, as cenas do campeonato de braço de ferro são tão emocionantes como ver a programação do myzen.tv, mas na altura sei que vibrei muito com isso como se de um campeonato de artes marciais se tratasse.






sábado, 17 de novembro de 2012

... do Jimbo

sábado, novembro 17, 2012 7
... do Jimbo


Jimbo era um desenho animado tipicamente Britânico, nada de grandes histórias, uma animação simples mas tudo bastante divertido e cativante.

Peter Maddock criou os 25 episódios que foram transmitidos entre 1986 e 1987, os episódios tinham apenas 5 minutos onde o pequeno avião Jimbo entrava em aventuras divertidas com os seus amigos no aeroporto para desespero do seu chefe que gritava o nome dele desde o genérico até ao fim do episódio.

A RTP transmitiu isto na sua versão original e com legendas em Português em 1987, tendo sido repetida várias vezes ao longo dos anos e usada muitas vezes como tapa buracos devido à curta duração dos seus episódios.








sexta-feira, 16 de novembro de 2012

... do Sebastião Come Tudo

sexta-feira, novembro 16, 2012 6
... do Sebastião Come Tudo

Os programas de culinária voltaram a estar na moda nestes últimos anos, mas na década de 80 eles também eram uma parte importante da programação da RTP, chegando a haver aqueles dedicados ao público infantil como era o caso do Sebastião Come Tudo.

Lembro-me de acordar aos Domingos de Manhã e ver este programa, que era apresentado pelo Manuel Luís Goucha e para além das receitas, mostrava o apresentador em amena cavaqueira com um boneco que representava um típico Português. Manuel Luís Goucha já tinha entrado no território das receitas infantis no programa Gostosuras e Travessuras, mas foi em 1986 que ele chegou mais perto desse público que se divertia com as tropelias e respostas do boneco.

O programa tinha convidados, normalmente actores, que interpretavam uma personagem que tivesse a ver com o tema do programa e depois passava-se às receitas que eram simples e que permitam às crianças interagir com o apresentador/cozinheiro e participar também nas receitas. Domingo era dia da carrinha do Padeiro, e lembro-me de estar a ver isto e à espera que a carrinha apitasse para ir buscar o pão e uns bolos ferradura para mim.

O tema do programa é daqueles que ainda hoje está na mente de todos, tinha a letra do José Jorge Letria e música de Tó Serqueira. No caso do boneco era o actor Pedro Wilson que o manipulava e lhe dava voz, e foi um programa que marcou época apesar de não saber quanto tempo ele esteve no ar.


Letra
Sebastião come tudo tudo tudo tudo. 
Sebastião come e sabe o que quer. 
Sebastião não quer ser um barrigudo, 
lava as mãos e come sempre com talher. 
Sebastião come tudo tudo tudo tudo. 
Sebastião come e sabe o que quer. 
Sebastião não quer ser um barrigudo, 
lava as mãos e come sempre com talher. 
Sebastião come tudo tudo tudo tudo. 
Sebastião come tudo tudo tudo tudo. 
Sebastião come tudo tudo tudo tudo. 
Sebastião como tudo tudo tudo tudo. 












quarta-feira, 14 de novembro de 2012

... do Walker, O Ranger do Texas

quarta-feira, novembro 14, 2012 10
... do Walker, O Ranger do Texas


Walker, o Ranger do Texas animou as tardes do fim de semana da SIC em meados da década de 90, afinal tínhamos crescido a ver o actor Chuck Norris em filmes de pancadaria pura e dura, e foi engraçado ver ele no pequeno ecrã e numa toada não tão violenta.

A série teve 8 temporadas, de 1993 até 2001 com cerca de 200 episódios e um filme para Televisão, foi transmitida em mais de 100 países  e foi um sucesso absoluto em muitos deles e tornou-se inclusive um fenómeno de culto, muito devido a algumas situações que roçavam o absurdo e tornavam a série mais divertida do que aquilo que pretendia ser.

Só vi alguns episódios na SIC, onde foi transmitida na sua versão original e com legendas em Português, e não fiquei fã mesmo por causa de algumas dessas situações absurdas (que faziam rir) e no excesso de moral e uma mensagem "católico-republicana" que em plena década de 90 já se tornava um pouco insuportável para aturar.



A série mostrava como o Sargento Cordell Walker (Chuck Norris), um Ranger do Texas que era um ex-Marine e que era um fã das leis do velho Oeste para além de ser um exímio praticante de artes marciais. Aliás isso era utilizado em muitos episódios para ajudar a que os miúdos não entrassem no mundo do crime, e percebessem a moral por detrás desses ensinamentos Orientais.

O elenco fixo tinha ainda Jimmy Trivette (Clarence Gilyard), que era o parceiro de Walker e com uma visão mais moderna sobre os acontecimentos já que era mais novo do que o seu parceiro, havia ainda C.D. Parker (Noble Willingham), um ranger retirado que tomava conta de um bar e dava frequentemente conselhos a Walker devido à sua experiência de vida.

Por fim havia o interesse romântico do protagonista, Alex Cahill (Sheere J. Wilson), a procuradora pública que devido ao seu cargo estava sempre em contacto constante com Walker e que a dada altura chega a casar-se com ele e a ficarem juntos como um casal. Havia de tudo um pouco, desde a caça a criminosos procurados à tentativa de ajudarem uma família em apuros, onde o pai batia constantemente no filho por exemplo.

Conan O'Brien deu outra vida à série quando começou a dar no seu talk show excertos do programa que mostravam o aspecto ridículo que a série por vezes tinha, quer nas cenas impossíveis de acção, quer nas cenas extremamente lamechas. Mas o que se podia esperar numa série onde o genérico era cantado pelo próprio Chuck Norris?
















... do Candeeiro a Petróleo

quarta-feira, novembro 14, 2012 3
... do Candeeiro a Petróleo


Hoje em dia com o preço da electricidade, vê-se o regresso de um artigo que já foi muito importante nas casas Portuguesas, o Candeeiro a Petróleo. Foi um objecto muito importante nas casas Portuguesas, em especial no interior e nas Aldeias, até a década de 70 onde começou a cair em desuso e a perder terreno quer para a electricidade quer para outros meios de iluminação.

A minha avó entrou no Século XXI ainda a usar candeeiros a Petróleo, nunca chegou a ter electricidade, e por ela tudo bem, aquilo até dava um ar acolhedor e calmo quando nos sentávamos todos ali no sofá à conversa, iluminados apenas pela luz desse candeeiro. Mesmo o cheiro que o mesmo emitia não era incomodativo, e a parte mais chata era apenas o cuidado que se tinha que ter ao encher o mesmo com Petróleo para que não se entornasse nada.

Era algo fácil de transportar de divisão para divisão, uma das grandes vantagens deste objecto, e podia-se regular a intensidade da luz mexendo no regulador que puxava para cima ou para baixo a faixa que estava embebida em petróleo e que dava a luz necessária a todos nós. O aparelho em sim chega a ser económico, já que dura muito mais que umas velas (e ilumina mais que elas também), e lembro-me de ir comprar o petróleo à drogaria em períodos de tempo bem espaçados apesar de ser um produto usado todos os dias logo a partir das 18h (horário de inverno).

Tinha um na minha casa, mas só era usado quando faltava a luz mas lembro-me de passar alguns serões a ler apenas com a luz deste candeeiro e de alguma forma aquilo melhorar a experiência toda, e parecer que o livro sabia-me melhor lido daquela forma.





terça-feira, 13 de novembro de 2012

... da Novela Corpo a Corpo

terça-feira, novembro 13, 2012 2
... da Novela Corpo a Corpo


Lembro-me pouco da novela Corpo a Corpo, mas esta ficou para sempre na minha mente pelo pouco que me lembro, que era o facto de uma novela envolver o Diabo. Isto agarrava qualquer criança ao ecrã (mesmo numa altura em que víamos facilmente uma Novela), e punha-nos a falar dela no recreio da escola no dia seguinte.

Corpo a Corpo era mais uma telenovela da Rede Globo, que foi transmitida às 20 horas de 26 de Novembro de 1984 a 21 de Junho de 1985, tendo sido transmitida pela RTP em pleno horário nobre (21h30) na altura que era também transmitido o Mundial do México 86. A novela teve 179 episódios e foi escrita pelo grande Gilberto Braga, tendo António Fagundes e Gloria Menezes como actores principais numa novela onde quem brilhou foi Flávio Galvão, no papel do tal "Diabo".

Teresa (Gloria Menezes) foi apaixonada por Osmar (António Fagundes), um homem bem mais novo e que preferiu se casar com Eloá (Débora Duarte). Anos mais tarde, Teresa vai trabalhar como enfermeira na casa do rico empreiteiro Alfredo Fraga Dantas (Hugo Carvana) e acaba se casando com ele. O casamento de Osmar e Eloá entra em crise quando Eloá tenta sua ascensão profissional, e Teresa volta à cena, preparando uma surpreendente vingança contra Osmar, o homem que a fizera sofrer muito no passado. Ao mesmo tempo, a ambiciosa Eloá conhece o misterioso Raul (Flávio Galvão), homem com quem faz um estranho pacto para atingir o topo. Seria ele o diabo?

Lembro-me bem das cenas onde Flávio Galvão entrava, o seu carisma dominava toda essa cena e aquela aura de mistério em torno dele ser ou não o Diabo dava uma grande força a uma história que de resto parecia-me mais do mesmo e nada de muito especial. Ele aparecia e desaparecia misteriosamente e sinceramente já não me recordo se ele era mesmo algo sobrenatural, ou alguém que usava uma rede de esgotos para aparecer e desaparecer e dar essa aura de mistério à coisa toda.

Em todo o caso lembro-me que o actor era perfeito naquele papel, o melhor dele sem sombra de dúvida, numa novela que logo no genérico falava de pactos com o Diabo e por isso anunciava o que vinha por aí. O actor Marcos Paulo, falecido recentemente, teve aqui também um papel importante com o primeiro casal interacial numa novela.










segunda-feira, 12 de novembro de 2012

... do Willy Fog (A volta ao mundo do Willy Fog)

segunda-feira, novembro 12, 2012 1
... do Willy Fog (A volta ao mundo do Willy Fog)


Willy Fog (A Volta ao mundo do Willy Fog) foi mais um desenho animado vindo da produtora BRB que conquistou a geração de 80 com a sua animação simples, dobragem em Português que criava uma intimidade grande com o público que via o programa e histórias bastantes engraçadas.

Em 1983 foram produzidos 26 episódios de Willy Fog, uma criação de Claudio Biern Boyd que se baseava no livro "A volta ao mundo em 80 dias" de Júlio Verne. A produtora Espanhola BRB  International S.A. uniu-se à Nipónica Nippon Animation para produzir esta série que teve assim realizadores Espanhóis e Japoneses.

Lembro-me de ver isto nos finais de tarde a um dia da semana, numa altura que também davam desenhos animados nesse horário, e de me divertir bastante com aquele genérico em Espanhol e com as vozes em Português de nomes como Irene Cruz (Tico e Romy), António Marques (Willy Fog), António Feio (Repelão), João Lourenço (Dick e Traful) ou João Perry (Buli).

Willy Fog é um abastado inglês que aposta metade da sua fortuna com os seus amigos de um Clube a que pertence, em como é possível dar a volta ao mundo em 80 dias. Isto tudo em 1872 na cidade de Londres, algo que soava completamente louco e impossível de se concretizar.


O pior foi quando um dos membros do Clube, o Sr. Sullivan, decide estragar os planos de Willy Fog e contrata um bandido (o Traful) para seguir Fog e atrapalhar de tal modo a sua viagem de forma a impedir este de fazer a volta ao Mundo. Para além disso, Willy Fog é suspeito de roubar um banco em Londres e acaba por ser seguido durante a sua viagem pelos agentes Dick e Buli. Mas Fog conta com a ajuda dos seus amigos e empregados Repelão e Tico. Fog passa por vários Países como a França, Itália, Japão entre outros países e é na Índia que conhece a princesa Romy que acaba por se tornar mais tarde na sua noiva.

A série estreou em Portugal em Outubro de 1984, dobrada em português com direcção do actor e encenador João Lourenço. A série voltou a repetir mais tarde e durante alguns anos nos dois canais da RTP, divertido diversas gerações com as aventuras e desventuras de mais um grupo de animais antropomórficos em que Fog era um Leão, e muitas das personagens eram outros animais de origem felina.

Gostava do estilo calmo e ponderado de Fog, que ao mesmo tempo era muito corajoso e não se deixava abater pelos obstáculos que lhe surgiam. Depois era sempre divertido ver as tropelias dos seus empregados, que funcionavam ali como alívio cómico e ajudavam a aligeirar a série. Em 1993 foram produzidos mais episódios baseados em outros livros de Verne, mas não tinham o mesmo carisma e encanto desta primeira tentativa.
















sábado, 10 de novembro de 2012

... do Golden Axe

sábado, novembro 10, 2012 3
... do Golden Axe


Golden Axe foi um dos jogos mais míticos para o Mega Drive, e mais um baseado num jogo já lançado para máquinas Arcade e criado pela própria Sega.

Makoto Uchida foi a mente principal no desenvolvimento do jogo, num jogo que era uma mistura de Beat'em up com arcade e desenrolava-se num ambiente medieval, numa terra ao estilo das que conhecíamos dos filmes e livros do Conan. A história mostrava como Death Adder raptava o Rei de Yuria e a sua filha, para além de capturar o machado de ouro da cidade (que tinha poderes místicos) e que pretendia usar ambas as coisas para governar Yuria e todos os seus habitantes.

Aparecem então três guerreiros que pretendem salvar o Rei e vingar as suas perdas pelas mãos de Death Adder, o primeiro era o anão Gilius Thunderhead, que era um anão das minas de Wolud que usava um machado como arma. Gilius Thunderhead tinha perdido o irmão gémeo numa batalha defendendo o lar contra a horda de Death-Adder, e jurou então por tudo que é sagrado unir-se ao irmão derrotando Death-Adder e posteriormente cometendo suicídio. Ao longo da jornada pelo Machado de Ouro, ele consegue controlar a Magia dos Raios em até três níveis de poder de acordo com o número de potes mágicos que apanhar dos anões.

Ele era o guerreiro mais eficiente dos três, apesar da sua magia ser mais fraca que a dos outros dois.


Aparece então o guerreiro Ax Battler, um bárbaro que usava uma espada com perícia e queria vingar a morte da sua mãe, sendo o mais forte do grupo apesar de também não ter a magia muito forte (mesmo assim era superior à de Gillius) e isso era a grande vantagem da guerreira feminina Tyris Flare. Tyris teve os seus pais mortos por Adder e entrou então nesta empreitada para destronar o vilão e vingar a morte dos seus pais.

O jogo chegava a ter pequenas partes em que era apenas duelo contra os vilões do jogo, mas na sua essência era uma espécie de RPG que viciava o pessoal pelas missões apresentadas e pela história do jogo que nos envolvia e nos fazia querer chegar ao fim.

O jogo chegou a ter duas sequelas, e continua até hoje como um dos jogos mais emblemáticos da consola e um que todos recordam na hora em que se começa a falar de jogos do Mega Drive.



sexta-feira, 9 de novembro de 2012

... do Dallas

sexta-feira, novembro 09, 2012 0
... do Dallas

Dallas foi uma soap opera que conquistou o mundo como poucas séries conseguiram, foi um sucesso arrasador que dominou a década de 80 e marcou tudo e todos quer pela história quer pelas roupas e penteados usados pelo elenco do programa.

A CBS transmitiu o programa entre 1978 e 1991 em 14 temporadas com mais de 357 episódios, que mostrava a vida dos membros da família Ewing e das suas disputas constantes com os seus rivais da família Barnes. A série conquistava as pessoas por mostrar personagens cheias de defeitos humanos como a sede pelo poder, a ganância, as constantes intrigas familiares, a constante vontade de vingança eram presentes em quase todos os episódios onde também havia lugar para o romance e os triângulos amorosos.


Jock Ewing (Jim Davis) era o patriarca da família, um grande magnata do petróleo texano que fez fortuna muito cedo na sua vida e nem sempre pelos caminhos mais correctos. Já Digger Barnes (protagonizado por 3 actores diferentes ao bom estilo das soap opera), alcoólico, nunca teve muito sucesso na vida e culpa os Ewing por isso e fez a cabeça de seu filho Cliff (Ken Kercheval), para ajudar ele na sua vingança.

A série começa quando o filho mais novo, Bobby (Patrick Duffy) chega em casa com uma surpresa, ele tinha-se casado com a filha de Barnes, Pamela (Victoria Principal), algo que não caiu bem no resto da família que nunca a aceitou e sempre criou muitas intrigas com ela.

A rica família vive na extensa fazenda Southfork cuja dona é a esposa de Jock, Ellie Ewing (Barbara Bel Geddes), mãe de Bobby, Gary, e J.R. (Larry Hagman).

J.R. era o filho mais velho e tinha um casamento miserável com Sue Ellen (Linda Gray), concentrando as suas energias no negócio da família e na tentativa de acabar com o casamento do seu irmão mais novo.

A rivalidade entre estes dois irmãos era o maior atractivo da série, eles não podiam ser mais diferentes, um era calmo, honesto, trabalhador e carinhoso com todos, o outro era antipático, manipulador e desonesto querendo sempre atingir os seus objectivos sem olhar a fins.

Desde as tentativas para acabar o casamento do irmão, às tentativas para ficar com o lugar de presidente da empresa da família, as duas primeiras temporadas centram-se muito na luta entre estes 2 irmãos. Na fazenda vivia ainda a filha do filho do meio, Lucy (Charlene Tilton), e o capataz  Ray Krebbs (Steve Kanaly) que anos mais tarde veio-se a descobrir que afinal era também um filho Ewing. Quanto às esposas dos 2 Ewing mais novos, elas começaram a dar nas vistas quando eram apanhadas no fogo cruzado desta guerra, quer interna quer externa. Isso veio-se a mostrar quando Sue Ellen se envolver com Cliff Barnes e fica grávida, ficando no ar a dúvida de quem poderia ser o pai.

Mas o mistério que colocou Dallas nas bocas de todo o mundo foi aquele que ocorreu no final da terceira temporada quando vemos JR Ewing ser atingido por dois tiros mas não percebemos quem é que atirou nele. Suspeitos não faltavam, as duas últimas temporadas mostravam falcatruas atrás de falcatruas deste empresário que enganava tudo e todos para conseguir os seus intentos, e por isso a personagem era odiada por todos na série e pelo público cá fora também. O actor chegou a ser agredido na rua por velhotas que odiavam os seus planos e as suas atitudes.

Era muito novo para ligar a este programa quando foi transmitido pela primeira vez na RTP, em pleno horário nobre, mas lembro-me de ter a minha família toda colada ao ecrã e de eu ficar entretido apenas com o genérico que tinha uma música imponente e imagens que mostravam toda a riqueza que aparecia depois na série.

Vi anos mais tarde na SIC Gold e pude confirmar a qualidade da mesma, e a razão pelo sucesso todo que teve já que me viciei também nestas aventuras e nos esquemas diabólicos do vilão do programa.

A série também teve sucesso no Brasil, onde foi transmitida pela Globo durante toda a década de 80 aos Domingos à noite a seguir ao Fantástico. Ao longo dos anos existiram muitas reviravoltas típicas das Soap Operas Norte-Americanas, morriam personagens que entravam e desapareciam em poucos episódios, vários actores interpretavam o papel duma mesma personagem de modo a que esta não seja excluída da série e esquemas mirabolantes para voltar com uma personagem da morte devido ao sucesso que tinha junto do público.

A história mais absurda foi aquela que eliminou por completo uma temporada, quando afirmaram que a mesma tratava-se apenas de um sonho de Pamela, e que afinal o Bobby estava ali vivo a tomar duche com ela. Outros problemas aconteciam com as disputas do elenco com os produtores do programa de modo a terem aumentos de ordenado, e nem sempre isso era resolvido da melhor forma.

Em todo o caso foi um programa que marcou uma década e uma geração e apesar de todas as temporadas não terem o mesmo fôlego e qualidade, as primeiras temporadas são de uma força impressionante e devem ser vistas por todos aqueles que gostam de uma boa história de intriga familiar e de disputas pelo poder.











quinta-feira, 8 de novembro de 2012

... da Formiga Atômica (Atom Ant)

quinta-feira, novembro 08, 2012 0
... da Formiga Atômica (Atom Ant)

A Formiga Atômica (Atom Ant) era mais um desenho animado da dupla Hanna-Barbera, que foi transmitido com sucesso na década de 80 pela RTP tanto na versão original como na versão dobrada em Português do Brasil.

William Hanna e Joseph Barbera criaram este desenho animado de um super-herói em 1965, produzindo apenas 26 episódios mas que marcaram toda uma geração ao longo de várias décadas devido ao desenho ser repetido várias vezes nos mais variados países. Por cá passou em 1984 na RTP 2 na sua versão original e legendada em Português. mas ao longo da década foi usada como tapa buracos na RTP 1 na sua versão em Português do Brasil e na década de 90 ao início da noite, conquistando assim mais uma geração com as aventuras e desventuras desta pequena formiga.

A Formiga Atômica é uma pequena formiga corajosa com grandes super poderes desenvolvidos nos seu laboratório, mas não dispensa o cuidado da sua forma física, o que lhe dá uma força muitíssimo superior ao seu tamanho minúsculo. Além disso, ela possuiu uma criatividade fora de série para resolver as situações mais complicadas, e combater os diversos vilões que enfrenta. Ela tem a sua base num formigueiro próximo da cidade e seus poderes consistem na habilidade de voar, super-velocidade e força descomunal.


Ela é contactada pela polícia para resolver os crimes, sendo algumas missões parodiadas de Batman. A frase de ação da Formiga Atômica "Up and At 'em, Atom Ant!", foi traduzida pela dublagem brasileira para "Lá vai a triônica, Formiga Atômica", que era proferida a cada ataque. Sempre que ela não conseguia ter força suficiente para uma determinada tarefa, ela voltava ao seu formigueiro, levantava os halteres algumas vezes e voltava para completar sua missão.










... do Romário

quinta-feira, novembro 08, 2012 0
... do Romário


Romário de Sousa Faria foi um dos melhores atacantes que eu tive o prazer de ver jogar, marcava golos que se fartava e tinha uma personalidade forte e conflituosa dentro e fora do campo. Foi uma das figuras principais do Dream Team do Barcelona do Cruyff, e um dos pilares da conquista do Mundial de 1994 por parte do Brasil, só isso diz muito da qualidade deste "baixinho" que encantou tudo e todos na década de 90.

Romário nasceu a 29 de Janeiro de 1966 no Rio de Janeiro, e iniciou a carreira no Vasco da Gama em 1985, ganhando logo a atenção de todos quando conseguiu ser vice-artilheiro do campeonato carioca o que levou à assinatura do seu primeiro contrato profissional no Futebol. Fazendo dupla com o jogador Roberto Dinamite, foi bi campeão Carioca pelo Vasco e em ambas as vezes com o Flamengo como adversário e sendo decisivo nesses confrontos marcando um golo histórico num desses confrontos e aos 22 anos já proferia declarações como a de que iria chegar aos mil golos na sua carreira e que podiam anotar e lhe cobrar isso.

Em 1988 é o melhor marcador nos jogos olímpicos de Seul e chama a atenção do PSV Eindhoven que o contrata para a sua equipa principal e bate o recorde de transferências com o clube Holandês a despender 5 Milhões na sua contratação. A sua estreia não podia ser melhor, foi campeão Holandês e o melhor marcador do campeonato, para além de marcar nos dois jogos contra o Real Madrid nos quartos de final da Taça dos Campeões Europeus e ser sempre uma das figuras principais da equipa o que o levou a ser convocado para a selecção Brasileira para o mundial de 1990 que viria a falhar devido a uma lesão no tornozelo.


O baixinho recupera bem da lesão e em 90/91 volta a ser o artilheiro e a ajudar a levar o PSV ao topo da tabela de novo, e isto em conjunto com a sua boa perfomance na Taça dos Campeões Europeus, chama a atenção de Johan Cruyff que pede ao Barcelona para o contratar em 1993 e o levar assim para Espanha onde iria fazer parte de uma Dream Team que iria deslumbrar a Europa.

O saldo da passagem pelo PSV é espantoso, Três campeonatos e duas taças ganhas e 174 golos marcados por um jogador Brasileiro que se estreava num campeonato complicado e prova assim que se adaptou completamente a esse estilo de jogo e ao clima do País. A estreia pelo Barcelona não foi diferente, num clube que ficava assim com quatro estrangeiros (na altura só se podia jogar com três), o rodízio entre vedetas como Hristo Stoichkov, Ronald Koeman e Michael Laudrup (já todos titulares indiscutíveis do clube) seria inevitável e nada do agrado para todas as vedetas envolvidas.

A equipa procurava o Tetracampeonato seguido, e Romário provou logo no clássico contra o rival de Madrid que seria uma pedra fundamental para isso marcando três golos e fazendo a assistência para outros dois, que levava assim o jogo a uma vitória histórica por 5-0.

O Atlético de Madrid também não se livra da fúria do baixinho, marcando três golos em cada um dos encontros e ajudando assim a equipa a conseguir 28 pontos em 30 possíveis e conquistando o campeonato de 93/94 ao Corunha dos compatriotas Bebeto e Mauro Silva.

Na Europa as coisas não correm tão bem, ele não marca tantos golos e não consegue evitar com que a equipa perca a final para a equipa de Milão por uns claros 4-0. Correu-lhe melhor as coisas na selecção onde fez uma dupla demolidora com Bebeto e ajudou o Brasil a sagrar-se Tetra campeão depois de anos sem chegar à vitória final. Sua presença na área era fantástica e conseguia golos em corrida como ninguém, por vezes agarrava na bola no meio campo e só parava quando a colocava dentro da baliza adversária. Era simplesmente fantástico ver este baixinho jogar.

Ganhando amizade com Stoichkov, a dupla começa a fazer estragos também na Europa, em especial num jogo contra o Manchester United, onde levam a equipa a vencer por 4-0 e a esmagar por completo a equipa treinada por Alex Ferguson. Sempre polémico, nas suas épocas em Espanha eram constantes as viagens até ao Brasil, começa a forçar a sua saída do clube para regressar ao Brasil, atraído pela proposta do Flamengo.



Romário volta assim ao Brasil e é na mesma eleito melhor jogador do mundo pela FIFA, chega ao clube em grande numa altura que comemoravam o centenário e polémico como sempre chega ao clube e entra em conflito com Zico, proferindo a frase "eu ganhei uma copa, ele não". Apesar de tudo o regresso não é feliz, e conflitos com o treinador não o deixam ganhar os principais títulos Brasileiros o que faz com que o Flamengo contrate Edmundo para formar com Romário e Sávio "O melhor ataque do mundo".

Não é o suficiente, e o clube acaba por não ganhar nenhum título no seu centenário para grande frustração do baixinho que se vê emprestado por duas vezes ao clube Espanhol Valência, onde nunca vinga devido a desentendimentos constantes com os 2 treinadores que apanhou por lá, acabando assim por voltar sempre ao Flamengo onde continuava a marcar golos, jogar bem mas a não conseguir a conquista de grandes títulos Brasileiros. Foi por cinco anos seguidos o melhor marcador Estadual e quando saiu do clube rubro negro em 1999 ficou na história do mesmo como 3º melhor artilheiro com 204 golos, atrás apenas de Dida e de Zico.


Romário regressa assim ao Vasco da Gama e no primeiro confronto contra o Flamengo, na final de uma copa, marca três golos ajudando assim a uma vitória pro 5x1 mas continuando com as suas polémicas em especial quando faz dupla de novo com Edmundo e afirma que ele é o príncipe e o Edmundo o bobo da corte na equipa.

Os golos continuavam a vir provando que era melhor de pé do que de boca, foi de novo artilheiro do Brasileirão e continua a marcar golos em todas as provas que entra mesmo que não consiga todos os títulos que queria. Apesar dos golos que marcava, o jogador já não tinha aquele brilhantismo em campo de outros tempos mas continuava a surpreender tudo e todos no rumo a que se tinha proposto de chegar aos mil golos na sua carreira. Jogou quase até 2010, passando por clubes como o Fluminense (passando assim pelos 3 clubes grandes Cariocas) e voltando ao Vasco em 2 ocasiões diferentes e viajando até ao distante Qatar, Estados Unidos e Austrália onde jogou e deslumbrou marcando golos e acumulando polémicas.

Mesmo assim continua na minha memória como um dos melhores atacantes de sempre, vi quase todos os jogos dele pelo Barcelona e pelo Brasil em 94 e era impossível não ficar fascinado com a magia que ele mostrava dentro das quatro linhas.








quarta-feira, 7 de novembro de 2012

... do Aeroplano (Airplane!)

quarta-feira, novembro 07, 2012 4
... do Aeroplano (Airplane!)

Adoro filmes com humor non-sense, e Airplane! (Aeroplano em Portugal e Apertem os cintos.. o piloto sumiu! no Brasil) é o melhor filme do género sem sombra de dúvidas. É um festival de gargalhadas do começo ao fim do filme, com uma sequência de cenas hilariantes e um elenco bem divertido.

Em 1980 a dupla de irmãos David e Jerry Zucker, se unem a Jim Abrahams para escreverem e dirigirem um filme que mostraria um grupo peculiar de personagens a bordo de um avião que fica sem piloto e necessita que um ex-piloto cheio de problemas emocionais aterre o aparelho. A Paramount Pictures deu liberdade ao trio e estes não se fizeram rogados, as situações são bem arrojadas e o humor acabou por ser aceite por todos, tornando o filme um sucesso de bilheteira com mais de 83 Milhões de dólares arrecadados apenas na América do Norte.



Ted Striker (Robert Hays) era um ex-combatente de uma guerra (que nunca explicaram qual era), onde apanhou um trauma que o fez ter medo de voar, algo problemático já que é um piloto, e ganhar um "problema com o álcool". Striker tenta reconquistar o seu grande amor, Elaine (Julie Hagerty), que não via desde os tempos na guerra e que a reencontrou agora como assistente de bordo, o que o faz ultrapassar os seus medos e comprar um bilhete para o avião onde ela trabalha. Mas as coisas não correm muito bem, já que ela não se mostra nada interessada em se reconciliar com ele.

De repente muitos dos passageiros ficam doentes após o jantar ter sido servido e é o Dr. Barry Rumack (Leslie Nielsen), que descobre que foi o peixe servido na refeição que está a causar os desmaios. O problema é quando se percebe que o piloto e o co-piloto do avião também ficaram inconscientes, o que deixa o avião sem ninguém para o pilotar e ao contactarem a torre de controle de Chicago numa tentativa de pedir ajuda, recebem instruções do supervisor Steve McCroskey (Lloyd Bridges) para ativar o auto-piloto do avião, um grande bonec0 insuflável chamado "Otto", que os levará até Chicago mas não conseguirá aterrar o avião.


Elaine apercebe-se que Striker era o único piloto a bordo, e como não tinha sucumbido ao envenenamento, tornou-se a única esperança da tripulação para aterrar em segurança. Mas é necessária uma grande conversa com ele, com vários elementos a ajudarem-no a ultrapassar os seus receios e a ganhar a coragem necessária para pilotar o avião.

Adoro os diálogos dos pilotos Clarence Oveur (Peter Graves) e Roger Murdock (Kareem Abdul-Jabbar), assim como as cenas onde Striker contava a sua história aos passageiros que se sentavam ao seu lado e estes matavam-se logo de seguida para não o aturar mais ou as respostas do Doutor que nunca tinham nada a ver com o que falavam com ele.

Continua a ser um dos meus filmes preferidos e uma das melhores comédias de sempre, altamente recomendável para todos aqueles que gostam de bom cinema e de rirem do começo ao fim.