Outubro 2012 - Ainda sou do tempo

terça-feira, 30 de outubro de 2012

... do Comix Zone

terça-feira, outubro 30, 2012 4
... do Comix Zone



Comix Zone era um jogo bastante original, e um que apelava aos fãs de comics como eu com os seus painéis de jogo como se fosse uma história aos quadradinhos, e um estilo de jogo animado e cheio de acção como qualquer bom comic book.

O jogo saiu em 1995 e era mais um jogo de plataforma estilo arcade para o Mega Drive, criado pela própria Sega, e que mostrava as aventuras de Sketch Turner, um artista que fazia BD's e que era também uma estrela de rock. O jogo teve o design concebido por artistas do meio dos comics, de modo a mostrar fielmente essa forma de arte para todos os que eram conhecedores da mesma e ter o jogo o mais fiel possível a uma HQ.

Enquanto trabalhava no seu comic, um raio atinge uma página da BD e fazendo com que o principal vilão da história dele ganhasse vida e saltasse para a realidade. O vilão vendo que não tinha poderes nenhuns no nosso mundo, envia Sketch para dentro do comic e tenta o matar desenhando inimigos e situações complicadas.



O jogo tinha uns gráficos interessantes muita cor e efeitos especiais quanto baste para que ficássemos a jogar aquilo convencidos que estávamos a viver uma aventura num livro de banda desenhada. Tínhamos algumas armas, e conseguíamos lutar de uma forma fluída e interessante o que tornava o jogo bastante viciante. Foi sem sombra de dúvidas um dos jogos mais interessantes para a Sega Mega Drive.






segunda-feira, 29 de outubro de 2012

... da Corrida Maluca / Corrida mais Louca do Mundo (Wacky Races)

segunda-feira, outubro 29, 2012 7
... da Corrida Maluca / Corrida mais Louca do Mundo (Wacky Races)


O desenho animado Corrida Maluca (Brasil) ou A Corrida mais Louca do Mundo (Portugal) ou Wacky Races (Original) foi um dos melhores produtos dos estúdios Hanna-Barbera, com um grande sentido de humor e personagens muito carismáticas.

William Hanna e Joseph Barbera se basearam no filme de Blake Edwards, "The Great Race", para criarem este desenho animado onde um grupo de personagens diferentes competia para vencerem cada etapa numa corrida onde tudo era permitido, e onde uma dupla se destacava, a do Dick Detestável (ou Vigarista no Brasil) e o seu cão Mutley (conhecido pela sua risada) que faziam todo o tipo de trafulhices para vencerem uma corrida.

Lembro-me bem de rir com as aventuras destes dois e ainda mais quando numa corrida eles decidem ser honestos e quase que vencem essa prova. Outros dos meus favoritos era o carro com o Urso e o do inventor. A série foi transmitida em Portugal pela RTP em 1985 na sua versão original legendada em Português, sendo que mais tarde foi transmitida também a versão dublada em Português do Brasil, ambas com bastante sucesso no nosso País devido também ao carisma dessas duas personagens sacanas mas divertidas.

Foram produzidas duas séries entre Setembro de 1968 e Setembro de 1970, resultando em 34 episódios que já foram editados em dvd para todos podermos ver e nos rirmos com as aventuras destes corredores malucos.




Personagens

Carro 00: A Máquina Malvada (em Portugal), ou Máquina do Mal (no Brasil) era pilotada por Dick Detestável (em Portugal), Dick Vigarista (no Brasil), e por Muttley (algumas vezes erroneamente chamado de Rabugento, no Brasil), seu companheiro canino, , que tentam vencer fazendo todo tipo de trapaças, sem nenhum êxito. Alguns anos mais tarde, a dupla teve direito a um desenho animado solo, chamado Dastardly & Muttley In Their Flying Machines.

Carro 1: O Pedramóbil (em Portugal) / Carro de Pedra (no Brasil) era pilotado pelos Irmãos Rocha, dois homens das cavernas, num carro de pedra que lembra alguns carros da série Flintstones. O design dos irmãos foi refeito anos mais tarde e deu origem ao Capitão Caverna (Captain Caveman, em inglês).

Carro 2: O Coupé Assombrado (em Portugal) ou Cupê Mal-Assombrado (no Brasil), pilotado pelos Gruesome Twosome (em Portugal) ou Irmãos Pavor (no Brasil), era um carro cercado de fantasmas que parecia a junção de um carro antigo com uma torre de um castelo da Transilvânia, que oculta no seu interior um dragão, uma serpente marinha, uma bruxa, entre muitas outras criaturas.

Carro 3: O Carro Conversível (em Portugal) ou Carro Cheio-de-Truques (no Brasil), era pilotado pelo Professor Aéreo (no Brasil) / Professor Patente (em Portugal), um cientista louco mas com um grande senso de humor. Era visto como rival de Dick Vigarista, pois o seu carro possuía sempre uma invenção que permitia parar as armadilhas feitas por Dick, e algumas vezes dava para chegar em primeiro lugar.

Carro 4: A Lata Escarlate (em Portugal) / Lata Voadora (no Brasil) era um carro-avião vermelho, pilotado pelo Barão Vermelho (no Brasil) / Max Vermelho (em Portugal), o qual era baseado no famoso aviador. O nome Barão Vermelho deu origem ao nome da banda brasileira Barão Vermelho.



Carro 5: O Gato Compacto (em Portugal), Carrinho para Frente no Brasil, era um carro guiado por Penélope Pitstop (em Portugal), Penélope Charmosa no Brasil. Era um carro rosa com linhas femininas, que possuía várias engenhocas que ajudavam Penélope a manter-se bonita durante as corridas. Assim como Dick Vigarista e Muttley, Penélope teve direito a um desenho animado solo, The Perils of Penelope Pitstop.

Carro 6: O Carro Tanque, um carro híbrido, era a junção de um tanque e de um jipe pilotado pelo Sargento Bombarda e pelo Soldado Meekley.

Carro 7: O Bomba Bala (em Portugal) ou Carro-à-Prova de Balas (no Brasil), era conduzido pela Quadrilha Maravilha (em Portugal), Quadrilha de Morte no Brasil, um grupo de simpáticos gangsters. Participaram mais tarde no desenho animado The Perils of Penelope Pitstop, onde Penélope foi a estrela principal.

Carro 8: A Carroça Alentejana (em Portugal) / Carroça a Vapor (no Brasil) era conduzida pelo agricultor Tio Tomás e pelo covarde urso Chorão (no Brasil) / Piurço (em Portugal). Estes personagens foram baseados na Família Buscapé.

Carro 9: O Turbo Terrífico (em Portugal) ou Carrão Aerodinamico (no Brasil) era um dragster pilotado por Pedro Perfeito (em Portugal) /Peter Perfeito (no Brasil), um perfeito cavalheiro. Porém o seu carro passava a vida a desfazer-se, obrigando Peter a repará-lo constantemente embora, de vez em quando, conseguisse safar-se de algumas situações bastante bizarras devido ao desenho do seu carro.

Carro 10: O Serromóvel (em Portugal) / Carro-Tronco (no Brasil) era um carro de madeira com rodas que eram serras, pilotado por Rufus Lenhador e pelo seu escudeiro, o castor Serra-Dentuças (em Portugal) / Dentes-de-Serra (no Brasil).





Vitórias

Dick Vigarista: Nenhuma. Ele chega a vencer a corrida da Cidade Fantasma, mas é desclassificado pelos juízes por ter trapaceado na chegada; e tem a corrida de Washington ganha na reta final, mas abre mão da vitória só para "dar um autógrafo" para Muttley.

Irmãos Rocha: 3 (Idaho 2, Baja-Ha-Ha e A toda Velocidade).
Coupé Assombrado: 3 (Wyoming, Road Island e Racine Carlsbad).
Professor Aéreo: 3 (Missouri, Texas e Uni-duni-tê).
Barão Vermelho: 3 (Arkansas, Altos e Baixos e Pólo Norte).
Penélope Charmosa: 4 (Cidade Fantasma, Alabama, Pensilvânia, Chillicothe).
Carro Tanque: 3 (Gorila, Chillicothe e Idaho).
Quadrilha de Morte: 4 (Virgínia, Dakota, Raleigh e Hackensack).
Carroça a Vapor: 5 (Yellow Rock, Pântano, Carlsbad, Dellaware e Hollywood).
Carrão Aerodinamico: 4 (Mississipi, Washington, Deserto e Flórida).
Carro Tronco: 3 (Bem no Coração, Estrada Não Era Essa e Vale Tudo).



Pódios

A Máquina do Mal/Dick Vigarista e Mutley: Nenhum.
Carro Pedra/Irmãos Rocha: 13.
Coupé Mal-Assombrado/Irmãos Pavor: 13.
Carro de Mil e Uma Utilidades/Professor Aéreo: 13.
Carro Tronco/Rufus Lenhador e Dente de Serra: 13.
Carro à Prova de Balas/Quadrilha da Morte: 12.
Carrinho Para Frente/Penélope Charmosa: 11.
Carro da Primeira Guerra/Barão Vermelho: 10.
Carroça a Vapor/Tio Tomás e Chorão: 9.
Carrão Aerodinamico/Peter Perfeito: 8.
Carro Tanque/Sargento Bombarda e Ajudante: 4.





... Cegos, Surdos e Loucos (See No Evil, Hear no Evil)

segunda-feira, outubro 29, 2012 0
... Cegos, Surdos e Loucos (See No Evil, Hear no Evil)


Nos anos 80 apareceram umas quantas comédias que tinham conceitos muito estúpidos e situações ainda mais estúpidas, mas que nos divertiam imenso. Cegos, Surdos e Loucos fazia parte dessas comédias que eram os restos da comédia Slapstick, onde se privilegia a comédia física e conceitos ridículos que tinham feito sucesso em filmes como os dos Três Estarolas.

Uma dupla se destacou neste tipo de filmes, Richard Pryor e Gene Wilder que tiveram uma série de filmes (uns com sucesso outros não) onde o riso era uma presença constante, mesmo que por vezes seja um pouco forçado. Cegos, Surdos e Loucos (See No Evil, Hear no Evil), foi um desses filmes e que teve uma recepção mista, o argumento era um pouco sem sal e bem idiota, mas as actuações de Wilder, Pryor e Kevin Spacey chamavam a atenção de todos e contribuíam em muito para as gargalhadas que dávamos a ver este filme.

O filme mostra como um dono de uma banca de jornais, Dave Lyons (Gene Wilder), que é surdo, dá um emprego para Wallace "Wally" Karue (Richard Pryor), que é cego. Perto da banca há um assassinato cometido por Eve (Joan Severance), uma matadora profissional, que não consegue evitar que a vítima se livrasse de uma aparente moeda (na verdade um supercondutor de energia) misturando com outras moedas, que haviam na banca. Wally ouviu um tiro e Dave só viu as pernas de Eve, mas quando a polícia chega os dois são presos como suspeitos. Como Eve e seu cúmplice inglês, Kirgo (Kevin Spacey), não encontram na valise da vítima o material "encomendado" pelo mandante, Sutherland (Anthony Zerbe), se passam por advogados que querem libertar os acusados, pois têm certeza que a "moeda" está com eles. Mas Wally e Dave fogem e são perseguidos, pela polícia e pelos bandidos.

Há pouco tempo estive a rever o filme, e ainda consegui rir-me um pouco com algumas situações (em especial quando eles estão numa delegacia) mas o filme tem um grave problema, é muito longo. As comédias na altura nem sempre se preocupavam com a rapidez do filme, e esta exagera um pouco nisso já que se prolonga muito no plot da moeda e pouco nas peripécias de 2 pessoas tão absurdas como eram as personagens de Wilder e Pryor.







sábado, 27 de outubro de 2012

... da Roxana Banana (Going Bananas)

sábado, outubro 27, 2012 4
... da Roxana Banana (Going Bananas)

Roxana Banana (Going Bananas) foi uma série que apanhei uma vez na RTP 1 de manhã, em que estava doente e não fui à escola, e que me parti a rir a ver aquilo tal a maluqueira da série.

Não há muita informação desta série na Internet, o que é estranho já que esta pelos vistos teve 10 anos no ar na NBC (de 1984 a 1994), e percebi apenas que é uma série do estúdio Hanna-Barbera (mais conhecido pelas suas animações) e que era uma série que mostrava um macaco com super poderes.

A família Cole adoptou a Roxana Banana, uma macaca que tinha escapado do Zoo e que um dia recebeu super poderes de uma misteriosa nave espacial. A série depois mostrava como dois bandidos queriam raptar o animal para o usar em seu proveito, e as peripécias que aconteciam lá por casa devido a terem um animal tão peculiar.

Lembro-me da série vagamente, mas o pouco que me lembro ainda me faz rir, gostava de rever só por curiosidade. Alguém mais se lembra?




sexta-feira, 26 de outubro de 2012

... dos Biskitts

sexta-feira, outubro 26, 2012 0
... dos Biskitts

The Biskitts não é das criações mais populares do estúdio Hanna-Barbera, teve apenas uma temporada, mas eu até me divertia com as aventuras destes cães em roupas medievais que deram durante vários anos na RTP.

O programa foi criado em 1983 para a CBS e contava a história de um grupo de cães antropomórficos vestidos com roupas medievais, que eram fiéis a um Rei já falecido e protegiam o tesouro do maligno Rei Max enquanto ajudavam os habitantes da pequena ilha onde viviam. A animação era um pouco mais bem trabalhada que outras produções da Hanna-Barbera, e o ar medieval era bem transmitido através das imagens mais escuras e o recurso a castelos e cavernas para acentuar mais esse período de grandes confusões.

O grupo de cães tinha membros com personalidades bastante diferentes, desde o covarde ao egoísta ganancioso, desde o corajoso líder ao jovem entusiasmado, todos eles se uniam em aventuras divertidas e por vezes bastante emocionantes. Não vejo isto há décadas, mas lembro-me que os episódios eram sempre bem movimentados e por isso prendia-me ao ecrã do começo ao fim. Isto foi transmitido por cá na sua versão original e com legendas em Português, lembro-me de ver tanto ao Sábado de manhã como a dias de semana a tarde durante o período 1984-1986.








quarta-feira, 24 de outubro de 2012

... dos Bonecos Marvel da Disvenda e da Gulliver

quarta-feira, outubro 24, 2012 7
... dos Bonecos Marvel da Disvenda e da Gulliver


Ainda sou do tempo em que não havia muita variedade de merchandising relacionada com Super-Heróis, por vezes eram só os livros ou a ocasional colecção de cromos ou calendários, e quando aparecia algo novo era normal que as crianças ficassem doidas com esse brinquedo. Era o caso dos bonecos em PVC da Disvenda, ou os da Gulliver no Brasil, simples bonecos estáticos presos numa base mas que nos divertiam imenso e com os quais fingíamos ter grandes aventuras.

No blog http://geracaoheidi.blogspot.pt tive a oportunidade de ver fotos desses bonecos (dos quais cheguei a ter um Homem-Aranha e um Hulk), segundo a publicidade que saiu numa caderneta do Homem-Aranha, eram 20 bonecos (pintados de uma forma bem irregular por vezes) que nos deixavam extasiados com o facto de termos ali os nossos heróis para podermos brincar. Isto tudo foi lançado na década de 70 e ainda havia alguns na década de 80 para o nosso divertimento.

No Brasil havia umas edições do género (dos quais chegaram alguns a Portugal já que tive um Capitão América daqueles) lançados pela Gulliver e que tinham um pouco mais de qualidade do que aqueles da Disvenda. Mas o conceito era o mesmo, um boneco estático numa posição de ataque e colocado numa prancha para ficar em demonstração numa estante qualquer.

Logicamente que muitos de nós brincávamos na mesma com eles, apesar de o único que dava para brincar a sério era o Surfista Prateado (já que era habitual ele estar numa prancha),

A cor nos bonecos da Gulliver eram mais brilhantes, e alguns deles eram iguais aos da Disvenda, enquanto que outros eram personagens diferentes numa colecção e noutra apesar da pose ser a mesma e perceber-se que o molde do boneco também. São bonecos raros hoje em dia, e que atingem bons preços em sites de leilões por pessoas que querem assim recordar um pouco melhor a sua infância. Eu gosto bastante destes bonecos e tenho uma boa lembrança deles, mesmo aqueles da Disvenda que pareciam pintados por crianças de 5 anos.






segunda-feira, 22 de outubro de 2012

... dos Police

segunda-feira, outubro 22, 2012 3
... dos Police

The Police foi uma banda de sucesso dos anos 80 constituída por Sting (Vocalista e Baixo), Stewart Copeland (Bateria) e Andy Summers (Guitarra), que dominaram os tops da Europa e conquistaram o mundo com o seu som que mesclava o Rock, o Punk, o Reggae e o Jazz.

Tive a felicidade de os poder ver e ouvir ao vivo, no concerto de 25 de Setembro de 2007 no Estádio Nacional, num concerto memorável onde deu para perceber o porquê de todo o seu sucesso e o porquê de gostar tanto deles. Foi o Americano Copeland que fundou a banda em 1977 e após uma primeira formação com o Britânico Sting e outro elemento, a formação final foi estabelecida com o também Britânico Summers (ex guitarrista de Animals) e em 79 conheceram o sucesso com o single Roxanne que foi ouvido por todo o Reino Unido e começou a expandir-se um pouco por toda a Europa.


Passado um ano e já eram uma das bandas com maior sucesso na Europa, com o lançamento do álbum Regatta de Blanc e os singles Walking in the Moon e Message in a bottle que levou o disco a conseguir o primeiro lugar do top Britânico por mais de um mês.


Não são todas as bandas que conseguem um single de sucesso em todos os discos que lançam, mas os Police conseguiam ter mais que um single de sucesso em todos os discos lançados como aconteceu no seu terceiro álbum Zenyatta Mondatta, que teve os singles Don't Stand so close to me e De Do Do Do, De Da Da Da que ajudaram a banda a chegar ao top 10 dos Estados Unidos e ganhar 2 Grammys, para além de ser um sucesso de crítica e com o público.


A Tour Ghost in the Machine em 1982, foi uma das tours de maior sucesso da Europa e ajudou a promover os novos álbuns que para variar tinham alguns singles de grande sucesso, como Every Little Thing She Does is Magic e Spirtis in the Material World. Essa tour ajudou também Sting a começar a ganhar grande destaque e começar a dedicar-se a uma carreira a solo, algo que ajudava a contribuir para alguma instabilidade na banda.


O seu último álbum de estúdio, Synchronicity, foi um grande canto do cisne com mais uns singles de sucesso e sendo nomeado para Grammy de melhor álbum (perdeu para o Thriller de Michael Jackson) e ganhou o de melhor canção com Every Breath You Take que venceu a Billie Jean e ajudou a que o disco fosse um sucesso absoluto e desse origem a uma tour de sucesso. Infelizmente foi mesmo o último álbum já que Sting decidiu dedicar-se à sua carreira a solo, e depois de uns concertos nos Estados Unidos, a banda entrou numa paragem que acabou por ser definitiva, já que numa reunião que tiveram para gravar um álbum percebeu-se que já não havia mais vontade de Sting continuar a escrever para a banda.



Ainda hoje continuo a gostar muito das músicas da banda, são alegres, têm um ritmo agradável e mexido e umas letras animadas que deixam qualquer um que aprecia boa música satisfeito.








domingo, 21 de outubro de 2012

... do Freakazoid

domingo, outubro 21, 2012 0
... do Freakazoid

Era um grande fã do Freakazoid!, um dos desenhos animados mais surreais do Cartoon Network e um dos mais divertidos que por lá passava. Já era adolescente mas vibrava muito com o humor deste programa, até porque era um pouco mais adulto do que o habitual, e com o humor non-sense sempre presente neste desenho animado. Foi transmitido em Portugal na sua versão original no canal por cabo e no Brasil teve direito a uma versão dobrada em Português do Brasil que ajudou a ter algum sucesso nesse país.

Freakazoid! foi uma produção de Steven Spielberg, Bruce Timm e Paul Dini para a programação infantil de WB! ,de Setembro de 1995 até Junho de 1997, com duas temporadas de 24 episódios que relatava as aventuras de um super herói maníaco que era muito maluco e tinha super vilões ainda mais malucos. A equipa de escritores de Animaniacs, com Tom Ruegger à cabeça, transformou este desenho animado numa comédia disparatada com muito humor físico, referências à cultura pop e cenas estapafúrdias que ajudaram a série a ter algum sucesso.

Gostava dos conceitos parvos como o Relaxo-o-vision ou Scream-o-vision onde mostravam imagens de filmes de imagem real (um pouco como Family Guy chegou a fazer mais tarde), ou as personalidades famosas que parodiavam. Conceitos parvos como uma espécie de Batcaverna com um mordomo mudo ajudavam a que não levássemos a série a sério, como Bruce Timm queria no início, e os seus super-poderes não serviam de nada devido à sua insanidade e este distrair-se com qualquer coisa absurda enquanto combatia um crime.

É mais um dos bons desenhos animados da década de 90, onde uma animação diferente da habitual nos mostrava bons argumentos com uma comédia invulgar e nos prendia com a loucura que era apresentada no programa.






sexta-feira, 19 de outubro de 2012

... da Fame

sexta-feira, outubro 19, 2012 2
... da Fame


Muito antes de Glee, já existia uma série de sucesso que mostrava um grupo de jovens deslocados a tentarem a sua sorte no mundo artístico, a série Fame. A série derivou do filme de sucesso com o mesmo nome de 1980, estreou em 1982 e esteve na Televisão até 1987 num total de 6 temporadas.

A série foi transmitida pela RTP 1 durante a década de 80, uma dessas vezes era durante a tarde dos dias de semana e foi essa que vi com mais atenção (talvez por 1986), apesar de ter sido uma série que nunca me seduziu muito. A série estreou na NBC em 1982 e apesar de ter boas críticas, nunca foi um grande sucesso de audiências e o canal cancelou-a depois de duas temporadas. Foi preciso o canal de cabo MGM comprar os direitos da mesma para a transmitir e a renovar por mais 4 temporadas para que esta tivesse mais episódios e conseguisse assim chegar aos 136 episódios transmitidos.


A série tinha 4 personagens que transitavam do filme, curiosamente as com mais carisma e mais interessantes, e era estas que me atraíam na série com os seus problemas e as situações onde os 4 se envolviam.

Bruno Martelli (Lee Curreri), era o jovem pianista talentoso que era bastante tímido e introvertido, enquanto que Leroy Johnson (Gene Anthony Ray) era o oposto, um dançarino extrovertido que dizia tudo o que pensava e que vinha duma vizinhança complicada.

As outras 2 personagens faziam parte do grupo de professores, o simpático Benjamin Shorofsky (Albert Hague) um avô que todos queriam ter e a instrutora de dança Lydia Grant (Debbie Allen) dura mas justa.

A música do genérico era a mesma do filme, cantada por pessoas diferentes, o que garantia o sucesso logo da série já que tudo identificava rapidamente o tema, para além de ser muito fácil de ficar no ouvido. A série tinha os típicos ingredientes de uma série juvenil, problemas amorosos, amizades que se faziam e desfaziam rapidamente, problemas na escola, etc, etc.

Lembro-me apenas que cansava um pouco alguns temas abordados na série, e pelo excesso de cantoria e dança numa altura que isso não interessava muito para a coisa.








quinta-feira, 18 de outubro de 2012

... da Novela Vamp

quinta-feira, outubro 18, 2012 3
... da Novela Vamp



Vamp foi uma novela que, apesar de ter sido transmitida na RTP 2, foi um sucesso completo em Portugal, já que conseguiu conquistar o público adolescente que já não estava muito interessado em novelas.

Vamp é mais uma produção da Rede Globo (de Antonio Calmon), que foi transmitida no horário das 19 horas entre 15 de Julho de 1991 e 8 de Fevereiro de 1992, num total de 179 episódios. A RTP deu 130 episódios  no seu segundo canal, e num horário pouco habitual, as 18 horas.


Em Armação dos Anjos, litoral do estado do Rio de Janeiro, o capitão reformado Jonas Rocha (Reginaldo Faria), viúvo com seis filhos, casa-se com a historiadora Carmem Maura (Joana Fomm), também viúva e com seis filhos. Eles vivem problemas inéditos, para além daqueles comuns a uma família numerosa, ao entrar em contacto com os vampiros que assolam a cidade após a chegada da famosa cantora Natasha (Claudia Ohana), para a gravação de um clipe.

Natasha, uma cantora de rock, vendeu sua alma ao terrível conde Vladymir Polanski (Ney Latorraca), chefe dos vampiros, para brilhar na carreira. Mas ele descobre que em encarnações passadas ela era Eugênia, o seu amor, que preferiu ficar com Rocha, a outra vida do capitão Jonas. O conde passa então a perseguir Natasha e a família do capitão, inclusive usando de seus poderes para envolver Carmem Maura.

Natasha, por sua vez, quer destruir Vlad para se livrar da sua maldição. A única arma de que dispõe para isso, é a Cruz de São Sebastião, que está escondida em algum lugar em Armação dos Anjos. A cruz deve ser manejada por um homem chamado "Rocha". O herói é portanto o capitão Jonas.

Também está em Armação o bandido Jurandir (Nuno Leal Maia), fugindo de Cachorrão (Paulo Gracindo), um líder de marginais que Jurandir assaltou por engano. Na cidade, ele se esconde nas vestes de um padre, fica amigo da garotada e recebe o apelido de "Padre Garotão". A batina, no entanto, não é tropeço para seu louco namoro com Marina, a protegida de Cachorrão.

Ohana está muito bem nesta novela, mas o que eu gostava mais era de ver o actor Otávio Augusto, que dava vida a um Vampiro frouxo só com um dente. Eram muito engraçadas as suas cenas dele, especialmente quando estava ao lado da actriz com quem ele fazia par amoroso. Lembro-me que havia muitos no Liceu a comentar esta novela, que nos conquistava com o seu tema sobrenatural, mas sobretudo por ter muita comédia à mistura.













... das Aventuras Fantásticas

quinta-feira, outubro 18, 2012 5
... das Aventuras Fantásticas

Steve Jackson e Ian Livingstone tiveram a brilhante ideia de criar um livro-jogo após o lançamento de Dungeons & Dragons, e na década de 80 a colecção Aventuras Fantásticas foi um sucesso no Brasil e em Portugal.

Em Agosto de 1982 saiu o primeiro livro, O Feiticeiro da Montanha de Fogo, que vendeu as 20 mil cópias em apenas algumas semanas. Seguiu-se um dos meus favoritos, A Cidadela do Caos, e durante treze anos foram publicados cerca de 60 livros que venderam mais de 15 Milhões de cópias e tiveram outros autores para além dos dois fundadores.

A estrutura do livro era do género "escolhe uma aventura", o leitor era a personagem principal do livro, até que a dada altura nos era dado a escolha para onde queríamos que o rumo da história fosse. Do género "estou perante um rio, se deseja atravessar a margem vá para a página 75, se deseja dar a volta ao rio vá para a página 22", para além disso tínhamos páginas onde se apontava os pontos fortes e fracos da nossa personagem (como num jogo RPG) e tínhamos que decidir umas lutas com o lançamento de dados.

Os livros vinham com umas belas ilustrações, elas conseguiam nos transportar para o espírito do livro e fazer-nos ficar ainda mais interessados com o rumo da história. A maior parte dos livros de Aventuras Fantásticas ocorre no mundo ficcional de Titan, sendo que 46 dentre os 59 títulos originais são baseados nesse cenário de campanha, e como em muitos cenários de fantasia utilizados em RPG, Titan corresponde vagamente à Europa medieval, com a adição de magia, monstros e diversas raças não-humanas inteligentes. Titan consiste em três continentes: Allansia, Khul e o Mundo Antigo. Tendo sido desenvolvido aos poucos ao longo dos livros-jogos, a história fragmentada e por vezes contraditória do cenário foi reunida e revista no livro Titan: O Mundo de Aventuras Fantásticas, de 1986.

Os meus preferidos foram A Floresta da Morte, A Cidadela do Caos, O Talismã da Morte e o Desafio dos campeões. Lembro-me de perder muito tempo com estes livros, mas que a dada altura não respeitava muito a parte dos dados já que queria era continuar com a história e seguir em frente e não morrer numa luta.

Títulos lançados em Portugal pela editora Verbo

  1. O feiticeiro da montanha de fogo
  2. A floresta da morte
  3. A cidadela do caos
  4. A nave perdida
  5. A cidade dos ladrões
  6. A masmorra infernal
  7. A ilha do rei lagarto
  8. O pântano do escorpião
  9. A feiticeira das neves
  10. A mansão diabólica
  11. O talismã da morte
  12. O assassino do espaço
  13. O templo do terror
  14. O planeta rebelde
  15. Demónios das profundezas
  16. A Espada do Samurai
  17. O desafio dos campeões
  18. Os círculos de Kether
  19. Máscaras de destruição
  20. Comando robot
  21. O castelo dos pesadelos
  22. A Cripta da Feitiçaria
  23. O viajante das estrelas
  24. Os abismos do mal
  25. Encontro com o M.E.D.O.
  26. A arma de telak
  27. Cavaleiro do céu
  28. O ladrão de espíritos
  29. A maldição do vampiro
  30. Torre de devastação
  31. Maré vermelha
  32. Escravos do abismo
  33. Exércitos da morte
  34. A lenda dos cavaleiros das trevas
  35. Regresso à montanha de fogo
  36. O senhor do caos
  37. Resgate em Arion
  38. A maldição da múmia


Títulos lançados no Brasil

Série Aventuras Fantásticas
  1. A Cidadela do Caos
  2. O Feiticeiro da Montanha de Fogo
  3. A Floresta da Destruição
  4. A Cidade dos Ladrões
  5. O Calabouço da Morte
  6. A Nave Espacial Traveller
  7. O Templo do Terror
  8. As Coligações de Kether
  9. Mares de Sangue
  10. Encontro Marcado com M.E.D.O.
  11. Planeta Rebelde
  12. Demônios das Profundezas
  13. A Cripta do Vampiro
  14. Robô Comando
  15. Prova dos Campeões
  16. O Guerreiro das Estradas
  17. As Cavernas da Feiticeira da Neve
  18. A Espada do Samurai
  19. O Ladrão da Meia-Noite
  20. Mansão das Trevas
  21. Fantasmas do Medo
  22. O Talismã da Morte
  23. Fortaleza dos Pesadelos
  24. Punhais da Escuridão
  25. A Cripta do Feiticeiro
  26. Exércitos da Morte
  27. Escravos do Abismo
  28. Sky Lord
  29. O Saqueador de Charadas
Série Aventuras Fantásticas
Fúria de Príncipes
  1. O Caminho do Guerreiro
  2. O Caminho do Feiticeiro
Série Aventuras Fantásticas Mitológicas (ou Crônicas de Creta)
  1. O Feudo Sangrento de Alteu
  2. Na Corte do Rei Minos
  3. O Retorno do Errante
Série Artes Mágicas! (ou Magia!)
  1. As Montanhas Shamutanti
  2. Kharé - Porto dos Ardis
  3. As Sete Serpentes
Série Aventuras Fantásticas - Livros de Apoio
  1. Out of the Pit - Saídos do Inferno
  2. Titan (cenário de campanha)|Titan - O Mundo de Aventuras Fantásticas
  3. RPG / Aventuras Fantásticas - Uma introdução aos role-playing games
  4. O Saqueador de Charadas
Série Aventuras Fantásticas RPG Avançado
  1. Dungeoneer
  2. Blacksand
Série Aventuras Fantásticas - Romance
  1. As Guerras de Trolltooth
  2. Demonstealer - Ladrão-Demônio

terça-feira, 16 de outubro de 2012

... da Lagoa Azul (The Blue Lagoon)

terça-feira, outubro 16, 2012 3
... da Lagoa Azul (The Blue Lagoon)


Lagoa Azul (The Blue Lagoon) era daqueles filmes que os adultos faziam questão de ver connosco , e por vezes de nos obrigar a isso, por acharem que o filme (apesar das cenas de nudez) era um daqueles filmes que tínhamos que ver por ter uma história bonita e romântica.

O filme é baseado no romance do mesmo nome de Henry De Vere Stacpoole, estreando em 1980 pelas mãos de Randal Kleiser e lançando para o estrelato uma adolescente de 14 anos de seu nome Brooke Shields. Ela e o outro protagonista, Christopher Atkins, apareciam nus em muitas cenas, o que causou alguma polémica na altura (devido à idade de Shields que teve depois que testemunhar que as cenas onde aparecia nua era na verdade uma dupla). Quando havia cenas em topless, essas eram filmadas com o cabelo dela sempre por cima dos seios, de modo a evitar essas mesmas polémicas.

O filme é passado no período Vitoriano, e mostra o naufrágio de 2 primos que ficam isolados numa ilha enquanto crianças junto com o cozinheiro do Navio. Este ensina-os a sobreviver comendo algumas bagas e cozinhando alguns animais, para além de ensinar como construir cabanas rústicas que os abrigassem dos elementos. Quando este morre, os 2 primos encaram esta aventura sozinhos e crescem juntos ali na ilha, e ao entrarem na adolescência começam a ter certos desejos e entregam-se um ao outro a nível sexual apaixonando-se e tendo inclusive um filho.

O filme mostra como eles crescem na ilha, como enquanto casal têm algumas discussões normais de casal e neste caso a maior discussão era a de que ele queria sempre sair da Ilha e ela já não tinha muito interesse nisso. O filme tem uma bela imagem e a ilha é fantástica, a banda sonora ajuda a que o filme não saia muito daquele estilo de romance e aventura o que agradava a quase todos menos aos rapazes. Mas as imagens de nudez faziam-nos ver o filme e assim juntar-mo-nos ao resto da família.

Eles acabam por ser salvos, e o filme continua ainda hoje como um daqueles marcos de filmes juvenis que todos devem ver em família.








segunda-feira, 15 de outubro de 2012

... da Monica Seles

segunda-feira, outubro 15, 2012 1
... da Monica Seles


Quando comecei a gostar e a seguir o Ténis, ficava-me apenas pelo Ténis Masculino devido ao carisma dos seus tenistas e à qualidade de alguns dos jogos, mas houve uma tenista que me despertou a atenção para a variante feminina deste desporto, a Monica Seles.

Seles nasceu a 2 de Dezembro de 1973 na Sérvia, conseguindo a naturalização como cidadã Norte-Americana em 1994, e foi uma das melhores tenistas de sempre, começando a conquistar títulos aos 14 anos de idade e terminando o seu primeiro ano no 6º lugar do ranking das melhores do circuito.

Conquistou o seu primeiro torneio Grand Slam em 1990, em Roland Garros, derrotando a nº1 mundial, a tenista Alemã Steffi Graf, e se tornando a tenista mais nova a vencer o torneio com apenas 16 anos de idade e conseguindo terminar esse ano em 2º lugar depois de ter vencido vários torneios e ter tido jogos brilhantes contra outra tenista de qualidade, a Gabriela Sabatini.

Em 1991, Seles começou a dominar o circuito destronando Graf do primeiro lugar e conseguindo vitórias contra todas as grandes tenistas de então, como Martina Navratilova ou Arantxa Sanchéz Vicario, e vencendo grandes torneios como o de França, o de Austrália ou o dos Estados Unidos falhando somente o de Wimbledon devido a lesão. Em 1992 as vitórias continuaram, apesar de ter perdido a final de Wimbledon para Graf, mas começaram também as queixas das suas colegas para com os gritos e grunhidos excessivos que Seles emitia aquando das suas jogadas no court de ténis.

A rivalidade entre ela e Graf contribuíram em muito para que mais pessoas vissem o ténis feminino, eram duas jogadoras de qualidade e as vitórias tanto podia ir para uma como para outra. A rivalidade ganhou outro nível de publicidade quando um fã obcecado por Graf entrou para dentro do court e esfaqueou Seles. A lesão afastou a desportista dos torneios durante dois anos, voltando só em 1995 mas nunca mais atingindo os mesmos níveis de qualidade de seus primeiros anos no circuito e começando a perder jogos e influência com o passar do tempo.

Sua última vitória num grand slam ocorreu em 1996, no torneio da Austrália e tendo terminado esse ano em 2º lugar atrás da sua rival Graf. Eu gostava do estilo de jogo de Seles, mas como tantos outros odiava os seus gritos constantes que chegavam a roçar o absurdo tal a intensidade deles durante um jogo.










domingo, 14 de outubro de 2012

... do ICQ

domingo, outubro 14, 2012 2
... do ICQ

No final dos anos 90 eram vários os sistemas utilizados para falarmos uns com os outros, uns mais populares, outros menos mas cada um com uma particularidade que os distinguia dos restantes. Eu usei bastante o ICQ, era muito prático e mais internacional que o MSN, tinha lá os meus amigos Brasileiros todos e cheguei a ter alguns de outros países.

O ICQ foi criado em 1996, por 4 jovens de Israel que pretendiam assim criar um novo sistema de comunicação para os utilizadores de Windows. O nome era uma jogada fonética com o "I seek You" que em Português é "Eu procuro você", e chegou a ser bastante popular na América do Sul e em alguns países da Europa.

Era conhecido pelos seus efeitos sonoros, em especial quando recebíamos mensagem, e pelo símbolo tipo flor que mudava de cor conforme os usuários tivessem online. Em 1997 já existiam mais de 4 Milhões de utilizadores e era comum o pessoal trocar o número de ICQ, sim lá não era e-mail ou nome de utilizador e sim um número com o qual nos ligávamos e acedíamos a esta rede de comunicações.

Era comum utilizar para efeitos de trabalho, não que não se usasse para conversas sociais, e em 2001 a rede chegava a ter mais de 100 Milhões de utilizadores e parecia que não ia parar de crescer. Por cá nessa altura já poucos a utilizavam, o MSN começava a ganhar cada vez mais força e já esmagava por completo esta rede, muito por culpa de coisas como ícones apelativos que podíamos colocar no meio de qualquer conversa.

Continuei a utilizar esta rede durante mais algum tempo mas também a larguei ficando somente com o MSN e o MIRC.







sábado, 13 de outubro de 2012

... da série do Flash

sábado, outubro 13, 2012 0
... da série do Flash

The Flash foi uma série de 1990 baseada na personagem da DC Comics e protagonizada por John Wesley Shipp, apesar de ter tido só uma temporada foi uma das melhores séries baseadas em super-heróis que já passou na Televisão e deixou saudades a todos os fãs do género.

Como fã que sou dos super-heróis, sempre consumi tudo o que a TV dava relacionada com este mundo mesmo que fosse uma porcaria e quando vi isto pela primeira vez numa sessão de Zapping televisivo (se não me engano foi transmitido cá pela SIC num horário nocturno) a minha primeira impressão é que seria mais uma dessas porcarias.

A série não era brilhante, e misturava muitos conceitos dos livros de banda desenhada, mas era bastante interessante e o actor principal até tinha algum carisma e interpretava bem o papel de herói. Os efeitos especiais não eram maus de todo, e os fatos também não eram assim tão ridículos, e tínhamos ainda a oportunidade de ver actores como o Markl Hammil que foi um dos vilões mais carismáticos desta série.

Danny Bison foi a grande mente por trás desta série que teve 22 episódios, e este Flash tinha o nome de Barry Allen mas era na verdade uma mistura entre esse Flash e o seu sucesso, o Wally West. A ligação com a comida, com os Laboratórios que o ajudavam sempre a resolver os crimes eram um piscar de olhos a Wally, enquanto que a profissão na polícia era igual à profissão que Barry tinha nos Comics da DC.

A música do genérico foi composta pelo grande Denny Elfman, fresco de ter criado a música para o filme do Batman, e ajudou a criar outro impacto para a série.

Lembro-me que a série até tinha um aspecto mais pesado e mais sombrio do que as aventuras deste herói no papel, parecia mais quase um Batman. As histórias eram quase todas à noite e envolviam muitos criminosos hardcore, mafiosos e afins. Mas a meio da temporada as coisas começaram a mudar e a aproximar-se mais da BD.

Começaram a então a aparecer vilões em fatos coloridos e baseados na magnífica galeria de Rogues deste herói. Um que ganhou as luzes da ribalta foi o Trickster (Trapaceiro), interpretado pelo actor Mark Hammil que andava fora dos holofotes desde a sua participação em Star Wars como um dos protagonistas.

O Capitão Frio e o Mestre dos Espelhos também apareceram em alguns episódios e foram outros dos bons exemplos de como uma série de super-heróis que enfrentam super vilões até pode ser bastante agradável.

Tenho a série em DVD e aconselho-a a todos que sejam fãs do género de super-heróis ou que gostem de uma boa série de acção e de aventura. São cerca de 50 minutos bem passados e que só nos faz pensar porque a Marvel ou a DC não apostam mais em séries do género.











quinta-feira, 11 de outubro de 2012

... do Pepe Legal

quinta-feira, outubro 11, 2012 1
... do Pepe Legal


O Pepe Legal (Quick Draw McGraw) era um dos desenhos animados transmitidos pela RTP na década de 80 em pleno horário nobre, depois do Telejornal ou da Novela e que por vezes conseguia seduzir a família toda. Pais, filhos e Avós a rirem-se com as aventuras de um Cavalo trapalhão que era ao mesmo tempo Xerife de uma cidade.

Pepe Legal foi um sucesso em Portugal, e para isso contribuiu o facto de ser transmitido a versão dobrada em Português do Brasil, país onde o desenho animado também foi um sucesso brutal. É mais uma criação do estúdio Hanna-Barbera, que data da década de 60 e mostra as aventuras de um cavalo antropomorfo no velho Oeste.

Pepe Legal é um xerife do Novo México bastante incapaz, que depende muitas vezes do seu parceiro, o burrinho Mexicano Babaluu, que resolve muitos dos casos.A dupla ainda conta com a ajuda do Cão Rafeiro que faz qualquer coisa em troca de biscoitos caninos, sempre que os recebe levita no ar ao som de uma bela melodia. Pepe Legal tem uma identidade secreta, um herói mascarado chamado El Cabong, que se assemelha ao herói Zorro e usa uma guitarra como arma.

Lembro-me de rir muito ao ver estes desenhos animados, e de ver a minha avó e a minha mãe a rirem-se também, quer com as loucuras deste Xerife Cavalo quer com o seu alter ego à super herói. A frase "Babalu, para pensar estou cá eu" entrou no nosso dia a dia, quer na escola entre as crianças, quer mesmo por vezes entre os adultos na brincadeira uns com os outros. Uns dos programas mais divertidos do excelente estúdio da Hanna-Barbera.











... do La Bomba do King Africa

quinta-feira, outubro 11, 2012 0
... do La Bomba do King Africa


Os grandes hits de Verão no final da década de 90 eram sempre Latinos, e em 2000 a música La Bomba do cantor King Africa dominou o nosso país, com a sua voz forte e um ritmo animado numa música que tocava em todas as discotecas a toda a hora.

Alan Duffy nasceu em Buenos Aires em 1971, e adoptou o nome de King Africa quando começou a sua carreira musica alcançando algum sucesso na América Latina e mais tarde em Espanha. Mas foi quando fez a cover da música La Bomba, do grupo Boliviano Azul Azul, que ele atingiu o sucesso um pouco por toda a Europa, tendo dado concertos em muitos países (incluindo o nosso) e dominando por completo o verão da passagem de Século.

Como todas as músicas do género, para além do refrão viciante ela tinha também uma coreografia que fazia uma noite na discoteca parecer algo previamente ensaiado, com todos a dançar ao mesmo ritmo e a imitar aqueles movimentos. Confesso que não achei muita piada a esta música, enjoei dela facilmente, mas lembro-me de a ouvir e dançar com alguma alegria como em todos os típicos hits de verão.


Un movimiento sensual (sensual)
Un movimiento muy sexy (sexy)
Un movimiento muy sexy (sexy)
Y aquí se viene el africano con el baile que es una (bomba)
Para bailar esto es una (bomba)
para gozar esto es una (bomba)
para menear esto es una (bomba)

Y las mujeres lo bailan así, así, así, así
Todo el mundo
una mano en la cabeza
una mano en la cabeza
un movimiento sexy
un movimiento sexy
una mano en la cintura
una mano en la cintura
un movimiento sexy
un movimiento sexy

Y ahora empiezo a menear
suavecito para abajo, para abajo, para abajo
suavecito para arriba, para arriba, para arriba
suavecito para abajo, para abajo, para abajo
suavecito para arriba, para arriba, para arriba

Bomba (sensual)
Un movimiento sensual (sensual)
Un movimiento muy sexy (sexy)
Un movimiento muy sexy (sexy)
Y aquí viene el africano con el baile que es una (bomba)

Para bailar esto es una (bomba)
para gozar esto es una (bomba)
Todas las mujeres lo bailan (bomba)
Todas los hombres lo bailan (bomba)
Todas las radios lo ponen (bomba)
Las discotecas lo ponen (bomba)
Toda la gente lo baila (bomba)

Y las mujeres lo bailan así, así, así, así
Todo el mundo
una mano en la cabeza
una mano en la cabeza
un movimiento sexy
un movimiento sexy
una mano en la cintura
una mano en la cintura
un movimiento sexy
un movimiento sexy

Y ahora empiezo a menear
suavecito para abajo, para abajo, para abajo
suavecito para arriba, para arriba, para arriba
suavecito para abajo, para abajo, para abajo
suavecito para arriba, para arriba, para arriba

Sexy, mami (sensual)
Un movimiento sensual (sensual)
Un movimiento muy sexy (sexy)
Un movimiento muy sexy (sexy)
Y aquí se viene el africano con el baile que es una (bomba)

Para bailar esto es una (bomba)
para gozar esto es una (bomba)
Todas las mujeres lo bailan (bomba)
Todas los hombres lo bailan (bomba)
Todas las radios lo ponen (bomba)
Las discotecas lo ponen (bomba)
Toda la gente lo baila (bomba)

Pero este cuento se acaba, acaba, acaba
acaba, acaba, acábalo
y acaba, acaba, acaba, acaba, acábalo
y acaba, acaba, acaba, acaba, acábalo
y acaba, acaba, acaba, acaba, acábalo